No dia 17 de março, domingo, é Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda, e que foi adotado pelos cariocas e incluído definitivamente no calendário de comemorações da cidade. A festa, que antes só era celebrada nos países de língua inglesa, chega aos bares do rio e colore de verde os chopes, pratos e ambientes com muitas novidades e promoções para data.
O Hell’s Burguer criou um hambúrguer especial para a data, o The Shamrock, feito com burguer 100% de filé de costela, cheddar inglês e maionese defumada no pão verde (R$ 35). O burguer fica no cardápio durante quinta e sexta (14 e 15 de maço) na loja do Centro, e sábado e domingo (16 e 17 de março) nas lojas da Barra e de Botafogo.
Já no Donninha, localizado na Tijuca, as comemorações acontecem de sexta a domingo. A casa oferece chope verde da Motim (R$ 9,00), além adicionar a alguns hambúrgueres da casa o pão de espinafre verde, como é o caso do Old School (burguer artesanal de carne bovina de 140g, queijo prato, cheddar, molho barbecue no pão de espinafre – R$ 25,90). Os burguers com pão verde também podem ser pedidos no combo com o chope verde por R$ 29. Para finalizar, a casa preparou algumas brincadeiras, como a do Pote de Ouro: o cliente que comprar qualquer cerveja da Soultere, ganha uma moeda que contém um prêmio, como garrafas de cerveja e outros. (As promoções e brindes valem enquanto durarem os estoques.)
Donninha – St. Patricks – Fotos Vitor Faria
A cervejaria Backbone marca presença nos dias 15, 16 e 17 de março no Festival Cervejeiro Carioca – Edição St. Patrick’s, que acontece no Lagoon em homenagem ao santo padroeiro. A marca apresenta seus quatro rótulos lançados até o momento: a #1, uma Belgian Witbier, a #2 do estilo American Larger, a #3, uma West Coast Ipa e a #4, uma German Pilsner, com aromas de laranja e coentro – grande novidade da marca. Todas feitas pelo sommelier David Bonanno. As cervejas apresentam um custo-benefício democrático, bom drinkability e chegam ao mercado com o objetivo de atrair cada vez mais o grande público para o consumo das cervejas artesanais de uma forma descomplicada. Os chopes saem entre R$ 10,00 e R$ 20,00, e o evento conta com várias comidinhas perfeitas para harmonizarem com a cerveja, além de apresentações de bandas de rock, DJ e muita decoração verde. Para completar, o evento é pet friendly e também conta com um espaço kids, ou seja, são todos bem-vindos!
Nos dias 16 e 17 de março, a On Tap Pub, na Tijuca, recebe uma onda verde em comemoração ao São Patrício. No cardápio opções como Fish and Chips com maionese verde e Burger de cordeiro com maionese de ervas, queijo cheddar, alface roxa no pão verde e fritas com várias opções de molho verde para acompanhar, como o creme de ervilha e maionese de wasabi. Na ala das bebidas, a casa, em parceria com a cervejaria O Motim, preparou um combo especial para a noite, que conta com um trio de chopes e burguer: pilsen verde, Hell de Janeiro verde e Dubhlinn Pint com hambúrguer de cordeiro por R$ 90,00. Quem pedir o combo ganha uma cartola típica para abraçar a causa. Os clientes que forem de verde a casa nos dois dias de festa, e consumirem pelo menos R$ 50,00, irão ganhar um pint de chope pilsen verde.
Serviços:
Hell’s Burguer
Centro – Rua Gonçalves Dias, 85 – Centro | Tel: 2222-2208
Data: 14 e 15 de março: Qui e Sex, 11h às 19h
Barra – Rua Olegário Maciel, nº 101 – loja F – Barra da Tijuca | Tel: 3579-4824
Data: 16 e 17 de março: (Sab: 12h às 02h; Dom: 12h às 0h)
A carga está avaliada em R$ 4,5 milhões, de acordo com estimativa da Receita Federal
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu três caminhões com mais de 700 mil maços de cigarros contrabandeados, em uma abordagem na Rodovia Lúcio Meira (BR-393), em Sapucaia, município do estado do Rio de Janeiro. A apreensão aconteceu na madrugada de quarta-feira (13). Três homens, de 32, 37 e 38 anos, foram presos. A carga está avaliada em R$ 4,5 milhões, de acordo com estimativa da Receita Federal.
Em operação de combate à exploração sexual em postos de combustíveis na BR-393, em Sapucaia, os policiais rodoviários federais tiveram sua atenção voltada para um Ford/Cargo, de placa do Espírito Santo. Após apresentação dos documentos de porte obrigatório, o motorista informou que estava transportando uma mercadoria que não possuía nota fiscal.
Em seguida, os policiais foram verificar a mercadoria e constataram que se tratava de 250.000 maços de cigarros estrangeiros. Próximo ao veículo, havia mais outros dois caminhões, com mercadorias sem nota fiscal, em iguais condições e com 250.000 maços da mesma marca em cada um. Dando um total de 750 mil maços de cigarros contrabandeados.
Questionados sobre a mercadoria, um motorista confessou que receberia R$ 3 mil pelo transporte e o outro disse que receberia R$ 6 mil. Os cigarros seriam entregues no Mercado São Sebastião, localizado no bairro da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.
A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Federal de Nova
Filme infantojuvenil “Sobre Rodas”, de Mauro D`addio, estreia nesta quinta,14/3, em 18 cidades do Brasil
*** SP, RJ, Brasília, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, BH, Goiânia, Londrina, Santos, Natal, Teresina, Fortaleza, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto Campinas Jundiaí estão na lista
*** vencedor de melhor filme no TIFF Kids – Festival Internacional de Toronto e no Chicago International Children’s Film Festival
Estreia nesta quinta, 14 de março, em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Goiânia, Londrina e Santos, “Sobre Rodas” – primeiro longa de Mauro D`Addio.
Já as cidades de João Pessoa, Natal, Teresina, Fortaleza, Ribeirão Preto, Jundiaí, São José do Rio Preto, e Campinas, através de uma parceria com Cinépolis, recebem uma sessão especial do filme no dia 16 de março às 10h.
Eleito o melhor filme no TIFF Kids – Festival de Toronto (Canadá), no Chicago International Children’s Film Festival (EUA) e na Mostra Geração, no Festival do Rio. “Sobre Rodas” – conta a história de Lucas (Cauã Martins), de 13 anos, que volta a escola depois de um acidente que o deixou sem movimento nas pernas.
Lá, ele conhece Laís (Lara Boldorini), também com 13 anos, e juntos partem por estradas de terra interioranas – em busca do pai que a menina nunca conheceu. Nesta aventura eles acabam conhecendo um ao outro.
“O filme nasceu de um desejo de movimento, de viagem, de navegar a vida e descobrir o mundo. Queria contar a história desse momento de passagem da infância para a adolescência, esse momento belo e tumultuado de nossas vidas, quando saímos da ‘concha’, fazemos amigos, nos apaixonamos”, conta Mauro, que também assina o roteiro.
Produzido pela Klaxon Cultura Audiovisual e Hora Mágica Filmes e distribuído nos cinemas pela própria Klaxon Cultura Audiovisual, “Sobre Rodas” já foi selecionado para mais de 20 festivais ao redor do mundo e lançado na Romênia e na Bélgica. No Brasil, o filme foi exibido nas mostras infantojuvenis dos festivais de Gramado, Rio, Brasília, CineBH, Tiradentes, Panorama Coisa de Cinema e FICI.
Mauro D’Addio é roteirista, diretor e produtor brasileiro. “Sobre Rodas” é seu primeiro longa-metragem. Selecionado em diversos festivais do Brasil e do mundo, conquistou o Prêmio da Audiência de Melhor Filme no TIFF Kids 2017 (Canadá), Prêmio do Júri de Melhor Longa em Live-action no 34th Chicago International Children’s Film Festival (EUA), na Mostra Geração do Festival do Rio, Prêmio SIGNS no Festival Internacional de Filmes Infantojuvenis de Schlingel (Alemanha), o Prêmio da Audiência no Freeze Frame Festival (Canadá), entre outros. Dirigiu os curtas metragens “Kunumi, o Raio Nativo” (documentário, 2016), realizado em coprodução com a Holanda, finalista do Prix Jeunesse International (Alemanha) e ganhador dos prêmios de Melhor Documentário e menção honrosa no prêmio SIGNIS no festival Divercine (Uruguai), “A Menina do Mar” (ficção, 2010), “O Morro da Guerra Eterna” (animação em stop-motion, 2011), “Distúrbio” (2005), “Saia Santa” (2004), além de projetos para clientes como Sesc, SescTV, Fundação Victor Civita, entre outros.
Sobre os Protagonistas
Cauã Martins
No ar com o personagem Otto na série “Escola de Gênios” do Canal Gloob, Cauã Martins já participou e protagonizou diversos filmes nacionais como “Laços – Turma da Mônica” (2018),“Morto não fala” (2016), “Bingo – O rei das manhãs” (2015). O ator também atuou em “Chaplin O Musical”, “Broadway” (Produção Claudia Raia, 2015) e “Rei Leão” (2014).
Lara Boldorini
Atriz formada pelo Curso de Teatro/TV e Cinema de Emílio Fontana, em São Paulo. Foi protagonista de “A Grande Viagem – série” da EBC (TV Brasil). Participou também da novela do SBT “Patrulha Salvadora” e da Peça Teatral “Sonho de uma noite de verão” de Shakespeare.
Sobre as Produtoras e Distribuidora
Klaxon Cultura Audiovisual
A Klaxon Cultura Audiovisual foi criada em 2008 em com a missão de contribuir para o desenvolvimento da cultura e da indústria audiovisual nos diferentes segmentos em que atua. Inicialmente, teve suas atividades concentradas na realização e apoio a mostras e festivais audiovisuais no Brasil, com foco na organização de projetos voltados para formação de público e acesso a obras. Produziu uma quinzena de mostras de cinema temáticas como “Cine MPB” (2012 e 2013) e “Downtown NY” (2014/2015). Produziu, também, retrospectivas de importantes diretores como Chris Marker (2009), Marguerite Duras (2009), Luc Moullet (2011) e Péter Forgács (2012).
Em 2012, a empresa passou a produzir conteúdo audiovisual para cinema e televisão, dedicando-se nos últimos anos ao desenvolvimento e realização de projetos artísticos de novos talentos do setor audiovisual. Em 2017 lançou em salas de cinema seu primeiro longa-metragem, “Um Casamento”, dirigido por Mônica Simões. O filme foi distribuído pela Pandora Filmes e codistribuído pela SPCine por meio de edital para tal finalidade, com recursos da SPCine e do FSA. Em 2018 teve sua primeira coprodução internacional finalizada, o longa de ficção boliviano “Eugenia”, dirigido por Martin Bouloq premio de Melhor Roteiro Festival Internacional de Guadalajara, México, 2018 e participou da competição do Festival de Mar del Plata.Em 2019 a empresa lança através de distribuição própria em salas de cinema o longa Sobre Rodas, longa de ficção infanto-juvenil, dirigido por Mauro D’Addio, premiado no Toronto International Film Festival Kids, Chicago International Children’s Film Festival, Festival do Rio e Schlingel International Film Festival for Children and Youth. Tem distribuição garantida na Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Romênia e Polônia. Também em 2019 lança Diz a Ela que me viu chorar, longa documental dirigido por Maíra Bühler, que terá sua estreia internacional nos festivais True False (EUA) e Cinéma du Réel (França).
Hora Mágica Filmes
A Hora Mágica Filmes é uma empresa produtora de conteúdo audiovisual, foi fundada por Mauro D`Addio em 2014. Em 2017, a Hora Mágica lançou o longa-metragem infantojuvenil Sobre Rodas, uma coprodução com a Klaxon Cultura Audiovisual. O filme recebeu o prêmio de público na sessão infantojuvenil do Festival de Toronto (Canadá), foi eleito melhor filme pelo júri do Chicago International Children’s Film Festival (EUA), da Mostra Geração no Festival do Rio e recebeu o prêmio SIGNIS no Schlingel International Film Festival for Children and Young Audiences (Alemanha). A Hora Mágica coproduziu, com a holandesa Free Press Unlimited, o documentário “Kunumi, O Raio Nativo” exibido em 25 países pela rede WaDaDa News for Kids, finalista do Prix Jeunesse International (Alemanha), eleito melhor Documentário para Jovens no Festival Divercine (Uruguai). Em parceria com a Fundação Victor Civita e Fundação Roberto Marinho, realizou a edição de 2014 do Educador Nota 10, exibido no Canal Futura, além de outros projetos com parceiros como o Sesc.
Entrevista Diretor e Roteirista – Mauro D`Addio
Como surgiu a ideia do “Sobre Rodas”?
Sobre Rodas nasce desse desejo de movimento, de viagem, de navegar a vida e descobrir o mundo. Queria contar a história desse momento de passagem da infância para a adolescência, esse momento belo e tumultuado de nossas vidas, quando saímos da “concha”, fazemos amigos, nos apaixonamos…
Fale um pouco do processo de criação do filme?
A criação, para mim, é sempre um processo muito intenso, de imersão e trabalho, passo a pensar, respirar o tema, os personagens, as possibilidades, é um processo de encantamento com uma história, aí as peças começam a se encaixar e fazer sentido, tudo sempre guiado por muita pesquisa, conversas, trocas e amadurecimentos.
Alguns dos seus projetos anteriores já envolviam a temática infantojuvenil. O que te levou a se envolver com estes temas?
Sinto que nossa sociedade menospreza muito a força de nossa infância e juventude, suas potencialidades e singularidades. Creio ser fundamental pensarmos que nossas crianças são seres plenos, inteligentes, com demandas próprias, problemas, desejos, sonhos e desafios. É muito importante criarmos conteúdos de qualidade, que sejam capaz de ajudá-los nesse entendimento do mundo e de seu lugar nele. Um entendimento que acolha a diversidade e singularidade de cada um, que os auxilie na sua formação cidadã e, portanto, no nosso futuro.
Considero que trabalhar com e para o público infantojuvenil é uma tarefa linda e quem o faz com responsabilidade e afeto, constrói um presente de potências e um futuro de muitas possibilidades.
Qual a expectativa de lançar o primeiro longa?
Estou muito feliz em lançar o filme no Brasil. Ele já foi lançado na Romênia e na Bélgica, e já fui para diversos países com o filme, acompanhando uma linda acolhida com plateias infantojuvenis de países como Canadá, EUA, Alemanha, Chile, Polônia, etc. A razão de ser de um filme é chegar no público e o cinema é meu templo, considero que o cinema é um espaço de sonhos e trocas, além de um ambiente de socialização. Por tudo isso, é especial que o filme chegue no público brasileiro, tenho visto plateias lindas em festivais, são crianças, jovens, mães, pais, educadores, muita gente tocada pela experiência de ver o filme no cinema. Creio ser fundamental este trabalho de formação de público e Sobre Rodas é um filme especial neste sentido, poucas produções trazem uma proposta similar, considero uma ótima oportunidade para um público infantojuvenil assistir um filme brasileiro na telona e viverem um momento único na sala de cinema. Quem não lembra do filme que viu no cinema aos treze anos? Aquele cinema com o crush, com os amigos, com a família, é algo que marca para a vida toda.
Conta pra gente como foi a escolha do elenco e dos locais de filmagem?
A escolha de elenco foi um processo longo, testamos cerca de 260 pré-adolescentes para selecionar os quatro que integram o elenco principal e de apoio. Passamos por agências, escolas públicas e particulares, escolas de teatro, tudo para achar as pessoas certas. Depois fizemos um processo de um mês de preparação de elenco com a Ariela Goldman e colaboradores. Sou muito grato por termos encontrado a Lara e o Cauã, eles trouxeram uma força de vida única para os personagens e encheram o set com uma vibração só deles e muito especial.
Passamos meses viajando pelo interior de São Paulo em busca da cidade para filmarmos, tínhamos limitações orçamentárias então não podíamos filmar muito longe, até que encontramos Monte Alegre do Sul, estávamos quase definindo uma cidade próxima de lá, mas resolvi, por indicação de uma amiga, passar lá para ver, era fim de tarde, quase não dava para ver as estradas, mas na hora me apaixonei pela cidade e por lá ficamos.
Inspirado na tradicional festa irlandesa, o UPTOWN mergulha na cor verde para comemorar, no melhor estilo irlandês, o “St. Patrick’s Day” (ou Dia de São Patrício). Entre os dias 15 a 17 de março, o Mercado de Produtores se transforma em um pedaço da Irlanda com diversas atrações temáticas como chope verde, cervejas de estilos típicos irlandeses, além de rótulos de vários outros estilos, programação musical com shows e DJ, e muito mais!⠀⠀
Banda Ginger Rocks – Rafael Garrafa – Baixo
Na sexta, dia 15/03, abrindo o evento, e nos intervalos de sábado e domingo, o DJ são Patrício vai transmitir o clima dessa comemoração irlandesa no palco do Mercado de Produtores.
Já no sábado, dia 16/03, das 19h às 21h, o Duo Digga Digga formado por Ana Bandarra (ukelele, voz e kazoo) e Eduardo Vilamaior (contrabaixo acústico, voz e kazoo), que vem se dedicando à pesquisa e resgate de canções das décadas de 20 e 30 do século XX, será a atração do festival.
Encerrando a festa, domingo, dia 17/03, o Ginger Rocks vai mostrar que a Irlanda tem muito mais do que potes de ouro no fim do arco-íris. O show traz no repertório alguns dos maiores nomes da música irlandesa como U2, Gary Moore, Thin Lizzy Damien Rice, Sinead O’Connor, The Cranberries, Van Morrison The Sweel Season entre outros. A banda é formada por Sandro Abreu nos vocais, Bicudo na Bateria, Juno Moraes na Guitarra e Rafael Garrafa no Baixo.
Banda Ginger Rocks – Sandro Abreu – Vocal
Nos três dias de evento os restaurantes, stands e cervejarias do Mercado vão preparar sugestões no cardápio especialmente para a data. Nas Cervejarias Tio Ruy e a Antuérpia podem ser encontradas a tão famosa cerveja verde nos dias do evento.
Atrações:
Sexta (15/03)
DJ São Patrício – 19h às 23h
Sábado 16/03
DJ São Patrício: 17h às 19h
Digga Digga Duo: 19h às 21h
DJ São Patrício: 20h às 23h
Domingo 17/03
DJ São Patrício: 17h às 19h
Banda Ginger Rocks: 19h às 21h
DJ São Patrício: 20h às 23h
Endereço: Av. Ayrton Senna, 5500 – Barra da Tijuca – RJ
Local: Mercado de Produtores
Horários: De 17h às 23h
Evento gratuito
Em sua segunda montagem, Companhia Alvorada reúne obras do dramaturgo Anton Tchekhov em “Vidas Medíocres ou Almas Líricas”
Com estreia em 6 de abril na capital paulista, a peça mescla fragmentos de quatro textos do autor russo, alinhavados entre si com a genialidade poética do samba.
“O que pode ser assim tão divertido? Acho que vocês deviam rir de si mesmos, de suas miseráveis vidas, ao invés de tanta conversa fiada.” – trecho de um dos contos de Anton Tchekhov “…não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar” – Paulinho da Viola
Com temporada no Teatro Pequeno Ato de 6 de abril a 26 de maio, a Companhia Alvorada, que brindou o público em 2018 com o espetáculo “É Samba na Veia, é Candeia” – sucesso de público e crítica – prepara-se para voltar aos palcos com uma nova montagem. Com a peça “Vidas Medíocres ou Almas Líricas” o grupo apresentará uma mescla de cenas de quatro textos principais do dramaturgo russo Anton Tcheckhov, além de trechos de cartas e contos do autor.
Foto: Gal Oppido
Para o diretor da companhia, Leonardo Karasek, a escolha por Tcheckhov se dá por reconhecer em sua obra questões universais e contemporâneas, que, embora escritas originalmente há cerca de 120 anos, remetem a conflitos entre forma e conteúdo, passado e futuro, vida e morte e destino e tristeza. O autor russo, na opinião de Karasek, mantém uma fábula em seu enredo, no qual a unidade de tempo e espaço persiste e o diálogo oscila entre a relação dramática e a simples reflexão do mundo concreto e de um mundo de elucubrações.
“Na obra de Tchekhov, seus diálogos dizem pouco. A eloquência está nos solilóquios, chamados por Peter Szondi, em “Teoria do Drama Moderno”, de “lírica da solidão”, na qual existe uma liberdade nos silêncios, pausas e descontinuidade de tempo e espaço”, afirma o diretor.
Mas, e o samba? Segundo Karasek, o genuíno ritmo brasileiro está presente em sua segunda montagem de forma orgânica. Nada foi planejado. No decorrer da construção do texto, os sambas surgiam em sua mente. Letras e melodias que falavam do destino, da melancolia e da natureza da vida. “Afinal, seria a tristeza a essência primária da alma lírica humana?”, induz o diretor à reflexão.
Com esses questionamentos em mente deu-se início a carpintaria cênica e a criação da identidade visual da peça, que também teve inspiração em outro russo, o diretor de cinema Andrei Tarkovsky, vencedor do Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Cannes em 1980, com o filme “Stalker”, de 1979.
“Neste novo espetáculo, o público irá se deparar com esses espectros, esses fragmentos, objetos abandonados, musgo, poeira, ferrugem, fotografias gastas pelo tempo… Signos que remetem à perenidade e à atemporalidade”, adianta o diretor.
Em relação às provocações que a peça levará ao palco, Karasek exemplifica. “Se o personagem Pétia, de ‘O Jardim das Cerejeiras’, realça que tudo que acontece neste mundo terreno ‘não passa de gesticulação’, de uma espécie de entretempo entre o nascimento e a morte onde criamos expectativas, frustrações, desejos, alegrias e rancores em relação à vida, por outro lado nós amamos, odiamos, casamos, trabalhamos, viajamos, fazemos arte, filosofamos. Nesse contexto, a pergunta central desta produção é: será que isso tudo vale a pena? Será que isso tudo tem algum sentido? Esses espectros passam a sentir necessidade de dialogar e não importa, esta é a nossa única vida e seguimos nela”, complementa.
Ainda de acordo com o diretor, a poética desta encenação reside na enfatização do eu lírico e o eu dramático. O homem social e o homem subjetivo. A partir disso, abrem-se caminhos para se refletir sobre a solidão, este sentimento que ronda a humanidade como uma sombra e é tema recorrente numa época de ilusões e idealismos desfeitos.
Por sua vez, a atriz e produtora executiva da peça, Rita Teles, afirma que o ponto fundamental de “Vidas Medíocres ou Almas Líricas” reside no equilíbrio da provocação do texto de Tchekhov com a genialidade lírica da poética de sambas de autores como Cartola, Paulinho da Viola, Manacéa da Portela e Nelson Cavaquinho. “Teremos até uma polca do Jacob do Bandolim”, diz.
Além de Rita Teles, o elenco conta com o músico Aloysio Letra e os atores César Figueiredo Cantão, Vanise Carneiro e Flávio Gerab.
SERVIÇO
“Vidas Medíocres ou Almas Líricas”
Temporada de 6 de abril a 26 de maio de 2019
Quando: sábados às 21h e, domingos, às 19h
Duração: 70 minutos
Classificação Etária: 12 anos
Onde: Espaço Pequeno Ato
Capacidade: 35 pessoas
Endereço: Rua Dr. Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo – SP, CEP 01220-040
Ingressos: R$ 40, inteira; R$ 20 meia entrada (idoso ,estudante, professor e classe artística)
Direção e produção de vídeo: Contra-plongée (Cauê Teles e Marie Cabianca)
Plano de comunicação virtual: Eduardo Araújo
Fotos: Gal Oppido
Assessoria de Imprensa: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo
SOBRE ANTON PAVLOVITCH TCHEKHOV
Nasceu em 29 de janeiro de 1860, em Taganrog, no sul da Rússia, sendo o terceiro de seis filhos. Foi médico, dramaturgo e escritor e considerado um dos maiores contistas de todos os tempos. Como dramaturgo, é autor de quatro clássicos e seus contos têm sidos aclamados por escritores e críticos. Tchekhov renunciou ao teatro e deixou de escrever s após a péssima recepção de “A Gaivota”, em 1896. Entretanto, a obra foi reencenada e aclamada em 1898, quando foi montada pela companhia Teatro de Arte de Moscou, de Constantin Stanislavski, que também montou as peças “Tio Vania”, “As Três Irmãs” e “O Jardim das Cerejeiras”.
SOBRE LEONARDO KARASEK (DIRETOR)
Formou-se em Direção Teatral no Curso Superior de Artes Célia Helena, dirigiu uma montagem pocket inspirada em “O Jardim das Cerejeiras”. É pós-graduado em Literatura Brasileira pela UFRGS, de Porto Alegre. Cursou Cinema na Universidade Federal Fluminense e participou de cursos de Roteiro em Cinema com Luiz Carlos Maciel, na Fundição Progresso, e com Jackson Saboya. Com a experiência adquirida, roteirizou e dirigiu os vídeos “Da Vida Nada se Leva”, “O Castigo” e “Pai”. Em 2017, dirigiriu sua primeira grande produção “É Samba na Veia, É Candeia”. Como ator, participou de diversos cursos em variadas instituições, como Teatro Tablado, Casa da Gávea e Casa de Artes de Laranjeiras (RJ), Teatro Ágora e Grupo TAPA (SP. Morou dois anos em Nova York (EUA), onde cursou o Lee StrasbergInstitute e o HB Studio. Nos palcos, acumula experiências em montagens como “O Despertar da Primavera” (Teatro Tablado- RJ), “As Aventuras de Tom Sawyer” (Teatro Ziembinsky – RJ), “Twelfth Night” – Kensington Library (Londres), “Our Town”(Cumberland Regional High School, de Nova Jersey/EUA). Na televisão, participou de um episódio de “Você Decide”, na Rede Globo.
SOBRE RITA TELES (ATRIZ E PRODUTORA EXECUTIVA)
Atriz, arte educadora, dubladora, produtora, é graduada em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas pela Universidade São Judas Tadeu. Iniciou no teatro em 2002 e cursou, até 2008, o Curso Livre de Teatro ministrado pela Arte & Equilíbrio. Atuou em diversas peças, as duas últimas “Agosto na Cidade Murada” (2018) , “É Samba na Veia, É Candeia (2017/2018), espetáculos em que também assina a produção executiva. Idealizadora do projeto Oficinas de Vivência Teatral onde atua como arte educadora de teatro. Fundadora da Cia. Colhendo Contos e Diáspora Negra ao lado de Jefferson Brito. Com a peça narrativa “Contando África em Contos”, tem se apresentado em diversas instituições culturais de São Paulo. É, ainda, pesquisadora de dança negra contemporânea e simbologia dos orixás. Compõe o corpo de dança do Bloco Afro Afirmativo Ilú Inã e Ilú Obá de Min. Atualmente, vem se dedicando à produção executiva e artística de projetos e artistas brasileiros e africanos fomentando a visibilidade e difusão de arte e cultura de africana e afro diaspórica.
SOBRE A COMPANHIA ALVORADA
Companhia criada em 2017 pelo diretor Leonardo Karasek. Tem por objetivo pesquisar o sentido literário e filosófico dos textos e das palavras, trabalhar além das formas cênicas, priorizando o sentido das palavras e situações. Segundo seu fundador, “não temos medo de ser considerados passadistas por centrarmos nosso trabalho no texto e no sentido das imagens. Primamos pela valorização da história, do mito, a da reflexão sobre a condição humana. Preocupações que norteiam-se com questões do que com o diálogo obrigatório com as fronteiras do teatro ou renovação de suas formas. Pretendemos voltar a valorizar a fantasia e levar o espectador a um tempo e espaço, na maioria das vezes bem determinado”. A companhia tem como referência os grandes produtores de saber intelectual no teatro e na literatura, como Stanislavsky, Tchekhov, Ibsen, Shakespeare, Brecht, Moliére, Balzac, Proust, Dostoievsky e Machado de Assis. “Gostaríamos de retomar a produção de textos clássicos no Brasil, fazer uma verdadeira companhia de repertório. Nosso trabalho também inclui a pesquisa e a inserção, nos nossos espetáculos, de temas brasileiros que nos rodeiam, como o samba, o choro, o forró, o candomblé, o Carnaval e as festas populares”, diz. A primeira produção foi a peça “É Samba na Veia, É Candeia”, sucesso de crítica e público. Em sua segunda produção, a peça “Vidas Medíocres ou Almas Líricas” a companhia apresenta uma narrativa com textos e contos de Tcheckov e Sambas das décadas de 1930 e 1940. Para ele, atualizar questões universais pode significar, também, a aproximação com o redor e o passado. Nesse contexto, a globalização apenas é descartada quando mostra-se unilateral. Em suas propostas, a companhia defende pautas de direitos humanos, o fim dos preconceitos de qualquer espécie e o combate à desigualdade social no Brasil.
NÚCLEO COLETIVO DE ARTES
Tem como objeto fomentar e difundir arte, cultura e educação, sobretudo com foco em questões que envolvem matrizes africanas e manifestações da diáspora africana no Brasil. Produções notórias: Seminário Internacional “Fronteiras em Movimento” – CCBB (2012), Seminário “A Morte & A Vida em Debate” – CCBB (2006), Intolerância Solidariedade no Mundo Contemporâneo – CCBB (2004). Sarau Afrikanse (2018), participou na produção de eventos com o Grupo de Articulação Política Preta (2016/2017), Mulheres Negras em Marcha (2017/2018). Quanto à projetos na educação: “Oficinas de Vivência Teatral” – Fundação Julita (desde 2014), Escola Nacional de Teatro (2015/2016), Secretaria Municipal da Cultura de SP (2017/2018). Assina as produções artísticas e executivas dos espetáculos: “Agosto na Cidade Murada” (2018), “É Samba na Veia, É Candeia” (2017/2018), “A Volta para Casa” (2015/2016), “Vênus de Aluguel” (2014), “Contando África em Contos” (desde 2016), além da produção de diversos artistas, lançamento de livros e exposições de artes plásticas.
“Côndor” abre a temporada 2019 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro dia 15 de março
Última ópera escrita por Carlos Gomes terá o soprano Eliane Coelho e o tenor Fernando Portari como artistas convidados
O Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro se unem para apresentar “Côndor”, a última ópera escrita por Carlos Gomes. O espetáculo de abertura da temporada de 2019, dia 15 de março, terá uma nova récita dia 17 de março, ambas com a regência do maestro Luiz Fernando Malheiro. A montagem resgata a importância da derradeira ópera composta por Carlos Gomes, que estreou no Teatro alla Scala de Milão, em 1891.
Eliane Coelho-foto Antonio Guerreiro
“Côndor” é considerada hoje em dia, por críticos e amantes da música, uma das obras mais elaboradas do nosso mais famoso compositor de óperas. As duas apresentações marcarão o retorno do soprano Eliane Coelho aos palcos do Theatro, depois do grande sucesso de “Jenufa” e “Tosca”, em 2017, e os 30 anos de carreira do tenor carioca Fernando Portari.
No Brasil, a ópera foi encenada em 13 de agosto de 1891, no Teatro Lírico, e no Theatro Municipal em duas temporadas, em 1920 e 1944, esta última regida pelo maestro Eleazar de Carvalho. Portanto, há 75 anos não é montada em terras cariocas.
É uma oportunidade única de conhecer essa ópera da maturidade de Carlos Gomes, composta em curtíssimo espaço de tempo (em torno de cinco meses). Com orquestração refinada e melodia magistral, demonstra a genialidade do brasileiro – o “Selvagem da Ópera” – apontando novos caminhos para o desenvolvimento da ópera italiana.
O maestro Malheiro, além de ser o regente titular da OSTM, acumula a direção musical do Theatro Municipal nessa nova temporada, que se inicia em março. André Heller-Lopes está retornando à casa como diretor artístico.
Resumo da ópera: a abertura, que evoca o Oriente num delicado solo de harpa, mostra a rainha Odalea no seu reino de Samarcanda (no atual Uzbequistão), no século XVII. Os três atos se desenrolam a partir da paixão de Côndor, chefe do exército que invade o país, por Odalea, as tentativas da rainha de livrá-lo da ira do seu povo e a fúria das hordas inimigas ao saber que o seu líder é um traidor.
Ficha técnica:
CÔNDOR
Ópera em 3 atos de Carlos Gomes
Elenco:
Condor: Fernando Portari (tenor)
Odalea: Eliane Coelho (soprano)
Adin: Michele Menezes (soprano)
Zuleida: Marianna Lima (soprano)
Almazor: Murilo Neves (baixo)
Mufti: Ciro d’Araújo (barítono)
Orquestra e Coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Regente: Luiz Fernando Malheiro
Serviço
Preços dos Ingressos:
15 de março, sexta-feira, às 20h
Frisas e camarotes (6 lugares) – R$ 360,00
Camarotes (5 lugares) – R$ 300,00
Plateia e balcão nobre – R$ 60,00;
Balcão superior – R$ 40,00;
Balcão superior lateral – R$ 20,00;
Galeria – R$ 20,00;
Galeria lateral – R$ 10,00.
17 de março, domingo, às 17h
Todos os lugares – R$10,00 (preços populares)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro
Com direção de Georgette Fadel e texto inédito de Pedro Kosovski, peça marca uma década de parceria artística entre as atrizes Debora Lamm e Inez Viana, juntas no palco pela primeira vez
Elas completam dez anos de parceria artística em 2019, mas é a primeira vez que Debora Lamm e Inez Viana dividem o palco como atrizes. Com direção de Georgette Fadel, “Por favor venha voando” estreia em 14 de março, no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, onde fica em cartaz de quinta a segunda, até 29 de abril. O texto inédito de Pedro Kosovski foi construído durante o processo de criação da montagem, a partir de um desejo das duas de falar de amor em tempos tão complicados – do amor como ato político acima de tudo. O espetáculo tem patrocínio do Banco do Brasil.
As atrizes se conheceram quando Inez foi convidada para dirigir a peça “As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna, com Debora no elenco. Foi a partir desta montagem, em 2009, que nasceu a parceria entre as duas e a criação da prestigiada Cia OmondÉ. De lá para cá, Inez dirigiu Debora em espetáculos do grupo – “Infância, Tiros e Plumas”, “Os Mamutes” e “Mata Teu Pai” – e também em duas produções fora da companhia, “Cock – Briga de Galo” e “Maravilhoso”.
A ideia de produzir uma peça para as duas atuarem partiu da Debora, a partir do desejo de dividir o palco com a Inez como atriz. “O que nos liga ou não a uma pessoa? Por que algumas pessoas ficam e outras só passam na nossa vida? Que movimento é esse de ficar numa relação?”, questiona a atriz. O texto de Pedro Kosovski foi construído tendo esses questionamentos e experiências pessoais das atrizes como fio condutor de uma história de amor entre duas pessoas do mesmo sexo. “A partir dessas questões filosóficas, durante o processo criamos uma trama. Um encontro nunca é só um encontro. Que linha é essa que me liga a uma determinada pessoa?”, pergunta Inez.
O cenário criado por Simone Mina, diretora de arte e também figurinista do espetáculo, revela um ambiente de intimidade do casal: um grande edredom que vai sendo dobrado e desdobrado ao longo da peça, uma mesa e alguns objetos cênicos compõem o espaço. “Quantas pessoas colocam a cabeça no travesseiro e conseguem realmente descansar, dormir em paz? A peça abre esse corpo de intimidades que é invadido por gritos lá fora, de intolerância, do preconceito, do desrespeito ao amor. O edredom vai ficando pequeno, se restringindo. Uma cuidando da outra, fazendo declarações de amor, entregando um objeto para a cena ser melhor, ficar mais bonita”, conta Georgette Fadel. “O edredom vai dobrando, dobrando, dobrando, e elas vão sendo encurraladas contra parede, mostrando um pouco essa opressão por ser um casal do mesmo sexo”, diz Inez.
PEDRO KOSOVSKI (dramaturgo)
Dramaturgo, diretor teatral e professor de artes cênicas da PUC-RIO. Suas obras foram apresentadas nos principais festivais do Brasil e em Portugal, Colômbia e França. Em 2005, funda Aquela Cia. de Teatro, em parceria com Marco André Nunes. Ganhador de dois prêmios Shell 2015 e 2017 (“Caranguejo Overdrive” e “Tripas”), prêmio Cesgranrio 2015 (“Caranguejo Overdrive”), prêmio Questão de Crítica 2012 e 2014 (“Cara de Cavalo” e “Edypop”), prêmio CBTIJ 2016 e Zilka Salaberry 2016 (“Tãotão”). Três de suas peças que formam a “trilogia da cidade” (“Cara de Cavalo”, “Caranguejo Overdrive” e “Guanabara Canibal”) e foram publicadas pela editora Cobogó na coleção “Dramaturgias”.
É autor de “Outside, um Musical Noir”(2011),“Cosmocartas – Correspondências de H. Oiticica e L. Clark” (2014), “Edypop” (2014), “Laio & Crísipo” (2016), “Fatal” (2016), “Tripas” (2017) e a ópera contemporânea “Aquilo que Mais Eu Temia Desabou sobre Minha Cabeça” (2017), em parceria com os artistas holandeses Sjaron Minailo e Anat Spiegel, que estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2018, o Sesc Ipiranga realizou dentro do projeto “Dramaturgias”, o Ciclo Pedro Kosovski, onde apresentou três peças de seu repertório. Em 2019, estreará “Kintugi, Cem Memórias”, também de sua autoria, com o Lume Teatro, e direção de Emilio García Wehbi.
GEORGETTE FADEL (diretora)
Diretora e atriz de formação acadêmica (Escola de Arte Dramática e Departamento de Comunicação e Artes da USP). Dentro da faculdade durante os anos 90, Fadel faz parte do florescimento de um forte movimento de grupos na cidade de São Paulo. Participa da fundação de grupos como Cia do Latão, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e Cia São Jorge de Variedades, onde dirigiu e atuou em diversos espetáculos marcantes do movimento estético da virada do século, tais como: “O Nome do Sujeito”, “Bartolomeu que Será que Nele Deu”, “Biedermann e os Incendiários”, “Bastianas”, “Barafonda”, “Quem Não Sabe Mais Quem É, o que É Onde Está, Precisa se Mexer”.
Dirigiu com a Mundana Cia e Camila Pitanga, com a Probastica Cia e vários outros artistas, espetáculos que ganharam também palcos internacionais, além do eixo Rio São Paulo. Como atriz foi dirigida por Cristiane Paoli Quito, Tiche Viana, Francisco Medeiros, Cibele Forjaz, Frank Castorf e Felipe Hirsch. Como professora ministrou aulas de interpretação na Escola Livre de Teatro de Santo André, no Estúdio Nova Dança, na pós-graduação da Faculdade Celia Helena, além de direções na EAD. Sua trajetória é profundamente ligada a construção do performer livre e consciente dos movimentos do seu tempo.
DEBORA LAMM (idealizadora e atriz)
Atriz e diretora teatral, cofundadora da Cia OmondÉ de Teatro. Com 22 anos de carreira, já participou como atriz de mais de 20 espetáculos teatrais, mais de dez filmes, sete séries de TV e quatro novelas. Entre os seus trabalhos no teatro, os mais recentes estão: “Mata Teu Pai”, “Fatal”, “El Pânico”, “Infância, Tiros e Plumas”, “Cock – Briga de Galo” e “ Maravilhoso”. Seu mais recente trabalho no teatro é “A Ponte”, texto de Daniel MacIvor e direção de Adriano Guimarães (em cartaz de fevereiro a março de 2018, no CCBB São Paulo).
Na TV, participou do programa “Zorra” (TV Globo). No cinema, esteve nos longas Chocante”, “Como é Cruel Viver Assim” e “Um Homem Só”. Como diretora, dirigiu quatro espetáculos, entre eles o espetáculo “O Abacaxi”, com Veronica Debom e Felipe Rocha e “Pedro Malazarte e a Arara Gigante”, de Jorge Furtado, que lhe rendeu indicações de melhor direção para os prêmios CBTIJ e Zilka Sallaberry de Teatro Infantil. Como atriz, ganhou o prêmio Zilka Sallaberry pelo espetáculo “Coisas que a gente não vê”, de Renata Mizrahi e foi indicada ao prêmio APTR e ao Questão de Crítica com o espetáculo “Os Mamutes”, de Jô Bilac e direção de Inez Viana, que também lhe rendeu o prêmio FITA de Teatro na categoria melhor atriz.
INEZ VIANA (idealizadora e atriz)
Atriz, diretora e dramaturga, com bacharelado em Artes Cênicas pelo Instituto CAL, RJ. Dirigiu mais de 16 peças, tendo recebido duas indicações de melhor direção do prêmio Shell, uma da APTR, uma do Questão de Crítica e uma da APCA. Como atriz, recebeu uma indicação do Prêmio Shell e uma da APTR. Ganhou o Prêmio Qualidade Brasil em 2008, por “A Mulher que Escreveu a Bíblia”. Ganhou também dois Prêmios Contigo! de melhor espetáculo para “As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna (júris oficial e popular), e o Prêmio FITA de melhor direção para “Os Mamutes”, de Jô Bilac.
Como atriz, destacam-se os espetáculos: “A Mulher que Escreveu a Bíblia”, de Moacyr Scliar, adaptação de Thereza Falcão e direção de Guilherme Piva (2007); “Na Selva das Cidades”, de Bertold Brecht, direção de Aderbal Freire-Fo; “Krum”, de Hanock Levin, direção de Marcio Abreu; e “Nu de Botas”, de Antônio Prata, direção de Cristina Moura. Junto com nove atrizes e atores, fundou, em 2009, a Cia OmondÉ, que já tem sete peças montadas, todas com sua direção: “A Mentira”, de Nelson Rodrigues (2018]); “Mata Teu Pai”, de Grace Passô (2017); “Os Inadequados”, criação coletiva Cia OmondÉ (2015); “Infância, Tiros e Plumas”, de Jô Bilac (2014); “Nem Mesmo Todo o Oceano”, de Alcione Araújo, adaptação Inez Viana (2013); “Os Mamutes”, de Jô Bilac (2012); “As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna (2009).
Por 16 anos, manteve uma parceria com o escritor Ariano Suassuna, realizando, além da peça “As Conchambranças de Quaderna”, o documentário “Cavalgada à Pedra do Reino” (2000). Produziu o Primeiro Festival Ariano Suassuna, no Rio de Janeiro (2001), o Encontro com Ariano Suassuna (parceria com o Sesc RJ – 2004) e a curadoria artística dos 80 anos do escritor (2007), produzido pela Sarau Agência de Cultura, que culminou com uma Aula-Espetáculo de Ariano, no Theatro Municipal, do Rio de Janeiro. Em 2017, escreveu “A Última Peça”, seu primeiro texto teatral, publicado pela editora Cobogó e encenado no Sesc Pompeia, São Paulo, em agosto e setembro de 2018.
CCBB 30 ANOS
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.
FICHA TÉCNICA
Texto: Pedro Kosovski
Direção: Georgette Fadel
Elenco: Debora Lamm e Inez Viana
Diretora Assistente: Julia Ariani
Direção de Arte, Cenografia e Figurino: Simone Mina
Iluminação: Ana Luzia De Simoni
Direção Sonora: Xád Chalhoub
Assistente Figurinos: Angela Sauerbrown
Assistente Cenografia: Vinicius Cardoso
Programação Visual: André Senna
Assessoria de Imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha
Redes Sociais: Rafael Teixeira
Produção Executiva: Douglas Resende
Equipe de Produção: Alex Nunes e Ártemis
Direção de Produção: Sérgio Saboya
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Eu + Ela Produções Artísticas ME e CCBB
Espetáculo: “Por favor venha voando”
Temporada: De 14 de março a 29 de abril de 2019.
Dias e Horários: de quinta a segunda, às 19h30.
Sessões extras:dias 23 e 30 de março (sábados) e 6, 13 e 20 de abril (sábados), às 17h30.
Local: CCBB Rio (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro) – Teatro II
Informações: (21) 3808-2020.
Capacidade: 116 lugares. Recomendação etária: 14 anos.
Maior Festival de Robótica do Brasil agita o Pier Mauá de 15 a 17 de março
Evento organizado pelo SESI conta com a participação de mais de 1.200 alunos de escolas públicas e particulares de todo o Brasil
Para os amantes de tecnologia, os Armazéns 1B, 2 e 3 do Pier Mauá abrigam de 15 a 17 de março, o maior Festival de Robótica do Brasil. Com robôs de diferentes tipos e tamanhos, o evento organizado pelo SESI conta com mais de 1.200 alunos de escolas públicas e particulares de todo o país que colocam, na prática, o aprendizado em ciências, matemática, física e outras disciplinas ligadas à tecnologia. Os alunos vão encarar três desafios: o Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League, o Torneio SESI de Robótica FIRST Tech Challenge (Desafio tecnológico) e o Torneio SESI F1 in Schools (F1 nas Escolas). A premiação é uma vaga em torneios internacionais. O principal deles, o World Festival, considerado a Copa do Mundo da robótica, será realizado em Houston, nos Estados Unidos. O evento será aberto ao público e gratuito nos dias 16 e 17 de março, de 9h às 18h.
No Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League, a disputa terá a participação de 84 equipes de diversos estados. As vagas foram conquistadas durante as etapas regionais. O tema da temporada, Into Orbit (Em órbita), desafia os estudantes a pesquisar sobre as questões relacionadas a viver e viajar no espaço. Eles terão de identificar e propor uma solução inovadora para um problema físico ou social enfrentado durante as viagens de exploração espacial.
Foto: torneioseisiderobotica
Uma das novidades de 2019 é a estreia do Torneio SESI de Robótica FIRST Tech Challenge (Desafio tecnológico): 16 equipes, formadas por alunos de 15 a 18 anos do ensino médio, poderão abusar da criatividade. Vindos de 15 estados nesta primeira edição, os estudantes vão projetar, prototipar e produzir as peças de acordo com as necessidades do robô. Mas claro, existem especificações técnicas que devem ser respeitadas.
No FTC as equipes são avaliadas não apenas pelos robôs, mas também pelo envolvimento com a comunidade, como, por exemplo, uma simples campanha para arrecadar brinquedos para alguma entidade. São avaliadas ainda pelo relacionamento com outras equipes e a maneira como levam ciência e tecnologia para o maior número de pessoas.
Foto: torneioseisiderobotica2
A terceira competição que compõe o festival é o Torneio SESI F1 nas Escolas (F1 in Schools), um programa educacional oficialmente vinculado a F1 e que reproduz os desafios da corrida Fórmula 1. Nessa preparação para o mundo profissional, estudantes de 14 a 18 anos são desafiados a criar uma empresa que funcionará como uma escuderia. Eles podem utilizar diversos recursos tecnológicos para projetar, modelar e testar um protótipo de um carro de F1.
A avaliação, premiação e classificação para a etapa mundial se baseia no resultado de um conjunto de ações incluindo elaboração do plano de negócios, marketing e mídias sociais, apresentação, além do envolvimento em uma ação social relevante. Longe dos números e treinos, as equipes também precisam desenvolver um projeto social, que pode ser usado como critério de desempate no resultado final.
Durante o Festival SESI de Robótica também acontece o Seminário Educação 360 Jovem Tech, em parceria com o jornal O Globo, que conta com debates com especialistas e estudantes que irão abordar temas como tecnologia e ensino médio, formação para o trabalho e a metodologia STEAM (termo em inglês que conceitua a união de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes). O seminário será realizado no dia 15 (sexta-feira), no Museu do Amanhã, de 9h às 17h. O evento é aberto ao público.
Foto: robotica
Profissionais da área de educação também poderão participar de oficinas do programa ACESSE (Arte Contemporânea e Educação em Sinergia no SESI). O programa se apropria da arte contemporânea para promover a inovação pedagógica e apoiar a implementação do STEAM nas escolas do SESI. As oficinas, com carga horária de 2h a 3h cada, serão abertas ao público no sábado (16) e domingo (17).
Serviço:
FESTIVAL SESI DE ROBÓTICA
Quando: 15 a 17 de março
Aberto ao público apenas nos dias 16 e 17
Horário de visitação: 16/03 – sábado: 9h às 18h / 17/03 – domingo: 9h às 18h
Local: Armazéns 1B, 2 e 3 do Pier Mauá – Av. Rodrigues Alves, 10 – Rio de Janeiro
Vale ressaltar a facilidade de acesso. Quem chega ou sai dos armazéns conta com estação de VLT em frente (Parada dos Museus)
Retratar a diversidade do cinema árabe através de uma seleção de mais de 30 obras cinematográficas dirigidas por mulheres é o objetivo da Mostra de Cinema Árabe Feminino, que acontece entre os dias 7 e 25 de março no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. O filme de abertura será o longa-metragem inédito no país Os Afortunados (The Blessed), da premiada diretora argelina Sofia Djama – que vem ao Brasil especialmente para o evento.
Ao longo de 17 dias, questões políticas e sociais vão permear as produções de realizadoras árabes contemporâneas em uma programação que inclui ainda debates, mesas redondas e uma masterclass de roteiro com Sofia Djama. Formada em literatura pela Universidade de Argel, a cineasta também participa de uma conversa pública após a exibição de seu filme.
São 13 longas-metragens, sendo oito inéditos, e 24 curtas, somando 37 produções de mais de 10 países: Arábia Saudita, Argélia, Egito, Iêmen, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Palestina, Qatar, Síria e Tunísia. O projeto é uma realização da Partisane Filmes, patrocinada pelo Banco do Brasil através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com entrada franca para todas as sessões.
Temas diversos como conflitos familiares, relacionamentos, amizade, autoconhecimento, feminino e LGBT são pano de fundo para abordar o contexto histórico atual da região, que conta com diferentes realidades: desde o Egito e o Líbano, que sempre fomentaram a criação artística – seja com recursos públicos ou com recursos privados -, até a Arábia Saudita, onde ainda é proibido abrir salas de cinema.
A curadoria de Ana França e Analu Bambirra contemplou filmes de gêneros variados como ficção, documentários, experimentais. “Não pretendemos apresentar uma única resposta sobre o que é ser mulher árabe, e sim discutir as várias possibilidades ao fazer um recorte dentro das produções lançadas a partir dos anos 2000. A maioria dos filmes selecionados não foram lançados comercialmente no Brasil”, explica Analu Bambirra.
O filme de abertura será o longa-metragem inédito no Brasil Os Afortunados (The Blessed), da diretora argelina Sofia Djama. O filme ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza de 2017, pela atuação de Lyna Khoudri, e o prêmio de Melhor Direção no Festival de Dubai.
Outros sete longas inéditos estão entre os selecionados: Uma Substância Mágica Flui em Mim (A Magical Substance Flows Into Me), dirigido pela palestina Jumana Manna, cuja estreia mundial ocorreu na sessão Forum do Festival de Berlim em 2016. O filme parte de uma gravação do musicólogo Robert Lachmann, que leva a uma viagem que retrata a cultura musical palestina; Além da Sombra (Upon the Shadow), é sobre a questão LGBTQ na Tunísia, da diretora Nada Mezni Hafaiedh, vencedor do Tanit de Bronze no Festival Internacional de Carthage e exibido no festival Queer Lisboa; Arij – Cheiro de Revolução (Arij – Scent of Revolution), de Viola Shafik, que também teve estreia mundial na sessão Forum do Festival de Berlim e levanta questões sobre o período pós-Primavera Árabe no Egito; Pássaros de Setembro (Birds of September), primeiro longa-metragem da libanesa Sarah Francis, mostra um retrato íntimo da população de Beirute e foi exibido nos festivais CPH:DOX, FIDADOC Agadir e Art of the Real; Campos da Liberdade (Freedom Fields), filme líbio dirigido por Naziha Arebi, teve estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido no Festival de Londres e no IDFA, sobre o primeiro time de futebol feminino nacional do país; O Disco Quebrado (Broken Record) foi realizado no Iraque por Parine Jaddo e exibido no festival DOK Leipzig, que mostra o percurso da diretora em busca da letra de uma música iraquiana que a mãe cantava na sua infância; e Eu Dançarei Se Eu Quiser (In Between), filme polêmico da diretora árabe-israelense Maysaloun Hamoud, que foi lançado no Festival de San Sebastian e conta sobre a vida e as relações de três mulheres árabes em Tel Aviv: uma advogada criminalista muçulmana secular burguesa, uma DJ lésbica de família cristã liberal e uma garota muçulmana devota que se tornam colegas de quarto.
Na programação haverá debates após três exibições. Campos da Liberdade, com a roteirista e produtora Erica Reis; Trilogia Sci-Fi, com a realizadora cinematográfica Jo Serfaty e Eu Dançarei Se Eu Quiser com Gisele Fonseca Chagas da NEOM/UFF.
Também serão exibidos 24 curtas-metragens, sendo 19 estreias. As exibições estão divididas em seis sessões, que trazem títulos como Eu Tenho te Observado o Tempo Todo (I have been watching you all along), primeiro filme da diretora Rawda Al-Thani e realizado no Qatar; Três Centímetros, dirigido pela libanesa Lara Zeidan, premiado com o Teddy Award de Melhor Curta-metragem do Festival de Berlim; Povo da Terra de Ninguém (People of the Wasteland), da diretora síria Heba Khaled, no qual ela tem acesso a imagens de GoPro realizadas por soldados sírios no front da guerra; Terreno Baldio (Terrain Vague), da argelina Latifa Said, que percorreu mais de 80 festivais em 37 países e ganhou mais de 20 prêmios; e Memória da Terra (Memory of the Land), da diretora palestino-espanhola Samira Badran, único filme de animação exibido na mostra.
Na mostra, está também a Trilogia Sci-fi, da diretora palestina Larissa Sansour, que abordam assuntos relevantes ao povo palestino: Um Êxodo Espacial (A Space Exodus), no qual a diretora recria a icônica cena do homem chegando à lua, utilizando referências do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick; Patrimônio Nacional (Nation Estate), que propõe uma solução para a questão palestina: um arranha-céu que abriga toda a população e seus territórios; e No Futuro eles Comiam da Melhor Porcelana (In the future they ate from the finest porcelain) sobre uma intervenção história criada por um grupo de resistência. Destes, apenas o último foi exibido no Brasil.
Duas mesas redondas também fazem parte da programação: “O mundo árabe no feminino: religião, nação e feminismos”, com a presença de Elzahra Osman (Inep/UnB), Gisele Fonseca Chagas (NEOM/UFF) e Houda B. Bakour (NEOM/UFF); e “Corpos-ficções palestinos: pensamentos fílmicos a partir de uma geografia violentada” formada por Tatiana Carvalho Costa Centro Universitário UNA / CORAGEM-UFMG), Carol Almeida (PPGCOM / UFPE), e Fernando Resende (PPGCOM / UFF).
SOBRE O CCBB
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira, segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.
SERVIÇO
07 a 25/03/2019
Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB-RJ (Rua Primeiro de Março, 66 | Centro, RJ) Tel. (21) 3808-2020
LISTA DE FILMES SELECIONADOS
Longas-Metragens
Além da Sombra (Upon the Shadow) – Nada Mezni Hafaiedh (Estreia)
Aqueles que Restam (Those who Remain) – Eliane Raheb
Arij – Cheiro de Revolução (Arij – Scent of Revolution) – Viola Shafik (Estreia)
Pássaros de Setembro (Birds of September) – Sarah Francis (Estreia)
Campos da Liberdade (Freedom Fields) – Naziha Arebi (Estreia)
Eu Dançarei Se Eu Quiser (In Between) – Maysaloun Hamoud (Estreia)
Malditos Feijões (Bloody Beans) – Narimane Mari
Meu Tecido Preferido (My Favorite Fabric) – Gaya Jiji
O Disco Quebrado (Broken Record) – Parine Jaddo (Estreia)
O Sal desse Mar (Salt of this sea) – Annemarie Jacir
Os Afortunados (The Blessed) – Sofia Djama (Estreia)
Ouroboros – Basma Alsharif
Uma Substância Mágica Flui em Mim (A magical substance flows into me) – Jumana Manna (Estreia)
SESSÃO DE CURTAS 01
Seu Pai Nasceu com 100 Anos, Assim Como a Nakba (Your father was born 100 years old and so was the Nakba) – Razan AlSalah (Estreia)
O Regime da Bondade (The goodness regime) – Jumana Manna e Sille Storihle (Estreia)
Um Retrato Dos Costumes (A Última Mascarada De Alfred Roch) / A sketch of manners (Alfred Roch’s Last Masquerade) – Jumana Manna (Estreia)
Memória da Terra (Memory of the Land) – Samira Badran (Estreia)
SESSÃO DE CURTAS 02
Eu Tenho Te Observado O Tempo Todo (I have been watching you all along) – Rawda Al-Thani (Estreia)
Três Centímetros (Three Centimetres) – Lara Zeidan
No Dia Internacional da Mulher, celebrado 8 de março, muitos são os casos de assédio que são reportados e que endossam as estatísticas que apontam que ainda há muito a ser feito em defesa dos direitos das mulheres e contra o preconceito
A modelo Lien Porto relataque sofre muito assédio por ser mulher: “o assédio acontece nas ruas, com cantadas indiscretas, no transporte público, com homens que não se controlam e querem passar a mão em mim, que tentam se encostar, que não respeitam, que acham que nós mulheres somos um pedaço de carne e que estamos ali para servir aos seus desejos. É lamentável”.
Para a modelo, existe uma cultura de que o homem pode fazer o que quiser, e isto gera situações que beiram o absurdo: “lembro de um caso em Salvador de um homem que estava filmando com o celular por debaixo da minha saia enquanto subia a escada rolante. Achei aquilo um absurdo e parti pra cima, chamei a polícia, fiz um escândalo no shopping e o caso repercutiu muito”, comenta.
Lien Porto comenta que o Dia Internacional da Mulher serve como lembrança da desigualdade e preconceito que ainda existe e estímulo para não desistir: “Essa data nos lembra que a luta continua e do quanto é difícil ser mulher numa sociedade machista. Não é porque eu sou modelo, gosto de me cuidar, malho e tenho um corpo bonito que isso dá o direito dos homens serem grosseiros e virem me agarrar”.
A modelo revela que sofre com o assédio desde criança e pondera que o assédio pode ser o começo de algo muito mais grave, que é o feminicídio: “Eu sofro desde a minha infância assédio por causa do meu corpo e há anos convivo com isso, mas isso não significa que este tipo de atitude machista tenha qualquer respaldo ou que eu concorde com isso. Nós mulheres somos fortes, independentes e podemos sim ser sensuais, ter liberdade para sermos femininas, alimentar nossa vaidade, sem ser vítimas do preconceito e pré julgamento ou sermos incomodadas por pessoas que não sabem seus limites. Pela via do assédio pode vir também o estupro, além dos casos de mulheres ao redor do mundo que tem sofrido violência e até vindo a óbito por esse motivo”.