“A Menina do Kung Fu” traz discussões atuais para o Teatro Ipanema

ESPETÁCULO INFANTO-JUVENIL “A MENINA DO KUNG FU” TRAZ DISCUSSÕES ATUAIS PARA O TEATRO IPANEMA

É a volta de Diego Molina para o público infantil, depois do sucesso de “Joaquim e as estrelas”

 Yes, we can. Sim, nós podemos, qualquer um pode. Ela pode. Ela é Belinha, uma menina 9 anos, cega, que entra para uma academia de kung fu. Eis a protagonista da peça infanto-juvenil “A menina do kung fu”, que estreia no dia 6 de julho, no Teatro Ipanema, para uma curta temporada até dia 28 do mesmo mês, com texto de Diego Molina, supervisionado por Bosco Brasil; e direção dividida entre o próprio Molina e Carolina Godinho. No elenco, estão Monique Vaillé, Fábio Nunes, Janaína Brasil, Victor Albuquerque e Jorge Neves.

Dá bem para imaginar quantos desafios Belinha encara no espetáculo, que marca a volta do diretor Diego Molina ao mundo dos baixinhos, depois do sucesso de “Joaquim e as estrelas”. Desafio que também foi escrever e montar a peça sem patrocínio, só contando com instituições e pessoas que acreditaram no projeto e aceitaram participá-lo pela sua causa, sem nenhum tipo de remuneração. E também quem colaborou para o crowdfunding (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/a-menina-do-kung-fu) para custear algumas medidas de acessibilidade, como audiodescrição e intérpretes de Libras. Afinal, não basta falar de inclusão. É preciso incluir. Assim, crianças e adultos com deficiência auditiva e visual vão poder assistir ao espetáculo.

Além da inclusão, o empoderamento feminino e o bullying são temas abordados na peça. Isso porque Belinha encara desafios para se impor com uma limitação física e num universo dominado pelos meninos. No fundo, o texto escrito pelo próprio Diego Molina, com supervisão de Bosco Brasil, fala mesmo é de gente. “As relações humanas sempre serão uma pauta atual, e é disso que a peça fala: de construirmos um mundo onde as pessoas se relacionem melhor. E quando falo em ‘pessoas’ falo de todos os tipos”, explica Molina.

Ele escreveu o texto em 2010, quando ainda fazia parte da ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, e se utilizou de anos de capacitação sobre conceitos de diversidade para realizar o desejo de escrever uma peça infanto-juvenil que unisse inclusão e acessibilidade. Criou o texto justamente para tratar do assunto deficiência diretamente com a criança e seus pais. Porque, “apesar de pessoas com deficiência sempre terem existido (e sempre existirão), a inclusão é uma palavra extremamente contemporânea, ainda bastante complicada para a maioria das pessoas”, observa Molina. E por que falar dessas questões agora? “Porque simplesmente queremos dizer as coisas propostas pelo texto”, conclui o autor.

É isso! A beleza do ser humano é sermos todos diferentes. E, ao mesmo tempo, estamos em busca de direitos iguais. Afinal de contas, somos todos gente!

“… Gente é muito bom, gente deve ser o bom… Tem de se cuidar, de se respeitar o bom…” (Caetano Veloso em “Gente”)

Sobre o espetáculo:
A peça – para crianças a partir dos cinco anos de idade, porém mais voltada ao público entre 9 e 13 anos – conta a história de Belinha, menina de 9 anos, cega, que se matricula numa academia de kung fu. Logo no primeiro dia de aula, ela tem de encarar a desconfiança da turma e da professora, além das peripécias de Pedroca e seus amigos, que adoram fazer bullying.

O espetáculo conta com diversas medidas de acessibilidade; entre elas, audiodescrição e intérpretes de libras para pessoas com deficiência visual e auditiva.

 

Sobre Diego Molina:
Dramaturgo, roteirista, diretor, ator, cenógrafo e professor. Mestre em Teatro pela UNIRIO.

Trabalhos como autor em teatro: “A menina do kung fu” (infantil); “Pequenos poderes”, “Os trabalhadores do mar” (adaptação), “O espião que nós amamos” (inédito, com Bosco Brasil), “Woody Allen não se encontra” (inédito), “Ninguém mais vai ser bonzinho”, “Fabulamente” (monólogo com Tatá Werneck), além de diversos esquetes, escritos também para o coletivo Clube da Cena e para o site Drama Diário.

É autor dos livros “Cena Impressa 1 e 2” e “Teatro Duse: o primeiro teatro-laboratório do Brasil”. Ganhou o Prêmio Shell 2012 na Categoria Especial, com a Cia. Alfândega 88, pela ocupação do Teatro Serrador. Foi indicado ao Prêmio Faz Diferença 2010 com grupo Os inclusos e os sisos pelo trabalho em prol da inclusão.

Dirigiu espetáculos como: “Ela é meu marido”, “Quando ia me esquecendo de você”, “Radiofonias Brasileiras”, “War”, “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola”, “Joaquim e as estrelas” e “Fabulamente – Monólogo com Tatá Werneck.

Deu aulas de dramaturgia na CAL, SBAT, PUC Rio, Midrash Cultural, Biblioteca Parque e em diversas unidades do SESC pelo país.

Escreve para o programa “Zorra”, indicado ao Emmy Internacional, e “A gente riu assim – Retrô de humor”, ambos da Rede Globo. Foi colaborador dos programas “Noite de arrepiar” e “Casamento blindado” (Record), “Domingão do Faustão” (Globo), “Comédia MTV”, “Sem análise” (Multishow) e do seriado “Dependentes” (com Bosco Brasil). Escreveu ainda o curta-metragem “Vice e versa”, vencedor do prêmio de melhor comédia no Festival Claro Curtas 2008, e o longa-metragem “Floresta profunda” (com Bosco Brasil e Fidelys Fraga).

Foi jurado do Prêmio Zilka Sallaberry de teatro para infância e juventude entre 2015 e 2018.

 

Serviço:
“A Menina do Kung Fu”

Local: Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema

Temporada: de 6 a 28 de julho
Sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia) – entrada gratuita para pessoas com deficiência

Classificação indicativa: livre

Haverá sessões com acessibilidade na comunicação (audiodescrição e intérpretes de libras) nos dias 21 (domingo) e 29 (sábado) de julho e em outras datas a confirmar.

 

Ficha técnica:
Texto: Diego Molina

Supervisão de texto: Bosco Brasil

Direção: Carolina Godinho e Diego Molina

Elenco: Fábio Nunes, Janaína Brasil, Jorge Neves, Monique Vaillé e Victor Albuquerque

Figurinos e Adereços: Patrícia Muniz

Cenografia: Diego Molina e Patrícia Muniz

Iluminação: Anderson Ratto

Trilha sonora: Pedro Nêgo

Visagismo: Diego Nardes

Assistente de visagismo: Lucas Souza

Programação visual e Ilustrações: Marcelo Martinez – Laboratório Secreto

Fotografias: Bruno Coqueiro

Instrutor de kung fu: Renan Nascimento

Intérpretes de Libras: JDL Traduções – Acessibilidade na Comunicação – Davi de Jesus e Jadson Abraão

Audiodescrição: Nara Monteiro

Assessoria de imprensa: Sheila Gomes

Direção de produção: Janaína Brasil

Produção: Carolina Godinho, Diego Molina, Janaína Brasil e Monique Vaillé

Coprodução: Arte Nova e 2BB2 Produções Artísticas

MUSICAL Arraiá dos Porquinhos EM Bangu

Um arraia pra lá de divertido, dessa vez quem nos conta a história já conhecida dos porquinhos é sua própria mãe que depois de ter os filhos crescidos mostra a eles como devem seguir para a nova vida de adultos, e assim após alguns dias de viagem os 3 porquinhos chegam finalmente em uma linda clareira onde cada um deverá construir sua casinha para então prepararem as festanças do interior a famosa festa caipira, com direito a fogueira e bandeirolas, muita comida e até um casamento… Rosa nossa porquinha mais fofa irá se casar com um belo, elegante e misterioso pretendente, mas seus irmãos Kika e Pietro desconfiados do caráter desse pretendente resolvem armar uma para descobrir o passado do futuro noivo de Rosa e para a surpresa de todos eles descobrem que o fajuto noivo é nada mais é nada menos que o Maumau o Lobo mau da Floresta, que já vinha a algum tempo arquitetando uma forma de fazer dos três porquinhos seu prato principal, então Pietro descobre que uma das habitantes da floresta é apaixonada pelo lobo e que o mesmo não suporta essa habitante, então eles armam um casamento às cegas para o lobo, e quando ele é desmascarado resolve invadir a casa dos porquinhos para capitura-los… Mas como diz o velho ditado: “mexe comigo mas não mexe com meus filhos”. Dona Nona Pig muda todo o final dessa história!


ELENCO:
 Narrador/Vpvó pik – Pablo Pereira
Porquinha Rosa – Aléxia Pires/Alana Bergamo
Lobo mau – Thiago Murro? Bruno Jovita
Porquinho Pietro – Hugo Faro/ Joao MiranGilberto Félix
Porquinha Kika – Twigg/Rodrigo Fernando
Chapeuzinho – Rayssa Bentes
Balet – Flávio Rocha/Igor Arvelos/Igor Arvelos / Ingrid Maia/ Deborah Regina/Levy Leal/Caio/ Thainá Tavares/ Ana Karolina

 
 
Ficha Técnica:
Direção geral – Allan Ragazzy
Texto e coreografias – Dharck Tavares
Direção musical – Thiago Garcia
Concepção – Leandro bispo
Direção de produção – Deise Reis e Leandro Bispo
Canções Originais – Bruno Camurati
Produção Musical e Arranjos Instrumentais – Wagner Monaco
Guitarras – Rodrigo Kaui
Assistente de Coreografias – Thaina Tavares e Rayssa Bentes
Cenário – Mario Pereira
Figurino – Leandro Bispo
Produção Executiva – Sam Gutierrez
Assistente de Produção – Suzana Cardoso  e Felipe Meneses

 

Peça: “ ARRAIA DOS PORQUINHOS – O MUSICAL
Theatro Bangu Shopping
Rua Fonseca, nº 240/Shopping Bangu -RJ
Tel.: (21) 2401-3631
Horários:Sábados, domingos E FERIADO, às 16h
Shopping Bangu
Temporada: 29/30 DE JUNHO E 06/07 DE JULHO DE 2019.  (4 apresentações)
Capacidade do teatro: 436       Lugares
Classificação etária: 2 anos
Valor do Ingresso:  R$80,00 (Platéia e Frisas)/R$60,00 (Balcão) LISTA AMIGA = 20 REAIS (ENVIAR OS NOMES PARA O ZAP 979272212)
Vendas online: https://www.ingressorapido.com.br/event/8831/d/40387
Crianças menores de 2 anos não pagam entrada.            
Duração: 60 minutos
Classificação etária: Livre para todos os públicos
• São aceitos cartões de crédito e de débito (MasterCard, Visa, Dinners) e Vale Cultura (Alelo e Ticket).
35 álbuns grátis de Nelson Gonçalves, comemorando o centenário do eterno boêmio

Sony Music disponibiliza em streaming 35 álbuns da imensa obra de Nelson Gonçalves, comemorando o centenário do eterno boêmio

Capas dos álbuns: https://bit.ly/2IVkg2j

Plataformas de Streaming: https://SMB.lnk.to/MelhoresNelsonGoncalves

Numa fase em que a imagem e o ritmo são muito mais valorizados pelo mercado musical, ouvir Nelson Gonçalves é cada vez mais apaixonante. Seu vozeirão e seu estilo são absolutamente únicos, inconfundíveis, com possivelmente o grave mais bonito da história de nossa música. Neste ano de 2019, estamos comemorando seu centenário, e para presentear velhos e novos fãs, o marketing estratégico da Sony Music Brasil dá prosseguimento ao projeto de digitalização do catálogo, restaurando tapes analógicos e projetos gráficos originais de 35 álbuns do cantor. Todos eles estarão disponibilizados nas plataformas de streaming (além dos que já estavam lá), a partir do dia 21 de junho. Haverá ainda diversas playlists temáticas, ambos com minha curadoria.

Nelson Gonçalves parecia uma máquina de fazer discos. Gravou sem parar de 1941 até 1997, e sempre na mesma gravadora, a antiga “RCA Victor” (que um dia foi somente “Victor” e hoje é a Sony Music), falecendo em abril de 1998. Primeiro, registrou 157 discos de 78 rotações (com duas faixas, cada). E já na fase dos LPs, foram 57 álbuns originais, dois póstumos, além de uma montanha de coletâneas e dezenas de compactos. Dos 35 que a Sony agora disponibiliza, inteiramente remasterizados, temos 27 originais (conforme relação abaixo) e oito coletâneas que nunca haviam saído antes em digital, lançados entre os anos 1950 e 1990.

A seguir uma lista dos títulos originais:

Anos 1950 – Noel Rosa na voz romântica de Nelson Gonçalves (1955), “Caminhemos” – Nelson Gonçalves interpretando músicas de Herivelto Martins (1957) e “Meu perfil” (1960)

Anos 1960 – Sambas e boleros na voz de Nelson Gonçalves (1961), Eu e minha tristeza (1962), A voz de seresteiro (1965), Coisas minhas (1966), Nelson Gonçalves e o tango (1967), Missão cumprida – a volta de Nelson Gonçalves (1968), Apelo (1969) e Só nós dois (1970)

Anos 1970 – Pra você (1971), Sempre boêmio (1972), Nelson 35 anos depois (1974), Nelson cada vez melhor (1975), Nelson de todos os tempos (1975), Nelson até 2001 (1976), Nelson de 3 gerações (álbum triplo, 1977), Reserva de domínio (1977), Eu te amo (1978), Os 40 anos de Nelson Gonçalves (1980)

Anos 1980 – Produção 96 (1981), Conclusão (1982), Joias musicais (1983), Hoje como antigamente (1984) e Ele & elas (1984)

Anos 1990 – O boêmio e o pianista – com Arthur Moreira Lima (1992)

Há também ótimas coletâneas. A primeira saiu originalmente ainda em LP de 10 polegadas, com apenas oito faixas, em 1957, como “Pensando em ti” (esta com alguns de seus maiores hits até então, inclusive a faixa-título). Depois, Dos meus braços tu não sairás é uma excelente compilação da sua fase 78 rotações lançada em 1963. O título é o mesmo de um de seus primeiros sucessos, ainda em ritmo de fox-canção (gênero que caiu em desuso a partir dos anos 50, sendo resgatado apenas por Roberto Carlos com “Emoções”, em 81). Há também os quatro volumes da Seleção de ouro, que trazia à época algumas inéditas, como “Negue” e “A noite do meu bem”, e ainda Nelson Gonçalves a pedidos(1966) e, um mais recente, Nelson Gonçalves & convidados (1996), da fase em que realizou duetos memoráveis com grandes astros e estrelas da MPB, como Gal CostaAlcioneMilton Nascimento Fafá de Belém.

Uma biografia impressionante

Para quem não sabe, Nelson Gonçalves foi um dos três cantores mais populares do Brasil de todos os tempos, rivalizando com Francisco Alves (seu antecessor) e Roberto Carlos (que o sucedeu), mas demorou muito para alcançar o sucesso, pois ninguém acreditava que aquele ex-lutador de boxe e ex-garçom poderia mesmo cantar, ainda mais porque era gago. Fez testes nas principais emissoras cariocas e nada conseguiu. Um dia gravou um acetato e foi com uma carta de recomendação à gravadora Victor. O diretor Vitorio Lattari ouviu, gostou, mas quando se deu conta de que o rapaz gaguejava pensou tratar-se de um impostor. Até que o flautista e produtor Benedito Lacerda, presente no local, decidiu lhe dar uma segunda chance, chamando-o para um teste com orquestra ao vivo. No meio da música já estava contratado. Nesta época, Orlando Silva, sua grande inspiração, era o maior astro do momento, entretanto, teve graves problemas de saúde que modificaram sua voz fazendo sua carreira declinar. Nelson, ao contrário, já em 1942 fazia um sucesso estrondoso com o fox-canção “Renúncia”.

A seguir vieram tantas outras, entre sambas (“Dolores Sierra”, “Normalista”, “Nega manhosa”, “História da Lapa”), valsas (“Maria Betânia”, sem o “h” mesmo, que inspirou o nome da famosa cantora), tangos (“Carlos Gardel”, “Vermelho 27”, “Hoje quem paga sou eu”), músicas carnavalescas (“Serpentina”, “Espanhola”) e muito, mas muito samba-canção, o ritmo preponderante na década de 1950, que o consagrou mais ainda, definitivamente.

Em ritmo de samba-canção, ele emplacou três sambas-canção de Herivelto Martins e David Nasser – “Caminhemos” (que já havia sido hit com Francisco Alves dez anos antes), “Pensando em ti” e “A camisola do dia”. Mas, em 1957, “A volta do boêmio”, composta por Adelino Moreira, que até então era seu divulgador mudou a sua vida. “Boemia aqui me tens de regresso…” diziam os versos que viraram seu maior emblema. Embora já tivesse gravado algumas canções dele, como o hit “Meu vício é você”, a partir de então a parceria se intensifica, e são as composições dele que passam a dominar seu repertório: “Meu dilema”, “Escultura”, “Negue”, “Fica comigo esta noite”, etc.

A partir de então, seguiu pelas próximas duas décadas como o maior vendedor de discos da RCA Victor, cujo auge foi entre os anos 1940 e início de 60. Mesmo com uma vida de outsider, com muitas mulheres, bebidas, jogatinas e o terrível vício em cocaína (que se orgulhava de ter conseguido superar), nada o afastaria dos estúdios. Tanto assim que nos anos 1970 ganhou o prêmio Nipper da gravadora, somente concedido a ele e a Elvis Presley pelo tempo de permanência (e sucesso) na mesma gravadora. A partir da década seguinte, se enturmou com astros e estrelas da MPB, do samba e do rock e gravou mais alguns álbuns memoráveis, em dueto com colegas de geração, como Luiz Gonzaga e Angela Maria, e aqueles que o tinham como ídolo, como Maria BethâniaTim MaiaLobão e Chico Buarque.

As playlists temáticas:

Outro diferencial que a Sony Music promove neste centenário é investir em seis playlists temáticas, mostrando toda a versatilidade do cantor.

1 Nelson Gonçalves e o cabaré – Em ritmo de samba-canção e tango, Nelson Gonçalves vai ao submundo dos cabarés, narrando suas paixões e a “tragédia das perdidas” em canções como “Dolores Sierra”, “Carlos Gardel”, “Quem há de dizer”, “Mariposa”, “Esta noite me embriago” e “Deusa do asfalto”.
https://SMB.lnk.to/NelsonEOCabare

2 Nelson Gonçalves também é do sambão – Uma seleção dos melhores sambas de várias épocas na voz do cantor. “Foi um rio que passou em minha vida”, “Louco (Ela é seu mundo)” (com Alcione), “Retalhos de cetim”, “Juramento falso”, “Normalista” e “Nega manhosa” estão na seleção.
https://SMB.lnk.to/NelsonSambao

3 Nelson Gonçalves além do cabaré – canções de vários temas, das mais sofisticadas (“Preciso aprender a ser só”) às mais populares (“Eu e a brisa”), incluindo bossa nova (“O barquinho”, “Chega de saudade”), sambas de Cartola (“Sim”) e Nelson Cavaquinho (“Notícia”), marchinhas de carnaval (“Serpentina”), e até algumas estrangeiras, como o  bolero “Minha (Mia)”, de Armando Manzanero.
https://SMB.lnk.to/NelsonAlemDoCabare

4 Nelson Gonçalves e a sofrência – Uma seleção imbatível, pois uma das especialidades do cantor sempre foi a dor-de-cotovelo, incluindo “Negue”, “Cabelos brancos”, “A volta do boêmio”, “Nunca” e “Matriz ou filial”.
https://SMB.lnk.to/NelsonSofrencia

5 Nelson Gonçalves interpreta Clássicos da música popular – Pixinguinha (“Rosa”), Noel Rosa e Braguinha (“Pastorinhas”), Caymmi (“Marina”), Ataulfo (“Na cadência do samba”), Roberto Carlos (“Proposta”), Dolores Duran (“Ternura antiga”), Chico Buarque (“As vitrines”), chegando a clássicos do fado português (“Coimbra”) e do tango argentino (“Mano a mano”).
https://SMB.lnk.to/NelsonClassicosPopulares

6 Nelson Gonçalves em dueto – Nelson canta com Maria Bethânia (“Caminhemos”), Gal Costa (“Dos meus braços tu não sairás”), Fafá de Belém (“O negócio é amar”), Roberta Miranda (“De igual pra igual”), Fagner (“Mucuripe”), Tim Maia (“Renúncia”), Luiz Gonzaga (“Asa branca”) e outros pesos-pesados da MPB, do samba, do rock e do soul, gravados já nos anos 1980 e 90.
https://SMB.lnk.to/NelsonEmDueto

Sony Music celebra 75 anos de Chico Buarque e lança, nas plataformas de streaming, 17 álbuns do artista

Após ganhar o mais importante reconhecimento literário da língua portuguesa, o Prêmio Camões, Chico Buarque tem importante fase de sua obra musical digitalizada

Foto da Página Interativa sobre Chico Buarque

 

 

Às vésperas de completar 75 anos, Chico Buarque acaba de ganhar o mais importante reconhecimento literário da língua portuguesa, o Prêmio Camões, evidentemente pelo conjunto de sua obra como compositor, dramaturgo e romancista. Poderia, no entanto, bem ter sido apenas pela estrofe acima, seis geniais redondilhas da toada que dá título ao álbum “Paratodos”, de 1993, um dos nove discos de sua carreira gravados entre os anos de 1987 e 2001, que a Sony Music Brasil disponibiliza pela primeira vez nas plataformas digitais de streaming, a partir do próximo dia 21 de junho, dois dias após seu aniversário de 75 anos.

De “Francisco” (1987) a “Cambaio” (2001), os nove álbuns, além de oito coletâneas que também serão relançadas digitalmente, representam a inestimável discografia de Chico na antiga gravadora BMG, hoje no catálogo da Sony. Essa fase marca sua digamos maturidade musical como compositor, letrista e cantor, um conjunto de cada vez mais sofisticadas canções, mas que nem por isso perdem sua aparente simplicidade de cantigas populares.

Para essa ocasião, a Sony preparou também, sempre no universo digital, uma página interativa exclusiva, uma sala virtual sobre o mar do Rio, em que a cada clique do visitante, ele fica sabendo mais sobre toda a carreira do Chico, especialmente pela fase e por cada disco deste relançamento.

A obra-prima “Paratodos”, um dos pontos mais altos dessa fase, é um bom exemplo, senão vejam a estrofe destacada acima: na forma de improviso de um coco de embolada, Chico resume em seis versos não apenas a sua carreira como compositor, mas a trajetória de sua geração, despertada para a música brasileira pela obra inspiradora de Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o tal Antônio Brasileiro “maestro soberano” da canção, Tom Jobim para o mundo a partir da bossa nova, pai de geração que viveu o inferno e as maravilhas desses anos todos no Brasil.

No caso de “Paratodos”, Jobim literalmente “soprou esta toada”: a inspiração de Chico veio de “Dinheiro em penca”, embolada de Tom Jobim e do poeta Cacaso, do segundo disco que o maestro gravou com Miúcha, irmã de Chico falecida este ano, na antiga RCA Victor (também do catálogo da Sony). Chico, que participou como cantor da gravação original de “Dinheiro em penca” em 1979, pegou desde então a mania de brincar de escrever novos versos (“encher de redondilhas”) a composição de Tom até que, com melodia sua levemente inspirada na do parceiro, partiu da própria árvore genealógica para desenhar a árvore genealógica da moderna música brasileira até a sua geração e com saudação às próximas: “Evoé, jovens à vista”.

“Paratodos”, o álbum, e já a partir da canção-título, é um impressionante conjunto de canções que se tornariam clássicos da música brasileira, como é o caso de “Futuros amantes” (“Futuros amantes, quiçá/Se amarão sem saber/Com o amor que eu um dia/Deixei pra você”), “De volta ao samba” (“Acenda o refletor/Apure o tamborim/Aqui é o meu lugar/Eu vim”) ou a impressionante reflexão sobre o “Tempo e artista” que, qualquer uma das três, já lhe valeria o Prêmio Camões.

E o que dizer das canções então recentes que Chico trouxe de outros trabalhos para o álbum: “Choro bandido”, do musical de teatro em parceria com Edu Lobo “Corsário do rei”, de versos como “Mesmo que você fuja de mim/Por labirintos e alçapões/Saiba que os poetas como os cegos/Podem ver na escuridão”; ou, também com Edu, “Sobre todas as coisas”, do balé “O grande circo místico”, uma impressionante conversa com Deus, ou consigo mesmo, um solilóquio em forma de canção; e ainda “Piano na Mangueira”, com Tom Jobim, que descreve de forma poética a homenagem da escola de samba ao parceiro, transformado em enredo.

Do samba sincopado, gênero tão cultivado por Chico, “Biscate” (que tem participação de Gal Costa) à canção autobiográfica “A foto da capa”, as músicas de “Paratodos” trazem um letrista cada vez mais inspirado, das aliterações da primeira (“Quem que te mandou tomar conhaque/Com o tíquete que te dei pro leite”) às inusitadas rimas da segunda (“É uma foto que não era para a capa/Era a mera contracara, a face obscura/O retrato da paúra quando o cara/Se prepara para dar a cara a tapa”). De antigas parcerias, como a de Francis Hime em “Pivete”, a novas como a com o seu arranjador Luiz Claudio Ramos em “Outra noite”, “Paratodos” parece ser de fato a melhor síntese desse período do trabalho de Chico.

A fase BMG começara alguns anos antes, com “Francisco”, em 1987. Então há três anos sem gravar um disco seu de carreira depois do sucesso de “Vai passar”, e inteiramente dedicado a trilhas de cinema e scores de teatro, Chico entra em estúdio com algumas canções desses trabalhos, como a singela valsa “As minhas meninas” e o “Bancarrota blues” (em parceria com Edu Lobo). Com o novo parceiro, e seu arranjador já há alguns anos Cristóvão Bastos, ele apresenta mais uma canção de amor que seria um clássico da música brasileira, “Todo sentimento”. E inaugura outras pa          rcerias, com Vinicius Cantuária (“Ludo real”) e João Donato (“Cadê você?”), além de apresentar um samba sincopado inspiradíssimo sobre a condição do artista brasileiro, “Cantando no toró” (“Sambando na lama de sapato branco, glorioso/O grande artista tem que dar o tom…”).

Mas sua inspiração parece um pouco diferente da de trabalhos anteriores, tem um quê mais, digamos, literário, como na obra-prima do disco, “Velho Francisco”, um personagem pronto de romance, um velho num asilo recordando sua vida cheia de aventuras e delírios; ou na descrição apocalíptica que faz de um Rio de Janeiro lírico e violento em “Estação derradeira”, outro futuro clássico de seu cancioneiro.

No disco seguinte, de 1989 e que se chama simplesmente “Chico Buarque”, a impressão de um novo tipo de inspiração se confirma em canções ambiciosas como a misteriosa “Morro dois irmãos” (na qual a música e a letra dão conta da grandiosidade poética de uma montanha), o samba “O futebol” (que dá conta dos dribles, das jogadas e dos verdadeiros mitos que são os jogadores de futebol) e a lindíssima “A mais bonita” (sobre o denso universo da solidão feminina). Em “Uma palavra”, por sua vez, Chico aborda a sua própria matéria-prima: “Palavra dócil/Palavra d’água pra qualquer moldura/Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa/Qualquer feição de se manter palavra”. Chico encara a arte em si, os grandes temas, como um poeta maior.

Parece natural que o trabalho seguinte de Chico não fosse um novo disco, mas um romance, “Estorvo”, que foi lançado em 1991 e parece anunciado pelas canções de inspiração literária que vinha fazendo. Seria o primeiro de uma série de livros que passaria a escrever e o consagraria como escritor, vocação retomada e finalmente realizada, e que passaria a ser alternada religiosamente com a realização de discos.

Antes de parar para lançar “Estorvo”, contudo, Chico faz gloriosa declaração de amor à música em forma de antologia de sua obra musical em uma turnê durante os anos de 1989 e 90, a primeira desde o show que fizera com Maria Bethânia em 1975. De “A Rita” (1965) a “Todo sentimento” (1987), Chico faz um balanço de sua obra e, gravado na capital francesa, lança “Chico Buarque ao vivo – Paris, Le Zenith”, com 22 músicas pinçadas de toda a sua carreira, um presente como nunca havia dado aos seus fãs.

Depois de finalmente lançar “Estorvo”, Chico faria a obra-prima “Paratodos” que, no já citado “De volta ao samba”, descreveria a alternância entre música e literatura que se daria a partir dali, uma música cada vez mais “literária” e, por que não dizer, nos livros uma prosa em que se nota algo da música, das variações rítmicas  da música.

Mas a dedicação à literatura não tornaria Chico menos musical, muito pelo contrário. Contundido gravemente numa partida de futebol, Chico ficou meses em casa sem poder jogar, de perna quebrada e, violão em punho, começou ele próprio a rever suas canções, sobretudo do ponto de vista harmônico. Tal revisão gerou o álbum “Uma palavra” (1995), no qual revisitava novas (“O futebol”, “Morro dois irmãos”, “Estação derradeira”), velhas (“Samba e amor”, “Joana francesa”) e eternas (“A Rosa”, “Eu te amo”, “Amor barato”) canções sob a condução da harmonia muito pessoal do seu violão. Tal disco marca a consagração da parceria com o maestro Luiz Claudio Ramos, que já trabalhava com Chico há tempos, fizera a direção musical do álbum de 1989 e de “Paratodos”, e que está com Chico até hoje. Nesta nova fase, sob Luiz Claudio Ramos, que não por acaso é violonista, as harmonias criadas pelo compositor seriam mais valorizadas nos arranjos, o que acontece de forma explícita neste “Uma palavra”, um disco de canções de Chico exatamente como ele as compôs.

Como já vivera anos antes com o parceiro Tom Jobim, em 1998 Chico seria ele próprio enredo da Mangueira. Foi natural então que seu disco seguinte fosse “Chico Buarque de Mangueira”, na verdade um disco coletivo em homenagem tanto a Chico como à Verde-e Rosa que o homenageava. Para ocasião, em parceria com o poeta e mangueirense Herminio Bello de Carvalho, e num raro caso em que na parceria entra com a melodia, Chico lança o samba “Chão de esmeraldas”, de exaltação à Mangueira.

Como cantor, reveza-se em clássicos da escola ao lado de artistas do samba como Alcione, sua irmã Cristina Buarque, Carlinhos Vergueiro, Jamelão, João Nogueira, Lecy Brandão e Nelson Sargento. Em “Divina dama”, obra-prima de Cartola, Chico mostra sua maturidade como cantor, na faixa mais comovente do disco pelo encontro, nunca ocorrido em vida do autor, dos universos de dois mestres da música brasileira de gerações e origens distintas, mas de semelhante voltagem artística.

Em “As cidades” (1998), primeiro disco de canções inéditas desde “Paratodos”, Chico está mais literário do que nunca. Não por acaso, inspira-se em escritores para compor grandes canções: como o Guimarães Rosa dos personagens Manuelzão e Miguilim, que inspiram os sem-terra de “Assentamento”, ou a Iracema de José de Alencar que vai dar na imigrante brasileira que “lava chão numa sala de chá” na América em “Iracema voou”. (E aqui vale abrir um parêntese para ressaltar essa típica genialidade de Chico ao pegar o nome inventado por Alencar, Iracema, a índia que era anagrama de América em seu território “invadido” pelos portugueses, e descobrir novos significados para o nome no drama dos brasileiros hoje expatriados por razões econômicas).

Em “As cidades” é impossível não notar o espírito literário no realismo fantástico de “Sonhos sonhos são” e de “A ostra e o vento” (para o filme homônimo de Walter Lima Jr., baseado no livro de Moacir C. Lopes), nas imagens poéticas para mais uma vez descrever o Rio de Janeiro caótico e maravilhoso de “Carioca”. Chico retoma a parceria com Dominguinhos no “Xote de navegação” e é ainda mais sofisticado na primeira parceria com Guinga, “Você, você”, uma obra-prima que faz jus aos dois compositores e, mais ainda, ao seu revelador subtítulo, “um canção edipiana”, a densa harmonia de Guinga inspirando no letrista traquinas Chico Buarque os sentimentos confusos de um menino em seu quarto numa noite em que sua mãe está fora.

Já novamente habituado aos palcos e com banda afiadíssima dirigida por Luiz Claudio Ramos, com destaque para o baterista Wilson das Neves, Chico aproveita para fazer nova antologia de sua obra no álbum duplo “Chico ao vivo”. E embora ele inclua mais canções atuais, as releituras de velhas canções também se destacam, como o samba de carnaval “Quem te viu, quem te vê”, de 1967, que é todo cantado pelo público de forma comovente.

Um dos principais compositores de música para cinema e teatro do Brasil, Chico encerra em 2001 sua fase BMG comme il faut: com o lançamento de todo um score musical feito em parceria com Edu Lobo para a peça “Cambaio”, escrita e dirigida por João Falcão. Com Edu, Chico já havia feito três outros musicais antológicos, os balés “O grande circo místico” e “Dança da meia lua”, e a peça musical “O corsário do rei” – músicas desses três trabalhos, lançados originalmente pela Som Livre, compõem aliás a compilação “Álbum de teatro”, lançada pela BMG em 1997 e que agora estará disponível para download pela Sony.

“Cambaio”, o quarto trabalho da dupla para os palcos, não fica atrás na qualidade das canções. Algumas já se tornaram clássicos da música brasileira, coisas como “Uma canção inédita” (pelo próprio Chico no disco), “Lábia” (por Zizi Possi) e “A moça do sonho” (por Edu Lobo). Outras, ainda esperam mais apreciação, como as tensas “Ode aos ratos” (por Chico) e “Veneta” (por Gal Costa) e a obra-prima de canção de amor que é “Noite de verão”, de versos como “Este não sou eu/Este é um impostor/Que pobre de amor se diz/Deve ser um rei/Deve ser um deus/Como deve ser feliz”, auto referindo-se ao homem que ama tanto a mulher que não acredita ser ele merecedor da felicidade de possui-la. Mas que pode ser aplicado ao fã do Chico que agora tem todas essas suas canções disponíveis aí, o tempo todo nas plataformas digitais, ao alcance das mãos, do ouvido. Inacreditável, mas real.

Hugo Sukman

  • Fotos das capas dos álbuns: https://bit.ly/2XBFgkT
  • Plataformas de Streaming: https://SMB.lnk.to/MelhoresDeChico
  • Página Interativa: http://bit.ly/Chico75
  • “Foi Antônio Brasileiro/Quem soprou esta toada/Que cobri de redondilhas/Pra seguir minha jornada/E com a vista enevoada/Ver o inferno e maravilhas…”
  • Lista completa:
  • Francisco (1987)
  • Chico Buarque (1989)
  • Chico Buarque Ao Vivo – Paris, Le Zenith (1990)
  • ParaTodos (1993)
  • Uma Palavra (1995)
  • Serie Aplauso – Chico Buarque (1996)
  • Chico Buarque De Mangueira (1997)
  • Mpb No Jt (1997)
  • O Melhor De Chico Buarque (1997)
  • Álbum De Teatro (1997)
  • As Cidades (1998)
  • Chico Ao Vivo (1999)
  • Focus: O Essencial De Chico Buarque (Maxximum) (1999)
  • Cambaio (2001)
  • Rca 100 Anos De Música – Chico Buarque (2001)
  • Chico Buarque Essencial (4CDs + DVD) (2008)
  • Seleção Essencial – Grandes Sucessos – Chico Buarque (2011)

 

Primeira Escola de Covers promete profissionalizar intérpretes de famosos

Todos os dias milhares de pessoas talentosas acordam sonhando com o sucesso na carreira. São artistas anônimos, cheios de energia e muita disposição em busca de reconhecimento e fama. Mas o mercado, apesar de ter crescido muito nos últimos anos, ainda não consegue garantir espaço para tantos talentos espalhados por todo Brasil.

A saída encontrada por muitos é o mercado de cover. Alguns optam por regravar músicas já consagradas com um toque de originalidade e usar a internet para divulgação. Outros partem para o tributo a uma banda ou um artista e encarnam um personagem para atrair o público e fãs. Foi o que fez J. Peron, um músico do interior de São Paulo que desde 2007 sobe aos palcos de todo país para dar vida a um grande nome da música brasileira: Raul Seixas.

Depois de mais de uma década interpretando o Maluco Beleza – Peron já se apresentou em 13 estados brasileiros – o músico teve a ideia de inspirar outros artistas ao criar a Escola de Covers , um projeto que tem como objetivo profissionalizar artistas covers que já trabalham com caracterização ou para iniciantes que desejam iniciar a carreira.

A Escola de Covers está sendo lançada no ano em que se completa 30 anos da morte do pai do rock brasileiro que faleceu em 1989.

Os cursos terão formato online com videoaulas e os alunos aprenderão técnicas importantes para a caracterização fiel dos artistas.

O primeiro curso será para quem deseja ser cover de Raul Seixas e Peron entregará tudo que aprendeu ao longo dos anos interpretando um dos cantores mais polêmicos de todos os tempos. “É preciso aprender certos trejeitos do artista, como ele se movimenta nos palcos, ou seja, a caracterização correta. Os mínimos detalhes são importantes para quem quer realmente ser confundido com o artista real enquanto se apresenta”, explica Peron.

CONHEÇA JOTA PERON NO VÍDEO

Após inúmeras aparições na TV, J. Peron ficou conhecido nacionalmente como um dos mais importantes imitadores do cantor baiano Raul Seixas. Com um histórico de shows realizados em 13 estados brasileiros, o músico carrega na bagagem a experiência de 25 anos dedicados às atividades artísticas seja cantando, compondo, atuando, escrevendo roteiros ou produzindo shows.

Como ator, viveu o personagem Raul Seixas nos palcos de teatros importantes como Castro Mendes em Campinas/SP e Ruth Escobar em São Paulo/SP, sempre sob a batuta do experiente ator e diretor Ton Crivelaro. Atuou também no cinema interpretando ele mesmo no filme “Colegas” dirigido por Marcelo Galvão e premiado em festivais de grande expressão.

Peron também produziu e apresentou programas de rádio, trabalhou como produtor no cinema nacional e em programas de TV, além de elaborar shows para artistas covers e bandas de carnaval. Traz ainda no currículo participações em programas como Fantástico e Domingão do Faustão (Globo), Tudo é Possível com Ana Hickmann (TV Record), Máquina da Fama e Programa do Ratinho (SBT), Programa Raul Gil (Band) entre outros de grande repercussão.

Beto Guedes em “Relâmpago, amor e sol” No(Teatro Rival Petrobras)

Ícone da MPB, Beto Guedes volta ao Teatro Rival Petrobras, na Cinelândia, para duas noites de apresentações de seu novo show “Relâmpago, amor e sol: trilogia de uma década”, que reúne canções dos discos “A página do relâmpago elétrico”, “Amor de índio” e “Sol de primavera”. O espetáculo será dias 12 e 13 de julho, sexta e sábado respectivamente, às 19h30, as noites resgatam a trilogia de uma década.


Beto Guedes é autor de uma das mais conhecidas odes à estação, “Sol de Primavera”, e a música está no repertório do show ao lado de outros clássicos de sua autoria como, “Amor de Indio”, “O Sal da Terra”, Feira Moderna”, “Vevecos Panelas e Canelas”, sem faltar a eletrizante “Maria Solidária” – tema de abertura da novela Coração de Estudante (TV Globo).

Tudo começou em 1977. Beto Guedes surgiu como um clarão na cena artística brasileira. Não por mera coincidência, seu primeiro álbum teve por título “A página do relâmpago elétrico”. Já na estreia, aquele jovem autor, cantor e multinstrumentista – que, logo adiante, se firmaria como um dos membros mais expressivos e misteriosos do Clube da Esquina – chamou a atenção pela musicalidade e talento singulares.

No ano seguinte, a força do relâmpago foi desaguar em canto de amor, o “Amor de índio” – nome dado ao segundo disco, lançado em 1978 e não menos certeiro em arrebatar os corações de um Brasil ávido pelos sons da liberdade e da comunhão. Na voz ao mesmo tempo frágil e cortante, Beto soube cantar como ninguém os anseios de uma geração.

Já naqueles dois primeiros trabalhos, podia-se divisar, claramente, os contornos de uma antologia musical. Mas a inventividade daquele mineiro de ar introspectivo ainda revelaria fôlego para fechar os anos 70 com mais uma obra-prima: o álbum “Sol de primavera” (1979). Completava-se, assim, a trilogia de uma década.

Para reviver a magia de um período tão marcante para o artista e para o seu público, nada como reunir, num mesmo espetáculo, as pérolas do cancioneiro desses três discos que marcaram época. Assim, em sua temporada de apresentações no ano de 2019, Beto Guedes e sua equipe levarão aos palcos o show “Relâmpago, amor e sol: trilogia de uma década”, um grande tributo aos álbuns “A página do relâmpago elétrico”, “Amor de índio” e “Sol de primavera”. Além de traçar o perfil criativo de um dos maiores artistas mineiros e brasileiros – durante os turbulentos e criativos anos 70 –, o projeto tem também por objetivo compor um panorama musical dos ânimos e dos sonhos de toda uma geração.

Nas apresentações, Beto contagia o público de emoção ao celebrar temas como a paz, a natureza e o amor: cantos essenciais e cada vez mais necessários a um Brasil e a um mundo hoje tão distanciados da delicadeza. Para isso, o artista compartilha o palco com uma afinadíssima banda, formada pelos músicos: Esdras Nenen (bateria), Adriano Campagnani (baixo), Ian Guedes (guitarra) e Will Motta (teclados).

Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro.

Data: 12 e 13 de julho (sexta e sábado).

Horário:19h30.

Abertura da casa: 18h. 

Ingressos: Setor A: R$ 120,00 (Inteira), R$ 80,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 60,00(meia-entrada) | Setor B: R$ 100,00 (Inteira), R$ 60,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 50,00 (meia-entrada).

Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/Ingressos2z0P23j.

Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h

Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br.

Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

“CORRA QUE A MINHA EX-MULHER VEM AÍ” EM BANGU

A comédia “Corra Que a Minha Ex Mulher Vem Aí”, finaliza a quadrilogia de “Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo”. Conta a história de Jonas (Luiz Carlos Gomes) e seu sonho de família perfeita ir por água abaixo e Juvêncio (Kadu Moliterno) um empresário milionário e excêntrico. Presos numa lei seca junto com a plateia, a história trata do relacionamento de dois homens diferentes com a mesma mulher, a do início da relação até o divórcio. E a importância da preservação dos filhos na relação. Mas vale um mau acordo do que uma boa briga. Venha descobrir o que sua ex mulher é capaz de fazer pra tirar tudo de você.

  • TEXTO/DIREÇÃO Carlo Simões
  • ASSISTENTE DE DIREÇÃO Gui Albuquerque
  • ELENCO Kadu Moliterno, Jéssica Juttel e Luiz Carlos Gomes
  • DIRETORA DE PRODUÇÃO Isabelle Graniso
  • ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Rhanna Guimarães
  • ARTE GRÁFICA Brum e Sandro Leal
  • DURAÇÃO 80 min
  • CLASSIFICAÇÃO 14 anos
SERVIÇO

THEATRO BANGU SHOPPING

Endereço: Rua Fonseca, 240 – Bangu, Rio de Janeiro – RJ, CEP: 21820-005

Dias: 22 de junho às 20h

23 de junho às 19h

Tel de Informação: (21) 2401-3631

Ingressos:

Plateia Central e Lateral – R$ 70,00 (Inteira) / R$ 35,00 (Meia)

Balcão – R$ 50,00 (Inteira) / R$ 25,00 (Meia)

Vendas: Ingresso Rápido

Saiba o segredo do novo visual de Bruna Marquezine

Bruna Marquezine é uma das famosas que acredita que a força da lua cheia pode ser usada pra encorpar as madeixas. A atriz aproveitou a fase da lua para renovar o visual.

De acordo com a crença popular, a lua cheia é a melhor altura para cortar o cabelo. Alegadamente, os efeitos positivos dos raios lunares estimulam o crescimento e tornam o cabelo mais bonito e resistente. Será isso mito ou realidade?

Sobre o corte de Marquezine aproveitando a lua cheia, o hairstylist Carlos Lima tem a resposta: “a lua cheia chegou e como sempre trazendo inspiração pra muita mudança na vida. Apesar de não ter uma comprovação científica ainda do benefício para o cabelo quando efetuado a manutenção do corte durante a lua cheia, ela traz muita inspiração na mudança do visual para quem acredita”. 

 

 

 

 

Sobre a opção por manter o cabelo com corte mais curto, Carlos Lima revela que é uma escolha acertada da atriz: “Bruna Marquezine se jogou sem medo e apostou numa versão moderna do clássico corte chanel, com as pontas desconectadas que proporcionaram movimento ao look, realçando ainda mais os traços do rosto. Ela ainda aproveitou o momento para a manutenção do corte, retirar as pontas danificadas proporcionando um aspecto mais saudável no cabelo todo”.

Sensação teen e ex-The Voice Luísa Ferrari grava clipe contra bullying

A sensação teen e influenciadora digital Luísa Ferrari terminou as gravações do seu novo clipe musical. Com letra composta por ela e por sua mãe, Vanessa Ferrari, a música “Play” tem temática contra o bullying e traz um pouco do mundo da fantasia infanto-juvenil em cenas coloridas e divertidas.

Sobre o tema, a influencer mirim revela o que a inspirou a gravar sua nova música: “quero influenciar as pessoas positivamente, e assim não dar continuidade a hábitos ruins. A cultura do bullying deveria ser substituída pela empatia, respeito e muito amor. A música se chama ‘Play’ porque é um convite a tirar o bullying de cena, e dar play nas coisas boas. O clipe mostra as situações de bullying modificadas a partir da ‘Magia do Play’, amor, tolerância, respeito, empatia e fé.

Para participar do clipe, Luisa também fez questão de convidar os amigos Esthela Martins e Guilherme Eiji, também participantes do The Voice Kids 2019. O clipe tem previsão para seu lançamento em julho deste ano.

Jornal de brasileiro prova origem de Santo Antônio em Castelo de Paiva
 
 

13 de junho é comemorado o dia de Santo Antônio, conhecido como o santo casamenteiro e que tem milhões de devotos em todo o Brasil, assim como ao redor do mundo. 

Embora o Santo tenha como seu local de nascimento a cidade de Lisboa em Portugal, no ano de 1195, e seja também conhecido como Santo Antônio de Pádua, porque morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, novos indícios históricos, documentais e da tradição oral, para além do âmbito religioso, descobertos pelo Jornal Paivense, fundado em 2017 pelo brasileiro Fabiano de Abreu, revelam que Santo Antônio tem forte ligação com o concelho de Castelo de Paiva. 

genealogia Real de Santo Antonio

A investigação empreendida pelo jornal em conjunto com uma equipe de especialistas revelou que os pais de Santo Antônio nasceram e viveram na região de Castelo de Paiva, município a 50km da cidade do Porto, norte de Portugal, e que membros da família real Portuguesa e seus descendentes que atualmente vivem no Brasil, como o deputado e cientista político Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, tem lugar na genealogia do Santo, nascido Fernando de Bulhões.

O pesquisador Rui Pereira é o responsável pela elaboração da árvore genealógica, traçada através de documentos e estudos que provam a ligação de Santo António com a terra de Payva, assim como sua ascendência nobre, que está de acordo com a tradição oral.

Ainda segundo a tradição, a freguesia de Sobrado em Castelo de Paiva teria sido a terra natal dos progenitores de Santo Antônio. Os testemunhos mais antigos da sua existência datam do século XI, sendo considerada uma abadia de apresentação do Marquês de Marialva. Este direito transitou para a Coroa Real e posteriormente, para a Casa de Bragança, situação que se manteve até 1758. A tradição diz que Martim de Bulhões, pai de Santo António, queria conquistar D. Teresa Taveira e para o fazer teve de se submeter a duras provas de costumes medievais, tendo ainda de se defrontar com um pretendente à mão de Teresa, que se chamava Dom Fafes. Consta que este duelo, do qual saiu vencedor Martim de Bulhões, realizou-se no local onde se encontra o Marmoiral da Boavista, no município de Castelo de Paiva.

Em Castelo de Paiva existe o Portal da Serrada, que apresenta Brasão com as armas dos Bulhões, que foram adotadas pela cidade de Pádua, devido a importância da família através do legado de Santo Antônio.

O livro “Santo António de Lisboa” de Mário Gonçalves Pereira lançado pela Chiado Editora, apresenta provas e relatos que conectam os pais de Santo Antônio a Castelo de Paiva: “os paivenses não querem abandonar a certeza histórica de que os pais de Santo Antônio foram naturais de Castelo de Paiva”, refere o autor.

Vila Gondim e Vila Sobrado, Honras medievais do século XI, foi onde se instalaram Bulhões, ascendentes de Santo António, provenientes de França, através da Galícia, norte da Espanha, convidados pelo Conde D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques, que foi o primeiro rei de Portugal.

Trechos de documentos do século 9 comprovam o que a tradição oral já afirmava em terras de Paiva: “nós de nome Garcia Moniz e minha esposa Elvira fazemos a vós Rei Garcia (filho de Fernando Magno rei de Leão que conquistou Lamego, Viseu e Coimbra aos Mouros) escritura e carta de benefícios de todas as nossas propriedades que temos de avós e de parentes, as quais jazem na terra de Paiva, a vila Gondim e a vila de Sobrado, no Douro, acima do Arda, em Paiva. Quatro anos depois, o Rei Garcia, da Galiza, doa estas mesmas propriedades, (e outras mais, onde inclui as da freguesia de Real, também na terra de Paiva) a D. Afonso Ramires (Adefonso Ramiriz), como recompensa por serviços prestados:“Ego Garsia gratia Dei rex filii Fredenandi imperatoris et Sanctia Regina tibi fidele meo Adefonso Ramiriz…placuit mihi ut facerem a tibi Adefonso Ramiriz textum scripture et kartula firmitatis…de illa parte Dorio villa Gundin, villa Soperato, villa Gelmiriz…villa Rial…(“Diplomata et Chartae”, documento 491 de 1070).

Segundo os pesquisadores: “a efeméride do nascimento, em Terra de Paiva dos progenitores desse santo, e dá-la a conhecer ao mundo, com base na descrição genealógica existente dos Bulhões de Santa Cruz das Serradas, que nesta obra se procurou traduzir com igual rigor e o mesmo valor histórico que tal documento representa”.

A pesquisa, que envolveu arqueólogos, historiadores, jornalistas e centenas de depoimentos de habitantes locais, de Castelo de Paiva, conseguiu provar que os pais de Santo Antônio nasceram e viveram boa parte de suas vidas na região de Paiva, o que posiciona e reafirma sua relevância histórica, cultural e até mesmo religiosa.

O Jornal Paivense foi fundado em Castelo de Paiva pelo luso-brasileiro Fabiano de Abreu e se tornou um dos principais veículos de comunicação do norte de Portugal, e foi o primeiro veículo de comunicação do país a comprovar a ligação do Santo: “empreendemos uma pesquisa que levou meses e consultamos autoridades no assunto, procuramos entender a tradição oral e ouvimos os habitantes locais. Esta descoberta tem forte significado para a população de Castelo de Paiva e principalmente para os devotos do Santo, que hoje tem mais um ponto de apoio documental para a tradição oral e para a manifestação de sua crença”, conta Hebert Neri, editor do Jornal Paivense.