Grada Kilomba, autora de Memórias da Plantação, é confirmada na Flip

Escritora, teórica, psicóloga e artista interdisciplinar, Grada Kilomba é a quinta presença confirmada na 17ª Flip, que acontece de 10 a 14 de julho em Paraty. A portuguesa – com origens em Angola e São Tomé e Príncipe – é autora de Memórias da Plantação: Episódios do racismo cotidiano, que será lançado no Brasil durante a Festa Literária pela Editora Cobogó. O livro, publicado originalmente em 2008, analisa e desvela a atemporalidade do racismo cotidiano, preenchendo lacunas sobre o tema e estabelecendo conexões entre raça, gênero e classe. Importante representante do feminismo negro, Grada realiza um trabalho híbrido que usa como suporte livros, performances, leituras, colagens, filmes e instalações.

“O trabalho de Grada Kilomba transita por muitos meios diferentes: está na academia e nos palcos de teatro, em bienais de artes plásticas e nos livros. De modo análogo, suas criações ocupam lugares dinâmicos, elas não se deixam fixar: passam por questionamentos sociais amplos bem como pela atenção às memórias, aos afetos e à intimidade. Além disso, sendo ao mesmo tempo europeia e filha de africanos, tem uma posição singular a partir de onde observar o mundo”, afirma Fernanda Diamant, curadora do Programa Principal.

Para o arquiteto Mauro Munhoz, diretor artístico da Flip, “a obra de Grada Kilomba é tão combativa quanto criativa. Se, por um lado, questiona rigorosamente nossos pressupostos e modos de estar no mundo, por outro, cria aberturas para vislumbrarmos, pela arte, novos horizontes possíveis”.

A autora

Grada Kilomba nasceu em Lisboa, em 1968, e atualmente vive em Berlim. Na capital portuguesa, cursou Psicologia Clínica e Psicanálise no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, onde era a única estudante negra do departamento. Na instituição, trabalhou com sobreviventes de guerra de Angola e de Moçambique. Em 2008, foi ganhadora de uma bolsa da Fundação Heinrich Böll, ocasião em que se mudou para Berlim para cursar doutorado em Filosofia na Freie Universität. No âmbito filosófico, Kilomba reformulou o conceito do Outro cunhado por Simone de Beauvoir – que defende que a mulher é o outro absoluto por ser definida em relação ao homem. Para Kilomba, a mulher negra – desconsiderada na categorização de Beauvoir – é o outro do outro, por não ser nem branca e nem homem. A autora é, inclusive, uma importante influência na obra da filósofa brasileira Djamila Ribeiro, que integrou o Programa Principal da Flip 2018.

Em 2016, Kilomba passou a integrar o circuito de arte contemporânea quando foi convidada a apresentar a performance Illusions, que recupera memórias e realidades de um mundo pós-colonial, na 32ª Bienal de São Paulo. A partir disso, integrou apresentações e mostras em diversos países como África do Sul, Canadá, Inglaterra e Itália, entre outros.

A obra

Em julho, durante a Flip, será publicado no Brasil seu livro Memórias da Plantação (Cobogó, 2019). Com tradução da Mestre em Estudos da Tradução pela UFSC, Jessica Oliveira de Jesus, a publicação é resultado do doutorado em Filosofia realizado em Berlim. A partir do aprofundamento em textos de intelectuais negros como Philomena Essed, Frantz Fanon e bell hooks, Kilomba analisa a herança colonial e patriarcal presentes na sociedade e busca definir o racismo contemporâneo. Na obra, a portuguesa revela os passos que levam à consciência do racismo – “recusa, culpa, vergonha, reconhecimento e reparação” – que, segundo a autora, dizem respeito a um processo psicológico, e não uma questão moral.

Exposição na Pinacoteca

De 6 de julho a 30 de setembro, será realizada a primeira exposição individual de Grada Kilomba no Brasil. A mostra vai ocupar as quatro salas contíguas à exposição do acervo histórico da Pinacoteca no segundo andar. A portuguesa apresenta, ao todo, quatro obras: Illusions 1, comissionada pela 32ª Bienal de São Paulo em 2016; Illusions 2, de 2018; Table of Goods, de 2017; e uma inédita concebida especialmente para a Pinacoteca.

Flip e EDP

“Como maior investidora portuguesa no Brasil, a EDP acredita em apoiar a cultura e a arte dos países de língua lusófona, e que evidenciam a riqueza e a diversidade do idioma, o mais falado no hemisfério sul do planeta. Por isso, é a principal patrocinadora da reconstrução do Museu da Língua Portuguesa e, mais recentemente, foi a primeira empresa a anunciar o patrocínio máster destinado à restauração do Museu do Ipiranga. Nesse sentido, cremos que a trajetória e a produção literária e artística de Grada Kilomba refletem as relações históricas e culturais que unem os países que falam português, e também impulsionam reflexões que precisam ser feitas acerca dos erros, acertos e lições que marcam esse caminho”, afirma Luis Gouveia, diretor do Instituto EDP.

Flip 2019

A 17ª edição da Flip acontece de 10 a 14 de julho, em Paraty, e tem o escritor Euclides da Cunha como Autor Homenageado. Estão confirmados os nomes de Walnice Nogueira Galvão, Kristen Roupenian, Kalaf Epalanga e Sheila Heti.

Quem faz a Flip

A Flip tem o patrocínio do Ministério da Cidadania, através de sua Secretaria Especial de Cultura, a partir do Edital de Feiras Literárias e por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além de copatrocínio da EDP e da CMPC. A edição 2019 continua em fase de captação de recursos.

COMEÇOU A 5ª EDIÇÃO DO MULTILEITURA VAI ATÉ O DIA 30 DE ABRIL

  A 5ª edição do Multileitura, evento literário que já faz parte do calendário do Multicenter, acontece até o dia 30 de Abril. Com uma cenografia lúdica e aconchegante, o evento reúne feira literária, bate-papo com autores, tardes de autógrafo, contações de histórias, performances, apresentações musicais, talk show…é um movimento eclético e diferenciado, para os amantes da leitura e para incentivar e criar o hábito de ler.

Nesta edição, o Multileitura terá a campanha “Páginas em branco – Para um futuro melhor”. Sabe aquele caderno que sobrou do ano letivo? Depois de reciclado, ele é ouro para crianças que não têm condição de comprar material escolar. Por isso, o shopping terá um ponto de coleta para receber doações de cadernos que ainda têm páginas em branco. Todo o material doado passará por uma triagem, onde as páginas em branco serão separadas para confecção de novos cadernos. As capas, folhas usadas e espirais serão destinados à cooperativa de catadores de lixo e grupos de artesãos, onde serão reciclados. Os novos cadernos, após prontos, serão entregues em instituições parceiras que farão a distribuição entre as crianças carentes.

Programação completa:

06/04 – 16h – Contação de histórias com a Cia Trilhos – no projeto “Reza a Lenda” – SESC.

A trupe de trilheiros foi desvendar os mistérios e lendas da fauna e da flora. Mas não chega perto de ser uma fauna comum! Reza a lenda que há muito tempo atrás os bichos não eram como hoje não. Para andar em qualquer floresta era preciso muita coragem e olhos bem atentos a todo instante.

07/04 – 16h – Elaine Furlani – Escritora e atriz fará a contação de história do seu livro – Vicente esqueceu de ser gente. 

O livro traz uma história que legitima a diversidade da comunicação em suas múltiplas manifestações no universo vasto dos relacionamentos. Vicente percebe que seu filho se utiliza de pinturas para se comunicar e interagir. E na tentativa de inseri-lo num mundo dinâmico e interativo, resolveu levar os desenhos para escola, com objetivo que todos percebam-no como pessoa integrante daquela sociedade. E depois de toda a exposição das pinturas ficou claro que nem sempre precisamos da voz para mostrarmos o que habita em nós. Para apresentar a história com mais ludicidade, criamos uma contação com bonecos e personagens, enfocando as partes mais importantes da narrativa, proporcionando uma troca com a platéia, criando um vínculo de afetividade para impulsionar de forma contundente o viés transformador da comunicação.

contação de história tem recurso lúdico de bonecos e cenário interativo, a história se desenvolve mostrando ao leitor partes importantes do livro, convidando-os a embarcar em uma viagem interplanetária pelo universo da comunicação.

12/04 – 20h – Notas filosóficas com Silvério Ortiz e Mona Vilardo – 30 anos sem Luis Gonzaga – Filosofia e acordeon e voz.

Release: Um Baião pra todos: filosofia ao som de Luiz Gonzaga

No dia 12 de abril, a música de Luiz Gonzaga tem um encontro com as ideias filosóficas. Acompanhado pela voz de Mona Vilardo e do acordeon de Vanessa Dias, o professor Silvério Ortiz lembrará dos 30 anos sem o rei do Baião, fazendo a filosofia decolar com Asa Branca.

Uma curiosidade – o casal acaba de retornar da Grécia-, berço da filosofia, onde o projeto filosofando, atravessou o atlântico para inspirar os diálogos em um ambiente propício para os debates.

13/04 – 16h – Intervenção com o grupo Poesia Viral com “chuva de versos” – SESC.
Casal de artistas circularão com seu guarda-chuva levando versos de amor, amizade, fraternidade, de grandes poetas brasileiros, proporcionando uma dose de poesia em seu dia!

14/04 – 16h – Mona Vilardo – Lançamento do Livro – Dalvinha – A história das cantoras do rádio para crianças – contação de história musicada – voz e violão. 

Mona Vilardo estreou o espetáculo “Mona canta Dalva” em 2017 – ano de centenário da cantora. A estreia ocorreu no Teatro Maison de France, no Rio de Janeiro. Desde então se apresentou no Teatro Dulcina, Teatro da Uff e Teatro Municipal de Niterói. Professora de música no Colégio Fórum Cultural, observou o total desconhecimento de crianças e jovens por esse universo das cantoras do rádio, movimento tão forte e importante no Brasil na década de 40 e 50. Na apresentação no Teatro Municipal de Niterói, alguns alunos foram assistir e ficaram encantados e curiosos com a história e as músicas daquela que foi uma das maiores cantoras do Brasil: Dalva de Oliveira. Daí nasceu a ideia do livro voltado para o público Infanto-juvenil. “Elas por ela – As Rainhas do Rádio por Mona Vilardo” é o nome da coleção que será lançada em 2019, e em sua estreia terá Dalva como homenageada. O livro tem a monitoria de Rona Hanning, consultora em literatura Infanto-juvenil e fundadora do Ler Instituto. Através das memórias de uma avó, o livro narra histórias de vida da Dalva de Oliveira e de uma jovem cheia de curiosidade por essas histórias.

21/04 – 16h – Danielle Fritzen e Badeco – em A Cabana de histórias – Danielle é escritora e atriz e apresentará as histórias de seus livros. Contação musicada.

“A cabana de histórias – a arte de encantar ao contar histórias” é um projeto itinerante de promoção do livro e da leitura com contação de histórias, música ao vivo e distribuição de livros para a faixa etária de 3 a 10 anos. Proporciona a associação do mundo mágico dos livros a momentos de prazer e contentamento. Com produção executiva de Angélica Crispino e cenários de Maurício Meneses Jr, espetáculo descortina painéis na sequência das histórias. Em cena, a atriz e escritora Danielle Fritzen desenvolve variadas formas de contar as histórias de quatro dos seus nove livros publicados na companhia do músico e ator Renato Badeco. Entre surpresas, sonoplastias, humor e músicas autorais, os personagens são apresentados com alegria, emoção, encantamento e muita interação com a plateia. Em tempos de tecnologia, como despertar o interesse das crianças pela leitura? Que benefícios isso traz?
Em tempos da era digital, é um grande desafio estimular a imaginação e promover ações que encantem e ofereçam oportunidades para o crescimento de nossas crianças além de possibilidades concretas de ler o mundo. Ouvir e participar de uma contação de histórias promove o desenvolvimento do processo de ensino das crianças, pois trabalha elementos que ficarão na memória e estarão sempre associados a momentos de prazer e alegria, proporcionando janelas abertas ao conhecimento e aprendizado.

26/04 – 20h – Chris Fuscaldo – autora da biografia dos “Mutantes” – com bate-papo com componentes dos mutantes, Antonio Pedro Fortuna e Rui Motta.
O livro ‘Discobiografia Mutante’ celebra 50 anos da carreira discográfica dos Mutantes e é tema de bate-papo no MultiLeitura com a autora e jornalista, escritora e cantora niteroiense Chris Fuscaldo e o ex-integrante Antonio Pedro Fortuna, também nascido em Niterói, que foi baixista dos Mutantes na fase progressiva da banda. Com Sérgio Dias, Rui Motta e Túlio Mourão, ele gravou o álbum Tudo Foi Feito Pelo Sol, lançado em 1974 e considerado uma obra-prima da música brasileira. A conversa será mediada pelo jornalista e músico Leandro Souto Maior, que levará seu violão para incentivar os convidados a darem uma palhinha de sucessos dos Mutantes, com Antonio Pedro também ao violão e Chris cantando. Curiosidades: A “Discobiografia Mutante” foi indicado ao Prêmio Profissionais da Música 2019!

28/04 – 16h – Thalita Rebouças – Bate-papo com a autora e apresentadora e tarde de autógrafos.

Jornalista de formação e carioca da gema, abandonou as redações para batalhar pelo sonho de ser escritora. Deu certo. Aos 25 anos, lançou seu primeiro livro, e, ao longo de seus 18 anos de carreira publicou 22 títulos, muitos deles traduzidos em mais de 20 países, e que já venderam a extraordinária marca de cerca de 2 milhões de exemplares vendidos. Várias de suas obras já foram adaptadas para o teatro e para o cinema, com grande sucesso. Tem uma coluna semanal no jornal Extra e é apresentadora do The Voice Kids, na Rede Globo.

Serviço: Shopping Itaipu Multicenter

Endereço: Estrada Francisco da Cruz Nunes, 6501
Itaipu. Niterói / RJ | Local: Praça de Eventos – 1º piso

Data: De 01 a 30 de abril |

As senhas para sessão de autógrafos serão distribuídas a partir das 14h – sujeito a término. Local: Entrada principal do Shopping

Entrada Gratuita

SÉRGIO SANT’ANNA E MEIO SÉCULO DE LITERATURA

Premiado escritor será o homenageado de março da série de Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som.

Ora com pé na ficção, ora com requintes de realidade, o escritor Sergio Sant’Anna caracterizou-se ao longo de cinco décadas de trabalho por uma escrita marcante, mesclada à sensualidade e, por vezes, tecida em tom subversivo. Premiado e reconhecido nacional e internacionalmente, o autor será o próximo convidado do mês de março no projeto Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O evento acontece na tarde do dia 27 de março (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV.

Entre os escolhidos para a sabatina estão André Nigri (escritor, jornalista e crítico), Jorge Viveiros (editor), Gustavo Pacheco (diplomata e escritor) e Cláudia Fares (curadora, produtora de exposições, tradutora e editora). Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Nascido em 30 de outubro de 1941, no Rio de Janeiro, Sérgio Andrade Sant’Anna e Silva estudou em colégio de irmãos maristas até se mudar para a Inglaterra, em 1953. O contista, romancista, professor e poeta retornou para Belo Horizonte em 1959, onde cursou Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, formando-se em 1966. Durante essa época passou a integrar o grupo dos escritores novos de Minas Gerais.

Colecionador de prêmios – só Jabuti já foram três – Sergio Sant’Anna lançou seu primeiro livro, “O sobrevivente”, em 1969. Considerado por críticos um escritor de vanguarda, Sérgio é responsável por cerca de 20 obras, entre contos, romances, novelas e poemas. Seu debut ocorreu logo após sua estada em França, onde fez pós-graduação até 1968 no Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Paris. O autor de 77 anos teve seu primeiro trabalho premiado com uma bolsa no International Writing Program, da Universidade de Iowa, Estados Unidos, onde morou até 1977, período em que produziu a obra “Notas de Manfredo Rangel, repórter” (1973) e os romances “Confissões de Ralfo – Uma Autobiografia Imaginária” (1975) e “Simulacros” (1977).

Atuou como professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro durante os anos de 1977 e 1990, período em que termos como ‘experimental’, ‘fantástico’ e ‘tabu’ passaram a figurar em críticas sobre o seu trabalho. Em 1982, ganhou seu primeiro Prêmio Jabuti com “O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro”, feito alcançado novamente em 1986, com a novela “Amazona”, e em 1997 com “Um crime delicado”. Já em 2003, com “Voo da madrugada”, foi agraciado com o Prêmio Portugal Telecom.

Inspirado em “A senhora Miss Simpson”, de 1989, foi lançado o filme “Bossa Nova” nos anos 2000. Porém o autor considera mais fiel à sua obra a adaptação “Crime delicado”, de 2005, baseada em obra homônima e dirigida por Beto Brant. Já “Um romance de geração”, peça escrita em 1984, ganhou as telas em 2008, dirigida por David França Mendes. Além das adaptações para o cinema, o contista e romancista já teve sua obra traduzida para diversas línguas, como o alemão e o italiano.

Sérgio Sant’Anna retornou a Praga em 2008 e dessa experiência retirou material para “O Livro de Praga: Narrativas de Amor e Arte”, de 2011. A obra foi ganhadora do prêmio Clarice Lispector de melhor coletânea de contos, concedido pela Biblioteca Nacional. Sua última obra, “Anjo noturno”, foi lançada em 2017.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela e Joyce Moreno, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO 

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.

Tel: (21) 2332-9499 | Data: 27 de março de 2019 (quarta-feira)

Horário: 14h | Entrada franca |Censura: Livre |www.mis.rj.gov.br

O escritor Kalaf Epalanga é a terceira presença confirmada na Flip 2019

Kalaf Epalanga participa da Flip 2019

O escritor Kalaf Epalanga é a terceira presença confirmada na Flip 2019, que acontece de 10 a 14 de julho, em Paraty. O angolano de 40 anos, que vive entre Lisboa e Berlim, é conhecido como “Poeta-cantor” pela mídia portuguesa e integra a banda Buraka Som Sistema – atualmente em hiato –, responsável por fazer as sonoridades africanas do kuduro e da kizomba ecoarem pelo mundo. São as histórias desses ritmos que conduzem a narrativa de seu terceiro livro, Também os brancos sabem dançar, o único publicado no Brasil (em maio de 2018 pela Todavia), que aborda a imigração africana na Europa.

“O Kalaf Epalanga tem uma prosa deliciosa, cujo ritmo parece conter toda sua capacidade musical. Ele faz uma ficção que aborda, além da história da música que ele ajudou a levar para o mundo, temas importantes como identidade, imigração africana em Portugal, e a condição da Europa hoje. Além de tudo isso, tem uma relação afetiva e formativa com a cultura brasileira”, afirma Fernanda Diamant, curadora do Programa Principal.

Kalaf-Epalanga

O autor

Nascido em Benguela, Angola, Kalaf Epalanga se mudou aos 17 anos para Lisboa, a “mais africana das capitais europeias”, segundo ele. Foi cronista da revista digital Rede Angola e do jornal português Público e escreve para a GQ Portugal. Como membro fundador da banda Buraka Som Sistema, Epalanga ganhou notoriedade internacional. Em 2006, criou, ao lado de João ‘Branko‘ Barbosa, o selo musical Echufada, conhecido por gravar artistas de periferias de diversos lugares do mundo, tendo lançado singles de nomes brasileiros como Rincon Sapiência, MC Bin Laden e Bad Sista.

Obras

O romance Também os brancos sabem dançar (Todavia, 2018) surgiu a partir de um encontro literário no festival Back to Black, que aconteceu no Rio de Janeiro, em 2015. Ao assistir Epalanga contar à plateia a história do kuduro, o escritor José Eduardo Agualusa – conterrâneo do autor – sugeriu que ele deveria escrever a biografia do gênero musical. Na volta a Lisboa, e inspirado por Carnaval no Fogo, de Ruy Castro, o escritor deu início à obra, que mistura autobiografia e ficção. “O kuduro mostrou-me o mundo, com ele e por ele visitei lugares que nunca imaginaria”, escreveu.

Epalanga também publicou os livros de crônicas Estórias de amor para meninos de cor (2011) e O angolano que comprou Lisboa (por metade do preço) (2014), ambos lançados pela portuguesa Caminho Editorial.

 

Flip 2019

A 17ª edição da Flip acontece de 10 a 14 de julho, em Paraty, e tem o escritor Euclides da Cunha como Autor Homenageado. Estão confirmados os nomes de Walnice Nogueira Galvão e Kristen Roupenian.

 

Flip e Museu da Língua Portuguesa

A mesa literária que contará com a presença do autor angolano Kalaf Epalanga na 17ª Flip é um oferecimento do Museu da Língua Portuguesa. Essa é uma das ações do museu em parceria com a Festa Literária que integra o Programa Principal desta edição, consolidando uma trajetória de dois anos de colaboração. Em 2017 e 2018, o Museu da Língua Portuguesa promoveu exposições, mesas e apresentações artísticas que integraram a programação paralela à Flip com o intuito de celebrar a língua portuguesa em seus diferentes sotaques, países e vivências. O museu reforça, portanto, sua atuação em prol da integração cultural entre os países de língua portuguesa, mantendo assim a comunicação com seus públicos durante a reconstrução de sua sede, em São Paulo, atingida por um incêndio em dezembro de 2015.

A participação do Museu da Língua Portuguesa na Flip 2019 é uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho em parceria com a EDP, Grupo Globo e Itaú Cultural. A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Essas ações têm como patrocinador máster a EDP, além dos patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú, Sabesp e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal por meio da lei federal de incentivo à cultura. O IDBrasil é a organização social responsável pela gestão do museu.

Quem faz a Flip

A Flip tem o patrocínio do Ministério da Cidadania, através de sua Secretaria Especial de Cultura, a partir do Edital de Feiras Literárias e por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além de Apoio da EDP e da CMPC. A edição 2019 continua em fase de captação de recursos.

“Esse muro criado entre o homem e a mulher resultará em solidão e diminuição populacional”, afirma filósofo
No Dia Internacional da Mulher, o filósofo Fabiano de Abreu partilhou alguns pensamentos sobre a sociedade pós moderna e ponderou a questão do assédio, do feminicídio e da chamada ‘guerra dos sexos’.
Dia da Mulher
Esse dia não pode passar desapercebido para mim. O que está acontecendo hoje com todo o debate em torno do feminismo é uma adaptação a uma nova era, mesclado com uma necessidade e também um ‘que’ de aproveitar-se do que está em voga.
Felizmente, a mulher vem conquistando mais liberdade e espaço ao longo do tempo, e toda mudança cria barreiras e adaptações e ainda existem pessoas que resistem. Nada justifica as ações de machismo, mas quem tem que julgar é a justiça.
O Dia da Mulher lembra a todos das conquistas obtidas por elas ao longo das décadas e conscientiza sobre a igualdade dos gêneros, mas infelizmente alguns grupos tem se aproveitado de uma atitude nobre para fazer barulho e criar ainda mais separação e desigualdade entre homens e mulheres.
Preconceito
Tudo na vida precisa ser mediado e observado para que não façamos pré julgamentos. O machismo é sim coisa do passado e os homens precisam se adaptar a essa nova realidade. As mulheres aqui em Portugal são empresárias, independentes, capitalistas, empreendedoras. No Brasil ainda existe um domínio maior de homens no empreendedorismo, mas isso pode ter a ver com a cultura tradicional de mulheres dependerem dos homens.
É preciso observar que no Brasil ainda acontece um fenômeno cultural muito forte, de incentivar os homens a começarem a trabalhar mais cedo e terem seu dinheiro, enquanto a mulher é ensinada a cuidar da casa e da própria beleza à espera do ‘príncipe encantado’, que virá para ‘resgatá-la’. Embora ultrapassada, essa cultura ainda é muito forte no Brasil, e aos poucos tem sido transformada, mas muitas mulheres cresceram nessa perspectiva, de ainda depender do homem e procurar um marido que lhe dê estabilidade financeira através do matrimônio. Por isso, pode ser incorreto afirmar que falta oportunidade no mercado de trabalho para mulheres.
Há quem use o fator do gênero para explicar um insucesso, dizendo que o fato de ser mulher é o motivo de não conseguir alcançar os objetivos. A verdade é que existem homens e mulheres aptos e homens e mulheres menos aptos, e isso não depende de gênero. Na minha família nunca ouvi falar de distinção entre homens e mulheres, pra mim todos os gêneros são iguais.
Vitimismo
Meu pai foi empresário e minha mãe professora. No trabalho, a diretora da minha mãe era mulher e todo o quadro de chefia de onde trabalhava era feminino. Minha mãe nunca foi uma feminista convicta e nunca acreditou ou viveu uma desigualdade. Lembro-me de uma frase dita pela minha mãe na época: “Há mulheres usando a desculpa do gênero para justificar sua fraqueza”. Jamais esqueci.
Eu acredito que existam sim profissões que a mulher seja mais pré disposta ao sucesso. Trabalho com mais de 40 mulheres em diversos segmentos, dentistas, modelos, dançarinas, doutoras, e as opiniões entre elas divergem sobre isso tudo. Algumas dizem que nunca tiveram problemas de assédio e que ela impõe o respeito e outras sim passaram por situações graves, o que me leva a crer que o que ela projeta pode ser o fator limitante.
Feminicídio e assédio
Exceptuando-se  os casos de exagero e comunicações falsas de agressão, que felizmente são a minoria, a questão do feminicídio é muito séria e precisa sim ser debatida. Geneticamente, o homem é predisposto a ser fisicamente mais forte que a mulher, logo ela tem menos condições de se defender de uma agressão que parta de um homem.
Quanto à questão do assédio, tudo vem do bom senso, de ambos os lados. O homem tem em sua biologia o instinto da conquista, faz parte da sua mente primitiva, para poder reproduzir. Mas é preciso ser racional e perceber que existem limites, que não somos simplesmente animais, e sim seres pensantes que são guiados por mais do que hormônios e instintos. O fato é que, existem sim pessoas doentes, que transpassam os limites do bom senso por terem problemas internos a resolverem, até mesmo mentais. Obviamente isto não é culpa da mulher, mas é preciso saber que ao mostrar muito o corpo, a mulher vai instigar o olhar e o desejo e infelizmente pode atrair todo tipo de atenção, inclusive aquela indesejada, além de um elogio ou olhar.
Construindo muros e suas consequências
Esse tema, mulher e feminismo, está relacionado a milhares de questões psicológicas complexas, porque existem várias situações e circunstâncias que não podem ser generalizadas.
Essa muro criado entre homens e mulheres só vai ocasionar solidão e proporcionar cada vez menos filhos, e com isso populações irão diminuir e culturas podem desaparecer.
As pessoas estão chegando a um ponto que daqui a pouco será impensável olhar para uma mulher na rua, enquanto dentro da mente primitiva do homem existe o instinto do desejo e do olhar. Essa mudança pode acarretar em inibir ainda mais o ato da conquista, do homem não ter mais a coragem de chegar na mulher. Essa suposta igualdade, propagandeada, vai ocasionar o distanciamento. Instintivamente a mulher também tem a necessidade de ser vista, tem sua vaidade, e quer ser desejada e admirada. Com esse muro, ela também vai sofrer, pela redução da atenção recebida.
PESQUISA DIZ QUE HOMENS CARECAS SÃO MAIS INTELIGENTES

Um estudo conduzido pelos cientista Albert E. Mannes (que também é careca), na Universidade da Pennsylvania , nos Estados Unidos, concluiu que homens totalmente carecas são percebidos pela maioria das pessoas como sendo mais inteligentes, fortes, dominantes, viris e bem sucedidos, em especial pelas mulheres.

Isto não seria exatamente uma grande revelação, se considerarmos alguns dos maiores galãs de Hollywood dos últimos tempos como The Rock (Dwayne Johnson), Bruce Willis e Jason Statham, que exibem suas carecas brilhantes há anos em filmes de franquias de sucesso nos cinemas.

O filósofo e jornalista Fabiano de Abreu, membro da Mensa Internacional, que é um clube de gênios com sede na Inglaterra exclusivo dos maiores QI’s mundiais, também é careca e comentou o estudo norte-americano: “ Entre os meus amigos, ser careca sempre foi sinônimo de ‘zoação’. Não que tenham feito bullying comigo por isso, mas já escutei inúmeras piadas de carecas. Eu comecei a raspar a cabeça muito novo, com vinte e poucos anos, devido a calvice prematura. Na época, procurei alguns dermatologistas e todos diziam que não tinha solução. Cheguei a fazer exames de sangue, que constataram excesso de produção de testosterona como motivo. Levei isso numa boa pois, o lado ruim supostamente seria não ter cabelo, o bom, é o fator masculino aflorado e disposto (risos).”

Sobre o fato de ser careca ter a ver com inteligência e sucesso, Fabiano é enfático: “se isso tem a ver com o intelecto? Bom, eu acredito na ciência e em seus testes, mas para todos os casos há excessões. Não podemos julgar isso pensando que todos os carecas são inteligentes, bem sucedidos, ou que só os carecas o são, senão bastava a toda gente raspar o cabelo. Na Mensa há pessoas carecas geniais e há pessoas com muito cabelo, que são igualmente geniais (risos)”.

 

Saiba mais sobre o autor: http://www.deabreu.pt/

Fabiano de Abreu é considerado uma pessoa dentre os maiores QI’s do Brasil, segundo os testes de admissão da Mensa e avaliações de psiquiatras especializados, e alcançou a maior pontuação no teste de admissão em nível mundial. Hoje é possivelmente o brasileiro mais inteligente registrado com base em pontos de percentil, de 99%, mas não atribui sua inteligência ao fato de ser careca, nem seu sucesso profissional.

LINK REDE SOCIAL  https://www.facebook.com/FabianodeAbreuOficial/

#fabianodebreu #filosofia #filosofofabianoabreu

Engenheiro lança livro de ficção científica com produção Norte Americana

Embarque em uma jornada pela história da humanidade a partir do futuro  com neandertais com a estreia de F. E. Jacob na ficção científica

   
F. E. Jacob estreia na literatura com Homo tempus, um romance distópico futurista que nos leva em uma jornada por questões fundamentais de nossa sociedade. Viajamos por distintos tempos e dimensões em uma verdadeira odisséia, na qual entramos em contato com aspectos eternos da humanidade.

O romance nos enreda em diversos questionamentos enquanto acompanha o bibliotecário Wallace Vidal em uma fascinante viagem acidental para o futuro, onde encontra ninguém menos do que os Neandertais: nossos extintos irmãos pré-históricos, uma outra espécie de ser humano de cérebro maior e mais fortes que nós, vivendo simultaneamente com nossos descendentes homo sapiens.

Homo tempus esta sendo produzido por uma agente literária dos USA,  que descobriu o escritor em um  grupo de leitores nas redes sociais, é um lançamento que promete impacto na ficção científica brasileira, o enredo equilibra escrita fluida, diálogos instigantes e poderosas reflexões. Um livro em que o futuro se encontra com nossas origens, em uma aventura no tempo e no espaço, nutrindo a empatia para além das eras geológicas. Afinal, assim como reflete o personagem: “Como alguém que não tem noção do próprio passado pode ser capaz de pensar o seu futuro?”


Um “nerd” erudito,com seu amor pela informação e pelo conhecimento humano, F. E. Jacob  trilhou seu próprio caminho rumo à complexa rede de ideias e simbolismos que se revelam em “Homo tempus”. Engenheiro de Produção e mestre em Política Econômica, é de se considerar que sua fome por conhecimento aumentou mais ainda a sua paixão pela literatura – vivida desde criança – resultando em uma obra de estreia que trata do aprendizado dos ciclos da vida humana e os riscos de não se absorver esses ensinamentos.


Embora a estória seja rica em informações e referencia, as narrações são curtas e os diálogos seguem o formato de filmes e séries, não havendo falas desnecessárias à trama e nem repetições. O objetivo é justamente dar mais fluidez a leitura, para o leitor acompanhar a estória na velocidade de um filme, pois acredito que esse seja o formato que encontra mais ressonância com o público nos tempos atuais.

Mas se por um lado o fato de a cada geração lidarmos com mais informações que a anterior e cada vez mais rápido tem nos tornado mais inteligentes, também tem nos afastado das verdades mais simples. Como por exemplo, que todos nós fazemos parte de um grande fluxo da humanidade. Nossos ancestrais viam este fato com naturalidade, e foram as ações deles que nos permitiram estar aqui hoje. Da mesma forma, as nossas decisões irão influenciar a vida dos que ainda nem nasceram. Assim, o livro tenta reconectar o leitor com esse valor tão importante mas tão simples; tão óbvio mas tão esquecido.

O escritor  destaca que, embora o livro apresente viagens no tempo, ele não é uma ficção cientifica propriamente dita, pois o foco não é falar de evolução tecnológica, mas da evolução humana. Ele apresenta ideias de filósofos atuais que falam da sociedade contemporânea e se utiliza de simbolismos primitivos para transmitir diversas ideias de desenvolvimento pessoal.

O lançamento de Homo Tempus  foi em dezembro  passando por diferentes cidades brasileiras,  com centenas de livro comercializados o escritor  inicia um tour  na Europa e visitando cenários onde algumas cenas do livro ocorrem.

Livros a venda nos web site:

www.sromeropublisher.com

www.amazon.com

 

Kristen Roupenian, autora de “Cat Person”, participa da Flip 2019

Kristen Roupenian, autora de “Cat Person”, participa da Flip 2019

 

Um  conto publicado na revista americana New Yorker, no início de dezembro de 2017, ganhou o mundo em poucas horas: ‘Cat Person’, que narra o envolvimento de Margot, de 20 anos, com Robert, de 34, e mostra como a troca de mensagens via celular cria uma expectativa que o encontro na vida real nem sempre é capaz de realizar. A história, da escritora Kristen Roupenian, foi o conto mais lido em 2017 no site da revista, e integra a coletânea “Cat Person e outros contos” (Companhia das Letras), lançada agora no Brasil. A autora participa também da Flip 2019, que acontece de 10 a 14 de julho em Paraty (RJ). A 17ª edição da Festa Literária tem Fernanda Diamant como curadora do Programa Principal e o arquiteto Mauro Munhoz como diretor geral e artístico.

 

A autora

Aos 36 anos, Kristen Roupenian era uma escritora pouco conhecida até a publicação na New Yorker, responsável pela divulgação de contistas como a canadense Alice Munro, ganhadora do Nobel em 2013. Com a repercussão da história – em um fenômeno que ganhou a alcunha de“viral fiction” (ficção viral, em tradução livre) – a autora teve os direitos de seu livro “You know you want this” – coletânea de contos que inclui “CatPerson” – comprada por US$ 1 milhão na Inglaterra, um dos mercados editoriais mais concorridos do mundo. O livro teve seus direitos vendidos também para a HBO, que prepara uma adaptação dos contos para a TV.

No início deste ano, Roupenian publicou, também na revista New Yorker, um relato sobre como havia recebido a repercussão da história publicada em 4 de dezembro de 2017. “Três dias depois,estava sentada em um café com a minha namorada, Callie, tentando escrever, quando ela olhou para o computador e disse: ‘Tem alguma coisa acontecendo com asua história.’ (…) ‘É apenas o Twitter’, eu disse. (…) Então eu cheguei em casa, abri o Twitter e vi uma série de notificações de estranhos. Eu estava lendo as mensagens quando minha mãe ligou (…) num determinado momento ela disse: ‘Oh, meu Deus, Kristen, uma pessoa que o Obama segue retuitou suahistória.’”

“Li ‘Cat Person’ e achei muitobem escrito, cheio de ambiguidades e humor sutil, além da sensibilidade para o fenômeno contemporâneo que levou à viralização”, afirma Fernanda Diamant. “Fui atrás dos outros textos dela e encontrei outras qualidades. Tem contos muito brutais, narradores estranhos, e até uma paródia de conto de fadas. Ela varia bastante no estilo mas sempre tratando de temas relevantes com originalidade e desconcerto”.

Flip2019

A 17ª edição da Flip acontece de 10 a 14 de julho, em Paraty, e tem o escritor Euclides da Cunha como Autor Homenageado.

Quem faz a Flip

A Flip tem o patrocínio do Ministério da Cidadania, através de sua Secretaria Especial de Cultura, a partir do Edital deFeiras Literárias e por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além deApoio da EDP e da CMPC. A edição 2019 continua em fase de captação de recursos.

Lançamento livro “Brisas” e do EP “77 Rotações” na Arena Fernando Torres em Madureira

Autor Gabriel Murga lança seu primeiro livro, “Brisas” pela Autografia Editora, em 20 de dezembro

Evento será na Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira com entrada gratuita

A Arena Carioca Fernando Torres, recebe no próximo dia 20 de dezembro, o lançamento do livro “Brisas”, o primeiro do jornalista carioca Gabriel Murga que foi publicado pela editora Autografia. Em “Brisas”, o autor apresenta sua proposta de trabalho que une poesia, conto e crônica, com materiais produzidos entre 2012 e 2017.

A obra apresenta impressões sobre o cotidiano dos locais por onde esteve o autor, nascido em Piedade na Zona Norte do Rio de Janeiro, por meio de poesia, de formas tradicionais ou inusitadas. Seja sobre uma estrada marcante, sobre o café já proibido, ou até mesmo “fatos esquecidos” sobre o verão de 1987.

Todas as ilustrações do livro, as capas e as internas, além da segunda orelha do livro são assinadas por Letícia Semeraro, ilustradora e educadora. A revisão textual da obra foi feita por Juliana Leão.

Ficha Técnica:

Revisão: Juliana Leão

Ilustrações (Capa e Internas): Letícia Semeraro

Primeira Orelha: Anderson Souza

Segunda Orelha: Letícia Semeraro

Tiragem: 200 cópias

Capa e Editoração Eletrônica: Talita Almeida

Autografia Editora, 2018.

Sinopse: Brisas, reúne poesias e contos escritos entre 2012 e 2017, onde apresento impressões sobre o cotidiano das cidades, as dores da violência, o agradável em meio ao caos e como lidamos com as nossas sensações diante de um mundo cada vez mais acelerado e menos sentido. Das experiências no futebol de domingo, na rua sem saída em Coelho Neto, em gabinetes de políticos das opiniões mais opostas, ao lado de pessoas que lutam pelos direitos das pessoas que mais precisam, todos esses lugares, onde aprendeu e contribuiu. Carregamos centenas de olhares e te apresento alguns dos meus. Desfrute!

Lançamento do EP “77 Rotações”

Evento será realizado no dia 20 de dezembro em Madureira com entrada grátis

O primeiro EP da parceria Gabriel Murga/ Fellipe Pires apresenta oito canções inéditas, que oscilam entre os muitos caminhos rítmicos que partem da zona norte da cidade do Rio de Janeiro em direção aos horizontes musicais mais distantes pelo Brasil e conta com produção executiva de Gabriel Murga e Letícia Semeraro e produção musical de Rodrigo Romão.

 

O show apresentará doze canções autorais e conta com a participação dos músicos André Minimoe (Baixo) e Caio Coelho (percussão) e do cantor Rodrigo Romão na faixa-samba “Repercussão Geral”, além de Fellipe Pires (violão, arranjos e voz).

 

As músicas buscam levar a um leque de ritmos, passeando pelo baião de “Brisa da Manhã”, na delicadeza de “Como reza de Bethânia” e ao clima de caos em “Chuva e Querosene”, única letra assinada em parceria de “77 rotações”, com o jornalista Anderson Souza. Completam a lista de canções “Me leva pela mão”, “Conversa Arquivada”, “Presente Guardado” e “Duas ondas vagas”.

“Me sinto realizado. A música e a leitura são duas das minhas maiores paixões e motivações em todos os dias; nos azuis e naqueles mais cinzas. E poder apresentar estes projetos, que são uma parte fundamental da minha vida por meio da escrita e de músicas é inesquecível”, afirma o autor Gabriel Murga.

O projeto será disponibilizado e lançado oficialmente em dezembro de 2018 nas redes sociais e nas plataformas de Streaming de “77 Rotações”.

Ficha Técnica:

Arranjos, voz e violão: Fellipe Pires

Letras: Gabriel Murga, exceto “Chuva e Querosene”; Gabriel Murga e Anderson Souza

Ilustrações: Letícia Semeraro

Produção Musical: Rodrigo Romão e Fellipe Pires

Produção executiva: Letícia Semeraro e Gabriel Murga

Vozes: Repercussão Geral (Rodrigo Romão) e Me Leva Pela Mão (Letícia Semeraro)

 

Serviço Lançamento Brisas e EP “77 Rotações”

 

Lançamento livro “Brisas” de Gabriel Murga e do EP “77 Rotações”

Abertura: 18h30

Início do show de abertura: 19h30

77 Rotações: 20h30

Entrada Grátis.

20 de dezembro de 2018

Arena Carioca Fernando Torres

Rua Bernardino Andrade, 200, Madureira.

(Entrada Portão 4 – Parque Madureira)

Tarrafa Literária prepara sua décima edição

 De 26 a 30 de setembro, a cidade de Santos recebe grandes nomes da literatura contemporânea como Djamila Ribeiro, Tiago Ferro, Milton Hatoum e a sueca Katarina Bivald

Com entrada gratuita em todas as mesas, o festival trará temas como o feminismo, o esporte em ano de copa do mundo, poesia e prosa, e pela primeira vez um homenageado

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Segundo livro mais vendido durante a Flip deste ano, O que é o lugar de fala?, de Djamila Ribeiro, diz muito sobre o que a literatura pode fazer por cada um. Foi pensando nesse espaço de leitura e reflexão que nasceu 10 anos atrás a Tarrafa Literária, idealizada pelo livreiro José Luiz Tahan (Realejo, livraria e editora). “Numa cidade tão acessível como Santos, e de tantas atrações como a praia e o centro histórico, era mais do que justo pensar também num convite à troca literária”, diz ele.

Santista e feminista, Djamila está entre as convidadas dessa 10ª edição, que traz também a autora sueca Katarina Bivald (A livraria dos finais felizes), o português Pedro Mexia (Lá Fora ) Tiago Ferro (O Pai da Menina Morta), Milton Hatoum (Dois Irmãos) e Mamede Jarouche (tradução Mil e uma Noites), entre outros.

Todas as mesas são gratuitas e acontecem no Theatro Guarany, palco nobre do festival, no Centro Histórico, e a abertura, no dia 26 de setembro, fica por conta do show lítero musical com Zuza Homem de Melo, autor de A História do Samba Canção, no Teatro do Sesc.

Giovana Madalosso

Entre as novidades desse ano, Tahan anuncia um homenageado que será lembrado a cada nova edição. Em 2018, Ranulpho Prata, autor de Navios Iluminados será celebrado. “É uma forma de trazer à tona nomes que não fazem parte do imaginário coletivo, mas que fizeram muito pela cidade, pela literatura”, conta o livreiro. Ranulpho foi um médico sergipano que morou na região de Santos na década de 1930. Durante a programação, serão lidos trechos da obra.

Para a realização da 10ª edição, a Tarrafa Literária conta pela primeira vez com o apoio da São Judas Tadeu Campus Unimonte, da Embaixada da Suécia e do Instituto Camões, de Portugal. Nos últimos anos, a frequência média de público foi de 4 mil pessoas para cada edição.

10ª Tarrafa Literária (Santos/SP)

Homenageado: Ranulpho Prata

 

Nomes confirmados: Manoel Herzog, Tiago Ferro, Milton Hatoum, Mamede Jarouche, Cássia D´Aquino, Christian Dunker, Sérgio Augusto, João Gabriel de Lima, Paulo Roberto Pires, Djamila Ribeiro, Eliane Brum, Katarina Bivald, Giovana Madalosso, Pedro Mexia, Matthew Shirts

Mesas: Theatro Guarany (Praça dos Andradas, 100 – Santos – SP)

Show de Abertura: Sesc Santos (R. Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida, Santos – SP)

 

Entrada gratuita para toda a programação