Theatro Homerinho resgata a cultura popular alagoana com o “Giro das Tradições

O Theatro Homerinho, em Alagoas, se transforma em um verdadeiro ponto de encontro entre passado e presente ao abrir suas portas para o projeto “Giro das Tradições”, uma iniciativa que busca valorizar os saberes da cultura popular e aproximar a comunidade de suas próprias raízes. A proposta, que une apresentações artísticas, rodas de conversa e oficinas, nasce como um respiro de identidade em tempos em que a globalização tende a uniformizar linguagens culturais.

Mais do que um espetáculo, o projeto representa um reencontro com a ancestralidade. O palco do histórico teatro se torna espaço de convivência entre mestres de folguedos, artesãos, músicos e jovens aprendizes, promovendo não apenas o entretenimento, mas também a transmissão de saberes que correm o risco de se perderem com o tempo. O “Giro das Tradições” não é apenas uma agenda cultural, mas um movimento que afirma a importância da oralidade, da memória coletiva e da preservação do patrimônio imaterial de Alagoas.

Entre os destaques estão as apresentações de grupos tradicionais que levam ao público a energia vibrante de manifestações como o guerreiro, a chegança, o coco de roda e o reisado. Cada performance carrega consigo séculos de resistência e a força das comunidades que mantêm essas práticas vivas. Ao mesmo tempo, oficinas de dança, música e artesanato oferecem às novas gerações a oportunidade de aprender diretamente com os mestres, perpetuando um legado que vai além do entretenimento: trata-se de um ato de educação e cidadania cultural.

O Theatro Homerinho, por sua vez, reafirma seu papel como guardião da cultura local. Ao receber o projeto, o espaço deixa de ser apenas um palco físico para se tornar um território simbólico de encontro entre tradição e contemporaneidade. A arquitetura histórica dialoga com os sons dos tambores, com as cores das vestimentas e com as histórias contadas em versos e cantos, revelando a vitalidade de uma cultura que pulsa em cada gesto.

Outro aspecto importante é a integração da comunidade. O público não ocupa apenas a posição de espectador, mas também de participante ativo, seja nas rodas de conversa com mestres populares, seja nas experiências práticas oferecidas pelas oficinas. Essa troca gera pertencimento e reforça a noção de que a cultura não é estática, mas construída coletivamente, reinventada a cada nova geração.

Ao final, o “Giro das Tradições” se consolida como uma iniciativa que transcende o entretenimento. Ele resgata memórias, valoriza identidades e projeta Alagoas como um estado que reconhece o poder da sua cultura popular. O Theatro Homerinho, mais do que cenário, se torna símbolo de resistência e celebração, lembrando a todos que preservar tradições não significa olhar apenas para o passado, mas também fortalecer o futuro de uma sociedade que sabe quem é e de onde vem.

Setor de jogos digitais ganha reforço com a fundação da Associação de Criadores de Jogos de Alagoas

Evento reuniu na última segunda-feira (18) lideranças acadêmicas, empresariais e institucionais e marcou a formalização da associação

Foi realizada, na última segunda-feira (18), a cerimônia de fundação da Associação de Criadores de Jogos de Alagoas (ACJOGOS-AL), em Maceió, Alagoas. Resultado da consolidação do Coletivo de Desenvolvimento de Jogos de Alagoas (DEJA), a entidade passa agora a ter representação formal para desenvolvedores de jogos no estado. O encontro reuniu cerca de 70 participantes, entre professores, empreendedores, gestores públicos e representantes de instituições de ensino e inovação. A programação incluiu uma mesa redonda, bem como a leitura e a aprovação do estatuto, sendo eleita a primeira diretoria, composta por um presidente, vice-presidente e tesoureiro.

O ato contou com a presença do presidente da Associação de Criadores de Jogos do Estado do Rio de Janeiro (ACJOGOS-RJ), Márcio Filho, que tem colaborado com a formalização de associações de desenvolvedores em diferentes regiões do país. Estiveram presentes também Juliana Khalili, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL); Marcel Muller, supervisor de inovação do SENAI-AL, Liza Bádue e Áurea Andrade, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (Sebrae-AL); Themis Mendonça, do programa Sebrae Games; Tacyana Batista, do Centro Universitário Cesmac; e Layane Araújo, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Para Márcio Filho, a fundação da ACJOGOS-AL representa um marco para o setor em Alagoas, que passa a contar com uma entidade organizada para dialogar com o poder público, articular projetos de formação e inovação, além de conectar a produção local ao ecossistema nacional de jogos digitais.

“O fortalecimento do setor de games no Brasil passa pela construção de ecossistemas locais sólidos, capazes de dialogar com governos, universidades e mercado. A criação da ACJOGOS-AL é um passo fundamental nesse processo e reforça o papel das associações como instrumentos de representatividade e desenvolvimento”, destacou.

Já para Thiago Cortez, presidente da ACJOGOS-AL, a fundação marca a transição de um esforço coletivo para uma estrutura institucionalizada.

“Após anos de DEJA, nós percebemos os limites da nossa atuação informal. Conseguimos fazer muito, mas percebemos que podíamos fazer muito mais. A associação representa uma nova etapa para o que o DEJA estava construindo no estado, nos dando voz institucional capaz de transformar tudo que construímos até aqui em resultados duradouros. Nossa expectativa é o fortalecimento das nossas relações com instituições públicas e privadas, possibilitando novas oportunidades de capacitações, investimento, mostras, missões, e tudo que for possível para fomentar o setor de criação de jogos em Alagoas. Estou animado para o futuro”, afirmou.

A formalização da entidade foi acompanhada por representantes do (Sebrae), (FAPEAL), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e instituições de ensino superior, o que demonstra a união dos esforços entre diferentes setores para impulsionar a economia criativa e o desenvolvimento de jogos no estado.

 

Nordeste em Cena: Sergipe Renova a Identidade do Cangaço com “Guerreiros do Sol”

As paisagens áridas e carregadas de simbolismo do sertão sergipano voltam a ser protagonistas na dramaturgia brasileira. A nova novela “Guerreiros do Sol”, produção original de uma grande emissora nacional para streaming, escolheu o estado de Sergipe como cenário central de uma trama que resgata as memórias do cangaço com um olhar renovado, cinematográfico e profundamente nordestino.

A cidade de Canindé de São Francisco e outras localidades do Alto Sertão foram palco de gravações intensas. Locais como o Vale dos Mestres, a Fazenda Mundo Novo, o Assentamento Adão Preto e a histórica Grota do Angico — onde Lampião e Maria Bonita foram mortos — serviram como ambientação natural da obra. Mais do que simples paisagens, esses lugares se tornaram parte essencial da narrativa, oferecendo realismo, emoção e uma conexão espiritual com a cultura popular da região.

A produção teve o cuidado de realizar uma cerimônia simbólica antes das gravações na Grota do Angico, pedindo licença aos ancestrais. Esse gesto revela o respeito da equipe pelas raízes culturais e espirituais do sertão, o que também se refletiu nas escolhas técnicas e artísticas.

Além das gravações externas, foi construída uma cidade cenográfica inspirada em vilarejos dos anos 1920. A ambientação inclui detalhes como iluminação à base de lamparinas, paredes de barro, janelas de madeira e ruas de terra batida, criando uma atmosfera fiel à época. Internamente, foram reproduzidos ambientes típicos como igrejas, mercearias, escolas, casas de beatos e delegacias, garantindo autenticidade e densidade ao enredo.

O elenco conta com atores nordestinos de diversos estados, reforçando a proposta de valorização da cultura local. Essa decisão deu à produção um sotaque real, um corpo genuíno e uma alma sertaneja. É um resgate que vai além da representação: é afirmação identitária.

O impacto da novela já pode ser sentido no turismo da região. A chamada “Rota do Cangaço”, que inclui passeios de barco pelo Rio São Francisco, trilhas até a Grota do Angico e visitas a monumentos históricos, ganhou novo impulso. O sertão, antes marginalizado, agora se torna destino cobiçado por viajantes, curiosos e amantes da cultura popular brasileira.

Mais do que uma narrativa ficcional, “Guerreiros do Sol” é um movimento de valorização cultural. Sergipe, com seu solo rachado, sua memória viva e sua gente forte, se transforma em vitrine nacional. A novela não apenas entretém: ela educa, emociona e reconecta o Brasil com suas raízes mais profundas. O sertão, tantas vezes estereotipado, agora é visto com outros olhos — como território de resistência, beleza e poesia.

Do Coração do Nordeste para as Telas: Alagoas Lança Sua Primeira Série de Ficção

Por trás das paisagens exuberantes de Alagoas, um novo capítulo da cultura audiovisual brasileira está sendo escrito. Pela primeira vez, o estado se torna palco e protagonista de uma série de ficção, mergulhando no desafio de unir talento local, identidade regional e narrativas universais. Em fase de gravação, a produção marca um divisor de águas não apenas para os artistas envolvidos, mas para toda uma cadeia criativa que há anos aguardava espaço e visibilidade.

A série — que ainda mantém alguns detalhes sob sigilo — nasce com um compromisso claro: contar histórias com sotaque, cores, referências e sentimentos tipicamente alagoanos. Trata-se de uma obra original, roteirizada, dirigida e protagonizada por profissionais da terra, cujo objetivo vai além do entretenimento. É um projeto que busca representar a diversidade cultural do estado, fomentar o mercado audiovisual regional e abrir portas para futuras produções.

Gravada em locações de Maceió e cidades vizinhas, a trama aborda o cotidiano de jovens periféricos, suas relações familiares, os conflitos de identidade e os dilemas sociais que enfrentam. Com uma abordagem contemporânea e estética arrojada, a série se distancia dos estereótipos que comumente cercam o Nordeste na ficção nacional, apostando em personagens complexos, diálogos autênticos e uma fotografia que valoriza o ambiente urbano com sensibilidade e vigor.

Por trás das câmeras, o projeto é conduzido por uma equipe técnica majoritariamente local, incluindo diretores, roteiristas, produtores, fotógrafos, figurinistas e editores. Muitos deles são oriundos de coletivos culturais e projetos independentes, acostumados a trabalhar com recursos limitados, mas movidos por uma paixão inabalável pela arte e pela comunicação.

Essa estreia no universo seriado não ocorre por acaso. Ela é fruto de anos de resistência artística e mobilização cultural. Em meio às dificuldades estruturais, à ausência de editais específicos e à centralização histórica do audiovisual nas regiões Sudeste e Sul, a iniciativa alagoana representa uma resposta criativa e potente à desigualdade de oportunidades no setor. É também um gesto político: ao ocupar a tela com suas próprias histórias, Alagoas reafirma sua voz e se insere com vigor no cenário nacional.

O elenco da série é composto por jovens atores, muitos deles estreantes na televisão, escolhidos em audições abertas realizadas em comunidades e centros culturais. Essa opção reforça o caráter inclusivo da produção, que busca revelar novos talentos e construir uma representação mais fiel da juventude alagoana. Para os envolvidos, não se trata apenas de atuação, mas de pertencimento e transformação. A série oferece a esses artistas a chance de serem vistos, ouvidos e reconhecidos — algo ainda raro no mercado audiovisual brasileiro.

O impacto do projeto já é sentido antes mesmo da estreia. Com as gravações em andamento, a movimentação nas locações atrai olhares curiosos, fortalece o comércio local e mobiliza moradores. Mais que um produto cultural, a série se tornou símbolo de orgulho para uma região que há muito tempo esperava ver sua realidade transformada em arte.

Se há algo que esta iniciativa comprova, é que o talento e a criatividade não têm CEP. Em um Brasil plural, a descentralização da produção audiovisual é não apenas necessária, mas urgente. Alagoas, agora, escreve sua história diante das câmeras — e o país está prestes a assistir.

Mistério, Romance e Uma Casa Assombrada: Conheça A.P Menezes e o livro “O Quarto da Casa ao Lado”

A autora alagoana A.P Menezes, atualmente residente no interior de Mato Grosso, tem conquistado leitores com suas narrativas envolventes que misturam suspense, mistério e romance. Professora de Matemática e acadêmica de História, A.P Menezes transforma seu amor por animes, doramas e histórias intrigantes em enredos que despertam curiosidade e emoção.

Seu primeiro livro, “O Quarto da Casa ao Lado”, é um exemplo claro de sua capacidade de criar atmosferas misteriosas sem abrir mão das relações humanas. A obra, ambientada em 1994, acompanha a amizade de Thalia e Alana, duas adolescentes que se veem abaladas com a chegada de Pedro, um novo aluno do ensino médio. Moradora ao lado de uma casa tida como mal-assombrada, Thalia sempre foi cética em relação às lendas locais — até começar a visitar o local com Pedro, desencadeando eventos inexplicáveis e sentimentos inesperados. A narrativa transporta o leitor entre o passado e o presente, revelando segredos sombrios escondidos em um quarto específico da casa.

Disponível em versão digital e física, o livro tem atraído fãs do gênero e marca o início da promissora carreira literária de A.P Menezes.

Além de “O Quarto da Casa ao Lado”, a autora já publicou outras obras de suspense:

🔎 Quem Matou Daniel Foster?
Leia na Amazon

💍 O Casamento de Sarah Duarte?
Leia na Amazon

📘 O Quarto da Casa ao Lado

 


Redes Sociais e Contato:
📸 Instagram: @anapmenezesp
📧 Email: menezesap6@gmail.com

Para os amantes de suspense com toques de romance, A.P Menezes é uma autora para acompanhar de perto. Seu universo literário está só começando — e promete muitos enigmas a serem desvendados.

Juíza é aposentada compulsoriamente em Alagoas após suspeitas de favorecimento indevido

Em uma decisão que repercute fortemente nos bastidores do Judiciário, o Tribunal de Justiça de Alagoas determinou a aposentadoria compulsória de uma magistrada investigada por suposto favorecimento indevido em processos judiciais. A medida, considerada a mais severa dentro das sanções disciplinares previstas na magistratura, encerra a trajetória ativa da juíza, que agora passa a receber proventos proporcionais ao tempo de serviço, mas perde a possibilidade de seguir atuando na função jurisdicional.

A decisão é resultado de um longo procedimento administrativo-disciplinar instaurado após denúncias de que a magistrada teria beneficiado partes específicas em processos sob sua responsabilidade. A investigação apurou indícios de condutas que ferem os princípios da imparcialidade e da legalidade, pilares essenciais para o exercício da magistratura e para a credibilidade do Poder Judiciário.

Conforme os autos, as suspeitas recaem sobre decisões reiteradas da juíza, que teriam favorecido interesses privados de forma incompatível com o dever funcional. A apuração envolveu análise de documentos, depoimentos e sindicâncias internas, concluindo pela violação dos deveres éticos e legais inerentes ao cargo.

A aposentadoria compulsória, embora preserve parte dos direitos da magistrada, como o recebimento de proventos, é entendida no meio jurídico como uma punição grave, pois significa o afastamento definitivo do cargo por conduta incompatível com a função pública. A medida busca, sobretudo, preservar a confiança da sociedade na imparcialidade do sistema de Justiça e reafirmar a responsabilidade dos magistrados perante a Constituição e as leis.

O episódio reacende o debate sobre a necessidade de maior rigor e transparência nos mecanismos de controle da atuação de juízes no Brasil. Especialistas defendem que a adoção de penalidades firmes em casos de desvios de conduta é fundamental para manter a integridade do Judiciário e reforçar a confiança pública na instituição.

Em nota oficial, o Tribunal de Justiça de Alagoas ressaltou que a decisão foi tomada com base em criteriosa análise técnica e no respeito ao contraditório e à ampla defesa. A Corte reafirmou seu compromisso com a ética e a moralidade pública, destacando que a magistratura deve ser exercida com absoluta independência, mas também com responsabilidade e observância irrestrita aos princípios constitucionais.

Embora o nome da magistrada não tenha sido divulgado oficialmente, a decisão tem gerado amplo debate entre operadores do Direito e setores da sociedade civil, que acompanham com atenção os desdobramentos do caso e as eventuais implicações para outros processos em que a juíza tenha atuado.

O episódio evidencia, mais uma vez, a importância de um sistema de Justiça forte, transparente e vigilante, que coíba eventuais desvios e assegure a aplicação isenta e equilibrada das leis. Em tempos de exigência crescente por integridade nas instituições públicas, decisões como esta reforçam a necessidade de contínua fiscalização e de mecanismos efetivos para coibir práticas que atentem contra a dignidade da magistratura e o interesse público.

Gaspeu Fontes resgata histórias de mulheres que moldaram São Cristóvão em nova obra

A trajetória das mulheres que ajudaram a construir social, política e culturalmente uma das cidades mais antigas do Brasil ganha agora um registro essencial com o lançamento do livro “Mulheres na História da Cidade de São Cristóvão, Sergipe”, assinado pelo pesquisador e escritor Gaspeu Fontes. A obra, publicada pela editora Brasil Casual, reúne relatos, memórias e análises que revelam a força feminina na formação e desenvolvimento de São Cristóvão, ex-capital de Sergipe e patrimônio histórico nacional.

Com sensibilidade e rigor historiográfico, Gaspeu Fontes mergulha na rica tradição da cidade, resgatando trajetórias de mulheres que, ao longo dos séculos, protagonizaram movimentos sociais, atuaram na política local, fomentaram manifestações culturais e deixaram marcas indeléveis na história da região. São narrativas que rompem com o silenciamento tradicional e colocam no centro do debate a participação decisiva das mulheres na construção da identidade de São Cristóvão.

O livro destaca exemplos de coragem, resistência e transformação, ilustrando como, mesmo diante de adversidades e limitações impostas por contextos sociais e políticos, essas mulheres se afirmaram como agentes de mudança. Gaspeu Fontes evidencia não apenas figuras públicas, mas também personagens anônimas, cujas ações cotidianas foram determinantes para o fortalecimento da comunidade.

Além de valorizar a memória e o protagonismo feminino, a obra também se propõe como um convite à reflexão sobre o papel das mulheres na formação das cidades brasileiras, muitas vezes apagadas dos registros oficiais. A publicação reafirma a importância de revisitar e recontar a história sob perspectivas plurais, promovendo justiça histórica e social.

“Este livro é um tributo necessário à força feminina que moldou — e ainda molda — os caminhos de São Cristóvão”, afirma o autor, que dedicou anos à pesquisa e à organização do material que compõe a obra. O resultado é uma leitura envolvente, profunda e indispensável para todos que se interessam por memória, patrimônio cultural e igualdade de gênero.

“Mulheres na História da Cidade de São Cristóvão, Sergipe” está disponível para aquisição através do contato direto pelo telefone (79) 99131-6231. Um livro essencial para quem deseja conhecer mais sobre a potência das mulheres na formação de uma das cidades mais emblemáticas do Brasil.

Notas de Paternidade: Luan Santana Compõe Memórias com a Filha em Primeiro Ensaio Musical

Em um estúdio de gravação onde costumam ecoar solos de guitarra e ajustes meticulosos de mixagem, uma cena inédita chamou atenção: Luan Santana, ícone do sertanejo moderno, dividiu o espaço com sua filha, em sua estreia nos bastidores da música. Mais do que um momento familiar, o episódio revelou um apelido carinhoso que desvendou camadas intimistas do artista: “Pequena Harmonia”, como ele a chama em segredo. A cena, capturada em vídeos espontâneos, não só comoveu fãs, mas redefiniu a imagem pública de um ídolo acostumado a multidões.

O Estúdio que Virou Sala de Aula Afetiva

Entre microfones e cabos, a presença da filha transformou a rotina técnica em uma lição de descontração. Enquanto Luan ensaiava versos de uma balada inédita, a menina, sentada em um banco alto adaptado com cobertores coloridos, interagia com a equipe. “Papai, por que você fica tão sério?”, questionou ela, quebrando o silêncio concentrado do ambiente. A equipe, inicialmente cautelosa, adotou a leveza do momento. Um técnico, sorridente, adaptou um headset infantil para que ela ouvisse as batidas. “Ela trouxe música até para os nossos fones”, brincou um produtor.

Luan, conhecido por guardar a vida pessoal a sete chaves, surpreendeu ao abrir as portas desse ritual. “Ela me lembra que a música é feita de alegria, não só de perfeição”, confessou. O ápice emocionante veio quando a pequena pediu para “ajudar” o pai: segurando um pandeiro miniatura, marcou o ritmo de Metade de Mim, sucesso que já embalou casamentos e choros em estádios.

“Pequena Harmonia”: O Apelido que Virou Hino nas Redes

O carinho revelado durante uma pausa nas gravações ganhou as redes sociais como um manifesto de afeto paterno. Pequena Harmonia — apelido que Luan usa desde os primeiros dias da filha — surgiu de uma história tocante. “Quando a segurei pela primeira vez, percebi que ela completava uma parte de mim que nem as músicas preenchiam”, revelou o cantor. O termo, que viralizou com a hashtag #PequenaHarmonia, inspirou até tatuagens entre fãs, que compartilharam fotos com frases do artista.

Fofocas sobre a influência da menina em suas composições já circulam. Trechos de uma nova música, supostamente intitulada Seu Nome É Melodia, sugerem letras que misturam acordes de violão com referências a “risos que desafinam o relógio”. Luan, porém, evita confirmar: “Minha família é minha maior inspiração, mas respeito o espaço dela”.

Entre Palcos e Berços: O Equilíbrio de Um Ídolo

A decisão de integrar a filha à rotina musical reflete uma mudança de prioridades. O artista, que já liderou turnês intercontinentais, agora prioriza horários de ensaio que coincidam com a escola da menina. “Antes, meu maior medo era esgotar a voz. Hoje, é perder a chance de ler uma história para ela antes de dormir”, admitiu.

Especialistas observam que a estratégia de Luan mescla marketing emocional com autenticidade. “Ao mostrar fragmentos da paternidade, ele humaniza a marca ‘Luan Santana’, conectando-se a uma geração que valoriza família e vulnerabilidade”, analisa um profissional de comunicação. O movimento não é isolado: artistas como Anitta e Tiago Iorc também têm explorado narrativas pessoais para aprofundar laços com o público.

A Revolução Silenciosa no Sertanejo

A cena no estúdio simboliza uma guinada no sertanejo, gênero historicamente marcado por temas como festas, paixões fugazes e duelos de ego. Ao abraçar a paternidade como parte de sua persona, Luan segue um caminho aberto por nomes como Marília Mendonça, que trouxe protagonismo feminino e crueza emocional ao estilo. “Estamos vivendo uma era onde o sertanejo fala de dor de amor, mas também de fraldas, primeiros passos e saudades do cheiro de casa”, reflete um estudioso do gênero.

O impacto comercial é palpável. Marcas de produtos infantis e plataformas familiares já buscam parcerias, enquanto fãs pedem coleções de roupas com frases do artista. “Há um oceano azul em unir música a produtos que celebrem a vida cotidiana”, avalia um consultor de negócios.

O Futuro em Clave de Sol

Enquanto prepara um álbum que promete mergulhar em letras mais introspectivas, Luan planeja uma turnê com datas em cidades menores, onde possa viajar de ônibus com a família. “Quero que ela veja o Brasil não só pelos vidros de um avião privado”, disse. Quanto à Pequena Harmonia, o plano é claro: “Ela decidirá seu caminho. Se um dia quiser um palco, será o dela — não o meu”.

Naquele estúdio, entre takes imperfeitos e risadas fora de hora, uma lição ecoou: a vida, como a música, não precisa de autotune para ser bela. E Luan Santana, ao que parece, aprendeu a cantar em duas vozes — a do artista que conquistou milhões, e a do pai que descobriu sua verdadeira plateia.

Luzes, Câmera e Coração: Isabelle Drummond Rompe o Silêncio e Retorna Triunfante às Novelas

Após um hiato de seis anos longe das novelas, Isabelle Drummond ressurge com força total, despertando a atenção do público e reacendendo a paixão de muitos que cresceram acompanhando sua carreira. A volta da atriz ao gênero que a consagrou marca mais do que um simples retorno à televisão: representa a retomada de uma trajetória marcada por escolhas conscientes, amadurecimento artístico e fidelidade à sua essência.

Desde que brilhou como a inesquecível Emília do “Sítio do Picapau Amarelo”, Isabelle nunca deixou dúvidas de seu talento precoce. Cresceu diante das câmeras, enfrentou desafios com papéis densos e emblemáticos, e construiu uma carreira sólida, longe dos escândalos que frequentemente rondam o universo das celebridades. Porém, quando estava no auge, optou por se afastar das novelas. Para muitos, foi um choque. Para ela, uma necessidade.

Durante esse período, a atriz mergulhou em projetos paralelos, explorou o universo do empreendedorismo, aprofundou sua espiritualidade e se dedicou a estudos e experiências que contribuíram para seu crescimento pessoal. Não se tratava de uma crise de imagem, mas de um processo deliberado de introspecção e reinvenção. Isabelle queria estar inteira para o próximo passo — e ele finalmente chegou.

Agora, com os holofotes novamente voltados para si, ela retorna não como a menina prodígio que o Brasil aprendeu a admirar, mas como uma mulher feita, consciente de seu papel na dramaturgia e na sociedade. Seu novo personagem — ainda envolto em mistério — promete ser um divisor de águas, um retrato mais maduro de sua capacidade de se reinventar em cena.

O retorno também aponta para uma tendência crescente no meio artístico: a valorização de pausas estratégicas. Em um tempo em que a exposição constante é confundida com relevância, Isabelle demonstra que ausentar-se, quando bem administrado, pode ser um ato de coragem. E mais: pode fortalecer laços com o público, que reconhece na artista a verdade por trás de suas escolhas.

O reencontro de Isabelle com as novelas é, portanto, mais do que um simples contrato renovado. É uma celebração da sua trajetória coerente, da sua dedicação à arte e da sua capacidade de escolher o momento certo de voltar a emocionar o Brasil. Nos bastidores, colegas de profissão comemoram sua volta, enquanto diretores e roteiristas veem em sua presença a oportunidade de elevar o nível das produções.

O público, por sua vez, aguarda com expectativa. Afinal, poucas atrizes conseguem transitar com tanta naturalidade entre o lúdico da infância e a intensidade da vida adulta, mantendo intacta a delicadeza que sempre foi sua marca registrada.

Isabelle Drummond está de volta. Mas, mais do que isso, está presente — com a alma, com o talento e com a certeza de que cada retorno pode ser, também, um novo começo.

MIDR apresenta programa Cidades Intermediadoras como estratégia de descentralização do desenvolvimento regional

Iniciativa foi tema de painel promovido pelo IPEA e propõe fortalecer cidades fora dos grandes centros urbanos por meio de integração e acesso ampliado a serviços públicos

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) apresentou o Programa Cidades Intermediadoras como uma das principais estratégias para descentralizar o acesso a serviços públicos e fomentar o crescimento econômico fora das grandes capitais. A iniciativa foi destaque no seminário “Governança nos Fundos Constitucionais e Políticas Públicas Territoriais”, promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Durante o painel “FNE como instrumento para Cidades Intermediárias e Rotas de Integração Nacional”, João Mendes da Rocha Neto, diretor da Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR/MIDR), explicou como os fundos constitucionais podem ser ferramentas fundamentais para impulsionar o setor produtivo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“O Programa Cidades Intermediadoras é o primeiro grande programa vinculado à nova fase do Programa Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR 3). Ele busca criar e fortalecer uma rede de cidades policêntricas para interiorizar o desenvolvimento e aliviar a pressão sobre as capitais e metrópoles brasileiras”, destacou o diretor.

Desenvolvimento articulado e multifacetado

De acordo com João Mendes, o programa adota uma abordagem ampliada, ao integrar serviços de cidadania e desenvolvimento produtivo. “O programa atua em diversas frentes, desde infraestrutura urbana e produtiva até o fortalecimento das capacidades administrativas dos municípios participantes”, explicou.

O objetivo central do Cidades Intermediadoras é ativar, em rede, cidades que funcionem como pontos de conexão territorial e como intermediadoras de bens e serviços públicos. A iniciativa pretende promover o desenvolvimento sub-regional, aumentar o acesso ao emprego e à renda, além de aprimorar infraestruturas econômicas e urbanas por meio da articulação com políticas setoriais federais.

João Mendes também informou que o programa está em fase avançada e que, entre o fim de abril e início de maio, será realizada uma série de webinários conduzidos pelo secretário da SDR, Daniel Fortunato, em parceria com os municípios envolvidos.

Lista das Regiões Imediatas beneficiadas

O programa contempla 26 unidades federativas e envolve mais de 250 municípios. Cada região foi selecionada com base em critérios territoriais e de conectividade. A seguir, algumas das Regiões Imediatas (RI) contempladas:

  • Acre: Cruzeiro do Sul e mais 4 municípios

  • Alagoas: Porto Calvo – São Luís do Quitunde, com 13 municípios

  • Amazonas: Tefé e outros 8 municípios

  • Bahia: Xique-Xique / Barra, com 10 municípios

  • Ceará: Itapipoca e mais 6 municípios

  • Goiás: Posse / Campos Belos, abrangendo 14 municípios

  • Maranhão: Santa Inês, com 15 municípios

  • Pará: Breves e mais 9 municípios

  • Rio de Janeiro: Rio Bonito, com 3 municípios

  • São Paulo: Itapeva e 18 municípios adjacentes