Fabiana Cozza :Show de lançamento do CD “Canto da noite na boca do vento”

A cantora Fabiana Cozza viveu Dona Ivone Lara no teatro e é nos palcos que ela segue cantando as músicas da diva do samba. Com show marcado para o dia 13 de abril, sábado, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras (Cinelândia), a cantora convida e o violonista Alessandro Penezzi convidam o público para o lançamento do seu sétimo CD “Canto da noite na boca do vento”, com repertório todo dedicado à Dona Ivone Lara e seus parceiros Delcio Carvalho, Nei Lopes, Arlindo Cruz, Paulo César Pinheiro, Hermínio Bello de Carvalho, Mano Décio da Viola, Fuleiro, Tio Hélio, Silas de Oliveira e Bacalhau.

 O show acontece no dia 13 de abril, data do aniversário de Dona Ivone, que completaria 97 anos de vida. A direção do espetáculo é do ator e diretor Elias Andreato. Sobem ao palco do Teatro Rival Petrobras ao lado da intérprete os músicos Henrique Araújo (cavaquinho e bandolim) e Douglas Alonso (percussão). A única canção inédita do trabalho intitulada “A dama dourada” foi um pedido de Fabiana ao jovem compositor Vidal Assis que dividiu a parceria (letra) com Hermínio Bello de Carvalho, e que assina a apresentação do trabalho. A capa é criação do artista plástico e cenógrafo Elifas Andreato.

O CD foi gravado e produzido na gravadora Biscoito Fino e contou com as participações especiais da cantora Maria Bethânia, o cantor Péricles e o arranjador e saxofonista Nailor Proveta.

Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 13 de abril (sábado) Horário: 19h30.Abertura da casa: 18h. Ingressos: R$ 70,00 (Inteira), R$ 35,00 (meia-entrada). Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/IngressosRival2019_2GIaEKp Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos.www.rivalpetrobras.com.brInformações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

 *Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo.

No dia Mundial de Conscientização do Autismo, Musa do Ceará fala sobre a relação com o filho autista.

No dia Mundial de Conscientização do Autismo, Musa do Ceará fala pela primeira vez sobre a relação com o filho autista.

Mantendo sempre a intimidade preservada, Renata Alves, a musa do Ceará, nunca falou sobre os desafios que enfrenta diariamente com o filho. Ela é mãe do Matheus, de 8 anos, que foi diagnosticado com autismo quando tinha 4. Apenas os amigos íntimos sabiam até então sobre a relação da modelo com o filho.

Renata Alves (Woody Studio)

“Tenho dois filhos, a Ana Lídia, de 18 anos e o Matheus, de 8 anos. Quando fui mãe a primeira vez eu tinha 15 anos, totalmente despreparada e sem perspectiva nenhuma. Depois de 10 anos recebi a graça de engravidar do Matheus, um menino especial e que me fez entender o que realmente era ser mãe. Quando ele tinha 4 anos a professora me chamou na escola e pediu que eu procurasse um médico, pois ela havia notado algo diferente nele. Procurei um profissional e meu filho foi diagnosticado como autista. Eu morri naquele momento. Morri por alguns minutos, e logo renasci com ainda mais amor por ele”, contou Renata.

A musa preferiu manter em segredo o diagnóstico do filho para protegê-lo do mundo, do preconceito. Hoje, após todos esses anos sem falar no assunto, Renata abriu o coração e falou sobre o filho.

Renata Alves e Matheus

“Ter um filho autista me tornou uma pessoa mais humana, mais compreensiva. O autismo do meu filho me fez entender o verdadeiro sentido da palavra amor. Todos os dias eu aprendo algo novo com o Matheus. Cada melhora no comportamento dele é comemorada como a final de uma copa do mundo. Meu filho me ensinou a ser mãe”, revelou.

 

Fotos: Divulgação / Assessoria

TABLADO APRESENTA “TEATRO TÔNICO – UMA BREVE HISTÓRIA DO TEATRO OCIDENTAL”

Ciclo de palestras de introdução à história do teatro reúne importantes nomes das artes cênicas

Cumprindo sua função social de fomentar o teatro brasileiro, O Tablado promove entre abril e agosto o Teatro Tônico, ciclo de palestras de introdução à história do teatro ocidental. São 16 encontros temáticos, um por semana, voltados para profissionais e estudantes de teatro, professores e interessados em cultura em geral. O primeiro deles, “As origens do Teatro”, acontece na próxima sexta-feira, 5 de abril, às 20h, com a professora e escritora Isabela Fernandes, que falará sobre tragédia e comédia na Grécia Antiga. O ingresso custa R$ 40 e a palestra tem duração de 120 minutos. Outros importantes nomes das artes cênicas como Cacá Mourthé, Érika RettlGeraldo CarneiroHamilton Vaz Pereira, Lídia KosovskiLionel FischerRenato Icarahy,Ricardo Kosovski e Venício Fonseca estão programados até agosto.

 “O Teatro Tablado tem a tradição de formar excelentes profissionais que fazem sucesso na televisão e no teatro. Com o ‘Teatro Tônico’ queremos oferecer também toda a base teórica sobre a história do teatro ocidental com importantes nomes das artes cênicas, que vão compartilhar seu conhecimento com o público de uma maneira leve e dinâmica”, explica Cacá Mourthé, diretora artística de O Tablado. “Além disso, o ciclo de palestras será um potente espaço de encontros e trocas. Todo o material produzido será gravado em vídeo e disponibilizado online para alcançar mais pessoas”, completa Cacá, sobrinha de Maria Clara Machado, fundadora da escola.

Fachada O Tablado – foto de Eduardo Martino

A PROGRAMAÇÃO

Abrindo a programação em 5 de abril, a professora e escritora Isabela Fernandes comanda o tema  “As origens do Teatro” e fala sobre tragédia e comédia na Grécia Antiga. Na semana seguinte, em 12 de abril, é a vez do escritor e compositor André Gardeldiscorrer sobre o teatro romano numa palestra em que apresenta o palco teatral romano e as variações da cena medieval cristã. Encerrando o primeiro mês, em 26 de abril, o poeta e dramaturgo Geraldo Carneiro traz para o público o tema “Teatro do Renascimento I”.

 

Cacá Mourthé – O Tablado – foto de Eduardo Martino (2)

O TABLADO

Fundado em 1951 pela escritora e dramaturga Maria Clara Machado, O Tablado tem papel importante na história da cultura brasileira, como celeiro de talentos e verdadeiro templo do teatro infantil.

Desde sua inauguração, mais de 30 mil atores, diretores, teatrólogos, cineastas, figurinistas, cenógrafos, autores, iluminadores, sonoplastas e músicos se formaram no local. Nomes como Hamilton Vaz Pereira, Wolf Maya, Cininha de Paula, Claudia Abreu, Ingrid Guimarães, Louise Cardoso, Malu Mader, Du Moscovis, Leonardo Brício, Andréa Beltrão, Fernanda Torres, Rubens Corrêa, Drica Moraes, Jaqueline Laurence, Mateus Solano e Gregório Duvivier, entre outros, passaram pela escola.

Atualmente, O Tablado tem cerca de 700 alunos e mais de 20 professores. O núcleo criativo de O Tablado é formado por Andreia Fernandes, Fernando Melvin, João Sant’Anna, Johayne Hildefonso, Lincoln Vargas, Lionel Fischer, Luis Octavio Moraes, Patrícia Nunes, Renata Tobelém, Ricardo Kosovski, Susanna Kruger e Zé Helou.

 O Tablado é considerado Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro e seu espaço físico foi tombado pela Prefeitura carioca. Suas atividades artísticas também foram reconhecidas pelo Governo Federal.

TEATRO TÔNICO

Ciclo de palestras sobre a história do teatro

Data: de abril a agosto – sextas-feiras, às 20h

Local: O Tablado – Av. Lineu de Paula Machado 795, Lagoa.  Tel.: 2294 7847

Capacidade: 150 pessoas. Classificação etária: livre. Duração: 120 min.

Valores: R$ 40 (cada palestra) ou R$ 400 (todas as 16 palestras)

Inscrições: teatrotonico@otablado.com.br | Informações: (21) 2294 7847

Programação completa: www.otablado.com.br

Ensemble da Ação Social pela Música do Brasil

Ensemble da Ação Social pela Música do Brasil

A Série Música Clássica dos Santos Anjos abre sua temporada 2019 e apresenta o grupo Ensemble, uma Camerata com 13 jovens músicos que tocam instrumentos de cordas e são oriundos de comunidades como Babilônia, Chapéu Mangueira, Cantagalo, Pavão Pavãozinho, Complexo do Alemão e Morro dos Macacos, no Rio de Janeiro. O Concerto será no sábado, na Paróquia dos Santos Anjos (Av. Afrânio de Melo Franco, 300, Leblon), sábado, 06 de abril, às 15h30 com entrada franca.

Ensemble faz parte da Ação Social  pela Música do Brasil-ASMB, uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que, em sua vertente socioeducacional visa à inclusão social e formação da cidadania, através do ensino coletivo da música clássica, para crianças, adolescentes e jovens moradores de comunidades em situa&cced il;ão de vulnerabilidade social.

ASMB promove há mais de 23 anos, a formação de orquestras jovens de música clássica em todo o território nacional. Os cariocas,em particular,  podem contar com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro. Conhecida no cenário musical carioca, a OSJRJ já se apresentou em diversos espaços culturai s importantes no cenário musical, como o Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro Cultural Justiça Federal do Rio de Janeiro e o Centro Cultural da Caixa Econômica, no Auditório do Planetário, na Candelária, no Teatro de Câmara da Cidade das Artes, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e em 20 de março de 2019 na Sala Cecilia Meireles com a Associação de Canto Coral e com o Monsenhor Marco Frisina.

Com grande sucesso apresentou-se em 1º de agosto de 2016 no Teatro principal da Cidade das Artes, acompanhando a cantora Daniela Mercury na Cerimônia de Abertura 129 do COI. A Orquestra cumpre uma agenda intensa de apresentações nas comunidades do RJ, periferias e bairros populares onde é mais difícil ter acesso à música de qualidade. Em 2017 realizou com grande sucesso vários concertos didáticos em escolas públicas e universidades.

Ensemble

Atualmente, cerca de quatro mil crianças entre jovens e adolescentes são beneficiadas pela ONG Ação Social pela Música do Brasil.

Breve Histórico:

Fundada em 1994, a ASMB é fruto do sonho do falecido maestro, David Machado, que aceitou o pedido do amigo José Antônio Abreu, de implantar no Brasil um projeto nos moldes do tão conhecido e bem sucedido El Sistema, da Venezuela que abrange milhares de jovens e dezenas de orquestras. Com a morte do maestro, a ASMB passou a ser dirigida por sua viúva, a violoncelista e produtora cultural, Fiorella Solares.

 

Serviço: Ensemble da Ação Social pela Música do Brasil

Abertura temporada 2019 da Série Música Clássica dos Santos Anjos

Data: 06 de abril – sábado | Hora: 15h30

Endereço: Paróquia dos Santos Anjos (Av. Afrânio de Melo Franco, 300, Leblon)

Ingressos: grátis | Duração musical: 53 minutos | Classificação: livre

Programa de sábado – 06 de abril:

    1. Franz Schubert (1797-1826) Minueto em Ré Menor, 5′.
  • Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Movimento do Quarteto nº 1, 1915, 4′.
  • Ennio Morricone (1928), tema do filme Cinema Paradiso, 1988, 4′.
    1. Antonio Vivaldi (1678-1741), 2º Movimento do Inverno (rv297) das 4 Estações, 1725, 3′
  • Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Ária (cantilena) das Bachianas Brasileiras nº 5, original para soprano e oito violoncelos, 1938, 6′.
  1. Astor Piazzolla (1921-1992), 8′:

     6.1 Oblivion, 1982, 4′

     6.2 Libertango, 1973, 4′

  • Alfredo da Rocha Vianna, dito Pixinguinha, (1897-1973), Carinhoso, 1916-7, 3´.
    1. Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), Garota de Ipanema, 1962, 4′
    2. Clovis Pereira dos Santos (1932), no Reino da Pedra Verde, 1ª parte de três peças nordestinas, 1971, 5′
  • Severino Dias de Oliveira, dito Sivuca (1930) e Glorinha Gadêlha (1947), Feira de Mangaio, composta durante moradia em Nova York 1969-1975, 6′
CIDA MOREIRA CANTANDO TOM WAITS ABRE AS COMEMORAÇÕES DO CLUBE MANOUCHE

CIDA MOREIRA CANTANDO TOM WAITS ABRE AS COMEMORAÇÕES DE UM ANO DO CLUBE MANOUCHE

Brindes, confetes e serpentinas.

Em abril o veludo vermelho do Clube Manouche comemora um ano e a programação do mês traz um recorte do que mais significativo passou pelo tablado da casa nestes 12 meses: de Cida Moreira cantando Tom Waits, ao frescor de Letrux (17/04) e Mãeana (18/04), Fausto Fawcett(19/04) e Angela Ro Ro (26 e 27/04)

Uma das atrações especiais do “best of” que comemora um ano de existência do Manouche, o clube intimista da Casa Camolese, a cultuada cantora, pianista e atriz Cida Moreira abre a festa e volta ao palco da casa com o show “Canções para Cortar os Pulsos”, dedicado à obra de Tom Waits, no próximo fim de semana, dias 05 e 06/04sexta e sábado, às 21h.


Mas, irrequieta como é não poderia simplesmente repetir o que já foi visto. Acrescenta, então, outros heróis à flor da pele ao repertório como Leonard Cohen, Patti Smith, Amy Winehouse e Marianne Faithfull ao lado de “Time”“Anywhere”, “I Lay My Head”, “Downtown Train”“Broken Bicycles” e outras músicas que, tocadas ao piano, mostram o lirismo da obra Tom Waits, conhecido por suas canções que são como “acariciar um arame farpado”, nas palavras do próprio.

 

Serviço

Show: – Cida Moreira com o show “Canções para Cortar os Pulsos”

Local: Clube Manouche/Casa Camolese (Rua Jardim Botânico, 983, Jardim Botânico, Tel: 3514-8200)

Data e horário: 05 e 06 de abril, sexta e sábado, 21h

Ingressos: R$ 80,00 (inteira), R$ 60,00 (ingresso solidário: com 1 kg de alimento não perecível) e R$ 40,00 (meia) www.eventim.com.br

Classificação: Livre

Estacionamento no local (tarifado)

Após MC Kevinho, Modelo Michele Sensolo decola nos clipes
Michele Sensolo está roubando a cena com sua beleza e tem chamado atenção não apenas na internet e nas redes sociais, onde tem mais de 100 mil seguidores, mas também nos clipes musicais que tem participado.
Após participar do clipe de MC Kevinho, “É rave que fala”, lançado pelo canal Kondzilla, a loira tem recebido inúmeros convites para atuar em produções musicais: “Sei que o Kevinho está em alta, mas não imaginava que me daria tanta repercussão. Ter feito parte do clipe dele abriram portas para mais outros dois clipes e já tenho proposta para participar de mais outros. Adoro gravar clipes, o clima é divertido sempre. Música é sempre divertido.”
Michele gosta de cuidar do corpo e da saúde, e malha bastante para manter o corpão. A loira é natural de Cascavel e mora em São Paulo há alguns anos, é empresária e modelo. Com diversos ensaios para revistas e portais como o Bella da Semana e moda lingerie, ela afirma que além de suas atuais atividades ainda tem interesse em cosmética e nutrologia.
Michele e Kevinho

“MIGRAÇÕES” Ópera performática estreia em 11 de abril no Sesc Copacabana

 Com libreto de Geraldo Carneiro, direção de Duda Maia e música de Beto Villares, espetáculo inédito aborda a onda de migrações no mundo

 No elenco estão a soprano e atriz Gabriela Geluda e a bailarina e atriz Gabriela Luiz

Depois de trabalharem juntos na bem-sucedida ópera de câmara “Na boca do cão”, o poeta Geraldo Carneiro e a soprano e atriz Gabriela Geluda retomam a parceria em um projeto inédito. “Migrações” é uma ópera performática sobre os deslocamentos de milhões de pessoas em diferentes épocas, da mítica Tróia aos refugiados da Síria hoje. Com direção da premiada Duda Maia, libreto de Geraldo Carneiro e música de Beto Villares, “Migrações” estreia em 11 de abril, no Mezanino do Sesc Copacabana. No elenco, além de Gabriela Geluda, está a bailarina e atriz Gabriela Luiz. Com apoio cultural e correalização do Oi Futuro, o espetáculo é uma realização de Gabriela Geluda e SESC.

Idealizador do espetáculo, Geraldo Carneiro se encantou com experiência de fazer o libreto de “Na boca do cão” (um projeto pessoal de Gabriela Geluda) e, desta vez, o convite e o tema partiram dele. “Os fluxos migratórios sempre existiram. Esses movimentos são motivo de fascínio e terror, desde a Guerra de Tróia à diáspora africana. Queria falar da necessidade de transformar a migração numa preocupação permanente, mas de forma poético-alegórica. Não queria uma obra naturalista. É preciso abrir as fronteiras do conhecimento, do afeto, compreender que existe o outro e que ele precisa ser compreendido na sua diferença. As migrações são permanentes, mas as fronteiras são sempre provisórias.”

“Migrações” mistura música, dança e teatro num formato bem diferente das óperas tradicionais, buscando o conceito da ópera performática –no qual a cena se torna uma experiência para o espectador, sem a necessidade de uma história com começo, meio e fim, mas trazendo imagens e sonoridades que conduzam o público em uma dramaturgia particular. Com quase trinta anos de experiência como soprano solo das óperas de Jocy de Oliveira, Gabriela Geluda acredita na importância de levar a ópera a um público mais diverso, ampliando os limites do gênero.

“Investimos numa composição inédita e trabalhamos com uma equipe reduzida. Assim, faremos uma temporada mais longa que a de uma ópera tradicional”, explica Gabriela, que também exalta a importância da temática do espetáculo. “Minha família é de origem judaica, meus avós são judeus e vieram para o Brasil fugindo da Segunda Guerra. Tenho três avós poloneses e uma alemã. Migrar para sobreviver é uma realidade bastante forte na minha família”, conta a artista que, além de estar em cena, assina a realização do projeto.

Composta pelo produtor musical e compositor paulista Beto Villares, com arranjos do artista pernambucano Armando Lôbo, a música permeia o espetáculo no limiar entre uma ópera e um espetáculo com uma trilha. Com experiência em cinema (como “Xingu”, “Bingo, o rei das manhãs” e “Filhos do Carnaval”), Beto viu no convite feito por Geraldo um desafio profissional. “É um universo totalmente diferente de tudo que já vivi. É a primeira vez que componho para uma cantora lírica, e a troca com a Gabriela durante o processo de criação foi muito importante”, conta. “A emoção que eu queria passar é de uma beleza com desamparo, tristeza e seriedade.” O trio formado por Cristiano Alves (clarinete), David Chew (cello) e Rodrigo Foti (vibrafone) executa a música ao vivo.

Os poemas do libreto abordam questões brasileiras e mundiais relacionadas aos processos migratórios. As cenas são conduzidas pela soprano e atriz Gabriela Geluda e a bailarina e atriz Gabriela Luiz – esta carrega sua experiência com danças populares e urbanas e capoeira. Elas se multiplicam criando diferentes corpos e vozes. Entre as obras que serviram de inspiração na construção do espetáculo, a diretora Duda Maia destaca documentários com cenas fortes sobre o tema: “Human flow”, do artista e ativista chinês Ai Weiwei, e “Os capacetes brancos”, do britânico Orlando von Einsiedel.

“Alguns fatos me chamaram a atenção para esse tema. O número de refugiados, quase 70 milhões, é algo que espanta. Eles não têm lugar. Pesquisamos muito para construir uma fisicalidade que trouxesse uma experiência sensorial de falta de espaço, opressão e abrigo, dentro de uma encenação poética. Queremos falar dessa dureza com beleza. Na cena, nos corpos, na fala, na música e na plasticidade”, diz.

Duda Maia (Direção)

É formada pela Escola de Dança Angel Vianna, onde lecionou dança contemporânea por 13 anos, e diretora do show “Farra dos Brinquedos”, banda com músicas originais e ritmos brasileiros para crianças. Entre 1996 a 2006, foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo e, entre 1998 e 2008, professora de corpo do Curso Profissionalizante de Atores da CAL. De 2012 a 2014, recebeu o prêmio Zilka Sallaberry de Melhor Direção, ao lado de Lucio Mauro Filho, pelo infantil “Uma peça como eu gosto”. Em 2016, dirigiu o musical “A Gaiola”, vencedor dos principais prêmios de teatro infanto-juvenil, incluindo Espetáculo e Direção: sete categorias no Prêmio CBTIJ; cinco no Prêmio Botequim Cultural e três no Prêmio Zilka Sallaberry. Em 2018, dirigiu “O tempo não dá tempo”, espetáculo itinerante em homenagem aos 90 anos de Angel Vianna, no OI Futuro Flamengo; o infanto-juvenil “Contos partidos de amor”, premiado nas categorias Direção e Figurino no 12º Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil (2017/2018), e o musical “Elza”, atualmente em turnê pelo Brasil.

Dirigiu “Clementina, cadê você?”, musical inspirado na vida de Clementina de Jesus; e “A dona da história”, de João Falcão. Fez a direção de movimento de “Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir” e “Beija-me como nos livros”, de Ivan Sugahara. Dirigiu o musical “AUÊ”, do grupo Barca dos Corações Partidos, que recebeu importantes prêmios de artes cênicas: Shell (Direção), Cesgranrio (Direção, Direção Musical e Espetáculo), Botequim Cultural (cinco categorias, incluindo Direção e Espetáculo) e APTR (Direção Musical, Espetáculo e Produção).  A peça foi indicada ao Prêmio APCA de Melhor Direção. Duda Maia está indicada aos prêmios Bibi Ferreira e Reverência de Teatro Musical na categoria Direção.

Duda trabalhou como diretora de movimento com os seguintes diretores: André Paes Leme, João Falcão, Daniel Herz, Karen Acioly, Mauro Mendonça Filho, Aderbal Freire-Filho, Dudu Sandroni, Bruno Garcia, Michel Bercovitch, Fábio Ferreira, Guel Arraes, Miguel Vellinho, Marcelo Morato, João das Neves, Paulo José, Vera Fajardo, Paulo de Moraes e Ivan Sugahara.

Geraldo Carneiro (Poema/Libreto)

Poeta, publicou nove livros, além de seus “Poemas reunidos”, coedição Biblioteca Nacional/Nova Fronteira. Cronista, publicou “Vinicius de Moraes: A Fala da Paixão” (Brasiliense, 84) e “Leblon: a crônica dos anos loucos” (Rioarte/Relume-Dumará, 96). Escrevia crônicas para a revista “Domingo”, do jornal “O Globo”. Letrista, escreveu centenas de textos para músicas de Egberto Gismonti, Astor Piazzolla, Wagner Tiso, Francis Hime e outros compositores. Dramaturgo, escreveu peças como “Lola Moreno”, parceria com Bráulio Pedroso, “A bandeira dos cinco mil réis”, “Manu Çaruê” (ópera performática com música de Wagner Tiso), “Imaginária” e a ópera de câmara “Na boca do cão”.

Roteirista, escreveu “Sônia: morta & viva”, de Sérgio Waissman (Tucano de Ouro no FestRio II), “Eternamente Pagu” (em parceria com Márcia de Almeida) e “O judeu” (em parceria com Millôr Fernandes). Adaptou diversas obras literárias para a TV Globo, nas séries “Brasil Especial” (1993/1994) e “Brava gente” (2001). Adaptou, em parceria com Alcides Nogueira, a novela “O astro”, pela qual recebeu o Prêmio Emmy International em 2012 de melhor texto. Em 2016, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Beto Villares (Música)

Beto Villares é um compositor e produtor musical que tem seu trabalho disseminado por dezenas de projetos que sintetizam a cultura do país nas últimas décadas. Desde criações próprias até a produção musical da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, contribuiu com suas ideias e texturas sonoras em trabalhos de artistas como Céu, Siba, Itamar e Anelis Assumpção, e para filmes e séries como “Xingu”, “Bingo, o rei das manhãs” e “Filhos do Carnaval”.

Gabriela Geluda (Soprano/atriz) 

É bacharel em canto lírico pela UNIRIO, mestra em música antiga pela Guildhall Schoolof Music and Drama (Londres 1996-98), e formada na Técnica de Alexander pelo Alexander Technique Studio (Londres 1997-2000). Exerce intensa atividade como cantora especializada em repertório contemporâneo, tendo participado de inúmeras bienais e festivais de música.

Vem trabalhando com a compositora Jocy de Oliveira como soprano solo de suas óperas há 25 anos, tendo apresentado obras no Brasil, Alemanha, Argentina, França e recentemente na Inglaterra com o filme/ópera “Liquid voices”, vencedor da categoria Sound Design no London International Filmaker Festival.

Em 2012 participou da remontagem da ópera “Einstein on the beach”, de Philip Glass e Bob Wilson, no Baryshnikov Art Centre de Nova Iorque, sob orientação do próprio Wilson. Em 2017, esteve em temporada no CCBB Rio com a ópera solo “Na boca do cão”, última obra escrita pelo compositor Sergio Roberto de Oliveira, com direção de Bruce Gomlevsky e libreto de Geraldo Carneiro.

 Gabriela Luiz (Bailarina/atriz)

Atriz formada pela Escola de Teatro Martins Pena e graduada em capoeira pela Federação do Estado do Rio de Janeiro, Gabriela Luiz também é bailarina e coreografa recém-formada pela UFRJ. Com larga experiência em danças populares, afro, salão, capoeira, circo, maculelê e coco, participou, como atriz e bailarina, dos espetáculos “Menino no meio da rua”, “Matulão”, “Gingado brasileiro”, “Dança dos Orixás”, “Palmares”, “Silêncio” e “Romeu e Julieta”. Recentemente fez parte do elenco principal do musical oficial “A Galinha Pintadinha – cadê PóPó” e do musical “Andre Rebouças”.

No cinema, participou como atriz nos longas “Anjos do sol”, “Última parada – 174” e “A suprema felicidade”. Na TV Globo, atuou na minissérie “Capitu” e participou das novelas “Duas caras”, “Desejo de mulher” e “Senhora do destino”. Faz parte da Cia de Dança Contemporânea da UFRJ, com a direção de Tatiana Damasceno, e da Cia dos Comuns, em que atuou como atriz e bailarina no espetáculo “Silêncio”. Em 2010, fundou a Cia Okan Ará, em que coreografou, atuou e dirigiu o espetáculo “Pré SENtidos”.

Gabriela também ministra aulas de danças populares e urbanas, capoeira e teatro físico no Espaço de Construção da Cultura Ação da Cidadania, no Centro, e no Projeto Social Favela Mundo, no Engenho de Dentro. Por cinco anos, deu aulas na Instituição Ojuobá Axé de Danças de Matriz africana, em Duque de Caxias.

 

FICHA TÉCNICA

Poema/Libreto: Geraldo Carneiro

Música: Beto Villares e Armando Lôbo

Canções: Geraldo Carneiro e Beto Villares

Orquestração: Armando Lôbo

Direção: Duda Maia

Intérpretes:

Soprano/atriz: Gabriela Geluda

Bailarina/atriz: Gabriela Luiz

Músicos: Cristiano Alves / Cesar Bonan (clarinete); David Chew / Aleska Chediak (cello); Rodrigo Foti / Pedro Moita (vibrafone)

Produção Executiva e Assistência de Direção: Mariana Chew

Cenografia: Julia Deccache

Cenotécnico: André Salles

Contrarregra: Felipe Ávila

Figurino: Rocio Moure

Iluminação: Renato Machado

Sonorização: Pro Audio

Projeto Gráfico: Patrícia Clarkson e Camilla Mattos

Fotos: Renato Mangolin

Assessoria de Imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha

Mídias Sociais: Rafael Teixeira

Estreia de BELCHIOR O Musical no Teatro João Caetano

BELCHIOR ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÂO MORRO – O MUSICAL – Fará sua estreia nacional no Teatro João Caetano dia 05 de abril/2019 para temporada popular até o dia 28/04/2019.

O espetáculo “BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical”,  que marcará os 02 anos de ausência desse cantor e compositor que teve sua trajetória artística interrompida por sua própria vontade e necessidade,  fará sua estreia nacional no Teatro João Caetano (RJ), em abril/2019, com apresentações sexta-feira e sábado às 19h e domingo às 18h, do dia 05/04 ao dia 28/04, com ingressos a preços populares, de R$40,00 / R$20,00 (estudantes, jovens até 21 anos e acima de 60).

Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes. Como gostava de ironizar, “um dos maiores nomes da música popular”. Mais conhecido como Belchior, o cantor e compositor nasceu no dia 26 de outubro/1946, em Sobral, norte do Ceará, e já no início da década de 70 veio para o eixo Rio-São Paulo tentar emplacar suas canções em festivais de música.

Seu sucesso inicial aconteceu quando a cantora Elis Regina interpretou duas de suas músicas no espetáculo Falso Brilhante: ‘Velha Roupa Colorida’ e ‘Como Nossos Pais’.

 

belchior-cantor-e-compositor

Seus últimos dez anos de vida foram de quase total silêncio, com raras notícias, entrevistas ou shows. Diante de tal isolamento, seu nome acabou saindo dos grandes holofotes, porém neste momento político do país, sua voz se faz necessária, afinal… “amar e mudar as coisas interessa mais.”

O espetáculo conta um pouco da história do cantor cearense Belchior, vivido em cena pelo ator/cantor Pablo Paleologo, a partir do personagem criado em suas canções: o Cidadão Comum, interpretado pelo ator Bruno Suzano. Ele representa uma larga faixa da juventude que se vê obrigada a se conformar com os padrões da sociedade, sem nunca conseguir ir atrás dos seus sonhos.

Com 15 músicas interpretadas por uma banda formada pelos músicos Cacá Franklin (percussão), Dudu Dias (baixo), Emília B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) liderados pelo diretor musical Pedro Nêgo, e uma organização de textos, retirados de entrevistas do próprio Belchior, pela pesquisadora Claudia Pinto e o, também diretor, Pedro Cadore,  a peça pretende passar para o espectador não a sua biografia, mas a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da música popular brasileira.

A produção geral, assessoria de imprensa e marketing são comandadas por João Luiz Azevedo em mais uma realização de sua produtora Boca Fechada Promoções e Produções Artísticas e Culturais.

FICHA TÉCNICA:

“BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical”

Organização de Textos: CLÁUDIA PINTO E PEDRO CADORE

 Direção: PEDRO CADORE |  Elenco: BRUNO SUZANO e PABLO PALEOLOGO

Músicos: CACÁ FRANKLIN (percussão), DUDU DIAS (baixo), EMILIA B. RODRIGUES (bateria), MONICA AVILA (sax/flauta), NELSINHO FREITAS (teclado) e RICO FARIAS (violão/guitarra),

 Direção Musical: PEDRO NÊGO | Diretor de Arte e Cenografia: JOSÉ DIAS

Iluminação: RODRIGO BELAY | Produção Geral, Assessoria de Imprensa e Marketing: JOÃO LUIZ AZEVEDO.

Local: Teatro João Caetano

Praça Tiradentes – tel. 2332-9257

Informações e Reserva de ingressos pelo whatsapp (21) 99731-0933

De 05 à 28 de abril de 2019.

sexta e sábado às 19h e domingo às 18h.

Classificação indicativa: recomendado para maiores de 12 anos.

Valor dos ingressos: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia para estudantes, jovens até 21 anos e idosos acima de 60 anos)

Pontos de Venda de Ingressos:

Bilheteria do Teatro João Caetano e no site Ingresso Rápido.

Com look transparente, Paula Casimiro é destaque no Baile da Vogue

Ousada e estilosa, a influenciadora digital Paula Casimiro foi uma das mais admiradas musas que passaram pelo Baile da Vogue 2019, realizado no último sábado (23/03), no Hotel Unique, na cidade de São Paulo.

Fugindo do padrão já tradicional de vestidos que remetem a fantasias carnavalescas, Paula optou por um modelo cheio de transparência, com detalhes em arabescos bordados em pontos estratégicos do corpo. A cor preta ganhou destaque e contraste com a decoração dourada de todo o evento.

A bela usou um vestido exclusivo feito pelo estilista Tidy sob medida para evidenciar suas curvas.“Foi um vestido que nos rendeu uma troca bacana de informações. O estilista buscou inspiração no glamour do tema da festa deste ano que era a época de ouro das óperas e para eu entrar no clima abusamos do luxo e da ousadia e o resultado ficou incrível”, revelou Paula.

Durante o evento, a musa aproveitou a festa ao lado de outros famosos e posou para fotos com diversos influenciadores digitais.

Pesquisadora brasileira resgata obras ineditas em CD

Ermelinda Paz redescobre esquecidas músicas infantis utilizadas na educação escolar no início do século XX

Em “Cantando e brincando com Vovó Linda vol.1 e vol.2”, canções utilizadas por educadores brasileiros entre 1940 a 1970 ganham seu primeiro registro fonográfico

Referência em pesquisa musical e responsável por publicações que se tornaram emblemáticas (“Pedagogia Musical brasileira no século XX: metodologias e tendências” – 2013/ “500 Canções Brasileiras” – 2015/ “Jacob do Bandolim” – 2018/ “Edino Krieger: crítico, produtor musical e compositor” Vol I e Vol. II – 2012), Ermelinda Paz apaixonou-se pela Educação Musical Infantil bem cedo, em 1967, quando começou a coletar um cancioneiro de apoio à prática, em sua maioria extraído de uma apostila produzida pela Secretaria de Educação e Cultura do Município do antigo Estado da Guanabara, e distribuída mensalmente para as coordenadorias das escolas municipais. Sua experiência com a docência com crianças na Escola Municipal Guatemala, no Rio de Janeiro, deu vez à pesquisadora e a levou para outros caminhos. Hoje, passados aproximadamente 45 anos do seu afastamento das atividades na Educação Musical Infantil, Ermelinda resgata a antiga paixão, especialmente em virtude do nascimento de seu primeiro neto José. Assim, nascem os CDs “Cantando e brincando com Vovó Linda Vol.1 e vol.2”, dois álbuns de imensa riqueza histórica e educativa, que teve como grande inspiração – no caso do Vol. 1 – o vasto trabalho de Liddy Chiaffarelli, educadora musical, musicista e pianista que teve seu auge de produção nas décadas de 30 e 40 do século XX, casada também com Francisco Mignone. Os CDs já estão disponíveis nas plataformas digitais (Deezer, Spotify, iMusic, Shazam).

CD “Cantando e brincando com Vovó Linda vol.1”

      O Vol. 1 do CD Cantando e brincando com Vovó Linda foi finalizado em 2017, mas lançado apenas em meados de 2018, em função das pendências envolvendo autores.  Essas músicas fizeram parte do repertório de vários educadores musicais, como Regina Márcia Simão Santos (com quem Ermelinda intercambiava a descoberta de novas músicas para inseri-las nos cadernos de apoio) e Helena Rosa Trope, bem como dos educadores musicais do Instituto Bennett nos anos 50, 60 e parte de 70. Além disso, um extenso trabalho de pesquisa foi realizado, seja através de pessoas-fonte (como o pesquisador Flávio Silva, da FUNARTE, e Cesar Borges Barbosa, filho de Cacilda Barbosa, herdeiro e autor de “A janelinha”, composta quando ele tinha 8 anos de idade) seja de importantes centros de documentação e pesquisa, como o Museu Villa-Lobos, Arquivo Público do Estado do RJ, o Centro Brasileiro de Memória – ISERJ,  a AMAR/SOMBRÁS, Escola de Música da UFRJ, dentre outros.

“Como pesquisadora, entendi que devia oferecer ao meu neto – a motivação real para a realização desse trabalho – esse repertório esquecido, trazendo-o de volta ao século XXI. Inicialmente, era somente para ele, mas à medida que outras pessoas tomavam ciência de meu fazer, surgiram indagações como: ‘mas porque não disponibilizar para todas as outras crianças e, ainda, para os educadores musicais da atualidade?’ Bem, deu no que deu”, brinca Ermelinda.

 

As músicas que integram o CD Cantando e brincando com Vovó Linda vol.1 trazem, em geral, uma movimentação autoexplicativa e sua aplicação fica à critério da criatividade dos educadores musicais, acrescidas da espontaneidade e expressividade que as crianças naturalmente agregam às canções. A canção “Senhor caçador” é um jogo com dupla função, que implica em percepção tímbrica (reconhecimento das vozes dos colegas quando se conhecem) ou percepção da direção da fonte sonora. Já “Vamos viajar“ era utilizada, segundo Ermelinda, formando vários pequenos trens, com um mínimo de três e uma máximo de cinco crianças, que se prendiam uma as outras através de ambas as mãos nos ombros do colega da frente. Com essa música eram trabalhadas as diferentes alterações de andamento, pois as crianças andavam no pulso da música. “Passarinho” e “Galopando”, além da questão da expressividade, eram utilizadas onomatopeias, indicando o pio do passarinho ou o trotar do cavalo. A única canção que foge à essa época é “Acalanto para José”, de autoria da própria pesquisador, feita para ninar o neto.

CD duplo “Cantando e brincando com Vovó Linda vol.2”

Trata-se de uma coletânea de canções brasileiras, lançada em formato duplo: um CD completo com 27 faixas e outro com os playbacks, para utilização dos educadores em aula, somando um total de 54 faixas. Na sua grande maioria, as letras falam de animais, ajudam os adultos a lidar com as crianças de forma amorosa e divertida. Muitas canções podem funcionar como acalanto, jogos musicais, brincadeiras, cantiga de roda. Não faltam ritmos de balanço, gostosos para se dançar, melodias cômicas e poéticas, letras que ambientam situações de fábulas e histórias infantis.

Na seleção, a autora limitou-se à música folclórica, notória pela simplicidade, clareza e sobriedade.  A voz aguda da Vovó-Linda aproxima-se do registro vocal infantil, incentivando a identificação e imitação do netinho, enquanto o canto a meia voz assegura aproximação e intimidade. Por outro lado, as melodias de maior enlevo poético inspiram o fôlego de um voo vocal mais amplo, compatível com a densidade lírica do todo. Mas em tudo está presente uma doce leveza, inclusive nos arranjos, que além de vestir as melodias com delicadeza de mestre, intensificam sua brasilidade com os timbres de viola sertaneja, cavaquinho e violão.

O maestro, pesquisador, compositor e professor Hélio Sena, que assina a apresentação do Vol.2, conclui da melhor forma sobre a importância dos CDs: ”essa coletânea chega na hora certa. No momento em que a neurociência ressalta de modo enfático a importância do canto para o desenvolvimento da criança, esse ato de amor da Vovó-Linda mostra o prosseguimento da tradição oral fora do ensino formal da música e traz, com o enriquecimento do repertório infantil do país, uma contribuição cultural e educativa”.

PARA OUVIR ONLINE:

·         CD Cantando e brincando com Vovó Linda vol.1

https://open.spotify.com/album/08jQOS0vZ5A1YNVDz4Apxr

·         CD Cantando e brincando com Vovó Linda vol.2

https://open.spotify.com/album/06hbchVRhG3e8YIzeVsCLo

COMPRA DOS CDS FÍSICOS – cdvovolinda@gmail.com

Ermelinda A. Paz – http://ermelinda-a-paz.mus.br