Chico Diaz no espetáculo “A lua vem da Ásia” diretamente do Teatro PetraGold, com transmissão on-line, e ingressos a partir de R$ 20

CHICO DIAZ RESGATA PEÇA PARA FALAR DE CONFINAMENTO, SOLIDÃO, LUCIDEZ, LOUCURA E A CRIAÇÃO COMO SALVAÇÃO

– UM SURREALISTA DEFININDO OS TEMPOS ATUAIS –  

“A lua vem da Ásia” volta no dia 28 de março, diretamente do Teatro PetraGold, com transmissão on-line

“É preciso gritar. Como artista, é obrigação gritar. O grito foi dado ao homem; é uma forma de defesa como outra qualquer”, explica o ator Chico Diaz sobre o motivo para voltar a encenar a peça “A lua vem da Ásia”, que ele mesmo adaptou do romance homônimo do escritor mineiro Walter Campos de Carvalho (1926-1998). O espetáculo – que teve sua primeira montagem em 2011 – volta em versão mais leve, mais bem-humorada e concisa no dia 28 de março, com transmissão on-line diretamente do Teatro PetraGold, com acessos vendidos a R$ 20.  As sessões aos domingos, às 18h, e a temporada vai até 18 de abril.

A obra surrealista, carregada de humor ácido, levanta questões sobre os limites do poder, das hierarquias e o lugar de cada cidadão na sociedade. “Tudo a ver com o momento que estamos vivendo”, justifica Chico Diaz, que vem aproveitando a pandemia para mergulhar dentro de si mesmo, estudar e preparar um documental que tem a ver com esse espetáculo. É o “Diário dentro da noite”, filmado durante o confinamento ano passado.

Procurando perspectivas, pontos de fuga, por meio da memória, do imaginário e dos afetos, Chico Diaz usa a arte para provocar reflexões e ações. Afinal de contas, o texto fala sobre lucidez e loucura, prisão e liberdade. Para o ator, esta nova versão é mais afiada no diagnóstico dos tempos e se encaixa melhor no atual momento. Ele aproveita a temporada carioca para amadurecer e azeitar a nova montagem que vai levar para Portugal, em julho, para apresentar no Festival de Almada, organizado pela Câmara Municipal de Almada.

Em breve, Chico Diaz também poderá ser visto na produção da HBO norte-americana com direção de Bruno Barreto, “American Guest”, interpretando Marechal Rondon durante uma visita do presidente Theodore Roosevelt, dos Estados Unidos, à Amazônia. Aliás, vem muito mais por aí… Chico Diaz está em vários filmes ainda a serem lançados: “O homem onça“, de Vinicius Reis; Vermelho Monet”, de Halder Gomes; “O ano da morte de Ricardo Reis”, de João Botelho; e “A casa do girassol vermelho”, de Eder Santos.

Mais sobre “A lua vem da Ásia”

O romance de Campos de Carvalho é um livro limite: o que está durante todo o tempo por um fio é a capacidade do homem de ser livre e de pensar livremente. O personagem, encerrado na voz de uma primeira pessoa narrativa, inicia seu ambicioso projeto de libertação a partir da própria linguagem, pois a expressão é o seu único escape. O personagem reflete o complexo comportamento da sociedade ocidental a partir da expansão da cultura de massa, marcado pelo isolamento e perda do sentido de coletivo, pela desmaterialização da realidade e pela fragmentação do indivíduo.

A peça “A lua vem da Ásia”, assim como o livro, levanta questões sobre os limites do poder, das hierarquias e o lugar de cada cidadão na sociedade.

Sinopse

A peça retrata o diário de um homem hospedado em um hotel de luxo – ou talvez um campo de concentração ou um manicômio. Tendo a loucura como tema central, o protagonista enfileira recordações (ou alucinações?) de suas passagens por diversos países, tornando-se o narrador de A peça retrata o diário de um homem hospedado em um hotel de luxo – ou talvez um campo de concentração ou um manicômio. Tendo a loucura como tema central, o protagonista enfileira recordações (ou alucinações?) de suas passagens por diversos países, tornando-se o narrador de um mundo governado pela lei do absurdo, mas que parece assustadoramente semelhante à nossa normalidade.

Histórico da peça

A peça estreou em 2011, no CCBB do Rio de Janeiro, e percorreu também as unidades de Brasília e São Paulo, sempre com sucesso de crítica e público. Voltou a fazer novas temporadas ao longo dos anos, sendo apresentada recentemente no projeto #EmCasaComSesc, criado por ocasião da quarentena.

O livro e o autor

Publicado originalmente em 1956, o livro “A Lua vem da Ásia” marca o nascimento da narrativa surrealista de Walter Campos de Carvalho (1926-1998), escritor mineiro radicado em São Paulo. Autor de pelo menos quatro pequenas obras-primas da literatura brasileira – “A Lua vem da Ásia” (1956), “Vaca de nariz sutil” (1961), “A chuva imóvel” (1963) e “O púcaro búlgaro” (1964) –, faleceu em 1998, após abandonar a literatura como profissão. Apesar de notório mau-humor, o escritor – o primeiro, e talvez o último escritor surrealista do Brasil –  tinha no riso o seu instrumento de crítica. O riso como uma forma de apontar as falhas da sociedade de massa, consumista e belicosa. Em seus textos, pretendia trabalhar a demolição de todos os valores burgueses através do nonsense; a redução do amor à sua forma fisiológica: o sexo; a redução da vida à morte.

 

Mais sobre Chico Diaz

Chico Diaz tem mais de 40 anos de carreira nas artes audiovisuais – como ator, dramaturgo, diretor e produtor, em mais de 80 filmes, 22 novelas e um sem número de peças. Filho de um intelectual paraguaio e de uma tradutora brasileira, ele nasceu na Cidade do México, tendo sido registrado na Embaixada do Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro em 1969 e, aos 14 anos, começou a fazer teatro no Tablado. Seus primeiros trabalhos, ainda como amador, foram entre os anos 1970 e 1980, período em que integrou o grupo Manhas e Manias ao lado de Pedro Cardoso, Andrea Beltrão e Débora Bloch. De lá para cá, dividiu-se entre palcos, estúdios de TV e cinema. Mas também formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela UFRJ e sempre encontrou tempo e espaço para a pintura, seu hobby.

Ficha técnica

Texto original: Walter Campos de Carvalho

Adaptação e atuação: Chico Diaz

Vídeos: Eder Santos e Trem Chic

Trilha sonora: Alfredo Sertã

Direção de Produção: Wagner Uchôa

Realização: Teatro PetraGold

Assessoria de Imprensa: Sheila Gomes

Gerenciamento de Redes Sociais – Conte Mais Comunicação – Beatriz Ataide

Serviço

“A lua vem da Ásia”

De 28 de março a 18 de abril

Sessões aos domingos, 18h

Diretamente do Teatro PetraGold – Rua Conde de Bernadote, 26, Leblon / RJ

Ingressos para transmissão ao vivo e on-line a partir de R$ 20

Onde comprar e assistir: https://www.teatropetragold.com.br

https://www.teatropetragold.com.br/programacao/espetaculo/a-lua-vem-da-asia-online-petragold

Duração: 60 min

Gênero: drama

Classificação: livre

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS SE APRESENTA ON LINE!

“MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS”,
com Marcos Damigo, faz sessões online gratuitas

Marcos Damigo recebeu indicação de melhor ator em dois importantes prêmios da área teatral pelo personagem machadiano Brás Cubas

Após temporadas de sucesso de crítica e público no formato presencial em São Paulo, o ator Marcos Damigo faz uma temporada online e gratuita do solo cômico-musical Memórias Póstumas de Brás Cubas, na página do Facebook @memoriaspostumasmusical dias 18 e 19 de março (quinta e sexta-feira), às 14h e 20 a 28 de março (aos sábados e domingos), às 20h.

O espetáculo teve indicação dos Prêmios APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e Aplauso Brasil, como Melhor Ator, em 2017, para Marcos Damigo. O texto, adaptado pela diretora Regina Galdino e interpretado por Damigo, destaca a trajetória do anti-herói Brás Cubas, símbolo do homem burguês, sem escrúpulos e sem ética, um comportamento oportunista que persiste no Brasil atual. 

Essas transmissões do espetáculo foram viabilizadas através da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei 14.017/20 do Governo Federal), através do PROAC (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

O MUSICAL

Brás Cubas, o “defunto autor”, é um aristocrata medíocre, mas mesmo assim consegue, através do riso e da sedução, conquistar a empatia do público. Ele pertence a uma elite aventureira, dividida entre o desejo liberal e a prática escravocrata. A montagem traz uma visão moderna do romance baseada na carnavalização, salientando seu aspecto cômico-fantástico. A encenação realiza uma “conversa” entre quatro artes: o teatro, a literatura, a dança e a música, estas duas últimas especialmente ligadas à alma e à cultura brasileira.

Marcos Damigo vive um Brás Cubas bem-humorado, irreverente, egoísta e amoral. Com uma narrativa não linear e fiel à obra original, o personagem dialoga com a plateia, canta, dança, discorre sobre seus envolvimentos amorosos e episódios de sua vida enquanto passeia pelas agruras da sociedade de seu tempo. 

O monólogo traz à tona toda a atualidade do livro de Machado de Assis, oferecendo ao público um olhar agudo sobre a sociedade brasileira do século XIX. A equipe conta com profissionais já conhecidos da cena paulistana: Damigo, que protagonizou Dom Casmurro em outra peça adaptada de Machado de Assis; o diretor musical e arranjador Pedro Paulo Bogossian; Mário Manga, que assina a música original; e Fábio Namatame na criação do figurino. Regina Galdino assinou e dirigiu, em 1998, uma montagem desta mesma adaptação da obra do célebre escritor carioca que repete a parceria de sucesso com Manga, Bogossian e Namatame. Interpretado por Cassio Scapin, o espetáculo recebeu vários prêmios e elogios da crítica.

 

“O espetáculo respeita e valoriza ao extremo as palavras de Machado, e Marcos Damigo reafirma talento. Surpreende como um bom interlocutor para a mensagem da obra-prima, publicada em 1881, e a confirma como assustadoramente atual. (…) O desafio superado por Damigo só se tornou ainda maior e, em uma composição que apresenta Brás Cubas como misto de clown e fantasma, o intérprete valoriza o trabalho corporal em uma linha cínica que conversa plenamente com os tipos da sociedade dos nossos tempos. ”

Dirceu Alves Jr., jornalista e crítico de teatro da Veja São Paulo.

  

FICHA TÉCNICA

Texto: Machado de Assis
Elenco: Marcos Damigo
Direção e Adaptação de Texto: Regina Galdino
Música Original: Mário Manga
Direção Musical, Arranjos e Trilha Sonora: Pedro Paulo Bogossian
Figurino: Fábio Namatame
Coreografia: Marcos Damigo
Consultoria de Movimento: Roberto Alencar
Iluminação e Cenografia: Regina Galdino
Execução Cenográfica: Luis Rossi
Fotos: Alex Silva Jr
Realização: Oasis Empreendimentos Artísticos

SERVIÇO

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Dias 18 e 19 de março de 2021
Quinta e sexta-feira, às 14h

Dias 20, 21 e 27, 28 de março de 2021
Sábados e domingos, às 20h

Após cada sessão será aberto um camarim virtual para conversar com o ator.

Gratuito | no Facebook @memoriaspostumasmusical
Duração: 85 min Classificação etária: 14 anos Gênero: Comédia musical

SESC COPACABANA APRESENTA A PEÇA AO REDOR DA MESA, COM CLARICE LISPECTOR

No ano de seu centenário, peça inédita promove o encontro da escritora consigo mesma em dois momentos de sua vida e provoca o público com questões sobre arte, política e gênero.

Com elenco premiado, estreia em 5 de março, no Sesc Copacabana, a peça “Ao redor da mesa, com Clarice Lispector”. A dramaturgia tem a assinatura da escritora e professora da PUC-Rio Clarisse Fukelman, que acionou mais de 30 anos de pesquisa, publicações no Brasil e exterior e adaptações da escritora. Resultou uma proposta ousada e inovadora. Não é adaptação de um texto, nem colagem de cenas de livros diversos. É uma íntima e intensa conversa com temas candentes que perpassam toda a obra da escritora.

A peça se passa no início dos anos 60, quando a escritora (Gisela de Castro) recebe a inesperada visita dela mesma (Ester Jablonski), vinte anos mais velha.  As duas põem as cartas na mesa e discutem escolhas de vida e de linguagem. Frente a frente, confrontam-se a Clarice recém-separada, com filhos pequenos e já desfrutando do prestígio da crítica, e a Clarice no fim da vida, ácida e solitária, com projeto de escrita que radicaliza propostas anteriores.

O inusitado encontro traz discussões sobre processo criativo e as experiências de amizade, maternidade, corpo e amor. Por que e para quem escrever? Como futuro e passado nos mobilizam? O que é ser escritora mulher? Nesse percurso, a peça entremeia cenas de várias obras da escritora (interpretadas por Ana Barroso e Joelson Medeiros), destacando a atualidade do olhar de Clarice sobre preconceito, discriminação étnica, conflitos de geração e comunicação entre familiares e amigos.

Aqui, Lispector sai do pedestal mítico e se revela uma artista densa, de personalidade complexa, ligada a dramas sociais e humanos e à intensa busca do autoconhecimento: “preciso fazer um retiro espiritual e encontrar-me enfim – enfim, mas que medo – de mim mesma.”. O público acompanha situações cotidianas que ganham uma inflexão filosófica, indo desde a denúncia da solidão na adolescência e na velhice à perda de nossa conexão do ser humano com a natureza.

Com direção musical de Liliane Secco, há inserções de música erudita, do folclore  judaico e sugestões de rap e de cordel. Embora Lispector tenha afirmado que a palavra é a sua “quarta dimensão”, ela também se confessa “uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras”. A peça encerra com uma “Ode a Macabéa”, protagonista do último livro publicado e m vida e síntese da poética da escritora.

Fernando e elenco

“O respeito pelo diferente não é fácil, como sugerem a publicidade e o romantismo fora de hora. Fechados em nossos casulos, esquecemos do permanente aprendizado com a língua e a vida e de que pertencemos ao mundo em igualdade com outros seresLispector nos faz pensar a respeito, ainda mais quando mediada por esse time maravilhoso que dá vida ao projeto”, diz Clarisse Fukelman, que também assina o posfácio de “Laços de Família” a ser relançado em 2020, como parte das comemorações.
 

FICHA TÉCNICA       
Direção:   Ester Jablonski

Supervisão: Fernando Philbert
Direção musical: Liliane Secco

Dramaturgia: Clarisse Fukelman
Elenco:  Ana Barroso, Ester Jablonski, Gisela de Castro e Joelson Medeiros
Cenografia: Natália Lana
Iluminação: Vilmar Olos
Figurino:   Marieta Spada

Designer: Mariana Grojsgold

Foto: Nil Caniné

Coordenação de produção: Veredas Promoções Culturais

Produção executiva: Sergio Canizio
Assistente de direção: James Simão
Assistente de produção: Daniel Koifman
Projeto e Realização: Veredas Promoções Culturais
Assessoria de Imprensa: Clóvis Corrêa – CICLO Comunicação

 

SERVIÇO

ESTREIA 5 de março, quinta-feira

Peça: Ao redor da mesa, com Clarice Lispector

Dramaturgia: Clarisse Fukelman

Direção:  Ester Jablonski

Supervisão: Fernando Philbert
Direção musical: Liliane Secco

Elenco:  Ana Barroso, Ester Jablonski, Gisela de Castro e Joelson Medeiros

Temporada: de 5 a 29 de março de 2020 – 5ª a domingo

Horário: 20h

Local: Mezanino do Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)

(Ingresso solidário R$ 15,00 (meia) com a doação de 1 kg de alimento para o Projeto Mesa Brasil do Sesc RJ)

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento:

Terça a Sexta – de 9h às 20h;

Sábados, domingos e feriados – das 12h às 20h.

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa:12 anos

Sucesso de crítica e público, “Habite-me” inicia segunda temporada no Rio de Janeiro

 Sucesso de crítica e público, “Habite-me” inicia segunda temporada no Rio de Janeiro: dia 6/12 no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto

Máscaras e bonecos ganham vida no corpo da atriz Carolina Garcia no solo Habite-me, dirigido por Paulo Balardim, que reestreia no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, Humaitá, nesta sexta-feira, dia 6 de dezembro, às 20h. A peça conquistou sucesso de crítica e público na primeira temporada no Sesc Copacabana, em agosto.

Carolina Garcia interpreta uma trama poética que reflete sobre a vida e a morte e sobre o amor, utilizando bonecos em tamanho natural, máscaras e exuberante movimentação. Sem dar palavra, a atriz faz todas as transformações diante do público, cercada por uma instalação formada por infláveis de várias dimensões que emolduram toda a história.

HABITE-ME – a cabec_a – – Emanuel Orengo

Habite-me é uma montagem inteiramente original, desenvolvida em parceria com artistas estrangeiros. A temporada é de sexta a segunda-feira, até 16 de dezembro. Carolina Garcia, 25 anos de trabalho, é pesquisadora e professora e este trabalho iniciou com uma bolsa de residência artística para a qual a atriz foi selecionada, no Festival de Castelier, em Québec, Canadá. Durante o processo, surgiram as parcerias com uma artista local para desenvolver pesquisa de linguagem na construção de bonecos, buscando desenvolver “um novo modo de perceber o outro, através da tolerância e da empatia, que orientou a elaboração da peça”, conta.

Desta forma, a criação dos bonecos em escala humana contou com a colaboração da canadense Émilie Racine, artista plástica e marionetista. Já a canadense Laurence Castonguay, especialista em mímica e professora da Université de Québec, em Montréal (UQAM), e Paulo Balardim, diretor e professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) deram forma final à montagem. É do artista gaúcho Elcio Rossini a criação das formas infláveis que compõem o cenário-instalação que respira junto com a atriz.

O consagrado compositor belga Tuur Florizione se juntou ao grupo de artistas-criadores e assina a trilha original que permeia Habite-me. Todos os elementos convidam o espectador a abrir os olhos para um universo onírico, espécie de planeta em que Carolina Garcia dá à luz personagens como um casal de idosos, uma mulher que carrega sua própria morte e uma mãe com seu bebê. “O ponto de partida foi explorar interações entre bonecos e meu próprio corpo, em busca de habitar o inanimado e me deixar habitar por ele”, conta Carolina.

Cada ação é iluminada pelo premiado Renato Machado, revelando, ou não, os muitos passos de Carolina Garcia ao longo de troca de máscaras e figurinos. Num dos pontos altos de Habite-me, Carolina Garcia chega a confundir o público numa espécie de coreografia em que se duplica trocando de lugar com uma boneca. Ao todo, três quadros compõem a encenação. As únicas palavras que “ecoam” no teatro são um trecho de um poema de Rainer Maria Rilke (1875-1926), proferido antes da avalanche de transformações que se sucedem nas cenas.

Um dos espectadores de Habite-me na primeira temporada, Eduardo Nunes, cineasta, diretor dos longas-metragens “Sudoeste” e “Unicórnio”, escreveu: “A beleza do espetáculo consiste na ruptura desta fina barreira entre móvel e imóvel, entre vivo e morto. A beleza de poder ver vida onde acreditamos que não deveria haver”.

Carolina Garcia é atriz-marionetista (1994), educadora somática, diretora e produtora teatral. Fundadora e gestora do Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo/RS desde 2010, é coordenadora das atividades de intercâmbio e formação do Festival Cena Brasil Internacional (2013). Ao longo de sua trajetória artística, já participou de diversos festivais nacionais e internacionais de teatro, Representou o Brasil no Festival de Teatro de Edimburgo e Ano Brasil/Portugal (2013), Festival de Avignon e Ano Brasil /Uruguai (2015). Está à frente de um projeto de reativação do Núcleo de Bonecos na Escolinha de Arte do Brasil (RJ).

Ficha técnica “Habite-me”_Atuação e pesquisa: Carolina Garcia | Direção e dramaturgia: Paulo Balardim | Criação de bonecos: Emilie Racine | Preparação corporal: Márcia Pinheiro e Laurence Castonguay | Trilha Sonora original: Tuur Florizoone | Figurinos: Cris Lisot | Pinturas no figurino: André Gnatta | Cenografia: Elcio Rossini (pesquisa Objetos para Ação) e Paulo Balardim | Criação de luz: Renato Machado | Operação de luz: Luana Pasquimell | Operador de som e infláveis: Wilson Neto / Antônio Maggionni (stand-by) | Montagem técnica: Hebert Said e Luana Pasquimell | Assessoria e montagem de som: Lucas Carvalho | Ensaísta: Laurence Castonguay, Wilson Neto e Elaine Juteau | Fotografias: Jerusa Mary, Marcelo Paes de Carvalho e Paulo Balardim | Arte gráfica: Jéssica Barbosa | Assessoria de imprensa: Mônica Riani | Comunicação em redes sociais: Ana Balardim | Assistente de produção: José Carlos Rosa | Cias em co-produção (Brasil – Canadá): Cia 4 produções e Territoire 80 | Cooperação internacional: Festival Casteliers (Québec), Conseils des Arts du Canada e Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo

 

Serviço: “Habite-me” – Pesquisa e atuação: Carolina Garcia. Direção e dramaturgia: Paulo Balardim. Gênero: teatro de animação (bonecos, máscaras e dança). Duração 45min. Sinopse: Solo poético sobre a natureza humana com a utilização de máscaras, bonecos e dança.

Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto – Rua Humaitá, 163 – Humaitá. Tel. 2535-3846

Estreia 06 de dezembro, às 20h.

Sessões de sexta-feira a segunda-feira :: Sexta, sábado e segunda-feira: 20h. Domingo, às 19h.

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) :: Bilheteria funciona a partir das 18h

Ingressos antecipados: https://riocultura.superingresso.com.br/#!/home

Link da peça: https://www.youtube.com/watch?v=diubaCplSPE&feature=youtu.be

Cyria Coentro reestreia monólogo falando sobre o amor

Para celebrar seus 30 anos de carreira, a atriz traz ao Rio de Janeiro o espetáculo LOVE,que fica no Teatro Petra Gold, de 14 de outubro a 11 de novembro

LOVE é o primeiro monólogo da atriz Cyria Coentro. A baiana, de 53 anos, rosto conhecido da TV, cinema e teatro, escolheu o tema AMOR como fio condutor de seu espetáculo.

O roteiro de Cyria, Elisa Lucinda e Jackson Costa, que também assina a direção, traz textos clássicos e contemporâneos que falam de amor e seus desdobramentos, estabelecendo uma sequência de situações que a relação amorosa propicia a cada um de nós quando experimenta o amor: a fase da paixão, da sedução, do romantismo, do erotismo, da decepção, da dor, da saudade.

No palco, a interpretação forte, direta e emocionada de Cyria cumpre o papel de tradutora dos sentidos e sentimentos que as palavras contêm. Dessa forma, o público se identifica e se entrega ao espetáculo. Afinal, quem nunca viveu um grande amor?

Ao longo de 10 anos, Cyria pesquisou diversos textos até escolher os que queria. Entre os selecionados, há trechos de Mário Quintana, Clarice Lispector, Maiakovisk, Castro Alves, Manuel Bandeira, Isabel Allende, Boudelaire, dentre outros. Em cena, apenas Cyria, um banco e a potência do amor expressa em cada palavra.

LOVE reestreia dia 14 de outubro, às 20h, no Teatro Petra Gold, no Leblon, e fica em cartaz até dia 11 de novembro, com apresentações sempre às segundas-feiras (dias 14, 21 e 28/10 e 04 e 11/11).

Texto Premiado:

LOVE estreou em 2014, em Salvador. No ano seguinte, Cyria Coentro recebeu o Prêmio Braskem de Teatro como Melhor Atriz por atuação em LOVE. Em 2017, fez uma curtíssima temporada no Rio de Janeiro. Dessa vez, a convite do Teatro Petra Gold, ela aceitou trazer mais uma vez a peça à cidade do Rio: “O amor é o princípio de todas as virtudes. Todas as atitudes positivas e virtuosas da vida têm o amor como base. A gente pode falar de solidariedade, de amizade, de bondade, de honestidade. A base de todas elas é o amor. O amor pelo outro, o amor pela vida, o amor pelo trabalho. O amor. Sem amor, nada floresce. Sem amor, não há solução. O amor é a resposta a tudo nessa vida. O amor melhora o mundo

e as pessoas. Sensibiliza, educa, humaniza. É inerente e indispensável em qualquer forma de vida. Como atriz, utilizo minhas armas para propagar essa ideia. Como pessoa, é o que move a minha vida. E que bom poder unir a arte e o amor num trabalho vibrante como esse”, diz Cyria.

Ela celebra ainda a parceria com a poetisa Elisa Lucinda e com o ator, diretor e amigo, Jackson Costa: “Desde criança que gosto de escrever. Tenho alguns textos, algumas poesias guardadas. Quando aflorou essa vontade de fazer um trabalho autoral, percebi que o tema só podia ser esse: o amor. Falei com a Elisa, que é maravilhosa, e com o Jackson, que é um artista super completo, também, além de um grande amigo. Entre muitas conversas e troca de ideias, nasceu o roteiro do espetáculo. Foi uma parceria deliciosa.”

Cyria Coentro:

A atriz baiana tem 30 anos de carreira. Cursou Interpretação Teatral na Universidade Federal da Bahia e participou de cursos e Oficinas com: Sérgio Brito, Bia Lessa, Luís Alberto Resende, Cacá Carvalho, Luís Otávio Burnier, Grupo Lume, Grupo Sunil, Renato Cohen entre outros.

Na TV, participou de inúmeras novelas globais, tais como Renascer (1992); O Rei do Gado (1996); Porto dos Milagres (2003); Mulheres Apaixonadas (2004); Pé na Jaca (2006); A Favorita (2008); Caminho das Índias (2008); Viver a Vida (2010); Flor do Caribe (2012); Em Família (2014); Velho Chico (2016) e mais recentemente, O Tempo Não Para (2018).

No teatro, já atuou em 19 peças ao longo de sua carreira. No cinema, já fez mais de 7 filmes. Agora em setembro, vai à Capadócia rodar seu mais recente longa-metragem, que vai contar a história de São Jorge. Além desse, tem ainda O Avental Rosa, filme de Jayme Monjardim, que ainda não foi lançado.

Ficha Técnica:

Roteiro: Elisa Lucinda, Cyria Coentro e Jackson Costa

Elenco: Cyria Coentro

Direção: Jackson Costa

Direção Musical: Luciano Salvador Bahia

Cenário e Figurinos: Rino Carvalho

Iluminação: João Sanches

Preparação Vocal: Hebe Alves

Consultoria de Movimento: Rita Brandi

Preparador Corporal: Jorge D’Santos

Operação de luz: Valdeci Correia

Operação de som: José Henrique Ligabue

Assessoria de Comunicação: Dani Maia

Programação Visual: Caio Araújo

Direção de Produção: Joana D’Aguiar

Realização: Sopro Escritório de Cultura

Serviço:

Espetáculo “LOVE”

Estreia: 14 de outubro (2ª feira), às 20h

Local: Teatro Petra Gold

Endereço: Rua Conde de Bernadote, 26, Leblon / RJ. Tel: (21) 2529-7700

Dias: 14, 21 e 28/10 e 04 e 11/11 (sempre às segundas-feiras, às 20h)

Ingressos: R$70,00 (inteira) e R$35 (meia)

Duração: 50 minutos

Classificação Indicativa: 12 anos

Escola de Cinema Darcy Ribeiro homenageia Jean-Claude Bernardet

 sessão especial de cineclube

 

Em virtude de sua trajetória dedicada a pensar e fazer cinema, o cineasta, crítico e escritor Jean-Claude Bernardet é o grande homenageado pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro, no Centro do Rio, em sessão especial do Cineclube de Documentário, com exibição do documentário “A Destruição de Bernardet”, de Claudia Priscilla e Pedro Marques, seguido de entrevista com o professor e cineasta, no dia 5 de outubro, a partir das 14h, na Sala Ruy Guerra. A sessão tem entrada franca.

JCB – foto de Antonio Nepomuceno

Além de Bernardet, a Escola de Cinema Darcy Ribeiro recebeu nesta edição outros importantes nomes como Walter e Vladimir Carvalho, na abertura, e pretende receber Cristiano Burlan, Roberto Berliner e Susanna Lira em próximas exibições. O Cineclube de Documentário tem atraído uma média de 60 pessoas por sessão e está em cartaz até 7 de dezembro, sempre aos sábados, às 14h, com exibição de filmes, seguida de entrevista com convidados, sob curadoria de Felipe Nepomuceno, diretor da Série “Sangue Latino” (Canal Brasil), e direção de Irene Ferraz.

Sinopse:

Em “A Destruição de Bernardet” (2018), documentário assinado por Claudia Priscilla e Pedro Marques, Bernardet reflete sobre as críticas recebidas por suas incursões como ator e revela suas perspectivas de vida, ao mesmo tempo em que precisa lidar com o fato de ser portador do vírus HIV.

 

Sobre Jean-Claude Bernardet:

Nascido na Bélgica, de família francesa, Jean-Claude passou a infância em Paris e veio para o Brasil com sua família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em 1964. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e doutor em Artes pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP [3]

Interessou-se por cinema a partir do cineclubismo, e começou a escrever críticas no jornal O Estado de S. Paulo a convite de Paulo Emílio Salles Gomes. Tornou-se grande interlocutor do grupo de cineastas do Cinema novo, e especialmente de Glauber Rocha, que rompeu com ele a partir da publicação de Brasil em Tempo de Cinema (1967). Foi um dos criadores do curso de cinema da UnB, em Brasília, e deu aulas de História do Cinema Brasileiro na ECA, até se aposentar em 2004.[4]

 

Sessão especial com Jean-Claude Bernardet

Local: Escola de Cinema Darcy Ribeiro
Endereço: Rua da Alfândega, 5 – Centro
Informações: (21) 2233-0224 | escoladarcyribeiro.org.br
Data: 5 de outubro
Horário: 14h
Evento gratuito

Programação Cineclube de Documentário

19 de outubro, sábado, 14h

Humberto Mauro / 2018 / André di Mauro – 90 min
(entrada franca)

26 de outubro, sábado, 14h

Juízo / 2007 / Maria Augusta Ramos – 90 min
(entrada franca)

9 de novembro, sábado, 14h

Mataram Meu Irmão / 2013 / Cristiano Burlan – 77 min
(entrada franca)

23 de novembro, sábado, 14h

A Farra do Circo / 2013 / Pedro Bonz e Roberto Berliner – 94 min
(entrada franca)

30 de novembro, sábado, 14h

Ex-Pajé / 2018 / Luiz Bolognesi – 81 min
(entrada franca)

7 de dezembro, sábado, 14h

Torre das Donzelas / 2018 / Susanna Lira – 97 min
(entrada franca)

Assessoria de Imprensa

George Patiño

Parceria Ilimitada

(21) 9858-7282

‘Antígona’, com Andrea Beltrão, circulará por unidades do Sesc RJ

Texto de Sófocles que rendeu à artista o Prêmio APCA de Melhor Atriz em 2017 será encenado em cinco unidades com ingressos entre R$ 2 e R$ 10. Circuito começa em Madureira, no Rio, dia 4 de outubro.

 RIO DE JANEIRO – O Sesc RJ leva para cinco das suas unidades, no mês de outubro, o espetáculo “Antígona”, monólogo estrelado pela atriz Andrea Beltrão. A montagem do texto de Sófocles, traduzido por Millôr Fernandes e dirigido por Amir Haddad começa o circuito em Madureira, dia 4/10, e depois segue para Petrópolis (Sesc Quitandinha), dia 5São João de Meriti (19)Niterói (25) e São Gonçalo (26). Os ingressos variam entre R$ 2 e R$ 10, com a possibilidade de retirada gratuita dos bilhetes para quem comprovar renda familiar até 3 salários mínimos e, em algumas unidades, também para portadores do Cartão Sesc.

Antigona-cred-Fernando-Young

No palco, a artista interpreta a personagem-título da trama, trabalho pelo qual foi agraciada com o Prêmio APCA de Melhor Atriz em 2017. Trata-se de uma jovem princesa que enfrenta a ordem do rei Creonte de deixar seu irmão, que lutou na guerra, sem sepultura. Ao desobedecer a determinação real, ela paga com a própria vida. É estabelecido, então, o confronto entre o Estado e o cidadão.

A história se passa em Tebas e foi escrita há 2.500 anos por Sófocles. Fez tanto sucesso na época que o público ateniense ofereceu ao autor o governo de Samos, uma das ilhas gregas. Na Antígona de Haddad e Andrea, ao contrário do autor original, que partiu do mito já conhecido para o teatro, parte-se do teatro para chegar ao mito que dá nome ao espetáculo.

“Todos esses mitos que povoavam o imaginário grego, como Antígona, faziam parte do dia a dia do povo, funcionavam como um bem público”, analisa o diretor assinalando que, quando o teatro se estabeleceu, naquele tempo, como uma forma de expressão artística, todos já conheciam o que seria representado. “Sófocles se apoderou da história e escreveu esse texto. O que Andrea e eu fizemos foi partir das informações da peça para chegarmos ao mito”.

Na opinião da atriz, um texto clássico como este não é de interpretação complicada. As narrativas embaralham as emoções por ir direto ao coração, à memória, e aos sentimentos. “Como um texto escrito há 2.500 anos pode falar exatamente sobre o que eu sinto agora? Não é a gente que lê o texto da tragédia grega, é a tragédia grega que lê a gente, por isso não precisamos ter medo de não entendê-la. Faz parte de nós, enriquece, questiona, exige que tentemos mais uma vez”, analisa.

Para ela e o diretor, essa montagem transpira atualidade gigantesca. “Fala da liberdade do cidadão diante do poder do Estado, e de como isso atinge a vida mais ancestral do ser humano”, observa Haddad. “A peça se dá nessa reflexão feita por ator e público sobre a história, por meio de uma excelente narradora, que é a Andréa”.

Em diálogo com a plateia em ritmo acelerado, conectado ao movimento do mundo contemporâneo, a atriz se utiliza de recursos mínimos, como uma echarpe vermelha ou um casaco, para desenrolar a trama e, assim, ir povoando o palco com os personagens interpretados por ela mesma. Andrea os apresenta, quase que didaticamente, antes de representá-los, permitindo ao público adensar o seu conhecimento da história e traçar paralelos com a atualidade.

Igualmente, a cenografia apresenta linguagem moderna e reforça a atuação da artista entre os atos de narrar e representar este mito, em cenas que se desenvolvem diante de uma espécie de árvore genealógica, em forma de mural. Uma cadeira, uma escada, uma mesa e um amplificador para o som com microfone, complementam o cenário.  A proposta é restaurar a força popular do teatro.

Sobre a atriz e o diretor

Amir Haddad é diretor e professor de teatro, diversas vezes premiado. Considerado um dos maiores encenadores do Brasil, o criador do Grupo Tá na Rua, iniciado em 1980, leva a arte do teatro para o espaço aberto das ruas e praças, ressaltando a importância das comemorações populares na vida social e cultural das cidades. Amir Haddad recupera para o teatro o seu sentido de festa popular, dela resgatando sua dramaticidade.

Reconhecido internacionalmente, desenvolve uma série de atividades didáticas nas artes cênicas como oficinas, seminários e cursos. É criador de um teatro preocupado em se comunicar e se tornar cada vez mais próximo de sua plateia.

Como resultado de suas pesquisas e investigações, nestas áreas do teatro, desenvolveu ferramentas eficientes para a construção de um ator que responda ao sentimento contemporâneo, ao mesmo tempo em que o instrumentaliza para uma leitura aguda e profunda da trajetória humana e da dramaturgia produzida pelo teatro em todos os tempos. Entre seus últimos trabalhos estão A Mulher Invisível, de Maria Carmem Barbosa, A Mulher de Bath, de Geoffrey Chaucer, A Tempestade, de William Shakespeare, e Antígona, de Sófocles.

Andrea Beltrão iniciou sua carreira no Teatro Tablado em 1978, interpretando o personagem João Grilo, da peça O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. No início da década de 1980 integrou grupos teatrais. Em 1984, O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, A Dona da História (1998), de João Falcão, Sonata de Outono (2005), de Ingmar Bergman, Jacinta (2012), de Newton Moreno, entre tantas outras.

Em 1984 estreou na novela Corpo a Corpo, de Gilberto Braga seguindo na TV Globo em sucesso como Rainha da Sucata (1990), de Sílvio de Abreu, Pedra Sobre Pedra (1992), de Aguinaldo Silva, Mulheres de Areia (1993) e A Viagem (1994), ambas de Ivani Ribeiro, Vira Lata (1996), de Carlos Lombardi e Era Uma Vez (1998) de Walter Negrão.

Ainda na TV, fez diversas participações em séries e especiais, como Armação Ilimitada (1985-1988), Comédia da Vida Privada (1997) e Brava Gente (2000). Entre 2002 a 2009, integrou o elenco do seriado A Grande Família, interpretando a cabeleireira Marilda. Também participou da minissérie Som & Fúria (2009) e das séries O Bem Amado (2011) e Tapas & Beijos (2011-2015), com a personagem Sueli.

No cinema com o filme Bete Balanço (1984), de Lael Rodrigues. Sua atuação na tela grande inclui também os filmes Garota Dourada (1984), de Antonio Calmon, O Coronel e o Lobisomem (2005), A Grande Família – O Filme (2007) e Verônica (2009), dirigidos pelo cineasta Maurício Farias, Cazuza – O Tempo não Para (2004), O Bem Amado Estreou (2010), O Penetras (2012), Chatô, o Rei do Brasil (2015), Sob Pressão (2016), Sueño Florianópolis e Albatroz (2018) e Hebe – A Estrela do Brasil (2019).

No cinema, recebeu premiações em festivais nacionais por seu desempenho em O Escorpião Escarlate (1986) e Minas-Texas (1989). Pelo teatro, venceu o Prêmio Shell de Melhor Atriz pela peça A Prova (2002), dirigida por Aderbal Freire Filho, em 2008 mereceu novamente a premiação, desta vez por sua atuação, ao lado de Marieta Severo, na peça As Centenárias, de Newton Moreno, e em 2017 recebeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz com a peça Antígona dirigida por Amir Haddad.

FICHA TÉCNICA

Autoria: Sófocles

Tradução: Millôr Fernandes

Dramaturgia: Amir Haddad e Andrea Beltrão

Direção: Amir Haddad

Com: Andrea Beltrão

Iluminação: Aurélio de Simoni

Figurino: Antônio Medeiros

Direção de Movimento: Marina Salomon

Ambientação e Projeto Gráfico: Fabio Arruda e Rodrigo Bleque

Trilha Sonora: Alessandro Persan

Desenho de Som: Raul Teixeira

Operação de Luz: Diego Diener

Produção: Boa Vida Produções

Realização Turnê: Trígonos Produções Culturais

Agradecimentos: Marieta Severo, Aderbal Freire-Filho, Fernanda Torres, Fernando Philbert, Marilena, Laura, Chico, Rosa, Zé, Antônio, Mauricio, Ana Cristina Manfroni, Zé Mário Pereira.

SERVIÇO

“Antígona”, com Andréa Beltrão

Duração: 60 minutos

Datas/Horários:

Sesc Madureira, Rio de Janeiro – 04/10 – sexta-feira, às 19h

Grátis (habilitado Sesc e PCG*), R$ 5 (meia-entrada e classe artística mediante apresentação de registro profissional), R$ 10

Classificação: 14 anos

 

Sesc Quitandinha, Petrópolis – 05/10 – sábado, às 20h

Grátis (PCG), R$ 2 (habilitado Sesc), R$ 4 (meia-entrada e classe artística mediante apresentação de registro profissional), R$ 8

Classificação: 14 anos

Sesc São João de Meriti – 19/10 – sábado, às 19h

Grátis (habilitado Sesc, PCG), R$ 5 (meia-entrada e classe artística mediante apresentação de registro profissional), R$ 10

Classificação: 14 anos

Sesc Niterói – 25/10 – sexta-feira, às 19h

Grátis (habilitado Sesc e PCG), R$ 5 (meia-entrada e classe artística mediante apresentação de registro profissional), R$ 10

Classificação: 14 anos

Sesc São Gonçalo – 26/10 – sábado as 19h

Grátis (habilitado Sesc e PCG), R$ 5 (meia-entrada e classe artística mediante apresentação de registro profissional), R$ 10

Classificação: 14 anos

*PCG: Programa de Comprometimento e Gratuidade

Texto de Geraldo Carneiro baseado em “Otelo”, de Shakespeare. Com Marcio Nascimento. Estreia dia 3 de outubro no Sesc Copacabana

“Iago” – Texto de Geraldo Carneiro baseado em “Otelo”. Com Marcio Nascimento. Estreia dia 3 de outubro no Sesc Copacabana

Marcio Nascimento interpreta texto de Geraldo Carneiro inspirado em Shakespeare. Sozinho ele dá voz e corpo a quatro personagens através da manipulação de formas animadas criadas por Bruno Dante e Carlos Alberto Nunes. Emoldurando a montagem, trilha original é executada por violoncelista em cena. Marcio, que comemora 25 anos de trabalho repleto de prêmios, divide a direção com Miwa Yanagizawa


Vingança borbulha no prato principal (acompanhado de intrigas e ciúmes) servido ao público em Iago, peça que o consagrado dramaturgo e poeta Geraldo Carneiro escreveu – baseado em “Otelo”, de William Shakespeare – sob medida para o premiado ator Marcio Nascimento levar ao palco. A estreia é dia 3 de outubro, às 18h, na Sala Multiuso do Sesc Copacabana. Um dos principais atores de sua geração, com 25 anos de trajetória profissional, Marcio Nascimento interpreta quatro personagens num jogo de cena todo estruturado em formas animadas, que atualiza e amplia o gênero teatro de bonecos, linguagem em que Marcio se notabilizou em espetáculos dentro e fora do Brasil. Como parte da temporada no Sesc Copacabana, o artista vai ministrar, gratuitamente, a oficina Prática de Teatro de Animação a partir de 8 de outubro (informações no final do release).

Além de Iago, Otelo, Desdêmona e Cássio surgem diante dos olhos da plateia através de recursos surpreendentes. Acompanhando tudo, o violoncelista Marcio Malard executa a trilha composta originalmente por Rodrigo De Marsillac para a montagem. O cenógrafo Carlos Alberto Nunes e o artista visual Bruno Dante respondem pela concepção das formas animadas, já Tiago Ribeiro (que está indicado ao Prêmio Shell pela peça “As Comadres”) assina figurinos e Renato Machado ilumina o espetáculo. Marcio Nascimento e Miwa Yanagizawa dividem a direção geral da tragédia Iago.

“Iago é fascinado pelo mal, pelo poder, um personagem muito atual. Já traduzi e adaptei outras nove peças de Shakespeare. Neste espetáculo, Iago é movido pelo ressentimento”, analisa Geraldo Carneiro. Na dramaturgia do espetáculo, Iago conta sua história em primeira pessoa para o público. Ao revisitar os eventos passados na tragédia original (em que o general mouro Otelo promoveu a tenente Cássio, preterindo o próprio Iago) o personagem fará uma reflexão sobre a cobiça, o materialismo, sua natureza corrupta, seu poder de conspiração e as consequências de seus atos.

Marcio Nascimento integra as companhias PeQuod e Artesanal, importantes grupos do teatro contemporâneo brasileiro, sediadas no Rio. Ao montar Iago experimenta um trabalho idealizado inteiramente por ele. No teatro quero fazer de tudo. Sou ator de formação e por amor, mas os bonecos, ou melhor, as formas animadas, que é um termo mais abrangente, e agrega boneco de luva, manipulação direta, sombra, máscara…, é uma fonte inesgotável de possibilidades, como será possível apresentar em Iago”, destaca.

Mais de 50 bonecos já passaram pelas mãos de Marcio Nascimento em interpretações de espetáculos por Portugal, Espanha e até na China.  Ganhou o prêmio de melhor ator nas edições do prêmio ZIlka Salaberry 2017, 2016 e 2013. Ainda ganhou o Prêmio Botequim Cultural de Melhor Ator em 2017 e 2013. Recebeu também o Prêmio CBTIJ de Melhor Ator em Papel Coadjuvante e foi indicado aos prêmios: Iº PRÊMIO SÃO PAULO DE INCENTIVO AO TEATRO INFANTIL E JOVEM e ao Iº Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil. Formado em Interpretação Teatral pela UNIRIO, Márcio é membro fundador da Cia. PeQuod de Teatro de Animação, especializando-se na técnica de bonecos de manipulação direta e no jogo ator- boneco a que o grupo se propõe. Pelo trabalho “Por Que Nem Todos Os Dias São Dias De Sol?”, da Artesanal Cia de Teatro, Marcio Nascimento e Bruno Dante receberam menção honrosa pela confecção e manipulação de bonecos no Prêmio Zilka Salaberry de 2017.

A diretora Miwa Yanagizawa pontua aspectos da montagem de Iago. “No espetáculo, Marcio Nascimento dá vida aos bonecos, anima os objetos, cria o espaço da ficção, mas também  ele, no papel de Iago, apaga o outro, retira-lhe a capacidade da reflexão, da criação, usa Otelo, Desdêmona e Cássio em benefício próprio, para o sucesso de sua trama. Então, há no processo da peça Iago, o desejo de abrir ao máximo as capacidades dessa ação. Ali, em cena – na vida – quem está manipulando quem, ou, o quê?”, propõe Miwa. Segundo ela, “nossa ideia é tornar a montagem uma experiência capaz de se comunicar com questões que nos intrigam, nos oprimem e nos fascinam tanto, como o uso maquiavélico do poder&rdq uo;.

Iago amplia as possibilidades do teatro de animação para adultos. Designer e artista visual, Bruno Dante lança mão de tripés evocando corpos, cabides para sustentar cabeças e muito mais. “Sugeri ao Marcio  trabalhar um tipo de animação a partir da desconstrução da própria animação, sair do óbvio, deixando o espectador acompanhar isso, evidenciando a manipulação. Desta maneira, valoriza-se ainda mais o trabalho do ator, principalmente”, analisa. E continua: “Iago manipula a tudo e a todos para concretizar sua vingança contra Otelo. Bonecos e teatro de objetos animados vão conduzindo a história. É tudo muito assumido, é praticamente a cenografia do espetáculo, que é feita pelo Carlos Alberto Nunes”.< br />
O compositor Rodrigo De Marsillac afirma que sente o peso por criar uma trilha especialmente para um texto inspirado em Shakespeare. Que será executada a cada sessão, ao vivo, pelo violoncelista Marcio Malard. “A música precisa acompanhar as camadas propostas pela encenação. Entre os aspectos que levei em conta foi supor que o papel da música talvez fosse o de fazer o ‘veneno de Iago’ trabalhar, ir entrando nos acontecimentos e ajudando, de certa forma, a manipular a trama pelo próprio Iago. Traduzir isso em sons. Temos que contar a história através do som também”, pontua.

 Sobre a oficina

A oficina Prática no Teatro de Animação se concentra na manipulação direta, técnica mais usada pelas companhias das quais o ministrante Marcio Nascimento participa (PeQuod e Artesanal Cia de Teatro). Conceitos pertinentes a outras técnicas também serão abordados. Esta oficina tem como objetivo proporcionar uma vivência prática com as ferramentas básicas da manipulação de bonecos e objetos. Esta ação também pretende difundir a linguagem da animação, estimulando o interesse pela formação e capacitação de pessoas interessadas em trabalhar como manipuladores, experimentar esta técnica ou utilizarem esta linguagem em seus trabalhos. Destinada a manipuladores, bonequeiros, estudantes de teatro, artes, professores, estudantes ou pessoas com interes se no universo da animação, esta oficina parte dos quatro princípios básicos para qualquer tipo de manipulação: foco, nível, eixo e ponto fixo.

Informações da oficina:
Oficina Prática no Teatro de Animação, com Marcio Nascimento
Datas: 08, 09, 15, 16, 22 e 23 de outubro de 2019
Horário: das 14 às 19h
Local: Sala Leme do Sesc Copacabana
Inscrições: enviar e-mail para contato@paguproducoes.com.br com carta de
intenção até 01/10/2019.
Inscritos receberão e-mail de confirmação até: 04/10/2019.

Ficha Técnica “Iago”
Texto: Geraldo Carneiro | Direção: Marcio Nascimento e Miwa Yanagizawa
Interpretação: Marcio Nascimento   Direção musical: Rodrigo De Marsillac
Músico: Marcio Malard
Cenário: Carlos Alberto Nunes
Figurino: Tiago Ribeiro
Iluminação: Renato Machado
Formas animadas: Bruno Dante e Carlos Alberto Nunes
Direção de produção: Pagu Produções Culturais
Produtor executivo: Fernando Queiroz

Serviço: Iago – Texto de Geraldo Carneiro baseado em “Otelo” de Shakespeare. Direção: Marcio Nascimento e Miwa Yanagizawa.
Sinopse: Indignado por não ter sido promovido pelo general Otelo a tenente, o alferes Iago trama vingança em que Desdêmona, mulher de Otelo, é apontada como amante do tenente Cássio. Solo de Marcio Nascimento. Participação do violoncelista Marcio Malard.
Estreia dia 3 de outubro, às 18h na Sala Multiuso do Sesc Copacabana.
Sessões de quinta a domingo, sempre às 18h. Temporada até 27 de outubro.
Sesc Copacabana – Rua Domingos Ferreira, 160. Tel. 21 2547-0156
Ingressos: R$ 7,50; R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)
Duração: 60 min. | Classificação etária: 14 anos | Lotação: 43 lugares

Concerto do soprano ‘Lisette Oropesa’ no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Lisette Oropesa, um dos mais aclamados sopranos coloratura, virá ao Rio para a série ‘Grandes Vozes no Rio de Janeiro’

A Artista, que se apresentará dia 13 de outubro no Theatro Municipal, ministrará uma masterclass gratuita

Lisette Oropesa, um dos mais requisitados sopranos coloratura da atualidade, é o terceiro nome da série “Grandes Vozes no Rio de Janeiro”, com apresentação dia 13 de outubro, às 17h, no Theatro Municipal com patrocínio ouro Petrobras. Filha de cubanos, nascida em New Orleans, Lisette começou sua carreira no Metropolitan Opera House, em Nova York, onde já fez mais de 100 apresentações. Foi aplaudida nos mais importantes teatros da Europa e dos Estados Unidos. Acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, ela interpretará árias de Donizetti, Bellini, Puccini, Gounod e Massenet.

Oropesa foi saudada pelo “New York Times” como uma artista com presença de palco “magnética”, que “canta com graça, sem fazer esforço”. Este ano, interpretou o papel-título em “Rodelinda”, de Haendel, no Grande Teatro do Liceu, em Barcelona, na Espanha, e o de Isabelle, em “Robert, le Diable”, de Meyerbeer, no Teatro Real de la Monnaie, em Bruxelas, na Bélgica.  Também em 2019 o soprano ganhou os dois mais importantes prêmios de canto nos EUA: The Richard Tucker Award e o Beverly Sills Award.

A artista ministrará uma masterclass gratuita, para cinco jovens cantores brasileiros, no dia 09 de outubro, às 17h00, na Sala Mário Tavares, anexa ao Theatro Municipal. A seleção será feita pelo corpo artístico do Theatro Municipal, através de inscrição por e-mail. A masterclass será aberta ao público e sujeita à lotação da sala (200 lugares).

O soprano Lisette Oropesa participará de uma apresentação em um cartão postal do Rio, no dia 11 de outubro, às 15h00. O soprano será acompanhada por  50 alunos da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, que faz parte do projeto Arte Educação Petrobras. O projeto também levará 500 crianças ao Theatro Municipal no domingo dia 13 de outubro, para assistirem ao concerto do soprano.

MASTERCLASS: Dia 09/10/19, quarta, às 17h00

Cristo/Pão de Açúcar – Projeto Arte Educação Petrobras – Dia 11/10/19, sexta, às 15h00

CONCERTO: Dia 13/10/19, domingo, às 17h00

Programa:

Árias de Donizetti, Bellini, Puccini, Gounod e Massenet

Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do RJ
Regência: Yuval Zorn

Frisa e Camarote – R$ 250,00
Plateia e Balcão nobre – R$ 250,00
Balcão superior – R$ 150,00
Balcão superior lateral – R$ 100,00
Galeria – R$ 70,00
Galeria lateral – R$ 35,00

Classificação etária: Livre

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro

Lotação – 2.226 lugares

Ingressos na bilheteria ou no link: https://www.ingressorapido.com.br/event/32107-1/d/63262

Patrocínio Ouro Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto, Ingresso Rápido e Felicja Blumenthal Music Center.

Realização: Fundação Teatro Municipal, Associação de Amigos do Theatro Municipal, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal

O Theatro Municipal é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro

Espetáculo musical da premiada BANDA MIRIM faz curta temporad

BANDA MIRIM faz 15 anos com jeitão de gente grande. Nestes 15 anos, o repertório do grupo foi assistido por mais de 200 mil espectadores, produziu quatro CDs, três livros, cinco DVDs, três especiais para televisão, duas revistas e uma série em jornal, enfileirando 28 prêmios.

Rio de Janeiro não poderia ficar de fora de um ano tão especial de comemorações. Dias 5 e 6 de outubro, às 11h, a BANDA MIRIM chacoalha o Sesc Ginástico, no Centro,  com  o aclamado Festa, um musical inteirinho sem falas, com performances arrebatadoras para 13 músicas originalmente compostas e, é claro, diversão de sobra. Enaltecendo a vida, o encontro e o tempo, a peça vai além do entretenimento: cativa sim as crianças, mas também acessa as memórias afetivas dos adultos de forma poética e lúdica, reforçando o papel essencial do teatro para a formação emocional do cidadão. As apresentações contam com intérprete de LIBRAS e audiodescrição.


A curta temporada é parte da circulação que a BANDA MIRIM realiza através do Programa BR Distribuidora de Cultura por todo o país. Depois do RJ, a montagem será apresentada em Curitiba, tendo já passado por Florianópolis e Vitória. A entrada é sempre grátis.

Festa tem direção e dramaturgia de Marcelo Romagnoli, iluminação e cenografia de Marisa Bentivegna e figurino de Fabio Namatame. Estão no elenco Claudia Missura, Alexandre Faria, Tata Fernandes, Simone Julian, Nina Blauth, Lelena Anhaia, Olívio Filho, Nô Stopa e Edu Mantovani. Estreado em 2014, Festa foi realizado com apoio da Prefeitura de São Paulo e do Sesc-SP.

Programação paralela ::
O rico universo de Festa será também apresentado com exclusividade para os alunos das escolas públicas da cidade em sessão gratuita marcada para acontecer no dia 04 de outubro, sexta-feira, às 14h30, também no Sesc Ginástico.

Fora do palco, a BANDA MIRIM participa de um encontro com artistas, músicos e produtores culturais para trocar experiências e debater novos caminhos do teatro infantil no Brasil. Também realiza a oficina “Práticas Criativas” para arte-educadores, estudantes de artes cênicas, música, iniciados e interessados no universo pedagógico infantil. Essas atividades acontecem no dia 3 de outubro no Circo Crescer e Viver, sendo ambas gratuitas.

Oitavo musical ::
Festa estreou em 2014, na ocasião da comemoração dos 10 anos da trupe que recebeu o Prêmio APCA – Categoria Teatro Infantil – Grande Prêmio da Crítica pela sua trajetória e o Prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura na Categoria Arte para Crianças.  Simbolizando os vários ritos de passagem na vida de uma criança, a história acompanha alguns aniversários da personagem Margarida. O tempo passa durante a festa e a menina cresce, vira adolescente, adulta e depois uma velhinha. A sequência de aniversários pretende celebrar com a plateia os impactos, as aventuras, as alegrias e as transformações da passagem do Tempo, atingindo assim não só o público infantil, mas espectadores de todas as idades.

“Nosso desafio foi criar um espetáculo acessível e inusitado, sem palavras, buscando formas de expressividade no humor e no trabalho corporal, criando personagens bem delineados por uma dramaturgia interna, de emoções, gestos, ações e formas. As canções, compostas com o intuito de darem suporte a esta dramaturgia, surgem como elementos essenciais para o entendimento da trama”, explica o diretor.
As 13 músicas, executadas ao vivo, alternam composições inéditas, originais e músicas de espetáculos anteriores do grupo e assumem a função de narrar a história, mostrando que a infância nunca nos abandona, não importando a idade. Os figurinos são cheios de detalhes e graça. O grande bolo giratório que compõe o cenário ajuda a marcar a passagem do tempo, criando simbologias mirabolantes que envolvem totalmente a plateia.

https://www.youtube.com/watch?v=ydZWBOupxog

Destaque no cenário nacional ::
BANDA MIRIM é reconhecida por criar trabalhos de artes cênicas e música para toda a família – além de desenvolver atividades formativas e extensa produção de material artístico. Compõem seu repertório os musicais “Felizardo” (2004); “O Menino Teresa” (2007); “Sapecado” (2008); “Espoleta” (2010); “Rádio Show” (2011); “A Criança Mais Velha do Mundo” (2011), “O Fantasma do Som” (2013), “Festa” (2014) e “Buda” (2017). Por seus nove espetáculos recebeu 28 importantes prêmios do setor, diversas indicações e foi contemplada em editais municipais, estaduais e federais, participando dos mais significativos Festivais e eventos culturais do Brasil com excelentes críticas em apresentações concorridas. Ao completar 10 anos, foi agraciada pela Associação Paulista de Críticos de Arte com o GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA – APCA 2014, conquistou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura na Categoria Arte para Crianças e foi finalista ao 26º Prêmio da Música Brasileira com os CDs PRIMEIRA CARTILHA e SEGUNDA CARTILHA. Pela quarta vez consecutiva, a BANDA MIRIM (www.bandamirim.com) foi selecionada pelo Programa BR Distribuidora de Cultura para realizar circulação nacional.

Encontros e doações :: 
BANDA MIRIM sempre vai além do palco, indo ao encontro de grupos de teatro, músicos, estudantes de artes cênicas e agentes locais dedicados às artes para crianças e jovens. Além deste encontro para promover o intercâmbio, a reflexão e o pensamento crítico acerca da criação teatral para a infância e juventude no país, o grupo ministra a Oficina “Práticas Criativas da BANDA MIRIM” para arte-educadores, estudantes de artes cênicas, música, iniciados e interessados no universo pedagógico infantil, a fim de disseminar seus modos de criação teatral e musical desenvolvidos ao longo dos 15 anos de trajetória.

Outras ações do grupo são doação de CDs, livros e revistas da Banda Mirim às escolas públicas, instituições, associações comunitárias, grupos de teatro, artistas participantes dos encontros, músicos e entidades envolvidas nas cidades visitadas.

Tudo isso graças ao Programa BR Distribuidora de Cultura, que é uma seleção pública com objetivo de contemplar projetos de circulação de espetáculos teatrais não inéditos, em parceria do Ministério da Cidadania. No último edital foram investidos R$ 15 milhões e escolhidos 57 espetáculos, representantes de todas as regiões do país, com apresentações em todos os estados.

SITE OFICIAL
www.bandamirim.com  |   http://www.youtube.com/bbandamirim
https://soundcloud.com/user-714496886/   |  https://www.facebook.com/Banda-Mirim-174482702628944/

VIDEOCLIPE DO ESPETÁCULO FESTA ::  https://youtu.be/zfLjPqcAcac

CENAS EM VÍDEO DO ESPETÁCULO FESTA :: https://www.youtube.com/watch?v=ydZWBOupxog

Serviço atividades paralelas

*Oficina Práticas de Criação da Banda Mirim
Quando: 03 de outubro, quinta-feira, às 14h30
Local: Circo Crescer e Viver (R. Carmo Neto, 143 – Cidade Nova)
Entrada franca: Inscrição até 27/09 pelo https://www.sympla.com.br/oficina–praticas-de-criacao-da-banda-mirim__634253
Público-alvo: Arte-educadores, estudantes de artes cênicas, música, iniciados e interessados no universo pedagógico infantil
Duração: 180 minutos

*Encontro Artístico – Desafios do Teatro e da Música para Crianças e Jovens
Quando: 03 de outubro, quinta-feira, às 18h30
Local: Circo Crescer e Viver (R. Carmo Neto, 143 – Cidade Nova)
Entrada franca: Inscrição até 27/09 pelo https://www.sympla.com.br/encontro-artistico–desafios-do-teatro-e-da-musica-para-criancas-e-jovens__634341
Público-alvo: Grupos de teatro, músicos, artistas e agentes locais dedicados às artes para crianças e jovens
Duração: 180 minutos

Serviço da temporada de FESTA

Ficha técnica:
Dramaturgia e Direção: Marcelo Romagnoli | Com: Alexandre Faria, Cláudia Missura, Edu Mantovani, Lelena Anhaia, Nina Blauth, Nô Stopa, Olívio Filho, Simone Julian e Tata Fernandes | Músicas e Arranjos: Banda Mirim | Direção Musical: Tata Fernandes | Cenário e Desenho de Luz: Marisa Bentivegna | Figurino: Fabio Namatame | Direção de Movimento: Cláudia Missura e Nô Stopa | Produção Executiva: Andrea Pedro | Apoio: Prefeitura de São Paulo e do Sesc-SP – 2014 | Patrocínio Circulação 2019: Petrobras

Festa – Musical infantil da Banda Mirim – Dramaturgia e direção: Marcelo Romagnoli. Elenco: Alexandre Faria, Cláudia Missura, Edu Mantovani, Lelena Anhaia, Nina Blauth, Nô Stopa, Olívio Filho, Simone Julian e Tata Fernandes

Sinopse: A premiada Banda Mirim, de São Paulo, apresenta o musical FESTA, onde a plateia acompanha os vários aniversários de Margarida. Com muito humor e poesia, o espetáculo é pontuado pela passagem do tempo e pela alegria de uma infância que não acaba nunca.

Quando: Dias 5 e 6 de outubro, sábado e domingo, às 11h 
Local: Teatro Sesc Ginástico (Av. Graça Aranha, 187 – Centro)
Telefone: 21 2279-4027 |
Entrada franca: Retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes do início das apresentações
Sessões com Intérprete de LIBRAS e Audiodescrição
Classificação Indicativa: Livre | Gênero: Musical
Duração: 55 minutos | Lotação: 513 lugares
Sessão especial (alunos das escolas públicas e particulares mediante agendamento pelo email thelnascimento@gmail.com): 04 de outubro, sexta-feira, às 14h30