A cantora Lu Galdinni se apresenta nesta quarta-feira, dia 03 de julho, no TopShopping. Aos 10 anos, Luciane começou a se interessar por música e se encantou pelo som do violão. Em 2001, com 20 anos, a jovem cantora estava certa de que queria fazer da sua vida um caminho musical. Luciane, então, começou a se apresentar em casas noturnas.
De lá pra cá, Lu se empenhou cada vez mais, cantando em diversos bares cariocas. Atualmente, já com seu público cativo e definido, apresenta-se em casas de grande qualidade no cenário “barzinho, violão e voz”.
A apresentação de Lu Galdinni será realizada na quarta-feira (03), às 19h, na praça de alimentação, 2º piso. Evento gratuito!
Serviço
Data: quarta-feira, 03 de julho de 2019.
Horário: às 19h.
Local: na praça de alimentação, 2º piso.
Evento gratuito.
O TopShopping está localizado na Av. Governador Roberto Silveira 540, Centro – Nova Iguaçu. Telefone: (21) 2667-178
Em comemoração pelos seus 20 anos, a companhia de dança NAC Dance, vai promover dois dias de espetáculo gratuitos no Recreio Shopping, no Recreio dos Bandeirantes. Cerca de 100 bailarinos, amadores e profissionais, de todas as idades, vão apresentar várias modalidades de dança em dois domingos seguidos: dias 7 a partir de 16h, no Palco Clubinho, o roteiro é infantil, com balé, jazz, sapateado e vídeo dance. No dia 14 de julho, a partir de 17h, no palco montado na Praça de Alimentação, o espetáculo que abre com “Footloose” é adulto com coreografias de balé, jazz, sapateado, flamenco e dança contemporânea. O endereço é Avenida das Américas,
Fotos: Carol Lancelloti
Fundada pelas irmãs bailarinas Natália e Amália Cigarro, moradoras do bairro, a NAC Dance – que tem as iniciais das duas irmãs e funciona no Recreio Shopping, ensina a arte da dança à adultos e crianças desde 1999 e já levou muitos bailarinos para representarem a região em importantes festivais e eventos de dança pelo país afora, como o do Circuito Sesc e de Joinville, que rendeu vários prêmios. Da NAC saíram bailarinos que hoje brilham em companhias importantes, como mais recentemente Beatriz Bastos, no corpo de balé do Teatro Municipal. A escola de dança também promove workshops e oficinas de dança com nomes conceituados.
Segundo Natália, “Além de ensinar a arte da dança, o objetivo das irmãs sempre foi formar plateia para a dança na região;
_ É gratificante ver que a cada ano esse público aumenta e temos cada vez mais eventos e espaços voltados para a arte da dança. Hoje as pessoas não precisam mais sair do bairro para assistir a espetáculos de dança de qualidade ou participar de workshops com nomes conceituados”, disse.
SERVIÇO
Local: Recreio Shopping
Endereço: Avenida das Américas, 19019 – Recreio dos Bandeirantes
Datas: 7 a partir de 16h e 14 de Julho a partir de 17h
De graça
Devido ao sucesso em sua temporada de estreia, o espetáculo “BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical”, voltará ao teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, para 06 únicas apresentações, nos dias 05, 06, 07, 12, 13 e 14 de julho/2019, as sextas feiras e sábados 19h e domingo 18h, com ingressos a preços populares, de R$40,00 / R$20,00 (estudantes, jovens até 21 anos e acima de 60).
O espetáculo marca os 02 anos de ausência desse cantor e compositor que teve sua trajetória artística interrompida por sua própria vontade e necessidade; Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes”, como gostava de ironizar, “um dos maiores nomes da música popular”. Mais conhecido como Belchior, o cantor e compositor nasceu no dia 26 de outubro/1946, em Sobral, norte do Ceará e faleceu, aos 70 anos, no dia 30 de abril/2017, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.
O espetáculo BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO, título tirado de uma das canções do homenageado (“Sujeito de Sorte”), conta um pouco da história do cantor cearense Belchior, vivido em cena pelo ator/cantor Pablo Paleologo, a partir do personagem criado em suas canções: o ‘Cidadão Comum’, interpretado pelo ator Bruno Suzano, que representa uma larga faixa da juventude que se vê obrigada a se conformar com os padrões da sociedade, sem nunca conseguir ir atrás dos seus sonhos.
Com 15 músicas – ‘Alucinação’, ‘Apenas Um Rapaz Latino Americano’, ‘A Palo Seco’, ‘Na Hora do Almoço’, ‘Todo Sujo de Batom’, ‘Coração Selvagem’, ‘Medo de Avião’, ‘Mucuripe’ (de Belchior e Raimundo Fagner), ‘Conheço o Meu Lugar’, ‘Como Nossos Pais’, ‘Populus’, ‘Paralelas’, ‘Velha Roupa Colorida’, ‘Sujeito de Sorte’ e ‘Galos, Noites e Quintais’ – interpretadas por uma banda formada pelos músicos Dudu Dias (baixo), Emília B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) liderados pelo diretor musical Pedro Nêgo, e uma organização de textos, retirados de entrevistas do próprio Belchior, pela pesquisadora Claudia Pinto e o, também diretor, Pedro Cadore, a peça pretende passar para o espectador não a sua biografia, mas a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da música popular brasileira.
O ator Pablo Paleologo que dá vida ao Belchior comenta:
“Viver Belchior é, literalmente, uma alucinação. Como se estuda alguém tão enigmático, tão curioso, tão camaleônico? Admirava muito como compositor. Hoje admiro como pessoa. Belchior tinha o dom da palavra, como poucos tem. E, por opção, tornou-se o “desaparecido” da Música Brasileira. Trazê-lo de volta, em tempos atuais, é necessário. Poder transmitir as mensagens de suas músicas é um presente que me foi dado. É necessário lembrar que “amar e mudar as coisas” deve, de fato, ser o mais importante”.
Belchior – Pablo Paleologo – foto de Regina
Um dos organizadores do texto e diretor do espetáculo, Pedro Cadore explica: “Eu e a Cláudia Pinto (organizadora do texto, juntamente com ele) decidimos partir das palavras do homenageado e não apenas de suas músicas, mas também de suas falas em entrevistas de programas de televisão, de rádios e jornais. Fizemos uma compilação de seu discurso e suas referências criativas numa tentativa de mostrar um pouco da sua filosofia e atmosfera. O roteiro da peça se fechou quando entendemos que o personagem dentro das músicas não era um alter ego de Belchior, mas que na verdade ele estaria falando de uma larga faixa da população. Vemos então em cena não apenas a representação do cantor, mas também o personagem criado por ele: o Cidadão Comum. A vida do criador e da criatura se confundem e de alguma maneira acabamos contando um pouco de sua biografia, mas sempre dando preferência ao conteúdo de seu discurso”.
Na temporada passada, o espetáculo teve o aval dos filhos do BELCHIOR em sua plateia e o diretor Pedro Cadore, comenta o quanto foi emocionante esse momento:
“Foi um sentimento único, que eu nem sei nomear. Principalmente pelo fato da Camila e do Mikael Henman Belchior terem feito questão de nos encaminhar um depoimento para adicionarmos ao projeto. Segue um dos comentários deles….”Nos emocionamos em ver uma produção sobre a obra do nosso pai tão alinhada com a proposta artística dele. O foco nas palavras de Belchior, tanto de músicas quanto de entrevistas, enaltece o compromisso do espetáculo com a filosofia do artista. Desejamos vida longa ao musical “Ano Passado Eu Morri, Mas Este Ano Eu Não Morro” e que ele alcance o Brasil inteiro. Parabéns a todos pelo lindo trabalho e empenho, que tenha sido a primeira temporada de muitas por vir!”
BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO
– O MUSICAL – faz 06 únicas apresentações no Teatro João Caetano
nos dias 05, 06, 07, 12, 13 e 14 de julho/2019
FICHA TÉCNICA:
“BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical”
Organização de Textos: CLÁUDIA PINTO E PEDRO CADORE
Direção: PEDRO CADORE
Atores: PABLO PALEOLOGO e BRUNO SUZANO
Músicos: CACÁ FRANKLIN (percussão), DUDU DIAS (baixo), EMILIA B. RODRIGUES (bateria), MONICA AVILA (sax/flauta), NELSINHO FREITAS (teclado) e RICO FARIAS (violão/guitarra),
Direção Musical: PEDRO NÊGO
Diretor de Arte e Cenografia: JOSÉ DIAS
Iluminação: RODRIGO BELAY
Visagismo: BETO CARRAMANHOS
Produção Geral, Assessoria de Imprensa e Marketing: JOÃO LUIZ AZEVEDO.
Local: Teatro João Caetano
Praça Tiradentes – tel. 2332-9257
Informações e Reserva de ingressos pelo whatsapp (21) 99731-0933
Dias 05, 06, 07, 13, 14 e 15 de julho de 2019.
Sexta e sábado às 19h e domingo às 18h.
Classificação indicativa: recomendado para maiores de 12 anos.
Valor dos ingressos: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia para estudantes, jovens até 21 anos e idosos acima de 60 anos)
Tempo de Duração: 70min.
Pontos de Venda de Ingressos:
Bilheteria do Teatro João Caetano e no site Ingresso Rápido.
Com supervisão de Cesar Augusto e texto e direção de Eduardo Hoffmann,peça faz uma reflexão sobre machismo, abuso de poder e exposição da vida privada
Você sempre age de acordo com seus princípios éticos? Ou será que muitas vezes suas ações e comportamentos contradizem o seu discurso? A partir dessa reflexão se desenrola a trama do espetáculo Era Medeia, que estreia, dia 11 de julho, para uma curta temporada no Sesc Copacabana (Sala Multiuso), sempre de quinta a domingo, às 18h. Com supervisão de Cesar Augusto, texto e direção de Eduardo Hoffmann e argumento de Marina Monteiro, a peça se passa durante os ensaios de uma adaptação da tragédia “Medeia”, de Eurípedes, pano de fundo para uma discussão que também passa pelo machismo, o abuso de poder, exposição da vida privada e a importância do processo na criação artística.
Em cena, estão os atores Eduardo Hoffmann e Isabelle Nassar: ele vive Pedro Lobo, um diretor excêntrico, e ela é Verônica Albuquerque, uma atriz insegura. O público é convidado a assistir a um ensaio aberto do espetáculo no qual estão trabalhando juntos. Aos poucos, o passado deles vem à tona, e os espectadores passam a ser testemunhas de um acerto de contas íntimo entre os personagens.
“A escolha de Medeia como o texto que os personagens ensaiam tem um propósito: é um ícone da representação de uma mulher que rompe com os padrões sociais estabelecidos. Apesar de tomar atitudes cruéis, ela é uma personagem que não fica à mercê das decisões e escolhas dos homens à sua volta”, explica o ator e diretor Eduardo Hoffmann. “E aí é que está a contradição. O diretor está montando Medeia justamente para enaltecer a força dessa mulher que rompe com os padrões repressivos e, no entanto, o modo como ele lida com a atriz (que já foi mulher dele) é extremamente repressor e abusivo”, acrescenta.
A partir da exposição da vida íntima do ex-casal, “Era Medeia” também faz uma reflexão sobre por que o público de hoje parece se interessar mais pelos bastidores da criação do que pela própria criação. “O fato de estarmos vivendo uma realidade social e política extremamente espetacularizada contribui para que o caráter ficcional da arte esteja cada vez mais com sua potência diminuída. E já faz bastante tempo que os reality shows tornaram as pessoas personagens mais interessantes aos olhos do público do que os personagens criados nas obras de ficção. É uma extrema necessidade de ser arrebatado pelo REAL, até porque o cotidiano atual está extremamente teatralizado”, analisa Hoffmann.
Em agosto do ano passado, o espetáculo fez um ensaio aberto no Midrash Centro Cultural, quando foi apresentada metade da peça. Em setembro, uma versão pocket do texto participou da programação do festival Niterói em Cena. Os momentos finais da peça foram reescritos com base nas experiências das duas apresentações.
Sinopse:
A relação pessoal entre um diretor e uma atriz é exposta durante o ensaio aberto de uma adaptação da tragédia Medeia.
Eduardo Hoffmann (autor, diretor e ator)
Eduardo Hoffmann é ator e professor de teatro. Formado em Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), na cidade de Florianópolis, em 2006. É protagonista do longa “Muamba” e do curta metragem “Rio da Madre”, com direção de Fábio Bruggemann, lançado em 2016. Escreveu duas peças de teatro: o monólogo “Quarentena”, no qual também atua (que percorreu o interior de Santa Catarina durante o ano de 2008, e reestreou em 2013, fazendo três temporadas no Rio de Janeiro) e “Era Medeia”. Ex-integrante dos grupos de teatro Do Buraco Sai O quê? e Fulanos de Bota, esteve no elenco dos espetáculos “A Prosa Delas Não é de Panelas” e “Nós da Xêpa” (pelo primeiro) e “Ecos Temporâneos” e “Instantes Urbanos” (pelo segundo). Produziu o evento “Acasos na Casa – processos artísticos independentes”, no qual participou como ator nos espetáculos “Sobre Água e Outros Relatos”, com direção de Norberto Presta, e “Quarentena”, com direção de André Francisco. Participou como ator dos espetáculos: “Solano e Rios”, adaptação do texto “Nhac – Sobre Piolhos e Atores” de Jose Sanchis Sinisterra, dirigido por Alexandre Mello (2011\2012); “Sofia Embaixo da Cama”, da Trupe do Experimento (2010); “A Festa de Aniversário” de Harold Pinter, com direção de Amanda Giugni (2009\2010); e “O Velório da Tia Aurora”, do grupo Teatro em Trâmite (2007/2008).
Isabelle Nassar (atriz)
Isabelle Nassar é atriz formada pela Escola de Teatro Martins Penna e recentemente se formou também no Bacharelado em Artes Dramáticas pela CAL. Fez cursos de teatro, cinema e TV como: National Theatre of Scotland, Companhia Lume de Teatro, Julio Adrião, Sotiris Karamesinis, Duh Masset e Anderson Aníbal. Esteve no elenco dos espetáculos “O Deserto dos Homens (2017), de John Marcatto, “O Mercador de Veneza” (2016/2017), de Shakespeare, dirigido por Marcos Henrique Rego, “Remake” (2015), com direção de Anselmo Vasconcelos; “Coriolano” (2015), com direção de Marcos Henrique Rego (2016); “Quarto 3” (2014), com direção de Dudu Gamma, entre outros. No cinema, atuou em “Light of Passion” (2009), com direção do italiano Uderico Acerbi; “A Intrigante Arte de Comungar (2016), de Thiago Greco, e “Hopekillers” (2017), de Thiago Moyses.
Ficha técnica:
Texto e direção: Eduardo Hoffmann
Supervisão artística: Cesar Augusto
Argumento: Marina Monteiro
Elenco: Isabelle Nassar e Eduardo Hoffmann
Produção: Guilherme Nanni
Iluminação: Renato Machado
Figurino: Tiago Ribeiro
Costura: Ateliê das Meninas (Maria e Zezé)
Concepção cenográfica: Cesar Augusto e Eduardo Hoffmann
Produção de adereços: Patrícia Ramos
Trilha sonora: João Mello e Gabriel Reis
Arte gráfica e identidade visual: Márcio de Andrade
Produção de vídeos: Celavi Filmes (Eduardo Paganini e Jamal Dizete)
Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Fotografia: Renato Mangolin
Serviço
Espetáculo “Era Medeia”
Temporada: 11 a 28 de julho.
Sesc Copacabana / Sala Multiuso: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana
Telefone: 2547-0156
Dias e horários: quinta a domingo, às 18h.
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência).
Inspirada no universo dramático de Samuel Beckett e com supervisão de Stephane Brodt e Ana Teixeira (Amok Teatro), Cia. Teatro Baixo faz primeira temporada de espetáculo no Centro do Rio
Concebido a partir de estudos sobre a obra de Samuel Beckett, “O que fazemos enquanto esperamos?”, da Cia. Teatro Baixo, é o primeiro trabalho do projeto “Trilogia dos Excluídos”. Tendo estreado dentro da Mostra SESC Regional de Artes Cênicas, com supervisão de Stephane Brodt e Ana Teixeira, da Amok Teatro, o espetáculo faz sua primeira temporada a partir da próxima semana, no Teatro Ziembinski.
No processo, a companhia, conduzida pelo diretor Rodrigo Villas Boas, se deparou com um universo habitado por personagens abandonados, seres dilacerados, bastante comuns no universo becketiano. Os atores, então, foram sendo instigados a adentrarem neste universo absurdo em que sobrevivem estes personagens. Numa atualização da obra de Samuel Beckett, a desesperança dos personagens reflete e retrata o momento crítico pelo qual o mundo está passando, uma sensação pré-apocalíptica, um estado de espírito de pessoas que acordam e dormem com a perspectiva de uma guerra causada por um inimigo invisível. Olhamos os jornais, os telejornais e nos indagamos sobre como aquilo que ouvimos e vemos pode ser verdade. Nós vivemos e somos o absurdo que tanto recusamos a reconhecer. Entre nascer e morrer, esperamos.
Com um texto de enredo reflexivo e personagens sensoriais, forjados a partir da matéria do abandono, da falta de perspectiva e da miséria. os conflitos se fazem presentes em cada gesto, em cada fôlego. Com “O que fazemos enquanto esperamos?” a companhia, sediada em Nova Iguaçu e integrante da Rede Baixada em Cena, pretende levantar questionamentos sobre o homem contemporâneo e explicitar a atualidade da obra de Samuel Beckett.
SERVIÇO
O Que Fazemos Enquanto Esperamos?
Teatro Municipal Ziembinski – Rua Heitor Beltrão, s/n – Tijuca, RJ
De 28 de junho a 7 de julho – Sextas e sábados, 20h; domingos, 19h.
Nos dias 27 e 28 de junho, a Embaixada da França promove na Casa de Rui Barbosa (com entrada franca) o seminário franco-brasileiro “Hospitalidade entre ética, política e estética”.
A ideia é abordar as crises migratórias pelo viés da hospitalidade. Estão confirmadas as participações de filósofos, antropólogos, sociólogos, cientistas políticos, especialistas em políticas públicas ligadas ao tema dos deslocamentos migratórios, de governos e do terceiro setor; escritores, cineasta e curadores de artes plásticas que se debruçam sobre o tema dahospitalidade focando os aspectos político, filosófico, ético e estético (traduzido na arte – literatura, cinema e artes plásticas).
Debora Diniz
Quem abre o evento é a cientista política Catherine Wihtol de Wenden, da Sciences Po Paris, uma das vozes mais importantes da atualidade no tema. Tem também a participação dos escritores Milton Hatoum e Patrick Chamoiseau, as curadoras Sandra Benites e Anne-Laure Flacelière, o antropólogo Michel Agier e o escritor Philippe Ollé-Laprune, que fundou e dirigiu a Casa Refugio Citlaltepetl, no México.
Hospitalidade, do latino hospitalitas:
ato de hospedar, de acolher afetuosamente
Hospitalidade – entre ética, política e estética, colóquio que a Embaixada da França e Casa de Rui Barbosa realizam dias 27 e 28 de junho, com apoio da Aliança Francesa, vai reunir nomes de ponta da intelectualidade e na produção artística da França e do Brasil visando trazer luz – de vários pontos de vista – ao assunto. O evento tem entrada franca e é aberto ao público. Estudantes que se inscrevam (ver serviço) podem receber certificado de participação.
Michel Agier
Estão confirmadas as participações de filósofos, antropólogos, sociólogos, cientistas políticos, especialistas em políticas públicas ligadas ao tema dos deslocamentos migratórios, de governos e do terceiro setor; escritores, cineasta e curadores de artes plásticas que se debruçam sobre o tema.
São três pilares de discussão: o primeiro, a visão ética e política, na abordagem de filósofos e antropólogos; o segundo, o estabelecimento e a manutenção dos lugares de hospitalidade, pelo olhar de ONG, juristas, diretores de abrigos; e o terceiro, contando com criadores do cinema, das artes plásticas, da literatura e curadores, a tradução da questão pelo prisma artístico.
PENSAMENTO, ARTE, ACOLHIMENTO
Entre os participantes estão Catherine Wihtol de Wendenn – uma das mais importantes pensadoras da migração na atualidade –, a cineasta Debora Diniz (de Hotel Laide), os escritores Milton Hatoum e Patrick Chamoiseau, o antropólogo Michel Agier as curadorasSandra Benites e Anne-Laure Flacelière.
No fim do primeiro dia, haverá a exibição do documentário de curta-metragem Hotel Laide, dirigido pela antropóloga e escritoraDebora Diniz, que acompanha a história de três mulheres na pensão social Laide, um lugar aberto para o acolhimento de usuários de crack, na Cracolândia paulistana. O hotel fazia parte do programa “De Braços Abertos”, criado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), e foi destruído por incêndio de causas desconhecidas.
O seminário, portanto, parte da dinâmica da alteridade através do conceito de hospitalidade – a ideia de receber o outro em sua casa – para discutir as crises migratórias da atualidade. O confronto entre as noções de cidadão e não-cidadão num mundo transnacional aponta a persistência de um imaginário da fronteira nos conflitos por todo o planeta.
Pela primeira vez no Brasil, a francesa Anne-Laure Flacelière foi curadora da exposição “Persona grata” – um projeto que questiona a noção de hospitalidade através do prisma da criação contemporânea. A mostra ficou em cartaz (2018-2019) em dois lugares: no Musée National de l’Histoire de l’Immigration de Paris e no MAC VAL: um museu da sociedade que valoriza a criação contemporânea e um museu de arte contemporânea que examina os fenômenos da sociedade.
No encerramento do colóquio, dois textos serão lidos: um trecho da Declaração dos Poetas, do livro Frères Migrants, de Patrick Chamoiseau (tradução para o português de Ana Rossi – UnB) livro que “evoca fortemente a tragédia dos refugiados na Europa”, segundo o Le Monde, e de um trecho de um texto de Milton Hatoum.
“A comparação dos pontos de vista francês e brasileiro sobre essa temática me parece particularmente interessante na medida em que a França, país europeu confrontado com crises migratórias, está evidentemente e diretamente afetada por essa problemática”, afirmaAlain Bourdon, Conselheiro de Cooperação e Ação Cultural da Embaixada da França no Brasil. “O Brasil também está, por sua história que foi construída, pode-se dizer, numa relação complexa com a hospitalidade: hospitalidade traída (colonização), transviada (migrações forçadas da escravidão), promovida (vagas migratórias, a partir do século XIX, para povoamento e desenvolvimento econômico do país) e imposta (migrações recentes vindas da Venezuela, do Haiti e da África Negra, cuja gestão pelas autoridades brasileiras foi até hoje exemplar)”.
PROGRAMAÇÃO
27 de junho de 2019
10h– 10h30 Abertura
– Antonio Herculano Lopes (Casa de Rui Barbosa)
– Silvia Sander (ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados)
– Pierre Buhler (Institut Français de Paris)
10h30– 11h30
Conferência de abertura: “Panorama das crises migratórias atuais”
Catherine Wihtol de Wenden (Sciences Po Paris)
moderadora: Joelle Rouchou (Casa de Rui Barbosa)
11h30–12h Perguntas
14h– 15h
Conferência: “Acolher o outro: fraternidade, solidariedade, hospitalidade”.
Newton Bignotto (Universidade Federal de Minas Gerais)
moderador: Adauto Novaes, filósofo, organizador do ciclo “Mutações”
15h– 15h30 Perguntas
16h–17h30
Hospitalidade entre ética e política
– Michel Agier, Institut de Recherche pour le Développement (IRD) – Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS)
– Mohamed Elhajji, UFRJ
moderador: Ricardo Ferreira Freitas (UFRJ)
17h45– 18h30
Projeção do filme Hotel Laide e conversa via skype com a diretora, Débora Diniz
28 de junho de 2019
9h30–11h
Lugares de Hospitalidade
– João Guilherme Granja (ENAP – Brown University)
– Charles Gomes (Casa de Rui Barbosa)
moderadora: Natalia Cintra (PUC/Rio – Casa de Rui Barbosa)
11h15 – 12h45
Lugares de Hospitalidade
– Philippe Ollé-Laprune (Casa Refúgio México)
– Benjamin Seroussi (Casa do Povo SP)
moderadora: Mônica Velloso (Casa de Rui Barbosa)
14h30–16h – Dar forma à Hospitalidade: Arte e Hospitalidade
– Anne-Laure Flacelière (curadora da exposição “Persona Grata” – MacVal)
– Sandra Benites (educadora, curadora da exposição “Dja Gueta Porã”)
moderador: Marcos Veneu (Casa de Rui Barbosa)
16h30–18h
Dar forma à Hospitalidade: Escrita e Hospitalidade
– Patrick Chamoiseau, escritor
– Milton Hatoum, escritor
moderadores: Flora Sussekind (Casa de Rui Barbosa) Alain Bourdon (Embaixada da França)
18h– 18h30
Leitura, em francês e em português, da “Declaração dos Poetas”, do livro “Frères Migrants” de Patrick Chamoiseau – tradução em português de Ana Rossi (UnB) – e de um trecho de um texto de Milton Hatoum.
Newton Bignotto, escritor e professor titular aposentado de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais
Sandra Benites, indígena da etnia Guarani Nhandewa, curadora, professora de filosofia e de história, mestre e doutoranda em Antropologia
Charles P. Gomes, doutor em ciências política, escritor sobre temas do refúgio e das migrações internacionais, é pesquisador sênior da Fundação Casa de Rui Barbosa e diretor do CEPRI, clínica legal pro bono para Refugiados e Migrantes no Rio de Janeiro.
Patrick Chamoiseau, escritor, nascido na Martinica, premiado com o Goncourt, uma das vozes mais influentes do Caribe.
Benjamin Seroussi é curador, editor e gestor cultural, mestre em Sociologia e Gestão Cultural. Em São Paulo, dirigiu a programação do Centro da Cultura Judaica, foi curador associado da 31ª Bienal de São Paulo (2013-2014) e curador-chefe do projeto Vila Itororó Canteiro Aberto. Dirige hoje a Casa do Povo de São Paulo e o programa de intercâmbios COINCIDÊNCIA.
Michel Agier é antropólogo, escritor – focando a migração, exílio e fronteiras -, sobre diretor de estudos na École des Hautes Études en Sciences sociales (EHSS), diretor de investigação no Institut de Recherche pour le Développement (IRD) e membro do Centre d’Études des Mouvements Sociaux (CEMS/EHESS-CNRS). Liderou o programa Babels e esteve numa diretoria do Institut des Migrations (ICM).
Philippe Ollé-Laprune, escritor, codirigiu a agência Ad’Hoc (organizadora de eventos culturais como o Mercado da Poesia de Paris); chefiou o escritório do livro da Embaixada da França no México, fundou e dirigiu a Casa Refugio Citlaltepetl.
Catherine Wihtol de Wenden, escritora, professora, doutora em Ciência Politica, é diretora de pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS, CERI), com 30 anos de pesquisa sobre as migrações internacionais a partir da perspectiva da ciência política e do direito público. Presidiu o Comitê de Pesquisa de Migração da International Sociological Association; trabalhou em organizações internacionais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o Conselho da Europa e a Comissão Europeia.
Debora Diniz, documentarista premiada – “Hotel Laide” é o oitavo dos nove filmes que já dirigiu –, antropóloga, escritora (ganhou o Prêmio Jabuti em 2017) professora de Direito na Universidade de Brasília, é fundadora da ONG feminista Anis – Instituto de Bioética, que atua com pesquisa, comunicação e litígio estratégico em defesa de direitos de mulheres e outras minorias. É Diretora Adjunta da International Planned Parenthood Federation / Western Hemisphere Region (IPPF/WRH) e professora visitante na Brown University Center for Latin American and Caribbean Studies (CLACS).
Milton Hatoum, escritor (“Dois irmãos”, “Relato de um certo Oriente”, entre outros)formou-se em arquitetura na Universidade de São Paulo, foi professor na Universidade Federal do Amazonas e professor-visitante na Universidade da Califórnia (Berkeley). Seus livros, publicados em 14 países, foram premiados no Brasil e no exterior. Também foi escritor-residente nas Universidades Sorbonne, Yale, Stanford e Berkeley.
Mohammed ElHajji é Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e escritor. Seus temas são a questão migratória e seus correlatos culturais, identitários, étnicos e de gênero. Integra o corpo docente dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (PPGCOM) e em Psicologia Social (EICOS), ambos da UFRJ Especialista em Migrações Transnacionais e Comunicação Intercultura; coordena o MITRA local – Máster Erasmus Mundus em Migrações Transnacionais –, o Fórum Anual de Migrações Transnacionais e o Simpósio de Pesquisa sobre Migrações.
Anne-Laure Flacelière, formada em museologia pela École du Louvre, dirigiu o Museu Robert Dubois-Corneau de Brunoy e é responsável pelo estudo e desenvolvimento da coleção do MAC VAL (museu de arte contemporânea do Val-de-Marne). Integrou a equipe da exposição “Persona grata”, no Musée National de l’Histoire de l’Immigration de Paris de outubro de 2018 a janeiro de 2019
João Guilherme Granja é Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco e Doutor em Direito, Estado e Constituição pela UnB. Foi diretor de Migrações do Ministério da Justiça. Especialista em Políticas Públicas do Governo Federal brasileiro (EPPGG) para as áreas de migrações, cidadania e nacionalidade, extradição, refúgio e asilo, assim como o Comitê Nacional para Refugiado, foi membro do Conselho Nacional de Imigração, o Conselho Nacional de Turismo entre outras instâncias. Fundou na Escola Nacional de Administração Pública, um grupo de pesquisa sobre administração pública e resposta a crises e fluxos humanitários; mantém um projeto sobre governança da integração local de migrantes em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foi consultor do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
HOSPITALIDADE entre ética, política & estética
27—28·6·2019
Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134 – Botafogo, Rio de Janeiro
Entrada franca
* Estudantes que desejem certificado de participação: enviar email para mathilde.albertelli@diplomatie.gouv.fr, com o CPF, para apresentação no local e retirada de certificado
Épico gay norte-americano, um dos maiores sucessos teatrais do planeta nos anos 90, vencedor dos prestigiados Tony Award, Drama Desk Award e Pulitzer Prize, considerado por muitos estudiosos como o texto teatral mais importante dos últimos 50 anos, versão cênica de Paulo de Moraes para a obra-prima de Tony Kushner, ANGELS IN AMERICA fará temporada no Rio de Janeiro, de 5 a 28 de julho, no Teatro Riachuelo.
O espetáculo está sendo encenado pela primeira vez no Brasil em sua versão integral, com 5 horas de duração, apresentada em dois formatos: como duas peças autônomas, que serão vistas em dias alternados, e como uma grande peça, com as duas partes encenadas juntas, contando com um intervalo entre elas.
Considerado por muitos estudiosos como o texto teatral mais importante dos últimos 50 anos, Angels in America é um díptico escrito por Tony Kushner no início dos anos 1990. Composto de O Milênio se Aproxima (Parte I) e Perestroika (Parte II), e jamais montado integralmente no Brasil*, o texto recebeu os principais prêmios da dramaturgia americana, incluídos aí os prestigiados Tony Award, Drama Desk Award e Pulitzer Prize. A estreia nacional de Angels in America aconteceu em maio de 2019, no Teatro Antunes Filho, localizado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. No Rio de Janeiro, a temporada de estreia será no Teatro Riachuelo, um espaço icônico do século XIX localizado no Centro do Rio, próximo ao Metrô Cinelândia. A Parte I: O Milênio se Aproxima será apresentada sextas, às 20h e sábados, às 17h, e a Parte II: Perestroika será apresentada sábados, às 20h e domingos, às 18h. As duas partes somam aproximadamente 5 horas de duração. A temporada no Teatro Riachuelo será de 5 a 28 de julho.
Patrocinada pela Petrobras desde 2000, a Armazém Companhia de Teatro segue sua trajetória travando um complexo diálogo criativo com um dos melhores materiais dramatúrgicos da história recente. Angels in America se passa na década de 1980, em Nova York, durante a chamada Era Reagan e quando a AIDS assola a cidade como uma espécie de epidemia. Mas Nova York aqui pode ser qualquer um desses lugares densamente povoados, lotados, onde é fácil pensar que a pessoa ao seu lado no metrô ou no elevador, ou mesmo na cama, pode estar do outro lado do mundo. Há uma pressa, uma urgência, nesse ir e vir constante da grande cidade que parece não permitir o tempo estendido de se conectar ao outro. Mas, apesar e por conta disso, as personagens arrebatadas de Tony Kushner – cheias de dor, medo e uma frágil esperança – tentam fazer contato dentro deste abismo.
– Angels in America é um épico teatral em duas partes. É uma peça especial, imensa, um mergulho no final do século XX, mas que, diante do colapso em que o mundo se encontra hoje, revela uma atualidade esmagadora. A peça reflete sobre o mundo ocidental, sobre religiões, política, relações afetivas, abandono, sexo, medo da morte, covardia, crueldade, História. Há um sentido de devastação se alastrando por toda a peça. Mas o resultado cênico é um movimento constante, personagens se fazendo vivos por estarem em movimento. Embora haja um cheiro de realidade permanente, a nossa montagem não é nada realista –, comenta o diretor Paulo de Moraes.
O resultado deste processo é a criação de uma grande peça de teatro, com duração aproximada de 5 horas. A montagem da Armazém Companhia de Teatro será apresentada em dois formatos: como duas peças autônomas, que serão vistas em dias alternados, e como uma grande peça, com as duas partes encenadas juntas, contando com um intervalo entre elas.
– Usamos um espaço nu, aberto. E pairando sobre esse espaço aberto, um grande teto branco, uma espécie de asa geométrica, como um anjo pairando sobre a história. Fora isso, usamos pouquíssimos elementos em cena, para que os corpos dos atores sejam determinantes para a narrativa, e a imaginação do público seja cúmplice e finalizadora do acontecimento estético –, conclui o diretor.
(*) Em 2003, a peça foi adaptada para a televisão pela HBO, resultando numa minissérie de sucesso, com um elenco estelar liderado por Al Pacino, Meryl Streep e Emma Thompson. Em 1995, primeira parte, O Milênio se Aproxima, foi montado em São Paulo, sob a direção de Iacov Hillel. No elenco, estavam Cássio Scapin, João Vitti e Rodrigo Santiago, entre outros.
Sinopse
Deus abandonou o paraíso. Na terra – mais especificamente na cidade de Nova York – um novo profeta está para surgir. O ano é 1985, o milênio se aproxima rapidamente, e Prior Walter (Jopa Moraes) é o profeta que se erguerá dos destroços deste terrível século. Mas ele tem problemas maiores. Com apenas trinta anos, acaba de ser diagnosticado com AIDS. Seu namorado, Louis (Luiz Felipe Leprevost), é incapaz de lidar com a progressão dos sintomas. O vômito, as feridas, a doença o apavoram de tal modo que ele decide se mudar e deixa Prior. Sozinho no apartamento, Prior – o profeta – tem sonhos febris onde ouve uma voz angelical que chama por ele. Paralelo a isso, o famoso advogado Roy Cohn (Sérgio Machado) – uma figura que realmente existiu – também recebe de seu médico a notícia de que está com AIDS. Perverso e ultraconservador, esconde sua homossexualidade e sua doença. Por mais temido e influente que seja em todo o país, é a primeira vez que Cohn se depara com algo que não pode controlar.
O pupilo de Roy, Joe (Ricardo Martins), é mórmon e trabalha no Tribunal de Apelação como chefe de gabinete há cinco anos. Roy oferece a ele um cargo importante no Departamento de Justiça em Washington, para que Joe o beneficie em um processo que visa expulsar Cohn da Ordem dos Advogados. Joe se vê dividido entre a carreira e seus princípios éticos. Além disso, seu casamento com Harper (Lisa Eiras) não vai nada bem. A criação religiosa fez com que Joe nunca assumisse sua homossexualidade e, para aplacar a depressão da relação, Harper ingere quantidades enormes de Valium, buscando refúgio em suas alucinações. Num momento de crise, Joe liga para a mãe, Hannah (Patrícia Selonk), e conta para ela que é gay. Hannah o repreende veementemente durante a ligação, mas dias depois vende a casa em Salt Lake City, onde morava, e chega em Nova York para descobrir que o filho sumiu. Ele deixa Harper para viver com Louis – que trabalha no tribunal como digitador – a sexualidade que sempre reprimiu. Joe – advogado, mórmon, republicano – personifica a América que Louis abomina, mas um improvável elo se forma entre eles, uma paixão sexual e poderosa.
Prior está desolado sem alguém do seu lado. Perdeu muitos amigos para a AIDS nos últimos tempos e teme ser o próximo. No auge da doença e da febre, um Anjo desce dos céus e aparece em seu quarto. O Anjo (Marcos Martins) é de certa forma assustador. Ele explica que o movimento da espécie humana – sua incapacidade de se manter parada, de não se misturar – seria a causa dos males do mundo e do desaparecimento de Deus. Prior é o escolhido para restabelecer a paz, cessando todos os movimentos migratórios da humanidade. Ele faz de tudo para rejeitar sua profecia, se torna progressivamente mórbido e amargurado, causando preocupação em seu amigo Belize (Thiago Catarino), que tenta ajudá-lo a lidar com a rejeição de Louis e a cuidar da saúde debilitada. Belize é enfermeiro e trabalha no turno da noite no hospital em que Roy é internado. Negro, gay e ex-drag queen, conhece bem as feridas profundas causadas pelo avanço da política e do pensamento neoliberal defendidos por Roy Cohn. Isolado e enfraquecido, Roy recebe a visita de uma velha conhecida, o fantasma de Ethel Rosenberg (Patrícia Selonk), que foi condenada à cadeira elétrica nos anos 50 graças à influência do advogado nos anos do Macarthismo. O que fazer diante de um sofrimento arrasador? Como sobreviver a uma época monstruosa? É preciso parar ou devemos manter as nossas vidas em constante movimento?
Sobre a Armazém Companhia de Teatro e o diretor Paulo de Moraes
A Armazém Companhia de Teatro foi formada em 1987, em Londrina, em meio à efervescência cultural vivida pela cidade paranaense na década de 80 – de onde saíram nomes importantes no teatro, na música e na poesia. Liderados pelo diretor Paulo de Moraes, o senso de ousadia daqueles jovens buscando seu lugar no palco impregnaria para sempre os passos do grupo: a necessidade de selar um jogo com o seu espectador, a imersão num mundo paralelo, recriado sobretudo pela ação do corpo, da palavra, do tempo e do espaço.
Com sede no Rio de Janeiro desde 1998, a companhia tem mais de 30 anos de formação. Graças ao patrocínio continuado da Petrobras, desde 2000, a companhia tem conseguido levar seu trabalho aos públicos mais variados, tanto do Brasil quanto do exterior. Sempre baseando seus espetáculos em pesquisas temáticas (com a criação de uma dramaturgia própria com ênfase nas relações do tempo narrativo) e formais (que se refletem na utilização do espaço, na construção da cenografia, ou nas técnicas utilizadas pelos atores para conviver com o risco de encenar em cima de um telhado, atravessando uma fina trave de madeira ou imersos na água), a questão determinante para a companhia segue sendo a arte do ator. Busca-se para o ator uma dinâmica de corpo, voz e pensamento que dê conta das múltiplas questões que seus espetáculos propõem. E a encenação caminha no mesmo sentido, já que é o corpo total do ator que a determina.
Apesar da construção de espetáculos tão díspares e complementares como A Ratoeira é o Gato (1993), Alice Através do Espelho (1999), Toda Nudez Será Castigada (2005), A Marca da Água (2012) e O Dia em que Sam Morreu (2014), a Armazém Companhia de Teatro segue sua trajetória sempre investindo numa linguagem fragmentada, que ordene o movimento do mundo a partir de uma lógica interna. Essa lógica interna é a voz da Armazém, talvez a grande protagonista do mundo representacional da companhia.
Em 2019, a Armazém Companhia de Teatro estreia sua versão de ANGELS IN AMERICA primeiro em São Paulo (maio), depois no Rio de Janeiro (julho). Em setembro apresenta sua versão de HAMLET, na China, nas cidades de Shangai e Harbin. Com mais de 30 prêmios nacionais no currículo, a companhia também foi premiada duas vezes no Festival Fringe de Edimburgo (na Escócia), com o prestigiado Fringe First Award (2013 e 2014) e no Festival Off de Avignon (na França), com o Coup de Couer de la Presse d’Avignon (2014).
Nascido em Cornélio Procópio, no Paraná, em 1965, Paulo de Moraes é diretor de teatro, dramaturgo e cenógrafo. Formado em Jornalismo, pela Universidade Estadual de Londrina, foi também professor e diretor da Escola Municipal de Teatro de Londrina, além de professor de interpretação na CAL – Casa das Artes de Laranjeiras. Como ator participou, entre 1985 e 1987, do Grupo Delta de Teatro (de Londrina), sob a direção de José Antonio Teodoro. Começou seu trabalho de diretor e dramaturgo em 1987, quando fundou a Armazém Companhia de Teatro (ainda em Londrina). Desde 1998 radicado no Rio de Janeiro, já foi premiado ou indicado – como diretor – aos Prêmios Shell, Cesgranrio, Eletrobrás, Molière, Mambembe, APTR, Cultura Inglesa, Contigo, Qualidade Brasil e Faz a Diferença (Jornal O Globo). Além disso, seus espetáculos já foram apresentados em vários países, como Portugal, Noruega, França, Escócia, Angola, Uruguai e China. Entre seus trabalhos mais importantes estão A Ratoeira é o Gato (1994), Sob o Sol em meu Leito após a Água (1997), Alice Através do Espelho (1999), Da Arte de Subir em Telhados (2001), Pessoas Invisíveis (2002), Toda Nudez Será Castigada (2005), Pequenos Milagres (2007), Inveja dos Anjos (2008), Mente Mentira (2010), A Marca da Água (2012), Jim (2013), O Dia em que Sam Morreu (2014) e Hamlet (2017). Fora da Armazém Companhia de Teatro, dirigiu importantes atores e atrizes do teatro brasileiro, como Paulo Autran, Celso Frateschi, Louise Cardoso, Suzana Faini, Ana Beatriz Nogueira, Fernando Eiras, Malu Valle, Zécarlos Machado, Eriberto Leão e Malvino Salvador, além dos coletivos Grupo Galpão e Intrépida Trupe. Recebeu duas vezes, em 2013 e 2014, o Fringe First Award, o mais importante prêmio do Festival de Edimburgo, na Escócia – por A Marca da Água e O Dia em que Sam Morreu
ANGELS IN AMERICA
de Tony Kushner
Direção: Paulo de Moraes
Tradução: Maurício Arruda Mendonça
Elenco (em ordem alfabética): Jopa Moraes (Prior Walter), Lisa Eiras (Harper Pitt), Luiz Felipe Leprevost (Louis Ironson), Marcos Martins (O Anjo), Patrícia Selonk (Hannah Pitt + Ethel Rosemberg), Ricardo Martins (Joe Pitt), Sergio Machado (Roy Cohn) e Thiago Catarino (Belize + Sr. Mentira)
Cenografia: Paulo de Moraes e Carla Berri
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: Carol Lobato
Música Original: Ricco Viana
Videografismo: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca
Preparação Corporal: Paulo Mantuano
Fotografia: Mauro Kury
Designer Gráfico: Daniel de Jesus
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Assistente de Produção: William Sousa
Produção Executiva: Flávia Menezes e Isabel Pacheco
Direção de Produção: Patrícia Selonk
Produção: Armazém Companhia de Teatro
Serviço
ANGELS IN AMERICA
Temporada: 5 a 28 de julho de 2019.
Sextas, às 20h: Angels in America Parte I – O Milênio se Aproxima
Sábados, às 17h: Angels in America Parte I – O Milênio se Aproxima
Sábados, às 20h: Angels in America Parte II – Perestroika
Domingos, às 18h: Angels in America Parte II – Perestroika
Local: Teatro Riachuelo
Endereço: Rua do Passeio, 38, Centro, Rio de Janeiro (próximo ao Metrô Cinelândia)
Telefone: 21 3554-2934
Plateia VIP: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)
Plateia: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)
Balcão Nobre: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)
Balcão Superior: fechado
Importante: Cada sessão será vendida de maneira independente. Quem assistir no sábado terá de comprar 2 ingressos, 1 para a Parte I e outro para a Parte II.
Vendas na bilheteria, pelo site Ingresso Rápido (https://www.ingressorapido.com.br) e nas Lojas Riachuelo.
Plateia: 999 pessoas (sendo 275 Plateia Vip / 335 Plateia / 86 Balcão Nobre)
Duração da Parte I: Aproximadamente 140 minutos.
Duração da Parte II: Aproximadamente 150 minutos.
Intervalo: Aos sábados haverá intervalo de 40 minutos entre as Partes I e II.
Classificação Indicativa: 16 anos (cenas de nudez, simulação de sexo e palavrões)
Gênero: Drama
No mês das férias escolares, duas exposições seguem em cartaz: Paul Klee – Equilíbrio Instável e 50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual. A programação de julho traz também os espetáculos Por Que Não Vivemos? Da obra Platonov, de Anton Tchekhov eYellow Bastard, além das mostras de cinema dedicadas ao ator Robert De Niro e ao escritor norte-americano Stephen King, e a 27ª edição do festival Anima Mundi.
EXPOSIÇÃO
PAUL KLEE – EQUILÍBRIO INSTÁVEL
Até 12/08
1º andar e térreo
The Most Magnificent Thing
Reúne, pela primeira vez na América Latina, mais de 100 obras do suíço Paul Klee (1879-1940). A exposição conta com 16pinturas, 39 papéis, 5 gravuras, 5 fantoches e 58 desenhos, além de objetos pessoais do artista. Ele transitou por diversos estilos, como o Cubismo, o Expressionismo, o Construtivismo e o Surrealismo, mas não cabe atribuir ao seu legado artístico nenhum em particular, tendo alcançado uma notável expressão pictórica própria, que reforçou seu papel central na história moderna da arte.
Curadoria: Fabienne Eggelhofer, do Zentrum Paul Klee, de Berna, na Suíça.
Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.
Classificação indicativa: livre
Entrada franca
50 ANOS DE REALISMO – DO FOTORREALISMO À REALIDADE VIRTUAL
Até 29/07
2º andar e térreo
A mostra apresenta cerca de 100 obras das últimas cinco décadas, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações interativas, de 30 artistas, como John Salt e Ralph Goings, Ben Johnson, Craig Wylie, Javier Banegas, Raphaella Spence, Simon Hennessey, John De Andrea e os brasileiros Hildebrando de Castro, Fábio Magalhães, Rafael Carneiro e Giovanni Caramello. A exposição faz um recorte inédito da realidade na arte e tem espaços exclusivos destinados a obras tridimensionais de escultores de diferentes gerações do Hiper-Realismo, modelos em 3D e realidade virtual.
Curadoria: Tereza de Arruda
Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.
Classificação indicativa: livre
TEA – Yellow Bastard – cred Diogo Liberano
TEATRO
POR QUE NÃO VIVEMOS? Da obra PLATONOV, de Anton Tchekhov
03/07 a 18/08
Quarta a domingo – 20h
Pré-estreia – 1º e 2/7. Entrada franca. Senhas distribuídas 1 hora antes do início.
Sessão extra: 08/07
Não haverá sessões nos dias 19, 20 e 21/07.
Teatro I
A peça trata de temas recorrentes em toda obra de Anton Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e do pequeno que existe em cada um de nós, o legado para as gerações futuras, tudo isso na fronteira entre o drama e a comédia e com múltiplas linhas narrativas.
A Ponte, do dramaturgo canadense Daniel Maclvor, aborda a intimidade familiar de três irmãs separadas pela vida que se reencontram para enfrentar a morte iminente da mãe: Louise, a mais jovem, desconectada da sociedade e viciada em seriados de TV; Agnes, a irmã do meio, uma atriz falida que deixou sua cidade natal; e Teresa, a mais velha, uma freira que se isolou da família em um retiro religioso. Neste reencontro, as três vão acabar revendo seus valores, crenças e diferenças em busca da possível reconstrução de uma célula familiar há muito tempo fragmentada.
Elenco: Bel Kowarick, Debora Lamm e Maria Flor. Direção: Adriano Guimarães.
Classificação indicativa: 12+
Duração: 120 minutos
Ingressos: R$30
YELLOW BASTARD
Até 18/08
Quarta a domingo – 19h30
Teatro III
Décima criação da companhia Teatro Inominável, o monólogo apresenta a história de um ser extraterrestre que, há décadas, cumpre penitência no planeta Terra. Agora ele retorna ao seu planeta natal, não sem antes deixar um relato sobre os acontecimentos e experiências vivenciados neste período.
O projeto tem por objetivo a formação de plateias e estimular a música de concerto, sendo realizado em diversos museus e centros culturais da cidade. Todas as quartas-feiras no CCBB. Consulte a programação em www.musicanomuseu.com.br
Curadoria: Sérgio da Costa e Silva
Classificação indicativa: livre
CINEMA
DE NIRO
Até 15/07
Quarta a segunda
Cinema I
A mostra reúne diversos filmes com o ator Robert de Niro, que trabalhou com mestres da direção como Martin Scorsese, Bernardo Bertolucci, Quentin Tarantino e Sergio Leone, e atuou nos mais diversos gêneros cinematográficos, do drama político à comédia romântica. A trajetória deste ator ilustra o melhor do cinema dos últimos 50 anos.
Curadoria: Fábio Savino.
Confira a programação no folder da mostra.
Classificação indicativa de acordo com o filme.
Ingressos: R$5
DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – Cinema – DE NIRO
04/07
Cinema I
Debate com a participação com o curador Paulo Lima Santos e o crítico de cinema e pesquisador Luiz Carlos Oliveira Júnior.
Entrada franca.
Confira a classificação indicativa e o horário no livreto da mostra.
ANIMA MUNDI 2019
17 a 21/07
Quarta a domingo
Cinemas I e II
A edição de 2019 é a 27ª da história do Festival e será composta por filmes de animação, entre longas-metragens e curtas-metragens, dos mais diversos gêneros (adulto, infantil, documentário), sintetizando o melhor da animação produzida atualmente. O programa inclui mostras competitivas e não competitivas, cerimônia de premiação, encontros com convidados e oficinas.
Curadoria: Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães.
Confira a programação no folder da mostra.
Classificação indicativa de acordo com o filme.
Entrada franca.
STEPHEN KING: O MEDO É SEU MELHOR COMPANHEIRO
24/07 a 19/08
Quarta a segunda
Cinemas I e II
Retrospectiva inédita que reúne mais de 40 filmes baseados na obra literária de Stephen King. Entre os títulos selecionados estão clássicos do suspense e do terror, como Carrie, a estranha, It – uma obra prima do medo, Christine, o carro assassino e Louca obsessão. A programação inclui também mesas de debates e aula magna.
Curadoria: Breno Lira Gomes e Rita Ribeiro.
Confira a programação no folder da mostra.
Classificação indicativa de acordo com o filme.
Ingressos: R$10
DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – Cinema – STEPHEN KING: O MEDO É SEU MELHOR COMPANHEIRO
24/07
Cinema I
Debate após a sessão do filme Carrie, a estranha, com participação dos curadores Rita Ribeiro e Breno Lira Gomes e do crítico de cinema Mario Abbade.
Entrada franca.
Confira a classificação indicativa e o horário no livreto da mostra.
GALERIA DE VALORES
Museu Banco do Brasil – 09 às 21h
Quarta a segunda
Exposição de longa duração que apresenta a trajetória da moeda no Brasil e no mundo, com cerca de 2 mil peças do acervo numismático do Banco do Brasil.
Venha conhecer materiais curiosos que já foram ou continuam sendo usados como dinheiro!
Curadoria: Denise Mattar
O BANCO DO BRASIL E SUA HISTÓRIA
Museu Banco do Brasil – 09h às 21h
Quarta a segunda
Exposição de longa duração que apresenta a história do Banco do Brasil e sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade e do país. As quatro salas mostram a linha do tempo de 1808 até os dias atuais, destacando os acervos museológico e arquivístico do Banco do Brasil. Outros três ambientes apresentam a sala do secretário, a sala do presidente e a biblioteca utilizadas pela Direção Geral do Banco do Brasil até a transferência da capital do Rio para Brasília, em 1960.
Curadoria: M’Baraká e CCBB Rio
ARQUIVO HISTÓRICO
6º andar – 10h às 19h
Segunda, quarta, quinta e sexta
Acervos arquivístico e audiovisual do Banco do Brasil e da Memória CCBB para pesquisa e consulta dos estudantes e público em geral. Atendimento com agendamento telefônico prévio no 3808-2353.
CCBB EDUCATIVO
1º andar
Quarta a segunda – 09h às 21h
O programa Arte & Educação desenvolve ações que estimulam experiência, criação, investigação e reflexão para todos os públicos, garantindo acesso amplo e inclusivo ao patrimônio e sua diversidade.
Agendamentos para grupos, escolas, instituições e pessoas com deficiência.
Destaque do mês | Especial Férias
No mês de julho, o Programa CCBB Educativo oferece atividades desenhadas especialmente para as férias escolares, incluindo contação de histórias, edições especiais de nosso Lugar de Criação, oficinas para bebês e uma edição do Múltiplo Ancestral para crianças e adolescentes dançarem.
Serviços
Confeitaria Colombo – Casa de chá
2° andar
Novo espaço da Colombo, que traz em seu cardápio, os produtos que fazem parte da história da confeitaria, e um tradicional Chá da tarde que recebeu o nome do Centro Cultural. O chá CCBB é acompanhado de torrada Petrópolis, mel, geleia, bolo, doce, suco, pães e biscoitos leque, todos os produtos feitos na sede da casa centenária.
Restaurante e Cafeteria Lilia
Térreo
A cafeteria oferece opções de lanches doces e salgados para os visitantes durante todo o funcionamento do CCBB e no mezanino, de 11h30 às 15h, o restaurante traz opções para o almoço.
Livraria da Travessa
Térreo
É possível encontrar catálogos de mostras atuais e anteriores, além de centenas de títulos em livros nacionais, livros importados, eBooks, AudioBooks, DVDs e Blu-Rays.
Mais Informações
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro – RJ
O espetáculo FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE com texto de Rômulo Rodrigues e direção de Marcio Vieira, em seu grande elenco reúne nomes como Vilma Melo, ganhadora do Prêmio Shell de Melhor atriz em 2017; Thiago Justino, da novela Rock Story e Hugo Moura e Dja Martins, da Novela Segundo Sol. O espetáculo é a continuação das histórias do espetáculo FAVELA, um grande sucesso que completou 6 anos de estreia no ano de 2018 e que levou cerca de 80 mil pessoas ao teatro, reunindo fãs que o acompanha por todas as suas temporadas. Uma prática muito comum em filmes e pouco usada no teatro, o espetáculo FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE vai mostrar histórias inéditas das personagens que já divertiram e emocionaram o público em várias temporadas no Favela 1.
Devido ao grande sucesso e, principalmente, ao momento difícil pelo qual todos os moradores de Favela vêm passando, surgiu a ideia de fazer a continuação do espetáculo. Os mesmos personagens com novas histórias. Assim nasceu o FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE. O humor continua presente durante toda a peça, mas tudo se encaminhando para um pedido de atenção e cuidado com os moradores das favelas. Em cena, teremos personagens cômicos e dramáticos que falam de temas muito atuais como empoderamento feminino, corrupção, violência nas favelas, o mau uso da internet, entre outros assuntos bem atuais. As últimas falas do espetáculo resumem um pouco o alerta que o espetáculo pretende fazer.
A ameaça de destruição da favela e a eleição para o novo presidente da associação de moradores servem de pano de fundo para as novas histórias das personagens que encantaram a todos na primeira fase do espetáculo que comemorou cinco anos em 2017. Nessa continuação, Dona Jurema está comemorando 100 anos e terá um belo baile de debutante; Juvenal virou pagodeiro famoso e enfrenta uma crise no casamento porque um nudes dele vasou na internet; Meire está grávida de Osmar e inferniza a vida do marido com desejos malucos; Valdira casou com um gringo milionário e está de volta ao Brasil, de férias na Favela; Jeomar realiza seu grande sonho de trabalhar como engenheiro, mas vive o conflito de trabalhar ou não na derrubada da favela e a sua esposa Elisa virou pastora da Igreja e se une a seu Eusébio, que é da umbanda, para lutar pela favela. Essas são apenas algumas das novidades do FAVELA 2- A GENTE NÃO DESISTE.
FICHA TÉCNICA
Texto:
RÔMULO RODRIGUES
Direção e idealização:
MÁRCIO VIEIRA
Elenco:
Thiago Justino
Sarito Rodrigues
Vilma Melo
Jr Castro
Lucas da Purificação
Renata Tavares
Tito Sant’anna
Cinthia Andrade
Dja Marthins
Leandro Santanna
Paula Pardon
Dilene Prado
Lu Ribeiro
Natalio Maria
Helena Giffoni
Henrique Sathler
Julio Nunes
Walace Fortunato
Marcio de Oliveira
William Nascimento
Claudia Leopoldo
Jefferson Melo
Direção Musical:
MÁRCIO EDUARDO MELO
Assistente de direção:
MILTON FILHO
Coreografia:
SUELI GUERRA
Iluminação:
DJALMA AMARAL
Cenário:
DERÔ MARTIN
Figurinos:
RICARDO ROCHA
Preparação Vocal:
PEDRO LIMA
Programação Visual:
LEANDRO ANTONIO
Assessoria de imprensa
VITOR MINATELI
Direção de Produção:
RÔMULO RODRIGUES E MARCIO VIEIRA
Produção:
MILTON FILHO
Assistente de produção
GILBERT MAGALHAES
LEANDRO ANTONIO
Realização:
PRAMA COMUNICAÇÃO E SOBRADINHO CULTURAL
SERVIÇO
FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE
TEXTO – Rômulo Rodrigues
DIREÇÃO- Marcio Vieira
GÊNERO – COMÉDIA MUSICAL
CLASSIFICAÇÃO – 14 ANOS
DURAÇÃO – 100 minutos
LOCAL – Theatro Bangu Shopping
TEMPORADA – 28 de junho a 7 de julho de 2019
Dias e Horários – sextas as 21h e sábados e domingos às 20h
INGRESSOS Plateia Central INTEIRA R$ 80,00 E MEIA R$ 40,00 / Camarote INTEIRA R$ 100,00 E MEIA R$50,00 / Balcão INTEIRA R$ 60,00 E MEIA R$ 30
LISTA AMIGA = 25 REAIS (ENVIAR OS NOMES PARA O ZAP 97927-2212).
David Chew celebra seus 50 anos de carreira e 65 anos de vida, dia 02/05, quarta-feira, na Cidade das Artes
Lançando seu DVD CHEWFACES e em produção final do Rio Cello Encounter 2018, violoncelista faz concerto de comemoração recebendo no palco grandes amigos, como Linda Bustani e o quarteto LINDARTE, Gilson Peranzetta, Felipe Prazeres, Fernanda Canaud , Blas Rivera e membros do quarteto da UFF, Cecilia Gonzales Andre Carvalho, dentre outros
Recentemente condecorado pela Rainha da Inglaterra por seu importante trabalho que vem desenvolvendo na área da música, David Chew chega aos seus 50 anos de carreira com fôlego de sobra para dar conta de tantos projetos. Para comemorar a efeméride, o violoncelista inglês, radicado no Brasil há 38 anos, fará um concerto especial celebrando, inclusive, seus 65 anos de vida. O concerto será no dia 02 de maio, quarta-feira (data do seu aniversário), às 20h, na Cidade das Artes (Barra da Tijuca. No programa, obras de J.S Bach, C.Saint Saens,H,Villa-Lobos e R.Schumann, além de composições de Gilson Peranzetta e Blas Rivera, que, inclusive, se apresentarão ao lado do violoncelista. Outros grandes amigos não deixarão a data passar em branco e participarão desta grande festa: Linda Bustani, Gilson Perenzzetta, Blas Rivera, Fernanda Canaud, Felipe Prazeres, Michel Bessler, Bernardo Fantini, Tomaz Soares, Ubiritan Rodrigues e bailarinos de tango Cecilia Gonzales e Andre Carvalho. No dia, será lançado o DVD CHEWFACES, produzido por Sil Azevedo e pelo próprio David Chew, de música clássica e popular, que reúne entrevistas com o violoncelista e diversos músicos participantes. A venda será revertida para arrecadar fundos para o Rio Cello Encounter 2018.
https://www.youtube.com/watch?v=_znOjxHJdig
A edição deste ano do maior festival de violoncelos do país está, até o momento, sem patrocinador, entretanto o violoncelista lança mão de diferentes recursos para poder manter acesa sua grande paixão. Para David Chew, “em tempos de crise e, com a falsa promessa de fornecer serviços tão essenciais como saúde e educação, diversas fontes têm aberto mão de investir em cultura. Com a certeza de considerarmos a Arte algo tão vital para nossa sociedade, toda a família Rio Cello soma esforços para levar esperança e Luz ao nosso povo através da Arte, com mínimos recursos financeiros”. Para o violoncelista, esta ação é “essencial para que vençamos o desânimo e consigamos recuperar o entusiasmo para seguir adiante. Como diria o filósofo Nietzsche, sem a música, a vida seria um erro, uma tarefa cansativa, um exílio”.
Idealizado e capitaneado pelo músico desde a sua primeira edição, em 1994, o Rio Cello Encounter traz em sua programação, além de concertos, espetáculos de dança, exposições de arte, masterclasses e workshops. Tudo inteiramente gratuito. O sonho de Chew apaixonado pelo Brasil, é popularizar a música clássica, além é claro, de homenagear o maestro Villa-Lobos, sua maior inspiração. “Nossa intenção é levar o poder de transformação social da música a espaços públicos e comunidades. No início, era um encontro de violoncelistas, mas o projeto cresceu e hoje recebe diversos instrumentos e múltiplas linguagens artísticas. Desta forma o festival alcança seu principal objetivo que é incluir a música na vida diária de todas as pessoas”, declara o músico.
Teatros, centros culturais, igrejas, museus e parques são os palcos preferencias do Rio Cello. Em 24 anos o festival bateu todos os recordes de público em eventos de música clássica no Brasil. Os números são impressionantes: 550 mil espectadores, 12 mil músicos, 900 concertos, 650 horas de workshops e masterclasses. Ao longo de sua extensa trajetória, o Rio Cello consolidou-se como uma grande plataforma multicultural no qual música, dança, poesia, artes plásticas e cinema que integram um evento de grande sofisticação artística e responsabilidade social.
DAVID CHEW – (BIO)
Começa a tocar profissionalmente aos 15 anos na Orquestra Filarmônica de Hull. Em seguida com os Mozart Players e a Orquestra da BBC, ambos em Londres. Fez seus estudos no Guildhall School of Music de Londres com William e Tony Pleeth e ainda pós-graduação na Universidade de Hull, e fez seu PhD no Kingston University de Londres, onde se especializou em música brasileira. Foi convidado a ser professor da Universidade de Colorado e Doutor Honoris causa na Universidade de Hull
Inspirado em Villa Lobos, sua maior especialidade, fundou e dirige até hoje, o Rio International Cello Encounter (Rio Cello), que há 24 anos reúne no Rio os maiores nomes do cello e da música, sempre oferecendo a todos gratuitamente, concertos, masterclasses. (www.riocello.com)
Solista / primeiro cellista / Spalla há mais de 35 anos da OSB (desde 1981), é também integrante e do Quarteto da UFF (1LP). Fundou a Orquestra de Câmara Brasil Consort (1LP) e o Rio Cello Ensemble (6 CDs), e Rio Strings (5CDs), o Duo Folia (2CDs), Trio Carioca, Duo com Fernanda Canaud (1CD) Quarteto com Gilson Peranzzetta, Mauro Senise e Paulo Russo (3CDs), Trio com Antonio Meneses e Rosana Lanzelotte (1DVD) e mais recentemente o DVD CHEW FACES, com Blas Rivera, Cristina Braga, Felipe Prazeres, Otto Hanriot e Michele Barsand.
Recebeu os títulos de Honra de Cidadão de Estado de Rio de Janeiro e Herdeiro do Zumbi em 2003. Premiado na Alemanha, França e Inglaterra pela sua interpretação das Bachianas Brasileiras no Hyperion em 1986. Em 2005 foi indicado ao Grammy Latino. Recebi o título de Ordem da Império Britânico da HRH Rainha Elizabeth 11.
Juntamente com sua ONG (O-Music), David Chew vem trabalhando e contribuindo com outras importantes ONGs, como a “Grota de Surucucu”, Solar Meninos de Luz (Pavão Pavãozinho), e os Projetos Música nas Escolas em Volta Redonda e Barra Mansa.
SERVIÇO : David Chew comemora 50 ANOS de carreira e 65 ANOS de vida
*Concerto para arrecadar fundos para o Rio Cello 2018 (www.riocello.com)
02/05, quarta-feira – Cidade das Artes – Teatro de Câmara
Horário: 20h
Ingressos: Gratuito
Endereço: Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ