No ano de seu centenário, peça inédita promove o encontro da escritora consigo mesma em dois momentos de sua vida e provoca o público com questões sobre arte, política e gênero.
Com elenco premiado, estreia em 5 de março, no Sesc Copacabana, a peça “Ao redor da mesa, com Clarice Lispector”. A dramaturgia tem a assinatura da escritora e professora da PUC-Rio Clarisse Fukelman, que acionou mais de 30 anos de pesquisa, publicações no Brasil e exterior e adaptações da escritora. Resultou uma proposta ousada e inovadora. Não é adaptação de um texto, nem colagem de cenas de livros diversos. É uma íntima e intensa conversa com temas candentes que perpassam toda a obra da escritora.
A peça se passa no início dos anos 60, quando a escritora (Gisela de Castro) recebe a inesperada visita dela mesma (Ester Jablonski), vinte anos mais velha. As duas põem as cartas na mesa e discutem escolhas de vida e de linguagem. Frente a frente, confrontam-se a Clarice recém-separada, com filhos pequenos e já desfrutando do prestígio da crítica, e a Clarice no fim da vida, ácida e solitária, com projeto de escrita que radicaliza propostas anteriores.
O inusitado encontro traz discussões sobre processo criativo e asexperiências de amizade, maternidade, corpo e amor. Por que e para quem escrever? Como futuro e passado nos mobilizam? O que é ser escritora mulher? Nesse percurso, a peça entremeia cenas de várias obras da escritora (interpretadas por Ana Barroso e Joelson Medeiros), destacando a atualidade do olhar de Clarice sobre preconceito, discriminação étnica, conflitos de geração e comunicação entre familiares e amigos.
Aqui,Lispector sai do pedestal mítico e se revela uma artista densa, de personalidade complexa, ligada a dramas sociais e humanos e à intensa busca do autoconhecimento: “preciso fazer um retiro espiritual e encontrar-me enfim – enfim, mas que medo – de mim mesma.”. O público acompanha situações cotidianas que ganham uma inflexão filosófica, indo desde a denúncia da solidão na adolescência e na velhice à perda de nossa conexão do ser humano com a natureza.
Com direção musical de Liliane Secco, há inserções de música erudita, do folclore judaico e sugestões de rap e de cordel. Embora Lispector tenha afirmado que a palavra é a sua “quarta dimensão”, ela também se confessa “uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras”. A peça encerra com uma “Ode a Macabéa”, protagonista do último livro publicado e m vida e síntese da poética da escritora.
Fernando e elenco
“O respeito pelo diferente não é fácil, como sugerem a publicidade e o romantismo fora de hora. Fechados em nossos casulos, esquecemos do permanente aprendizado com a língua e a vida e de que pertencemos ao mundo em igualdade com outros seres. Lispector nos faz pensar a respeito, ainda mais quando mediada por esse time maravilhoso que dá vida ao projeto”, diz Clarisse Fukelman, que também assina o posfácio de “Laços de Família” a ser relançado em 2020, como parte das comemorações.
FICHA TÉCNICA Direção: Ester Jablonski
Supervisão: Fernando Philbert Direção musical: Liliane Secco
Dramaturgia: Clarisse Fukelman Elenco: Ana Barroso, Ester Jablonski, Gisela de Castro e Joelson Medeiros Cenografia: Natália Lana Iluminação: Vilmar Olos Figurino: Marieta Spada
Designer: Mariana Grojsgold
Foto: Nil Caniné
Coordenação de produção: Veredas Promoções Culturais
Produção executiva: Sergio Canizio Assistente de direção: James Simão Assistente de produção: Daniel Koifman Projeto e Realização: Veredas Promoções Culturais Assessoria de Imprensa: Clóvis Corrêa – CICLO Comunicação
SERVIÇO
ESTREIA 5 de março, quinta-feira
Peça: Ao redor da mesa, com Clarice Lispector
Dramaturgia: Clarisse Fukelman
Direção: Ester Jablonski
Supervisão: Fernando Philbert Direção musical: Liliane Secco
Elenco: Ana Barroso, Ester Jablonski, Gisela de Castro e Joelson Medeiros
Temporada: de 5 a 29 de março de 2020 – 5ª a domingo
Horário: 20h
Local: Mezanino do Sesc Copacabana Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
A direção da Vermelha e Branca de Copacabana lança na tarde desta quarta-feira, 29, seu clipe oficial do samba-enredo 2020, para toda sua comunidade, amigos e o público sambista em geral.
Este é mais um produto desenvolvido pelo departamento de comunicação da escola e com aval da presidência, como forma de levar mais entretenimento para os seus segmentos, assim, havendo a interatividade e aprendizado da letra que compõe o samba para “YPANEMA”.
A Alegria da Zona Sul, desfilará no dia 25/02 pela série B – (Liga Livres, Intendente Magalhães), onde, buscará o título de campeã e o retorno à Sapucaí
FICHA TÉCNICA
Produção: Ser agência e MGR produtora
Imagens: Fabiano Santana
Edição: Fabiano Santana
Composição de personagens: integrantes dos segmentos Alegria (bateria Show de Ritmo, baianas, passistas, velha guarda e comunidade)
Locações: quadra de ensaios, praia de Ipanema e Arpoador
Sucesso de crítica e público, “Habite-me” inicia segunda temporada no Rio de Janeiro: dia 6/12 no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto
Máscaras e bonecos ganham vida no corpo da atriz Carolina Garcia no solo Habite-me, dirigido por Paulo Balardim, que reestreia no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, Humaitá, nesta sexta-feira, dia 6 de dezembro, às 20h. A peça conquistou sucesso de crítica e público na primeira temporada no Sesc Copacabana, em agosto.
Carolina Garcia interpreta uma trama poética que reflete sobre a vida e a morte e sobre o amor, utilizando bonecos em tamanho natural, máscaras e exuberante movimentação. Sem dar palavra, a atriz faz todas as transformações diante do público, cercada por uma instalação formada por infláveis de várias dimensões que emolduram toda a história.
HABITE-ME – a cabec_a – – Emanuel Orengo
Habite-me é uma montagem inteiramente original, desenvolvida em parceria com artistas estrangeiros. A temporada é de sexta a segunda-feira, até 16 de dezembro. Carolina Garcia, 25 anos de trabalho, é pesquisadora e professora e este trabalho iniciou com uma bolsa de residência artística para a qual a atriz foi selecionada, no Festival de Castelier, em Québec, Canadá. Durante o processo, surgiram as parcerias com uma artista local para desenvolver pesquisa de linguagem na construção de bonecos, buscando desenvolver “um novo modo de perceber o outro, através da tolerância e da empatia, que orientou a elaboração da peça”, conta.
Desta forma, a criação dos bonecos em escala humana contou com a colaboração da canadense Émilie Racine, artista plástica e marionetista. Já a canadense Laurence Castonguay, especialista em mímica e professora da Université de Québec, em Montréal (UQAM), e Paulo Balardim, diretor e professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) deram forma final à montagem. É do artista gaúcho Elcio Rossini a criação das formas infláveis que compõem o cenário-instalação que respira junto com a atriz.
O consagrado compositor belga Tuur Florizione se juntou ao grupo de artistas-criadores e assina a trilha original que permeia Habite-me. Todos os elementos convidam o espectador a abrir os olhos para um universo onírico, espécie de planeta em que Carolina Garcia dá à luz personagens como um casal de idosos, uma mulher que carrega sua própria morte e uma mãe com seu bebê. “O ponto de partida foi explorar interações entre bonecos e meu próprio corpo, em busca de habitar o inanimado e me deixar habitar por ele”, conta Carolina.
Cada ação é iluminada pelo premiado Renato Machado, revelando, ou não, os muitos passos de Carolina Garcia ao longo de troca de máscaras e figurinos. Num dos pontos altos de Habite-me, Carolina Garciachega a confundir o público numa espécie de coreografia em que se duplica trocando de lugar com uma boneca. Ao todo, três quadros compõem a encenação. As únicas palavras que “ecoam” no teatro são um trecho de um poema de Rainer Maria Rilke (1875-1926), proferido antes da avalanche de transformações que se sucedem nas cenas.
Um dos espectadores de Habite-me na primeira temporada, Eduardo Nunes, cineasta, diretor dos longas-metragens “Sudoeste” e “Unicórnio”, escreveu: “A beleza do espetáculo consiste na ruptura desta fina barreira entre móvel e imóvel, entre vivo e morto. A beleza de poder ver vida onde acreditamos que não deveria haver”.
Carolina Garcia é atriz-marionetista (1994), educadora somática, diretora e produtora teatral. Fundadora e gestora do Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo/RS desde 2010, é coordenadora das atividades de intercâmbio e formação do Festival Cena Brasil Internacional (2013). Ao longo de sua trajetória artística, já participou de diversos festivais nacionais e internacionais de teatro, Representou o Brasil no Festival de Teatro de Edimburgo e Ano Brasil/Portugal (2013), Festival de Avignon e Ano Brasil /Uruguai (2015). Está à frente de um projeto de reativação do Núcleo de Bonecos na Escolinha de Arte do Brasil (RJ).
Ficha técnica “Habite-me”_Atuação e pesquisa: Carolina Garcia | Direção e dramaturgia: Paulo Balardim | Criação de bonecos: Emilie Racine | Preparação corporal: Márcia Pinheiro e Laurence Castonguay | Trilha Sonora original: Tuur Florizoone | Figurinos: Cris Lisot | Pinturas no figurino: André Gnatta | Cenografia: Elcio Rossini (pesquisa Objetos para Ação) e Paulo Balardim | Criação de luz: Renato Machado | Operação de luz: Luana Pasquimell | Operador de som e infláveis: Wilson Neto / Antônio Maggionni (stand-by) | Montagem técnica: Hebert Said e Luana Pasquimell | Assessoria e montagem de som: Lucas Carvalho | Ensaísta: Laurence Castonguay, Wilson Neto e Elaine Juteau | Fotografias: Jerusa Mary, Marcelo Paes de Carvalho e Paulo Balardim | Arte gráfica: Jéssica Barbosa | Assessoria de imprensa: Mônica Riani | Comunicação em redes sociais: Ana Balardim | Assistente de produção: José Carlos Rosa | Cias em co-produção (Brasil – Canadá): Cia 4 produções e Territoire 80 | Cooperação internacional: Festival Casteliers (Québec), Conseils des Arts du Canada e Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo
Serviço: “Habite-me” – Pesquisa e atuação: Carolina Garcia. Direção e dramaturgia: Paulo Balardim. Gênero: teatro de animação (bonecos, máscaras e dança). Duração 45min. Sinopse: Solo poético sobre a natureza humana com a utilização de máscaras, bonecos e dança.
Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto – Rua Humaitá, 163 – Humaitá. Tel. 2535-3846
Estreia 06 de dezembro, às 20h.
Sessões de sexta-feira a segunda-feira :: Sexta, sábado e segunda-feira: 20h. Domingo, às 19h.
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) :: Bilheteria funciona a partir das 18h
Para celebrar seus 30 anos de carreira, a atriz traz ao Rio de Janeiro o espetáculo LOVE,que fica no Teatro Petra Gold, de 14 de outubro a 11 de novembro
LOVE é o primeiro monólogo da atriz Cyria Coentro. A baiana, de 53 anos, rosto conhecido da TV, cinema e teatro, escolheu o tema AMOR como fio condutor de seu espetáculo.
O roteiro de Cyria, Elisa Lucinda e Jackson Costa, que também assina a direção, traz textos clássicos e contemporâneos que falam de amor e seus desdobramentos, estabelecendo uma sequência de situações que a relação amorosa propicia a cada um de nós quando experimenta o amor: a fase da paixão, da sedução, do romantismo, do erotismo, da decepção, da dor, da saudade.
No palco, a interpretação forte, direta e emocionada de Cyria cumpre o papel de tradutora dos sentidos e sentimentos que as palavras contêm. Dessa forma, o público se identifica e se entrega ao espetáculo. Afinal, quem nunca viveu um grande amor?
Ao longo de 10 anos, Cyria pesquisou diversos textos até escolher os que queria. Entre os selecionados, há trechos de Mário Quintana, Clarice Lispector, Maiakovisk, Castro Alves, Manuel Bandeira, Isabel Allende, Boudelaire, dentre outros. Em cena, apenas Cyria, um banco e a potência do amor expressa em cada palavra.
LOVE reestreia dia 14 de outubro, às 20h, no Teatro Petra Gold, no Leblon, e fica em cartaz até dia 11 de novembro, com apresentações sempre às segundas-feiras (dias 14, 21 e 28/10 e 04 e 11/11).
Texto Premiado:
LOVE estreou em 2014, em Salvador. No ano seguinte, Cyria Coentro recebeu o Prêmio Braskem de Teatro como Melhor Atriz por atuação em LOVE. Em 2017, fez uma curtíssima temporada no Rio de Janeiro. Dessa vez, a convite do Teatro Petra Gold, ela aceitou trazer mais uma vez a peça à cidade do Rio: “O amor é o princípio de todas as virtudes. Todas as atitudes positivas e virtuosas da vida têm o amor como base. A gente pode falar de solidariedade, de amizade, de bondade, de honestidade. A base de todas elas é o amor. O amor pelo outro, o amor pela vida, o amor pelo trabalho. O amor. Sem amor, nada floresce. Sem amor, não há solução. O amor é a resposta a tudo nessa vida. O amor melhora o mundo
e as pessoas. Sensibiliza, educa, humaniza. É inerente e indispensável em qualquer forma de vida. Como atriz, utilizo minhas armas para propagar essa ideia. Como pessoa, é o que move a minha vida. E que bom poder unir a arte e o amor num trabalho vibrante como esse”, diz Cyria.
Ela celebra ainda a parceria com a poetisa Elisa Lucinda e com o ator, diretor e amigo, Jackson Costa: “Desde criança que gosto de escrever. Tenho alguns textos, algumas poesias guardadas. Quando aflorou essa vontade de fazer um trabalho autoral, percebi que o tema só podia ser esse: o amor. Falei com a Elisa, que é maravilhosa, e com o Jackson, que é um artista super completo, também, além de um grande amigo. Entre muitas conversas e troca de ideias, nasceu o roteiro do espetáculo. Foi uma parceria deliciosa.”
Cyria Coentro:
A atriz baiana tem 30 anos de carreira. Cursou Interpretação Teatral na Universidade Federal da Bahia e participou de cursos e Oficinas com: Sérgio Brito, Bia Lessa, Luís Alberto Resende, Cacá Carvalho, Luís Otávio Burnier, Grupo Lume, Grupo Sunil, Renato Cohen entre outros.
Na TV, participou de inúmeras novelas globais, tais como Renascer (1992); O Rei do Gado (1996); Porto dos Milagres (2003); Mulheres Apaixonadas (2004); Pé na Jaca (2006); A Favorita (2008); Caminho das Índias (2008); Viver a Vida (2010); Flor do Caribe (2012); Em Família (2014); Velho Chico (2016) e mais recentemente, O Tempo Não Para (2018).
No teatro, já atuou em 19 peças ao longo de sua carreira. No cinema, já fez mais de 7 filmes. Agora em setembro, vai à Capadócia rodar seu mais recente longa-metragem, que vai contar a história de São Jorge. Além desse, tem ainda O Avental Rosa, filme de Jayme Monjardim, que ainda não foi lançado.
Ficha Técnica:
Roteiro: Elisa Lucinda, Cyria Coentro e Jackson Costa
Em virtude de sua trajetória dedicada a pensar e fazer cinema, o cineasta, crítico e escritor Jean-Claude Bernardet é o grande homenageado pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro, no Centro do Rio, em sessão especial do Cineclube de Documentário, com exibição do documentário “A Destruição de Bernardet”, de Claudia Priscilla e Pedro Marques, seguido de entrevista com o professor e cineasta, no dia 5 de outubro, a partir das 14h, na Sala Ruy Guerra. A sessão tem entrada franca.
JCB – foto de Antonio Nepomuceno
Além de Bernardet, a Escola de Cinema Darcy Ribeiro recebeu nesta edição outros importantes nomes como Walter e Vladimir Carvalho, na abertura, e pretende receber Cristiano Burlan, Roberto Berliner e Susanna Lira em próximas exibições. O Cineclube de Documentário tem atraído uma média de 60 pessoas por sessão e está em cartaz até 7 de dezembro, sempre aos sábados, às 14h, com exibição de filmes, seguida de entrevista com convidados, sob curadoria de Felipe Nepomuceno, diretor da Série “Sangue Latino” (Canal Brasil), e direção de Irene Ferraz.
Sinopse:
Em “A Destruição de Bernardet” (2018), documentário assinado por Claudia Priscilla e Pedro Marques, Bernardet reflete sobre as críticas recebidas por suas incursões como ator e revela suas perspectivas de vida, ao mesmo tempo em que precisa lidar com o fato de ser portador do vírus HIV.
Sobre Jean-Claude Bernardet:
Nascido na Bélgica, de família francesa, Jean-Claude passou a infância em Paris e veio para o Brasil com sua família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em 1964. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e doutor em Artes pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP[3]
Local: Escola de Cinema Darcy Ribeiro
Endereço: Rua da Alfândega, 5 – Centro
Informações: (21) 2233-0224 | escoladarcyribeiro.org.br
Data: 5 de outubro
Horário: 14h
Evento gratuito
Programação Cineclube de Documentário
19 de outubro, sábado, 14h
Humberto Mauro / 2018 / André di Mauro – 90 min
(entrada franca)
26 de outubro, sábado, 14h
Juízo / 2007 / Maria Augusta Ramos – 90 min
(entrada franca)
Texto de Sófocles que rendeu à artista o Prêmio APCA de Melhor Atriz em 2017 será encenado em cinco unidades com ingressos entre R$ 2 e R$ 10. Circuito começa em Madureira, no Rio, dia 4 de outubro.
RIO DE JANEIRO – O Sesc RJ leva para cinco das suas unidades, no mês de outubro, o espetáculo “Antígona”, monólogo estrelado pela atriz Andrea Beltrão. A montagem do texto de Sófocles, traduzido por Millôr Fernandes e dirigido por Amir Haddad começa o circuito em Madureira, dia 4/10, e depois segue para Petrópolis (Sesc Quitandinha), dia 5, São João de Meriti (19), Niterói (25) e São Gonçalo (26). Os ingressos variam entre R$ 2 e R$ 10, com a possibilidade de retirada gratuita dos bilhetes para quem comprovar renda familiar até 3 salários mínimos e, em algumas unidades, também para portadores do Cartão Sesc.
Antigona-cred-Fernando-Young
No palco, a artista interpreta a personagem-título da trama, trabalho pelo qual foi agraciada com o Prêmio APCA de Melhor Atriz em 2017. Trata-se de uma jovem princesa que enfrenta a ordem do rei Creonte de deixar seu irmão, que lutou na guerra, sem sepultura. Ao desobedecer a determinação real, ela paga com a própria vida. É estabelecido, então, o confronto entre o Estado e o cidadão.
A história se passa em Tebas e foi escrita há 2.500 anos por Sófocles. Fez tanto sucesso na época que o público ateniense ofereceu ao autor o governo de Samos, uma das ilhas gregas. Na Antígona de Haddad e Andrea, ao contrário do autor original, que partiu do mito já conhecido para o teatro, parte-se do teatro para chegar ao mito que dá nome ao espetáculo.
“Todos esses mitos que povoavam o imaginário grego, como Antígona, faziam parte do dia a dia do povo, funcionavam como um bem público”, analisa o diretor assinalando que, quando o teatro se estabeleceu, naquele tempo, como uma forma de expressão artística, todos já conheciam o que seria representado. “Sófocles se apoderou da história e escreveu esse texto. O que Andrea e eu fizemos foi partir das informações da peça para chegarmos ao mito”.
Na opinião da atriz, um texto clássico como este não é de interpretação complicada. As narrativas embaralham as emoções por ir direto ao coração, à memória, e aos sentimentos. “Como um texto escrito há 2.500 anos pode falar exatamente sobre o que eu sinto agora? Não é a gente que lê o texto da tragédia grega, é a tragédia grega que lê a gente, por isso não precisamos ter medo de não entendê-la. Faz parte de nós, enriquece, questiona, exige que tentemos mais uma vez”, analisa.
Para ela e o diretor, essa montagem transpira atualidade gigantesca. “Fala da liberdade do cidadão diante do poder do Estado, e de como isso atinge a vida mais ancestral do ser humano”, observa Haddad. “A peça se dá nessa reflexão feita por ator e público sobre a história, por meio de uma excelente narradora, que é a Andréa”.
Em diálogo com a plateia em ritmo acelerado, conectado ao movimento do mundo contemporâneo, a atriz se utiliza de recursos mínimos, como uma echarpe vermelha ou um casaco, para desenrolar a trama e, assim, ir povoando o palco com os personagensinterpretados por ela mesma. Andrea os apresenta, quase que didaticamente, antes de representá-los, permitindo ao público adensar o seu conhecimento da história e traçar paralelos com a atualidade.
Igualmente, a cenografia apresenta linguagem moderna e reforça a atuação da artista entre os atos de narrar e representar este mito, em cenas que se desenvolvem diante de uma espécie de árvore genealógica, em forma de mural. Uma cadeira, uma escada, uma mesa e um amplificador para o som com microfone, complementam o cenário. A proposta é restaurar a força popular do teatro.
Sobre a atriz e o diretor
Amir Haddad é diretor e professor de teatro, diversas vezes premiado. Considerado um dos maiores encenadores do Brasil, o criador do Grupo Tá na Rua, iniciado em 1980, leva a arte do teatro para o espaço aberto das ruas e praças, ressaltando a importância das comemorações populares na vida social e cultural das cidades. Amir Haddad recupera para o teatro o seu sentido de festa popular, dela resgatando sua dramaticidade.
Reconhecido internacionalmente, desenvolve uma série de atividades didáticas nas artes cênicas como oficinas, seminários e cursos. É criador de um teatro preocupado em se comunicar e se tornar cada vez mais próximo de sua plateia.
Como resultado de suas pesquisas e investigações, nestas áreas do teatro, desenvolveu ferramentas eficientes para a construção de um ator que responda ao sentimento contemporâneo, ao mesmo tempo em que o instrumentaliza para uma leitura aguda e profunda da trajetória humana e da dramaturgia produzida pelo teatro em todos os tempos. Entre seus últimos trabalhos estão A Mulher Invisível, de Maria Carmem Barbosa, A Mulher de Bath, de Geoffrey Chaucer, A Tempestade, de William Shakespeare, e Antígona, de Sófocles.
Andrea Beltrão iniciou sua carreira no Teatro Tablado em 1978, interpretando o personagem João Grilo, da peça O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. No início da década de 1980 integrou grupos teatrais. Em 1984, O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, A Dona da História (1998), de João Falcão, Sonata de Outono (2005), de Ingmar Bergman, Jacinta (2012), de Newton Moreno, entre tantas outras.
Em 1984 estreou na novela Corpo a Corpo, de Gilberto Braga seguindo na TV Globo em sucesso como Rainha da Sucata (1990), de Sílvio de Abreu, Pedra Sobre Pedra (1992), de Aguinaldo Silva, Mulheres de Areia (1993) e A Viagem (1994), ambas de Ivani Ribeiro, Vira Lata (1996), de Carlos Lombardi e Era Uma Vez (1998) de Walter Negrão.
Ainda na TV, fez diversas participações em séries e especiais, como Armação Ilimitada (1985-1988), Comédia da Vida Privada (1997) e Brava Gente (2000). Entre 2002 a 2009, integrou o elenco do seriado A Grande Família, interpretando a cabeleireira Marilda. Também participou da minissérie Som & Fúria (2009) e das séries O Bem Amado (2011) e Tapas & Beijos (2011-2015), com a personagem Sueli.
No cinema com o filme Bete Balanço (1984), de Lael Rodrigues. Sua atuação na tela grande inclui também os filmes Garota Dourada (1984), de Antonio Calmon, O Coronel e o Lobisomem (2005), A Grande Família – O Filme (2007) e Verônica (2009), dirigidos pelo cineasta Maurício Farias, Cazuza – O Tempo não Para (2004), O Bem Amado Estreou (2010), O Penetras (2012), Chatô, o Rei do Brasil (2015), Sob Pressão (2016), Sueño Florianópolis e Albatroz (2018) e Hebe – A Estrela do Brasil (2019).
No cinema, recebeu premiações em festivais nacionais por seu desempenho em O Escorpião Escarlate (1986) e Minas-Texas (1989). Pelo teatro, venceu o Prêmio Shell de Melhor Atriz pela peça A Prova (2002), dirigida por Aderbal Freire Filho, em 2008 mereceu novamente a premiação, desta vez por sua atuação, ao lado de Marieta Severo, na peça As Centenárias, de Newton Moreno, e em 2017 recebeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz com a peça Antígona dirigida por Amir Haddad.
FICHA TÉCNICA
Autoria: Sófocles
Tradução: Millôr Fernandes
Dramaturgia: Amir Haddad e Andrea Beltrão
Direção: Amir Haddad
Com: Andrea Beltrão
Iluminação: Aurélio de Simoni
Figurino: Antônio Medeiros
Direção de Movimento: Marina Salomon
Ambientação e Projeto Gráfico: Fabio Arruda e Rodrigo Bleque
Jorge Pescara apresenta seu projeto progressivo com elementos de world music e fusion, nesta terça-feira, dia 1, no Centro Cultural Justiça Federal
Em outubro, Rio e Niterói continuarão recebendo grandes expoentes do rock progressivo nacional. Com realização da Vértice Cultural e da BeProg, o IIICaRIOca ProgFestival vem reunindo, desde o dia 31 de agosto, nomes de destaque do gênero, reservando para o mês de outubro outras atrações, agora no Centro Cultural Justiça Federal (Centro), Solar de Botafogo e Theatro Municipal de Niterói – em setembro, os shows foram semanais no Centro da Música Carioca, na Tijuca.
O festival muda de palco a partir do dia 1, terça-feira, com o show, no Centro Cultural Justiça Federal (Cinelândia), do virtuoso baixista Jorge Pescara, apresentando seu projeto PESCARA- KNIGHT PROG, no show “Cavaleiro sem Armadura”. Referência no instrumento e na música brasileira – já tocou ao lado de Dom Um Romão,Ithamara Koorax, Eumir Deodato, Luiz Bonfá, Ney Matogrosso, Paulo Moura, dentre muitos outros – o baixista apresentará com seu quarteto as composições do CD autoral “Knight Without Armour”, e sua técnica de touchbasse touchguitar, instrumentos exóticos de 12 cordas. Com formação rítmica curiosa (dois bateristas no palco simultaneamente, Iuri Sant’Anna e Fábio Cezanne), e Renata Puntel (teclados e flauta), o baixista vai apresentar também recriações de clássicos de Pink Floyd, Genesis, Yes, King Crimson.
Mais rock progressivo em Outubro
De São Paulo, a banda DIALETO leva ao palco do Centro Cultural Solar de Botafogo, dia 10 de outubro, quinta-feira, o show “De Blavatsky a Bartók”, com músicas do compositor Húngaro Béla Bartók livremente adaptadas pela banda para sua linguagem ProgRock típica. As composições fazem parte do álbum ‘Bartók In Rock’, lançado em 2017, com participação especial do violinista David Cross, conhecido por haver integrado a banda inglesa King Crimson da década de 70. O show faz uma trajetória na carreira da banda que não toca no Rio de Janeiro, desde 2012, na I Mostra CCBB de Rock Progressivo.
jorge pescara
Os cariocas do ARCPELAGO sobem ao palco do CCJF (Cinelândia), no sábado, dia 12 de outubro, às 17h, com o “Show Interseções”. A musicalidade elaborada e estreitamente vinculada à sonoridade analógica é a espinha dorsal do Arcpelago, que se alastra tanto pela vertente sinfônica, quanto pelo space-rock, hard rock e fusion, sendo notável a intensa preocupação do grupo com timbres e efeitos sonoros. Nem seguida, no mesmo dia, às 20h, será a vez do CARAVELA ESCARLATE, formada em 2011 e composta por David Paiva, multi-instrumentista e compositor, em parceria com o tecladista e compositor Ronaldo Rodrigues (também integrante do Arcpelago), com o veterano baterista Elcio Cáfaro, dono de extenso currículo na MPB e na música instrumental brasileira, uma das poucas bandas nacionais hoje divulgadas por selo europeu, a Karisma Records, que lançou em vinil o álbum homônimo da banda e relançando o cd, que também teve apoio na produção executiva da Vértice Cultural. E, para aqueles presentes, o show “Interseções” trará surpresas expressivas ao público.
Do Rio Grande do Sul, a banda APOCALYPSE fará dois shows no Centro Cultural Solar de Botafogo, dias 18, sexta-feira, e 19 de outubro, sábado. O grupoiniciou as atividades em 1983 em Caxias do Sul (RS), influenciado por expoentes da década de setenta como Queen, Led Zeppelin, Pink Floyd, Rush, Yes, Kansas, Deep Purple e Journey. Após vencer os festivais Circuito de Rock e Festpop na serra gaúcha, lançou o primeiro LP homônimo em 1991 e assinou contrato com a gravadora francesa Musea. Foi o primeiro grupo brasileiro de classic rock a gravar e lançar CDs no exterior, e já abriu shows de grandes nomes do classic rock mundial como Yes (Araújo Vianna-Porto Alegre), Uriah Heep (Canecão – RJ) e Pendragon (Teatro João Caetano – RJ). Os gaúchos farão o lançamento do álbum ao vivo “The 35th Anniversary Concert”. Com cinco discos já lançados, o FLEESH – formado por Celo Oliveira e Gabby Vessoni em 2014 – lança seu álbum “Across the Sea” na terça-feira, dia 22 de outubro, no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia, na íntegra junto com outras faixas de seus CDs.
Encerrando com chave de ouro, a lendária BACAMARTE celebra seus 45 anos de formação com um show imperdível, dia 25 de outubro, no Theatro Municipal de Niterói.Fundada em 1974 por Mario Neto e Sergio Vilarim, a banda veio a gravar de forma independente o álbum “Depois do Fim”, em 1979, porém só lançado em 1983, quando, após ter suas músicas entre as mais tocadas pela Fluminense FM, foi aclamado por público e crítica como uma verdadeira obra-prima do rock progressivo. O álbum vendeu milhares de cópias em países como Alemanha, Itália, Rússia e, principalmente, Japão. Em 1999, foi lançado o álbum Sete Cidades, que também teve sua tiragem esgotada rapidamente. Em 2009, após vários anos desaparecido das prateleiras e tendo se tornado item de colecionador disputado por amantes do gênero no Brasil e no exterior, “Depois do Fim” foi relançado pela Som Livre, em versão remasterizada diretamente da fita master original. No Teatro Municipal de Niterói, a banda será formada por Mario Neto (guitarra e violão), Marcus Moura (flauta e acordeon), William Murray (contrabaixo), Robério Molinari (piano e teclados) e Alex Curi (bateria), com a participação especial da cantora Jane Duboc
01/10 (terça-feira) – JORGE PESCARA-KNIGHT PROG (Rio de Janeiro)
“Iago” – Texto de Geraldo Carneiro baseado em “Otelo”. Com Marcio Nascimento. Estreia dia 3 de outubro no Sesc Copacabana
Marcio Nascimento interpreta texto de Geraldo Carneiro inspirado em Shakespeare. Sozinho ele dá voz e corpo a quatro personagens através da manipulação de formas animadas criadas por Bruno Dante e Carlos Alberto Nunes. Emoldurando a montagem, trilha original é executada por violoncelista em cena. Marcio, que comemora 25 anos de trabalho repleto de prêmios, divide a direção com Miwa Yanagizawa
Vingança borbulha no prato principal (acompanhado de intrigas e ciúmes) servido ao público em Iago, peça que o consagrado dramaturgo e poeta Geraldo Carneiro escreveu – baseado em “Otelo”, de William Shakespeare – sob medida para o premiado ator Marcio Nascimento levar ao palco. A estreia é dia 3 de outubro, às 18h, na Sala Multiuso do Sesc Copacabana. Um dos principais atores de sua geração, com 25 anos de trajetória profissional, Marcio Nascimento interpreta quatro personagens num jogo de cena todo estruturado em formas animadas, que atualiza e amplia o gênero teatro de bonecos, linguagem em que Marcio se notabilizou em espetáculos dentro e fora do Brasil. Como parte da temporada no Sesc Copacabana, o artista vai ministrar, gratuitamente, a oficina Prática de Teatro de Animação a partir de 8 de outubro (informações no final do release).
Além de Iago, Otelo, Desdêmona e Cássio surgem diante dos olhos da plateia através de recursos surpreendentes. Acompanhando tudo, o violoncelista Marcio Malard executa a trilha composta originalmente por Rodrigo De Marsillac para a montagem. O cenógrafo Carlos Alberto Nunes e o artista visual Bruno Dante respondem pela concepção das formas animadas, já Tiago Ribeiro (que está indicado ao Prêmio Shell pela peça “As Comadres”) assina figurinos e Renato Machado ilumina o espetáculo. Marcio Nascimento e Miwa Yanagizawa dividem a direção geral da tragédia Iago.
“Iago é fascinado pelo mal, pelo poder, um personagem muito atual. Já traduzi e adaptei outras nove peças de Shakespeare. Neste espetáculo, Iago é movido pelo ressentimento”, analisa Geraldo Carneiro. Na dramaturgia do espetáculo, Iago conta sua história em primeira pessoa para o público. Ao revisitar os eventos passados na tragédia original (em que o general mouro Otelo promoveu a tenente Cássio, preterindo o próprio Iago) o personagem fará uma reflexão sobre a cobiça, o materialismo, sua natureza corrupta, seu poder de conspiração e as consequências de seus atos.
Marcio Nascimento integra as companhias PeQuod e Artesanal, importantes grupos do teatro contemporâneo brasileiro, sediadas no Rio. Ao montar Iago experimenta um trabalho idealizado inteiramente por ele. “No teatro quero fazer de tudo. Sou ator de formação e por amor, mas os bonecos, ou melhor, as formas animadas, que é um termo mais abrangente, e agrega boneco de luva, manipulação direta, sombra, máscara…, é uma fonte inesgotável de possibilidades, como será possível apresentar em Iago”, destaca.
Mais de 50 bonecos já passaram pelas mãos de Marcio Nascimento em interpretações de espetáculos por Portugal, Espanha e até na China. Ganhou o prêmio de melhor ator nas edições do prêmio ZIlka Salaberry 2017, 2016 e 2013. Ainda ganhou o Prêmio Botequim Cultural de Melhor Ator em 2017 e 2013. Recebeu também o Prêmio CBTIJ de Melhor Ator em Papel Coadjuvante e foi indicado aos prêmios: Iº PRÊMIO SÃO PAULO DE INCENTIVO AO TEATRO INFANTIL E JOVEM e ao Iº Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil. Formado em Interpretação Teatral pela UNIRIO, Márcio é membro fundador da Cia. PeQuod de Teatro de Animação, especializando-se na técnica de bonecos de manipulação direta e no jogo ator- boneco a que o grupo se propõe. Pelo trabalho “Por Que Nem Todos Os Dias São Dias De Sol?”, da Artesanal Cia de Teatro, Marcio Nascimento e Bruno Dante receberam menção honrosa pela confecção e manipulação de bonecos no Prêmio Zilka Salaberry de 2017.
A diretora Miwa Yanagizawa pontua aspectos da montagem de Iago. “No espetáculo, Marcio Nascimento dá vida aos bonecos, anima os objetos, cria o espaço da ficção, mas também ele, no papel de Iago, apaga o outro, retira-lhe a capacidade da reflexão, da criação, usa Otelo, Desdêmona e Cássio em benefício próprio, para o sucesso de sua trama. Então, há no processo da peça Iago, o desejo de abrir ao máximo as capacidades dessa ação. Ali, em cena – na vida – quem está manipulando quem, ou, o quê?”, propõe Miwa. Segundo ela, “nossa ideia é tornar a montagem uma experiência capaz de se comunicar com questões que nos intrigam, nos oprimem e nos fascinam tanto, como o uso maquiavélico do poder&rdq uo;.
Iago amplia as possibilidades do teatro de animação para adultos. Designer e artista visual, Bruno Dante lança mão de tripés evocando corpos, cabides para sustentar cabeças e muito mais. “Sugeri ao Marcio trabalhar um tipo de animação a partir da desconstrução da própria animação, sair do óbvio, deixando o espectador acompanhar isso, evidenciando a manipulação. Desta maneira, valoriza-se ainda mais o trabalho do ator, principalmente”, analisa. E continua: “Iago manipula a tudo e a todos para concretizar sua vingança contra Otelo. Bonecos e teatro de objetos animados vão conduzindo a história. É tudo muito assumido, é praticamente a cenografia do espetáculo, que é feita pelo Carlos Alberto Nunes”.< br />
O compositor Rodrigo De Marsillac afirma que sente o peso por criar uma trilha especialmente para um texto inspirado em Shakespeare. Que será executada a cada sessão, ao vivo, pelo violoncelista Marcio Malard. “A música precisa acompanhar as camadas propostas pela encenação. Entre os aspectos que levei em conta foi supor que o papel da música talvez fosse o de fazer o ‘veneno de Iago’ trabalhar, ir entrando nos acontecimentos e ajudando, de certa forma, a manipular a trama pelo próprio Iago. Traduzir isso em sons. Temos que contar a história através do som também”, pontua.
Sobre a oficina
A oficina Prática no Teatro de Animação se concentra na manipulação direta, técnica mais usada pelas companhias das quais o ministrante Marcio Nascimento participa (PeQuod e Artesanal Cia de Teatro). Conceitos pertinentes a outras técnicas também serão abordados. Esta oficina tem como objetivo proporcionar uma vivência prática com as ferramentas básicas da manipulação de bonecos e objetos. Esta ação também pretende difundir a linguagem da animação, estimulando o interesse pela formação e capacitação de pessoas interessadas em trabalhar como manipuladores, experimentar esta técnica ou utilizarem esta linguagem em seus trabalhos. Destinada a manipuladores, bonequeiros, estudantes de teatro, artes, professores, estudantes ou pessoas com interes se no universo da animação, esta oficina parte dos quatro princípios básicos para qualquer tipo de manipulação: foco, nível, eixo e ponto fixo.
Informações da oficina:
Oficina Prática no Teatro de Animação, com Marcio Nascimento
Datas: 08, 09, 15, 16, 22 e 23 de outubro de 2019
Horário: das 14 às 19h
Local: Sala Leme do Sesc Copacabana
Inscrições: enviar e-mail para contato@paguproducoes.com.br com carta de
intenção até 01/10/2019.
Inscritos receberão e-mail de confirmação até: 04/10/2019.
Ficha Técnica “Iago”
Texto: Geraldo Carneiro | Direção: Marcio Nascimento e Miwa Yanagizawa
Interpretação: Marcio Nascimento Direção musical: Rodrigo De Marsillac
Músico: Marcio Malard
Cenário: Carlos Alberto Nunes
Figurino: Tiago Ribeiro
Iluminação: Renato Machado
Formas animadas: Bruno Dante e Carlos Alberto Nunes
Direção de produção: Pagu Produções Culturais
Produtor executivo: Fernando Queiroz
Serviço: Iago – Texto de Geraldo Carneiro baseado em “Otelo” de Shakespeare. Direção: Marcio Nascimento e Miwa Yanagizawa.
Sinopse: Indignado por não ter sido promovido pelo general Otelo a tenente, o alferes Iago trama vingança em que Desdêmona, mulher de Otelo, é apontada como amante do tenente Cássio. Solo de Marcio Nascimento. Participação do violoncelista Marcio Malard.
Estreia dia 3 de outubro, às 18h na Sala Multiuso do Sesc Copacabana.
Sessões de quinta a domingo, sempre às 18h. Temporada até 27 de outubro.
Sesc Copacabana – Rua Domingos Ferreira, 160. Tel. 21 2547-0156
Ingressos: R$ 7,50; R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)
Duração: 60 min. | Classificação etária: 14 anos | Lotação: 43 lugares
O Bar Luiz, na Carioca, traz novidades, passado o susto de fechamento, a tradicional casa abriu hoje com uma surpresa para o grande público – exposição com quadros de Heitor dos Prazeres.
Por conta da crise e a ameaça de fechamento, o anúncio gerou uma comoção, e hoje o tradicional Bar Luiz tem estado com fila na porta e uma gama de clientes, tantos com antigos e novos frequentadores no restaurante. Por traz dessa revitalização está o restaurateur Otto, proprietário do restaurante que leva seu nome na Tijuca, que foi prestar solidariedade para atender a demanda de clientes, a casa não estava conseguindo dar conta. Otto levou logística – com equipe com garçons, maitre, e com ele mesmo no atendimento dos clientes. E continua com a intenção de apoio, a partir de hoje, apresenta 20 quadros para exposição de pinturas de Heitor dos Prazeres, ícone da pintura carioca.
A exposição marca o aniversário de nascimento do artista (23 de setembro). Otto trouxe seu acervo pessoal e vai doar 30% da renda para ajudar a pagar as dívidas do Bar Luiz com os funcionários. Será ainda possível adquirir reproduções dos quadros e livros sobre a obra de Heitor.
Heitor faria hoje 121 anos. Quando já consolidado como um dos mais talentosos sambistas da primeira metade do século 20, Heitor dos Prazeres descobriu outro dom: a pintura. A sua origem fez de Heitor dos Prazeres um artista sensível à vida e à cultura das favelas cariocas e era isso que ele gostava de retratar em sua arte. As obras de Heitor dos Prazeres encontram-se expostas em museus de vários países e é considerado um renomado pintor de arte naif do Brasil. No encerramento da mostra, Heitor dos Prazeres Filho, sambista, vai se apresentar em homenagem ao pai. A exposição será de 24 de setembro, até 4 de outubro. Os quadros passeiam por obras com “Sambistas e
Passistas“; “Pierrot e Sambistas“; “Escola de danças“; “Músicos de Cantoras“, entre outros …
“Vejo com muita emoção e alegria o empenho destas pessoas em resgatar este histórico estabelecimento que é um patrimônio Cultural de nossa cidade com mais de 132 anos reunindo celebridades como: jornalistas, escritores, músicos, compositores, cantores, importantes empresários e pintores famosos de todo Brasil. Satisfação maior em ver esta reabertura sendo contemplada com uma linda exposição de um de seus frequentadores ilustre dos anos dourados, que nesta data estaria completando nesta data 121 anos. Vida longa ao Bar Luiz, salve Heitor dos Prazeres”. atestou seu filho Heitorzinho dos Prazeres.
Além de apreciar a especialidade da casa – os famosos quitutes alemães, esse pode ser mais um bom motivo para voltar ao Bar Luiz.
Lisette Oropesa, um dos mais aclamados sopranos coloratura, virá ao Rio para a série ‘Grandes Vozes no Rio de Janeiro’
A Artista, que se apresentará dia 13 de outubro no Theatro Municipal, ministrará uma masterclass gratuita
Lisette Oropesa, um dos mais requisitados sopranos coloratura da atualidade, é o terceiro nome da série “Grandes Vozes no Rio de Janeiro”, com apresentação dia 13 de outubro, às 17h, no Theatro Municipal com patrocínio ouro Petrobras. Filha de cubanos, nascida em New Orleans, Lisette começou sua carreira no Metropolitan Opera House, em Nova York, onde já fez mais de 100 apresentações. Foi aplaudida nos mais importantes teatros da Europa e dos Estados Unidos. Acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, ela interpretará árias de Donizetti, Bellini, Puccini, Gounod e Massenet.
Oropesa foi saudada pelo “New York Times” como uma artista com presença de palco “magnética”, que “canta com graça, sem fazer esforço”. Este ano, interpretou o papel-título em “Rodelinda”, de Haendel, no Grande Teatro do Liceu, em Barcelona, na Espanha, e o de Isabelle, em “Robert, le Diable”, de Meyerbeer, no Teatro Real de la Monnaie, em Bruxelas, na Bélgica. Também em 2019 o soprano ganhou os dois mais importantes prêmios de canto nos EUA: The Richard Tucker Award e o Beverly Sills Award.
A artista ministrará uma masterclass gratuita, para cinco jovens cantores brasileiros, no dia 09 de outubro, às 17h00, na Sala Mário Tavares, anexa ao Theatro Municipal. A seleção será feita pelo corpo artístico do Theatro Municipal, através de inscrição por e-mail. A masterclass será aberta ao público e sujeita à lotação da sala (200 lugares).
O soprano Lisette Oropesa participará de uma apresentação em um cartão postal do Rio, no dia 11 de outubro, às 15h00. O soprano será acompanhada por 50 alunos da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, que faz parte do projeto Arte Educação Petrobras. O projeto também levará 500 crianças ao Theatro Municipal no domingo dia 13 de outubro, para assistirem ao concerto do soprano.
MASTERCLASS: Dia 09/10/19, quarta, às 17h00
Cristo/Pão de Açúcar – Projeto Arte Educação Petrobras – Dia 11/10/19, sexta, às 15h00
CONCERTO: Dia 13/10/19, domingo, às 17h00
Programa:
Árias de Donizetti, Bellini, Puccini, Gounod e Massenet
Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do RJ
Regência: Yuval Zorn
Frisa e Camarote – R$ 250,00
Plateia e Balcão nobre – R$ 250,00
Balcão superior – R$ 150,00
Balcão superior lateral – R$ 100,00
Galeria – R$ 70,00
Galeria lateral – R$ 35,00
Classificação etária: Livre
Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto, Ingresso Rápido e Felicja Blumenthal Music Center.
Realização: Fundação Teatro Municipal, Associação de Amigos do Theatro Municipal, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal
O Theatro Municipal é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro