CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL EM JULHO NO RIO COM DUAS EXPOSIÇÕES

No mês das férias escolares, duas exposições seguem em cartaz: Paul Klee – Equilíbrio Instável e 50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual. A programação de julho traz também os espetáculos Por Que Não Vivemos? Da obra Platonov, de Anton Tchekhov eYellow Bastard, além das mostras de cinema dedicadas ao ator Robert De Niro e ao escritor norte-americano Stephen King, e a 27ª edição do festival Anima Mundi.

EXPOSIÇÃO

PAUL KLEE – EQUILÍBRIO INSTÁVEL

Até 12/08

1º andar e térreo

The Most Magnificent Thing
  • Reúne, pela primeira vez na América Latina, mais de 100 obras do suíço Paul Klee (1879-1940). A exposição conta com 16pinturas, 39 papéis, 5 gravuras, 5 fantoches e 58 desenhos, além de objetos pessoais do artista. Ele transitou por diversos estilos, como o Cubismo, o Expressionismo, o Construtivismo e o Surrealismo, mas não cabe atribuir ao seu legado artístico nenhum em particular, tendo alcançado uma notável expressão pictórica própria, que reforçou seu papel central na história moderna da arte.

    Curadoria: Fabienne Eggelhofer, do Zentrum Paul Klee, de Berna, na Suíça.

    Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.

    Classificação indicativa: livre

    Entrada franca

    50 ANOS DE REALISMO – DO FOTORREALISMO À REALIDADE VIRTUAL

    Até 29/07

    2º andar e térreo

    A mostra apresenta cerca de 100 obras das últimas cinco décadas, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações interativas, de 30 artistas, como John Salt e Ralph Goings, Ben Johnson, Craig Wylie, Javier Banegas, Raphaella Spence, Simon Hennessey, John De Andrea e os brasileiros Hildebrando de Castro, Fábio Magalhães, Rafael Carneiro e Giovanni Caramello. A exposição faz um recorte inédito da realidade na arte e tem espaços exclusivos destinados a obras tridimensionais de escultores de diferentes gerações do Hiper-Realismo, modelos em 3D e realidade virtual.

    Curadoria: Tereza de Arruda

    Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.

    Classificação indicativa: livre

    TEA – Yellow Bastard – cred Diogo Liberano

    TEATRO

    POR QUE NÃO VIVEMOS? Da obra PLATONOV, de Anton Tchekhov

    03/07 a 18/08

    Quarta a domingo – 20h

    Pré-estreia – 1º e 2/7. Entrada franca. Senhas distribuídas 1 hora antes do início.

    Sessão extra: 08/07

    Não haverá sessões nos dias 19, 20 e 21/07.

    Teatro I

    A peça trata de temas recorrentes em toda obra de Anton Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e do pequeno que existe em cada um de nós, o legado para as gerações futuras, tudo isso na fronteira entre o drama e a comédia e com múltiplas linhas narrativas.

    Elenco: Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josi Lopes, Kauê Personna, Rodrigo Bolzan, Rodrigo Ferrarini, Rodrigo dos Santos. Direção: Marcio Abreu. Adaptação: Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar.

    Classificação indicativa: 16+

    Duração: 150 minutos

    Ingressos: R$30

    A PONTE

    20/06 a 12/08

    Quinta a segunda – 19h30

    Teatro II

    A Ponte, do dramaturgo canadense Daniel Maclvor, aborda a intimidade familiar de três irmãs separadas pela vida que se reencontram para enfrentar a morte iminente da mãe: Louise, a mais jovem, desconectada da sociedade e viciada em seriados de TV; Agnes, a irmã do meio, uma atriz falida que deixou sua cidade natal; e Teresa, a mais velha, uma freira que se isolou da família em um retiro religioso. Neste reencontro, as três vão acabar revendo seus valores, crenças e diferenças em busca da possível reconstrução de uma célula familiar há muito tempo fragmentada.

    Elenco: Bel Kowarick, Debora Lamm e Maria Flor. Direção: Adriano Guimarães.

    Classificação indicativa: 12+

    Duração: 120 minutos

    Ingressos: R$30

    YELLOW BASTARD

    Até 18/08

    Quarta a domingo – 19h30

    Teatro III

    Décima criação da companhia Teatro Inominável, o monólogo apresenta a história de um ser extraterrestre que, há décadas, cumpre penitência no planeta Terra. Agora ele retorna ao seu planeta natal, não sem antes deixar um relato sobre os acontecimentos e experiências vivenciados neste período.

    Interpretação: Márcio Machado. Direção: Andrêas Gatto e Diogo Liberano. Dramaturgia: Diogo Liberano.

    Classificação indicativa: 18+

    Duração: 80 minutos

    Ingressos: R$30

    MÚSICA

    MÚSICA NO MUSEU

    Sala 26 (4º andar)

    Quartas-feiras – 12h30

    O projeto tem por objetivo a formação de plateias e estimular a música de concerto, sendo realizado em diversos museus e centros culturais da cidade. Todas as quartas-feiras no CCBB. Consulte a programação em www.musicanomuseu.com.br

    Curadoria: Sérgio da Costa e Silva

    Classificação indicativa: livre

    CINEMA

    DE NIRO

    Até 15/07

    Quarta a segunda

    Cinema I

    A mostra reúne diversos filmes com o ator Robert de Niro, que trabalhou com mestres da direção como Martin Scorsese, Bernardo Bertolucci, Quentin Tarantino e Sergio Leone, e atuou nos mais diversos gêneros cinematográficos, do drama político à comédia romântica. A trajetória deste ator ilustra o melhor do cinema dos últimos 50 anos.

    Curadoria: Fábio Savino.

    Confira a programação no folder da mostra.

    Classificação indicativa de acordo com o filme.

    Ingressos: R$5

    DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – Cinema – DE NIRO

    04/07

    Cinema I

    Debate com a participação com o curador Paulo Lima Santos e o crítico de cinema e pesquisador Luiz Carlos Oliveira Júnior.

    Entrada franca.

    Confira a classificação indicativa e o horário no livreto da mostra.


    ANIMA MUNDI 2019

    17 a 21/07

    Quarta a domingo

    Cinemas I e II

    A edição de 2019 é a 27ª da história do Festival e será composta por filmes de animação, entre longas-metragens e curtas-metragens, dos mais diversos gêneros (adulto, infantil, documentário), sintetizando o melhor da animação produzida atualmente. O programa inclui mostras competitivas e não competitivas, cerimônia de premiação, encontros com convidados e oficinas.

    Curadoria: Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães.

    Confira a programação no folder da mostra.

    Classificação indicativa de acordo com o filme.

    Entrada franca.

    STEPHEN KING: O MEDO É SEU MELHOR COMPANHEIRO

    24/07 a 19/08

    Quarta a segunda

    Cinemas I e II

    Retrospectiva inédita que reúne mais de 40 filmes baseados na obra literária de Stephen King. Entre os títulos selecionados estão clássicos do suspense e do terror, como Carrie, a estranha, It – uma obra prima do medo, Christine, o carro assassino e Louca obsessão. A programação inclui também mesas de debates e aula magna.

    Curadoria: Breno Lira Gomes e Rita Ribeiro.

    Confira a programação no folder da mostra.

    Classificação indicativa de acordo com o filme.

    Ingressos: R$10

    DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – Cinema – STEPHEN KING: O MEDO É SEU MELHOR COMPANHEIRO

    24/07

    Cinema I

    Debate após a sessão do filme Carrie, a estranha, com participação dos curadores Rita Ribeiro e Breno Lira Gomes e do crítico de cinema Mario Abbade.

    Entrada franca.

    Confira a classificação indicativa e o horário no livreto da mostra.

    GALERIA DE VALORES

    Museu Banco do Brasil – 09 às 21h

    Quarta a segunda

    Exposição de longa duração que apresenta a trajetória da moeda no Brasil e no mundo, com cerca de 2 mil peças do acervo numismático do Banco do Brasil.

    Venha conhecer materiais curiosos que já foram ou continuam sendo usados como dinheiro!

    Curadoria: Denise Mattar


    O BANCO DO BRASIL E SUA HISTÓRIA

    Museu Banco do Brasil – 09h às 21h

    Quarta a segunda

    Exposição de longa duração que apresenta a história do Banco do Brasil e sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade e do país. As quatro salas mostram a linha do tempo de 1808 até os dias atuais, destacando os acervos museológico e arquivístico do Banco do Brasil. Outros três ambientes apresentam a sala do secretário, a sala do presidente e a biblioteca utilizadas pela Direção Geral do Banco do Brasil até a transferência da capital do Rio para Brasília, em 1960.

    Curadoria: M’Baraká e CCBB Rio

    ARQUIVO HISTÓRICO

    6º andar – 10h às 19h

    Segunda, quarta, quinta e sexta

    Acervos arquivístico e audiovisual do Banco do Brasil e da Memória CCBB para pesquisa e consulta dos estudantes e público em geral. Atendimento com agendamento telefônico prévio no 3808-2353.


    CCBB EDUCATIVO

    1º andar

    Quarta a segunda – 09h às 21h

    O programa Arte & Educação desenvolve ações que estimulam experiência, criação, investigação e reflexão para todos os públicos, garantindo acesso amplo e inclusivo ao patrimônio e sua diversidade.

    Agendamentos para grupos, escolas, instituições e pessoas com deficiência.

  • Destaque do mês | Especial Férias

    No mês de julho, o Programa CCBB Educativo oferece atividades desenhadas especialmente para as férias escolares, incluindo contação de histórias, edições especiais de nosso Lugar de Criação, oficinas para bebês e uma edição do Múltiplo Ancestral para crianças e adolescentes dançarem.


    Serviços

    Confeitaria Colombo – Casa de chá

    2° andar

    Novo espaço da Colombo, que traz em seu cardápio, os produtos que fazem parte da história da confeitaria, e um tradicional Chá da tarde que recebeu o nome do Centro Cultural. O chá CCBB é acompanhado de torrada Petrópolis, mel, geleia, bolo, doce, suco, pães e biscoitos leque, todos os produtos feitos na sede da casa centenária.


    Restaurante e Cafeteria Lilia

    Térreo

    A cafeteria oferece opções de lanches doces e salgados para os visitantes durante todo o funcionamento do CCBB e no mezanino, de 11h30 às 15h, o restaurante traz opções para o almoço.


    Livraria da Travessa

    Térreo

    É possível encontrar catálogos de mostras atuais e anteriores, além de centenas de títulos em livros nacionais, livros importados, eBooks, AudioBooks, DVDs e Blu-Rays.

    Mais Informações

    Centro Cultural Banco do Brasil

    Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro – RJ

    Quarta a segunda, das 9h às 21h.

    Bilheteria: Quarta a segunda, das 9h às 21h.

MUSICAL FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE ESTREIA EM BANGU

O espetáculo  FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE com texto de Rômulo Rodrigues e direção de Marcio Vieira, em seu grande elenco reúne nomes como Vilma Melo, ganhadora do Prêmio Shell de Melhor atriz em 2017; Thiago Justino, da novela Rock Story e Hugo Moura e Dja Martins, da Novela Segundo Sol. O espetáculo é a continuação das histórias do espetáculo FAVELA, um grande sucesso que completou 6 anos de estreia no ano de 2018 e que levou cerca de 80 mil pessoas ao teatro, reunindo fãs que o acompanha por todas as suas temporadas. Uma prática muito comum em filmes e pouco usada no teatro, o espetáculo FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE vai mostrar histórias inéditas das personagens que já divertiram e emocionaram o público em várias temporadas no Favela 1.

Devido ao grande sucesso e, principalmente, ao momento difícil pelo qual  todos os moradores de Favela vêm passando, surgiu a ideia de fazer a continuação do espetáculo. Os mesmos personagens com novas histórias. Assim nasceu o FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE. O humor continua presente durante toda a peça, mas tudo se encaminhando para um pedido de atenção e cuidado com os moradores das favelas. Em cena, teremos personagens cômicos e dramáticos que falam de temas muito atuais como empoderamento feminino, corrupção, violência nas favelas, o mau uso da internet, entre outros assuntos bem atuais.  As últimas falas do espetáculo resumem um pouco o alerta que o espetáculo pretende fazer.

A ameaça de destruição da favela e a eleição para o novo presidente da associação de moradores servem de pano de fundo para as novas histórias das personagens que encantaram a todos na primeira fase do espetáculo que comemorou cinco anos em 2017. Nessa continuação, Dona Jurema está comemorando 100 anos e terá um belo baile de debutante; Juvenal virou pagodeiro famoso e enfrenta uma crise no casamento porque um nudes dele vasou na internet; Meire está grávida de Osmar ​e inferniza a vida do marido com desejos malucos;  Valdira casou com um gringo milionário e está de volta ao Brasil, de férias na Favela; Jeomar realiza seu grande sonho de trabalhar como engenheiro, mas vive o conflito de trabalhar ou não na derrubada da favela e a sua esposa Elisa virou pastora da Igreja e se une a seu Eusébio, que é da umbanda, para lutar pela favela. Essas são apenas algumas das novidades do FAVELA 2- A GENTE NÃO DESISTE.

FICHA TÉCNICA

Texto:
RÔMULO RODRIGUES

Direção e idealização:
MÁRCIO VIEIRA

Elenco:
Thiago Justino
Sarito Rodrigues
Vilma Melo
Jr Castro
Lucas da Purificação
Renata Tavares
Tito Sant’anna
Cinthia Andrade
Dja Marthins
Leandro Santanna
Paula Pardon
Dilene Prado
Lu Ribeiro
Natalio Maria
Helena Giffoni
Henrique Sathler
Julio Nunes
Walace Fortunato
Marcio de Oliveira
William Nascimento
Claudia Leopoldo
Jefferson Melo

Direção Musical:
MÁRCIO EDUARDO MELO

Assistente de direção:
MILTON FILHO

Coreografia:
SUELI GUERRA

Iluminação:
DJALMA AMARAL

Cenário:
DERÔ MARTIN

Figurinos:
RICARDO ROCHA

Preparação Vocal:
PEDRO LIMA

Programação Visual:
LEANDRO ANTONIO

Assessoria de imprensa
VITOR MINATELI

Direção de Produção:
RÔMULO RODRIGUES E MARCIO VIEIRA

Produção:
MILTON FILHO

Assistente de produção
GILBERT MAGALHAES
LEANDRO ANTONIO

Realização:
PRAMA COMUNICAÇÃO E SOBRADINHO CULTURAL

SERVIÇO
FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE
TEXTO – Rômulo Rodrigues
DIREÇÃO- Marcio Vieira
GÊNERO – COMÉDIA MUSICAL
CLASSIFICAÇÃO – 14 ANOS
DURAÇÃO – 100 minutos
LOCAL – Theatro Bangu Shopping
TEMPORADA –  28 de junho a 7 de julho de 2019
Dias e Horários – sextas as 21h e sábados e domingos às 20h
INGRESSOS  Plateia Central  INTEIRA R$ 80,00 E MEIA  R$ 40,00  / Camarote INTEIRA R$ 100,00 E MEIA R$50,00 /  Balcão INTEIRA  R$ 60,00 E MEIA  R$ 30
LISTA AMIGA = 25 REAIS (ENVIAR OS NOMES PARA O ZAP 97927-2212).

DAVID CHEW comemora 50 anos de carreira na Cidade das Artes

David Chew celebra seus 50 anos de carreira e 65 anos de vida, dia 02/05, quarta-feira, na Cidade das Artes

Lançando seu DVD CHEWFACES e em produção final do Rio Cello Encounter 2018, violoncelista faz concerto de comemoração recebendo no palco grandes amigos, como Linda Bustani e o quarteto LINDARTE, Gilson Peranzetta, Felipe Prazeres, Fernanda Canaud , Blas Rivera e membros do quarteto da UFF, Cecilia Gonzales Andre Carvalho, dentre outros

Recentemente condecorado pela Rainha da Inglaterra por seu importante trabalho que vem desenvolvendo na área da música, David Chew chega aos seus 50 anos de carreira com fôlego de sobra para dar conta de tantos projetos. Para comemorar a efeméride, o violoncelista inglês, radicado no Brasil há 38 anos, fará um concerto especial celebrando, inclusive, seus 65 anos de vida. O concerto será no dia 02 de maio, quarta-feira (data do seu aniversário), às 20h, na Cidade das Artes (Barra da Tijuca. No programa, obras de  J.S Bach, C.Saint Saens, H,Villa-Lobos e  R.Schumann, além de composições de Gilson Peranzetta e Blas Rivera, que, inclusive, se apresentarão ao lado do violoncelista. Outros grandes amigos não deixarão a data passar em branco e participarão desta grande festa: Linda Bustani, Gilson Perenzzetta, Blas Rivera, Fernanda Canaud, Felipe Prazeres, Michel Bessler, Bernardo Fantini, Tomaz Soares, Ubiritan Rodrigues e bailarinos de tango Cecilia Gonzales e Andre Carvalho. No dia, será lançado o DVD CHEWFACES, produzido por Sil Azevedo e pelo próprio David Chew, de música clássica e popular, que reúne entrevistas com o violoncelista e diversos músicos participantes. A venda será revertida para arrecadar fundos para o Rio Cello Encounter 2018.

https://www.youtube.com/watch?v=_znOjxHJdig

A edição deste ano do maior festival de violoncelos do país está, até o momento, sem patrocinador, entretanto o violoncelista lança mão de diferentes recursos para poder manter acesa sua grande paixão. Para David Chew, “em tempos de crise e, com a falsa promessa de fornecer serviços tão essenciais como saúde e educação, diversas fontes têm aberto mão de investir em cultura. Com a certeza de considerarmos a Arte algo tão vital para nossa sociedade, toda a família Rio Cello soma esforços para levar esperança e Luz ao nosso povo através da Arte, com mínimos recursos financeiros”. Para o violoncelista, esta ação é “essencial para que vençamos o desânimo e consigamos recuperar o entusiasmo para seguir adiante. Como diria o filósofo Nietzsche, sem a música, a vida seria um erro, uma tarefa cansativa, um exílio”.

Idealizado e capitaneado pelo músico desde a sua primeira edição, em 1994, o Rio Cello Encounter traz em sua programação, além de concertos, espetáculos de dança, exposições de arte, masterclasses e workshops. Tudo inteiramente gratuito. O sonho de Chew apaixonado pelo Brasil, é popularizar a música clássica, além é claro, de homenagear o maestro Villa-Lobos, sua maior inspiração. “Nossa intenção é levar o poder de transformação social da música a espaços públicos e comunidades. No início, era um encontro de violoncelistas, mas o projeto cresceu e hoje recebe diversos instrumentos e múltiplas linguagens artísticas. Desta forma o festival alcança seu principal objetivo que é incluir a música na vida diária de todas as pessoas”, declara o músico.

Teatros, centros culturais, igrejas, museus e parques são os palcos preferencias do Rio Cello. Em 24 anos o festival bateu todos os recordes de público em eventos de música clássica no Brasil. Os números são impressionantes: 550 mil espectadores, 12 mil músicos, 900 concertos, 650 horas de workshops e masterclasses. Ao longo de sua extensa trajetória, o Rio Cello consolidou-se como uma grande plataforma multicultural no qual música, dança, poesia, artes plásticas e cinema que integram um evento de grande sofisticação artística e responsabilidade social.

DAVID CHEW – (BIO)

Começa a tocar profissionalmente aos 15 anos na Orquestra Filarmônica de Hull. Em seguida com os Mozart Players e a Orquestra da BBC, ambos em Londres. Fez seus estudos no Guildhall School of Music de Londres com William e Tony Pleeth e ainda pós-graduação na Universidade de Hull, e fez seu PhD no Kingston University de Londres, onde se especializou em música brasileira. Foi convidado a ser professor da Universidade de Colorado e Doutor Honoris causa na Universidade de Hull

Inspirado em Villa Lobos, sua maior especialidade, fundou e dirige até hoje, o Rio International Cello Encounter (Rio Cello), que há 24 anos reúne no Rio os maiores nomes do cello e da música, sempre oferecendo a todos gratuitamente, concertos, masterclasses. (www.riocello.com)

Solista / primeiro cellista / Spalla há mais de 35 anos da OSB (desde 1981), é também integrante e do Quarteto da UFF (1LP). Fundou a Orquestra de Câmara Brasil Consort (1LP) e o Rio Cello Ensemble (6 CDs), e Rio Strings (5CDs), o Duo Folia (2CDs), Trio Carioca, Duo com Fernanda Canaud (1CD) Quarteto com Gilson Peranzzetta, Mauro Senise e Paulo Russo (3CDs), Trio com Antonio Meneses e Rosana Lanzelotte (1DVD) e mais recentemente o DVD CHEW FACES, com Blas Rivera, Cristina Braga, Felipe Prazeres, Otto Hanriot e Michele Barsand.

Recebeu os títulos de Honra de Cidadão de Estado de Rio de Janeiro e Herdeiro do Zumbi em 2003. Premiado na Alemanha, França e Inglaterra pela sua interpretação das Bachianas Brasileiras no Hyperion em 1986. Em 2005 foi indicado ao Grammy Latino. Recebi o título de Ordem da Império Britânico da HRH Rainha Elizabeth 11.

Juntamente com sua ONG (O-Music), David Chew vem trabalhando e contribuindo com outras importantes ONGs, como a “Grota de Surucucu”, Solar Meninos de Luz (Pavão Pavãozinho), e os Projetos Música nas Escolas em Volta Redonda e Barra Mansa.

  • SERVIÇO : David Chew comemora 50 ANOS de carreira e 65 ANOS de vida
  • *Concerto para arrecadar fundos para o Rio Cello 2018 (www.riocello.com)
  • 02/05, quarta-feira – Cidade das Artes – Teatro de Câmara
  • Horário: 20h
  • Ingressos: Gratuito
  • Endereço: Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
  • Telefone: (21) 3325-0102
  • Capacidade: 450 pessoas
  • Classificação: livre
  • Duração: 1h30min
  • Programa:
  • Fernanda Canaud, piano (dia 02/05)
  • Felipe Prazeres, violino
  • David Chew, violoncelo
  • Camille Saint-Saëns
  • Carnaval dos Animais
  • ​ –
  • O Cisne
  • Edward Elgar
  • Salut d’Amour, Op.12
  • Heitor Villa-Lobos
  • Bachianas Brasileiras, No. 5
  • ​ –
  • Ária
  • Bachianas Brasileiras, No.2
  • ​-
  • Trenzinho do Caipira
  • ​________________________​
  • Lindarte Piano Quartet
  • Linda Bustani, piano
  • Michael Bessler, violino
  • Bernardo Fantini, viola
  • David Chew, violoncelo
  • Robert Schumann
  • Quarteto para Piano em Mi Bemol Maior, Op.47
  • -Sostenuto assai – Allegro ma non troppo
  • -Scherzo: Molto vivace – Trio I – Trio II
  • -Andante cantabile
  • -Finale: Vivace
  • [INTERVALO]
  • Gilson Perranzetta, Piano
  • David Chew, violoncelo
  • Gilson Peranzzetta
  • Teresa
  • Quermesse
  • Canção da Lua
  • Paisagem Brasileira
  • ​_______________________
  • Blas Rivera, piano e saxofone
  • Tomaz Soeres e  Bira Rodrigues, violinos
  • Bernardo Fantini, viola
  • David Chew, violoncelo
  • Cecilia Gonzalez e André Carvalho, bailarinos ​
  • Blas Rivera
  • Ranquel
  • Canción para conquistar a la bailarina
  • Nocturno
  • Milonga sudaca
“A Menina do Kung Fu” traz discussões atuais para o Teatro Ipanema

ESPETÁCULO INFANTO-JUVENIL “A MENINA DO KUNG FU” TRAZ DISCUSSÕES ATUAIS PARA O TEATRO IPANEMA

É a volta de Diego Molina para o público infantil, depois do sucesso de “Joaquim e as estrelas”

 Yes, we can. Sim, nós podemos, qualquer um pode. Ela pode. Ela é Belinha, uma menina 9 anos, cega, que entra para uma academia de kung fu. Eis a protagonista da peça infanto-juvenil “A menina do kung fu”, que estreia no dia 6 de julho, no Teatro Ipanema, para uma curta temporada até dia 28 do mesmo mês, com texto de Diego Molina, supervisionado por Bosco Brasil; e direção dividida entre o próprio Molina e Carolina Godinho. No elenco, estão Monique Vaillé, Fábio Nunes, Janaína Brasil, Victor Albuquerque e Jorge Neves.

Dá bem para imaginar quantos desafios Belinha encara no espetáculo, que marca a volta do diretor Diego Molina ao mundo dos baixinhos, depois do sucesso de “Joaquim e as estrelas”. Desafio que também foi escrever e montar a peça sem patrocínio, só contando com instituições e pessoas que acreditaram no projeto e aceitaram participá-lo pela sua causa, sem nenhum tipo de remuneração. E também quem colaborou para o crowdfunding (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/a-menina-do-kung-fu) para custear algumas medidas de acessibilidade, como audiodescrição e intérpretes de Libras. Afinal, não basta falar de inclusão. É preciso incluir. Assim, crianças e adultos com deficiência auditiva e visual vão poder assistir ao espetáculo.

Além da inclusão, o empoderamento feminino e o bullying são temas abordados na peça. Isso porque Belinha encara desafios para se impor com uma limitação física e num universo dominado pelos meninos. No fundo, o texto escrito pelo próprio Diego Molina, com supervisão de Bosco Brasil, fala mesmo é de gente. “As relações humanas sempre serão uma pauta atual, e é disso que a peça fala: de construirmos um mundo onde as pessoas se relacionem melhor. E quando falo em ‘pessoas’ falo de todos os tipos”, explica Molina.

Ele escreveu o texto em 2010, quando ainda fazia parte da ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, e se utilizou de anos de capacitação sobre conceitos de diversidade para realizar o desejo de escrever uma peça infanto-juvenil que unisse inclusão e acessibilidade. Criou o texto justamente para tratar do assunto deficiência diretamente com a criança e seus pais. Porque, “apesar de pessoas com deficiência sempre terem existido (e sempre existirão), a inclusão é uma palavra extremamente contemporânea, ainda bastante complicada para a maioria das pessoas”, observa Molina. E por que falar dessas questões agora? “Porque simplesmente queremos dizer as coisas propostas pelo texto”, conclui o autor.

É isso! A beleza do ser humano é sermos todos diferentes. E, ao mesmo tempo, estamos em busca de direitos iguais. Afinal de contas, somos todos gente!

“… Gente é muito bom, gente deve ser o bom… Tem de se cuidar, de se respeitar o bom…” (Caetano Veloso em “Gente”)

Sobre o espetáculo:
A peça – para crianças a partir dos cinco anos de idade, porém mais voltada ao público entre 9 e 13 anos – conta a história de Belinha, menina de 9 anos, cega, que se matricula numa academia de kung fu. Logo no primeiro dia de aula, ela tem de encarar a desconfiança da turma e da professora, além das peripécias de Pedroca e seus amigos, que adoram fazer bullying.

O espetáculo conta com diversas medidas de acessibilidade; entre elas, audiodescrição e intérpretes de libras para pessoas com deficiência visual e auditiva.

 

Sobre Diego Molina:
Dramaturgo, roteirista, diretor, ator, cenógrafo e professor. Mestre em Teatro pela UNIRIO.

Trabalhos como autor em teatro: “A menina do kung fu” (infantil); “Pequenos poderes”, “Os trabalhadores do mar” (adaptação), “O espião que nós amamos” (inédito, com Bosco Brasil), “Woody Allen não se encontra” (inédito), “Ninguém mais vai ser bonzinho”, “Fabulamente” (monólogo com Tatá Werneck), além de diversos esquetes, escritos também para o coletivo Clube da Cena e para o site Drama Diário.

É autor dos livros “Cena Impressa 1 e 2” e “Teatro Duse: o primeiro teatro-laboratório do Brasil”. Ganhou o Prêmio Shell 2012 na Categoria Especial, com a Cia. Alfândega 88, pela ocupação do Teatro Serrador. Foi indicado ao Prêmio Faz Diferença 2010 com grupo Os inclusos e os sisos pelo trabalho em prol da inclusão.

Dirigiu espetáculos como: “Ela é meu marido”, “Quando ia me esquecendo de você”, “Radiofonias Brasileiras”, “War”, “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola”, “Joaquim e as estrelas” e “Fabulamente – Monólogo com Tatá Werneck.

Deu aulas de dramaturgia na CAL, SBAT, PUC Rio, Midrash Cultural, Biblioteca Parque e em diversas unidades do SESC pelo país.

Escreve para o programa “Zorra”, indicado ao Emmy Internacional, e “A gente riu assim – Retrô de humor”, ambos da Rede Globo. Foi colaborador dos programas “Noite de arrepiar” e “Casamento blindado” (Record), “Domingão do Faustão” (Globo), “Comédia MTV”, “Sem análise” (Multishow) e do seriado “Dependentes” (com Bosco Brasil). Escreveu ainda o curta-metragem “Vice e versa”, vencedor do prêmio de melhor comédia no Festival Claro Curtas 2008, e o longa-metragem “Floresta profunda” (com Bosco Brasil e Fidelys Fraga).

Foi jurado do Prêmio Zilka Sallaberry de teatro para infância e juventude entre 2015 e 2018.

 

Serviço:
“A Menina do Kung Fu”

Local: Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema

Temporada: de 6 a 28 de julho
Sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia) – entrada gratuita para pessoas com deficiência

Classificação indicativa: livre

Haverá sessões com acessibilidade na comunicação (audiodescrição e intérpretes de libras) nos dias 21 (domingo) e 29 (sábado) de julho e em outras datas a confirmar.

 

Ficha técnica:
Texto: Diego Molina

Supervisão de texto: Bosco Brasil

Direção: Carolina Godinho e Diego Molina

Elenco: Fábio Nunes, Janaína Brasil, Jorge Neves, Monique Vaillé e Victor Albuquerque

Figurinos e Adereços: Patrícia Muniz

Cenografia: Diego Molina e Patrícia Muniz

Iluminação: Anderson Ratto

Trilha sonora: Pedro Nêgo

Visagismo: Diego Nardes

Assistente de visagismo: Lucas Souza

Programação visual e Ilustrações: Marcelo Martinez – Laboratório Secreto

Fotografias: Bruno Coqueiro

Instrutor de kung fu: Renan Nascimento

Intérpretes de Libras: JDL Traduções – Acessibilidade na Comunicação – Davi de Jesus e Jadson Abraão

Audiodescrição: Nara Monteiro

Assessoria de imprensa: Sheila Gomes

Direção de produção: Janaína Brasil

Produção: Carolina Godinho, Diego Molina, Janaína Brasil e Monique Vaillé

Coprodução: Arte Nova e 2BB2 Produções Artísticas

MUSICAL Arraiá dos Porquinhos EM Bangu

Um arraia pra lá de divertido, dessa vez quem nos conta a história já conhecida dos porquinhos é sua própria mãe que depois de ter os filhos crescidos mostra a eles como devem seguir para a nova vida de adultos, e assim após alguns dias de viagem os 3 porquinhos chegam finalmente em uma linda clareira onde cada um deverá construir sua casinha para então prepararem as festanças do interior a famosa festa caipira, com direito a fogueira e bandeirolas, muita comida e até um casamento… Rosa nossa porquinha mais fofa irá se casar com um belo, elegante e misterioso pretendente, mas seus irmãos Kika e Pietro desconfiados do caráter desse pretendente resolvem armar uma para descobrir o passado do futuro noivo de Rosa e para a surpresa de todos eles descobrem que o fajuto noivo é nada mais é nada menos que o Maumau o Lobo mau da Floresta, que já vinha a algum tempo arquitetando uma forma de fazer dos três porquinhos seu prato principal, então Pietro descobre que uma das habitantes da floresta é apaixonada pelo lobo e que o mesmo não suporta essa habitante, então eles armam um casamento às cegas para o lobo, e quando ele é desmascarado resolve invadir a casa dos porquinhos para capitura-los… Mas como diz o velho ditado: “mexe comigo mas não mexe com meus filhos”. Dona Nona Pig muda todo o final dessa história!


ELENCO:
 Narrador/Vpvó pik – Pablo Pereira
Porquinha Rosa – Aléxia Pires/Alana Bergamo
Lobo mau – Thiago Murro? Bruno Jovita
Porquinho Pietro – Hugo Faro/ Joao MiranGilberto Félix
Porquinha Kika – Twigg/Rodrigo Fernando
Chapeuzinho – Rayssa Bentes
Balet – Flávio Rocha/Igor Arvelos/Igor Arvelos / Ingrid Maia/ Deborah Regina/Levy Leal/Caio/ Thainá Tavares/ Ana Karolina

 
 
Ficha Técnica:
Direção geral – Allan Ragazzy
Texto e coreografias – Dharck Tavares
Direção musical – Thiago Garcia
Concepção – Leandro bispo
Direção de produção – Deise Reis e Leandro Bispo
Canções Originais – Bruno Camurati
Produção Musical e Arranjos Instrumentais – Wagner Monaco
Guitarras – Rodrigo Kaui
Assistente de Coreografias – Thaina Tavares e Rayssa Bentes
Cenário – Mario Pereira
Figurino – Leandro Bispo
Produção Executiva – Sam Gutierrez
Assistente de Produção – Suzana Cardoso  e Felipe Meneses

 

Peça: “ ARRAIA DOS PORQUINHOS – O MUSICAL
Theatro Bangu Shopping
Rua Fonseca, nº 240/Shopping Bangu -RJ
Tel.: (21) 2401-3631
Horários:Sábados, domingos E FERIADO, às 16h
Shopping Bangu
Temporada: 29/30 DE JUNHO E 06/07 DE JULHO DE 2019.  (4 apresentações)
Capacidade do teatro: 436       Lugares
Classificação etária: 2 anos
Valor do Ingresso:  R$80,00 (Platéia e Frisas)/R$60,00 (Balcão) LISTA AMIGA = 20 REAIS (ENVIAR OS NOMES PARA O ZAP 979272212)
Vendas online: https://www.ingressorapido.com.br/event/8831/d/40387
Crianças menores de 2 anos não pagam entrada.            
Duração: 60 minutos
Classificação etária: Livre para todos os públicos
• São aceitos cartões de crédito e de débito (MasterCard, Visa, Dinners) e Vale Cultura (Alelo e Ticket).
35 álbuns grátis de Nelson Gonçalves, comemorando o centenário do eterno boêmio

Sony Music disponibiliza em streaming 35 álbuns da imensa obra de Nelson Gonçalves, comemorando o centenário do eterno boêmio

Capas dos álbuns: https://bit.ly/2IVkg2j

Plataformas de Streaming: https://SMB.lnk.to/MelhoresNelsonGoncalves

Numa fase em que a imagem e o ritmo são muito mais valorizados pelo mercado musical, ouvir Nelson Gonçalves é cada vez mais apaixonante. Seu vozeirão e seu estilo são absolutamente únicos, inconfundíveis, com possivelmente o grave mais bonito da história de nossa música. Neste ano de 2019, estamos comemorando seu centenário, e para presentear velhos e novos fãs, o marketing estratégico da Sony Music Brasil dá prosseguimento ao projeto de digitalização do catálogo, restaurando tapes analógicos e projetos gráficos originais de 35 álbuns do cantor. Todos eles estarão disponibilizados nas plataformas de streaming (além dos que já estavam lá), a partir do dia 21 de junho. Haverá ainda diversas playlists temáticas, ambos com minha curadoria.

Nelson Gonçalves parecia uma máquina de fazer discos. Gravou sem parar de 1941 até 1997, e sempre na mesma gravadora, a antiga “RCA Victor” (que um dia foi somente “Victor” e hoje é a Sony Music), falecendo em abril de 1998. Primeiro, registrou 157 discos de 78 rotações (com duas faixas, cada). E já na fase dos LPs, foram 57 álbuns originais, dois póstumos, além de uma montanha de coletâneas e dezenas de compactos. Dos 35 que a Sony agora disponibiliza, inteiramente remasterizados, temos 27 originais (conforme relação abaixo) e oito coletâneas que nunca haviam saído antes em digital, lançados entre os anos 1950 e 1990.

A seguir uma lista dos títulos originais:

Anos 1950 – Noel Rosa na voz romântica de Nelson Gonçalves (1955), “Caminhemos” – Nelson Gonçalves interpretando músicas de Herivelto Martins (1957) e “Meu perfil” (1960)

Anos 1960 – Sambas e boleros na voz de Nelson Gonçalves (1961), Eu e minha tristeza (1962), A voz de seresteiro (1965), Coisas minhas (1966), Nelson Gonçalves e o tango (1967), Missão cumprida – a volta de Nelson Gonçalves (1968), Apelo (1969) e Só nós dois (1970)

Anos 1970 – Pra você (1971), Sempre boêmio (1972), Nelson 35 anos depois (1974), Nelson cada vez melhor (1975), Nelson de todos os tempos (1975), Nelson até 2001 (1976), Nelson de 3 gerações (álbum triplo, 1977), Reserva de domínio (1977), Eu te amo (1978), Os 40 anos de Nelson Gonçalves (1980)

Anos 1980 – Produção 96 (1981), Conclusão (1982), Joias musicais (1983), Hoje como antigamente (1984) e Ele & elas (1984)

Anos 1990 – O boêmio e o pianista – com Arthur Moreira Lima (1992)

Há também ótimas coletâneas. A primeira saiu originalmente ainda em LP de 10 polegadas, com apenas oito faixas, em 1957, como “Pensando em ti” (esta com alguns de seus maiores hits até então, inclusive a faixa-título). Depois, Dos meus braços tu não sairás é uma excelente compilação da sua fase 78 rotações lançada em 1963. O título é o mesmo de um de seus primeiros sucessos, ainda em ritmo de fox-canção (gênero que caiu em desuso a partir dos anos 50, sendo resgatado apenas por Roberto Carlos com “Emoções”, em 81). Há também os quatro volumes da Seleção de ouro, que trazia à época algumas inéditas, como “Negue” e “A noite do meu bem”, e ainda Nelson Gonçalves a pedidos(1966) e, um mais recente, Nelson Gonçalves & convidados (1996), da fase em que realizou duetos memoráveis com grandes astros e estrelas da MPB, como Gal CostaAlcioneMilton Nascimento Fafá de Belém.

Uma biografia impressionante

Para quem não sabe, Nelson Gonçalves foi um dos três cantores mais populares do Brasil de todos os tempos, rivalizando com Francisco Alves (seu antecessor) e Roberto Carlos (que o sucedeu), mas demorou muito para alcançar o sucesso, pois ninguém acreditava que aquele ex-lutador de boxe e ex-garçom poderia mesmo cantar, ainda mais porque era gago. Fez testes nas principais emissoras cariocas e nada conseguiu. Um dia gravou um acetato e foi com uma carta de recomendação à gravadora Victor. O diretor Vitorio Lattari ouviu, gostou, mas quando se deu conta de que o rapaz gaguejava pensou tratar-se de um impostor. Até que o flautista e produtor Benedito Lacerda, presente no local, decidiu lhe dar uma segunda chance, chamando-o para um teste com orquestra ao vivo. No meio da música já estava contratado. Nesta época, Orlando Silva, sua grande inspiração, era o maior astro do momento, entretanto, teve graves problemas de saúde que modificaram sua voz fazendo sua carreira declinar. Nelson, ao contrário, já em 1942 fazia um sucesso estrondoso com o fox-canção “Renúncia”.

A seguir vieram tantas outras, entre sambas (“Dolores Sierra”, “Normalista”, “Nega manhosa”, “História da Lapa”), valsas (“Maria Betânia”, sem o “h” mesmo, que inspirou o nome da famosa cantora), tangos (“Carlos Gardel”, “Vermelho 27”, “Hoje quem paga sou eu”), músicas carnavalescas (“Serpentina”, “Espanhola”) e muito, mas muito samba-canção, o ritmo preponderante na década de 1950, que o consagrou mais ainda, definitivamente.

Em ritmo de samba-canção, ele emplacou três sambas-canção de Herivelto Martins e David Nasser – “Caminhemos” (que já havia sido hit com Francisco Alves dez anos antes), “Pensando em ti” e “A camisola do dia”. Mas, em 1957, “A volta do boêmio”, composta por Adelino Moreira, que até então era seu divulgador mudou a sua vida. “Boemia aqui me tens de regresso…” diziam os versos que viraram seu maior emblema. Embora já tivesse gravado algumas canções dele, como o hit “Meu vício é você”, a partir de então a parceria se intensifica, e são as composições dele que passam a dominar seu repertório: “Meu dilema”, “Escultura”, “Negue”, “Fica comigo esta noite”, etc.

A partir de então, seguiu pelas próximas duas décadas como o maior vendedor de discos da RCA Victor, cujo auge foi entre os anos 1940 e início de 60. Mesmo com uma vida de outsider, com muitas mulheres, bebidas, jogatinas e o terrível vício em cocaína (que se orgulhava de ter conseguido superar), nada o afastaria dos estúdios. Tanto assim que nos anos 1970 ganhou o prêmio Nipper da gravadora, somente concedido a ele e a Elvis Presley pelo tempo de permanência (e sucesso) na mesma gravadora. A partir da década seguinte, se enturmou com astros e estrelas da MPB, do samba e do rock e gravou mais alguns álbuns memoráveis, em dueto com colegas de geração, como Luiz Gonzaga e Angela Maria, e aqueles que o tinham como ídolo, como Maria BethâniaTim MaiaLobão e Chico Buarque.

As playlists temáticas:

Outro diferencial que a Sony Music promove neste centenário é investir em seis playlists temáticas, mostrando toda a versatilidade do cantor.

1 Nelson Gonçalves e o cabaré – Em ritmo de samba-canção e tango, Nelson Gonçalves vai ao submundo dos cabarés, narrando suas paixões e a “tragédia das perdidas” em canções como “Dolores Sierra”, “Carlos Gardel”, “Quem há de dizer”, “Mariposa”, “Esta noite me embriago” e “Deusa do asfalto”.
https://SMB.lnk.to/NelsonEOCabare

2 Nelson Gonçalves também é do sambão – Uma seleção dos melhores sambas de várias épocas na voz do cantor. “Foi um rio que passou em minha vida”, “Louco (Ela é seu mundo)” (com Alcione), “Retalhos de cetim”, “Juramento falso”, “Normalista” e “Nega manhosa” estão na seleção.
https://SMB.lnk.to/NelsonSambao

3 Nelson Gonçalves além do cabaré – canções de vários temas, das mais sofisticadas (“Preciso aprender a ser só”) às mais populares (“Eu e a brisa”), incluindo bossa nova (“O barquinho”, “Chega de saudade”), sambas de Cartola (“Sim”) e Nelson Cavaquinho (“Notícia”), marchinhas de carnaval (“Serpentina”), e até algumas estrangeiras, como o  bolero “Minha (Mia)”, de Armando Manzanero.
https://SMB.lnk.to/NelsonAlemDoCabare

4 Nelson Gonçalves e a sofrência – Uma seleção imbatível, pois uma das especialidades do cantor sempre foi a dor-de-cotovelo, incluindo “Negue”, “Cabelos brancos”, “A volta do boêmio”, “Nunca” e “Matriz ou filial”.
https://SMB.lnk.to/NelsonSofrencia

5 Nelson Gonçalves interpreta Clássicos da música popular – Pixinguinha (“Rosa”), Noel Rosa e Braguinha (“Pastorinhas”), Caymmi (“Marina”), Ataulfo (“Na cadência do samba”), Roberto Carlos (“Proposta”), Dolores Duran (“Ternura antiga”), Chico Buarque (“As vitrines”), chegando a clássicos do fado português (“Coimbra”) e do tango argentino (“Mano a mano”).
https://SMB.lnk.to/NelsonClassicosPopulares

6 Nelson Gonçalves em dueto – Nelson canta com Maria Bethânia (“Caminhemos”), Gal Costa (“Dos meus braços tu não sairás”), Fafá de Belém (“O negócio é amar”), Roberta Miranda (“De igual pra igual”), Fagner (“Mucuripe”), Tim Maia (“Renúncia”), Luiz Gonzaga (“Asa branca”) e outros pesos-pesados da MPB, do samba, do rock e do soul, gravados já nos anos 1980 e 90.
https://SMB.lnk.to/NelsonEmDueto

Sony Music celebra 75 anos de Chico Buarque e lança, nas plataformas de streaming, 17 álbuns do artista

Após ganhar o mais importante reconhecimento literário da língua portuguesa, o Prêmio Camões, Chico Buarque tem importante fase de sua obra musical digitalizada

Foto da Página Interativa sobre Chico Buarque

 

 

Às vésperas de completar 75 anos, Chico Buarque acaba de ganhar o mais importante reconhecimento literário da língua portuguesa, o Prêmio Camões, evidentemente pelo conjunto de sua obra como compositor, dramaturgo e romancista. Poderia, no entanto, bem ter sido apenas pela estrofe acima, seis geniais redondilhas da toada que dá título ao álbum “Paratodos”, de 1993, um dos nove discos de sua carreira gravados entre os anos de 1987 e 2001, que a Sony Music Brasil disponibiliza pela primeira vez nas plataformas digitais de streaming, a partir do próximo dia 21 de junho, dois dias após seu aniversário de 75 anos.

De “Francisco” (1987) a “Cambaio” (2001), os nove álbuns, além de oito coletâneas que também serão relançadas digitalmente, representam a inestimável discografia de Chico na antiga gravadora BMG, hoje no catálogo da Sony. Essa fase marca sua digamos maturidade musical como compositor, letrista e cantor, um conjunto de cada vez mais sofisticadas canções, mas que nem por isso perdem sua aparente simplicidade de cantigas populares.

Para essa ocasião, a Sony preparou também, sempre no universo digital, uma página interativa exclusiva, uma sala virtual sobre o mar do Rio, em que a cada clique do visitante, ele fica sabendo mais sobre toda a carreira do Chico, especialmente pela fase e por cada disco deste relançamento.

A obra-prima “Paratodos”, um dos pontos mais altos dessa fase, é um bom exemplo, senão vejam a estrofe destacada acima: na forma de improviso de um coco de embolada, Chico resume em seis versos não apenas a sua carreira como compositor, mas a trajetória de sua geração, despertada para a música brasileira pela obra inspiradora de Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o tal Antônio Brasileiro “maestro soberano” da canção, Tom Jobim para o mundo a partir da bossa nova, pai de geração que viveu o inferno e as maravilhas desses anos todos no Brasil.

No caso de “Paratodos”, Jobim literalmente “soprou esta toada”: a inspiração de Chico veio de “Dinheiro em penca”, embolada de Tom Jobim e do poeta Cacaso, do segundo disco que o maestro gravou com Miúcha, irmã de Chico falecida este ano, na antiga RCA Victor (também do catálogo da Sony). Chico, que participou como cantor da gravação original de “Dinheiro em penca” em 1979, pegou desde então a mania de brincar de escrever novos versos (“encher de redondilhas”) a composição de Tom até que, com melodia sua levemente inspirada na do parceiro, partiu da própria árvore genealógica para desenhar a árvore genealógica da moderna música brasileira até a sua geração e com saudação às próximas: “Evoé, jovens à vista”.

“Paratodos”, o álbum, e já a partir da canção-título, é um impressionante conjunto de canções que se tornariam clássicos da música brasileira, como é o caso de “Futuros amantes” (“Futuros amantes, quiçá/Se amarão sem saber/Com o amor que eu um dia/Deixei pra você”), “De volta ao samba” (“Acenda o refletor/Apure o tamborim/Aqui é o meu lugar/Eu vim”) ou a impressionante reflexão sobre o “Tempo e artista” que, qualquer uma das três, já lhe valeria o Prêmio Camões.

E o que dizer das canções então recentes que Chico trouxe de outros trabalhos para o álbum: “Choro bandido”, do musical de teatro em parceria com Edu Lobo “Corsário do rei”, de versos como “Mesmo que você fuja de mim/Por labirintos e alçapões/Saiba que os poetas como os cegos/Podem ver na escuridão”; ou, também com Edu, “Sobre todas as coisas”, do balé “O grande circo místico”, uma impressionante conversa com Deus, ou consigo mesmo, um solilóquio em forma de canção; e ainda “Piano na Mangueira”, com Tom Jobim, que descreve de forma poética a homenagem da escola de samba ao parceiro, transformado em enredo.

Do samba sincopado, gênero tão cultivado por Chico, “Biscate” (que tem participação de Gal Costa) à canção autobiográfica “A foto da capa”, as músicas de “Paratodos” trazem um letrista cada vez mais inspirado, das aliterações da primeira (“Quem que te mandou tomar conhaque/Com o tíquete que te dei pro leite”) às inusitadas rimas da segunda (“É uma foto que não era para a capa/Era a mera contracara, a face obscura/O retrato da paúra quando o cara/Se prepara para dar a cara a tapa”). De antigas parcerias, como a de Francis Hime em “Pivete”, a novas como a com o seu arranjador Luiz Claudio Ramos em “Outra noite”, “Paratodos” parece ser de fato a melhor síntese desse período do trabalho de Chico.

A fase BMG começara alguns anos antes, com “Francisco”, em 1987. Então há três anos sem gravar um disco seu de carreira depois do sucesso de “Vai passar”, e inteiramente dedicado a trilhas de cinema e scores de teatro, Chico entra em estúdio com algumas canções desses trabalhos, como a singela valsa “As minhas meninas” e o “Bancarrota blues” (em parceria com Edu Lobo). Com o novo parceiro, e seu arranjador já há alguns anos Cristóvão Bastos, ele apresenta mais uma canção de amor que seria um clássico da música brasileira, “Todo sentimento”. E inaugura outras pa          rcerias, com Vinicius Cantuária (“Ludo real”) e João Donato (“Cadê você?”), além de apresentar um samba sincopado inspiradíssimo sobre a condição do artista brasileiro, “Cantando no toró” (“Sambando na lama de sapato branco, glorioso/O grande artista tem que dar o tom…”).

Mas sua inspiração parece um pouco diferente da de trabalhos anteriores, tem um quê mais, digamos, literário, como na obra-prima do disco, “Velho Francisco”, um personagem pronto de romance, um velho num asilo recordando sua vida cheia de aventuras e delírios; ou na descrição apocalíptica que faz de um Rio de Janeiro lírico e violento em “Estação derradeira”, outro futuro clássico de seu cancioneiro.

No disco seguinte, de 1989 e que se chama simplesmente “Chico Buarque”, a impressão de um novo tipo de inspiração se confirma em canções ambiciosas como a misteriosa “Morro dois irmãos” (na qual a música e a letra dão conta da grandiosidade poética de uma montanha), o samba “O futebol” (que dá conta dos dribles, das jogadas e dos verdadeiros mitos que são os jogadores de futebol) e a lindíssima “A mais bonita” (sobre o denso universo da solidão feminina). Em “Uma palavra”, por sua vez, Chico aborda a sua própria matéria-prima: “Palavra dócil/Palavra d’água pra qualquer moldura/Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa/Qualquer feição de se manter palavra”. Chico encara a arte em si, os grandes temas, como um poeta maior.

Parece natural que o trabalho seguinte de Chico não fosse um novo disco, mas um romance, “Estorvo”, que foi lançado em 1991 e parece anunciado pelas canções de inspiração literária que vinha fazendo. Seria o primeiro de uma série de livros que passaria a escrever e o consagraria como escritor, vocação retomada e finalmente realizada, e que passaria a ser alternada religiosamente com a realização de discos.

Antes de parar para lançar “Estorvo”, contudo, Chico faz gloriosa declaração de amor à música em forma de antologia de sua obra musical em uma turnê durante os anos de 1989 e 90, a primeira desde o show que fizera com Maria Bethânia em 1975. De “A Rita” (1965) a “Todo sentimento” (1987), Chico faz um balanço de sua obra e, gravado na capital francesa, lança “Chico Buarque ao vivo – Paris, Le Zenith”, com 22 músicas pinçadas de toda a sua carreira, um presente como nunca havia dado aos seus fãs.

Depois de finalmente lançar “Estorvo”, Chico faria a obra-prima “Paratodos” que, no já citado “De volta ao samba”, descreveria a alternância entre música e literatura que se daria a partir dali, uma música cada vez mais “literária” e, por que não dizer, nos livros uma prosa em que se nota algo da música, das variações rítmicas  da música.

Mas a dedicação à literatura não tornaria Chico menos musical, muito pelo contrário. Contundido gravemente numa partida de futebol, Chico ficou meses em casa sem poder jogar, de perna quebrada e, violão em punho, começou ele próprio a rever suas canções, sobretudo do ponto de vista harmônico. Tal revisão gerou o álbum “Uma palavra” (1995), no qual revisitava novas (“O futebol”, “Morro dois irmãos”, “Estação derradeira”), velhas (“Samba e amor”, “Joana francesa”) e eternas (“A Rosa”, “Eu te amo”, “Amor barato”) canções sob a condução da harmonia muito pessoal do seu violão. Tal disco marca a consagração da parceria com o maestro Luiz Claudio Ramos, que já trabalhava com Chico há tempos, fizera a direção musical do álbum de 1989 e de “Paratodos”, e que está com Chico até hoje. Nesta nova fase, sob Luiz Claudio Ramos, que não por acaso é violonista, as harmonias criadas pelo compositor seriam mais valorizadas nos arranjos, o que acontece de forma explícita neste “Uma palavra”, um disco de canções de Chico exatamente como ele as compôs.

Como já vivera anos antes com o parceiro Tom Jobim, em 1998 Chico seria ele próprio enredo da Mangueira. Foi natural então que seu disco seguinte fosse “Chico Buarque de Mangueira”, na verdade um disco coletivo em homenagem tanto a Chico como à Verde-e Rosa que o homenageava. Para ocasião, em parceria com o poeta e mangueirense Herminio Bello de Carvalho, e num raro caso em que na parceria entra com a melodia, Chico lança o samba “Chão de esmeraldas”, de exaltação à Mangueira.

Como cantor, reveza-se em clássicos da escola ao lado de artistas do samba como Alcione, sua irmã Cristina Buarque, Carlinhos Vergueiro, Jamelão, João Nogueira, Lecy Brandão e Nelson Sargento. Em “Divina dama”, obra-prima de Cartola, Chico mostra sua maturidade como cantor, na faixa mais comovente do disco pelo encontro, nunca ocorrido em vida do autor, dos universos de dois mestres da música brasileira de gerações e origens distintas, mas de semelhante voltagem artística.

Em “As cidades” (1998), primeiro disco de canções inéditas desde “Paratodos”, Chico está mais literário do que nunca. Não por acaso, inspira-se em escritores para compor grandes canções: como o Guimarães Rosa dos personagens Manuelzão e Miguilim, que inspiram os sem-terra de “Assentamento”, ou a Iracema de José de Alencar que vai dar na imigrante brasileira que “lava chão numa sala de chá” na América em “Iracema voou”. (E aqui vale abrir um parêntese para ressaltar essa típica genialidade de Chico ao pegar o nome inventado por Alencar, Iracema, a índia que era anagrama de América em seu território “invadido” pelos portugueses, e descobrir novos significados para o nome no drama dos brasileiros hoje expatriados por razões econômicas).

Em “As cidades” é impossível não notar o espírito literário no realismo fantástico de “Sonhos sonhos são” e de “A ostra e o vento” (para o filme homônimo de Walter Lima Jr., baseado no livro de Moacir C. Lopes), nas imagens poéticas para mais uma vez descrever o Rio de Janeiro caótico e maravilhoso de “Carioca”. Chico retoma a parceria com Dominguinhos no “Xote de navegação” e é ainda mais sofisticado na primeira parceria com Guinga, “Você, você”, uma obra-prima que faz jus aos dois compositores e, mais ainda, ao seu revelador subtítulo, “um canção edipiana”, a densa harmonia de Guinga inspirando no letrista traquinas Chico Buarque os sentimentos confusos de um menino em seu quarto numa noite em que sua mãe está fora.

Já novamente habituado aos palcos e com banda afiadíssima dirigida por Luiz Claudio Ramos, com destaque para o baterista Wilson das Neves, Chico aproveita para fazer nova antologia de sua obra no álbum duplo “Chico ao vivo”. E embora ele inclua mais canções atuais, as releituras de velhas canções também se destacam, como o samba de carnaval “Quem te viu, quem te vê”, de 1967, que é todo cantado pelo público de forma comovente.

Um dos principais compositores de música para cinema e teatro do Brasil, Chico encerra em 2001 sua fase BMG comme il faut: com o lançamento de todo um score musical feito em parceria com Edu Lobo para a peça “Cambaio”, escrita e dirigida por João Falcão. Com Edu, Chico já havia feito três outros musicais antológicos, os balés “O grande circo místico” e “Dança da meia lua”, e a peça musical “O corsário do rei” – músicas desses três trabalhos, lançados originalmente pela Som Livre, compõem aliás a compilação “Álbum de teatro”, lançada pela BMG em 1997 e que agora estará disponível para download pela Sony.

“Cambaio”, o quarto trabalho da dupla para os palcos, não fica atrás na qualidade das canções. Algumas já se tornaram clássicos da música brasileira, coisas como “Uma canção inédita” (pelo próprio Chico no disco), “Lábia” (por Zizi Possi) e “A moça do sonho” (por Edu Lobo). Outras, ainda esperam mais apreciação, como as tensas “Ode aos ratos” (por Chico) e “Veneta” (por Gal Costa) e a obra-prima de canção de amor que é “Noite de verão”, de versos como “Este não sou eu/Este é um impostor/Que pobre de amor se diz/Deve ser um rei/Deve ser um deus/Como deve ser feliz”, auto referindo-se ao homem que ama tanto a mulher que não acredita ser ele merecedor da felicidade de possui-la. Mas que pode ser aplicado ao fã do Chico que agora tem todas essas suas canções disponíveis aí, o tempo todo nas plataformas digitais, ao alcance das mãos, do ouvido. Inacreditável, mas real.

Hugo Sukman

  • Fotos das capas dos álbuns: https://bit.ly/2XBFgkT
  • Plataformas de Streaming: https://SMB.lnk.to/MelhoresDeChico
  • Página Interativa: http://bit.ly/Chico75
  • “Foi Antônio Brasileiro/Quem soprou esta toada/Que cobri de redondilhas/Pra seguir minha jornada/E com a vista enevoada/Ver o inferno e maravilhas…”
  • Lista completa:
  • Francisco (1987)
  • Chico Buarque (1989)
  • Chico Buarque Ao Vivo – Paris, Le Zenith (1990)
  • ParaTodos (1993)
  • Uma Palavra (1995)
  • Serie Aplauso – Chico Buarque (1996)
  • Chico Buarque De Mangueira (1997)
  • Mpb No Jt (1997)
  • O Melhor De Chico Buarque (1997)
  • Álbum De Teatro (1997)
  • As Cidades (1998)
  • Chico Ao Vivo (1999)
  • Focus: O Essencial De Chico Buarque (Maxximum) (1999)
  • Cambaio (2001)
  • Rca 100 Anos De Música – Chico Buarque (2001)
  • Chico Buarque Essencial (4CDs + DVD) (2008)
  • Seleção Essencial – Grandes Sucessos – Chico Buarque (2011)

 

Primeira Escola de Covers promete profissionalizar intérpretes de famosos

Todos os dias milhares de pessoas talentosas acordam sonhando com o sucesso na carreira. São artistas anônimos, cheios de energia e muita disposição em busca de reconhecimento e fama. Mas o mercado, apesar de ter crescido muito nos últimos anos, ainda não consegue garantir espaço para tantos talentos espalhados por todo Brasil.

A saída encontrada por muitos é o mercado de cover. Alguns optam por regravar músicas já consagradas com um toque de originalidade e usar a internet para divulgação. Outros partem para o tributo a uma banda ou um artista e encarnam um personagem para atrair o público e fãs. Foi o que fez J. Peron, um músico do interior de São Paulo que desde 2007 sobe aos palcos de todo país para dar vida a um grande nome da música brasileira: Raul Seixas.

Depois de mais de uma década interpretando o Maluco Beleza – Peron já se apresentou em 13 estados brasileiros – o músico teve a ideia de inspirar outros artistas ao criar a Escola de Covers , um projeto que tem como objetivo profissionalizar artistas covers que já trabalham com caracterização ou para iniciantes que desejam iniciar a carreira.

A Escola de Covers está sendo lançada no ano em que se completa 30 anos da morte do pai do rock brasileiro que faleceu em 1989.

Os cursos terão formato online com videoaulas e os alunos aprenderão técnicas importantes para a caracterização fiel dos artistas.

O primeiro curso será para quem deseja ser cover de Raul Seixas e Peron entregará tudo que aprendeu ao longo dos anos interpretando um dos cantores mais polêmicos de todos os tempos. “É preciso aprender certos trejeitos do artista, como ele se movimenta nos palcos, ou seja, a caracterização correta. Os mínimos detalhes são importantes para quem quer realmente ser confundido com o artista real enquanto se apresenta”, explica Peron.

CONHEÇA JOTA PERON NO VÍDEO

Após inúmeras aparições na TV, J. Peron ficou conhecido nacionalmente como um dos mais importantes imitadores do cantor baiano Raul Seixas. Com um histórico de shows realizados em 13 estados brasileiros, o músico carrega na bagagem a experiência de 25 anos dedicados às atividades artísticas seja cantando, compondo, atuando, escrevendo roteiros ou produzindo shows.

Como ator, viveu o personagem Raul Seixas nos palcos de teatros importantes como Castro Mendes em Campinas/SP e Ruth Escobar em São Paulo/SP, sempre sob a batuta do experiente ator e diretor Ton Crivelaro. Atuou também no cinema interpretando ele mesmo no filme “Colegas” dirigido por Marcelo Galvão e premiado em festivais de grande expressão.

Peron também produziu e apresentou programas de rádio, trabalhou como produtor no cinema nacional e em programas de TV, além de elaborar shows para artistas covers e bandas de carnaval. Traz ainda no currículo participações em programas como Fantástico e Domingão do Faustão (Globo), Tudo é Possível com Ana Hickmann (TV Record), Máquina da Fama e Programa do Ratinho (SBT), Programa Raul Gil (Band) entre outros de grande repercussão.

Beto Guedes em “Relâmpago, amor e sol” No(Teatro Rival Petrobras)

Ícone da MPB, Beto Guedes volta ao Teatro Rival Petrobras, na Cinelândia, para duas noites de apresentações de seu novo show “Relâmpago, amor e sol: trilogia de uma década”, que reúne canções dos discos “A página do relâmpago elétrico”, “Amor de índio” e “Sol de primavera”. O espetáculo será dias 12 e 13 de julho, sexta e sábado respectivamente, às 19h30, as noites resgatam a trilogia de uma década.


Beto Guedes é autor de uma das mais conhecidas odes à estação, “Sol de Primavera”, e a música está no repertório do show ao lado de outros clássicos de sua autoria como, “Amor de Indio”, “O Sal da Terra”, Feira Moderna”, “Vevecos Panelas e Canelas”, sem faltar a eletrizante “Maria Solidária” – tema de abertura da novela Coração de Estudante (TV Globo).

Tudo começou em 1977. Beto Guedes surgiu como um clarão na cena artística brasileira. Não por mera coincidência, seu primeiro álbum teve por título “A página do relâmpago elétrico”. Já na estreia, aquele jovem autor, cantor e multinstrumentista – que, logo adiante, se firmaria como um dos membros mais expressivos e misteriosos do Clube da Esquina – chamou a atenção pela musicalidade e talento singulares.

No ano seguinte, a força do relâmpago foi desaguar em canto de amor, o “Amor de índio” – nome dado ao segundo disco, lançado em 1978 e não menos certeiro em arrebatar os corações de um Brasil ávido pelos sons da liberdade e da comunhão. Na voz ao mesmo tempo frágil e cortante, Beto soube cantar como ninguém os anseios de uma geração.

Já naqueles dois primeiros trabalhos, podia-se divisar, claramente, os contornos de uma antologia musical. Mas a inventividade daquele mineiro de ar introspectivo ainda revelaria fôlego para fechar os anos 70 com mais uma obra-prima: o álbum “Sol de primavera” (1979). Completava-se, assim, a trilogia de uma década.

Para reviver a magia de um período tão marcante para o artista e para o seu público, nada como reunir, num mesmo espetáculo, as pérolas do cancioneiro desses três discos que marcaram época. Assim, em sua temporada de apresentações no ano de 2019, Beto Guedes e sua equipe levarão aos palcos o show “Relâmpago, amor e sol: trilogia de uma década”, um grande tributo aos álbuns “A página do relâmpago elétrico”, “Amor de índio” e “Sol de primavera”. Além de traçar o perfil criativo de um dos maiores artistas mineiros e brasileiros – durante os turbulentos e criativos anos 70 –, o projeto tem também por objetivo compor um panorama musical dos ânimos e dos sonhos de toda uma geração.

Nas apresentações, Beto contagia o público de emoção ao celebrar temas como a paz, a natureza e o amor: cantos essenciais e cada vez mais necessários a um Brasil e a um mundo hoje tão distanciados da delicadeza. Para isso, o artista compartilha o palco com uma afinadíssima banda, formada pelos músicos: Esdras Nenen (bateria), Adriano Campagnani (baixo), Ian Guedes (guitarra) e Will Motta (teclados).

Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro.

Data: 12 e 13 de julho (sexta e sábado).

Horário:19h30.

Abertura da casa: 18h. 

Ingressos: Setor A: R$ 120,00 (Inteira), R$ 80,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 60,00(meia-entrada) | Setor B: R$ 100,00 (Inteira), R$ 60,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 50,00 (meia-entrada).

Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/Ingressos2z0P23j.

Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h

Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br.

Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

“CORRA QUE A MINHA EX-MULHER VEM AÍ” EM BANGU

A comédia “Corra Que a Minha Ex Mulher Vem Aí”, finaliza a quadrilogia de “Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo”. Conta a história de Jonas (Luiz Carlos Gomes) e seu sonho de família perfeita ir por água abaixo e Juvêncio (Kadu Moliterno) um empresário milionário e excêntrico. Presos numa lei seca junto com a plateia, a história trata do relacionamento de dois homens diferentes com a mesma mulher, a do início da relação até o divórcio. E a importância da preservação dos filhos na relação. Mas vale um mau acordo do que uma boa briga. Venha descobrir o que sua ex mulher é capaz de fazer pra tirar tudo de você.

  • TEXTO/DIREÇÃO Carlo Simões
  • ASSISTENTE DE DIREÇÃO Gui Albuquerque
  • ELENCO Kadu Moliterno, Jéssica Juttel e Luiz Carlos Gomes
  • DIRETORA DE PRODUÇÃO Isabelle Graniso
  • ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Rhanna Guimarães
  • ARTE GRÁFICA Brum e Sandro Leal
  • DURAÇÃO 80 min
  • CLASSIFICAÇÃO 14 anos
SERVIÇO

THEATRO BANGU SHOPPING

Endereço: Rua Fonseca, 240 – Bangu, Rio de Janeiro – RJ, CEP: 21820-005

Dias: 22 de junho às 20h

23 de junho às 19h

Tel de Informação: (21) 2401-3631

Ingressos:

Plateia Central e Lateral – R$ 70,00 (Inteira) / R$ 35,00 (Meia)

Balcão – R$ 50,00 (Inteira) / R$ 25,00 (Meia)

Vendas: Ingresso Rápido

JORNAL ALAGOAS