ESPETÁCULO “ILHA DE SAL” ESTREIA NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO

Texto, poético e realista, apresenta a trajetória de sobreviventes em um mundo pós-apocalíptico

Estreia dia 16 de julho (terça-feira), na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, o espetáculo “Ilha de Sal com “uma certa companhia”, sob direção de Morena Cattoni. A autora Livs Ataíde teve como inspiração a cidade Atafona, localizada no interior do estado do Rio de Janeiro, que foi sendo destruída pelo avanço do mar. O texto da jovem dramaturga trata sobre a trajetória de uma família isolada em uma ilha, após o mar tomar de assalto o que era originalmente seu.

O texto, poético e realista, apresenta um mundo pós-apocalíptico. A cidade está submersa. Uma única família resiste sobrevivente. Na peça, há a inserção de uma dimensão histórica e documental recente: o mais terrível desastre ambiental do Brasil, que aconteceu em 2015, na cidade de Mariana (MG), e que se repetiu este ano (2019) em Brumadinho (MG).

Em cena, o espaço da ilha é delimitado por uma estrutura de alumínio: uma tenda sem cobertura. Os personagens estão à deriva, descobrindo e criando novas possibilidades de existir – e resistir –  nas atuais condições. Em paralelo, a montagem apresenta barrancos desabados e barragens rompidas, a partir de pedaços de histórias verídicas. Ilha de sal é, portanto, sobre resistência.

A peça ganhou o edital Sesi Novos Talentos do Teatro e recebeu o prêmio para montagem deste texto inédito, tendo realizado apenas uma apresentação dentro da Mostra Novos Talentos do Teatro, no Sesi Jacarepaguá (RJ). Foram colhidos depoimentos de sobreviventes desses desastres e de outras tragédias. Memórias da infância da autora também estão presentes na dramaturgia.

A temporada na CAIXA Cultural RJ será de 16 a 27 de julho, de terça a sábado, às 19h. No elenco: Daniel Chagas, Gisela de Castro, Luiza Loroza, Marcéli Torquato, Marcio Freitas e Natália Balbino.

 

Sobre a Autora:

Livs Ataíde é artista-pesquisadora, bacharel em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integra o Coletivo Errante, dentro do qual assinou dramaturgia e direção dos espetáculos “baleia” (2016) e “B I R D” (2016). Também assina a dramaturgia de “BICHAS” (2017), direção de Gabriel Pardella.

  • Ficha Técnica:
  • Texto: Livs Ataíde
  • Direção: Morena Cattoni
  • Elenco: Daniel Chagas, Gisela de Castro, Luiza Loroza, Marcéli Torquato, Marcio Freitas e Natália Balbino
  • Cenário: Julia Deccache
  • Figurinos: Flávio Souza
  • Iluminação: João Pedro Meirelles
  • Direção de movimento: Fernanda Más
  • Direção musical: André Sigaud
  • Direção de produção: Anacris Monteiro
  • Fotos: Diogo Nery
  • Arte gráfica: Taiane Brito
  • Mídias sociais: Natalia Balbino
  • Realização: uma certa companhia e Ouro Verde Produções
  • Apoio: CAIXA e Governo Federal
  • Serviço:
  • Ilha de Sal
  • Duração: 50 minutos
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena
  • Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
  • Informações: (21) 3980-3815
  • Temporada: de 16 a 27 de julho de 2019 (terça a sábado)
  • Horário: sempre às 19h
  • Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia
    Lotação: 86 lugares (sendo 2 para acessibilidade)
  • Classificação indicativa: 10 anos
    Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
  • Acesso para pessoas com deficiência
O Lago dos Cisnes retorna em cartaz dia 13 e 14 julho

O clássico “O Lago dos Cisnes” ganhou uma nova adaptação que retorna em cartaz dia 13 de julho, no Theatro Bangu Shopping, no Bangu Shopping. Dirigida por Alexandre Linoe trilha sonora original de Alex Fonseca, a peça marca a estreia da atriz Juliana Martins num espetáculo solo e retorna ao Theatro Bangu a pedido do público. Inspirado no balé do compositor russo Tchaikovscky, o autor Daniel Porto criou uma adaptação moderna e bem diferente do teatro comumente apresentado às crianças.

“A peça reúne dança, música,  teatro e performance. Uma experiência criativa intensa que deixa as crianças hipnotizadas com o que mostramos no palco”, conta a atriz Juliana Martins.

 

propósito é trazer para às novas gerações o acesso à música clássica, com uma leitura atraente para toda a família. As nuances da música erudita vividas com a potência teatral trazendo o lúdico e a beleza em contornos abstratos, sutis e delicados. Além de estimular reflexões sobre o amor e as relações humanas esse é um projeto que nasce com a perspectiva de continuidade e irá transitar pelos balés de Tchaikovscky e na musicalidade de outros gênios como: Chopin, Beethoven e Vivaldi.

montagem busca a desconstrução da perspectiva e do estigma do teatro infantil como um teatro de construção linear e pouco provocativo para o universo das crianças. O Lago dos Cisnes rompe com esse conceito a partir do momento que assume o Teatro Para Toda a Família – uma nomenclatura já usada na Espanha quando se trata do teatro para crianças.

O Lago dos Cisnes propõe um diálogo entre as artes quando traz a obra de Tchaikovscky para o universo do teatro, especialmente do teatro infantil – apresentando o estudo da obra erudita que é pouco difundida dentro da arte para crianças.

SINOPSE: O Lago dos Cisnes conta a história de Odette, uma princesa transformada em cisne por  Rothbart, um feiticeiro perverso que desejava com ela se casar e possuir o seu reino. Condenada permanecer como cisne, Odette só pode ter seu feitiço quebrado até encontrar quem lhe jure amor eterno. Composto originalmente por Piotr Ilitch Tchaikovsky em 1876 em Paris, por encomenda do Teatro Bolshoi de Moscou. O Lago dos Cisnes é o balé mais montado mundialmente.

SINOPSE REDUZIDA: Odette vive sob um terrível feitiço. Durante o dia, transforma-se em um lindo cisne e só à noite volta à forma humana. Apenas o grande amor é capaz de quebrar a sua maldição.

 

FICHA TÉCNICA:

TEXTO – DANIEL PORTO

DIREÇÃO – ALEXANDRE LINO

ELENCO – JULIANA MARTINS

A partir da obra de Tchaikovscky

TRILHA SONORA ORIGNAL: ALEX FONSECA

DIREÇÃO DE ARTE: KARLLA DE LUCA

ILUMINAÇÃO – PAULO DENIZOT

CONSULTORIA SOBRE CISNES e DIREÇÃO DE MOVIMENTO – GISELDA FERNANDES

ASSITENTE DE DIREÇÃO: RODRIGO SALVADORETTI

DESIGNER GRÁFICO: GUILHERME LOPES MOURA

ASSESSORIA DE IMPRENSA: MINAS DE IDEIAS

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO e REALIZAÇÃO – CINETEATRO  e BUBU PRODUÇÕES

IDEALIZAÇAO: ALEXANDRE LINO

 

SERVIÇO:

O LAGO DOS CISNES

Local: Theatro Bangu Shopping

Temporada: 13 e 14 de JULHO de 2019

Horário: Sábado e domingo às 16h.

Ingressos: R$ 60,00 / R$ 30,00 (meia entrada)/Lista Amiga 20 reais (enviar nomes para o zap 979272212)

Duração: 50 minutos

Classificação: Livre. Indicado para crianças a partir de quatro anos.

Gênero: Infantil.

Capacidade: 516 lugares

O Theatro possui elevador e acessibilidade.
O shopping possui estacionamento.

 

13 e 14 de JULHO às 16hrs
Duracao: 50 minutos.
Classificação LIVRE
Espetáculo para toda a família.
Theatro Bangu Shopping.
Inteira: 60 reais Lista Amiga: 20 reais (enviar nomes para o zap 97927-2212)

“TSUNANY” EM BANGU COM NANY PEOPLE

No dia 19 de JULHO o palco do Theatro Bangu Shopping recebe o furacão Nany People com o stand-up comedy “TsuNANY”. O show relata de maneira divertida os diversos “malsucedidos hábitos” da vida moderna, como a cirurgia plástica sem limites, os exercícios físicos em excesso, os hábitos tecnológicos desregrados, como o uso indiscriminado de celulares aplicativos e as consequências em nossos relacionamentos sociais, afetivos e sexuais.

Neste solo, a atriz apresenta uma personagem que traz o comportamento de uma RELATORA SOCIAL. Expõe assuntos sobre os diversos temas e permite o espectador se tornar um observador de si mesmo e, é claro, mantendo a linha espontânea de intensa interação com o público.

“TsuNANY” é tudo aquilo que você vê, se identifica, se critica e não se crucifica.

 

 

 

SERVIÇO
NANY PEOPLE
Dia 19 de Julho – Única Apresentação.
Horário: 20h
Local: Theatro Bangu Shopping – Rua Fonseca 240 – Bangu.
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos

O livro dos espíritos de Allan Kardec no Theatro Bangu Shopping (22) Agosto

 

O primeiro contato de Allan Kardec com experiências mediúnicas, o amadurecimento de sua fé e a sua decisão de publicar livro sobre a Doutrina Espírita são passagens retratadas no novo espetáculo de Cyrano Rosalem, com produção local da WB Produções. A montagem é da mesma produtora de ‘Allan Kardec’, sucesso há seis anos pelos teatros do Brasil e visto por cerca de meio milhão de pessoas. A direção é de Rogério Fabiano e Érica Collares, que também estão em cena. Cláudio Gardin e Manuela Collares completam o elenco.

Inspirada no livro homônimo de Kardec, a peça “O livro dos espíritos” é uma adaptação de passagens específicas de vida do educador, escritor e tradutor francês Hippolyte León Denizard Rivail, no século XIX: do momento em que é apresentado a experiências mediúnicas, abordando as sessões de mesas girantes, suas pesquisas, o amadurecimento de sua fé, o contato com o Espírito da Verdade e as dificuldades, até a decisão de publicar o seu primeiro livro sobre a Doutrina Espírita, chamado “O livro dos espíritos”, sob o pseudônimo de Allan Kardec.

Em “O livro dos espíritos” não há a proposta de biografia, mas, sim, de destacar cenários fundamentais que deram origem à sua primeira grande obra da Codificação Espírita. O público pode ver sem medo e apreciar o texto emocionante de uma etapa singular do espiritismo.

E mais uma vez cabe ao ator Rogério Fabiano interpretar Kardec, o que já faz há seis anos consecutivos no teatro. “Dar continuidade à obra de Allan Kardec no teatro será, com certeza, um outro marco emocionante na minha carreira. É um desafio, pois agora é o mesmo personagem, mas em função da formatação do ‘Livro dos Espíritos’’, orgulha-se ele, com quase 40 anos de carreira.

No palco, Érica Collares vive de novo Amélie Gabrielle Boudet, esposa de Kardec, e ela comemora essa nova fase. “Neste novo espetáculo poderei exibir ao público a importância de Amélie Boudet, esposa de Allan Kardec, que esteve ao lado dele em todas as suas etapas, ajudando-o e encorajando-o para a publicação do ‘Livro dos espíritos’. É realmente uma missão prazerosa”, diz ela, que considera os projetos uma missão de amor

Sinopse: Adaptação das passagens de vida do educador, escritor e tradutor francês Hippolyte León Denizard Rivail, no século XIX, a partir do primeiro contato com experiências mediúnicas até a decisão de publicar o seu primeiro livro sobre a Doutrina Espírita, chamado “O livro dos espíritos”, sob o pseudônimo de Allan Kardec.

  • FICHA TÉCNICA
  • ‘O livro dos espíritos’
  • Texto: Cyrano Rosalem.
  • Direção: Rogério Fabiano e Érica Collares.
  • Elenco: Rogério Fabiano, Érica Collares, Cláudio Gardin e Manuela Collares.
  • Assessoria de imprensa: Valéria Souza.
  • Produção: Érica Collares e Rogério Fabiano.
  • Produção e Realização Local: WB Produções
  • O LIVRO DOS ESPÍRITOS
  • DATA: 22/08 / Quinta às 20h
  • LOCAL: Theatro Bangu Shopping – Rua Fonseca 240 – Bangu.
  • VENDAS: Bilheteria do teatro.
  • VALOR: Térreo: R$80,00 inteira / R$40,00 meia/ Lista Amiga: 20 reais (enviar os nomes para o zap 979272212)
  • Espetáculo com acessibilidade – o Theatro possui elevador e local para cadeirantes.
  • Classificação etária: Livre
  • Duração: 80 minutos
Grupo Carmin apresenta A Invenção do Nordeste no Teatro Carlos Gomes
 A peça conta a história de um diretor que é contratado por uma grande produtora para realizar a missão de selecionar um ator nordestino que possa interpretar com maestria um personagem nordestino. Depois de vários testes e entrevistas, dois atores vão para a final e o diretor tem sete semanas para deixá-los prontos para o último teste. Durante as 7 semanas de preparação, os atores refletem sobre sua identidade, cultura, história pessoal e descobrem que ser e viver um personagem nordestino não é tarefa simples.
  • O espetáculo é dirigido por Quitéria Kelly, que motivada por reações xenófobas durante as eleições presidenciais de 2014, encontrou na obra do Professor Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior um ponto de partida para refletir as divisões sociais brasileiras. Durval é historiador e autor do livro “A Invenção do Nordeste e Outras Artes” que remonta o surgimento de um recorte espacial para gerar um lugar real tanto quanto imaginário, e todas as motivações políticas para este fim. Durante 2 anos de pesquisa, diretora e Grupo Carmin mergulharam nos questionamentos dos mecanismos estéticos, históricos e culturais que contribuíram para a formação de uma visão do nordeste brasileiro como um espaço idealizado, deslocado do processo histórico e imune ao impacto das grandes transformações sociais. A partir daí, os dramaturgos Pablo Capistrano e Henrique Fontes escreveram a auto-ficção “A Invenção do Nordeste”, que propõe desenhar a trajetória hilária e por vezes conflitante da história recente do estabelecimento da região nordeste.

    “A Invenção do Nordeste” estreou em agosto de 2017, na Casa da Ribeira, em Natal, participou da Mostra Sesc Velho Chico, em Petrolina, do Festival O Mundo Inteiro é Um Palco, em Natal, do Festival MARTE, em João Pessoa, cumpriu temporadas em São Paulo, no Sesc Belenzinho e no Itaú Cultural. Em 2018 e 2019, foi apresentado no CCBNB de Juazeiro do Norte, no Festival TREMA!, em Recife, no Festival Palco Giratório e em circulação pelo interior de São Paulo. No Rio de Janeiro o espetáculo foi apresentado no Sesc Copacabana e no Teatro SESI Centro, sendo vencedor das principais categorias de todos os prêmios do Rio: Prêmio Shell 2019 de Melhor Dramaturgia; Prêmio Cesgranrio 2019 de Melhor Espetáculo; Prêmio APTR 2019 de Melhor Dramaturgia e Melhor Ator Coadjuvante; Prêmio do Humor 2019 de Melhor Espetáculo, Melhor Direção e Melhor Dramaturgia; Prêmio Botequim Cultural 2019 de Melhor Autor; Prêmio Questão de Crítica 2019 de Melhor Espetáculo.

    Para conhecer mais sobre o Grupo Carmim acesse www.grupocarmin.com.

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    Comédia vencedora das principais categorias de todos os prêmios do Rio de Janeiro, traz a cena o debate sobre identidade e xenophobia.
    Vencedor do Prêmio Shell 2019 de Melhor Dramaturgia
    Vencedor do Prêmio Cesgranrio 2019 de Melhor Espetáculo
    Vencedor do Prêmio do Humor 2019 de Melhor Espetáculo, Melhor Direção e Melhor Dramaturgia
    Vencedor do Prêmio APTR 2019 de Melhor Dramaturgia e Melhor Ator Coadjuvante
    Vencedor do Prêmio Questão de Crítica 2019 de Melhor Espetáculo
    Vencedor do Prêmio Botequim Cultural 2019 de Melhor Autor

    Ficha técnica

    Espetáculo inspirado na obra homônima do Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr.
    Dramaturgia: Henrique Fontes e Pablo Capistrano
    Direção e Figurino: Quitéria Kelly
    Elenco: Henrique Fontes, Mateus Cardoso e Robson Medeiros
    Assistência de Direção, dramaturgia audiovisual e desenho de luz: Pedro Fiuza
    Consultoria Histórica e de Roteiro: Durval Muniz de Albuquerque Jr.
    Direção de Arte e Cenografia: Mathieu Duvignaud
    Preparação Corporal: Ana Claudia Albano Viana
    Preparação Vocal: Gilmar Bedaque
    Produção Executiva: Mariana Hardi
    Trilha Original: Gabriel Souto / Toni Gregório
    Design Gráfico: Teo Viana
    Xilogravura: Erick Lima
    Costureira: Kátia Dantas
    Cenotécnico: Irapuã Junior
    Edição de Vídeo: Juliano Barreto
    Locução: Daniele Avila Small
    Assistência Técnica: Anderson Galdino
    Produção: Paulo Mattos
    Gestão de Mídias Sociais: Rafael Teixeira
    Assessoria de Imprensa: Ney Motta

    Serviço

    A Invenção do Nordeste
    Local: Teatro Carlos Gomes
    Endereço: Praça Tiradentes, s/n°, Centro, Rio de Janeiro.
    Informações: (21) 2224-3602
    Temporada: 18 a 28 de julho de 2019.
    Dias e horários: Quintas, sextas e sábados, às 19h, e domingos, às 18h.
    Valor do ingresso: R$ 40,00 (inteira)
    Duração: 60 minutos
    Classificação: 12 anos
    Comédia

BELCHIOR: O MUSICAL de Volta ao Teatro João Caetano

Devido ao sucesso em sua temporada de estreia, o espetáculo “BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical”, voltará ao teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, para 06 únicas apresentações, nos dias 05, 06, 07, 12, 13 e 14 de julho/2019, as sextas feiras e sábados 19h e domingo 18h, com ingressos a preços populares, de R$40,00 / R$20,00 (estudantes, jovens até 21 anos e acima de 60).

O espetáculo marca os 02 anos de ausência desse cantor e compositor que teve sua trajetória artística interrompida por sua própria vontade e necessidade; Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes”, como gostava de ironizar, “um dos maiores nomes da música popular”. Mais conhecido como Belchior, o cantor e compositor nasceu no dia 26 de outubro/1946, em Sobral, norte do Ceará e faleceu, aos 70 anos, no dia 30 de abril/2017, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.

O espetáculo BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO, título tirado de uma das canções do homenageado (“Sujeito de Sorte”),  conta um pouco da história do cantor cearense Belchior, vivido em cena pelo ator/cantor Pablo Paleologo, a partir do personagem criado em suas canções: o ‘Cidadão Comum’, interpretado pelo ator Bruno Suzano, que representa uma larga faixa da juventude que se vê obrigada a se conformar com os padrões da sociedade, sem nunca conseguir ir atrás dos seus sonhos.

Com 15 músicas – ‘Alucinação’, ‘Apenas Um Rapaz Latino Americano’, ‘A Palo Seco’, ‘Na Hora do Almoço’, ‘Todo Sujo de Batom’, ‘Coração Selvagem’, ‘Medo de Avião’, ‘Mucuripe’ (de Belchior e Raimundo Fagner), ‘Conheço o Meu Lugar’, ‘Como Nossos Pais’, ‘Populus’, ‘Paralelas’, ‘Velha Roupa Colorida’, ‘Sujeito de Sorte’ e ‘Galos, Noites e Quintais’ –  interpretadas por uma banda formada pelos músicos Dudu Dias (baixo), Emília B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) liderados pelo diretor musical Pedro Nêgo, e uma organização de textos, retirados de entrevistas do próprio Belchior, pela pesquisadora Claudia Pinto e o, também diretor, Pedro Cadore,  a peça pretende passar para o espectador não a sua biografia, mas a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da música popular brasileira.

O ator Pablo Paleologo que dá vida ao Belchior comenta:

“Viver Belchior é, literalmente, uma alucinação. Como se estuda alguém tão enigmático, tão curioso, tão camaleônico? Admirava muito como compositor. Hoje admiro como pessoa. Belchior tinha o dom da palavra, como poucos tem. E, por opção, tornou-se o “desaparecido” da Música Brasileira. Trazê-lo de volta, em tempos atuais, é necessário. Poder transmitir as mensagens de suas músicas é um presente que me foi dado. É necessário lembrar que “amar e mudar as coisas” deve, de fato, ser o mais importante”.

Belchior – Pablo Paleologo – foto de Regina

Um dos organizadores do texto e diretor do espetáculo, Pedro Cadore explica: “Eu e a Cláudia Pinto (organizadora do texto, juntamente com ele) decidimos partir das palavras do homenageado e não apenas de suas músicas, mas também de suas falas em entrevistas de programas de televisão, de rádios e jornais. Fizemos uma compilação de seu discurso e suas referências criativas numa tentativa de mostrar um pouco da sua filosofia e atmosfera. O roteiro da peça se fechou quando entendemos que o personagem dentro das músicas não era um alter ego de Belchior, mas que na verdade ele estaria falando de uma larga faixa da população. Vemos então em cena não apenas a representação do cantor, mas também o personagem criado por ele: o Cidadão Comum. A vida do criador e da criatura se confundem e de alguma maneira acabamos contando um pouco de sua biografia, mas sempre dando preferência ao conteúdo de seu discurso”.

Na temporada passada, o espetáculo teve o  aval dos filhos do BELCHIOR em sua plateia e o diretor Pedro Cadore, comenta o quanto foi emocionante esse momento:

“Foi um sentimento único, que eu nem sei nomear. Principalmente pelo fato da Camila e do Mikael Henman Belchior terem feito questão de nos encaminhar um depoimento para adicionarmos ao projeto. Segue um dos comentários deles….”Nos emocionamos em ver uma produção sobre a obra do nosso pai tão alinhada com a proposta artística dele. O foco nas palavras de Belchior, tanto de músicas quanto de entrevistas, enaltece o compromisso do espetáculo com a filosofia do artista. Desejamos vida longa ao musical “Ano Passado Eu Morri, Mas Este Ano Eu Não Morro” e que ele alcance o Brasil inteiro. Parabéns a todos pelo lindo trabalho e empenho, que tenha sido a primeira temporada de muitas por vir!”

 

BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO

– O MUSICAL – faz 06 únicas apresentações no Teatro João Caetano

nos dias 05, 06, 07, 12, 13 e 14 de julho/2019

  • FICHA TÉCNICA:
  • “BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical”
  • Organização de Textos: CLÁUDIA PINTO E PEDRO CADORE
  •  Direção: PEDRO CADORE
  •  Atores: PABLO PALEOLOGO e BRUNO SUZANO
  • Músicos: CACÁ FRANKLIN (percussão), DUDU DIAS (baixo), EMILIA B. RODRIGUES (bateria), MONICA AVILA (sax/flauta), NELSINHO FREITAS (teclado) e RICO FARIAS (violão/guitarra),
  • Direção Musical: PEDRO NÊGO
  • Diretor de Arte e Cenografia: JOSÉ DIAS
  • Iluminação: RODRIGO BELAY
  • Visagismo: BETO CARRAMANHOS
  • Produção Geral, Assessoria de Imprensa e Marketing: JOÃO LUIZ AZEVEDO.
  • Local: Teatro João Caetano
  • Praça Tiradentes – tel. 2332-9257
  • Informações e Reserva de ingressos pelo whatsapp (21) 99731-0933
  • Dias 05, 06, 07, 13, 14 e 15 de julho de 2019.
  • Sexta e sábado às 19h e domingo às 18h.
  • Classificação indicativa: recomendado para maiores de 12 anos.
  • Valor dos ingressos: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia para estudantes, jovens até 21 anos e idosos acima de 60 anos)
  • Tempo de Duração: 70min.
  • Pontos de Venda de Ingressos:
  • Bilheteria do Teatro João Caetano e no site Ingresso Rápido.
O espetáculo ‘Era Medeia’ estreia, dia 11 de julho, no Sesc Copacabana

Com supervisão de Cesar Augusto e texto e direção de Eduardo Hoffmann, peça faz uma reflexão sobre machismo, abuso de poder e exposição da vida privada

Você sempre age de acordo com seus princípios éticos? Ou será que muitas vezes suas ações e comportamentos contradizem o seu discurso? A partir dessa reflexão se desenrola a trama do espetáculo Era Medeia, que estreia, dia 11 de julho, para uma curta temporada no Sesc Copacabana (Sala Multiuso), sempre de quinta a domingo, às 18h. Com supervisão de Cesar Augusto, texto e direção de Eduardo Hoffmann e argumento de Marina Monteiro, a peça se passa durante os ensaios de uma adaptação da tragédia “Medeia”, de Eurípedes, pano de fundo para uma discussão que também passa pelo machismo, o abuso de poder, exposição da vida privada e a importância do processo na criação artística.

Em cena, estão os atores Eduardo Hoffmann e Isabelle Nassar: ele vive Pedro Lobo, um diretor excêntrico, e ela é Verônica Albuquerque, uma atriz insegura. O público é convidado a assistir a um ensaio aberto do espetáculo no qual estão trabalhando juntos. Aos poucos, o passado deles vem à tona, e os espectadores passam a ser testemunhas de um acerto de contas íntimo entre os personagens.

“A escolha de Medeia como o texto que os personagens ensaiam tem um propósito: é um ícone da representação de uma mulher que rompe com os padrões sociais estabelecidos. Apesar de tomar atitudes cruéis, ela é uma personagem que não fica à mercê das decisões e escolhas dos homens à sua volta”, explica o ator e diretor Eduardo Hoffmann. “E aí é que está a contradição. O diretor está montando Medeia justamente para enaltecer a força dessa mulher que rompe com os padrões repressivos e, no entanto, o modo como ele lida com a atriz (que já foi mulher dele) é extremamente repressor e abusivo”, acrescenta.

A partir da exposição da vida íntima do ex-casal, “Era Medeia” também faz uma reflexão sobre por que o público de hoje parece se interessar mais pelos bastidores da criação do que pela própria criação. “O fato de estarmos vivendo uma realidade social e política extremamente espetacularizada contribui para que o caráter ficcional da arte esteja cada vez mais com sua potência diminuída. E já faz bastante tempo que os reality shows tornaram as pessoas personagens mais interessantes aos olhos do público do que os personagens criados nas obras de ficção. É uma extrema necessidade de ser arrebatado pelo REAL, até porque o cotidiano atual está extremamente teatralizado”, analisa Hoffmann.

Em agosto do ano passado, o espetáculo fez um ensaio aberto no Midrash Centro Cultural, quando foi apresentada metade da peça. Em setembro, uma versão pocket do texto participou da programação do festival Niterói em Cena. Os momentos finais da peça foram reescritos com base nas experiências das duas apresentações.

Sinopse:

 A relação pessoal entre um diretor e uma atriz é exposta durante o ensaio aberto de uma adaptação da tragédia Medeia.

Eduardo Hoffmann (autor, diretor e ator)

Eduardo Hoffmann é ator e professor de teatro. Formado em Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), na cidade de Florianópolis, em 2006. É protagonista do longa “Muamba” e do curta metragem “Rio da Madre”, com direção de Fábio Bruggemann, lançado em 2016. Escreveu duas peças de teatro: o monólogo “Quarentena”, no qual também atua (que percorreu o interior de Santa Catarina durante o ano de 2008, e reestreou em 2013, fazendo três temporadas no Rio de Janeiro) e “Era Medeia”. Ex-integrante dos grupos de teatro Do Buraco Sai O quê? e Fulanos de Bota, esteve no elenco dos espetáculos “A Prosa Delas Não é de Panelas” e “Nós da Xêpa” (pelo primeiro) e “Ecos Temporâneos” e “Instantes Urbanos” (pelo segundo). Produziu o evento “Acasos na Casa – processos artísticos independentes”, no qual participou como ator nos espetáculos “Sobre Água e Outros Relatos”, com direção de Norberto Presta, e “Quarentena”, com direção de André Francisco. Participou como ator dos espetáculos: “Solano e Rios”, adaptação do texto “Nhac – Sobre Piolhos e Atores” de Jose Sanchis Sinisterra, dirigido por Alexandre Mello (2011\2012); “Sofia Embaixo da Cama”, da Trupe do Experimento (2010); “A Festa de Aniversário” de Harold Pinter, com direção de Amanda Giugni (2009\2010); e “O Velório da Tia Aurora”, do grupo Teatro em Trâmite (2007/2008).

Isabelle Nassar (atriz)

Isabelle Nassar é atriz formada pela Escola de Teatro Martins Penna e recentemente se formou também no Bacharelado em Artes Dramáticas pela CAL. Fez cursos de teatro, cinema e TV como: National Theatre of Scotland, Companhia Lume de Teatro, Julio Adrião, Sotiris Karamesinis, Duh Masset e Anderson Aníbal. Esteve no elenco dos espetáculos “O Deserto dos Homens (2017), de John Marcatto, “O Mercador de Veneza” (2016/2017), de Shakespeare, dirigido por           Marcos Henrique Rego, “Remake” (2015), com direção de Anselmo Vasconcelos; “Coriolano” (2015), com direção de Marcos Henrique Rego (2016); “Quarto 3” (2014), com direção de Dudu Gamma, entre outros. No cinema, atuou em “Light of Passion” (2009), com direção do italiano Uderico Acerbi; “A Intrigante Arte de          Comungar (2016), de Thiago            Greco, e “Hopekillers” (2017), de Thiago     Moyses.

  • Ficha técnica:
  • Texto e direção: Eduardo Hoffmann
  • Supervisão artística: Cesar Augusto
  • Argumento: Marina Monteiro
  • Elenco: Isabelle Nassar e Eduardo Hoffmann
  • Produção: Guilherme Nanni
  • Iluminação: Renato Machado
  • Figurino: Tiago Ribeiro
  • Costura: Ateliê das Meninas (Maria e Zezé)
  • Concepção cenográfica: Cesar Augusto e Eduardo Hoffmann
  • Produção de adereços: Patrícia Ramos
  • Trilha sonora: João Mello e Gabriel Reis
  • Arte gráfica e identidade visual: Márcio de Andrade
  • Produção de vídeos: Celavi Filmes (Eduardo Paganini e Jamal Dizete)
  • Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
  • Fotografia: Renato Mangolin
  • Serviço
  • Espetáculo “Era Medeia”
  • Temporada: 11 a 28 de julho.
  • Sesc Copacabana / Sala Multiuso: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana
  • Telefone: 2547-0156
  • Dias e horários:  quinta a domingo, às 18h.
  • Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência).
  • Duração: 1h
  • Lotação: 80 pessoas
  • Classificação Etária: 14 anos.
Nesta sexta, Cia. de Teatro Baixo estreia espetáculo inspirado em Beckett

O QUE FAZEMOS ENQUANTO ESPERAMOS?

Inspirada no universo dramático de Samuel Beckett e com supervisão de Stephane Brodt e Ana Teixeira (Amok Teatro), Cia. Teatro Baixo faz primeira temporada de espetáculo no Centro do Rio

Concebido a partir de estudos sobre a obra de Samuel Beckett, “O que fazemos enquanto esperamos?”, da Cia. Teatro Baixo, é o primeiro trabalho do projeto “Trilogia dos Excluídos”. Tendo estreado dentro da Mostra SESC Regional de Artes Cênicas, com supervisão de Stephane Brodt e Ana Teixeira, da Amok Teatro, o espetáculo faz sua primeira temporada a partir da próxima semana, no Teatro Ziembinski.

 

 

No processo, a companhia, conduzida pelo diretor Rodrigo Villas Boas, se deparou com um universo habitado por personagens abandonados, seres dilacerados, bastante comuns no universo becketiano. Os atores, então, foram sendo instigados a adentrarem neste universo absurdo em que sobrevivem estes personagens. Numa atualização da obra de Samuel Beckett, a desesperança dos personagens reflete e retrata o momento crítico pelo qual o mundo está passando, uma sensação pré-apocalíptica, um estado de espírito de pessoas que acordam e dormem com a perspectiva de uma guerra causada por um inimigo invisível. Olhamos os jornais, os telejornais e nos indagamos sobre como aquilo que ouvimos e vemos pode ser verdade. Nós vivemos e somos o absurdo que tanto recusamos a reconhecer. Entre nascer e morrer, esperamos.

Com um texto de enredo reflexivo e personagens sensoriais, forjados a partir da matéria do abandono, da falta de perspectiva e da miséria. os conflitos se fazem presentes em cada gesto, em cada fôlego. Com “O que fazemos enquanto esperamos?” a companhia, sediada em Nova Iguaçu e integrante da Rede Baixada em Cena, pretende levantar questionamentos sobre o homem contemporâneo e explicitar a atualidade da obra de Samuel Beckett.

  • SERVIÇO
  • O Que Fazemos Enquanto Esperamos?
  • Teatro Municipal Ziembinski – Rua Heitor Beltrão, s/n – Tijuca, RJ
  • De 28 de junho a 7 de julho – Sextas e sábados, 20h; domingos, 19h.
  • Ingressos: R$30,00 (inteira) / R$15,00 (meia entrada)
  • Classificação Indicativa: 14 anos
ANGELS IN AMERICA estreia dia 5 de julho, no TEATRO RIACHUELO
ANGELS IN AMERICA
um espetáculo da Armazém Companhia de Teatro
Épico gay norte-americano, um dos maiores sucessos teatrais do planeta nos anos 90, vencedor dos prestigiados Tony Award, Drama Desk Award e Pulitzer Prize, considerado por muitos estudiosos como o texto teatral mais importante dos últimos 50 anos, versão cênica de Paulo de Moraes para a obra-prima de Tony Kushner, ANGELS IN AMERICA fará temporada no Rio de Janeiro, de 5 a 28 de julho, no Teatro Riachuelo.
O espetáculo está sendo encenado pela primeira vez no Brasil em sua versão integral, com 5 horas de duração, apresentada em dois formatos: como duas peças autônomas, que serão vistas em dias alternados, e como uma grande peça, com as duas partes encenadas juntas, contando com um intervalo entre elas.

Considerado por muitos estudiosos como o texto teatral mais importante dos últimos 50 anos, Angels in America é um díptico escrito por Tony Kushner no início dos anos 1990. Composto de O Milênio se Aproxima (Parte I) e Perestroika (Parte II), e jamais montado integralmente no Brasil*, o texto recebeu os principais prêmios da dramaturgia americana, incluídos aí os prestigiados Tony Award, Drama Desk Award e Pulitzer Prize. A estreia nacional de Angels in America aconteceu em maio de 2019, no Teatro Antunes Filho, localizado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. No Rio de Janeiro, a temporada de estreia será no Teatro Riachuelo, um espaço icônico do século XIX localizado no Centro do Rio, próximo ao Metrô Cinelândia. A Parte I: O Milênio se Aproxima será apresentada sextas, às 20h e sábados, às 17h, e a Parte II: Perestroika será apresentada sábados, às 20h e domingos, às 18h. As duas partes somam aproximadamente 5 horas de duração. A temporada no Teatro Riachuelo será de 5 a 28 de julho.

Patrocinada pela Petrobras desde 2000, a Armazém Companhia de Teatro segue sua trajetória travando um complexo diálogo criativo com um dos melhores materiais dramatúrgicos da história recente. Angels in America se passa na década de 1980, em Nova York, durante a chamada Era Reagan e quando a AIDS assola a cidade como uma espécie de epidemia. Mas Nova York aqui pode ser qualquer um desses lugares densamente povoados, lotados, onde é fácil pensar que a pessoa ao seu lado no metrô ou no elevador, ou mesmo na cama, pode estar do outro lado do mundo. Há uma pressa, uma urgência, nesse ir e vir constante da grande cidade que parece não permitir o tempo estendido de se conectar ao outro. Mas, apesar e por conta disso, as personagens arrebatadas de Tony Kushner – cheias de dor, medo e uma frágil esperança – tentam fazer contato dentro deste abismo.

– Angels in America é um épico teatral em duas partes. É uma peça especial, imensa, um mergulho no final do século XX, mas que, diante do colapso em que o mundo se encontra hoje, revela uma atualidade esmagadora. A peça reflete sobre o mundo ocidental, sobre religiões, política, relações afetivas, abandono, sexo, medo da morte, covardia, crueldade, História. Há um sentido de devastação se alastrando por toda a peça. Mas o resultado cênico é um movimento constante, personagens se fazendo vivos por estarem em movimento. Embora haja um cheiro de realidade permanente, a nossa montagem não é nada realista –, comenta o diretor Paulo de Moraes.

O resultado deste processo é a criação de uma grande peça de teatro, com duração aproximada de 5 horas. A montagem da Armazém Companhia de Teatro será apresentada em dois formatos: como duas peças autônomas, que serão vistas em dias alternados, e como uma grande peça, com as duas partes encenadas juntas, contando com um intervalo entre elas.

– Usamos um espaço nu, aberto. E pairando sobre esse espaço aberto, um grande teto branco, uma espécie de asa geométrica, como um anjo pairando sobre a história. Fora isso, usamos pouquíssimos elementos em cena, para que os corpos dos atores sejam determinantes para a narrativa, e a imaginação do público seja cúmplice e finalizadora do acontecimento estético –, conclui o diretor.

(*) Em 2003, a peça foi adaptada para a televisão pela HBO, resultando numa minissérie de sucesso, com um elenco estelar liderado por Al Pacino, Meryl Streep e Emma Thompson. Em 1995, primeira parte, O Milênio se Aproxima, foi montado em São Paulo, sob a direção de Iacov Hillel. No elenco, estavam Cássio Scapin, João Vitti e Rodrigo Santiago, entre outros.

Sinopse

Deus abandonou o paraíso. Na terra – mais especificamente na cidade de Nova York – um novo profeta está para surgir. O ano é 1985, o milênio se aproxima rapidamente, e Prior Walter (Jopa Moraes) é o profeta que se erguerá dos destroços deste terrível século. Mas ele tem problemas maiores. Com apenas trinta anos, acaba de ser diagnosticado com AIDS. Seu namorado, Louis (Luiz Felipe Leprevost), é incapaz de lidar com a progressão dos sintomas. O vômito, as feridas, a doença o apavoram de tal modo que ele decide se mudar e deixa Prior. Sozinho no apartamento, Prior – o profeta – tem sonhos febris onde ouve uma voz angelical que chama por ele. Paralelo a isso, o famoso advogado Roy Cohn (Sérgio Machado) – uma figura que realmente existiu – também recebe de seu médico a notícia de que está com AIDS. Perverso e ultraconservador, esconde sua homossexualidade e sua doença. Por mais temido e influente que seja em todo o país, é a primeira vez que Cohn se depara com algo que não pode controlar.

O pupilo de Roy, Joe (Ricardo Martins), é mórmon e trabalha no Tribunal de Apelação como chefe de gabinete há cinco anos. Roy oferece a ele um cargo importante no Departamento de Justiça em Washington, para que Joe o beneficie em um processo que visa expulsar Cohn da Ordem dos Advogados. Joe se vê dividido entre a carreira e seus princípios éticos. Além disso, seu casamento com Harper (Lisa Eiras) não vai nada bem. A criação religiosa fez com que Joe nunca assumisse sua homossexualidade e, para aplacar a depressão da relação, Harper ingere quantidades enormes de Valium, buscando refúgio em suas alucinações. Num momento de crise, Joe liga para a mãe, Hannah (Patrícia Selonk), e conta para ela que é gay. Hannah o repreende veementemente durante a ligação, mas dias depois vende a casa em Salt Lake City, onde morava, e chega em Nova York para descobrir que o filho sumiu. Ele deixa Harper para viver com Louis – que trabalha no tribunal como digitador – a sexualidade que sempre reprimiu. Joe – advogado, mórmon, republicano – personifica a América que Louis abomina, mas um improvável elo se forma entre eles, uma paixão sexual e poderosa.

Prior está desolado sem alguém do seu lado. Perdeu muitos amigos para a AIDS nos últimos tempos e teme ser o próximo. No auge da doença e da febre, um Anjo desce dos céus e aparece em seu quarto. O Anjo (Marcos Martins) é de certa forma assustador. Ele explica que o movimento da espécie humana – sua incapacidade de se manter parada, de não se misturar – seria a causa dos males do mundo e do desaparecimento de Deus. Prior é o escolhido para restabelecer a paz, cessando todos os movimentos migratórios da humanidade. Ele faz de tudo para rejeitar sua profecia, se torna progressivamente mórbido e amargurado, causando preocupação em seu amigo Belize (Thiago Catarino), que tenta ajudá-lo a lidar com a rejeição de Louis e a cuidar da saúde debilitada. Belize é enfermeiro e trabalha no turno da noite no hospital em que Roy é internado. Negro, gay e ex-drag queen, conhece bem as feridas profundas causadas pelo avanço da política e do pensamento neoliberal defendidos por Roy Cohn. Isolado e enfraquecido, Roy recebe a visita de uma velha conhecida, o fantasma de Ethel Rosenberg (Patrícia Selonk), que foi condenada à cadeira elétrica nos anos 50 graças à influência do advogado nos anos do Macarthismo. O que fazer diante de um sofrimento arrasador? Como sobreviver a uma época monstruosa? É preciso parar ou devemos manter as nossas vidas em constante movimento?

Sobre a Armazém Companhia de Teatro e o diretor Paulo de Moraes

Armazém Companhia de Teatro foi formada em 1987, em Londrina, em meio à efervescência cultural vivida pela cidade paranaense na década de 80 – de onde saíram nomes importantes no teatro, na música e na poesia. Liderados pelo diretor Paulo de Moraes, o senso de ousadia daqueles jovens buscando seu lugar no palco impregnaria para sempre os passos do grupo: a necessidade de selar um jogo com o seu espectador, a imersão num mundo paralelo, recriado sobretudo pela ação do corpo, da palavra, do tempo e do espaço.

Com sede no Rio de Janeiro desde 1998, a companhia tem mais de 30 anos de formação. Graças ao patrocínio continuado da Petrobras, desde 2000, a companhia tem conseguido levar seu trabalho aos públicos mais variados, tanto do Brasil quanto do exterior. Sempre baseando seus espetáculos em pesquisas temáticas (com a criação de uma dramaturgia própria com ênfase nas relações do tempo narrativo) e formais (que se refletem na utilização do espaço, na construção da cenografia, ou nas técnicas utilizadas pelos atores para conviver com o risco de encenar em cima de um telhado, atravessando uma fina trave de madeira ou imersos na água), a questão determinante para a companhia segue sendo a arte do ator. Busca-se para o ator uma dinâmica de corpo, voz e pensamento que dê conta das múltiplas questões que seus espetáculos propõem. E a encenação caminha no mesmo sentido, já que é o corpo total do ator que a determina.

Apesar da construção de espetáculos tão díspares e complementares como A Ratoeira é o Gato (1993), Alice Através do Espelho (1999), Toda Nudez Será Castigada (2005), A Marca da Água (2012) e O Dia em que Sam Morreu (2014), a Armazém Companhia de Teatro segue sua trajetória sempre investindo numa linguagem fragmentada, que ordene o movimento do mundo a partir de uma lógica interna. Essa lógica interna é a voz da Armazém, talvez a grande protagonista do mundo representacional da companhia.

Em 2019, a Armazém Companhia de Teatro estreia sua versão de ANGELS IN AMERICA primeiro em São Paulo (maio), depois no Rio de Janeiro (julho). Em setembro apresenta sua versão de HAMLET, na China, nas cidades de Shangai e Harbin. Com mais de 30 prêmios nacionais no currículo, a companhia também foi premiada duas vezes no Festival Fringe de Edimburgo (na Escócia), com o prestigiado Fringe First Award (2013 e 2014) e no Festival Off de Avignon (na França), com o Coup de Couer de la Presse d’Avignon (2014).
Nascido em Cornélio Procópio, no Paraná, em 1965, Paulo de Moraes é diretor de teatro, dramaturgo e cenógrafo. Formado em Jornalismo, pela Universidade Estadual de Londrina, foi também professor e diretor da Escola Municipal de Teatro de Londrina, além de professor de interpretação na CAL – Casa das Artes de Laranjeiras. Como ator participou, entre 1985 e 1987, do Grupo Delta de Teatro (de Londrina), sob a direção de José Antonio Teodoro. Começou seu trabalho de diretor e dramaturgo em 1987, quando fundou a Armazém Companhia de Teatro (ainda em Londrina). Desde 1998 radicado no Rio de Janeiro, já foi premiado ou indicado – como diretor – aos Prêmios Shell, Cesgranrio, Eletrobrás, Molière, Mambembe, APTR, Cultura Inglesa, Contigo, Qualidade Brasil e Faz a Diferença (Jornal O Globo). Além disso, seus espetáculos já foram apresentados em vários países, como Portugal, Noruega, França, Escócia, Angola, Uruguai e China. Entre seus trabalhos mais importantes estão A Ratoeira é o Gato (1994), Sob o Sol em meu Leito após a Água (1997), Alice Através do Espelho (1999), Da Arte de Subir em Telhados (2001), Pessoas Invisíveis (2002), Toda Nudez Será Castigada (2005), Pequenos Milagres (2007), Inveja dos Anjos (2008), Mente Mentira (2010), A Marca da Água (2012), Jim (2013), O Dia em que Sam Morreu (2014) e Hamlet (2017). Fora da Armazém Companhia de Teatro, dirigiu importantes atores e atrizes do teatro brasileiro, como Paulo Autran, Celso Frateschi, Louise Cardoso, Suzana Faini, Ana Beatriz Nogueira, Fernando Eiras, Malu Valle, Zécarlos Machado, Eriberto Leão e Malvino Salvador, além dos coletivos Grupo Galpão e Intrépida Trupe. Recebeu duas vezes, em 2013 e 2014, o Fringe First Award, o mais importante prêmio do Festival de Edimburgo, na Escócia – por A Marca da Água e O Dia em que Sam Morreu
Website: https://www.armazemciadeteatro.com.br

Ficha técnica

ANGELS IN AMERICA
de Tony Kushner
Direção: Paulo de Moraes
Tradução: Maurício Arruda Mendonça
Elenco (em ordem alfabética): Jopa Moraes (Prior Walter), Lisa Eiras (Harper Pitt), Luiz Felipe Leprevost (Louis Ironson), Marcos Martins (O Anjo), Patrícia Selonk (Hannah Pitt + Ethel Rosemberg), Ricardo Martins (Joe Pitt), Sergio Machado (Roy Cohn) e Thiago Catarino (Belize + Sr. Mentira)
Cenografia: Paulo de Moraes e Carla Berri
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: Carol Lobato
Música Original: Ricco Viana
Videografismo: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca
Preparação Corporal: Paulo Mantuano
Fotografia: Mauro Kury
Designer Gráfico: Daniel de Jesus
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Assistente de Produção: William Sousa
Produção Executiva: Flávia Menezes e Isabel Pacheco
Direção de Produção: Patrícia Selonk
Produção: Armazém Companhia de Teatro

Serviço

ANGELS IN AMERICA
Temporada: 5 a 28 de julho de 2019.
Sextas, às 20h: Angels in America Parte I – O Milênio se Aproxima

Sábados, às 17h: Angels in America Parte I – O Milênio se Aproxima
Sábados, às 20h: Angels in America Parte II – Perestroika
Domingos, às 18h: Angels in America Parte II – Perestroika
Local: Teatro Riachuelo
Endereço: Rua do Passeio, 38, Centro, Rio de Janeiro (próximo ao Metrô Cinelândia)
Telefone: 21 3554-2934
Plateia VIP: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)
Plateia: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)
Balcão Nobre: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)
Balcão Superior: fechado
Importante: Cada sessão será vendida de maneira independente. Quem assistir no sábado terá de comprar 2 ingressos, 1 para a Parte I e outro para a Parte II.
Vendas na bilheteria, pelo site Ingresso Rápido (https://www.ingressorapido.com.br) e nas Lojas Riachuelo.
Plateia: 999 pessoas (sendo 275 Plateia Vip / 335 Plateia / 86 Balcão Nobre)
Duração da Parte I: Aproximadamente 140 minutos.
Duração da Parte II: Aproximadamente 150 minutos.
Intervalo: Aos sábados haverá intervalo de 40 minutos entre as Partes I e II.
Classificação Indicativa: 16 anos (cenas de nudez, simulação de sexo e palavrões)
Gênero: Drama
MUSICAL FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE ESTREIA EM BANGU

O espetáculo  FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE com texto de Rômulo Rodrigues e direção de Marcio Vieira, em seu grande elenco reúne nomes como Vilma Melo, ganhadora do Prêmio Shell de Melhor atriz em 2017; Thiago Justino, da novela Rock Story e Hugo Moura e Dja Martins, da Novela Segundo Sol. O espetáculo é a continuação das histórias do espetáculo FAVELA, um grande sucesso que completou 6 anos de estreia no ano de 2018 e que levou cerca de 80 mil pessoas ao teatro, reunindo fãs que o acompanha por todas as suas temporadas. Uma prática muito comum em filmes e pouco usada no teatro, o espetáculo FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE vai mostrar histórias inéditas das personagens que já divertiram e emocionaram o público em várias temporadas no Favela 1.

Devido ao grande sucesso e, principalmente, ao momento difícil pelo qual  todos os moradores de Favela vêm passando, surgiu a ideia de fazer a continuação do espetáculo. Os mesmos personagens com novas histórias. Assim nasceu o FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE. O humor continua presente durante toda a peça, mas tudo se encaminhando para um pedido de atenção e cuidado com os moradores das favelas. Em cena, teremos personagens cômicos e dramáticos que falam de temas muito atuais como empoderamento feminino, corrupção, violência nas favelas, o mau uso da internet, entre outros assuntos bem atuais.  As últimas falas do espetáculo resumem um pouco o alerta que o espetáculo pretende fazer.

A ameaça de destruição da favela e a eleição para o novo presidente da associação de moradores servem de pano de fundo para as novas histórias das personagens que encantaram a todos na primeira fase do espetáculo que comemorou cinco anos em 2017. Nessa continuação, Dona Jurema está comemorando 100 anos e terá um belo baile de debutante; Juvenal virou pagodeiro famoso e enfrenta uma crise no casamento porque um nudes dele vasou na internet; Meire está grávida de Osmar ​e inferniza a vida do marido com desejos malucos;  Valdira casou com um gringo milionário e está de volta ao Brasil, de férias na Favela; Jeomar realiza seu grande sonho de trabalhar como engenheiro, mas vive o conflito de trabalhar ou não na derrubada da favela e a sua esposa Elisa virou pastora da Igreja e se une a seu Eusébio, que é da umbanda, para lutar pela favela. Essas são apenas algumas das novidades do FAVELA 2- A GENTE NÃO DESISTE.

FICHA TÉCNICA

Texto:
RÔMULO RODRIGUES

Direção e idealização:
MÁRCIO VIEIRA

Elenco:
Thiago Justino
Sarito Rodrigues
Vilma Melo
Jr Castro
Lucas da Purificação
Renata Tavares
Tito Sant’anna
Cinthia Andrade
Dja Marthins
Leandro Santanna
Paula Pardon
Dilene Prado
Lu Ribeiro
Natalio Maria
Helena Giffoni
Henrique Sathler
Julio Nunes
Walace Fortunato
Marcio de Oliveira
William Nascimento
Claudia Leopoldo
Jefferson Melo

Direção Musical:
MÁRCIO EDUARDO MELO

Assistente de direção:
MILTON FILHO

Coreografia:
SUELI GUERRA

Iluminação:
DJALMA AMARAL

Cenário:
DERÔ MARTIN

Figurinos:
RICARDO ROCHA

Preparação Vocal:
PEDRO LIMA

Programação Visual:
LEANDRO ANTONIO

Assessoria de imprensa
VITOR MINATELI

Direção de Produção:
RÔMULO RODRIGUES E MARCIO VIEIRA

Produção:
MILTON FILHO

Assistente de produção
GILBERT MAGALHAES
LEANDRO ANTONIO

Realização:
PRAMA COMUNICAÇÃO E SOBRADINHO CULTURAL

SERVIÇO
FAVELA 2 – A GENTE NÃO DESISTE
TEXTO – Rômulo Rodrigues
DIREÇÃO- Marcio Vieira
GÊNERO – COMÉDIA MUSICAL
CLASSIFICAÇÃO – 14 ANOS
DURAÇÃO – 100 minutos
LOCAL – Theatro Bangu Shopping
TEMPORADA –  28 de junho a 7 de julho de 2019
Dias e Horários – sextas as 21h e sábados e domingos às 20h
INGRESSOS  Plateia Central  INTEIRA R$ 80,00 E MEIA  R$ 40,00  / Camarote INTEIRA R$ 100,00 E MEIA R$50,00 /  Balcão INTEIRA  R$ 60,00 E MEIA  R$ 30
LISTA AMIGA = 25 REAIS (ENVIAR OS NOMES PARA O ZAP 97927-2212).