Anabela da Cunha Vaz convida o leitor a atravessar os ciclos da vida e a renascer pela palavra

 

Por Cibele Laurentino

Viver é atravessar sucessivos começos e despedidas. É nessa percepção profunda da existência marcada por quedas, reconstruções e renascimentos  que se ancora a nova obra de Anabela da Cunha Vaz. Com uma escrita sensível e simbólica, a autora conduz o leitor por um percurso de autoconhecimento onde dor e luz coexistem, revelando que mesmo nos momentos de estilhaçamento é possível reencontrar sentido, leveza e verdade interior.

A narrativa propõe uma reflexão íntima sobre os “partos da alma”: processos dolorosos, porém transformadores, que dão origem a versões mais autênticas do ser. Ao atravessar desertos emocionais como a saudade e o desassossego, o leitor é convidado a compreender que só após a aridez se alcança o oásis da serenidade. A obra celebra a coragem de sentir, de não silenciar emoções, de permitir que elas fluam livremente como parte essencial do crescimento humano.

Inspirada pela luz das estrelas e pela força dos sonhos, Anabela da Cunha Vaz defende uma vida protagonizada com ousadia, carisma e entrega. Uma vida assumida em sua plenitude, onde cada indivíduo se reconhece como autor da própria história.

A obra encontra-se disponível para aquisição na Amazon e através da editora @chiadobooksportugal, Atlantic Books ou na Amazon

Sobre a autora

Natural de Braga, nascida a 15 de outubro de 1971, Anabela da Cunha Vaz revelou desde cedo uma forte ligação com a escrita, transformando páginas em branco em territórios de imaginação e sentido. Embora tenha construído uma carreira sólida de 21 anos no setor bancário, foi em 2020 que decidiu romper com a lógica dos números e seguir o chamado da palavra, encerrando um ciclo profissional para dar início a uma jornada de liberdade criativa.

É autora do romance Neblina (2006) e do conto Benedita (2021), inspirado na ternura da sua neta. Em 2022, em resposta a um mundo marcado por conflitos e inquietações, publicou O Mundo precisa de fadas. No ano seguinte, voltou-se novamente ao público adulto com O que desejas ser depois da meia-noite? (2023). Em 2024, encantada pela simbologia e vastidão do oceano, lançou Maria do Mar, a sereia que sonhava voar.

Acompanhe a autora no Instagram: @anabelacunhavaz

Um guia prático para quem deseja atuar desde o início da carreira

Por Cibele Laurentino

Em um cenário jurídico cada vez mais competitivo e dinâmico, a obra Manual Prático de Correspondência Jurídica, da jurista e correspondente jurídica Dra. Martha Brito, desponta como um guia indispensável para quem deseja ingressar no mercado do Direito com segurança, técnica e visão estratégica. Voltado a estudantes, bacharéis e jovens advogados, o livro oferece uma formação prática capaz de transformar conhecimento acadêmico em atuação profissional concreta.

A publicação nasce da constatação de uma lacuna recorrente na formação jurídica: a dificuldade de inserção profissional entre o término da graduação e a aprovação no Exame da Ordem. A partir de sua experiência direta na realização de diligências judiciais e extrajudiciais, a autora propõe a correspondência jurídica como um caminho legítimo para o início da carreira, permitindo ao profissional adquirir experiência prática, gerar renda e construir uma rede sólida de contatos no meio jurídico.

Com abordagem objetiva e didática, o manual apresenta orientações claras sobre como iniciar na advocacia de apoio, desde a organização inicial até a execução das principais diligências forenses e administrativas. O conteúdo contempla ainda temas fundamentais como precificação de serviços, comunicação com contratantes, postura profissional e uso de ferramentas digitais, além de modelos de documentos que auxiliam o leitor na rotina prática da correspondência jurídica.

Mesmo inserida em um contexto de crescente digitalização, a obra reafirma a relevância da atuação presencial e da comunicação formal no Direito. Para Martha Brito, a tecnologia não elimina a necessidade do correspondente jurídico, mas reforça seu papel como agente fundamental para garantir eficiência, acompanhamento e segurança nos trâmites processuais e administrativos em diferentes regiões do país.

Um dos diferenciais do livro está no cuidado com a linguagem. A autora equilibra o rigor técnico do Direito com uma escrita acessível, preocupada em tornar o conteúdo compreensível para leitores iniciantes, sem perder a precisão jurídica. Ética, clareza e sensibilidade atravessam toda a obra, reforçando a importância da comunicação responsável na construção da credibilidade profissional.

Mais do que um manual técnico, Manual Prático de Correspondência Jurídica se configura como uma obra formativa, orientada à construção de carreiras. Ao dominar a correspondência jurídica e a advocacia de apoio, o profissional amplia sua atuação territorial, fortalece sua imagem no mercado e se posiciona de maneira estratégica no exercício do Direito contemporâneo.

Com perspectiva de futuras edições revisadas e ampliadas, a obra reafirma uma premissa central da prática jurídica: a palavra escrita ou falada permanece como o instrumento mais poderoso de transformação, mediação e justiça.

Adquira a obra na Amazon ou diretamente no site da editora dialética.

Sobre a autora:

Pós -graduada em Direito Processual Civil pela Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR, graduada em Direito pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, fui Residente Judicial pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia – EMERON, trabalhei na 3ª Vara Criminal da Comarca de Ji-Paraná/RO., e estagiária na Defensoria Pública de Rondônia.

@dra.marthabrito

Sou escritora do livro Manual Prático de Correspondência Jurídica, publicado pela Editora Dialética.Correspondente Jurídica há quatro anos, área na qual pude me encontrar profissionalmente, tendo já realizado diversos tipos de diligências judiciais e extrajudiciais para advogados, bancos, empresas e logísticas jurídicas para as regiões sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste do país.A Correspondência Jurídica se mostrou o melhor caminho dentro da minha formação, no momento em que me encontrava, e foi capaz de propiciar crescimento profissional, ao mesmo tempo em que me permitiu conciliar minha vida pessoal, com estudos e família.

Siga a autora: @dra.marthabrito

Internação e Cancelamento: Ex-ExaltaSamba Desiste de Show da Virada em Maceió

 

Um dos ícones do samba e pagode brasileiro, conhecido por sua história à frente do grupo que marcou gerações, teve sua virada de ano marcada por um episódio inesperado de saúde que alterou planos e gerou preocupação entre fãs e profissionais do meio artístico. Internado em um hospital devido a complicações clínicas, o artista cancelou a apresentação que faria na virada em Maceió, capital de Alagoas, frustrando admiradores e mobilizando a comunidade musical em torno de notícias sobre seu estado de saúde.

Segundo informações divulgadas pela equipe do músico, o cancelamento ocorreu após um agravamento súbito de seu quadro clínico, que exigiu cuidados médicos imediatos e a decisão de priorizar a recuperação. O show em Maceió, muito aguardado por integrar a programação festiva de fim de ano na cidade, já estava com grande parte da estrutura montada e prometia atrair um público considerável, mesclando repertório de sucessos com novas interpretações. Contudo, diante do quadro de saúde do artista, a organização optou por suspender a apresentação, anunciando a decisão de forma clara para evitar expectativas frustradas.

A notícia da internação causou impacto entre fãs, que rapidamente manifestaram solidariedade nas redes sociais e lembraram a trajetória do artista, cuja contribuição para o samba e para o pagode brasileiro é amplamente reconhecida. A carreira, iniciada em grupos de bairro e consolidada ao longo de décadas, sempre foi marcada por uma relação próxima com o público, o que torna cada notícia sobre sua saúde motivo de grande comoção.

Fontes próximas ao artista revelaram que ele vinha enfrentando um período de desgaste físico nos últimos meses, intensificado pela rotina de shows e compromissos. A decisão de adiar apresentações e priorizar cuidados médicos surge, segundo assessores, como medida necessária para assegurar não apenas a plena recuperação, mas também a sustentabilidade de sua carreira a longo prazo. A equipe médica responsável pelo caso tem mantido comunicação frequente com a família e os representantes do músico, buscando equilibrar a necessidade de descanso com tratamentos adequados.

O cancelamento do espetáculo em Maceió provocou repercussão imediata entre os produtores culturais locais, que precisaram reestruturar a programação da noite de Réveillon. Em um momento em que grandes eventos são organizados com meses de antecedência, a retirada de um nome de destaque representa um desafio logístico e financeiro, embora a prioridade tenha sido, unânime, o bem-estar do artista. A prefeitura municipal e os promotores responsáveis pelo evento emitiram comunicados reforçando apoio ao músico e prometendo alternativas para manter a festa com atrações que possam atender ao público presente.

Enquanto isso, fãs e colegas de profissão acompanharam com atenção a situação, enviando mensagens de força e incentivando uma recuperação tranquila. Artistas de diferentes gêneros que já trabalharam com o ex-ExaltaSamba também manifestaram apoio, destacando a importância de olhar para a saúde como prioridade, especialmente em carreiras exigentes e de longa duração. Para muitos, a trajetória do cantor inspira não apenas pela música, mas pela resiliência diante dos desafios que a vida pública impõe.

Especialistas em saúde e bem-estar de artistas ressaltam que situações como essa são frequentes em carreiras intensas, alertando para a importância de cuidados preventivos, rotinas de descanso e acompanhamento médico constante. A combinação de viagens, apresentações com grande demanda física e pressão constante por resultados artísticos pode impactar negativamente o organismo, justificando a necessidade de pausas e tratamentos adequados.

No atual contexto, o foco principal permanece na recuperação do artista, cuja internação e ausência na virada de ano tornaram-se um lembrete da fragilidade humana mesmo para aqueles cujos nomes estão gravados na história da música brasileira. A expectativa de fãs e equipe agora se volta para notícias positivas sobre sua alta hospitalar e o retorno gradual aos palcos, quando condições de saúde permitirem. Até lá, o cancelamento do show em Maceió permanecerá como um capítulo delicado na trajetória de um dos sambistas mais queridos do país.

Entre Crimes e o Deboche: ‘Espíritos Vadios’ Vão Subir Poeira na Bienal de Alagoas

A literatura policial nordestina ganha um novo capítulo de tirar o fôlego. Após o êxito arrebatador de Antros de Raposas, primeiro livro da Trilogia Espíritos Vadios, André L. Nakamura, com Fogo na Fornalha — lançado na Bienal de Pernambuco — promete fazer subir poeira na Bienal de Alagoas.

“Não me lembro de quem foi o autor que disse que Deus botou o bem-estar tão perto da dor que às vezes se chora de alegria. Eu prefiro chorar de tanto rir. Meus ‘Espíritos Vadios’, os mais debochados do Nordeste, vão fazer subir poeira aqui na Bienal.”

No Livro 1, Antros de Raposas, a morte de dois dos coronéis mais temidos da Paraíba desencadeia uma disputa violenta pelo controle territorial. Viúvas, parentes, hackers, mentalistas, agentes corruptos e malandros de todo tipo se enfrentam em um enredo que mistura tiroteios, explosões e alianças improváveis, revelando a face violenta da disputa pelo poder, em meio a uma alta dose de deboche.

Se no primeiro livro é apresentado o universo dos personagens e a luta por territórios, agora, no Livro 2, Fogo na Fornalha, o campo de batalha se desloca para uma ofensiva institucional. O confronto deixa de ser apenas entre famílias rivais ou coronéis decadentes e passa a envolver o poder público, em uma escalada que aponta para uma guerra ainda maior, em um cenário cada vez mais incendiário. Uma força-tarefa formada por órgãos e entidades públicas declara guerra à criminalidade e à corrupção, esgarçando as relações entre os poderosos locais e empurrando organizações criminosas para um confronto aberto.

Para os leitores, o lançamento será uma oportunidade de conhecer de perto André L. Nakamura e garantir exemplares autografados. O evento contará com duas sessões: no estande da Livraria BêaBá e no da Palavra Encantada, em horário especial para o público da Bienal.

A Trilogia Espíritos Vadios se consolida como uma obra que une realismo, ritmo cinematográfico e uma crítica afiada à corrupção e à violência enraizadas no tecido social brasileiro. O segundo livro não apenas mantém a intensidade, como amplia o escopo, colocando seus personagens diante de dilemas ainda mais extremos. O autor promete concluir a trilogia até o final de novembro deste ano, com o lançamento de Carcaças de Feras.


Serviço

Obras:
Espíritos VadiosAntros de Raposas (Livro 1) e Fogo na Fornalha (Livro 2)

Autor:
André L. Nakamura

Sessões de Autógrafos:
Livraria BêaBá: Dia 31/10, às 14h
Palavra Encantada: Dia 31/10, às 17h

Local:
11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas
Centro de Convenções e de Exposições Ruth Cardoso
Rua Celso Piatti, s/n, Jaraguá, Maceió – AL

Disponibilidade:
À venda nos estandes da Livraria BêaBá e da Palavra Encantada.

Transformação à luz do flash — o novo ato loiro de Deborah Secco

A atriz Deborah Secco surpreendeu o público ao surgir com um visual inteiramente renovado: fios platinados que abandonam o castanho-natural para apostar na ousadia do loiro radiante. Na trajetória de duas décadas de carreira, essa metamorfose assume papel mais do que estético: simboliza mudança de ciclo, posicionamento estilístico e anúncio de novos projetos.

No registro da mudança, Secco declarou que há tempo desejava esse “novo olhar” sobre si — e que o loiro, para ela, carrega um sentido de empoderamento, de força feminina. A escolha foi muito além de uma simples coloração: envolveu preparação capilar, acompanhamento estético especializado e uma narrativa que deixa claro: o novo visual não é capricho passageiro, mas reflexo de uma fase distinta.

A leitura estética dessa mudança tem múltiplas camadas. Por um lado, há a própria relação da atriz com o público e a mídia: em um universo em que imagem e personagem se misturam, a novidade traz frescor e mídia espontânea. Por outro, esse tipo de alteração sinaliza também intenções futuras profissionais — recaindo sobre novelas, filmes e campanhas publicitárias em que a estética se torna personagem complementar. De fato, a mudança surge justamente no momento em que ela se prepara para novos desafios em seu portfólio artístico.

Há ainda o componente simbólico dessa transformação: mudar os cabelos é, frequentemente, anunciar que algo interno também se modifica — seja na carreira, na vida pessoal ou no posicionamento público. No caso de Deborah Secco, cujos papéis frequentemente exploram força, sensualidade e reinvenção, o loiro assume mais que tom — torna-se assinatura de um novo capítulo. É como se a atriz dissesse: “Aqui me vejam diferente”. E, na era das redes sociais, cada detalhe dessa visibilidade conta.

Os bastidores técnicos dessa transição não podem ser ignorados. Atingir um loiro clareado exige clareamento progressivo, manutenção rigorosa com nutrição e reconstrução dos fios, proteção contra danos e uma agenda recorrente de retoques. Nesse sentido, a mudança não termina na revelação das fotos: ela exige disciplina e cuidado continuado. O fato de Deborah ter adotado com convicção indica que ela está pronta para o investimento estético (e simbólico) que acompanha a metamorfose.

E qual é o reflexo disso para o público? Para fãs, admiradores e seguidores nas redes sociais, a mudança provoca reações divididas: há a surpresa que se transforma em elogio — “ela ficou linda” —, e também o debate sobre identidade e naturalidade: “será que mudou demais?”. Em tempos de padrões de beleza cada vez mais questionados, cada corte, cor ou estilo passa a carregar carga de significados. A atriz, ao mudar seus fios, dialoga com esse universo — de liberdade, expressão e autocriação.

Em resumo, a mudança de Deborah Secco funciona como peça de visibilidade e como declaração pessoal. É simultaneamente marketing, estilo e evolução. Na narrativa da atriz, o loiro anuncia que algo novo se aproxima — e os holofotes já se voltam para essa nova versão dela.

Theatro Homerinho resgata a cultura popular alagoana com o “Giro das Tradições

O Theatro Homerinho, em Alagoas, se transforma em um verdadeiro ponto de encontro entre passado e presente ao abrir suas portas para o projeto “Giro das Tradições”, uma iniciativa que busca valorizar os saberes da cultura popular e aproximar a comunidade de suas próprias raízes. A proposta, que une apresentações artísticas, rodas de conversa e oficinas, nasce como um respiro de identidade em tempos em que a globalização tende a uniformizar linguagens culturais.

Mais do que um espetáculo, o projeto representa um reencontro com a ancestralidade. O palco do histórico teatro se torna espaço de convivência entre mestres de folguedos, artesãos, músicos e jovens aprendizes, promovendo não apenas o entretenimento, mas também a transmissão de saberes que correm o risco de se perderem com o tempo. O “Giro das Tradições” não é apenas uma agenda cultural, mas um movimento que afirma a importância da oralidade, da memória coletiva e da preservação do patrimônio imaterial de Alagoas.

Entre os destaques estão as apresentações de grupos tradicionais que levam ao público a energia vibrante de manifestações como o guerreiro, a chegança, o coco de roda e o reisado. Cada performance carrega consigo séculos de resistência e a força das comunidades que mantêm essas práticas vivas. Ao mesmo tempo, oficinas de dança, música e artesanato oferecem às novas gerações a oportunidade de aprender diretamente com os mestres, perpetuando um legado que vai além do entretenimento: trata-se de um ato de educação e cidadania cultural.

O Theatro Homerinho, por sua vez, reafirma seu papel como guardião da cultura local. Ao receber o projeto, o espaço deixa de ser apenas um palco físico para se tornar um território simbólico de encontro entre tradição e contemporaneidade. A arquitetura histórica dialoga com os sons dos tambores, com as cores das vestimentas e com as histórias contadas em versos e cantos, revelando a vitalidade de uma cultura que pulsa em cada gesto.

Outro aspecto importante é a integração da comunidade. O público não ocupa apenas a posição de espectador, mas também de participante ativo, seja nas rodas de conversa com mestres populares, seja nas experiências práticas oferecidas pelas oficinas. Essa troca gera pertencimento e reforça a noção de que a cultura não é estática, mas construída coletivamente, reinventada a cada nova geração.

Ao final, o “Giro das Tradições” se consolida como uma iniciativa que transcende o entretenimento. Ele resgata memórias, valoriza identidades e projeta Alagoas como um estado que reconhece o poder da sua cultura popular. O Theatro Homerinho, mais do que cenário, se torna símbolo de resistência e celebração, lembrando a todos que preservar tradições não significa olhar apenas para o passado, mas também fortalecer o futuro de uma sociedade que sabe quem é e de onde vem.

Nordeste em Cena: Sergipe Renova a Identidade do Cangaço com “Guerreiros do Sol”

As paisagens áridas e carregadas de simbolismo do sertão sergipano voltam a ser protagonistas na dramaturgia brasileira. A nova novela “Guerreiros do Sol”, produção original de uma grande emissora nacional para streaming, escolheu o estado de Sergipe como cenário central de uma trama que resgata as memórias do cangaço com um olhar renovado, cinematográfico e profundamente nordestino.

A cidade de Canindé de São Francisco e outras localidades do Alto Sertão foram palco de gravações intensas. Locais como o Vale dos Mestres, a Fazenda Mundo Novo, o Assentamento Adão Preto e a histórica Grota do Angico — onde Lampião e Maria Bonita foram mortos — serviram como ambientação natural da obra. Mais do que simples paisagens, esses lugares se tornaram parte essencial da narrativa, oferecendo realismo, emoção e uma conexão espiritual com a cultura popular da região.

A produção teve o cuidado de realizar uma cerimônia simbólica antes das gravações na Grota do Angico, pedindo licença aos ancestrais. Esse gesto revela o respeito da equipe pelas raízes culturais e espirituais do sertão, o que também se refletiu nas escolhas técnicas e artísticas.

Além das gravações externas, foi construída uma cidade cenográfica inspirada em vilarejos dos anos 1920. A ambientação inclui detalhes como iluminação à base de lamparinas, paredes de barro, janelas de madeira e ruas de terra batida, criando uma atmosfera fiel à época. Internamente, foram reproduzidos ambientes típicos como igrejas, mercearias, escolas, casas de beatos e delegacias, garantindo autenticidade e densidade ao enredo.

O elenco conta com atores nordestinos de diversos estados, reforçando a proposta de valorização da cultura local. Essa decisão deu à produção um sotaque real, um corpo genuíno e uma alma sertaneja. É um resgate que vai além da representação: é afirmação identitária.

O impacto da novela já pode ser sentido no turismo da região. A chamada “Rota do Cangaço”, que inclui passeios de barco pelo Rio São Francisco, trilhas até a Grota do Angico e visitas a monumentos históricos, ganhou novo impulso. O sertão, antes marginalizado, agora se torna destino cobiçado por viajantes, curiosos e amantes da cultura popular brasileira.

Mais do que uma narrativa ficcional, “Guerreiros do Sol” é um movimento de valorização cultural. Sergipe, com seu solo rachado, sua memória viva e sua gente forte, se transforma em vitrine nacional. A novela não apenas entretém: ela educa, emociona e reconecta o Brasil com suas raízes mais profundas. O sertão, tantas vezes estereotipado, agora é visto com outros olhos — como território de resistência, beleza e poesia.

Do Coração do Nordeste para as Telas: Alagoas Lança Sua Primeira Série de Ficção

Por trás das paisagens exuberantes de Alagoas, um novo capítulo da cultura audiovisual brasileira está sendo escrito. Pela primeira vez, o estado se torna palco e protagonista de uma série de ficção, mergulhando no desafio de unir talento local, identidade regional e narrativas universais. Em fase de gravação, a produção marca um divisor de águas não apenas para os artistas envolvidos, mas para toda uma cadeia criativa que há anos aguardava espaço e visibilidade.

A série — que ainda mantém alguns detalhes sob sigilo — nasce com um compromisso claro: contar histórias com sotaque, cores, referências e sentimentos tipicamente alagoanos. Trata-se de uma obra original, roteirizada, dirigida e protagonizada por profissionais da terra, cujo objetivo vai além do entretenimento. É um projeto que busca representar a diversidade cultural do estado, fomentar o mercado audiovisual regional e abrir portas para futuras produções.

Gravada em locações de Maceió e cidades vizinhas, a trama aborda o cotidiano de jovens periféricos, suas relações familiares, os conflitos de identidade e os dilemas sociais que enfrentam. Com uma abordagem contemporânea e estética arrojada, a série se distancia dos estereótipos que comumente cercam o Nordeste na ficção nacional, apostando em personagens complexos, diálogos autênticos e uma fotografia que valoriza o ambiente urbano com sensibilidade e vigor.

Por trás das câmeras, o projeto é conduzido por uma equipe técnica majoritariamente local, incluindo diretores, roteiristas, produtores, fotógrafos, figurinistas e editores. Muitos deles são oriundos de coletivos culturais e projetos independentes, acostumados a trabalhar com recursos limitados, mas movidos por uma paixão inabalável pela arte e pela comunicação.

Essa estreia no universo seriado não ocorre por acaso. Ela é fruto de anos de resistência artística e mobilização cultural. Em meio às dificuldades estruturais, à ausência de editais específicos e à centralização histórica do audiovisual nas regiões Sudeste e Sul, a iniciativa alagoana representa uma resposta criativa e potente à desigualdade de oportunidades no setor. É também um gesto político: ao ocupar a tela com suas próprias histórias, Alagoas reafirma sua voz e se insere com vigor no cenário nacional.

O elenco da série é composto por jovens atores, muitos deles estreantes na televisão, escolhidos em audições abertas realizadas em comunidades e centros culturais. Essa opção reforça o caráter inclusivo da produção, que busca revelar novos talentos e construir uma representação mais fiel da juventude alagoana. Para os envolvidos, não se trata apenas de atuação, mas de pertencimento e transformação. A série oferece a esses artistas a chance de serem vistos, ouvidos e reconhecidos — algo ainda raro no mercado audiovisual brasileiro.

O impacto do projeto já é sentido antes mesmo da estreia. Com as gravações em andamento, a movimentação nas locações atrai olhares curiosos, fortalece o comércio local e mobiliza moradores. Mais que um produto cultural, a série se tornou símbolo de orgulho para uma região que há muito tempo esperava ver sua realidade transformada em arte.

Se há algo que esta iniciativa comprova, é que o talento e a criatividade não têm CEP. Em um Brasil plural, a descentralização da produção audiovisual é não apenas necessária, mas urgente. Alagoas, agora, escreve sua história diante das câmeras — e o país está prestes a assistir.

Gaspeu Fontes resgata histórias de mulheres que moldaram São Cristóvão em nova obra

A trajetória das mulheres que ajudaram a construir social, política e culturalmente uma das cidades mais antigas do Brasil ganha agora um registro essencial com o lançamento do livro “Mulheres na História da Cidade de São Cristóvão, Sergipe”, assinado pelo pesquisador e escritor Gaspeu Fontes. A obra, publicada pela editora Brasil Casual, reúne relatos, memórias e análises que revelam a força feminina na formação e desenvolvimento de São Cristóvão, ex-capital de Sergipe e patrimônio histórico nacional.

Com sensibilidade e rigor historiográfico, Gaspeu Fontes mergulha na rica tradição da cidade, resgatando trajetórias de mulheres que, ao longo dos séculos, protagonizaram movimentos sociais, atuaram na política local, fomentaram manifestações culturais e deixaram marcas indeléveis na história da região. São narrativas que rompem com o silenciamento tradicional e colocam no centro do debate a participação decisiva das mulheres na construção da identidade de São Cristóvão.

O livro destaca exemplos de coragem, resistência e transformação, ilustrando como, mesmo diante de adversidades e limitações impostas por contextos sociais e políticos, essas mulheres se afirmaram como agentes de mudança. Gaspeu Fontes evidencia não apenas figuras públicas, mas também personagens anônimas, cujas ações cotidianas foram determinantes para o fortalecimento da comunidade.

Além de valorizar a memória e o protagonismo feminino, a obra também se propõe como um convite à reflexão sobre o papel das mulheres na formação das cidades brasileiras, muitas vezes apagadas dos registros oficiais. A publicação reafirma a importância de revisitar e recontar a história sob perspectivas plurais, promovendo justiça histórica e social.

“Este livro é um tributo necessário à força feminina que moldou — e ainda molda — os caminhos de São Cristóvão”, afirma o autor, que dedicou anos à pesquisa e à organização do material que compõe a obra. O resultado é uma leitura envolvente, profunda e indispensável para todos que se interessam por memória, patrimônio cultural e igualdade de gênero.

“Mulheres na História da Cidade de São Cristóvão, Sergipe” está disponível para aquisição através do contato direto pelo telefone (79) 99131-6231. Um livro essencial para quem deseja conhecer mais sobre a potência das mulheres na formação de uma das cidades mais emblemáticas do Brasil.

Notas de Paternidade: Luan Santana Compõe Memórias com a Filha em Primeiro Ensaio Musical

Em um estúdio de gravação onde costumam ecoar solos de guitarra e ajustes meticulosos de mixagem, uma cena inédita chamou atenção: Luan Santana, ícone do sertanejo moderno, dividiu o espaço com sua filha, em sua estreia nos bastidores da música. Mais do que um momento familiar, o episódio revelou um apelido carinhoso que desvendou camadas intimistas do artista: “Pequena Harmonia”, como ele a chama em segredo. A cena, capturada em vídeos espontâneos, não só comoveu fãs, mas redefiniu a imagem pública de um ídolo acostumado a multidões.

O Estúdio que Virou Sala de Aula Afetiva

Entre microfones e cabos, a presença da filha transformou a rotina técnica em uma lição de descontração. Enquanto Luan ensaiava versos de uma balada inédita, a menina, sentada em um banco alto adaptado com cobertores coloridos, interagia com a equipe. “Papai, por que você fica tão sério?”, questionou ela, quebrando o silêncio concentrado do ambiente. A equipe, inicialmente cautelosa, adotou a leveza do momento. Um técnico, sorridente, adaptou um headset infantil para que ela ouvisse as batidas. “Ela trouxe música até para os nossos fones”, brincou um produtor.

Luan, conhecido por guardar a vida pessoal a sete chaves, surpreendeu ao abrir as portas desse ritual. “Ela me lembra que a música é feita de alegria, não só de perfeição”, confessou. O ápice emocionante veio quando a pequena pediu para “ajudar” o pai: segurando um pandeiro miniatura, marcou o ritmo de Metade de Mim, sucesso que já embalou casamentos e choros em estádios.

“Pequena Harmonia”: O Apelido que Virou Hino nas Redes

O carinho revelado durante uma pausa nas gravações ganhou as redes sociais como um manifesto de afeto paterno. Pequena Harmonia — apelido que Luan usa desde os primeiros dias da filha — surgiu de uma história tocante. “Quando a segurei pela primeira vez, percebi que ela completava uma parte de mim que nem as músicas preenchiam”, revelou o cantor. O termo, que viralizou com a hashtag #PequenaHarmonia, inspirou até tatuagens entre fãs, que compartilharam fotos com frases do artista.

Fofocas sobre a influência da menina em suas composições já circulam. Trechos de uma nova música, supostamente intitulada Seu Nome É Melodia, sugerem letras que misturam acordes de violão com referências a “risos que desafinam o relógio”. Luan, porém, evita confirmar: “Minha família é minha maior inspiração, mas respeito o espaço dela”.

Entre Palcos e Berços: O Equilíbrio de Um Ídolo

A decisão de integrar a filha à rotina musical reflete uma mudança de prioridades. O artista, que já liderou turnês intercontinentais, agora prioriza horários de ensaio que coincidam com a escola da menina. “Antes, meu maior medo era esgotar a voz. Hoje, é perder a chance de ler uma história para ela antes de dormir”, admitiu.

Especialistas observam que a estratégia de Luan mescla marketing emocional com autenticidade. “Ao mostrar fragmentos da paternidade, ele humaniza a marca ‘Luan Santana’, conectando-se a uma geração que valoriza família e vulnerabilidade”, analisa um profissional de comunicação. O movimento não é isolado: artistas como Anitta e Tiago Iorc também têm explorado narrativas pessoais para aprofundar laços com o público.

A Revolução Silenciosa no Sertanejo

A cena no estúdio simboliza uma guinada no sertanejo, gênero historicamente marcado por temas como festas, paixões fugazes e duelos de ego. Ao abraçar a paternidade como parte de sua persona, Luan segue um caminho aberto por nomes como Marília Mendonça, que trouxe protagonismo feminino e crueza emocional ao estilo. “Estamos vivendo uma era onde o sertanejo fala de dor de amor, mas também de fraldas, primeiros passos e saudades do cheiro de casa”, reflete um estudioso do gênero.

O impacto comercial é palpável. Marcas de produtos infantis e plataformas familiares já buscam parcerias, enquanto fãs pedem coleções de roupas com frases do artista. “Há um oceano azul em unir música a produtos que celebrem a vida cotidiana”, avalia um consultor de negócios.

O Futuro em Clave de Sol

Enquanto prepara um álbum que promete mergulhar em letras mais introspectivas, Luan planeja uma turnê com datas em cidades menores, onde possa viajar de ônibus com a família. “Quero que ela veja o Brasil não só pelos vidros de um avião privado”, disse. Quanto à Pequena Harmonia, o plano é claro: “Ela decidirá seu caminho. Se um dia quiser um palco, será o dela — não o meu”.

Naquele estúdio, entre takes imperfeitos e risadas fora de hora, uma lição ecoou: a vida, como a música, não precisa de autotune para ser bela. E Luan Santana, ao que parece, aprendeu a cantar em duas vozes — a do artista que conquistou milhões, e a do pai que descobriu sua verdadeira plateia.