MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA AMBIENTAL COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA REÚNE 28 FILMES DE OITO PAÍSES DA REGIÃO

* com entrada franca, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais acontece de 31/05 a 13/06 em diversas salas de SP

* festival celebra a Semana Nacional do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Meio Ambiente

* organizaçãé da ONG Ecofalante

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Considerado como o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais, a 7ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental tem 28 títulos selecionados para a sua Competição Latino-Americana deste ano. Os prêmios serão de R$ 15 mil para o melhor longa e de R$ 5 mil reais para o melhor curta-metragem (filmes de até 60 minutos) eleitos pelo júri. Haverá ainda a entrega de um troféu para o melhor filme designado pelo público.

 Estão representadas produções de oito países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Honduras, México e Peru. A competição recebeu novo recorde de inscrições, em um total de 383 filmes, de 18 nações da região.

 Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental celebra a Semana Nacional do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Meio Ambiente (que se comemora no dia 5 de junho)acontece de 31 de maio a 13 de junho em diversas salas da cidade de São Paulo, com entrada franca.

 O evento ocupa o Cine Reserva Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Itaú Augusta e o Circuito Spcine, além de diversos outros espaços, e é uma realização da ONG Ecofalante, do Ministério da Cultura, do Governo Federal, e da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. É uma correalização da Spcine, da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo e do Instituto Goethe. Tem patrocínio da Sabesp e Tigre, com apoio da White Martins, Kimberly-Clark e Pepsico e é possível graças à Lei de Incentivo à Cultura e ao Programa de Apoio à Cultura (ProAC).

 Segundo a curadoria, a Competição Latino-Americana chega a sua quinta edição sinalizando, por um lado, questões socioambientais agudas da região e, ao mesmo tempo, o crescimento e a sofisticação de sua produção audiovisual voltada ao tema.

 Entre os destaques da competição está o curta-metragem colombiano A Selva o Conhece Melhor que Você Mesmo (de Juanita Onzaga, Colômbia/Bélgica), que focaliza dois gêmeos em busca de paisagens místicas na selva colombiana e foi vencedor do prêmio especial do júri da mostra Generation 14plus do Festival de Berlim, além de ter participado de eventos na Alemanha, Bélgica, Canadá, Espanha, Islândia, México e Suécia, entre outros países.

 Já “Cidade Maia (de Andrés Padilla Domene, México/França) é uma mistura de documentário e ficção científica que aborda um grupo de descendentes maias urbanos que operam um misterioso instrumento a fim de realizar uma pesquisa num sítio arqueológico, tendo sido selecionado para o prestigioso Festival de Roterdã e para eventos na Alemanha, Rússia, Suíça, Brasil, Croácia e Kosovo.

 Transcorrido em um povoado mineiro na Bolívia, no qual um rapaz vai conhecer histórias obscuras sobre seu passado, “Velha Caveira” (Bolívia), do estreante Kiro Russo, se transformou no título boliviano mais laureado dos últimos anos, tendo vencido o Festival de Cartagena de Índias e conquistando o grande prêmio no IndieLisboa, o prêmio da crítica internacional para produções latino-americanas no Festival do Rio, o prêmio de melhor fotografia no Festival RiverRun (EUA) e menções especiais nos festivais de Locarno e BAFICI de Buenos Aires.

 O longa-metragem peruano Rio Verde, o Tempo dos Yakurunas” (de Alvaro Sarmiento e Diego Sarmiento, Peru) é guiado por cantos ayahuasca para promover uma jornada poética pelas profundezas da Amazônia, tendo sido lançado internacionalmente na seção Fórum do Festival de Berlim e premiado em festivais na Itália, Tailândia e na Venezuela, foi ainda selecionado em eventos nos EUA e Chile.

 Premiado no Festival de Guadalajara, a Produção de Honduras Berta Vive (de Katia Lara, Honduras) aborda o assassinato da líder indígena Berta Cáceres e a luta contra a instalação de uma barragem em um rio sagrado para o povo Lenca.

 Dois títulos representam na Competição Latino-Americana deste ano a produção argentina. Corp (de Pablo Polledri, Argentina), tem por tema a ambição, exploração do trabalho e poluição ambiental, tendo vencido o laureado como melhor animação nos festivais de Havana e Caostica (Espanha), entre outros prêmios. Por sua vez,“Fronteira Invisível (de Nicolás Richat e Nico Muzi, Argentina) discute a Colômbia após o tratado de paz com as FARC e a atual corrida de latifundiários para aumentar sua produção de óleo de palma. A obra foi selecionada para eventos de 24 países, da Austrália aos EUA, da Argentina à Rússia, da Itália ao Peru.

 Do Chile foram selecionados O Eterno Retorno (de Roberto Mathews, Chile) e “Terra Solitária” (de Tiziana Panizza, Chile). O primeiro é um ensaio colhido apósa catástrofe do incêndio da cidade chilena de Valparaíso em 2014 e foi vencedor do prêmio de melhor curta-metragem nacional experimental no Fesancor – Festival Chileno de Curtas-Metragens, além de ser selecionado para eventos na Argentina, Bolívia e Colômbia. “Terra Solitária focaliza documentários filmados na Ilha de Páscoa há quase um século e revela que este destino turístico já foi uma prisão. A obra foi selecionada para festivais nos EUA, França, Espanha, Suíça, Portugal e Ucrânia, entre outros.

 Brasil

 A representação brasileira é integrada por 19 filmes, sendo oito deles longas-metragens.

 Entre eles está “Dedo na Ferida”, novo filme do diretor Silvio Tendler (dos sucessos “Os Anos JK – Uma Trajetória PolíticaJango e “O Veneno Está na Mesa”). Aqui ele trata do fim do estado de bem-estar social, com milhões de pessoas peregrinando em busca de melhores condições.

 Já “Baronesa” (de Juliana Antunes) acontece em um bairro na periferia de Belo Horizonte onde duas mulheres enfrentam os perigos da guerra do tráfico e as tragédias das chuvas. A obra conquistou, entre outras premiações, a de melhor documentário no Festival de Havana, prêmio do público no Festival de Marselha e o prêmio da crítica no Festival de Valdivia e na competição latino-americana do Festival de Mar del Plata. No Brasil, venceu a competição Aurora da Mostra de Tiradentes, o prêmio de melhor montagem e de melhor atriz na Mostra Internacional em São Paulo e de melhor filme e melhor roteiro no Festival de Vitória.

 Exibido em première mundial na Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, Sertão Velho Cerrado”, revela buscas alternativas empreendidas por moradores da Chapada dos Veadeiros para o desenvolvimento de sua região. A direçãé assinada por André D’Elia, que venceu com “A Lei da Água” o prêmio de melhor filme pelo público da Competição Latino-Americana na 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental.

 A história da tribo indígena Krenak, desde a declaração da “guerra justa”, pelo rei português D. João 6º em 1808, até o desastre ambiental no Rio Doce, causado pela ruptura da barragem de minérios em Mariana, em 2015, está no longa-metragem KrenakAtualmente, o povo reivindica uma revisão territorial de suas terras demarcadas com a adesão da área de Sete Salões – conjunto de cavernas considerado por eles terra sagrada –, além de seu direito à vida. A produção tem direção deRogério Corrêa, do longa “No Olho da Rua”.

 Selecionado para os festivais Hot Docs (onde foi um dos 12 finalistas segundo o público), Guadalajara, Havana, Toulouse e Human Rights Human Wrongs (Oslo),“Estado de Exceção é uma coprodução Brasil/Canadá dirigida por Jason O’Hara que focaliza, às vésperas da Copa do Mundo FIFA de 2014 e os Jogos Olímpicos Rio 2016, uma comunidade indígena urbana ameaçada de despejo. Filmado ao longo de seis anos, o filme retrata como, à medida que os megaeventos começam a ameaçar uma série de outras comunidades, os residentes se unem para lutar em defesa dos seus direitos constitucionais.

 Em meio à maior crise hídrica da história de São Paulo, os realizadores Flavia Angelico e James Robert Lloyd promovem uma investigação sobre a gestão de recursos hídricos na cidade no longa Agua Mole Pedra DuraPremiada no Festival Awareness, a produção foi ainda selecionada para os festivais de documentários deAtlanta e G2 Green Earth (ambos nos EUA) e para o Eco Film de Kuala Lumpur (Malásia).

 Em Espólio da Cidade”, a dupla de cineastas Paulo Murilo Fonseca e Andre Turazzi retrata a visão de seis pessoas que têm suas vidas relacionadas a edifícios tombados na cidade de São Paulo. Está presente a tensão entre memória e desenvolvimento urbano, além da complexidade das questões ligadas a preservação e a conservação do patrimônio arquitetônico da cidade.

 Premiado como melhor longa-metragem baiano e vencedor do prêmio do público no Panorama Internacional Coisa de Cinema, “Quilombo Rio dos Macacos”, de Josias Pires Neto, mostra como aquela localidade enfrenta conflito pela propriedade da terra de uso tradicional, que é também reivindicada pela Marinha. Além de denunciar graves violações de direitos humanos, o filme registra processos de negociações e documenta aspectos culturais, simbólicos e características do território.

 Completa a programação um total de 11 curtas e médias metragens brasileiros.

 Obra selecionada para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, Abigail (de Isabel Penoni e Valentina Homem) focaliza a indigenista Abigail Lopes, que viveu em um ambiente masculino e formou-se imbuída dos princípios humanistas da ‘pacificação

 Dirigido por Fellipe Fernandes e protagonizado por Nash Naila (de “Tatuagem”), “O Delírio é a Redenção dos Aflitos” também esteve selecionado em Cannes, na seção Semana da Crítica. O enredo acompanha a última moradora de um edifício condenado e que precisa se mudar o mais rápido possível para salvar sua família. O filme foi ainda premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro como melhor direção, melhor roteiro e melhor direção de arte.

 Na escuridão de uma boate, um cabeleireiro e uma bombeira tentam a sorte como cantores enquanto promovem sua carreira do estúdio para o palco. Este é o enredo de“Estás Vendo Coisas”, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, selecionado para o Festival de Berlim e vencedor do prêmio Canal Brasil no Festival de Vitória, além de ter sido selecionado para eventos no Canadá, Bélgica, Espanha, Inglaterra, Israel, México, Noruega, Portugal, Suécia, Turquia e Ucrânia.

 Em “A Terceira Margem”, uma coprodução francesa dirigida por Fabian Remy, acompanhamos uma jornada pela região central do país em busca do passado de João Kramura, filho de sertanejos roubado e criado pela tribo Kayapó. A obra foi premiada pela Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema no É Tudo Verdade, recebeu o prêmio do melhor primeiro filme no Festival Traces de Vies (França) e foi selecionado para eventos nos EUA, França, Colômbia, Grécia e Taiwan

 Uma personagem que foi expulsa de casa e precisa construir seu próprio barraco enquanto um projeto de expansão do maior porto da América Latina avança, não só sobre ela, mas sobre todos os moradores da Favela da Prainha (Santos, SP) está no centro de “Estamos Todos Aqui”. Dirigido por Chico Santos e Rafael Mellim, o curta foi selecionado para o Festival de Cartagena de Índias e venceu o prêmio de melhor curta-metragem brasileiro segundo o público no Festival Mix Brasil, além de ter sido eleito como o melhor curta-metragem pelo júri do Canal Brasil na Mostra de Tiradentes.

 Uma história familiar da diretora Manuela Andrade está em foco no curta Fantasia de Índio” quando ela resolve continuar as pesquisas de um tio que investigou suaascendência indígena.

A produção foi selecionada para os festivais Janela de Cinema do Recife, Mostra de Tiradentes, Mostra do Filme Livre e Mostra de Cinema Feminista.

 Já Histórias de Cumaru, de Simone Giovine, aborda o cumaru, que era usada pelo povo Kayapó como remédio e hoje é utilizado para a produção de cosméticos. A obra já esteve selecionada para eventos nos EUA, Dinamarca, Itália e Bangladesh.

MOSTRA SOBRE O CINEASTA BRITÂNICO KEN LOACH REÚNE FILMES RAROS

A maior retrospectiva já realizada no Brasil sobre a obra de Loach inclui a exibição de 22 longas-metragens, além de um debate e sessão comentada

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 3 a 15 de abril de 2018 (terça-feira a domingo), a mostra O Cinema Político de Ken Loach, que exibirá uma seleção de 22 longas-metragens realizados para o cinema, entre documentários e filmes de ficção, desde Kes (1969), considerado um dos melhores filmes já realizados no Reino Unido, até Eu, Daniel Blake (2016), ganhador da Palma de Ouro em Cannes. A curadoria é de Claudia Oliveira e Fernanda Bastos e o projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

A retrospectiva é uma homenagem ao cineasta britânico que, após inúmeros prêmios e diversas obras-primas, desistiu da aposentadoria, em 2014, aos 79 anos, pois não conseguiu permanecer quieto com o rumo que o mundo está seguindo.

A programação inclui filmes do início da carreira de Ken Loach no cinema, como os inéditos Looks and Smiles (1981), vencedor do prêmio Young Cinema no Festival de Cannes; e Hidden Agenda (1990), estrelado por Frances McDormand e prêmio do Júri no Festival de Cannes. Serão exibidas, ainda, produções marcantes como Terra e Liberdade (1995) sobre a Guerra Civil Espanhola e ganhador de diversos prêmios como o César e o European Film; Ventos da Liberdade (2006), sobre a rebelião irlandesa de 1920 e ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes; e seu mais recente documentário O Espírito de 45 (2013).

Com uma obra inteiramente ligada a questões político-sociais, Loach é uma voz dissonante no discurso sobre a realidade dos países que compõem o Reino Unido. Ele retrata a classe trabalhadora e todas as dificuldades que ela enfrenta no cotidiano de países ricos, mas ainda assim desiguais. Abordando temas como imigração ilegal e exploração de trabalhadores com a crueza que esses assuntos demandam, Loach nunca perde a ternura e o humor.

“Se você faz filmes sobre a vida das pessoas, a política é essencial. É a essência do drama, a essência do conflito”, comenta Paul Laverty, parceiro de Ken Loach desde o início de sua carreira, no documentário Versus: the life and films of Ken Loach (2016). “Ken quer fazer filmes sobre como o mundo funciona. Ele é o diretor mais esquerdista e subversivo que a Inglaterra já teve. E um perfeito cavalheiro”, declara.

Atividades extras:

A mostra promoverá, no dia 7 de abril (sábado), às 19h, um debate sobre a obra do cineasta, com participação da curadora Fernanda Bastos e do jornalista e crítico de cinema Rodrigo Fonseca, que cobre há muitos anos o Festival de Cannes e já entrevistou Loach diversas vezes. O debate tem entrada franca, com senhas distribuídas uma hora antes.

E no dia 13 de abril (sexta-feira), Sérgio Veloso, professor de Relações Internacionais da PUC-RJ, conversa com o público logo após a exibição do documentário O Espírito de 45, em uma sessão comentada.

Sobre o cineasta:

Ken Loach (17/06/1936, Nuneaton, Reino Unido) começou sua carreira atrás das câmeras após um breve período como ator de teatro quando, em 1963, foi convidado pela BBC para trabalhar como diretor de televisão. Sua obra foi intensamente influenciada pelo Free Cinema, movimento que teve um papel importante na formação de muitos cineastas nos anos 60 e abriu caminho para o cinema político-social britânico.

Com uma longa trajetória na direção de filmes para televisão e cinema – é realizador de mais de 50 produções, entre ficções, documentários e séries de TV – Loach foi premiado diversas vezes nos mais importantes festivais do mundo. É recordista de participação na mostra competitiva de Cannes (13 vezes), onde ganhou 11 prêmios, incluindo duas Palmas de Ouro: uma em 2006, por Ventos de Liberdade, e outra em 2016, por Eu, Daniel Blake. Em Berlim, recebeu um Urso de Ouro honorário por sua carreira, além de outros oito prêmios.

Em 2014, Ken Loach anunciou sua aposentadoria, após 50 anos de carreira. No ano seguinte, diante da volta do Partido Conservador ao poder na Grã-Bretanha, Ken se “desaposentou”, realizou Eu, Daniel Blake e, exatamente agora, está começando um novo projeto.

“O filme, como a literatura, pintura e teatro, pode ser muitas coisas ao mesmo tempo: amor, paixão, drama e entretenimento. Ele não tem de ser sinônimo de banalidade, mas pode fazer-nos vibrar e até mesmo mudar nossa vida. O cinema deve permitir saber mais sobre a condição humana, deve fazer-nos crescer e acordar, porque é um meio que tem muita força”, afirma o cineasta.

Outras informações sobre a mostra podem ser acessadas no endereço www.facebook.com/pg/khoraproducao.

 

Programação:

3 de abril (terça)

16h15 – Programa Milênio/Globonews – Ken Loach (2017), Brasil, 23 min, DVD, Livre. Entrada franca

17h – Eu, Daniel Blake (2016), de Ken Loach, Reino Unido/França/Bélgica, 97 min, DVD, 12 anos

19h – Jimmy’s Hall (2014), de Ken Loach, Reino Unido /Irlanda/França, 100 min, DVD, 12 anos

 

4 de abril (quarta)

16h30 – Uma Canção para Carla (1996), de Ken Loach, Reino Unido /Espanha/Alemanha, 127 min, DVD, 12 anos

19h – Pão e Rosas (2000), de Ken Loach, Reino Unido/França/Espanha/Alemanha/Suiça/Itália, 110 min, DVD, 14 anos

 

5 de abril (quinta)

16h30 – Kes (1969), de Ken Loach, Reino Unido, 111 min, DVD, 14 anos

19h – Vida em Família (1971), de Ken Loach, Reino Unido, DVD, 108 min, 14 anos

 

6 de abril (sexta)

17h – A parte dos Anjos (2012), de Ken Loach, Reino Unido/França/Bélgica/Itália, 101 min, DVD, 14 anos

19h – Agenda Secreta (1990), de Ken Loach, Reino Unido, 108 min, DVD, 14 anos.

 

7 de abril (sábado)

14h30 – Versus: the life and films of Ken Loach (2016), de Louise Osmond, Reino Unido, 93 min, 10 anos

16h30 – Ventos da Liberdade (2006), de Ken Loach, Reino Unido/Irlanda/Alemanha/Espanha/França/Bélgica/Itália/Suiça/Holanda, 127 min, DVD, 12 anos

19h – Debate O cinema de Ken Loach, com o jornalista e crítico de cinema Rodrigo Fonseca e a curadora Fernanda Bastos

 

8 de abril (domingo)

14h – Terra e Liberdade (1995), de Ken Loach, Reino Unido/ Alemanha/Espanha/França/Itália, DVD, 109 min, 16 anos

16h30 – Jimmy’s Hall (2014), de Ken Loach, Reino Unido/Irlanda/França, 109 min, DVD, 14 anos

19h – Ladybird Ladybird (1994), de Ken Loach, Reino Unido, 101 min, DVD, 16 anos

 

10 de abril (terça)

16h30 – Ventos da Liberdade (2006), de Ken Loach, Reino Unido/Irlanda/Alemanha/Espanha/França/Bélgica/Itália/Suiça/Holanda, 127 min, DVD, 12 anos

19h – Mundo Livre (2007), de Ken Loach, Reino Unido/ Alemanha/Espanha/Itália/Polônia, 96 min, DVD, 12 anos

 

11 abril (quarta)

16h30 – Vida em Família (1971), de Ken Loach, Reino Unido, 108 min, DVD, 14 anos

19h – Felizes dezesseis (2002), de Ken Loach, Reino Unido, 106 min, DVD, 14 anos

 

12 de abril (quinta)

17h – Mundo Livre (2007), de Ken Loach.  Reino Unido/ Alemanha/Espanha/Itália/Polônia, 96 min, DVD, 12 anos

19h – Apenas um Beijo (2004), de Ken Loach, Reino Unido/Alemanha/Espanha/Bélgica/Itália, 104 min, DVD, 14 anos

 

13 de abril (sexta)

17h – O Espírito de 45 (2013), de Ken Loach, Reino Unido, 94 min, 12 anos + Sessão comentada com Sérgio Veloso (professor de Relações Internacionais da PUC/ RJ)

 

14 de abril (sábado)

15h – Riff-Raff (1991), de Ken Loach, Reino Unido, 95 min, Blu-ray, 14 anos

17h – Chuva de Pedras (1993), de Ken Loach, Reino Unido, 90 min, Blu-ray, 14 anos

19h – Rota Irlandesa (2010) de Ken Loach, Reino Unido/França/Espanha/Bélgica/Itália, 109 min, DVD, 14 anos

 

15 de abril (domingo)

15h – The Navigators (2001), de Ken Loach, Reino Unido/Alemanha/Espanha, 96 min, DVD, 14 anos

17h – Looks and Smiles (1981), de Ken Loach, Reino Unido, 104 min, DVD, 14 anos

19h – Singing the Blues in Red (Fatherland) (1986), de Ken Loach, Reino Unido/Alemanha Ocidental/França, 110 min, DVD, 14 anos

 

Serviço:

Mostra O Cinema Político de Ken Loach

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Data: de 3 a 15 de abril de 2018 (terça-feira a domingo)

Horários: Consultar programação

Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.

Lotação:  80 lugares (mais 2 para cadeirantes)

Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Classificação Indicativa: Consultar programação

Acesso para pessoas com deficiência

Realização: Khora Produção e Comunicação

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Games no recrutamento e seleção é o novo caminho que as empresas estão utilizando

 

Saiba como a prática tem ajudado a engajar pessoas e a empoderar o RH, como é o caso da multinacional francesa L’Oréal

São Paulo, janeiro de 2018 – A utilização de games no recrutamento é uma tendência cada vez mais forte no mercado. O uso de mecânicas e práticas de jogos podem ser aplicadas tanto em avaliações de conhecimento no formato de quiz quanto nas apresentações corporativas. Pesquisa realizada pela M2 Intelligence mostrou que os jogos corporativos devem movimentar a cifra de 5,5 bilhões de dólares no mundo em 2018.

Mas, como efetivamente funcionam os games no recrutamento e seleção de candidatos? O jogo corporativo é baseado na Andragogia, uma metodologia de ensino para adultos com definição realizada pelo americano Malcolm Knowles, educador e um dos responsáveis por influenciar o desenvolvimento da Teoria Humanista de aprendizagem na década de 1970.

“Grandes empresas já sabem que precisam inovar seus processos de recrutamento e seleção para atrair os melhores talentos — principalmente os pertencentes à geração Y. Por esse motivo, os games de recrutamento têm ganhado cada vez mais espaço no RH das organizações”, explica Marcel Lotufo, CEO e sócio fundador da Kenobysoftware de recrutamento e seleção de pessoas.

Cada tipo de jogo torna possível um ambiente de aprendizagem relevante, garantindo experiências mais significativas de compartilhamento de ideias. Os candidatos que participam da entrevista de recrutamento vivenciam e percebem os comportamentos esperados para a vaga. Uma das características mais cruciais da gamificação é a previsibilidade dos resultados, já que os processos dos jogos consistem em estruturar tomadas de decisões com diversos parâmetros e alternativas anteriormente planejadas para gerar os aprendizados esperados.

“Os profissionais mais novos estão interessados em trabalhar em organizações que possuam um ambiente desafiador e os incentive com projetos inovadores”, diz Lotufo. Isso porque os jovens são altamente digitais e nasceram em um mundo mais dinâmico. Sendo assim, os jogos estão presentes em seu cotidiano e eles fazem uso de suas mecânicas de uma forma muito fácil. “Os jogos estão sendo usados para atrair, reter e estimular o desenvolvimento desses garotos, principalmente. Consequentemente, as empresas estão se esforçando para se ajustar ao universo dessa geração”, pontua.

Cases no mundo

Um exemplo é a L’Oréal, empresa multinacional francesa de cosméticos, que utiliza os jogos corporativos há mais de uma década. Todo ano, a empresa seleciona uma de suas marcas que será o objeto de um campeonato. Os candidatos devem desenvolver um produto inédito, dentro da linha de produtos já que a companhia já possui, para um público-alvo específico.

Durante o processo seletivo, os candidatos precisam se comportar como se fossem os gestores de uma marca. Ou seja, eles não só desenvolvem o produto como também fazem pesquisas de mercado e, com base nelas, direcionam o planejamento de marketing e divulgação. A equipe vencedora conquista prêmios e participa de uma nova etapa a nível internacional. Contudo, o objetivo do jogo não é o projeto, mas os candidatos, que são analisados e os que demonstram melhor desempenho são contratados pela empresa.

“Pensar de forma inovadora e saber direcionar as mais diversas situações é muito importante no mundo profissional moderno. Como a gamificação requer essas habilidades, o candidato deve se valer de toda a sua criatividade para revelar como resolverá os desafios propostos”, justifica o executivo.

Empresas como Magnesita S/A, Banco Mercantil, MRS Logística e Lojas Rede são empresas que já adotam o game no processo de seleção e celebram os resultados obtidos, como maior sucesso nas admissões; oportunidade de medir o nível de engajamento dos candidatos; a contínua aplicação de métodos inovadores, mapeamento das competências essenciais das empresas, a exemplo do trabalho em equipe, visão estratégica, resolução de problemas e outros.

Como criar um jogo corporativo?

Para os games de recrutamento é fundamental que seja feita uma boa pesquisa com a área contratante para entender os valores, a cultura e o cenário atual da empresa. Isso é importante para fazer as correlações com o cotidiano da vaga e criar as perguntas mais desafiadoras que farão os candidatos terem os insights esperados. Com essas informações, é possível fazer um bom roteiro de jogo e gerar os aprendizados esperados.

Para saber mais sobre a empresa e o tipo de serviços oferecidos, acesse:

http://www.kenoby.com

 

Marcel Lotufo, CEO e sócio fundador da Kenoby,

Sobre a Kenoby

startup oferece um software de recrutamento e seleção, que com a ajuda da inteligência artificial, mapeia e recruta os melhores candidatos no mercado para as empresas, possibilitando redução de tempo e custos na operação. A empresa é residente do Cubo Itaú – um dos maiores centros de tecnologia, inovação e empreendedorismo do País.

Dois Cariocas Da Zona Sul do Rio De Janeiro, Que Moram Em Orlando (EUA) Fazem Sucesso Na Internet

Formado por dois primos divertidos, originais e sem medo de pagar mico, o Canal Neagle vem se transformando em fenômeno de popularidade no youtube. Quando começaram, ainda era Neagles Games e não imaginavam chegar tão longe.

Vão estar no Brasil do dia 24 ao dia 30 de janeiro, para lançamento de mais um novo livro, que já é o mais vendido nas livrarias do país, ainda na pré venda. As cidades de São Paulo, nesta quarta, Rio na quinta/25, Curitiba dia 27 e Belo Horizonte no dia 29 de janeiro. Retornam a Orlando, dia 31 deste mês.

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O diferencial destes primos é a disposição e preocupação com seu público, lembrando e adivertindo de que certas brincadeiras não podem ser repetidas em casa e que as trolhagens só é bacana, se as duas partes estiverem se divertindo, do contrário passa ser agressão e isso não é legal! Em suas apresentações pelos teatros, os pais saem satisfeitos em saberem que ainda existe programa e que o canal é seguro para os seus filhos.

 

Neox no RG é Gabriel Soares Munhoz Fernandes. 20 anos, vascaíno e ex corredor de kart. Durante o ensino fundamental estudava em uma escola trilíngue, o que não o garantiu falar muito bem o alemão. Além do kart, o game era (hoje é) sua diversão preferida. Morou na Itália com mais dois amigos, em Desenzano Del Garda, uma pequena província com cerca de 25 mil habitantes. “Esta experiência me trouxe um pouco mais de amadurecimento, pois nós é que nos virávamos, cozinhando, arrumando ou não (kkkkkk), tirando lixo, em fim, estas coisas que a gente não valoriza, quando tem quem faça“! Conta Neox.

Eagle é Victor Munhoz Fernandez Vargas Trindade, de 19 anos. Até o fim do ensino médio estudou num colégio americano, apenas na matéria de português era usada sua língua natal. Um diferencial para seu interesse pelos EUA. O que o levou a um intercâmbio por seis meses em Mesa, no Arizona. Nesse tempo estudou em escola pública de lá. Depois de formado, com Neox cria o Neagle Games e mesmo sem ter certeza do que se especializar na faculdade faz prova para Cinema na ESPM e passa. A grade curricular não era muito atrativa para o rapaz. Surgiu a oportunidade de passar um tempo nos Estados Unidos.

 Talvez o maior motivo de Eagle para ir morar em Orlando foi à falta de motivos profissionais para ficar. Não se encaixava em nada, até passar para cinema, mas o que ainda assim o deixou em dúvida. Neox, depois do Kart, não fazia ideia do que seguir, o game era seu maior aliado e companheiro, junto com o primo. Na verdade nem tinha em suas opções sair do país. Foi indo no barco. O fato de estarem juntos o confortava. Daí pra frente, essa dupla passa seu tempo estudando e pondo seu canal no youtube com postagens diárias. De games passam também a gravar vídeos de batalhas, de disputas e trolagens.

 Sem que se dessem conta, tomaram uma popularidade com brasileiros que moram na America. Um dia num dos supermercados próximo de onde moram foram parados para dar autógrafos e tirar foto. Suas gravações desinteressadas e realistas de seus cotidianos viraram febre, hoje atingindo também americanos.

Com quatro milhões de inscritos e com a soma de views diários entre 600 mil a mais de um milhão no seu canal, além de milhares de curtidas, o NEAGLE é sucesso na internet. A dupla configura como uns de maior influência entre o público dos 10 aos 16 anos.

Vieram ao Brasil este ano para lançar o livro “Neagle, Vivendo Um Sonho Nos Estados Unidos”, sucesso absoluto o livro ficou ente os 5 mais vendidos, ainda na pré venda. Na Bienal que acontecei em setembro no Rio de Janeiro, foi o segundo mais vendido. Além do livro passearam por 5 cidades brasileiras com o “Neagle No Teatro”, com shows esgotados mês antes. O tempo foi corrido, mas mesmo assim conseguiram fazer dois grandes programas de TV, o encontro Com Fátima Bernardes na Rede Globo foi um e o sucesso foi grande, que foram convidados a voltar.

De volta ao EUA, com o amigo Mário Jorge criam a Fanstar Produções, empresa com diretrizes estratégicas mostrando a realidade dos desafios enfrentados entre o mundo virtual e o não virtual, identificando as necessidades dos youtubers e propondo soluções específicas. Estas diretrizes traçam o caminho necessário para o sucesso dos VLOGERS.

“Mesmo ainda tão mais jovens que muitos e até com menos inscritos no canal que muitos, entendemos que a mudança de rumo é necessária para dirigir o desenvolvimento dos novos formatos de exposição e de conteúdos. Pretendemos servir de base para interlocução entre os Vlogers e empresas/marcas, criando um novo conceito de formas de marketing”, explica Eagle.

“Mudança de paradigma com respeito aos modelos antigos de pessoas X publicidades, entre outras ações que façam marcas se fortificarem, mas com a preocupação de não perder o principal, a atenção e interesse dos inscritos, que se transformam em parte de nossa grande família”, conta Neox!

No dia 30/11 sortearam um Iphone X, ainda não lançado no Brasil, um aparelho que é sonho de muitos mortais. A ganhadora foi a Isabelly Marcello de São Paulo. A entrega do aparelho foi marcada para janeiro/2018.

 Rubinho Barrichelo aderiu a brincadeira dos Neagles, após fãs saberem do desejo dos meninos em disputarem uma corrida com o piloto. Diversos fãs clubes Naegles resolveram entrar em ação com  a Hashtag #rubinhoéneagle. Depois de milhares de comentários nas fotos do piloto no instagram, no dia seguinte com dois stories do Rubinho falando que vai gravar com o Neagle em janeiro, fazendo uma disputa de kart: https://youtu.be/sDBilUAFt8Q.

Este mês estarão no Brasil por 7 dias para lançar oficialmente a Revista Coquetel, edição especial. Cinco capitais tem encontro marcado entre fãs e os youtubers, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília.

Vídeos mais visualizados:

– O Fim do Desafio Da Garrafa: – 9.362.080 visualizações / https://www.youtube.com/watch?v=hBQmFcpkwIQ

         – Psicopata Invadiu A Neagle House: – 2.028.543 visualizações/ https://www.youtube.com/watch?v=SwAOwN1keCI&t=554s

– Desafio de Bebidas Ruins VS Boas: – – 3.155.971 visualizações / https://youtu.be/zrM2nt1oorA

Outros Vídeos:

 

– Na Bienal Do Livro – Rio/2017:

Durante dois dias, pararam a Bienal. A organização da Bienal e sua assessoria não deviam saber de quem se tratavam, nem mesma a editora estava preparada pra tanto sucesso!

Dia 04/09   – No Palco Maracanâ: https://youtu.be/wsGafymCwfc

– No Pavilhão 03 – Não puderam ir à Sala de Autores da Editora: https://youtu.be/QnfpH–v8kY

– No dia 05/09: Espaço Copacabana: – Uma multidão pra ver estes que se preparam pra invadir também os Estados Unidos: https://youtu.be/Qa2XbgZykhs

 

Programas de TV:

– https://globoplay.globo.com/v/6185247/ – Neagles levam experiencias pra internet (Teatro Boa Vista – Recife)

– https://globoplay.globo.com/v/6147785/ – Encontro Fátima Bernardes

 

Serviço:

Canal Neagle:

– Endereço: – www.youtube.com/user/NeagleGames

– Eagle Trindade: Insta: @eagletrindade  –  twitter: /EagleTrindade

– Gabriel Neox: Insta: @gabrielneox  – twitter: /gabrielneox_

“JANAXPACHA”, PRIMEIRO CURTA-METRAGEM BRASILEIRO EM 3D, FOI FILMADO EM DESERTO DE SAL NA BOLÍVIA

***Com direção de Katherina Tsirakis e Dimitre Lucho, a obra surrealista é narrada por meio da dança ***  A direção de fotografia é de Renato Falcão – conhecido pelos seus trabalhos nos filmes “Rio” e  “A Era do Gelo: Big Bang”

** Eleito melhor curta nos festivais VACIF (Canadá), FeSanCor (Chile) e Courant 3D (França)

*Lançamento previsto para março de 2018

“Janaxpacha”, obra surrealista filmada nas surpreendentes paisagens do Salar do Uyuni, maior  e mais alto deserto de sal do mundo,  é o primeiro curta-metragem brasileiro em 3D.

Com direção de Katherina Tsirakis e Dimitre Lucho, o curta narra por meio da dança, a história de Inti, um viajante atormentado que se aventura no deserto onde encontra Thunupa, a guardiã do salar. Durante sua jornada, Inti é capturado por ela, que o coloca à prova ao transformá-lo em um novo homem. Desprovido de memórias, Inti precisa resgatar sua identidade.

Previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2018, “Janaxpacha” já acumula prêmios como Melhor Curta Experimental no Festival FeSanCor (Chile); melhor filme eleito pelo júri estudantil no Festival Courant 3D (França) e melhor filme experimental e melhor Cinematografia no Festival Vacif (Canadá).

A direção de fotografia é assinada por Renato Falcão – conhecido pelos seus trabalhos com animação nos filmes “Rio”, “A Era do Gelo: Big Bang” e “Snoopy e Charlie Brown”, entre outros. A trilha sonora do curta foi idealizada por Beto Villares (“Xingu”, “Entre nós”, “Abril Despedaçado”), juntamente com Érico Theobaldo, e assinam a finalização Ely Silva e José Francisco Neto, da DOT (“Rio Cigano”, “Batchan” e “Trago Comigo”).

Já no elenco, além de Katherina Tsirakis (bailarina, criadora, produtora e diretora do filme), os bailarinos e atores Eros Valério (Cia. Oito Nova Dança, Crepúsculo da Terra Guarani, com Maria Alice Vergueiro e Guilherme Leme, entre outros) e Rodrigo Andreolli (Teatro Oficina Uzyna Uzona, Paraíso sem Consolação, direção de Constanza Macras, CORPO ELÉTRICO, entre outros).

Trailer oficial: https://www.youtube.com/watch?v=Pw3wj0KCo6M

Curta e acompanhe a trajetória do filme no https://www.facebook.com/janaxpacha3d

**LANÇAMENTO PREVISTO PARA MARÇO DE 2018

Sobre os Diretores

Katherina Tsirakis:  além de bailarina na obra, é também criadora, produtora e diretora do filme Janaxpacha. Katherina começou a dançar e se apresentar os 3 anos de idade. Formada em psicologia pela PUC (2012), começou a dirigir obras autorais em vídeo com Ser Mundano (2010, exibido na 29a Bienal de SP, como parte do trabalho da cia. Cavallaria) e Buritizal Mágico, (exibido em festivais no brasil e nos EUA, disponível também na internet); Janaxpacha é seu 3º curta-metragem autoral, no qual, a artista aprofunda sua pesquisa de linguagem: a dança-teatro, inspirada em Pina Bausch, transposta à investigação da dança-cinema.

Em 2014 a artista viveu em Nova Iorque onde realizou um solo de dança Água (provisoriamente intitulado na época como La Mamma Morta, em parceria com músicos locais da ópera) e participou também do programa de treinamento Limón e Gaga.

 Antes dessa incursão pelos EUA, no Brasil ela performou em colaboração com diretores renomados como: Marina Abramovic, Beto Brant, Antônio Araújo, Alejandro Ahmed, Zé Celso Martinez. Já foi assistente de direção da cia. de dança Cavallaria e cofundadora da cia. PAY. Participa desde a adolescência de cursos pelo mundo, como Impulsetanz em Viena, summer workshop com cia. Les Ballets C de la B em Ghent na Bélgica, cinema em Praga.

 Em 2017 dirigiu dois videoclipes do cantor e compositor Jorge Tupiniquin que estão prestes a ser lançados. Um deles: Baião Transcendental. Atualmente escreve o roteiro do longa chamado provisoriamente de Cinto D’água com a mesma pesquisa de linguagem que inclui a dança na sua pesquisa cinematográfica. Seu próximo curta Rei dos Lobos deve estrear em 2018, filmado nos EUA e Brasil.

Dimitre Lucho: trabalhou em longas-metragens como “A Festa de Margarette”, de Renato Falcão. Estudou cinema na PUC do Rio Grande do Sul, onde escreveu, dirigiu e montou o curta-metragem “Pela Rua”, vencedor do prêmio JOSÉ LEWGOY de melhor roteiro. Reside em São Paulo desde 2009, onde trabalhou como coordenador de finalização dos longas-metragens “Enquanto a Noite não Chega”, de Beto Souza, e “Chico Xavier”, de Daniel Filho. Trabalhou como roteirista nos documentários de longa-metragem “Argus Montenegro”, de Pedro Isaias, “Pra lá do Mundo”, de Roberto Studart e “Surfar é Coisa de Rico”, de Guga Sander.

A Produtora

A Carmela Conteúdos é um bureau de criação e produção de conteúdo audiovisual para as mais diversas plataformas. Sua paixão está em desenvolver e produzir projetos para TV e Cinema, sempre com foco em contar boas histórias com primor técnico e artístico.

Em suas produções mais recentes estão o documentário Na Cabeça do Cachorro (2017), documentário gravado na Amazônia sobre o encontro da medicina tradicional e a medicina indígena; o curta-metragem Janaxpacha (2016), filme surrealista captado em 3D no salar do Uyuni na Bolívia; e a série Sobre Crimes e Castigos – Idade Penal (2015) que contém entrevistas com especialistas do Direito sobre a proposta de redução da maioridade penal.

Entre suas obras que serão lançadas em breve estão o documentário Soledade, sobre uma cidade do interior de Minas Gerais que abrigou, de forma inusitada, grandes distribuidoras cinematográficas americanas; o curta-metragem King of Wolves, filme surrealista captado em um deserto no estado americano de Utah; e o documentário Sobre Crimes e Castigos, que investiga a violência no Brasil democrático expressa por seu sistema de Justiça criminal. Ainda em fase de desenvolvimento se destaca o projeto de longa-metragem de animação Nina e o documentário Matriz.

FESTIVAIS E PRÊMIOS

  • Primeiro lugar como “Melhor Curta Experimental” no festival FeSanCor (http://fesancor.cl/), no Chile; concorrendo com os curta-metragens “Opera China”, de Mathias Woo e Tobias Gremmler (Coreia do Sul) e “El Mundo de Donya”, de Iran.
  • Melhor filme eleito pelo júri estudantil no festival Courant 3D (http://www.courant3d-filmfest.com/fr/accueil/), na França; concorrendo com os filmes: “Eine Villa mit Pinien”, “Le Langage des cactus”, “Upside Down Revolution” e “The Plume”.
  • Festival Vacif premiado como melhor filme experimental e melhor Cinematografia.( https://vacif1.wixsite.com/vancif) no Canadá; onde concorreu com os filmes experimentais “Crocevia”, de Salvatore Insana (Itália); “Faint”, de Natalie Plakura (Alemanha); “Fire Watere Arth Air And Time”, de Maria Reinhardt-Szyba (Alemanha); “Julissa On The Ricks”, de Tatum Mccarthy (Canadá); “Sculpt The Motion”, de Devis Venturelli (Itália); “The Plates”, de Manasterny Maria (Alemanha); e “Transitions” de Ana Barroso (Portugal).

FICHA TÉCNICA RESUMIDA

Atores/bailarinos – Eros Valério, Rodrigo Andreolli

Atriz/bailarina – Katherina Tsirakis

Roteiro e Direção – Dimitre Lucho e Katherina Tsirakis

Direção de Fotografia – Renato Falcão

Produção Executiva – Daniela Conde, Flávia Dib Amado e Katherina Tsirakis

Música – Beto Villare e Érico Theobaldo

Color Grading – Ely Silva

Direção Geral finalização 2D e 3D – Jose Francisco Neto, ABC

MOSTRA NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO EXIBE O CINEMA DE HAL HARTLEY

 Programação reúne todos os 14 longas do diretor americano, além de debate, sessões comentadas e um curso de roteiro cinematográfico

 A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 23 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018 (terça a domingo), a mostra O Cinema de Hal Hartley, que reúne 14 longas-metragens e uma compilação de curtas de um dos mais cultuados diretores americanos dos anos 90. Sob curadoria do jornalista e crítico de cinema Leonardo Luiz Ferreira e produção da Buendía Filmes, a mostra também promoverá três sessões comentadas, um debate com críticos de cinema e convidados e um curso gratuito de introdução ao roteiro cinematográfico. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

Trafegar por gêneros dentro do mesmo filme é uma das principais características que norteiam a filmografia de Hartley, ganhador de prêmios nos festivais Sundance, Cannes e outros. O público terá a chance de perceber esse diferencial em filmes como A Incrível Verdade (1989), Confiança (1990), Surviving Desire (1991), Simples Desejo (1992), Amateur (1994), Flerte (1995), As Confissões de Henry Fool (1997), Beatrice e o Monstro (2001), The Girl From Monday (2005), Fay Grim (2006) e My America (2014), além da compilação dos melhores curtas do cineasta.

O cinema independente norte-americano do fim dos anos 80 e 90 tem Hartley como uma das figuras-chave de um movimento que transcendeu e se espalhou pelo mundo. Nomes como Kevin Smith (O Balconista) e Richard Linklater (Jovens, Loucos e Rebeldes) também fazem parte deste período em que diversos autores trabalharam à margem do cinema de Hollywood para construir uma carreira sólida e autoral. É a chamada geração Sundance (nome do principal festival voltado para os títulos indies no mundo, com produções de baixo orçamento e aposta em roteiros pessoais e íntimos).

Hartley bebeu na fonte dos principais autores dos anos 60 e 70, entre eles Godard, para criar um cinema que dá igual atenção ao texto e à imagem. “O diferencial no trabalho de Hal está na criação de um universo fascinante e particular de personagens que permanecem com o espectador a cada filme assistido. O diretor soube extrair o melhor do cinema europeu e americano para criar obras contemporâneas que tangenciam ao mesmo tempo a comédia, o drama e o humor negro”, diz o curador Leonardo Luiz Ferreira.

Também roteirista, produtor e músico, Hartley é um diretor de vanguarda que parece estar sempre à frente de seu tempo. É um dos poucos autores estabelecidos no mercado que continua a dar suporte ao curta-metragem, bitola na qual pratica experiências visuais: de flertes a vídeo-arte a videoclipes, passando pelo cinema clássico narrativo.

Por pensar em novas possibilidades para o cinema, já em 1998 rodou o seu primeiro trabalho em digital com O Livro da Vida, estrelado pela cantora PJ Harvey, que aparece frequentemente em suas trilhas sonoras. No atual momento, com a crise de estúdios de cinema e a mudança de hábito de consumidores frente ao cinema e à TV, ele investe no streaming de seus filmes através do site de sua empresa Possible Films. Além disso, realizou uma campanha de financiamento coletivo para o longa Meanwhile (2011) e promoveu o lançamento de seu último filme de ficção, Ned Rifle (2014), tanto para cinema quanto para video on demand (Vídeo por Demanda).

Atividades paralelas:

A mostra na CAIXA Cultural Rio de Janeiro contará, ainda, com uma série de atividades extras, todas com entrada gratuita. Para um melhor entendimento do pensamento que Hartley construiu através dos filmes, haverá sessões comentadas pelo curador Leonardo Luiz Ferreira, pela crítica de cinema Raphaela Ximenes, do Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema, e pelo também crítico de cinema Marcelo Janot (consultar programação).

Os dias 27 de janeiro e 3 de fevereiro (sábados) estão reservados para o curso Introdução Básica ao Roteiro Cinematográfico, com o roteirista Sylvio Gonçalves, autor dos filmes Sem Controle (2007), S.O.S. – Mulheres ao Mar 1(2014) e (2015), Eu Fico Loko (2017), entre outros. O curso tem duração total de 8h, sendo dividido em duas aulas das 13h às 17h, e dará certificado aos alunos. Serão disponibilizadas 80 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail buendiafilmes@gmail.com.

Já no dia 02 de fevereiro (sexta-feira), às 19h, acontece o debate O Cinema de Hal Hartley, que terá à mesa a crítica do jornal O Globo, Susana Schild, o cineasta José Joffily (A Maldição do Sanpaku, 1991) e mediação do curador da mostra.

Programação:

23 de janeiro (terça-feira)

19h – Sessão de abertura: Flerte (1995), Alemanha/EUA/Japão, 85min, Digital, 14 anos + lançamento do catálogo/livro O Cinema de Hal Hartley

24 de janeiro (quarta-feira)

16h30 – Simples Desejo (1993), EUA/Itália/Reino Unido, 105 min, Digital, 14 anos

18h30 – Ambição (1991), EUA, 9 min, Digital, 14 anos + Teoria da Conquista (1991), EUA, 18 min, Digital, 14 anos + Surviving Desire (1992), EUA, 53 min, Digital, 14 anos + sessão comentada Introdução ao Cinema de Hal Hartley, com o curador Leonardo Luiz Ferreira

25 de janeiro (quinta-feira)

17h – Amateur (1994), EUA/França/Reino Unido, 105 min, Digital, 16 anos

19h – Ned Rifle (2014), EUA, 85 min, Digital, 16 anos

26 de janeiro (sexta-feira)

14h – The New Math(s) (2000), EUA/Reino Unido, 15 min, Digital, 12 anos + My America (2014), EUA, 77 min, Digital, 16 anos

16h – As Confissões de Henry Fool (1997), EUA, 137 min, Digital, 16 anos

18h30 – The Other Also (1997), EUA, 7 min, Digital, 14 anos + The Sisters of Mercy (2004), EUA, 17 min, Digital, 14 anos + O Livro da Vida (1998), EUA/França, 63 min, Digital, 16 anos + sessão comentada Música e personagens femininos em Hartley, com a crítica de cinema Raphaela Ximenes de Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema

27 de janeiro (sábado)

13h – AULA I – Curso Introdução Básica ao Roteiro Cinematográfico, com o roteirista Sylvio Gonçalves

17h15 – Beatrice e o Monstro (2001), EUA/Islândia, 102 min, Digital, 14 anos

19h15 – The Girl from Monday (2005), EUA, 84 min, Digital, 16 anos

28 de janeiro (domingo)

14h – Opera No. 1 (1994), EUA, 8 min, Digital, 14 anos) + NYC 3/94 (1994), EUA, 9 min, Digital, 14 anos + Kimono (2001), Alemanha, 28 min, 14 anos + Meanwhile (2011), EUA, 59 min, Digital, 14 anos

16h – The New Math(s) (2000), EUA/Reino Unido, 15 min, Digital, 12 anos + My America (2014), EUA, 77 min, Digital, 16 anos

18h – Fay Grim (2006), Alemanha/EUA/França, 118 min, Digital, 14 anos

30 de janeiro, (terça-feira)

15h – The Girl from Monday (2005), EUA, 84 min, Digital, 16 anos

17h – Ned Rifle (2014), EUA, 85 min, Digital, 16 anos

19h – Simples Desejo (1993), EUA/Itália/Reino Unido, 105 min, Digital, 14 anos

31 de janeiro (quarta-feira)

16h – The Other Also (1997), EUA, 7 min, Digital, 14 anos + The Sisters of Mercy (2004), EUA, 17 min, Digital, 14 anos + O Livro da Vida (1998), EUA/França, 63 min, Digital, 16 anos

18h – Confiança (1990), EUA/Reino Unido, 107 min, Digital, 14 anos + sessão comentada O Cinema Independente Americano anos 80 e 90, com o crítico de cinema de Marcelo Janot

1 de fevereiro (quinta-feira)

15h – Fay Grim (2006), Alemanha/EUA/França, 118 min, Digital, 14 anos

17h15 – Opera No. 1 (1994), EUA, 8 min, Digital, 14 anos) + NYC 3/94 (1994), EUA, 9 min, Digital, 14 anos + Kimono (2001), Alemanha, 28 min, 14 anos + Meanwhile (2011), EUA, 59 min, Digital, 14 anos

19h15 – Ambição (1991), EUA, 9 min, Digital, 14 anos + Teoria da Conquista (1991), EUA, 18 min, Digital, 14 anos + Surviving Desire (1992), EUA, 53 min, Digital, 14 anos

2 de fevereiro (sexta-feira)

16h – Confiança (1990), EUA/Reino Unido, 107 min, Digital, 14 anos

18h – A Incrível Verdade (1989), EUA, 90 min, Digital, 14 anos + debate O Cinema de Hal Hartley, com o curador Leonardo Luiz Ferreira, a crítica de cinema Susana Schild e o cineasta José Joffily

3 de fevereiro (sábado)

13h – AULA II – Curso Introdução Básica ao Roteiro Cinematográfico, com o roteirista Sylvio Gonçalves

17h15 – Flerte (1995), Alemanha/EUA/Japão, 85min, Digital, 14 anos

19h – Amateur (1994), EUA/França/Reino Unido, 105 min, Digital, 16 anos

4 de fevereiro (domingo)

14h – Beatrice e o Monstro (2001), EUA/Islândia, 102 min, Digital, 14 anos

16h – A Incrível Verdade (1989), EUA, 90 min, Digital, 14 anos

18h – As Confissões de Henry Fool (1997), EUA, 137 min, Digital, 16 anos

  • Serviço:
  • Mostra O Cinema de Hal Hartley
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
  • Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
  • Telefone: (21) 3980-3815
  • Data: de 23 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018 (terça-feira a domingo)
  • Horários: Consultar programação
  • Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
  • Lotação: 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)
  • Bilheteria:  terça-feira a domingo, das 13h às 20h
  • Classificação indicativa: Consultar Programação
  • Acesso para pessoas com deficiência
  • Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

PRIMEIRA RETROSPECTIVA INTEIRAMENTE DEDICADA A WES ANDERSON OCUPA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO

 Muito além dos Tenenbaums reúne oito longas-metragens e um curta do cultuado cineasta americano. Três debates completam a programação

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro, recebe, de 6 a 18 de janeiro de 2018, a mostra de cinema Muito além dos Tenenbaums, a primeira retrospectiva inteiramente dedicada ao premiado cineasta Wes Anderson. Durante a temporada, o público poderá conferir oito longas-metragens e um curta do cultuado diretor americano, além de participar de três debates que esmiuçarão sua trajetória. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

Muito além dos Tenenbaums é uma oportunidade única de analisar o amadurecimento e a trajetória do diretor. Como sugere o nome, além de Os Excêntricos Tenenbaums (2001), longa que apresentou Anderson ao grande público, também farão parte da mostra o raro curta Hotel Chevalier (2007) e dois filmes nunca exibidos no Rio de Janeiro: Três é Demais (1998) Pura Adrenalina (1996). Todos serão apresentados em formato digital de alta qualidade.

Os curadores e produtores do evento Aline Fonte e Rodrigo Fomel buscam preencher uma lacuna existente no estado e no país com a mostra e a publicação de um catálogo inédito. “Há pouco material em português sobre Anderson. Por isso, o projeto desta mostra vai além da exibição dos filmes e inclui um catálogo com artigos de pesquisadores e palestras com estudiosos sobre diferentes facetas da obra do cineasta”, afirmam.

Com a exibição conjunta de todos os seus longas, será mais fácil identificar os elementos que marcaram seu estilo: precisão técnica, simetria, uso de surpreendentes paletas de cores, repetição de formas e modelos, recorrente abordagem de assuntos familiares, nostalgia e humor muito peculiar, trilhas sonoras marcantes e referências ao teatro e aos mestres do cinema.

  Bate-papo e palestras:

Na abertura, no sábado (06) e no encerramento (dia 18, quinta-feira), sempre às 19h30, o público será convidado a um bate-papo com a curadoria para discutir o processo de produção e a proposta da mostra com algumas rodadas de perguntas e respostas.

 Além disso, três palestras serão ministradas ao longo da programação. Dentre os temas discutidos estão a direção de arte na filmografia de Anderson, a psicanálise em sua obra e a importância da música e da trilha sonora em seus filmes. As palestras têm entradas gratuitas, com senhas distribuídas no mesmo dia em que serão realizadas.

Um catálogo com textos inéditos em português e produzidos especialmente para o evento será distribuído gratuitamente ao público. O documento também estará disponível em versão digital nos sites da mostra (www.mostramuitoalem.com.br) e da CAIXA Cultural Rio de Janeiro (www.caixacultural.gov.br).

Sobre Wes Anderson:

O cineasta Wesley “Wes” Wales Anderson nasceu em 1º de maio de 1969, em Houston, Texas, e é formado em Filosofia. Durante o curso, conheceu o ator, produtor e roteirista Owen Wilson, com quem firmou uma parceria longa e premiada. Em 1994, os dois produziram um curta-metragem de 13 minutos, chamado Bottle Rocket. O curta foi apresentado no Sundance Film Festival e, diante do sucesso, Anderson e Wilson conseguiram recursos para a versão estendida do curta, também batizado de Bottle Rocket (no Brasil, chama-se Pura Adrenalina).

Em 2001, dirigiu Os Excêntricos Tenenbaums, que o tornou bastante conhecido, sobretudo entre os seguidores do cinema independente. Já em 2014, o diretor atingiria o grande público por meio do filme O Grande Hotel Budapeste. Em 2018, Anderson lançará a animação Isle of Dogs (ainda sem título em português) no Festival de Berlim.

Programação:

6 de janeiro (sábado)

17h30 – O Grande Hotel Budapeste (2014), EUA/Alemanha, 99 min, Blu-Ray, 14 anos

19h30 – Cerimônia de abertura

7 de janeiro (domingo)

16h – Os Excêntricos Tenenbaums (2001), EUA, 110 min, Blu-Ray, 14 anos

18h30 – Moonrise Kingdom (2012), EUA, 94 min, Blu-Ray, 12 anos

9 de janeiro (terça-feira)

15h45 – Hotel Chevalier (2007), EUA/França, 13 min, Blu-Ray, 12 anos;

Viagem a Darjeeling (2007), EUA, 91 min, Blu-Ray, 14 anos

18h – Palestra Direção de arte na obra de Wes Anderson, com Felipe Muanis​, professor de Cinema e Audiovisual do PPGACL da Universidade Federal de Juiz de Fora, ilustrador e diretor de arte associado da Sociedade dos Ilustradores do Brasil

10 de janeiro (quarta-feira)

16h30 – Pura Adrenalina (1996), EUA, 91 min, Blu-Ray, 14 anos

18h30 – Três é demais (1998), EUA, 93 min, Blu-Ray, 14 anos

11 de janeiro (quinta-feira)

15h – A Vida Marinha com Steve Zissou (2004), EUA, 119 min, Blu-Ray, 14 anos

17h30 – Debate A trilha sonora na obra de Wes Anderson, com Arre Colares, produtor musical, arranjador, compositor e sound designer para cinema, teatro, publicidade e vídeo games; e Fernando Morais, professor associado do  PPGCine da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor do livro O som no cinema brasileiro (editora 7Letras)

12 de janeiro (sexta-feira)

16h – Os Excêntricos Tenenbaums (2001), EUA, 110 min, Blu-Ray, 14 anos

18h30 – O Fantástico Sr. Raposo (2009), EUA, 87 min, Blu-Ray, 10 anos

13 de janeiro (sábado)

16h30 – Três é demais (1998), EUA, 93 min, Blu-Ray, 14 anos

18h30 – Moonrise Kingdom (2012), EUA, 94 min, Blu-Ray, 12 anos

14 de janeiro (domingo)

16h15 – Hotel Chevalier (2007), EUA/França, 13 min, Blu-Ray, 12 anos

Viagem a Darjeeling (2007), EUA, 91 min, Blu-Ray, 14 anos;

18h30 – O Fantástico Sr. Raposo (2009), EUA, 87 min, Blu-Ray, 10 anos

16 de janeiro (terça-feira)

16h – A Vida Marinha com Steve Zissou (2004), EUA, 119 min, Blu-Ray, 14 anos

18h30 – Pura Adrenalina (1996), EUA, 91 min, Blu-Ray, 14 anos

17 de janeiro (quarta-feira)

15h30 – Os Excêntricos Tenenbaums (2001), EUA, 110 min, Blu-Ray, 14 anos

18h – Palestra A psicanálise na obra de Wes Anderson, com Abílio Ribeiro, psicanalista, professor e membro da Escola Lacaniana de Psicanálise-RJ

18 de janeiro (quinta-feira)

17h30 – O Grande Hotel Budapeste (2014), EUA/Alemanha, 99 min, Blu-Ray, 14 anos

19h30 – Cerimônia de encerramento

  • Serviço:
  • Mostra Muito além dos Tenenbaums
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
  • Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
  • Telefone: (21) 3980-3815
  • Data: de 6 a 18 de janeiro de 2018 (terça-feira a domingo)
  • Horários: Consultar programação
  • Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
  • Lotação: 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)
  • Bilheteria:  terça-feira a domingo, das 13h às 20h
  • Classificação indicativa: Consultar Programação
  • Site: www.mostramuitoalem.com.br
  • Acesso para pessoas com deficiência
  • Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
O que os bons ventos tecnológicos reservam para 2018?

Por Diogo Goebel

Chegamos naquele momento em que olhamos para os projetos do ano que está terminando e começamos a traçar resoluções para o próximo. Tratando-se de tecnologia, e particularmente da área de TI e desenvolvimento, o ritmo das mudanças está incrivelmente acelerado, e tudo indica que deverá aumentar nos próximos anos. Gerentes, líderes e diretores de TI devem ficar ainda mais atentos a essas frequentes transformações, pois o mercado está em constante ebulição e requer tecnologias que acompanhem esse momento.

Embora algumas preocupações se repitam como redução de custo, melhoria da eficiência e escalabilidade, novas tendências começam a ressoar como Multi- Cloud e Hype: Containers eKubernetes, novidades que concentram as principais oportunidades quando falamos de transformação digital. Escalar as iniciativas e gerar mais receita para o digital é uma das prioridades para 2018, principalmente pelo fato de que muitas empresas ainda estão descobrindo como alinhar suas estratégias.

Embora seja fácil perceber como a tecnologia mudou a forma como trabalhamos, negociamos e entregamos serviços, encontrar o caminho é complexo e vai além do uso de novas ferramentas. Temos a necessidade de transformar cultura, processos e práticas.

Habilidades e papel do CIO

Estudos apontam que os CIOs – Chief Information Officer, com melhor performance no digital, são os que mais possuem responsabilidades fora da TI. No entanto, acredito que muitos perderam o contato com o lado técnico, logo estão com dificuldades de entender tecnologias emergentes e de que forma os benefícios se encaixam na estratégia. O CIO é o patrocinador mais forte dentro deste contexto, logo ter uma visão ampla das tecnologias emergentes, é essencial na hora de apoiar a decisão de projetos pilotos.

Um conselho que dou é que participem mais de eventos de tecnologias emergentes que tragam cases de sucesso e incentivem o compartilhamento de experiências bem-sucedidas. Um bom exemplo é a KubeCon, conferência do Kubernetes, tecnologia que está transformando a forma como olhamos para infraestrutura e aplicações. Lá você terá acesso às pessoas que estão construindo a ferramenta, como também apresentações de empresas que vão desde Comcast, Ebay à brasileira varejista Magazine Luiza.

Containers e Kubernetes

São duas tecnologias que deixaram a zona do hype em 2017 e trazem casos reais de uso em produção em empresas como Goldman Sachs, SAP a SoundCloud e Pokemon GO. Os benefícios na utilização de containers para o desenvolvimento de aplicações são grandes demais para serem ignorados, oferecem ganhos extremos de produtividade, velocidade e consistência nas entregas, portabilidade e redução de custo.

Kubernetes, gerenciador de containers criado pelo Google e doado como projeto Open Source em 2015 para a CNCF (Cloud Native Computing Foundation), sem dúvida nenhuma está transformando a forma como rodamos software e olhamos para infraestrutura. Oferece eficiência ao estilo Google na hora de escalar, gerenciar e tratar de questões como disponibilidade das aplicações. O projeto conta com +1400 contribuidores de empresas como Google, Red Hat, Microsoft, além de patrocinadores de peso como AWS, Oracle, Cisco e SAP.

De Cloud-First para Cloud-Only

Que a Nuvem se tornou o padrão no deploy de novas aplicações, ninguém discute. A estratégia Cloud-First está bem estabelecida e é considerada fundamental para manter relevante em um mundo de transformação em ritmo acelerado. Começa a ser gradualmente ampliada e até mesmo substituída por Cloud-Only na hora de desenhar e planejar novas arquiteturas de software.

Prova disso, são os números do Gartner, apontando que até 2019, mais de 30% dos investimentos de software das 100 maiores empresas terão sido substituídos de Cloud-First para Cloud-Only. De acordo com o levantamento, até 2020, terá sido vendido mais poder computacional para provedores IaaS e PaaS do que datacenters tradicionais das empresas.

Outra sugestão que dou, baseada neste cenário, é que os profissionais desenhem suas novas aplicações considerando Cloud-Only, independentemente de onde for rodar. Recursos e tecnologias de ponta são cada vez mais disponibilizados apenas na Nuvem. O uso de containers aqui é estratégico, pois oferecem portabilidade entre ambientes, criando um caminho de migração com menor custo, risco e complexidade.

Estudo do Gartner, empresa líder em pesquisa tecnológica global e consultoria de mercado, indica que as organizações estão migrando para a Nuvem. Cerca de 44,6% das pequenas empresas já passaram a adotar a tecnologia enquanto 37,7% reflete o percentual das empresas de médio porte que já fazem uso. Outro dado importante é a estimativa das despesas globais com os serviços de Nuvem pública que chegaram a U$ 246,8 bilhões registrados até o momento, o que significa um crescimento de 18% quando comparado aos US$ 209,2 bilhões computados em 2016.

Multi-Cloud

Quando a computação em Nuvem surgiu, a questão entre muitos CIOs era se iriam ou não adotar. Com o passar do tempo, a dúvida passou a ser quando. Hoje, com a forte adoção e diferentes ferramentas e plataformas oferecidas para cada provedor, a questão passa a ser como usar diferentes ambientes, ferramentas e garantir que irão trabalhar de forma integrada e com segurança.

A boa notícia é que estamos entrando em um futuro marcado pela abertura e interoperabilidade. Arquiteturas Open Source protegem empresas de lock-in, permitindo que a TI possa explorar a melhor solução que atenda uma necessidade específica do seu negócio, sem as limitações arbitrárias impostas por soluções proprietárias.

Para 2018, tenha na sua estratégia o uso de plataformas Open Source como (Kubernetes, TensorFlow, Hadoop) e diferentes provedores de Nuvem. Grandes empresas já possuem produtos que utilizam um mix de serviços em diferentes plataformas, integrações com serviços e sistemas On-Premise, já que flexibilidade e velocidade são os motores deste modelo.

Bons negócios!

Diogo Goebel, é CEO e fundador da Getup, startup residente no Cubo Itaú – um dos maiores epicentros de tecnologia e inovação do Brasil. A empresa foi reconhecida como Cool Vendor 2017 pelo Gartner. O executivo acumula mais de 20 anos de experiência na área de tecnologia.

 

MOSTRA DE CINEMA: DISSIDÊNCIAS SEXUAIS – CINEMA, GÊNERO E DIREITOS


Mostra de cinema abre dia 27 de novembro, na Cinemateca do MAM Rio, com produções brasileiras e internacionais sobre sexualidade e gênero.

Mostra Dissidencias_A FESTA DA MENINA MORTA

Uma mostra de cinema disposta a abraçar os mais diversos modos de viver a sexualidade e o gênero, com espaço aberto para o debate. Essa é a proposta de Dissidências Sexuais – Cinema, Gênero e Direitos, que acontece de 27 de novembro a 1º de dezembro, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Realizada pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, a mostra valoriza filmes brasileiros de realizadores jovens e independentes, além de produções do Canadá. Em parceria com a Cinemateca do MAM, há também obras cinematográficas premiadas em festivais internacionais. Ao todo, serão exibidos 22 filmes, além de oficina, roda de youtubers e debates. Todas as atividades terão entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes na recepção da Cinemateca. A classificação indicativa varia conforme cada sessão. O evento conta com o apoio da Cinemateca do MAM, Consulado Geral do Canadá, Cineclube LGBT e Cinerama UFRJ.

De segunda a sexta-feira, a partir das 17h, o público terá acesso a sete longas e 15 curtas-metragens, entre documentários, animações, performances e diferentes tipos de produção audiovisual. Os filmes abordam assuntos como diversidade sexual, identidades de gênero, reversão de orientação sexual, diferentes arranjos familiares, feminismo, cultura queer, trabalho sexual, sexualidade de pessoas com deficiência e a influência da mídia em questões de gênero. As sessões diárias são divididas por temas: Foco Canadá, Transgeneridades, Performatividade, Queer e Panorama. Ao final de cada dia, haverá um debate com a participação de cineastas, estudantes, professores, ativistas, intelectuais e o público em geral. O evento inclui também a oficina Se Toca – Mala dos Prazeres, com a educadora sexual Renata Mota, na quarta-feira. Na sexta, dia do encerramento, uma Roda de youtubers reúne produtores de canais de conteúdos relacionados à temática, como Enrique sem H, Tá querida!, Drag-se, Kitana Dreams, DialogayBR e Se Toca. A programação termina com shows das cantoras Simone Mazzer e MC Xuxu, e festa com a DJ Clarissa Ribeiro. Neste dia, haverá diversos recursos de acessibilidade, conforme a programação.

Segundo o Superintendente de Comunicação do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Prof. Fernando Salis, o evento pretende contribuir para a promoção dos direitos daqueles que diariamente sofrem violência, opressão social, política e econômica por suas orientações sexuais ou identidades de gênero, afirmando, assim, a diversidade cultural e os direitos humanos. “Num tempo em que a arte vem sendo demonizada, apostamos no encontro entre o cinema e as ideias, de forma que a sexualidade seja vivida afirmativamente, as identidades de gênero não sejam consideradas ameaças aos laços sociais e o pensamento seja livre de dogmatismos, exclusão, censura e fundamentalismos”, explica ele.

SESSÕES TEMÁTICAS

ABERTURA – DIA 27/11 (segunda-feira) – FOCO CANADÁ

No intuito de dar uma perspectiva internacional à mostra, criamos um programa de filmes produzidos no país norte-americano, que, além de ser um dos maiores produtores de filmes com temáticas de sexualidade e gênero, é um dos mais progressistas em termos de políticas públicas para a população LGBTIQ+, entre outros grupos minoritários. Após os filmes, um debate reúne Antônio Quinet (psicanalista e psiquiatra), Lara Lopes (refugiada LGBT de Moçambique), Leandra Du Art (ativista dos direitos LGBTIQ+ e das pessoas com deficiência), Renata Mota (educadora sexual), Cléa Maria (formação de professores) e a Cônsul Geral do Canadá no Rio de Janeiro, Evelyne Coulombe.

DIA 28/11 (terça) – TRANSGENERIDADES

A questão “trans” invadiu as pautas midiáticas e políticas nacionais, da cultura popular aos tratamentos do SUS, das telenovelas ao Congresso Nacional, provocando um intenso debate sobre gênero, sexualidade e direitos. Os filmes da sessão abordam questões de transições estéticas, existenciais e de saúde, procurando tratar da diversidade identitária que existe dentro da própria cultura trans: homens trans, mulheres trans, travestis, a questão dos tratamentos, cirurgias, entre outras. Um debate reúne Jaqueline Gomes de Jesus (Dra. em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, professora do IFRJ), Laylla Monteiro (ativista LGBT e assistente de Pesquisas Clínicas na Fiocruz), Luis Carlos Alencar (diretor do documentário Bombadeira), Pablo Henrique Sant (homem trans e ativista LGBT), Rebecca Gotto (mulher trans e atriz do grupo TransArte) e Tertuliana Lustosa (professora e diretora de Cuceta).

DIA 29/11 (quarta) – PERFORMATIVIDADE

Como se propagam os valores através da linguagem popular e da mídia? Como se constroem supostos “consensos” sobre a moralidade e os costumes? Performatividade é um conceito que revela a força normativa que a repetição dos discursos provoca nas culturas e, portanto, também nos corpos e comportamentos. Através de filmes que mostram o poder de convencimento e a “naturalização” de valores hegemônicos pela religião, cultura popular e mídia, o debate aborda a necessidade de resistência cultural para que outros valores possam produzir imaginários e comportamentos diversos e inclusivos. Além de filmes, o programa inclui a oficina Se Toca – Mala dos Prazeres com a educadora sexual Renata Mota. Ao final, um debate reúne Antônio Carlos Moreira (jornalista e ex-colaborador do jornal Lampião da Esquina), Denilson Lopes (coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ), Francine Barbosa (roteirista e professora), Chalini Torquato (professora e pesquisadora da ECO – UFRJ) e Ronaldo Canabarro (Mestre em História Regional pela UPF).

DIA 30/11 (quinta) – QUEER

Esse conceito em inglês, popularizado nos EUA desde a década de 1980, tomou recentemente a mídia brasileira por conta do encerramento de uma exposição de arte em Porto Alegre, que trazia obras com temáticas de sexualidade e gênero. Queer, etimologicamente, queria dizer, num sentido pejorativo, “estranho”, “anormal”, “bizarro”, até que homossexuais, bissexuais, transexuais, drag-queens, entre outros não conformes ao binarismo heteronormativo, se apropriaram do termo e o ressignificaram. Queer passou a qualificar uma atitude criativa, livre, original, irreverente e, sobretudo, afirmativa. Hoje o termo nomeia uma área em expansão dos estudos culturais. Neste dia, os filmes mostram essa atitude jovial e fluida, de experimentação estética dos corpos, relações, afetividades e identidades. Ao final, um debate reúne Ana Carolina Galiza (diretora de Inconfissões), Clarissa Ribeiro (diretora de X-Manas), Érica Sarmet (diretora de Latifúndio), Gustavo Vinagre (diretor de Filme para Poeta Cego) e Mariana Baltar (professora do curso em Cinema e Audiovisual e da Pós-graduação em Comunicação da UFF).

ENCERRAMENTO – DIA 01/12 (sexta) – PANORAMA

A sessão começa com uma Roda de Youtubers, para conhecermos melhor a cultura jovem de canais de conteúdos pela internet, trazendo esses “influenciadores digitais” para falarem de suas experiências. Novos canais, múltiplas plataformas, performances, algoritmos, agenciamento, educação, seguidores e haters serão alguns dos temas a serem debatidos com o público (com interpretação em Libras). A programação de filmes abordará questões como trabalho sexual, visibilidade lésbica, feminismo, cultura drag, transgeneridades, compondo um panorama dos principais temas debatidos ao longo da mostra (os filmes terão audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Libras). Ao final, um debate (com interpretação em Libras) reúne Anahi Guedes de Mello (cientista social pesquisadora dos Estudos sobre Deficiências), Bruna Benevides (Presidenta do Conselho LGBT – Niterói – Diretoria da ANTRA e ABGLT – TransAtivista), Jean Wyllys (deputado federal), Guilherme Almeida (professor da Faculdade de Serviço Social da UERJ), Marielle Franco (vereadora do Rio de Janeiro), Salvador Corrêa (coordenador de treinamento e capacitação da ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids) e Fernando Salis (Superintendente de Comunicação do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ). Para encerrar o evento, shows de Simone Mazzer, MC Xuxu (ambos com interpretação Musical de Sinais) e festa com a DJ Clarissa Ribeiro.

Programação traz 22 filmes, entre curtas e longas, com debates e oficina.

Encerramento em 1º de dezembro com shows de Simone Mazzer e MC Xuxú, seguidos de festa com a DJ Clarissa Ribeiro.

Mostra de cinema
Dissidências Sexuais – Cinema, Gênero e Direitos
Cinemateca do MAM Rio
De segunda a sexta, a partir das 17h
Entrada gratuita

SERVIÇO

Mostra de Cinema
Dissidências Sexuais – Cinema, Gênero e Direitos
Data: 27 de novembro a 1º de dezembro
Local: Cinemateca do MAM Rio

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo – Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3883-5630

Contato: dissidenciassexuais@forum.ufrj.br

Realização: Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Apoio: Cinemateca do MAM Rio, Consulado Geral do Canadá, Cineclube LGBT, Cinerama UFRJ Fundação COPPETEC, e Sistema Universitário de Apoio Teatral (SUAT/ECO/UFRJ).

RIO WEB FEST ACONTECE EM NOVEMBRO NA CIDADE DAS ARTES

Com número recorde de inscrições, a terceira edição do Rio WebFest 2017, o principal evento das webséries no Brasil, promete uma programação gratuita farta e muitos prêmios. O festival acontece nos dias 16, 17, 18 e 19 de novembro na Cidade das Artes, Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Além da exibição dos 206 seriados digitais indicados a prêmios, o evento oferece palestras, masterclass, keynotes, painéis, mesas redondas e confraternizações de graça. Segundo a produção, mesmo as atrações pagas como os minicursos, oficinas, e a noite de gala do Rio WebFest Awards terão preços populares.

 

Estamos muito felizes em reunir essa diversidade incrível de conteúdo em nosso festival. Se você tem interesse na produção dramatúrgica digital, deseja realizar muito networking e  se divertir, o Rio WebFest 2017 tem uma programação toda feita para você, conta o cofundador do festival Daniel Archangelo.

 

Festival com larga distribuição de prêmios o Rio WebFest vai distribuir 52 troféus personalizados, premiações em dinheiro, contratos de coprodução, uma viagem para França e outra para Roma e a seleção oficial direta para muitos festivais internacionais parceiros.

 

O Rio Webfest é a maior celebração da web no hemisfério sul. Este ano, batemos recorde de mais de 500 trabalhos inscritos, graças à relação de confiança que desenvolvemos com os criadores brasileiros. Somos o festival que mais distribui prêmios no mundo, incluindo dinheiro, viagens para o  exterior e seleção direta para festivais  do mundo inteiro, de Los Angeles a Seul. Damos o oportunidade a todos de participar de masterclasses, keynotes, mesas redondas com representantes da TV e plataformas digitais gratuitamente, como forma de  retornar tudo o que é investido na gente de volta para os criadores,  explica o fundador do festival, Leandro Silva.

Com representantes de todas as regiões do Brasil e com 26 países, o festival, será realizado em vários espaços da Cidade das Artes, centro cultural de referência na zona oeste do Rio de Janeiro. A abertura oficial acontece no dia 16 de novembro, no Teatro de Câmara, com sorteios de brindes ao público, muita música e networking, e fecha sua programação com o tradicional Rio WebFest Awards na belíssima Grande Sala.

 

Os webfests mudaram a minha vida e as de diversos criadores ao redor do mundo. As plataformas de vídeo digital para mobile e conteúdo de curta duração são uma realidade, com a criação de aplicativos de vídeo para serem consumidos via celulares e tablets. Empresas como a Marvel Studios, Amazon Prime e Comedy Central apostam nesse formato para conquistar novo público e os festivais promovem uma curadoria de conteúdo independente que não é possível em plataformas online como o youtube, onde vídeos de qualidade disputam espaço com vídeos que possuírem centenas de milhares de visualizações, mas não tem a mesma relevância, comenta Silva.

Estamos sempre atentos ao que há de mais relevante na produção dramatúrgica mundial. Desta forma, traremos para o Rio de Janeiro convidados nacionais e internacionais que possam colaborar para o incremento de nossos criadores. O festival é um local de encontro, finaliza o cofundador do festival, Daniel Archangelo.

 

A maior celebração da web no hemisfério sul vai acontecer nos dias 16, 17, 18 e 19 de novembro de 2017, na Cidade das Artes, Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

 

Imperdível!

 

Rio Webfest 2017

Realização: Charlotte Produções e Dendrobates Cultura

Fundadores: Leandro Silva e Daniel Archangelo

 

Endereços oficiais

www.riowebfest.net

www.facebook.com/riowebfest

www.twitter.com/riowebfest

Bilheteria

Ter a Dom de 13h às 19h. Em dias de eventos de 13h até 30 min após o início do evento. Telefone: (21) 3328-5300

Acessibilidade

A Cidade das Artes tem como missão levar cultura a maior parte da população e atender a este público com necessidades especiais permitindo acesso a todo evento. Desde o estacionamento com vagas demarcadas, passando pelas rampas de acesso e elevadores, lugares nas salas do evento e banheiros especiais.

Classificação

14 anos


Mais informações

RioWebFest – contact@riowebfest.net
(21) 4042-5933