Painel Temático: Tereza de Benguela – Interseccionalidade e Feminismos Possíveis
 
Dia 20 de julho, sexta-feira, das 19h às 22h, Av. Mem de Sá, 31, Lapa, Rio de JaneiroENTRADA FRANCA
 
Antecipando as celebrações da Semana da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha

Organizado pelos coletivos Madalena Anastácia e Madalenas Rio, o Painel Temático: “Tereza de Benguela – Interseccionalidade e Feminismos Possíveis” tem como objetivos: promover a discussão sobre o machismo e racismo estrutural, através do trabalho desenvolvido na criação de ações contra essas opressões, em território nacional e internacional; conscientizar a necessidade da luta antirracista feminista; promover a troca de experiências; discutir o trabalho que vem sendo desenvolvido. O Painel visa trazer a troca de saberes a partir do protagonismo das mulheres e as questões que as atravessam.

O evento celebrará uma data muito importante no que se refere à luta das mulheres, o Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha, em homenagem à rainha Tereza de Benguela.

Segundo estatísticas reunidas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, dentre estas, as mulheres negras são as principais vítimas letais. A ONU situa o Brasil na 5º posição em um ranking de 83 países em assassinato de mulheres. De acordo com o Mapa da Violência 2015, entre 2003 e 2015 o número de homicídios de mulheres brancas caiu em 9,8%. No mesmo período, o número de homicídios de mulheres negras aumento em 54,2%. Os dados seguem demonstrando em diversos recortes a necessidade de se pensar o feminismo de forma interseccional, em que raça e classe não estejam dissociadas da questão de gênero.

O Painel Temático integra a programação do Circuito Teatro do Oprimido 2018/2020, realizado pelo Centro de Teatro do Oprimido, com patrocínio da Petrobras.

Quem foi Tereza de Benguela?

“Rainha Tereza”, como ficou conhecida em seu tempo, viveu no século XVIII, no Vale do Guaporé, Mato Grosso. Ela liderou o Quilombo de Quariterê após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados. Segundo documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, com aproximadamente 79 negros e 30 índios. O quilombo resistiu da década de 1730 ao final do século. Tereza foi morta após ser capturada por soldados em 1770 – alguns dizem que a causa foi suicídio; outros, execução ou doença. Sua liderança se destacou com a criação de uma espécie de Parlamento e de um sistema de defesa. Ali, era cultivado o algodão, que servia posteriormente para a produção de tecidos. Havia também plantações de milho, feijão, mandioca, banana, entre outros. (fonte: site Geledés)

O dia 25 de julho é instituído no Brasil pela Lei 12.987 como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Os coletivos organizadores integram a Rede Magdalena Internacional de Teatro das Oprimidas

Madalenas Rio é um coletivo de mulheres que, através do Teatro das Oprimidas, investiga as relações sociais de gênero, tendo como princípio atuar pela ampliação do debate sobre estratégias de superação feminista nos cotidianos pessoais e sociais, ao levar o debate e a vivência coletiva de nossos corpos para o encontro de outras mulheres.

Madalena Anastácia é um coletivo, de carreira internacional, composto por mulheres negras que, através de suas produções artísticas, discute as opressões que articulam gênero e raça, desafiando a vida das mulheres negras. Por meio de oficinas, seminários, palestras, laboratórios de criação artística, o coletivo segue em direção a movimentos sociais, organizações e espaços de expressão para mulheres, onde possam refletir sobre a especificidade de suas opressões, se fortalecendo na luta para ampliação de direitos conquistados. No currículo estão os espetáculos: “Consciência do Cabelo aos Pés” (2015) e “Nega ou Negra?” (2016).

Serviço

Painel Temático: Tereza de Benguela – Interseccionalidade e Feminismos Possíveis
Data: 20 Julho de 2018
Horário: 19h às 22h
Local: Centro de Teatro do Oprimido
Endereço: Av. Mem de Sá, 31, Lapa, Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2215-0503

ENTRADA FRANCA

Programação

19h – Abertura
19:10h às 19:30h – Apresentação da performance “Nós Todas” pelos coletivos Madalena Anastácia e Madalenas Rio
19:30h às 21h –  Mesa: Machismo | As diversas violências contra mulher | Raça e classe.  Convidadas: Barbara Santos, Celina Rodrigues, Fátima Lima, Sol Miranda e Renata Souza
21h às 22h – Apresentação de performance e Música com DJ Pietra

Durante o evento haverá a “Mostra fotográfica Madalenas Rio Anastácia Berlim” com imagens de Noélia Albuquerque a respeito do Festival Internacional Madalenas que aconteceu em Berlim no ano 2017.

Sobre a performance “Nós Todas”: Um grupo de cerca de 20 mulheres caminha pelo espaço, até que uma delas cai. Nesse momento uma outra mulher declama um verso de uma música popular brasileira com conteúdo machista. Em seguida acontece a mesma situação com outra mulher que ao cair é citado um verso de outra canção machista da MPB. Isso acontece até todas cairem.  Após a última mulher cair, essa se levanta e canta uma música exortativa original da Rede Madalenas: “Ei, ei, ei, o longo dos anos me transformei…”. Essa canção serve como despertar da demais mulheres que em conjunto se levantam apoiando umas às outras até que todas voltem a ficar de pé e caminhar, dessa vez, mais fortalecidas e apoiadas. As mulheres caem novamente, mas dessa vez não tombam ao chão, pois uma apoia a outras, ou seja, todas as mulheres, segura a aquela que vau cair. Apoiadas umas sobre as outras o grupo se transforma numa árvore, cantam juntas a canção das Madalenas e chamam o público

Festival Internacional de Dança premia bailarinos com bolsas de estudo na Europa

 

A 26º edição Passo de Arte Internacional encerrou domingo com Noite de Gala

O bailarino Jonatas Santana da IOA Danças de Jundiaí foi um dos ganhadores do prêmio Toshie Kobayashi/Só Dança
CRÉDITO FOTO: REGINALDO AZEVEDO/RAPHOTO

A cidade de Indaiatuba (SP) reuniu, entre os dias 6 e 15 de julho, mais de 3,5 mil bailarinos entre brasileiros, argentinos, paraguaios e mexicanos que participaram da 26ª Passo de Arte Internacional. A competição aconteceu no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba) com apresentações de variados estilos de dança, desde o ballet clássico ao hip hop, e contemplou os melhores dançarinos com bolsas de estudo internacionais, troféus, medalhas e premiações em dinheiro, que totalizaram R$ 35 mil.

Com o objetivo de proporcionar aos jovens bailarinos oportunidades para aperfeiçoar seu talento, o Instituto Passo de Arte, que promove o evento, tem a tradição de firmar parcerias com escolas internacionais para oferecer bolsas de estudo e, nesta edição, foram 56 indicações, sendo 40 para o

Apresentação do Grand Defilé
CRÉDITO FOTO: REGINALDO AZEVEDO/RAPHOTO

Concurso Internacional de Bailado do Porto, que acontece em abril, em Portugal; 12 para o European Ballet Grand Prix, que será realizado em fevereiro, na Áustria; 3 para cursos na Escola Princess Grace Academy, na França e uma para o Congresso Internacional de Jazz Dance, que será promovido em abril, na cidade de Indaiatuba.

Ainda foram ofertadas bolsas de estudo integrais para o Passo de Arte Move, curso de capacitação que acontece em janeiro, também em Indaiatuba, para os primeiros colocados das variações e solos clássicos das categorias Pré, Juvenil, Adulto e Avançado, e 50% de bolsas para os dançarinos das modalidades variações de repertório, solos clássicos e livres que ficarem a partir da quarta colocação.

O Festival foi finalizado no domingo, 15, com a Noite de Gala. Na ocasião, a bailarina e coreógrafa Ivonice Satie, que faleceu há 10 anos vítima de um câncer, foi homenageada com a apresentação de uma das suas coreografias, o dueto Shogun, que rendeu a ela, em 1983, o 1º Prêmio Hors Concours no 7º Concurso Internacional de Coreografia em Nyon, na Suíça.

Durante o encerramento foram anunciados os melhores competidores de cada categoria, que receberam os prêmios especiais. Os bailarinos Mayara Veronezi, de São Paulo (SP), e Jonatas Santana, de Jundiaí (SP), receberam o Prêmio Toshie Kobayashi/Só Dança. Andrey Jesus, de São Vicente (SP), e Samantha Maestre Cortes, da Praia Grande (SP) receberam o Prêmio Revelação e Guilherme Riku, da IOA Dança, de Jundiaí (SP) foi considerado o Melhor Coreógrafo desta edição.

Ao todo, o Festival contou com a participação de 150 companhias de dança, originárias de vários estados brasileiros e dos países Paraguai, Argentina e México. A abertura oficial de cada uma das noites contou com a participação de um grupo convidado e, além da mostra competitiva, a programação também incluiu workshops com 15 renomados profissionais do universo da dança, como Luca Masala, Estela de Azevedo Antunes e Amália Machado, e uma feira com as melhores marcas de produtos de dança com preços de fábrica.

Outra novidade desta edição foi o Palco Externo, montado do Parque Temático da cidade, com apresentações gratuitas de vários gêneros, como o E toda vez que ele passa, vai levando qualquer coisa minha…, encenado pelo Delirivm Teatro em Dança, grupo pioneiro no Brasil a ter no elenco 100% de idosos.

Ipiranga recebe Diálogos Sustentáveis em Prosas e VerSons com a cantora e guardiã do contestado Nancy Lima

 

 Evento discute Guerra do Contestado, Genocídio, Gerações, Tecnologia e Comunicação, com Som e muitos Ecos

 O Cedepp – Centro de Desenvolvimento Pessoal e Profissional é sede do I Diálogo Sustentável em Prosas e VerSons 2018, sob o comando da jornalista ambiental e apresentadora do Programa Ecos do Meio, Rose Campos, que inaugura uma agenda de Diálogos previstos no Cedepp, com o intuito de promover a reflexão, a integração, através de exposições e feiras, e a socialização no bairro do Ipiranga e imediações, dentro do projeto ‘Ação Local Gera Ecos’ que objetiva ressaltar o potencial dos feitos locais e o seu impacto no global.

O primeiro Diálogo marcado pela presença da cantora convidada, Nancy Lima teve como tema central a ‘Guerra do Contestado e os seus Ecos’, em memória ao ‘Mensageiro do Contestado, o respeitado historiador e fundador do memorial, que recebe seu nome, Vicente Telles, sogro de Nancy, que, juntamente com o seu esposo Vicente de Paula, está dando continuidade e escrevendo novos projetos sobre essa história e o seu legado, tão bem conduzido por Telles (que nos deixou no final de 2017), através de suas obras e canções.

Conhecida por sua experiência no território brasileiro, que abrange a sua região de origem nordeste e hoje de moradia Santa Catarina, passando por Paraná e São Paulo, a cantora Nancy Lima abrilhantou o Diálogo compartilhando as suas percepções e comparações entre o território nacional e internacional, provocando os convidados com as noções de comportamento do europeu ao latino, indo do nordeste brasileiro a Espanha onde durante anos viveu e cumpriu agenda de shows.

Além do conteúdo histórico, os presentes ainda prestigiaram novas canções escritas e interpretadas pela cantora e seu marido, que juntos formam os ‘Guardiões da Gaya’, letras que discutem, entre outras questões, o poder de cura pela música na frequência do universo (432 hz).

O Passado e o Futuro Unidos Pelas Comunicações e Tecnologia.

O I Diálogo Sustentável em Prosas e Versons no Cedepp discutiu também o tema comunicação, seus diferentes formatos, a presença da tecnologia e seus desdobramentos. Sendo assim, o evento reuniu a diretoria do Cedepp, jornalistas, psicólogos e teve como diferencial a diversidade cultural percebida, não apenas pela reunião de profissionais que atuam em diferentes áreas do saber, oriundos de diferentes regiões do Brasil e do mundo, mas pela diversidade visível na idade das pessoas ali representadas, um assunto bem elucidado pelo executivo da área do aço, Emerson Kalisch.

Os estudantes, portanto, ali representados e também discutidos nas gerações Baby Boomer até a Alpha, demonstraram pasmo pela versão apresentada pela cantora do que foi a Guerra do Contestado, suas nuances, a construção da ferrovia e presença da empresa e de povos estrangeiros, seus caboclos e curandeiros, mas contada pelos seus verdadeiros protagonistas, ‘os nativos que aqui viviam’… “Vocês conhecem a história contada pelos vencedores e não pelos vencidos”, concluiu o jornalista, cartunista, responsável pelo projeto ‘Anônimos em Sampa’, Paulo Araújo. Afinal, tivemos ou não genocídio no Brasil? Será que vivemos o genocídio cultural? Seria ele mais corrosivo e persistente? “Perguntas que surgem no hoje para serem debatidas e compreendidas como base histórica de reflexões no presente e ecos de mudanças no amanhã”, provoca a organizadora dos diálogos, Rose Campos.

Desse modo, as trocas de experiências, incluindo profissionais, foram observadas, refletidas e elogiadas: “Eu acho que hoje as coisas estão muito interligadas, existem profissionais de formação que estão a serviço de seus ofícios, porém a vivência é bastante rica quando há respeito por esta formação por parte de outros profissionais. Eu fiquei muito feliz de participar desse ‘Diálogos Sustentáveis’ com outros colegas profissionais da área de comunicação e com a Nancy Lima que é uma profissional da música e que demonstrou total respeito pelo trabalho dos comunicadores. Foi uma troca muito interessante, de análise bem profícua, com vasto e rico conteúdo e, portanto, que deve ser ampliado e acontecer com mais frequência encontros com pessoas que tenham a acrescentar, trocar e tocar”, expõe a jornalista Gislaine Vicente.

E se as trocas salutares chamaram a atenção de todos, os “Diálogos Sustentáveis em Prosas e VerSons no Cedepp, só poderia ser encerrado com uma poesia que ressaltasse a importância dessas trocas. Escrito e interpretado por Rose Campos, o poema “Sustentabilidade” chama a nossa atenção para sustentarmos a habilidade, através da observação sobre as nossas trocas. Afinal,  “atento para as trocas… Alimenta a sua cabeça… Sustenta o seu ser. Alimenta e Sustenta… E Agora troca!”

Ação Local Gera Ecos)))  “Diálogos em Prosas e VerSons

Encontros com Ecos Mensal – Gratuito (com ajuda de custo livre e não obrigatória)

Local: Cedepp – Centro de Desenvolvimento Pessoal e Profissional, Rua Padre Serrão, 196 Ipiranga

EXPOSIÇÃO REÚNE GRAVURAS DE FRANCISCO GOYA NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO

 Loucuras Anunciadas apresenta coleção de 20 obras que revelam o período mais obscuro do artista espanhol

 A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 10 de julho a 7 de outubro de 2018 (terça a domingo), a exposição Loucuras Anunciadas – Francisco Goya, que reúne 20 gravuras do que é considerado o período mais obscuro e complexo da produção do artista espanhol. O projeto tem patrocínio da CAIXA Econômica Federal e do Governo Federal.

No dia seguinte à abertura (quarta, 11), às 19h, a curadora Mariza Bertoli ministrará a palestra Vida e obra de Francisco Goya no Cinema 2 da CAIXA Cultural Rio de Janeiro. A atividade é voltada a todos os públicos e as inscrições devem ser realizadas pelo e-mail palestragoya@gmail.com.

A coleção exibida na mostra, também chamada de Disparates, é uma edição póstuma da Academia de Belas Artes de Madri, que adquiriu as pranchas em 1864. As enigmáticas gravuras são as últimas obras gráficas de Goya e revelam visões, violência, sexo, deboche das instituições relacionadas com o regime absolutista e crítica aos costumes e ao clero. O período em que as gravuras foram feitas não é muito preciso; de acordo com especialistas, devem ser de 1815 a 1820. Goya tinha decidido não publica-las, por causa da perseguição aos iluministas à época.

Segundo Mariza Bertoli, a exposição contará também com atividades interativas. “Pensei em um espaço que gerasse inquietações e curiosidade. Os participantes estarão vivenciando, de fato, o exercício estético. O estético na arte é o que comove, e a sua finalidade é colocar-nos na obra que está nos nossos olhos; promover um conhecimento sensível”, explica Mariza.

A mostra apresentará duas grandes gravuras impressas para que as pessoas se fotografem diante das imagens. Uma delas contará com sacos, tal como na gravura original Os ensacados (Los ensacados), que estará na exposição. A obra remete à opressão, ao desespero e à própria sensação da surdez, já que Goya perdeu a audição aos 46 anos.

“Será uma experiência forte fotografar-se nestes cenários, que são as gravuras aumentadas. Ver-se entre os loucos é inusitado. Valorizar a liberdade de não estar ‘ensacado’. Afinal, no início da mostra, nos perguntamos: pode-se anunciar loucuras?”, completa a curadora.

Acessórios, máscaras e vestuário ficarão à disposição, para que as pessoas possam se caracterizar e fazer suas próprias produções para fotografias. Além disso, estarão disponíveis, ainda, espelhos, um côncavo e outro convexo, para que os visitantes se vejam por outras perspectivas.

  • Serviço:
  • Exposição Loucuras Anunciadas – Francisco de Goya
  • Entrada franca
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
  • Endereço:  Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
  • Telefone: (21) 3980-3815
  • Abertura: 10 de julho (terça-feira), às 19h
  • Visitação: de 11 de julho a 7 de outubro de 2018
  • Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
  • Classificação indicativa: Livre
  • Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
  • Acesso para pessoas com deficiência
  • Palestra Vida e obra de Francisco Goya, com a curadora Mariza Bertoli
  • Data: 11 de julho de 2018 (quarta-feira)
  • Horário: 19h
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2
  • Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)
  • Inscrições: Pelo e-mail palestragoya@gmail.com
  • Classificação indicativa: Livre
Fabiana Karla exibe corpo mais enxuto em praia no Rio

20 kg mais magra, a humorista é a favor de não se preocupar com padrões estéticos

Fabiana Karla aproveitou o final de semana de sol na cidade maravilhosa e desfilou um shape visivelmente mais enxuto na Prainha, na zona oeste do Rio.

Adepta de uma filosofia que incentiva as pessoas a aceitarem seus corpos da maneira que eles são, a atriz publicou fotos em suas redes sociais com mensagens de incentivo aos seguidores. “Curta a vida do seu jeito, com suas formas, sem se preocupar com padrões”.

Fabiana, que é mãe de 3 filhos, Laura, Beatriz e Samuel, emagreceu 20kg nos últimos seis meses com método Dietkal, também conhecido por VLCD (Very Low Calorie Diet), em que a ingestão de proteínas é de alto valor biológico e o aporte de carboidratos e gorduras é muito baixo, o que resulta numa perda de peso e manutenção bem mais eficientes que os outros métodos.

“Em um mês, eu perdi quase 11 quilos com a Dietkal e continuei dando prosseguimento, perdendo menos, devido as minhas viagens. É um método eficaz, brinco que é a dieta do astronauta”, diz, explicando que os produtos consumidos vem em saches em pó que transformam em alimentos como pães, bolos , pizzas, omeletes , iogurtes e etc. De acordo com Fabiana, o mais importante é manter a saúde e não apenas ficar mais magra.  “Não me vejo bonita se estou muito magra. Já tive 60 quilos, mas procurei emagrecer buscando equilíbrio e bem estar”, afirma a humorista que em breve iniciará as gravações para uma nova novela na Rede Globo.

Conhecida por seu trabalho social em Recife, a atriz esteve recentemente em Perúgia, na Itália, onde recebeu a Palma de Ouro de Assis e foi nomeada Embaixadora da Paz para o Brasil. O prêmio é oferecido pela Confederação Internacional dos Cavaleiros da Paz a pessoas que incentivam a promoção do diálogo e da paz e já foi entregue a Nelson Mandela, Michael Jackson e Andrea Bocelli.

“Esse título veio a coroar o meu desejo de ter uma fundação. Porém, também pode-se fazer de pouquinho em pouquinho, mesmo sem ter uma fundação… Eu vejo muitas pessoas no Brasil fazendo tantas coisas sem recursos. pessoas simples que alimentam famílias para ajudar, que prestam assistência a asilos, que alimentam animais mesmo tendo tão pouco para repartir. Isso me motiva sempre mais porque o brasileiro é um povo muito caridoso, um povo muito cheio de amor e é muito solidário…”.

Bip Bip inicia série de comemorações pelos 50 anos do bar

Bip Bip inicia série de comemorações pelos 50 anos do bar e pelos 75 de seu Personagem, Alfredo Jacinto Melo (Alfredinho)

Primeiro encontro será dia 07 de julho, na Sala Baden Powell, com rodas simultâneas de samba, chorinho e bossa nova em vários ambientes da casa

Uma noite reunindo três gerações de músicos residentes do Bip Bip. Rodas de samba, choro e bossa nova, da calçada ao palco da Sala Baden Powell. Isso tudo para comemorar os 50 anos da tradicional casa de música de Copacabana (fundada em 13 de dezembro de 1968) e os 75 de vida, desse personagem, irreverente e solidário, Alfredinho (Alfredo Jacinto Melo, nasc. 17 de setembro de 1943) que, há 34 anos, funde sua história de vida à identidade cultural do Bip, projetando o compromisso com os menos assistidos, linkando arte, cultura e generosidade, informalmente.

O encontro será dia 07 de julho, com participação especial da sambista Cristina Buarque e time de músicos talentosos, profissionais, amadores e pesquisadores do mundo do samba. A produção de Paulo Figueiredo, o mesmo que realizou apresentações do Bip em Moscou e São Petersburgo, em novembro do ano passado, durante os 100 anos da Revolução Russa.

A Sala Baden Powell será transformada numa fiel reprodução do Bip Bip. No palco principal, uma roda de samba será o ponto alto da noite.” Cristina Buarque interpretando Wilson Batista, acompanhada por inúmeros músicos frequentadores do bar. Um evento que ao mesmo tempo homenageia um personagem do samba, que que deixou o cenário a 50 anos, celebra os 75 anos do dono do Bip Bip, o Alfredinho, e os 50 Anos do seu Bar”, explica Paulo Figueiredo.

No segundo semestre, será lançado a terceira edição do livro do Bip Bip, “Um bar a serviço da alegria”, de Chico Genu (Economista), Luis Pimentel e Marceu Vieira (Jornalistas), com novas crônicas escritas por frequentadores, relatando casos curiosos e inusitados, com muito humor, que aconteceram no Bar. Edição especial pelos 50 anos da casa.

Sobre o Bip Bip

Localizado no Bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, o Bar foi fundado em 13 de dezembro 1968, no mesmo dia, e ano em que foi assinado o AI-5; Ato Institucional decretado pelo Regime Militar, em plena Ditadura Militar, anos de chumbo no Brasil.

O nome Bip Bip, foi em homenagem ao 1º satélite artificial Russo. o Sputinik, lançado em 1957 e sua emissão do sinal sonoro bip-bip-bip…

Dede 1984, Alfredinho comprou o Bar Bip Bip, a partir daí virou ponto de encontro cultural para ouvir o bom samba, participar de lançamentos de livros, resenhas culturais, debates políticos, com total identidade progressista. É responsável por apoiar projetos sociais, como o “Se Essa Rua Fosse Minha”, que mantém há 20 anos.

“O lado social do Bip Bip começou com a parceria de Betinho e hoje compreende assistência e capacitação para crianças de Vila Isabel, distribuição de 40 cestas básicas mensais e dezenas de projetos contra a pobreza, financiados com doações de amigos/clientes e venda de mercadoria solidária. Comovedor é o almoço de Natal, com 700 refeições para qualquer pobre que passa. Hoje em dia, o barzinho pode ser definido, sem temor de desmentido, o único exercício comercial sem fins lucrativos” (Claudio Bernabucci, Carta Capital 05/07/2013)

A programação musical do Bip Bip, acontece em vários dias da semana, de forma espontânea.

Sobre o produtor Paulo Figueiredo:

Jornalista e produtor cultural desde 1986. Desenvolveu vários projetos musicais, principalmente no universo do samba tradicional; entre casas com música ao vivo, centros culturais, produção de shows e CDs e na gestão de projetos incentivados. Do final das atividades do Bar do Barbas, em 88, do Bar Arco da Velha, em 89, à programação do Candongueiro, 90/96 e do Bar Carioca da Gema (2004 a 2008), produziu por 20 anos a Velha Guarda da Portela e inúmeros show com as participações de Marisa Monte, Cesária Évora e Paulinho da Viola e Monarco. Em 2002, recebeu o Prêmio Caras (atual de Música Brasileira) como Produtor do Melhor CD de samba “Nasci para Sonhar e Cantar”, Dona Ivone Lara. Em 2004, produziu o CD “Sempre a Cantar” de Dona Ivone Lara indicado para o Prêmio Tim 2005 (atual PMB). Em 2006, produziu com Paulão 7 cordas, CD e Show Aquarela do Samba reunindo 7 grandes nomes do Samba: Dona Ivone Lara, Monarco, Walter Alfaiate, Luiz Carlos da Vila, Xangô da Mangueira, Wilson Moreira e Nelson Sargento (CD indicado para o Prêmio Tim, atual de MPB).  Produtor local do Filme O Mistério do Samba – Velha Guarda da Portela – produzido por Marisa Monte e Conspiração Filmes, 2007/2008. Em 2015 teve outro projeto premiado: CD Passado de Glória – Monarco 80 Anos e ganhou o 26ª Prêmio de Música Brasileira como o melhor CD de Samba. Prêmio Contigo de Músico, Melhor CD de Samba.

 

  • Serviço | Ficha técnica
  • Bip Bip 50 anos | Canta Wilson Batista |50 Anos sem o Compositor
    Data: 07 de Julho de 2018
    Local: Sala Baden Powell
    Av. Nossa Sra. de Copacabana, 360 – Copacabana
    Telefone: 2547-9147
    Horário 20h
    Valores do Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
    Classificação: 16 Anos

    Participação Especial: Cristina Buarque
    Projeto Gráfico: Márcia Leite
    Fotografia: Eduardo Sarmento
    Assessoria de Imprensa: Frase Comunicação
    Produção e Direção Geral: Paulo Figueiredo

  • Informações para a Imprensa
  • Frase Comunicação
  • Rita Capell
  • 21 3042-5405/ 99294-1935
  • ritacapell@frasecomunicacao.com.br
 A força e a poesia do sexteto Mulamba encerra fase do Levada no Teatro Sesi, dias 28 e 29 de junho com participação da cantora pernambucana Doralyce
  • Grupo de Curitiba usa poesia e música para cantar o empoderamento feminino
  • Programação de junho encerra destacando a força das mulheres na cena musical
  •  Ayrton Montarroyos abre última fase do Festival, na Tijuca, em julho

Clip da música P.U.T.A

https://www.youtube.com/watch?v=ZdpZ-93uUnY

Uma banda de mulheres que tem muito a dizer.  Mulamba, sexteto de curitibano é a última atração do Festival Levada no palco do Teatro Sesi, dias 28 e 29 de junho, às 19h. Elas juntaram instrumentos de cordas e percussão com letras fortes que retratam e reiteram vivências feministas. O grupo ainda conta com a participação especial da pernambucana Doralyce, no segundo dia. Depois disso, hora de trocar o centro pela Tijuca, onde,  nos dias 5 e 6 de julho o Levada começa a fase final do festival, no Centro da Música Carioca, na Tijuca, com show de Ayrton Montarroyos.

Juntas desde 2015, o Mulamba é formado por Fer Koppe (violoncelo), Amanda Pacífico (voz), Cacau de Sá (voz), Érica Silva (baixo/guitarra), Caro Pisco (bateria) e Naíra Debértolis (guitarra/baixo), que se revezam entre guitarra, baixo e violão. Na bagagem estão referências musicais que passam por Elza Soares, Cassia Eller, Milton Nascimento e Rosetta Tharpe, entre outros. Com um repertório totalmente autoral, elas vão cantando e montando o setlist ao vivo, sentindo o clima do momento.  A música “P.U.T.A” ganhou vídeo que já conta com mais de dois milhões de visualizações no youtube, desde 2016.  Além dessa, estão as composições “Espia, escuta”, “Lama e “Vila vintém”, entre outras.  A mistura é da boa e quem já viu o sexteto no palco – elas se apresentaram anteriormente no Circo Voador e na Fundição Progresso – não se esquece.

“A gente gosta de difundir as nossas mensagens pela música em todos os cantos, na rua, no teatro, nas periferias. É uma vontade coletiva”,  afirma Cacau.

Para o curador Jorge Lz, o conceito do Mulamba define (e fecha) bem a programação de junho do Festival. “É cada vez mais evidente a importância das mulheres na música brasileira, especialmente na independente.  Elas estão usando a sua força e presença para marcar seu território nessa cena”.

A sétima edição do Levada começou no dia 10 de maio com show do Kassin no Teatro Ipanema onde apresentou, ao longo do mês, atrações variadas, como o trio Muntchako, de Brasília, a cantora Illy, da Bahia e o Trombone de Frutas, do Paraná.  Em junho, o Festival ocupou o Teatro Sesi, no centro – com shows da Banda Mais Bonita da Cidade,  Corte e Alzira E,  Laura Lavieri e fecha agora com Mulamba. A reta final será na Tijuca, onde, a partir de 5 de julho os shows acontecerão no Centro da Música Carioca, completando a circulação por três regiões da cidade: Zona Sul, Centro e Zona Norte, um desejo antigo do idealizador, Julio Zucca, sócio da Zucca Produções e coordenador geral do Levada.

Com shows às quintas e às sextas-feiras, em horários variados, e ingressos a preços populares (R$ 20 e R$ 10 para quem paga meia entrada), o Festival Levada tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura e da Oi – por meio da Lei de Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS.

Programação Levada 2018

TEATRO SESI (Av. Graça Aranha, 1, no Centro). Shows às 19h, censura 16 anos:

  • Dias 28 e 29 de junho – Mulamba (Curitiba, PR)– O sexteto feminino que combina sonoridades e traz, em seu discurso, questões sociais e de empoderamento feminino se apresenta pela primeira vez na cidade.

CENTRO DA MÚSICA CARIOCA ARTUR DA TÁVOLA (Rua Conde de Bonfim, 824, na Tijuca). Shows às 20h:

  • Dias 5 e 6 de julho – Ayrton Montarroyos (Recife, PE) – Além de compositor, Ayrton se destaca como um dos mais interessantes intérpretes da nova geração. Lançou seu primeiro disco em 2017, mesmo ano em que teve uma passagem bastante elogiada pelo programa The Voice.
  • Dias 12 e 13 de julho – Luê (Belém, PA)– Lançou no final de 2017 o seu segundo disco, “Ponto de Mira”, com sonoridade mais eletrônica e produção de Zé Nigro, braço direito de Curumin.
  • Dias 19 e 20 de julho – Romulo Fróes (São Paulo, SP) – Integrante do quarteto Passo Torto, é considerado um dos principais compositores paulistanos e prepara novo álbum de inéditas. Lançou um disco em homenagem ao sambista Nelson Cavaquinho, uma compilação de músicas suas gravadas por mulheres e um disco com o cantor mineiro César Lacerda.
  • Dias 26 e 27 de julho – Pietá (Rio de Janeiro, RJ) – Formado por Frederico Demarca, Rafael Lorga e pela cantora potiguar Juliana Linhares, o trio mistura vários elementos da música popular brasileira e lança o seu segundo CD, “Leve o que quiser”, com participações de Chico César, Claudio Nucci e Carlos Malta.

Um pouco mais sobre o Levada

Nas seis edições anteriores, o Levada apresentou 88 artistas, que se apresentaram para um público de mais de 12 mil pessoas. Pedro Luís, Siba, Lucas Santanna e Lirinha são alguns dos artistas mais famosos que já passaram pelo Levada, que também trouxe artistas que estavam prestes a despontar, como Ellen Oléria, Filipe Catto, Márcia Castro e Boogarins. Isso sem falar nas descobertas de Phill Veras, Aíla, Brunno Monteiro, Jaloo e César Lacerda.

Leia, veja, ouça mais sobre o Levada nas redes:

 

https://levadaentrevistablog.wordpress.com/
https://www.facebook.com/festivallevada/

https://www.instagram.com/festivallevada/

https://www.youtube.com/channel/UCGgFguV1NQiQDejHR9KYAvg

https://open.spotify.com/user/radiolevada?si=6-5FIWl5R9aPLnECIfPz0w

Carnaval internacional: Rainha da Alegria da Zona Sul participa da folia em Paris

Anny Santos será rainha  da escola Azulinha durante os festejos fora de época na Cidade Luz

A folia não tem data para acabar na agenda de Anny Santos. A empresária, que vive na Alemanha e será rainha de bateria pelo segundo ano consecutivo na Alegria da Zona Sul, aceitou o convite da escola de samba Azulinha e reinará também na agremiação durante o Carnaval de Paris, que acontecerá no dia 01 de julho.

 

– Desde que voltei à Europa sigo conectada ao Carnaval, seja no Brasil ou aqui. São experiências novas e muito gratificantes porque, mesmo a quilômetros de distância, continuo em contato com a minha cultura e minhas raízes. E, ao mesmo tempo, sigo praticando o samba para quando chegar ao Brasil estar afiada, diz a rainha da vermelho e branco da Zona Sul.

Com coroação prevista para setembro, Anny, mesmo de longe, faz questão de estar antenada com os preparativos da escola para o próximo Carnaval.

– A Alegria me conquistou e eu estou muito feliz de estar mais um ano integrando este time. Estou lendo sobre a Umbanda para entender bem todos os significados desta religião, diz a empresária que , no último fim de semana, participou de evento para escolha da rainha de bateria da escola de samba francesa.

Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara’ estreia dia 22 de junho no Teatro Candido Mendes,

Inspirado em figuras reais e respeitadas do Ceará, o espetáculo ‘Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara’ estreia dia 22 de junho no Teatro Candido Mendes, em Ipanema

Com direção de Isaac Bernat, montagem teve origem em pesquisa feita pelas atrizes Clara Santhana e Paula Cavalcanti nas cidades  de Quixadá e Quixeramobim (CE), onde moram os profetas. Bernat e Clara retomam a bem-sucedida parceria iniciada em ‘Deixa Clarear, Musical sobre Clara Nunes’, há cinco anos em cartaz e visto por mais de 200 mil espectadores

Realizada por homens e mulheres muito respeitados no sertão nordestino, a previsão do clima é uma atividade enraizada na cultura cearense e em outros estados da região, reverenciada por toda a comunidade e passada de geração em geração. As personalidades que detém esse conhecimento são conhecidas como ‘Profetas da Chuva’. Suas previsões meteorológicas, feitas a partir da observação da natureza, têm o importante papel de anunciar à população local como será o clima do ano que virá. Essas figuras, que encantam por seu saber empírico, simples e profundo, motivaram a criação do espetáculo ‘Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara’, que estreia dia 22 de junho, no Teatro Candido Mendes, com pesquisa, texto e atuação de Clara Santhana e Paula Cavalcanti e direção de Isaac Bernat. O diretor e Clara retomam a bem-sucedida parceria iniciada em ‘Deixa Clarear, Musical sobre Clara Nunes’, há cinco anos em cartaz e visto por mais de 200 mil espectadores.

A pesquisa, com supervisão de Nara Keiseman, começou quando as atrizes Clara Santhana e Paula Cavalcanti estudavam na UniRio e leram o livro ‘Profetas da Chuva’, de Karla Patricia Holanda Martins. O processo durou cinco anos (de 2007 a 2012) e incluiu duas viagens da dupla para as cidades de Quixadá e Quixeramobim, no Ceará, onde moram os profetas. Lá conheceram Chico Mariano e Paroara, ouviram muitas de suas histórias, e os elegeram os protagonistas do espetáculo. Depois de anos, a dupla retornou a pesquisa para criar um espetáculo que busca um ambiente de proximidade entre público e personagens. Na trama, os protagonistas conversam sobre a vida, suas experiências e seus métodos de previsão meteorológica.

“Falar dos Profetas da Chuva é experimentar no corpo um conhecimento vivido por muitas gerações. Eles têm palavras profundas e certeiras sobre a vida. São sábios. Com seus olhos maduros, observam os sinais da natureza e fazem um balanço do que está por vir. A população estremece ao ouvir suas previsões”, descreve a atriz Clara Santhana, que há cinco anos vive a cantora Clara Nunes nos palcos e que, agora, dá vida a Chico Mariano. “Entrar em contato com a pesquisa feita há anos no sertão do central do Ceará, na cidade de Quixadá, é me reconectar com a força ancestral presente naquelas vozes proféticas”.

A atriz Paula Cavalcanti, que interpreta Paroara, foi quem primeiro teve contato com o livro e incentivou o início da pesquisa. “Profetas da Chuva é um encontro de almas. Eles promovem, através da tradição oral, o sentimento de acolher com as palavras. Assim me senti desde que conheci o livro, e esse sentimento se confirmou quando tivemos a oportunidade de encontrar pessoalmente Paroara, Chico Mariano e outros (as) Profetas no Quixadá. Retomar esse encontro com as personagens enche meu coração de alegria e esperança. A sabedoria popular e sua riqueza são nossa pérola preciosa que nos motiva a dizer em cena as palavras desses senhores conectados com a natureza e toda sua grandiosidade.”

O diretor Isaac Bernat acredita que o espetáculo vai mostrar ao público a sabedoria popular dos profetas, que é muito respeitada na região, mas desconhecida por muitos no Sudeste do país. “Em Quixadá e Quixeramobim, viveram personalidades como Rachel de Queiróz e Antônio Conselheiro, então é uma região muito significativa e mística. É um lugar onde a oralidade é importante para resgatar memórias e tradições. Os Profetas da Chuva têm um olhar para os fenômenos da natureza que não é o clássico, mas existe uma ciência ali, que vem da observação da natureza. Com este espetáculo, original e poético, resgatamos um pouco do Brasil ainda desconhecido por muitos e preservamos nossa ancestralidade, nossas origens”, observa o diretor Isaac Bernat. Completam a equipe criativa Laura Becker (assistente de direção), Nara Keiserman (orientação de pesquisa), Aurélio de Simoni (Iluminação) e Desiree Bastos (cenário e figurino).

Sinopse

 Dois Profetas da Chuva — Chico Mariano e Paroara, vividos por Clara Santhana e Paula Cavalcanti — conversam sobre suas experiências de previsão meteorológica e os métodos utilizados na observação da natureza. Filosofam sobre a vida e o tempo, com falas bem-humoradas e momentos de música ao vivo. O ambiente é de proximidade entre personagens e público, que atua como testemunha de suas profecias.

Ficha técnica:

Texto e atuação: Clara Santhana e Paula Cavalcanti

Direção: Isaac Bernat

Assistência de direção: Laura Becker

Orientação de pesquisa: Nara Keiserman

Iluminação: Aurélio de Simoni

Cenário e figurino: Desiree Bastos

Produção executiva: Leandro Carvalho

Fotos: Mateus Gomes

Programação visual: Leandro Carvalho

Direção de Produção: Naine Produções

Assessoria de imprensa: Racca Comunicação

  • Serviço:
  • Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara
  • Temporada:  De 22 de junho a 29 de julho.
  • Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
  • Telefones: 2523-3663.
  • Dias e horários: Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h.
  • Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).
  • Lotação: 103 pessoas
  • Duração: 1h
  • Classificação indicativa: Livre
  • Funcionamento da bilheteria: Diariamente, a partir das 14h.
  • Vendas online: https://ticketmais.com.br/
XANGAI FAZ SHOW-TRIBUTO AOS REIS DO RITMO NORDESTINO NA CAIXA CULTURAL DO RIO DE JANEIRO

Cantor e compositor baiano homenageia Jackson do Pandeiro e Jacinto Silva em duas apresentações

Foto Renan Perobelli

É no ritmo do coco e do baião que a CAIXA Cultural do Rio de Janeiro recebe, nos dias 23 e 24 de junho de 2018 (sábado e domingo), às 19h, o show Xangai: afiando a língua com os reis do ritmo. Em duas apresentações, o cantor, compositor e violonista baiano Xangai invoca toda a informalidade e a riqueza poética características do Nordeste com uma homenagem a dois expoentes da música popular nordestina: Jackson do Pandeiro e Jacinto Silva. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

 Mesclando obras já conhecidas do público, Xangai oferecerá à plateia carioca interpretações das canções de Jackson e Jacinto, incluindo algumas já gravadas por ele. O violonista Ricardo Vieira, o flautista João Liberato e o percussionista Ricardo Hardmann acompanham o artista no palco.

 O músico já recebeu a láurea de Melhor Cantor na categoria Regional na edição de 2016 do Prêmio da Música Brasileira e seu álbum mais recente,Xangai, ficou entre os três indicados para o prêmio de Melhor Disco. Seu violão “pinicado”, os malabarismos vocais, a grande capacidade de improvisação e a simplicidade trazida do berço fazem dele uma figura ímpar na música brasileira.

 

Os homenageados:

Paraibano, Jackson do Pandeiro se notabilizou como cantor de cocos, baiões, rojões, xaxados, sambas e marchinhas de carnaval, e teve grande sucesso na década de 1950. É autor de O Canto da Ema, gravada por Lenine; Na Base da Chinela, cantada por Elba Ramalho; e Lágrima, célebre na voz e no violão de Chico Buarque. Por todo o talento e influência na música popular, ficou conhecido como o “rei do ritmo”, firmando um estilo particular onde desafiava o tempo, introduzia divisões e quebrava o canto para alongar ou comprimir a métrica.

 E se Jackson do Pandeiro sacudiu as estruturas da música popular brasileira com a força da embolada nordestina, o alagoano Jacinto causou menos repercussão no país, apesar de ter gravado 24 discos e composto mais de 200 músicas. Jacinto teve seu auge nas décadas de 1960 e 1970, sendo uma espécie de discípulo de Jackson. Como o mestre, era também versátil e dominava vários ritmos e estilos nordestinos.

 

Jacinto popularizou várias modalidades de coco, com destaque para o coco sincopado – gênero musical que fundia trava-língua com pique de embolada. Usando uma divisão rítmica peculiar, interpretava canções que possuíam armadilhas capazes de enrolar a língua daquele que não tivesse o talento típico dos emboladores. Somente no fim da vida, na década de 1990, teve um reconhecimento mais amplo e hoje pode ser considerado uma grande referência na música popular nordestina e brasileira.

 Ficha técnica:

Violão: Ricardo Vieira

Flauta: João Liberato

Percussão: Ricardo Hardmann 

Coordenação de Produção: Gabriela Góes

Técnico de som: Carlos Caji

Iluminação: Katia Barreto

Programação visual: Gabriel Leite

Realização: Maracujá Cultural

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

 Serviço:

  • Show Xangai: afiando a língua com os reis do ritmo
  • Datas: 23 e 24 de junho de 2018 (sábado e domingo)
  • Horário: 19h
  • Duração: 90 min
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena
  • Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
  • Telefone: (21) 3980-3815
  • Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia. A venda de ingressos começa no dia 19 de junho (terça-feira).
  • Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
  • Lotação: 226 lugares (mais 4 para cadeirantes)
  • Classificação Indicativa: Livre
  • Acesso para pessoas com deficiência