Espetáculo que arrebatou público e crítica, “Agosto” inicia temporada no Teatro Carlos Gomes
Espetáculo que arrebatou o público e a crítica em 2017, “Agosto” inicia temporada no Teatro Carlos Gomes
Trama pode servir como espelho reflexivo para qualquer indivíduo
Obra do americano Tracy Letts é vencedora do Pulitzer de melhor drama e Tony de melhor texto
Guida Vianna foi vencedora do Prêmio Cesgranrio de Melhor Atriz por sua extraordinária interpretação em “Agosto”

O Teatro Municipal Carlos Gomes recebe, de 11 de maio a 3 de junho de 2018, de quinta a sábado às 19h e domingo às 18h, o espetáculo “Agosto”,uma contundente e emocionante história sobre conflitos familiares. Uma peça sobre o inconfessável, sobre o que fica entalado na garganta e sufoca. A história de uma família desconectada, desfeita, cujos membros insistiram na união o quanto puderam, da forma que puderam, mas que chega finalmente ao limite da desistência. Apesar de se tratar de um texto denso, forte, com todos os traços que trazem os clássicos, há uma certa descontração na peça, uma divertida recusa em levar-se demasiado à sério, uma tendência a nos passar “rasteiras” cômicas justamente nos momentos que achamos que não há mais espaço para o riso. Com adaptação e direção de André Paes Leme, elenco composto por Guida Vianna (vencedora do Prêmio Cesgranrio e indicada ao Prêmio APTR de atriz em papel protagonista), Letícia Isnard (indicada ao Prêmio APTR de atriz em papel coadjuvante), Alexandre Dantas, Claudia Ventura (indicada ao Prêmio APTR de atriz em papel coadjuvante), Claudio Mendes (indicado ao Prêmio APTR de ator em papel coadjuvante), Eliane Costa, Guilherme Siman, também tradutor do texto, Isaac Bernat, Paulo Giardini (revezando com Isaac), Julia Schaeffer, Marianna Mac Niven, Lorena Comparato e Isabelle Dionísio (revezando com Lorena), “Agosto” é uma realização da Primeira Página Produções e Sarau Agência de Cultura.

Ainda que Tracy Letts tenha construído todos os personagens da peça com complexidade e grande relevância para a trama, Violet e Barbara são as suas protagonistas.
“Violet é uma mulher que vive numa situação limite, literal e metaforicamente falando. Literal porque faz quimioterapia para um câncer de boca e talvez sua morte esteja anunciada. Metaforicamente, porque sua família está se desmantelando: o marido sumiu, as filhas só esperam o funeral para partir e a ela só restará permanecer sozinha aos cuidados de uma empregada que ela não conhece. Barbara é a filha preferida porque Violet a julga a mais inteligente e a mais parecida com ela. Os temperamentos parecidos levam as duas a embates frequentes. Violet guarda profunda mágoa de Barbara porque ela não voltou pra casa quando soube do seu câncer, mas voltou quando o pai desapareceu. A peça conta uma história familiar na extensão de seus conflitos e de seus afetos. E essa família pode servir como espelho reflexivo para qualquer indivíduo.” (Guida Vianna, intérprete de Violet)



“Barbara é uma mulher forte, que está num momento de total desestabilização. Seu casamento está ruindo, vive em crescente conflito com a filha adolescente, está a muito afastada das irmãs, do pai e bate de frente com sua mãe, Violet. Ela luta para não ter o mesmo destino da mãe: a solidão, consequente de uma personalidade forte, acachapante e agressiva. A tendência de Barbara é ficar igualzinha a Violet. E romper com esse ciclo de infelicidade e violência é também um ato de amor.” (Letícia Isnard, intérprete de Barbara)
Diretor divide o palco nos cômodos da casa para uma “múltipla espacialidade” que vai exigir uma visão ativa do espectador
Vivendo entre o Rio e Lisboa – onde realiza os estudos do Doutorado na Universidade de Lisboa e onde já montou 5 espetáculos, o mais recente no início de 2017 como coordenador artístico da Escola da Cia Chapitô, por conta de uma encenação de grandes dimensões realizada no Museu Nacional de Arte Antiga, que reuniu mais de 70 jovens artistas de circo –, o diretor André Paes Leme comenta a montagem dizendo que o primeiro cuidado que teve com a adaptação foi “suavizar o contexto norte-americano” da peça. O segundo foi em relação ao “realismo acentuado” proposto pelo autor: “Priorizei as situações de conflito e busquei não valorizar ao detalhe a construção do ambiente de cada cena”, explica. “Me interessa a complexidade das relações familiares, a intensidade com que depositamos no núcleo familiar tanto um amor inquestionável como também despejamos as angústias e inseguranças das nossas vidas”, diz o diretor. “Textos como esse revelam o quanto imprevisível é o comportamento humano”.
A montagem divide o palco nos cômodos da casa em que se passa a história, avisa Paes Leme: “A ação passeia por todos os cômodos e a proposta do autor é que o espectador possa ver simultaneamente todos os ambientes”, diz Paes Leme. “Na nossa concepção, as cenas serão sobrepostas: a personagem que está num determinado ambiente estará exatamente ao lado de outra que ocupa outra área da casa. Gradativamente, as diferentes cenas vão convivendo no palco”.
Se o destino das personagens é inevitavelmente trágico, isso não faz de “Agosto” uma tragédia. Tracy Letts usa recursos do melodrama, da comédia de costumes, das sitcoms da televisão norte-americana e do vaudeville, mantendo a unidade formal, a coerência interna e estética da sua obra.
Tracy Letts é um dos mais importantes autores do teatro contemporâneo dos EUA
Nascido em Tulsa, Oklahoma, Tracy Letts é um dos mais importantes autores norte-americanos vivos. Vencedor dos prêmios Pulitzer na categoria Melhor Drama e Tony na categoria Melhor Texto, “August: Osage County” estreou em Chicago em 2007, na montagem do Steppenwolf Theatre Company (companhia a que pertence Letts), encenada depois em Nova York e Londres, entre outras cidades e países. Em 2013, a obra inspirou o filme “Álbum de Família” protagonizado por Meryl Streep e Julia Roberts, além de Ewan McGregor, Juliette Lewis, Sam Shepard e Benedict Cumberbatch. E agora tem sua primeira montagem no Brasil pelas mãos da produtora Maria Siman, da Primeira Página Produções, em parceria com Andrea Alves e Sarau Agência de Cultura Brasileira. Responsável pela produção de importantes espetáculos como Ensina-me a Viver, O Pequeno Príncipe, O Grande Circo Místico, Incêndios e Maria do Caritó, Maria Siman adquiriu os direitos do texto teatral para montagem no Brasil após assistir ao filme Álbum de Família. “Percebi que se tratava de dramaturgia adaptada para o cinema e parti em busca dos direitos de montagem da peça no Brasil”, lembra.
Guida Vianna
Formada em Comunicação Social pela PUC Rio, Guida Vianna estudou teatro no curso do Tablado entre 1971 e 1975, onde desde 1980 leciona improvisação teatral, tendo dirigido mais de 20 peças com seus alunos. Foi redatora da revista Cadernos de Teatro durante 15 anos. Atuou em seis novelas, quatro mini-séries e sete filmes. Atriz, diretora e produtora, Guida Vianna foi indicada quatro vezes ao prêmio de melhor atriz, ganhando o Prêmio Shell em 2004 e o Prêmio Qualidade Brasil 2006. Já participou de mais de 30 espetáculos teatrais. Além dos trabalhos de grupo (a sua formação), já representou vários autores importantes: Brecht, Arrabal, Shakespeare, Albee, Beckett, Pinter, Tennessee Williams, Schnitzler, Sheridam, Visniec. Interpretou Hamm, de Samuel Beckett, em “Fim de Jogo”, personagem associado a grandes atores. Atualmente integra o elenco da série infantil “Valentins”, do canal Gloob, como a vovó Reggy, que em 2018 estreia a 2ª temporada.
Ficha técnica
Texto: Tracy Letts
Tradução: Guilherme Siman
Direção e Adaptação: André Paes Leme
Direção de Produção: Andrea Alves e Maria Siman
Idealização e Coordenação Geral: Maria Siman
Elenco/personagens: Guida Vianna (Violet Weston), Letícia Isnard (Barbara Fordhan), Alexandre Dantas (Steve Heidebrecht), Claudia Ventura (Karen Weston), Claudio Mendes (Charlie Aiken), Eliane Costa (Mattie Fae Aiken), Guilherme Siman (Charles Júnior), Isaac Bernat (Beverly Weston/Bill Fordham), Isabella Dionísio (revezando com Lorena), Julia Schaeffer (Johnna Monevata), LorenaComparato (Jean Fordham), Marianna Mac Niven (Ivy Weston) e Paulo Giardini (revezando Isaac)
Diretor Assistente: Anderson Aragón
Coordenação de Produção: Leila Moreno
Produção Executiva: Fernanda Silva e Felipe Valle
Cenografia: Carlos Alberto Nunes
Figurino: Patrícia Muniz
Iluminação: Renato Machado
Música: Ricco Viana
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Projeto Gráfico: Mais Programação Visual
Fotografia: Silvana Marques
Mídias Sociais: Rafael Teixeira
Realização: Primeira Página Produções e Sarau Agência de Cultura Brasileira
https://www.facebook.com/search/top/?q=agostoapeca
Serviço
Agosto
Local: Teatro Municipal Carlos Gomes
Endereço: Praça Tiradentes, s/nº, Centro, Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2215-0556
Estreia: 11 de maio, sexta-feira, às 19h
Temporada: 11 de maio a 03 de junho
Dias e horários: Quinta a sábado às 19h e domingo às 18h
Ingressos: Plateia R$ 50,00 (inteira) / Balcão R$ 30,00 (inteira)
Lotação: 680 lugares
Classificação: 16 anos
Duração: 130 minutos
Gênero: Comédia Dramática





Depois do sucesso nos anos anteriores, o evento que faz parte da 14º Semana da Europa (SEU), retorna ao Rio para promover o encontro de culturas de diferentes países europeus. Ao apresentar não somente a pluralidade do continente, o Dia da Europa destaca através da música, gastronomia e outras atrações culturais os pontos em comum com o Brasil. “Com este evento queremos celebrar a união que existe entre os europeus. Temos uma longa história em comum aonde as nossas culturas, mesmo diferentes e em conflito, andam juntas”, observa Robin Mallick, presidente da EUNIC Rio e do Goethe Institut.
Também faz parte do roteiro as apresentações de dança flamenco, jogos de pétanque (bocha), aulas de línguas (francês, espanhol, italiano, alemão, polonês e dinamarquês), contação de histórias (com “O Mundo da Mari do Faz de Conta” e “Cuenta Cuentos com Rosana Reategui”) e oficinas para os pequenos (malabares de Patrick Flügge e workshop de manobras com bola com o jogador de futsal da Seleção da Dinamarca Morten Hauglund). “O Dia da Europa 2018 é um evento para a família e preparamos atrações para todos os gostos e idades. A ideia é a pessoa viajar por outras culturas sem precisar sair do Rio de Janeiro” destaca Maibrit Thomsen diretora do Instituto Cultural da Dinamarca. 

Na parte gastronômica o público terá a oportunidade de ter contato direto com especialistas nos sabores da Europa. São eles: Fred Monier, Paella da Casa de Espanha, Kamille Plon, Vodka Zubrowka, Piadina di Silvia, Berliner Haus, Belga Wafels, Tortilla do Balta, Sangria da Nat, Marchézinho, entre muitos outros. As cervejas artesanais cariocas Trópica, Hija de Punta e 3 Cariocas são algumas das marcas. “O dia da Europa é um lugar de encontros culturais, uma janela para diversidade do continente europeu. Firmá-lo como parte do calendário anual da cidade do Rio de Janeiro tem sido uma alegria para nós”, comenta Aïcha Barat da TAU Produções.

A pedidos do público, o The Fevers, a banda mais popular do Brasil, se apresenta mais uma vez no projeto Quartas Brasileiras, dia 02 de maio, às 16h, no palco do Imperator.
Gravado no Rio de Janeiro, Los Angeles, Londres, Nova York e Atlanta e cantado em inglês, espanhol e português, “Alexandra Jackson: Legacy & Alchemy” inclui muitos dos clássicos da Bossa Nova e do Samba. Em 2 CDs, canções como “Sonho Meu”, de Dona Ivone Lara, “Anjo de Mim”, de Ivan Lins, “Corcovado”, de Tom Jobim, entre muitas outras, são apresentadas com a essência brasileira e um toque especial da intérprete americana. A cantora canaliza suas quatro principais paixões e experiências musicais: Música Brasileira, American Jazz & Soul, NeoSoul e London Soul Jazz.




A montagem de Um Baile de Máscaras projetada para o Theatro Municipal terá seis récitas e conta com dois elencos de solistas nacionais e internacionais — entre eles, Leonardo Caimi, Susanna Branchini e Rodolfo Gugliani — além do Coro, Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob a direção musical e regência de Tobias Volkmann.
Em homenagem ao Dia do Índio comemorado nesta quinta-feira, dia 19 de abril, a modelo e atriz Naty
“Para os índios, a terra tem uma representatividade que não se limita ao valor financeiro. Para eles é da terra que saí o alimento, e é nela que seus familiares e antepassados permanecem, de modo que se torna um local sagrado e de importância sentimental e cultural. Por conta disso os índios cuidam muito bem de seus territórios, sendo importante inclusive para a preservação do clima e da floresta. Além disso não podemos esquecer que o povo brasileiro deve muito aos indígenas. Conceder terras maiores a eles é mais do que direito dos índios, é dever do estado”, afirma a loira que é formada em Fisioterapia e faz teatro há mais de 10 anos.


