O envelhecimento é um processo natural e fisiológico e ocorre em todas as partes do corpo, inclusive na região genital. Além do processo de envelhecimento intrínseco, esta região ainda sofre alterações secundárias a processos mecânicos como depilação a cera, vestimentas inadequadas, e gestações (parto normal), levando a flacidez dos grandes e pequenos lábios vaginais, a assimetrias nos tamanhos dos pequenos lábios e atrofia vulvar.
Toda mulher quer se sentir bem com sua aparência íntima, mas nem sempre isso acontece, podendo gerar desconforto, constrangimentos e baixa autoestima. A boa notícia é que o aparelho Exilis Elite de radiofrequência focada possui uma ponteira exclusiva para o rejuvenescimento íntimo: Exilis Protégé Intima.
De acordo com a dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Fernanda Sanchez, o Exilis Protégé Intima é o primeiro tratamento de seu tipo, oferecendo aos pacientes uma opção não cirúrgica e não invasiva de remodelação labial, além de melhorar a satisfação sexual por aumentar a lubrificação e tônus dos tecidos. “O tratamento é realizado através de aplicação de ondas de radiofrequência associadas a um sistema de resfriamento, na área dos pequenos lábios, grandes lábios e períneo. A estrutura do colágeno é afetada pelas altas temperaturas e um processo de cura natural da pele se inicia, estimulando os fibroblastos a produzir novas fibras de colágeno, resultando na melhoria da flacidez. Com isso há retração dos pequenos lábios, que diminuem de tamanho”, explica a especialista que completa: “Não há dor, somente uma sensação de aquecimento, e a paciente não fica impossibilitada de realizar seus afazeres diários com este tratamento”.
Para obter os resultados são necessárias, em média, quatro sessões, com aproximadamente 30 – 40 minutos de duração e intervalos semanais. Para potencializar os resultados orientamos que as pacientes bebam uma maior quantidade de água durante as sessões e façam uso de colágeno por via oral.
Doença atinge 12 milhões de brasileiros e é a causa mais comum de impotência sexual, cegueira, amputações e doença renal.
Os médicos não costumam usar a palavra cura, mas pesquisas nacionais e internacionais mostram que a cirurgia bariátrica, também conhecida como cirurgia de redução do estômago, elimina a necessidade de medicação para o controle do diabetes em mais de 80% dos casos. Com o “desaparecimento” da doença, o paciente tem menos chances de apresentar problemas cardiovasculares e outras comorbidades associadas, como hipertensão e apneia do sono.
O cirurgião bariátrico Guilherme Cotta, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, lembra que o diabetes— doença que atinge 20 milhões da população brasileira — é a causa mais comum de cegueira, amputação de membros inferiores, doença renal com necessidade de hemodiálise e impotência sexual, por isso precisa ser tratado de forma efetiva.
De acordo com Dr Cotta, a cirurgia surge como mais uma alternativa terapêutica e pode ser indicada quando o tratamento convencional não surte efeito para pacientes com IMC ( Índice Massa Corpórea) acima de 35kg/m².
Atualmente, o diabetes tipo 2 — que representa 90% de todos os casos da doença no País — é tratado com alimentação balanceada, prática regular de atividade física e administração de medicamentos orais ou insulina. Segundo Guilherme Cotta, o problema é que mudar o hábito é uma tarefa muito difícil e como a doença não causa dor, não incomoda, com isso o paciente costuma negligenciar o tratamento, causando prejuízos graves para a saúde e para o bolso.
Sobrepeso ou obesidade leve
No Brasil, a cirurgia bariátrica é aprovada para pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) a partir de 35 kg/m² com doenças associadas ou acima de 40 kg/m² sem a presença de outras patologias. Para o cirurgião, o IMC deve ser mais um parâmetro de indicação para a cirurgia, mas não o único. “O critério mais importante deve ser a avaliação clínica. A cirurgia de metabólica vem para ocupar uma lacuna que a endocrinologia não possui” diz o médico lembrando que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica vem observando os resultados da maior pesquisa de longo prazo já realizada no mundo sobre os efeitos da cirurgia bariátrica em diabéticos com IMC entre 30 e 35 kg/m²e. “A pesquisa da SBCBM constatou que dos 66 pacientes submetidos à operação, 88% se “curou” do diabetes. No restante, houve redução gradativa das dosagens dos medicamentos. O estudo também confirmou que tratar o diabetes é prevenir morte por doenças cardiovasculares”, afirma o médico.
Após mais de um ano em cartaz no Museu da Vida, da Fiocruz, adaptação dirigida por Daniel Herz e João Marcelo Pallotino chega ao Planetário da Gávea
Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. E para fugir da fogueira, teve que negar tudo aquilo em que acreditava. A história de Galileu Galilei vai ser contada a partir de 1º de dezembro no palco do Teatro Municipal Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea. Baseada no texto “A vida de Galileu” (Leben des Galilei, no título original em alemão), do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça homônima ficou em cartaz por mais de um ano no Museu da Vida, da Fiocruz. Na montagem, dirigida por Daniel Herz e João Marcelo Pallotino, cabe a Roberto Rodrigues interpretar o cientista, enquanto oito atores se alternam em outros papéis. Toda a trama se passa no século 17, mas podia ser nos dias de hoje.
“Naquela época, havia uma força retrógrada muito forte por parte da Igreja, que, por motivos de poder e motivos obscuros não estava aberta ao novo, à diferença. Diria que hoje a gente está vivendo um retrocesso muito grande. Nesse sentindo, essa montagem faz uma dupla leitura: a da época do Galileu e a da homenagem aos cientistas que foram expulsos da Fiocruz durante o regime militar. Mas ainda tem uma terceira camada: que a gente está vivendo hoje, de profundo retrocesso na cultura, no que diz respeito às conquistas que a sociedade obteve em relação à diversidade e às diferenças. É um momento bastante assustador e, infelizmente, o texto mostra-se profundamente atual”, compara Daniel Herz, que foi convidado pela Fiocruz para fazer a encenação do texto, no ano passado, por conta da celebração dos 30 anos da reintegração dos pesquisadores, que puderam retornar à Fiocruz após a injustiça que sofreram. Na época, o governo brasileiro cassou os direitos políticos e a aposentadoria de dez pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que foram proibidos de entrar em seus laboratórios dentro da instituição.
Para homenageá-los, o espetáculo é entrecortado por depoimentos dos cientistas afastados. A ação se dá em um cenário propositalmente redondo.
“Essa circularidade é inspirada no próprio Galileu, com a ideia de mostrar que a Terra não está no centro do universo. A Terra está circulando, a vida está circulando, os valores estão circulando e o teatro também. O público se identifica com essa história, que tem uma dinâmica moderna, bem contemporânea e traz a ideia de você testemunhar os atores contando uma história, se revezando nos papeis”, defende Daniel.
Durante os ensaios, elenco e direção inseriram elementos para revitalizar a montagem e encaram o desafio de contar uma história não apenas para o público adulto, mas também para os jovens, já que muitos alunos de ensinos fundamental e médio assistiram à peça. Estudantes e professores da rede pública de ensino têm entrada gratuita garantida nas sessões do espetáculo.
“A ciência e o teatro precisam dos jovens: a juventude tem a mudança nos seus hormônios. Essa peça une arte e ciência e isso já vale a aventura de abrir o pano”, conclui Daniel.
A peça está sendo realizada com recursos adquiridos por meio de parcerias feitas com o uso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. Esse projeto conta com patrocínio da Dataprev e do Grupo Seres.
Sinopse
Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. Baseada no texto homônimo do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça “A vida de Galileu” dialoga com os públicos jovem e adulto. Matemático, astrônomo e físico italiano nascido em 1564, Galileu, decidido a explorar aspectos desconhecidos do Universo, construiu um telescópio em 1609 com mais capacidade do que os que existiam à época. Manchas solares e os satélites de Júpiter são algumas de suas descobertas. Galileu defendeu a teoria heliocêntrica de Copérnico, segundo a qual o Sol é o centro do Universo e não a Terra, o que o fez ser perseguido pela Igreja Católica. Para fugir da fogueira, teve que negar aquilo em que acreditava.
A encenação associa a questão do autoritarismo com o episódio que ficou conhecido como Massacre de Manguinhos, quando dez cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados e foram forçadamente aposentados durante a ditadura militar. Os cientistas foram proibidos de entrar em seus laboratórios e muitas de suas pesquisam foram paralisadas. Mais informações em https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/cartilha-sobre-reintegracao-dos-pesquisadores-cassados]
“A peça discute a relação dos cientistas, enquanto intelectuais de uma sociedade, com a sustentação do autoritarismo ou da democracia e da liberdade. Além disso, aborda em muitas cenas porque o cientista deve se aproximar da população. É uma discussão em que a divulgação científica é peça central. Todos esses elementos estão bastante presentes na peça a partir dos dilemas que o próprio Galileu enfrenta”, esclarece Diego Vaz Bevilaqua, um dos idealizadores do projeto.
Ficha Técnica
A Vida de Galileu (de Bertolt Brecht)
Direção geral – Daniel Herz
Direção – Daniel Herz e João Marcelo Pallottino
Diretor assistente – Clarissa Kahane
Tradução – Roberto Schwarz
Adaptação do texto – Daniel Herz, Diego Vaz Bevilaqua, Letícia Guimarães e Wanda Hamilton
Elenco – Andressa Lameu, Carol Santaroni, Diego de Abreu, Ingra da Rosa, Leandro Castilho, Letícia Guimarães, Pablo Paleologo, Roberto Rodrigues e Sérgio Kauffmann
Direção musical e música original – Leandro Castilho
Cenário – Fernando Mello da Costa
Figurino – Carla Ferraz
Luz – Aurélio de Simoni
Operação de luz – Lívia Ataíde
Operação de som – Rafael Silvestre
Operação de vídeo – Mariluci Nascimento
Direção de movimento – Janice Botelho
Programação visual – Alana Moreira e Flávia Castro
Assessoria de imprensa: Haendel Gomes (COC/Museu da Vida), Sheila Gomes e Sara Paixão
Produção executiva – Fernanda Avellar e Mariluci Nascimento
Direção de produção – Geraldo Casadei
Serviço
Teatro Municipal Maria Clara Machado (dentro do Planetário da Gávea)
Temporada: de 1º a 17 de dezembro, sextas, sábados 21h e domingos, às 20h
Ingresso: Inteira R$20,00 Meia R$10,00 – Gratuidade para professores e alunos da rede pública de ensino
Mostra de cinema abre dia 27 de novembro, na Cinemateca do MAM Rio, com produções brasileiras e internacionais sobre sexualidade e gênero.
Mostra Dissidencias_A FESTA DA MENINA MORTA
Uma mostra de cinema disposta a abraçar os mais diversos modos de viver a sexualidade e o gênero, com espaço aberto para o debate. Essa é a proposta de Dissidências Sexuais – Cinema, Gênero e Direitos, que acontece de 27 de novembro a 1º de dezembro, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Realizada pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, a mostra valoriza filmes brasileiros de realizadores jovens e independentes, além de produções do Canadá. Em parceria com a Cinemateca do MAM, há também obras cinematográficas premiadas em festivais internacionais. Ao todo, serão exibidos 22 filmes, além de oficina, roda de youtubers e debates. Todas as atividades terão entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes na recepção da Cinemateca. A classificação indicativa varia conforme cada sessão. O evento conta com o apoio da Cinemateca do MAM, Consulado Geral do Canadá, Cineclube LGBT e Cinerama UFRJ.
De segunda a sexta-feira, a partir das 17h, o público terá acesso a sete longas e 15 curtas-metragens, entre documentários, animações, performances e diferentes tipos de produção audiovisual. Os filmes abordam assuntos como diversidade sexual, identidades de gênero, reversão de orientação sexual, diferentes arranjos familiares, feminismo, cultura queer, trabalho sexual, sexualidade de pessoas com deficiência e a influência da mídia em questões de gênero. As sessões diárias são divididas por temas: Foco Canadá, Transgeneridades, Performatividade, Queer e Panorama. Ao final de cada dia, haverá um debate com a participação de cineastas, estudantes, professores, ativistas, intelectuais e o público em geral. O evento inclui também a oficina Se Toca – Mala dos Prazeres, com a educadora sexual Renata Mota, na quarta-feira. Na sexta, dia do encerramento, uma Roda de youtubers reúne produtores de canais de conteúdos relacionados à temática, como Enrique sem H, Tá querida!, Drag-se, Kitana Dreams, DialogayBR e Se Toca. A programação termina com shows das cantoras Simone Mazzer e MC Xuxu, e festa com a DJ Clarissa Ribeiro. Neste dia, haverá diversos recursos de acessibilidade, conforme a programação.
Segundo o Superintendente de Comunicação do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Prof. Fernando Salis, o evento pretende contribuir para a promoção dos direitos daqueles que diariamente sofrem violência, opressão social, política e econômica por suas orientações sexuais ou identidades de gênero, afirmando, assim, a diversidade cultural e os direitos humanos. “Num tempo em que a arte vem sendo demonizada, apostamos no encontro entre o cinema e as ideias, de forma que a sexualidade seja vivida afirmativamente, as identidades de gênero não sejam consideradas ameaças aos laços sociais e o pensamento seja livre de dogmatismos, exclusão, censura e fundamentalismos”, explica ele.
SESSÕES TEMÁTICAS
ABERTURA – DIA 27/11 (segunda-feira) – FOCO CANADÁ
No intuito de dar uma perspectiva internacional à mostra, criamos um programa de filmes produzidos no país norte-americano, que, além de ser um dos maiores produtores de filmes com temáticas de sexualidade e gênero, é um dos mais progressistas em termos de políticas públicas para a população LGBTIQ+, entre outros grupos minoritários. Após os filmes, um debate reúne Antônio Quinet (psicanalista e psiquiatra), Lara Lopes (refugiada LGBT de Moçambique), Leandra Du Art (ativista dos direitos LGBTIQ+ e das pessoas com deficiência), Renata Mota (educadora sexual), Cléa Maria (formação de professores) e a Cônsul Geral do Canadá no Rio de Janeiro, Evelyne Coulombe.
DIA 28/11 (terça) – TRANSGENERIDADES
A questão “trans” invadiu as pautas midiáticas e políticas nacionais, da cultura popular aos tratamentos do SUS, das telenovelas ao Congresso Nacional, provocando um intenso debate sobre gênero, sexualidade e direitos. Os filmes da sessão abordam questões de transições estéticas, existenciais e de saúde, procurando tratar da diversidade identitária que existe dentro da própria cultura trans: homens trans, mulheres trans, travestis, a questão dos tratamentos, cirurgias, entre outras. Um debate reúne Jaqueline Gomes de Jesus (Dra. em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, professora do IFRJ), Laylla Monteiro (ativista LGBT e assistente de Pesquisas Clínicas na Fiocruz), Luis Carlos Alencar (diretor do documentário Bombadeira), Pablo Henrique Sant (homem trans e ativista LGBT), Rebecca Gotto (mulher trans e atriz do grupo TransArte) e Tertuliana Lustosa (professora e diretora de Cuceta).
DIA 29/11 (quarta) – PERFORMATIVIDADE
Como se propagam os valores através da linguagem popular e da mídia? Como se constroem supostos “consensos” sobre a moralidade e os costumes? Performatividade é um conceito que revela a força normativa que a repetição dos discursos provoca nas culturas e, portanto, também nos corpos e comportamentos. Através de filmes que mostram o poder de convencimento e a “naturalização” de valores hegemônicos pela religião, cultura popular e mídia, o debate aborda a necessidade de resistência cultural para que outros valores possam produzir imaginários e comportamentos diversos e inclusivos. Além de filmes, o programa inclui a oficina Se Toca – Mala dos Prazeres com a educadora sexual Renata Mota. Ao final, um debate reúne Antônio Carlos Moreira (jornalista e ex-colaborador do jornal Lampião da Esquina), Denilson Lopes (coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ), Francine Barbosa (roteirista e professora), Chalini Torquato (professora e pesquisadora da ECO – UFRJ) e Ronaldo Canabarro (Mestre em História Regional pela UPF).
DIA 30/11 (quinta) – QUEER
Esse conceito em inglês, popularizado nos EUA desde a década de 1980, tomou recentemente a mídia brasileira por conta do encerramento de uma exposição de arte em Porto Alegre, que trazia obras com temáticas de sexualidade e gênero. Queer, etimologicamente, queria dizer, num sentido pejorativo, “estranho”, “anormal”, “bizarro”, até que homossexuais, bissexuais, transexuais, drag-queens, entre outros não conformes ao binarismo heteronormativo, se apropriaram do termo e o ressignificaram. Queer passou a qualificar uma atitude criativa, livre, original, irreverente e, sobretudo, afirmativa. Hoje o termo nomeia uma área em expansão dos estudos culturais. Neste dia, os filmes mostram essa atitude jovial e fluida, de experimentação estética dos corpos, relações, afetividades e identidades. Ao final, um debate reúne Ana Carolina Galiza (diretora de Inconfissões), Clarissa Ribeiro (diretora de X-Manas), Érica Sarmet (diretora de Latifúndio), Gustavo Vinagre (diretor de Filme para Poeta Cego) e Mariana Baltar (professora do curso em Cinema e Audiovisual e da Pós-graduação em Comunicação da UFF).
ENCERRAMENTO – DIA 01/12 (sexta) – PANORAMA
A sessão começa com uma Roda de Youtubers, para conhecermos melhor a cultura jovem de canais de conteúdos pela internet, trazendo esses “influenciadores digitais” para falarem de suas experiências. Novos canais, múltiplas plataformas, performances, algoritmos, agenciamento, educação, seguidores e haters serão alguns dos temas a serem debatidos com o público (com interpretação em Libras). A programação de filmes abordará questões como trabalho sexual, visibilidade lésbica, feminismo, cultura drag, transgeneridades, compondo um panorama dos principais temas debatidos ao longo da mostra (os filmes terão audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Libras). Ao final, um debate (com interpretação em Libras) reúne Anahi Guedes de Mello (cientista social pesquisadora dos Estudos sobre Deficiências), Bruna Benevides (Presidenta do Conselho LGBT – Niterói – Diretoria da ANTRA e ABGLT – TransAtivista), Jean Wyllys (deputado federal), Guilherme Almeida (professor da Faculdade de Serviço Social da UERJ), Marielle Franco (vereadora do Rio de Janeiro), Salvador Corrêa (coordenador de treinamento e capacitação da ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids) e Fernando Salis (Superintendente de Comunicação do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ). Para encerrar o evento, shows de Simone Mazzer, MC Xuxu (ambos com interpretação Musical de Sinais) e festa com a DJ Clarissa Ribeiro.
Programação traz 22 filmes, entre curtas e longas, com debates e oficina.
Encerramento em 1º de dezembro com shows de Simone Mazzer e MC Xuxú, seguidos de festa com a DJ Clarissa Ribeiro.
Mostra de cinema
Dissidências Sexuais – Cinema, Gênero e Direitos
Cinemateca do MAM Rio
De segunda a sexta, a partir das 17h
Entrada gratuita
SERVIÇO
Mostra de Cinema Dissidências Sexuais – Cinema, Gênero e Direitos
Data: 27 de novembro a 1º de dezembro
Local: Cinemateca do MAM Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo – Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3883-5630
Realização: Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Apoio: Cinemateca do MAM Rio, Consulado Geral do Canadá, Cineclube LGBT, Cinerama UFRJ Fundação COPPETEC, e Sistema Universitário de Apoio Teatral (SUAT/ECO/UFRJ).
Lançamento acontece dia 5 de dezembro com leitura dramatizada no bistrô folie à deux, no Rio de Janeiro.
Conhecido por seu trabalho à frente do jornal Plástico Bolha e pela curadoria e produção de eventos na área de literatura, o poeta Lucas Viriato lança dois volumes de sua própria produção autoral: Nepal Legal e Índia Derradeira. Os lançamentos, com selo da editora OrganoGrama Livros, fazem parte da retomada do projeto de escrita sobre o Oriente iniciado pelo autor há dez anos. Com leitura dramatizada, o lançamento acontece dia 5 de dezembro (terça-feira), às 18h30, no bistrô folie à deux, no Cosme Velho.
Professor de Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo na PUC-Rio e de Oficinas de Escrita na Escola Parque, Viriato possui dez livros publicados, entre poesias, contos e participação em antologias. Os lançamentos, Nepal Legal e Índia Derradeira, remetem à viagem do autor ao Oriente, realizada entre janeiro e abril de 2013. Compostos por 108 fragmentos de viagem, as edições seguem o caminho literário dos livros Memórias Indianas e Retorno ao Oriente, lançados por ele em 2007 e 2008, respectivamente. “Uma década depois, achei que eu havia amadurecido, minha escrita também, e era hora de voltar à Índia e ver que viagem eu contaria agora, que escrita de viagem surgiria sobre essas novas bases”, explica o autor. Nepal legal e Índia derradeira também serão lançados lado a lado dentro de uma caixa exclusiva, com edição limitada.
Em Nepal Legal o poeta fala de sua passagem pelo país, rumo à Índia, onde encara de frente as nuances arquitetônicas de Kathmandu e as amplitudes da cadeia dos Himalayas. Em toda a viagem, perigos o rondam: o abismo que o encara, as pegadas de felinos na neve, a possibilidade de um terremoto iminente, fazendo do livro um verdadeiro mapa de registros de um Nepal que já não existe mais, um Nepal soterrado, inalcançável a não ser pela via da poesia. A leitura é um convite para atravessar o país e subir os Himalayas junto com o autor: ela é trabalhosa, densa, arriscada, bela, e é dessa mistura incomum que os versos de Nepal Legal são feitos. O resultado do primeiro livro dessa sequência, a profunda imersão nessa viagem, não poderia ser outro: o autor alcança o ponto mais alto de sua produção até aqui.
Nepal Legal_Lucas Viriato
Índia Derradeira narra a continuação dessa viagem, A poética de Viriato, com fortes traços narrativos desde aquela primeira Índia, contempla experiências em um Oriente estranho e familiar, outro e si mesmo, através de uma escrita ágil e de intensa força poética, que se refina a cada livro, a cada poema, a cada novo espanto. Dos grandiosos templos religiosos aos menores detalhes e gestos da natureza e do homem, o autor constrói seus poemas, que compõem uma verdadeira viagem literária, continental, linguística, psicológica, antropológica e filosófica — sempre acompanhado de muito humor e do uso inventivo da linguagem.
SOBRE O AUTOR
Lucas Viriato é doutorando em Letras pela PUC-Rio, orientado por Marília Rothier Cardoso. Atualmente, leciona no curso de Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo da CCE PUC-Rio, e na Escola Parque. Desde 2006, edita o jornal literário impresso e virtual “Plástico Bolha”. É autor dos livros: “Memórias Indianas” (2007); “Retorno ao Oriente” (2008); “Contos de Mary Blaigdfield, a mulher que não queria falar sobre o Kentucky – e outras histórias” (2010); “Antologia de prosa Plástico Bolha” (2010)”; “Curtos e Curtíssimos” (2012); “Muestras” (2013); “Corpo Pouco” (2013); “Antologia de poesia Plástico Bolha” (2014); “Blue” (2015). Traduziu o livro “O estranho mundo de Jack” (2016), de Tim Burton, para a editora Cobogó. Participou de diversos eventos de poesia nacionais e internacionais. Tem atuação regular como curador e produtor. Em 2012, recebeu o Prêmio Agente Jovem de Cultura concedido pelo Ministério da Cultura do Brasil. Em 2015, foi curador da exposição “Poesia Agora”, que reuniu a obra de mais de 300 poetas no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. A exposição voltou, em 2017, dessa vez na Caixa Cultural de Salvador e do Rio de Janeiro. Participou da residência artística HOBRA, cooperação entre os governos de Holanda e Brasil para um intercâmbio artístico cultural, e recentemente foi selecionado para participar da antologia de poesia É agora como nunca, de Adriana Calcanhotto.
Livros publicados
Memórias indianas. 1.ed. Rio de Janeiro: IbisLibris, 2007. Retorno ao Oriente: 108 fragmentos de viagem. 1.ed. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008. Contos de Mary Blaigdfield, a mulher que não queria falar sobre o Kentucky (e outras histórias). 1.ed. Rio de Janeiro: 7Letras, 2010. Antologia de prosa Plástico Bolha. 1.ed. Rio de Janeiro: Oito e meio, 2010. Curtos e curtíssimos. 1.ed. Rio de Janeiro: edição do autor, 2012. Muestras. 1.ed. Rio de Janeiro: OrganoGrama Livros, 2013. Corpo pouco. 1.ed. Rio de Janeiro: edição do autor, 2013. Antologia de poesia Plástico Bolha. 1.ed. Rio de Janeiro: OrganoGrama Livros, 2014. Blue. 1.ed. Rio de Janeiro: edição do autor, 2015. O estranho mundo de Jack (trad.). 1.ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2016.
Box: Nepal Legal e Índia Derradeira Lucas Viriato, 268 págs. Ed. OrganoGrama Livros, 2017. Preço R$ 84,00
SERVIÇO
Lançamento de livros
Títulos: Nepal Legal e Índia Derradeira Autor: Lucas Viriato Dia: 5 de dezembro de 2017 (terça-feira) Hora: 18h30 às 21h30 Local: folie à deux End.: Rua Ererê, 11 C – Cosme Velho, Rio de Janeiro Tel.: (21) 4108-1097
HARMONITANGO lança seu CD de estreia homenageando Astor Piazzolla, dia 2 de dezembro, sábado, no Instituto Tom Jobim, no Jardim Botânico, com ENTRADA GRATUITA
Trio formado por José Staneck (harmônica), Ricardo Santoro (violoncelo) e Sheila Zaugy (piano) regravam, em formação inusitada, raridades e obras consagradas do músico portenho, como Adiós Nonino, Libertango, La Muerte del Ángel, Deus Xango e Retrato de Milton
Uma homenagem a Astor Piazzolla deve ser feita por músicos competentes, virtuosos e, principalmente, versáteis, que possam transitar entre o popular e o erudito tão habilmente quanto o consagrado, e muitas vezes incompreendido, músico portenho. Neste sentido, e em busca por diferentes sonoridades e novas formas de expressão, o Harmonitango chega ao seu primeiro CD, numa formação inusitada, com músicos de grande experiência camerística: José Staneck (harmônica), Ricardo Santoro (violoncelo) e Sheila Zagury (piano). Última produção de Sergio Roberto de Oliveira, morto em julho deste ano de câncer no pâncreas, o CD homônimo faz jus à diversidade cultural que tanto marcou a obra de Pìazzolla, agora com tempero brasileiro. O trio fará concerto de lançamento no próximo dia 02 de dezembro, sábado, às 20h, no Instituto Tom Jobim, no Jardim Botânico, com entrada gratuita.
A partir de suas múltiplas influências, a música de Piazzolla também bebeu na fonte brasileira. No início de carreira, em sua ânsia de se tornar compositor erudito, o portenho foi ter aulas com a legendária Nadia Boulanger, mestre de alguns dos maiores criadores do século XX como Igor Stravinsky, Leonard Bernstein, Aaron Copland, os brasileiros Claudio Santoro, Camargo Guarnieri e Almeida Prado, além de nomes fundamentais da música popular moderna, como Egberto Gismonti e Quincy Jones. E foi a própria Boulanger quem lhe incentivou a desistir da carreira erudita e mergulhar de vez no tango, ritmo que tanto o fascinava.
Neste CD, estão presentes duas de suas maiores criações: Adiós Nonino, dedicada ao seu pai que acabara de perder, em 1959; e Libertango, tema consagrado pelas interpretações do compositor e das várias releituras mundo afora. A Libertango se juntam, nesta gravação, Meditango e Violentango, que pertencem a uma série original de sete tangos (além dos três citados, Meditango, Undertango, Amelitango e Tristango) lançados em único disco, de 1974.
Em Fuga y Misterio, o compositor resgata suas influências eruditas, onde encontramos uma fuga que integra, originalmente, María de Buenos Aires, uma “ópera- tango” denominada pelo compositor como “operita”. Essa mesma forma reaparece em La Muerte del Ángel, com momentos líricos magistrais.
Ainda dentro da série “Ángel”, Milonga del Ángel e Resurrección del Ángel, e Oblivion, escrita em 1982 para o filme Enrico IV, do cineasta Marco Bellocchio. Deus Xango é um dos frutos dos encontros de Piazzolla com o saxofonista Gerry Mulligan: o disco Summit (Reunión Cumbre), de 1974. Já Retrato de Milton é dedicada a Milton Nascimento, que Piazzolla considerava como o grande representante da então nova geração de grandes compositores do Brasil.
HARMONITANGO
Através da fusão de seus estilos, o trio encontra na obra de Astor Piazzolla uma maneira de se expressar de forma emocionante e vibrante, valorizada pela riqueza tímbrica da harmônica, do violoncelo e do piano, criando uma sonoridade surpreendente dentro de uma obra fascinante. A similitude da sonoridade da harmônica com o bandoneon transfere à música de Piazzolla toda a energia de um dos mais importantes compositores do século XX, numa poderosa usina de sons valorizada pelos arranjos e pela execução do Harmonitango.
Criado em 2010, o Harmonitango já se apresentou em diversas salas de concerto do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Brasília, Goiânia, Maringá, Londrina etc, sempre com grande receptividade do público e da crítica especializada, e tem como seu principal objetivo a divulgação da música de Piazzolla e também dos grandes compositores brasileiros, sempre com arranjos feitos pelos próprios músicos.
Chamado de David Oïstrakh da harmônica pelo crítico francês Oliver Bellamy e comparado aos músicos Andrés Segovia e Mstislav Rostropovich por sua atuação na divulgação e construção da poética de uma harmônica brasileira pelo crítico Luiz Paulo Horta, José Staneck criou um estilo próprio onde variados elementos se fundem numa sonoridade marcante. Desenvolve importante trabalho na área do ensino, e atualmente viabiliza um trabalho social de inclusão cultural levando o ensino de música através da gaita para crianças em diversas localidades do Brasil. Atua com diferentes formações camerísticas, e já foi solista de diversas orquestras sinfônicas brasileiras e internacionais.
Ricardo Santoro é Mestre pela UFRJ e violoncelista da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Sinfônica da UFRJ. Faz parte do Duo Santoro, do Trio Aquarius e do Trio Mignone, todos com intensa atuação no cenário musical brasileiro. Com o Trio Aquarius, participou de turnês pela Alemanha e Estados Unidos. Com o Duo Santoro, se apresentou no Carnegie Hall de NY e na República Dominicana. Gravou os CDs “Bem Brasileiro” e “Paisagens Cariocas”, com o Duo Santoro; “Trios Brasileiros” e “Peace to the city”, com o Trio Aquarius; e “Francisco Mignone: obras para flauta, violoncelo e piano”, com o Trio Mignone”. É responsável pela primeira audição mundial de alguns dos maiores compositores brasileiros, tais como Edino Krieger, João Guilherme Ripper e Ronaldo Miranda.
Sheila Zagury é pianista, arranjadora e professora da UFRJ. Fez Bacharelado na UFRJ, Licenciatura e Mestrado na UNI-RIO e Doutorado na UNICAMP, com tese a respeito de choro nos anos 1990. Musicista de formação eclética, com passagem na música erudita e no jazz, já atuou com vários artistas e grupos de renome como Eduardo Dussek, Ângela Rorô, Rio Jazz Orchestra, UFRJazz, Daniela Spielmann, Neti Szpilman e Marianna Leporace, e em numerosos espetáculos de teatro e shows em todo o Brasil e no exterior. Desenvolve diversos trabalhos artísticos com músicos, envolvendo choro, samba e jazz, tendo participado de vários shows e gravado CDs dentro desses gêneros, como “Mulheres em Pixinguinha”, “São Bonitas as Canções”, “Brasileirinhas” e “Orquestra Lunar”.
SERVIÇO
02/12, sábado – Instituto Tom Jobim
Horário: 20h
Entrada gratuita (retirar senha 1 hora antes)
R. Jardim Botânico, 100 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro
O acompanhamento médico antes da realização de exercícios físicos é considerado essencial para a prática de esportes por atletas profissionais e amadores, isso é o que aconselha o medico do exercício e do esporte Alexandre Carvalho, Diretor técnico da Clínica de Medicina Esportiva Dr. Alexandre Carvalho, em Ipanema, no Rio de Janeiro. “Muito tem se falado da prática correta de exercícios físicos e como eles devem ser feitos de forma segura e sem riscos à saúde. O acompanhamento médico é essencial para qualquer prática esportiva, sendo ela amadora ou profissional”, diz Carvalho, que também é médico da Confederação Brasileira de Voleibol.
Para as atividades físicas em academias de ginástica também são necessários avaliações, já que cada indivíduo possui diferentes metabolismos. O que muitos não sabem é que até mesmo uma atividade física mais intensa, praticada por um não atleta, deve ser indicada por um especialista médico que, ao traçar o perfil metabólico do esportista iniciante, realizará exames de cunho clínico e esportivo para indicar a intensidade, periodicidade e tempo de cada exercício.
De acordo com Alexandre Carvalho, o início da atividade física sem um monitoramento prévio pode trazer diversos riscos à saúde. “Dependendo do nível de intensidade e de exigência física da atividade, ela pode desencadear uma série de fenômenos metabólicos variados e intensos. Se esse indivíduo tiver alguma doença silenciosa ou inicial, esse exercício possivelmente elevará os riscos de complicações”, explica o especialista, acrescentando que o Check-up Esportivo, antes de fazer atividades físicas tem crescido muito nos últimos anos, pois previnem os riscos de paradas cardiorrespiratórias e outros eventos.
A Clínica de Medicina Esportiva Dr. Alexandre Carvalho possui um programa de diagnóstico médico altamente especializado e focado na prevenção e na medicina do esporte. Indicado para atender aos mais variados perfis de clientes, sedentários, esportistas iniciantes e não assíduos, atletas amadores e profissionais.
O serviço oferece a possibilidade de realizar uma completa avaliação em curto espaço de tempo, o que facilita o dia-a-dia das pessoas que pretendam iniciar suas atividades físicas. O programa conta ainda com profissionais altamente qualificados, com uma estrutura de ponta em termo de diagnósticos e reúne experientes especialistas em cardiologia, nutrição, ortopedia e medicina do esporte.
“Muitos exemplos demonstram o perigo que existe em exigir melhor desempenho do corpo sem antes avaliar de forma completa e científica os seus verdadeiros potenciais. Além de complicações imediatas e de alta gravidade, como arritmias, dificuldades respiratórias e até mesmo paradas cardíacas, podem ocorrer lesões osteoarticulares, que às vezes chegam a incapacitar os esportistas e atletas para o exercício da sua atividade”, explica Alexandre Carvalho, lembrando que o oposto também gera problemas.
Os conhecimentos científicos modernos indicam que o sedentarismo é um dos mais importantes fatores de risco para o aparecimento de doenças degenerativas cardiovasculares e do metabolismo como o diabete e a síndrome metabólica. A prática regular de atividades físicas contribui para a prevenção e manutenção da saúde. De acordo com o medico esportivo, tendo em mãos uma avaliação completa e fiel das atuais condições físicas de um esportista (iniciantes ou profissionais) ou atleta, seu técnico (ou treinador, médico do esporte, nutricionista, fisioterapeuta e demais profissionais de saúde com ele envolvidos) podem contar com uma ferramenta de trabalho fundamental para ajudá-lo a melhorar a sua performance com segurança.
Dermatologista indica procedimentos indicados para a estação mais quente do ano
Com a proximidade do verão e suas altas temperaturas, tão importante quanto cuidar do corpo, é manter os cuidados com a pele do rosto e não deixar que a exposição solar estrague a pele.
Segundo a dermatologista Fernanda Sanchez, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, existem procedimentos específicos que podem ser feitos durante a estação. “ As pessoas não abrem mão de ir à praia, piscina e fazer esportes ao ar livre e a exposição solar não combina com alguns tratamentos mais abrasivos. Mas existem procedimentos que podem e devem ser feitos para os cuidados com a pele do rosto” diz a especialista.
Veja abaixo os tratamentos que podem ser realizados nesta época do ano onde o bronzeado é fundamental para quem gosta daquela aparência saudável que só o verão proporciona.
Máscara LLLT (Low-Level Laser Therapy) ou Máscara de LED
O Tratamento de Fototerapia que utiliza o poder do LED vermelho, tem ação bioestimulante e regeneradora, promovendo o rejuvenescimento das células.
“Estudos comprovam que as mitocôndrias das nossas células absorvem a luz do espectro vermelho através do Citocromo C Oxidase e esta enzima passa a produzir energia. Com mais energia e nutrientes, as células operam em condições otimizadas no desempenho de suas funções. Há aumento na produção de colágeno e elastina, diminuição de rugas finas, poros dilatados e melhora na textura da pele”, explica Fernanda Sanchez lembrando que a máscara de LED pode ser aplicada em associação a diversos tratamentos como limpeza de pele, peeling de cristal, máscaras de revitalização facial entre outros.
Radiofrequência Focada Exilis
De acordo com a dermatologista, outra excelente opção para estimular o colágeno da face e pescoço nos meses quentes do verão é a Radiofrequência Focada: “Trata-se de uma radiofrequência profunda e não-invasiva que trabalha em três intensidades diferentes através de um sistema de resfriamento que vai desde as camadas mais superficiais até as mais profundas da pele. Desta forma, consegue-se tratar a gordura localizada e a flacidez de forma efetiva, sem afastamento das atividades diárias e sem desconforto”, diz Fernanda.
Segundo ela, o procedimento atinge todas as camadas da pele, podendo tratar variados graus de flacidez. Também oferece a melhor profundidade de penetração de energia para produzir efeitos estéticos positivos, como uma pele mais firme e uma aparência renovada.
“O Tratamento com Exilis Elite pode ser realizado de forma completa, abrangendo toda a região do pescoço e face total ou focando somente em áreas especificas, como pálpebras, mandíbula, bochechas ou submento (papada), dependendo da necessidade de cada paciente.”
Máscaras de Revitalização Facial
Fernanda Sanchez cita também o grande número de máscaras de revitalização facial que podem ser feitas:
“Existem máscaras faciais como a de Ouro que possui compostos energizantes graças ao mineral. Devido a estes benefícios a pele se revitaliza. Dessa forma, a máscara traz também regeneração celular e proteção contra os radicais livres.
“Outras máscaras também são indicadas como a de argila branca, a de colágeno, vitamina C entre outras. A indicação dependerá de cada tipo de pele” finaliza a dermatologista.
Evento acontece pela primeira vez na Zona da Leopoldina em dezembro
Festival vai mostrar efervescência cultural da periferia, atividades agroecológias e temas socioambientais
Praças, ruas e o Parque Ary Barroso localizados na Zona Norte carioca receberão um festival que une cultura local, feira orgânica, atividades infantis e temas ligados ao meio ambiente, agroflorestas, sustentabilidade, gestão de resíduos e revitalização local por meio de jardinagem e hortas coletivas. Trata-se do Festival Leopoldina Orgânica, que acontecerá nos dias 09 e 10 de dezembro, sábado e domingo, das 07 às 22h, na Zona da Leopoldina, território que abriga os bairros Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Complexo do Alemão, Olaria, Penha, Brás de Pina, Cordovil, Parada de Lucas, Vigário Geral. O evento acontece pela primeira vez na região.
O objetivo é promover o “subúrbio sustentável” e evidenciar a efervescência cultural que nasce nas periferias cariocas por meio da dança, música, artes variadas, teatro, gastronomia saudável e natural. A fim de potencializar as ações que ocorrem no território, todas as atividades da programação serão realizadas pelos próprios moradores, sob a curadoria de coletivos que atuam na região e do coletivo Leopoldina Orgânica, organizador do festival que tem patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e, apoio da Casa Fluminense, Arena Carioca Dicró, Observatório de Favelas, SuperVia e Ecoponte.
“Quando falamos de subúrbio sustentável, vamos além das questões ambientais. Falamos sobre um subúrbio que promove música, dança, teatro, lazer, gastronomia. O Festival Leopoldina Orgânica convoca o carioca a vivenciar um ideal de cidade acolhedora, acessível e com hortas espalhadas pelas praças. Uma cidade das crianças, dos idosos, dos portadores de necessidades especiais, dos artistas de rua, de todos aqueles que quiserem conviver e respeitar às diferenças! A cultura é a costura do festival com a rede coletiva dos moradores da região da Zona da Leopoldina”, define Teo Cordeiro, fundador do Leopoldina Orgânica.
O festival é fruto de um movimento que tem suas raízes na década de 1990, a partir das sementes e mudas de Luiz Poeta, fundador do projeto Verdejar Socioambiental. Tudo começou com o encantamento pelas ações de preservação e recuperação ambiental desenvolvidas na Serra da Misericórdia, maciço rochoso com 43,9 quilômetros com a última área de Mata Atlântica da Zona Norte. Inspirado nos projetos do grupo surgiu, então, o movimento Leopoldina Orgânica, que mobilizou moradores em torno da Praça Marechal Maurício Cardoso, um dos pontos centrais do bairro de Olaria, subúrbio carioca.
“A ocupação da praça contra a construção de uma Clínica da Família, no local, tinha como objetivo mostrar que a sociedade poderia fazer bom uso do local. O espaço abandonado foi revitalizado com atividades culturais e por nossa feira orgânica, a primeira com essa característica na região, que ganhou força e passou a ser realizada todo segundo sábado do mês”, recordaTeo Cordeiro ao lado do coletivo formado por Rafael Carvalho, biólogo, e das produtoras culturais Taty Maria e Simone Vidal.
“O Leopoldina Orgânica quer fazer um desafio no sentido de nos reinventarmos a ideia dos eventos, dos encontros, das celebrações. O planeta pede e a sociedade demanda iniciativas que unam a prática e a teoria. Para nós não basta falarmos em sustentabilidade mas sim praticá-la. Nossas praças adotarão, o conceito do Lixo Zero que convoca o público a se co-responsabilizar pelos resíduos produzidos indo ao encontro das Estações de Resíduos, um novo método para a organização de eventos. Além disso, o festival trará uma série de oficinas práticas dentro do paradigma da permacultura que nos oferece ferramentas para uma ação humana menos nociva a natureza e a nós mesmos. E ai, topa o desafio de ser co-responsável por um planeta e uma cidade mais sustentável e justa?”, define Teo Cordeiro.
Desde 2014, o Leopoldina Orgânica pratica propostas de ocupação de praças públicas com temas ligados à tarefa de uma sociedade mais justa. Aquilo que se liga ao propósito de justiça social ou socioambiental nos diz respeito. Nas praças existe lugar para opiniões distintas, tem lugar para aprendermos a nos alimentar melhor, tem lugar para tudo e para todos. Só não tem lugar para intolerância às diferenças. E agora essas praças do subúrbio, da favela, serão ocupadas com um festival leopoldinense de raiz.
Neste primeiro grande evento local, o Festival Leopoldina Orgânica homenageia Luiz Poeta, que militou pela Serra da Misericórdia, área verde que sempre o inspirou em defendê-la para que ele e milhares de pessoas da Zona Norte, tivessem acesso à natureza já que essa é uma região tão carente de áreas verdes. O festival é a reverberação de uma região rica em cultura que carece de oportunidades para mostrar seu valor. Por isso, as praças serão espaços de experimentação, de um convívio baseado nos princípios da permacultura, horta comunitária, da alimentação orgânica e de qualidade com preço justo e acessível, da agroecologia recheada com o que há de melhor nesses territórios: a cultura produzida diariamente por cada morado
Além dos grupos formados por moradores locais, o festival aceita doação de material de jardinagem, por exemplo, e contará com voluntários, apoiadores e parcerias para oferecer produtos e serviços afins. A educação ambiental também faz das atividades do evento. Mas, não basta apenas conversar sobre temas socioambientais, por isso, o Festival Leopoldina Orgânica está propondo um desafio aos participantes: ser um evento limpo.
O Festival contará com copos ecológicos reutilizáveis que poderão ser adquiridos pelos participantes do evento. O objetivo é ser um evento limpo e atingir a meta do Lixo Zero, evitando assim, que milhares de copinhos descartáveis parem no lixo. “Também teremos postos de descarte de resíduos em todos os bairros e o frequentador do evento será orientado por um catador-educador a destinar seu resíduo da maneira correta. Haverá a separação dos recicláveis (que serão encaminhados para cooperativas de reciclagem da região; dos resíduos orgânicos (que serão encaminhados para compostagem); líquidos (destinados ao tratamento sanitário) e rejeitos (enviados para o aterro sanitário). Com isso, o Festival pretende mostrar que eventos deste porte devem ser responsáveis pelo resíduo que geram e que o Saneamento Ambiental é um direito de todos”, finalizar Rafael Carvalho.
SERVIÇO
Festival Leopoldina Orgânica. Zona da Leopoldia. Dias: 9 e 10 de dezembro (sábado e domingo). Horário: 7h às 22h.
Dia 09 – Onde e grupo atuante
.Manguinhos – Praça do Desup/ em frente a Biblioteca Parque de Manguinhos – Careca e Projeto Marias
.Complexo do Alemão – Praça Verde – Instituo Raízes em Movimento
.Cordovil – Quadra dos Dourados / Praça 13 – Cineclube Tia Nilda
.Parada de Lucas – Rua Parima em frente a Quadra Unidos de Lucas – Sid Camilo
.Vigário Geral – Praça Catolé do Rocha – Resistência Cultural
Dia 10 – Onde e grupo atuante
.Bonsucesso – Praça Lopes Ribeiro – Arte Andarilha e Quadrilha Forrozão Junino
.Ramos – Praça Ramos Figueira – Reduto Pixinguinha – Movimento Cultural 100% Suburbano
.Olaria – Quadras gêmeas / Praça Grande Otelo – Roda Cultural de Olaria
.Penha – Praça do Bairro 13 (Vila Cruzeiro) – CEM – Centro de Educação Multidisciplinar
.Brás de Pina – Praça do Country Club – Palhaço Seboso
Mãe é o começo e ele veio ao mundo irreverente, audacioso, com sorriso largo, apaixonado por arte e gargalhada estridente. Desde criança o inquieto Neris Cavalcante tinha um fascínio por tudo que o levasse a arte, sempre arriscou rabiscos e junto experimentou o teatro e a dança. Na juventude ele obteve de toda a escola da RFFSA as melhores notas como desenhista industrial indo trabalhar com o Presidente da empresa. Já adulto como ator e dançarino formado, foi selecionado e aceitou fazer um trabalho na Russia, o fazia todos os dias e lá ficou por um ano dançando e encantando. Nas horas vagas, apaixonado por tudo que via e tocado pela arte, começou a pintar as belezas russas. Voltando ao Brasil, compulsivamente deu continuidade, pintou várias telas totalmente descompromissado com técnicas forma ou estilo. Seu trabalho é despretensioso, é fidelizado pela arte do sentimento , pelo ato mágico do momento que lhe conduz ao traço aleatório sem nenhuma intenção prévia de como será a conclusão final.
Nesta exposição. ele viaja com sua sensibilidade que aflora a seus devaneios e sentimentos e quando ele diz “ih viajei’, ele quer dizer: assim como eu, afrouxe seus cintos, liberte-se de nomenclaturas ou ideias formatadas de expressão artística e tenham uma boa viagem na vida e entre as telas que só faltam falar sem se conhecerem. Aqui há um pouco de Russia, de Brasil, de vivência, de viagens e no primeiro piso da Livraria Leitura em uma estante, há peças que ele trouxe para adornar sua casa e para matar saudade de um lugar que lhe deu tantas possibilidades artísticas e pessoais. A exposição está como ele, solta, alegre, irreverente, Neris saiu de casa para causar.