Marcos Casuo realiza shows com verba revertida para o Instituto Luisa Mell  

Nos dias 7 e 8 de setembro, o Teatro Alfa (em SP) recebe a renomada companhia circense Universo Casuo com o “Grand Spectacle Du Cirque”, idealizado pelo artista Marcos Casuo, o único brasileiro que protagonizou o espetáculo “Alegria”, do Cirque du Soleil. As sessões serão às 16h e às 20h, no sábado, e 15h e 19h, no domingo, e parte da verba arrecadada será revertida para o Instituto Luisa Mell, que resgata, cuida e abriga animais abandonados.

– O espetáculo reúne música, performance, humor e poesia em um só universo. É repleto de cores e movimentos, fazendo uso de efeitos luminosos, sonoros e técnicas especiais. Temos o intuito de resgatar a alegria e os sonhos dos espectadores. Além disso, conto com figurinos e maquiagem elaborados especialmente para as performances, utilizando materiais e recursos de alta tecnologia, música ao vivo, enredo próprio e acrobacias de tirar o fôlego – completa Casuo sobre o show.

Não é a primeira vez que o artista promove eventos em prol de causas nobres. Dessa vez a parceria é com o instituto Luisa Mell.

– A magia está no ar! Que alegria ter o Universo Casuo como parceiro do meu trabalho pela causa animal. Um circo cheio de alegria e diversão não precisa de animais, e isso o Casuo vai provar para vocês no seu espetáculo encantador. Eu também estarei lá para viver este momento mágico e ainda ajudar o Instituto Luisa Mell. Vamos unir muita diversão com o apoio aos animais e juntos fazer a magia do amor e do cuidado acontecer! – ressalta Luisa Mell.

Sinopse: O Espetáculo conta a história de um Universo paralelo, o “Universo Casuo”. Um lugar mágico onde tudo é possível. Nele, o personagem denominado Jean Francua o Clown, percebe que a Terra, o Planeta Azul, o qual antigamente esbanjava cores, hoje está desbotada e quase sem cor. O Clown resolve atravessar o portal, entrar no nosso mundo e trazer de volta todos os sonhos, fantasias e tornando novamente colorido.

Mais informações no http://www.universocasuo.com.br/espetaculos/grand-spectacle-du-cirque

Grand Spectacle Du Cirque

Dias 7 e 8 setembro

Dias e horários: Sábado (7) às 16h e às 20h / Domingo (8) às 15h e 19h

Duração: aproximadamente 90 min

Parte da renda revestida para o Instituto Luisa Mell

Apresentado pelo Ministério da Cultura e Visa

Preço:  R$ 150

Classificação etária: Livre

Lotação do Teatro: 1.110 pessoas

Teatro Alfa

  1. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo – SP
Company estreia no Teatro SESC Ginástico

O ator Reiner Tenente vai estrelar a nova versão do espetáculo “Company”, que estreia no dia 30 de agosto no Teatro SESC Ginástico. Ele, que havia comprado os direitos do clássico da Broadway em 2017, estreia essa nova versão profissional do musical com produção do CEFTEM (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical), que além de seguir na linha de arte educação, também tem investido na produção de montagens profissionais, e realização do SESC Rio.

Com libreto de George Furth e músicas e letras de Stephen Sondheim, essa nova versão de “Company” é produzida por Reiner com sua sócia no CEFTEM, Joana Mendes, além de contar com João Fonseca, sócio no projeto, que está na direção geral. Tony Lucchesi cuida da direção musical e as coreografias são de Victor Maia.

Além de Tenente, que é bastante conhecido por sucessos como “Cantando na Chuva”, “O Grande Circo Místico” e “’Tim Maia – Vale Tudo – O Musical”, como o protagonista, Bobby, há nomes de peso no elenco como: Helga Nemetik, Myra Ruiz, Cláudio Galvan, Cris Pompeo, Wladimir Pinheiro, Joana Mendes, Renan Mattos, Anna Bello, Stela Maria Rodrigues, Victor Maia, Rodrigo Naice, Chiara Santoro e Juliane Bodine.

– Fazer essa montagem, para mim, é a realização de um grande sonho, e quando formei o elenco pensei: “é um elenco que eu sempre quis trabalhar em uma montagem que é o sonho da minha vida”. Cada vez mais eu acho o texto pertinente, pois estamos vivendo em uma época onde as relações estão descartáveis e rasas, em alguns casos, por causa da liberdade sexual ou até do avanço da tecnologia. Às vezes, uma não resposta no whatsapp, por exemplo, já é o bastante para a pessoa chegar à conclusão de que o outro não tem interesse e termina uma relação. “Company” trata disso: das relações e suas complexidades – diz Reiner.

Durante o processo de seleção, Tenente diz ter ficado surpreso, pois nomes de peso do teatro musical, com os quais sonhava trabalhar, apareceram para os testes.

 

– Fiquei muito surpreso, e até emocionado, pois apareceram nas audições atores maravilhosos, e com quem sempre sonhei trabalhar. O Company, além de ter uma potência cênica e dramatúrgica talvez seja uma das principais obras de Sondheim levantando questões que atravessam as décadas – ressalta.

O ator ainda ressalta que o fato do Teatro SESC Ginástico ter comprado a ideia do projeto foi muito importante para que este acontecesse.

– Este é um projeto especial e muito difícil de fazer artisticamente. É necessário não somente o espaço em si, mas toda a infraestrutura técnica. É uma honra para mim, um artista humanista, ter o Sesc como parceiro. Eles acreditam na educação e sobretudo na transformação do indivíduo através da cultura. O Teatro SESC Ginástico comprou a ideia e está dando todo o suporte possível para que o musical aconteça. O “Company” não aconteceria se o Sesc Rio não estivesse conosco – enfatiza Reiner.

 

Ele enfatiza a importância da chegada desse espetáculo aos palcos do Brasil no contexto atual.

 

– Nossa intenção é que todos vejam o Company com toda essa potência que ele tem e que o faz ser um dos grandes musicais e sucesso em vários países. É uma honra poder trazer para os palcos do país, que está com a cultura e educação tão “machucadas”, uma obra como essa, que além de premiada, é muito mais amparada pela teatralidade e pelo trabalho do ator do que por aparatos técnicos e cênicos típicos dos grandes musicais da Broadway – finaliza Tenente.

 

“Company” ficará em cartaz em curtíssima temporada, até dia 29 de setembro.

 

Company

Gênero: Musical

Temporada: de 30 de ago a 29 de set

Dias: Quinta a Domingo

Horário: qui a sab às 19h e dom às 18h

Sesc Ginástico – Centro

Classificação: 14 anos

Duração: aproximadamente 150min

Valor: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

MICHAEL JACKSON PARA CRIANÇAS EM BANGU

Você esta prestes a reviver com seus filhos a obra do artista mais espetacular que já existiu em todos os tempos, de uma forma totalmente INIMAGINÁVEL. O “Violúdico canta Michael Jackson para crianças.”

Não imagine um musical tradicional que conta a história do astro com suas datas, acontecimentos e ponto final .
Imaginem sim crianças do passado contando para as crianças do presente o que era o Michael Jackson na visão deles. 

Será um “Michael” contato do nosso jeito violúdico de ser, com uma forma tão lúdica que só podia caber na cabeça de uma criança.
Iremos apresentar à garotada o Michael Jackson que morava dentro da cabeça das crianças que éramos, mas contados hoje por adultos que somos.
Pasmem, pois muitas histórias serão baseadas em experiências reais dos atores.
Se arrisca a adivinhar quais?

O Violúdico, como sempre, preparou um espetáculo extremamente interativo e inovador, levando muito humor, dança e música boa. Alias, além dos grandes sucessos do ídolo, o público também pode esperar versões surpreendentes e paródias super engraçadas .

Como de costume as crianças poderão ser convidadas a subir no palco e atores descem à platéia em vários momentos para garantir momentos únicos.
Que tal não imaginar mais nada e garantir seu lugar nesse super show indicado para crianças de 0 a 98 anos.

 

 

 

Espetáculo: Michael Jackson para Crianças.
Temporada: 17 e 18 de Agosto.
Local: Theatro Bangu Shopping – Rua Fonseca 240 – Bangu.
Telefone: (21) 97927-2212.
Dias e Horários: 17 e 18 de Agosto (Sábado e Domingo) às 15h00.
Ingressos: R$ 60,00 (Inteira) R$ 30,00 (Meia) R$ 20,00 (Lista Amiga)
Enviar os nomes da Lista Amiga para o WhatsApp 97927-2212.
Duração: 55 minutos.
Lotação: 516 lugares
Classificação LIVRE.

Ingresso: 60 reais/ 30 meia/ 20 lista amiga (Zap 979272212)

Balé Don Quixote estreia no Teatro Carlos Gomes a preços populares

Balé Don Quixote estreia no Teatro Carlos Gomes a preços populares

Montagem com 50 bailarinos da Cia Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal RJ

https://www.youtube.com/watch?v=Ol851viW7CM

A Cia. Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal (BEMO-TMRJ) faz quatro apresentações do balé Don Quixote no Teatro Carlos Gomes, dias 15, 16, 17 e 18 de agosto a preços populares.  O balé, um dos mais antigos do balé de repertório e com a rara inserção de elementos da dança espanhola e ciganaescolhido pelo diretor da BEMO-TMRJ, o bailarino e coreógrafo Helio Bejani, reúne mais de 50 artistas no palco para contar a história de Don Quixote, o herói sonhador escrito por Miguel de Cervantes que luta por seus ideais e ajuda o romance proibido entre Kitri e Basílio. A primeira transposição do clássico da literatura para o balé foi há 251 anos com Noverre, depois foi encenada por Didelot há 211 anos e, posteriormente, consagrada por Marius Petipa levada aos palcos em 1869, na Rússia, pelo Balé Bolshoi, completando 150 anos da primeira apresentação. Dois anos depois, Petipa diminuiu a quantidade de atos e essa se tornou a coreografia mais encenada desde então. O espetáculo com  direção artística de Jorge Teixeira e direção geral de Helio Bejani é uma adaptação da segunda versão de Petipa.

 Assistir ‘Don Quixote’ é um programa cultural, educativo e incentivador do balé brasileiro e da manutenção da escola. Somos a escola de dança mais antiga do Brasil – desde 1927 – e nossa companhia de balé, criada há pouco mais de um ano, em 2018, já se apresentou para mais de cem mil pessoas nesse período numa prova clara de que o brasileiro admira essa arte. Quem assiste espetáculos da BEMO-TMRJ apoia o talento e o sonho dos nossos jovens. Na escola, eles estudam por 9 anos com apoio do Estado e dos pais, e na BEMO-TMRJ, eles vivem a experiência de ingressar em uma companhia profissional e ter certeza que é o que desejam como carreira. O Brasil, e o estado do Rio de Janeiro, em especial, é um celeiro de bailarinos de excelência que vem se apresentando em palcos internacionais, grupos contemporâneos e também no universo do samba”, descreve Bejani.

HISTÓRIA DO BALÉ DON QUIXOTE – Balé inspirado no capítulo 20 – “Bodas de Gamache” –  do clássico “Dom Quixote de La Mancha” escrito por Miguel de Cervantes, considerado o expoente máximo da literatura espanhola e escolhido em 2002 como a melhor obra de ficção de todos os tempos. Don Quixote entra numa cidade espanhola acompanhado por seu amigo Sancho Pança, avista a bela Kitri e a confunde com Dulcinéia por quem é apaixonado. Kitri, por sua vez, é apaixonada por Basílio, mas seu pai, Lorenzo, quer casá-la com outro rapaz, mais rico, de nome Gamache.  Kitri e Basilio fogem para um acampamento cigano e são perseguidos por Gamache e Lorenzo. Don Quixote e Sancho Panza também vão para o acampamento cigano. Lá o sonhador Don Quixote confunde novamente Kitri com sua amada Dulcinéia e começa a atacar os moinhos de vento achando que estes são gigantes que a ameaçam. Quixote percebe que Kitri não é Dulcinéia, fica triste e cai em sono profundo onde sonha com belas moças dançando. O dia amanhece e Lorenzo e Gamache acordam Don Quixote perguntando se ele sabe o paradeiro do casal fugitivo. Quixote mente e aponta o caminho errado para os homens. Em uma taberna, o pai de Kitri insiste que ela se case com Gamache. Em um estratagema, Basílio simula um suicídio e Kitri pede ao pai que a permita casar com Basílio mesmo este estando morto. O pai aceita simular a cerimônia só que Basílio “ressuscita” já como marido de Kitri. Lorenzo e Gamache se dão por vencidos, todos voltam para a aldeia onde celebram o casamento de Kitri e Basílio e Don Quixote parte para novas aventuras ao lado de Sancho Pança.

HISTÓRIA DA ESCOLA DE DANÇA – Foi criada em 1927 pela bailarina russa Maria Olenewa (1896-1965) que veio ao Brasil em turnê como integrante das companhias de Ana Pavlova e Leonide Massine, em 1918 e 1921. Entre 1922 e 1924 foi professora e diretora da Escola de Dança do Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1926 se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde iniciou importante trabalho pedagógico. Com o apoio de Mário Nunes, crítico teatral do Jornal do Brasil, Olenewa apresentou ao governo a proposta de criação de uma escola de formação de bailarinos visando a organização de um corpo de baile para atuar nas temporadas líricas, evitando a constante contratação de profissionais no exterior. A aula inaugural realizou-se em 11 de abril de 1927. Em 19 de novembro a escola realizou seu primeiro espetáculo com o balé Les Sylphides e Divertissements.

ROTEIRO

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e AMADANÇA apresentam:

Cia. Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal – RJ com o Ballet  DON QUIXOTE

Teatro Municipal Carlos Gomes – Endereço: Praça Tiradentes s/n°, Centro. Tel: (21) 2215-0556

Dias: 15, 16, 17 AGO às 19h. Dia 18 AGO às 17h

Preços: R$ 40,00  Meia entrada: R$ 20,00

Ingressos à venda na Bilheteria do Teatro Municipal Carlos Gomes – funcionamento de Quarta a domingo, das 14h às 20h –  e no site https://riocultura.superingresso.com.br

Um grito a favor das mulheres – Desmontando Bonecas Quebradas

Desmontando Bonecas Quebradas tem temporada prorrogada no Centro Cultural da Justiça Federal

Solo de teatro documentário, gênero em ascensão em todo o mundo, ganha temporada maior no Centro Cultural da Justiça Federal,  até 25 de agosto.  As apresentações acontecem sempre de sexta a domingo, às 19h. Ingressos a partir de R$ 20. A história de Desmontando Bonecas Quebradas entrelaça momentos de extrema poesia com notícias da vida real  sobre violência contra a mulher. A Atriz e pesquisadora, Luciana Mitkiewicz partiu de acontecimentos reais na Ciudad Juarez, no México, fronteira com El Paso, no Texas (EUA),  para contar sua história. Lá, desde 1993, contabilizam-se milhares de assassinatos de mulheres sem a devida punição. Uma situação sem precedentes, que levou, pela primeira vez na História, à condenação de um país – o México – na Corte Interamericana de Direitos Humanos, em 2009. No Brasil, a situação é igualmente estarrecedora. Aqui, a cada 1h30 uma mulher é vítima de violência masculina. Após as apresentações serão realizados debates com o públ ico presente. “A ideia é justamente convidar as pessoas a refletir à respeito. Através do teatro, queremos dar luz a essa causa e trazer a reflexão para cada pessoa que nos assistir” , diz Luciana.

Bonecas Quebradas-Joaquim da Matta e Ana Prado


Sob a direção de Ysmaille Ferreira, a peça já foi apresentada em Londres (Latin American House/ 2018) e na Itália, nas cidades de Nápoles, Rende e Roma (VAT, Cine-Teatro Santa Chiara e Suite Mondrian/ 2018).

Aspecto de fábula _ “Por tratar de um tema tão urgente em nosso tempo, a peça sempre vem sendo acrescida e transformada por fatos, daí a ideia de fazê-la como um work in progress. Também é importante ressaltar o aspecto fabular, no sentido utilizado por Bertolt Brecht. É que ao direcionar o  olhar para a Ciudad Juarez estamos tratando de algo muito próximo de nós – o feminicídio. É uma forma de buscar as causas profundas de crimes que se repetem de diversas maneiras em muitos lugares do mundo, a violência de gênero que vitima mulheres simplesmente por serem mulheres”, pontua Luciana Mitkiewicz.

Luciana é doutora em Artes da Cena pela Unicamp, desenvolve uma pesquisa sobre Imagem, Imaginação e Imaginário foco de seu trabalho. Outros projetos realizados pela produtora são As Polacas – Flores do Lodo (texto e direção de João das Neves). Desmontando Bonecas Quebradas tem figurinos e cenário de Rodrigo Cohen. As trocas de roupa são feitas ao longo da peça, e a atriz não sai de cena. 

Um dos muitos momentos emocionantes da peça é a cena “Campo de Algodão”, escrita pelo dramaturgo e diretor João das Neves, um dos mais importantes artistas do teatro brasileiro, morto em 2018. Enquanto apresenta o depoimento de uma mãe que perdeu a filha de 13 anos assassinada, bonecas feitas de fraldas de algodão são espalhadas pelo palco, como se fossem sementes para fazer brotar novamente a vida nas jovens brutalmente assassinadas. “As vítimas de Juarez são moças pobres, na maioria de ascendência indígena , trabalhadoras nas maquilas, no comércio ou em casas de família, jovens anônimas. “Vítimas de baixo risco”, como se diz tecnicamente nos manuais de criminologia”, encerra Luciana.

Ficha técnica:  Idealização, criação e atuação: Luciana Mitkiewicz
Direção: Ysmaille Ferreira | Cenário e figurinos: Rodrigo Cohen

Serviço: Desmontando Bonecas Quebradas – dramaturgia coletiva. Direção: Ysmaille Ferreira. Solo com Luciana Mitkiewicz.
Temporada – Até 25 de agosto , às 19h.
Dias e horários: Sexta a domingo, às 19h.
Ingressos: R$ 40 e R$ 20. Duração: 50 minutos
Centro Cultural Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241. Centro. Tel: 3261-2550. Lotação: 140 lugares. Class. Etária: 16 anos
 

Teatro de Bonecos para adultos faz sucesso no Sesc Copacabana

“Habite-me”, solo com Carolina Garcia e direção de Paulo Balardim, faz sucesso no Sesc Copacabana

Elaborado a partir de intercâmbio de artistas gaúchos com companhia canadense, Habite-me é povoado de imagens criadas em narrativa formada por dança, máscaras e bonecos em escala humana. Ocupando a Sala Multiuso do Sesc Copacabana,  o espetáculo, com Carolina Garcia em cena  (ela também é responsável pela pesquisa), tem direção e dramaturgia de Paulo Balardim. Nomes respeitados no Teatro de Animaç&ati lde;o contemporâneo, dentro e fora do Brasil, os artistas gaúchos apresentam ao público uma obra onírica e emocionante, capaz de impulsionar uma poética contemplação sobre vida e morte. Como parte da temporada no Sesc Copacabana,  a atriz e pesquisadora Carolina Garcia  realiza a oficina “Habite-me/Presença” de 8 a 18 de agosto mediante avaliação de currículo (mais informações ao final do texto). A temporada vai até 18 de agosto, de sexta a domingo, às 18h. 

Habite-me Cena Morte Paulo Balardim

Ao longo de 45 minutos, através de três quadros, Carolina Garcia conduz a narrativa. Manipula bonecos, usa máscaras e muitos objetos para elaborar as cenas de Habite-me.  Na porta do teatro, o público recebe um papel com trecho da obra “Elegia 1”, do poeta Rainer Maria Rilke (1875-1926), um dos mais importantes poetas de língua alemã do século 20. É uma espécie de passaporte para o que se assistirá a seguir. “O ponto de partida foi explorar interações entre bonecos e meu próprio corpo em busca de habitar o inanimado e me deixar habitar por ele”, conta Carolina. 

Morando no Rio há quase três anos, Carolina Garcia foi a única atriz-marionetista a conquistar, em 2017, uma bolsa de residência artística no Canadá. Como parte do prêmio, ela poderia convidar um artista local para desenvolver pesquisa de linguagem na construção de bonecos. Foi assim que se aproximou da bonequeira Emilie Racine. “O encontro em torno do desenvolvimento da história foi tão intenso que ela levou o atelier dela para o apartamento que eu morava, de modo a potencializar a pesquisa. Nevava muito e pudemos fazer uma imersão fantástica no trabalho”, relembra a artista. De lá para cá, todo o trabalho ganhou forma com a direç&atilde ;o de Paulo Balardim e a participação do consagrado gaitista belga Tuur Florizione, que assina a trilha original.

Um novo modo de perceber o outro, através da tolerância e da empatia, também está entre os alicerces da peça. “Estamos numa época na qual precisamos oferecer novas percepções sobre o modo como nos relacionamos com o outro, dentro de uma perspectiva do que fazemos parte, influenciamos e constituímos cada qual o pensamento social e político do lugar que habitamos, conscientes ou não, e que nossas ações sobre o nosso corpo vivo de habitação maior, que é o planeta Terra, oferece o rumo da história. As cenas respiram com a gente e falam sobre o diálogo com a morte e o renascimento da vida, sobre as angústicas e anseios que faz em refletir sobre nossa ética de existência sob uma perspectiva feminina, dado que contemplo a vida sob esse ponto de vista”, contextualiza Carolina.

Sobre o desenvolvimento da obra, Paulo Balardim pontua: “Na medida em que criávamos os bonecos, criávamos também a escrita cênica. A ideia de ‘habitação’ ganhou outra dimensão apontando para um estado efêmero de permanência no tempo”, pontua Paulo.  Segundo ele, Habite-me é um apelo para chamar a atenção para nossa transitoriedade”.  Não há a pretensão de se contar uma história com início, meio e fim. “É um espetáculo híbrido que apresenta formas animadas contemporâneas para adultos. A cenografia também é algo curioso: o trabalho do artista plástico Élcio Rossini contribui para criar a imaginação de uma presença não-antropomórfica em cena, ao mesmo tempo em que funciona como um dispositivo para ocultar a atriz, sem que ela necessite sair de cena”.

Habite-me_Credito Leonardo Leoni

Atualmente, Balardim – além de ministrar aulas de teatro de animação na graduação e na pós-graduação em Teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, dirige os espetáculos O Bem-amado, de Dias Gomes e A cantora careca, de Ionesco. Também atua como editor-chefe da  Móin-Móin-Revista de Estudos sobre teatro de Formas Animadas.

Carolina Garcia é  atriz-marionetista (1994), educadora somática, diretora e produtora teatral. Fundadora e gestora do Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo/RS desde 2010, é coordenadora das atividades de intercâmbio e formação do Festival Cena Brasil Internacional (2013). Ao longo de sua trajetória artística, já participou de diversos festivais nacionais e internacionais de teatro, quer apresentando espetáculos ou ministrando workshops. Representou o Brasil no Festival de Teatro de Edimburgo e Ano Brasil/Portugal (2013), Festival de Avignon e Ano Brasil /Uruguai (2015). Como pesquisadora foi selecionada para projeto de estudos no Théâtre Du Mouvement e Micadanse (Paris/2014),  e foi  a artista brasileira selecionada pelo Conselho de Arts do Canadá para participar da  “Résidence Cróisée” em Montreal/Canadá, onde ministrou Master Class na UAQM e participou do Festival de Castelier (2017). Professora do Método Feldenkrais na Faculdade Angel Vianna, coordena o grupo de estudos e teatro  de bonecos da EAB ( Escolinha de Arte do Brasil-RJ).

Equipe HABITE ME

Sinopse
O espetáculo-solo, conduzido por um fio narrativo musical, está dividido em três quadros, nos quais o texto emana dos movimentos da atriz: Os elementos de cena almejam estimular o espectador a sentir e encontrar sentidos na cadeia de personagens que surgem e se desfazem de um quadro a outro, numa alusão à efemeridade do tempo que nos absorve e à inconstância da matéria.

No primeiro quadro, os enamorados, o relacionamento de um casal de idosos que encontram o valor duradouro do amor mesmo que tenham consciência da brevidade da vida. A solidão, o amor, a memória e a reflexão sobre o passado são tônicas da cena.

No segundo quadro, o eterno retorno, o ciclo que nos faz passar de um estado/condição a outro, a volatilidade do tempo e nossa perplexidade diante do inevitável. O duplo surge como desdobramento possível do mesmo ou, ainda, reconhecimento do diferente. O instante presente e a juventude humana, que transporta consigo a iminência de seu fim, propõe o desassossego das decisões e o acercamento de suas consequências.

No terceiro quadro, o inocente, a liberdade, o sonho e a esperança que nos inspiram com o surgimento do novo, em contraponto com os medos e dúvidas que eles nos geram.  A mistura de sentimentos e sensações que podem nos habitar como motores da perpétua vida e suas aproximações com o universo feminino. Uma perspectiva sobre o futuro é proposta. Aqui, a ideia de que somente a vida justifica a vida e o zelo por ela é o motor inspirador.

Oficina

De 8 a 18 de agosto, Carolina Garcia ministra a oficina Habite-me/Presença: o corpo como casa/espaço nas diferentes relações do operador/ator com o objeto/boneco. Aberto a no mínimo oito e no máximo 20 participantes. Trata-se de estudo prático dos princípios da presença do ator no teatro da animação, pautado em práticas da percepção das relações conscientes estabelecidas na organização corporal a convenções da operação do jogo cênico e a escuta entra: o ator e o objeto, o ator e o espaço. Através de atividades da coordenação motora a procedimentos dissociativos do corpo, cont rastes de formas e ritmos para a composição da vida fictícia e autônoma do boneco. Público-alvo: atrizes/atores, bailarinas/os, artistas visuais (estudantes ou profissionais) a partir de 16 anos. Carga horária 32h/aula.
Inscrições: enviar email (habitemeteatro@gmail.com) com assunto Oficina Habite-me/Sesc RJ. No corpo da mensagem apresentar carta de intenção (breve declaração dos motivos pelos quais se interessa em participar da prática). Em anexo, currículo resumido e imagens de pesquisas ou trabalhos realizados.
Período de inscrição: de 25 de julho a 03 de agosto
Resultado será divulgado  dia 05 de agosto por e-mail e redes sociais. ATENÇÃO: serão analisadas as 100 primeiras propostas.

Ficha técnica “Habite-me”
Atuação e pesquisa: Carolina Garcia | Direção e dramaturgia: Paulo Balardim | Criação de bonecos: Emilie Racine | Preparação corporal: Márcia P’inheiro e Laurence Castonguay | Trilha Sonora original: Tuur Florizoone | Figurinos: Cris Lisot | Pinturas no figurino: André Gnatta | Cenografia: Elcio Rossini (pesquisa Objetos para Ação) e Paulo Balardim | Criação de luz: Renato Machado | Operação de luz: Luana Pasquimell | Operador de som e infláveis: Wilson Neto / Antônio Maggionni (stand-by) | Montagem técnica: Hebert Said e Luana Pasquimell | Assessoria e montagem de som: Lucas Carvalho | Ensaísta: Laurence Castonguay, Wilson Neto e Elaine Juteau | Fotografias: Jerusa Mary, Marcelo Paes de Carvalho e Paulo Balardim | Arte gráfica: Jéssica Barbosa | Assessoria de imprensa: Mônica Riani | Comunicação em redes sociais: Ana Balardim | Assistente de produção: José Carlos Rosa | Cias em co-produção (Brasil – Canadá): Cia 4 produções e Territoire 80 | Cooperação internacional: Festival Casteliers (Québec), Conseils des Arts du Canada e Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo

Serviço “Habite-me” – Pesquisa e atuação: Carolina Garcia. Direção e dramaturgia: Paulo Balardim. Gênero: teatro de animação
Estreia dia 1º de agosto, às 18h | Duração 45 minutos
Temporada: até 18 de agosto de 2019. Sexta, sábado e domingo, às 18h
Local: Sala Multiuso do Sesc Copacabana
End: Rua Domingos Ferreira, 160 Tel 21 2547-0156
Ingressos: R$ 7,50 (associado Sesc); R$ 15 (meia-entrada); R$ 30 (inteira)
Bilheteria: horário de funcionamento :: terça a sexta-feira, de 9h às 20h; sáb., dom. e feriados: das 12h às 20h

Guida Vianna, Leticia Isnard e grande elenco voltam em cartaz com AGOSTO
O Centro Cultural João Nogueira – Imperator recebe, de 9 a 25 de agosto, sextas e sábados, às  20h, e domingos, às 19h, o premiado espetáculo AGOSTO, uma contundente e emocionante história sobre conflitos familiares que emocionou as plateias brasileiras com espetaculares interpretações do seu elenco, em especial das atrizes Guida Vianna e Leticia Isnard. Uma peça sobre o inconfessável, sobre o que fica entalado na garganta e sufoca. A história de uma família desconectada, desfeita, cujos membros insistiram na união o quanto puderam, da forma que puderam, mas que chega finalmente ao limite da desistência. Apesar de se tratar de um texto denso, forte, há certa descontração na peça, uma divertida recusa em levar-se demasiado a sério, uma tendência a nos passar “rasteiras” cômicas justamente nos momentos que achamos que não há mais espaço para o riso. A obra do norte-americano Tracy Letts é vencedora dos prêmios Pulitzer de Melhor Drama e Tony de Melhor Texto. A montagem brasileira, com direção e adaptação de André Paes Leme, teve 21 indicações em premiações, sendo vencedora de 7 prêmios. O elenco estelar é composto por Guida Vianna, Letícia Isnard, Alexandre Dantas, Claudia Ventura, Claudio Mendes, Eliane Costa, Guilherme Siman, Isaac Bernat, Isabelle Dionísio, Julia Schaeffer e Marianna Mac Niven. AGOSTO é uma  idealização da produtora Maria Siman e realização da Primeira Página Produções em parceria com a Sarau Agencia de Cultura Brasileira.

Ainda que Tracy Letts tenha construído todos os personagens da peça com complexidade e grande relevância para a trama, Violet (Guida Vianna) e Barbara (Letícia Isnard) são as suas protagonistas.

Vencedora de 3 prêmios por sua interpretação em Agosto, Guida Vianna comenta sua personagem:

“Violet é uma mulher que vive numa situação limite, literal e metaforicamente falando. Literal porque faz quimioterapia para um câncer de boca e talvez sua morte esteja anunciada. Metaforicamente, porque sua família está se desmantelando: o marido sumiu, as filhas só esperam o funeral para partir e a ela só restará permanecer sozinha aos cuidados de uma empregada que ela não conhece. Barbara é a filha preferida porque Violet a julga a mais inteligente e a mais parecida com ela. Os temperamentos parecidos levam as duas a embates frequentes. Violet guarda profunda mágoa de Barbara porque ela não voltou pra casa quando soube do seu câncer, mas voltou quando o pai desapareceu. A peça conta uma história familiar na extensão de seus conflitos e de seus afetos. E essa família pode servir como espelho reflexivo para qualquer indivíduo.”

Vencedora de 2 prêmios por sua interpretação em Agosto, Leticia Isnard comenta sua personagem:

“Barbara é uma mulher forte, que está num momento de total desestabilização. Seu casamento está ruindo, vive em crescente conflito com a filha adolescente, está a muito afastada das irmãs, do pai e bate de frente com sua mãe, Violet. Ela luta para não ter o mesmo destino da mãe: a solidão, consequente de uma personalidade forte, acachapante e agressiva. A tendência de Barbara é ficar igualzinha a Violet. E romper com esse ciclo de infelicidade e violência é também um ato de amor.”

O diretor André Paes Leme divide o palco nos cômodos da casa para uma “múltipla espacialidade” que vai exigir uma visão ativa do espectador.

– O primeiro cuidado que tive com a adaptação foi suavizar o contexto norte-americano da peça. O segundo foi em relação ao realismo acentuado proposto pelo autor. Priorizei as situações de conflito e busquei não valorizar ao detalhe a construção do ambiente de cada cena. Me interessa a complexidade das relações familiares, a intensidade com que depositamos no núcleo familiar tanto um amor inquestionável como também despejamos as angústias e inseguranças das nossas vidas. Textos como esse revelam o quanto imprevisível é o comportamento humano – explica o diretor. – A montagem divide o palco nos cômodos da casa em que se passa a história. A ação passeia por todos os cômodos e a proposta do autor é que o espectador possa ver simultaneamente todos os ambientes. Na nossa concepção, as cenas são sobrepostas: a personagem que está num determinado ambiente estará exatamente ao lado de outra que ocupa outra área da casa. Gradativamente, as diferentes cenas vão convivendo no palco.

Se o destino das personagens é inevitavelmente trágico, isso não faz de AGOSTO uma tragédia. Tracy Letts usa recursos do melodrama, da comédia de costumes, das sitcoms da televisão norte-americana e do vaudeville, mantendo a unidade formal, a coerência interna e estética da sua obra.

Tracy Letts é um dos mais importantes autores do teatro contemporâneo dos EUA. Nascido em Tulsa, Oklahoma, é um dos mais importantes autores norte-americanos vivos. Vencedor dos prêmios Pulitzer na categoria Melhor Drama e Tony na categoria Melhor Texto, August: Osage County estreou em Chicago em 2007, na montagem do Steppenwolf Theatre Company (companhia a que pertence Letts), encenada depois em Nova York e Londres, entre outras cidades e países. Em 2013, a obra inspirou o filme Álbum de Família protagonizado por Meryl Streep e Julia Roberts, além de Ewan McGregor, Juliette Lewis, Sam Shepard e Benedict Cumberbatch. E agora tem sua primeira montagem no Brasil pelas mãos da produtora Maria Siman, da Primeira Página Produções, em parceria com Andrea Alves e Sarau Agência de Cultura Brasileira. Responsável pela produção de importantes espetáculos como Ensina-me a Viver, O Pequeno Príncipe, O Grande Circo Místico, Incêndios e Maria do Caritó, Maria Siman adquiriu os direitos do texto teatral para montagem no Brasil após assistir ao filme Álbum de Família. “Percebi que se tratava de dramaturgia adaptada para o cinema e parti em busca dos direitos de montagem da peça no Brasil”, lembra.

Ficha técnica

Texto: Tracy Letts
Tradução: Guilherme Siman
Direção e Adaptação: André Paes Leme
Elenco/personagens: Guida Vianna (Violet Weston), Leticia Isnard (Barbara Fordhan), Alexandre Dantas (Steve Heidebrecht), Claudia Ventura (Karen Weston), Cláudio Mendes (Charlie Aiken), Eliane Costa (Mattie Fae Aiken), Guilherme Siman (Charles Júnior), Isaac Bernat (Beverly Weston/Bill Fordham), Julia Schaeffer (Johnna Monevata),  Isabelle Dionísio (Jean Fordham) e Marianna Mac Niven (Ivy Weston)
Diretor Assistente: Anderson Aragón
Cenografia: Carlos Alberto Nunes
Figurino: Patrícia Muniz
Iluminação: Renato Machado
Música: Ricco Viana
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Projeto Gráfico: Mais Programação Visual
Fotos de Divulgação: Silvana Marques
Produção Executiva: Felipe Valle e Fernanda Silva
Direção de Produção: Maria Siman e Andrea Alves
Idealização e Coordenação Geral: Maria Siman
Realização: Primeira Página Produções
https://www.facebook.com/agostoapeca

Serviço

Centro Cultural João Nogueira – Imperator
Rua Dias da Cruz, 170, Méier
Tel.: (21) 2597-3897
Temporada: 9 a 25 de agosto, sextas e sábados, às  20h, e domingos, às 19h
Ingresso: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia entrada)
Vendas na bilheteria, terças e quartas das 13h às 20h30, quinta a sábado das 13h às 21h30 e domingos das 13h às 19h30, ou pelo site https://www.ingressorapido.com.br
Duração: 130 minutos
Classificação:14 anos
Comédia dramática

Centro Cultural João Nogueira apresenta
A G O S T O
com Guida ViannaLeticia Isnard e grande elenco
direção e adaptação de André Paes Leme
de 9 a 25 de agosto, no Centro Cultural João Nogueira – Imperator
A obra do norte-americano Tracy Letts é vencedora dos prêmios Pulitzer de Melhor Drama e Tony de Melhor Texto.
A montagem brasileira obteve 21 indicações em premiações, sendo vencedora de 7 prêmios.
 
Vencedor do Prêmio Cesgranrio de Melhor Atriz (Guida Vianna)
Vencedor do Prêmio APTR de Melhor Atriz em papel protagonista (Guida Vianna e Leticia Isnard)
Vencedor do Prêmio APTR de Melhor Ator em papel coadjuvante (Claudio Mendes)
Vencedor do Prêmio FITA de Melhor Atriz em papel coadjuvante (Leticia Isnard)
Vencedor do Prêmio Especial do Juri do FITA para a atriz Guida Vianna
Vencedor do Prêmio FITA de Melhor Cenografia
AMIR HADDAD ABRE PROGRAMAÇÃO NO TABLADO

 Ator, diretor e professor de Teatro, Amir Haddad abre a programação de agosto do projeto Teatro Tônico, ciclo de palestras sobre ahistória do teatro ocidental promovido pelo Tablado. No encontro desta sexta-feira (2 de agosto, às 20h30) Haddad falará sobre as companhias de teatro anos 60 e 70

 Mineiro de Guaxupé, Amir Haddad é um dos grandes nomes do teatro brasileiro, reconhecido internacionalmente. Dirigiu grupos alternativos na década de 1970 pesquisando e buscando a disposição não convencional da cena, desconstrução da dramaturgia, utilização aberta dos espaços cênicos e interação entre atores e espectadores. Essa linha de trabalho teatral é a base de sua ação como diretor e fundador do grupo Tá na Rua, criado em 1980, que coordena até hoje, aos 82 anos.

Integrou o Teatro Oficina, em São Paulo, deu aulas na Escola de Teatro de Belém e se transferiu para o Rio de Janeiro em 1965. Na cidade do Rio, continuou a lecionar e a encenar. Com seu trabalho quer recuperar o sentido de festa do teatro e a dramaticidade das festas populares, ressaltando os aspectos de pesquisa e de educação com que busca transformar o teatro num espaço para questionamento do ator como indivíduo, do seu lugar no mundo e da dramaturgia. Dos palcos às salas abertas, das quadras às ruas e às praças, rompeu a “quarta parede” para abrir um caminho em direção a um teatro vivo e transformador para quem o vive e o faz. É um diretor único por sua capacidade de transitar entre o teatro tradicional e as produções populares.

Teatro Tônico:

São 16 encontros temáticos, um por semana (sexta-feira, às 20h), voltados para profissionais e estudantes de teatro, professores e interessados em cultura em geral. Importantes nomes das artes cênicas como Cacá Mourthé, Geraldo Carneiro, Hamilton Vaz Pereira, Isabela Fernandes, Lídia Kosovski, Lionel Fischer, Tim Rescala, Renato Icarahy, Ricardo Kosovski, Pedro Sussekind, Ivan Fernandes, Antonio Guedes, Marina Vianna, Fátima Saad, André Gardel, Venício Fonseca, Elza de Andrade e Érika Rettl vão ministrar as palestras, toda sexta-feira, às 20h30, entre abril e agosto, com duração de 120 minutos.

Próximos encontros:

2 de agosto: Companhias de teatro anos 60/70, com Amir Haddad;

9 de agosto: O Tablado, Teatro Ipanema e Asdrubal Trouxe o Trombone, com Ricardo Kosovski e Hamilton Vaz Pereira;

16 de agosto:  Uma revolução sem botas, com Lionel Fischer;

23 de agosto: teatro hoje: o centro está em toda parte, com Pedro Kosovski e Marco André Nunes;

30 de agosto: A virada do Século xix para o Século XX, com Antonio Guedes e Fátima Saad.

O Tablado – Fundado em 1951 pela escritora e dramaturga Maria Clara Machado, O Tablado tem papel importante na história da cultura brasileira, como celeiro de talentos e verdadeiro templo do teatro infantil. Desde sua inauguração, mais de 30 mil atores, diretores, teatrólogos, cineastas, figurinistas, cenógrafos, autores, iluminadores, sonoplastas e músicos se formaram no local. Nomes como Hamilton Vaz Pereira, Wolf Maya, Cininha de Paula, Claudia Abreu, Ingrid Guimarães, Louise Cardoso, Malu Mader, Du Moscovis, Leonardo Brício, Andréa Beltrão, Fernanda Torres, Rubens Corrêa, Drica Moraes, Jaqueline Laurence, Mateus Solano e Gregório Duvivier, entre outros, passaram pela escola.

Atualmente, O Tablado tem cerca de 700 alunos e mais de 20 professores. O núcleo criativo de O Tablado é formado por Andreia Fernandes, Fernando Melvin, João Sant’Anna, Johayne Hildefonso, Lincoln Vargas, Lionel Fischer, Luis Octavio Moraes, Patrícia Nunes, Renata Tobelém, Ricardo Kosovski, Susanna Kruger e Zé Helou. O Tablado é considerado Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro e seu espaço físico foi tombado pela Prefeitura carioca. Suas atividades artísticas também foram reconhecidas pelo Governo Federal.

Teatro Tônico – Ciclo de palestras sobre a história do teatro

Data: 2 de agosto, às 20h30. Tema: “As Companhias de  Teatro dos anos 60 e 70”

Palestrante: Amir Haddad

Local: O Tablado – Av. Lineu de Paula Machado 795, Lagoa.  Tel.: 2294 7847

Capacidade: 150 pessoas. Classificação etária: livre. Duração: 120 min.

Valor: R$ 40 (cada palestra).

Inscrições: teatrotonico@otablado.com.br | Informações: (21) 2294 7847

Programação completa: www.otablado.com.br

ATRIZ ARIANE ROCHA ESTREIA NO MUSICAL FAME

 Ariane Rocha estreia no Musical Fame

Fotos: Studio Faya

A atriz Ariane Rocha estreia no musical Fame nessa sexta-feira no Teatro Cesgranrio. A atriz interpreta a coreógrafa Sra Bell e também é assistente de direção do espetáculo. A produção é do Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical ( CEFTEM).
Com direção, e coreografia, de Victor Maia, Fame conta a história de um grupo de alunos empenhados a se formarem como artistas, no dia a dia de uma escola de artes performáticas muito rigorosa. Durante os anos que se passam lá dentro, eles descobrem mais sobre eles mesmos, sobre amor, limites,
vocação e principalmente sobre os limites para se conquistar a tão desejada
fama.
Ariane Rocha foi premiada no Miami Webfest como melhor atriz de comédia do canal Aturando. O AtuRando é atualmente uma produtora de audiovisual que nasceu em forma de canal no Youtube em julho de 2013, tendo lançado seu primeiro vídeo em dezembro do mesmo ano. Fundada pelos atores Ariane Rocha e Antonio Bento Ferraz no Rio de Janeiro, o AtuRando se modificou ao longo dos anos e hoje é uma bem-sucedida produtora de webséries, premiada em festivais internacionais.

Fotos: Studio Faya

Serviço
De 2 a 11 de agosto
Teatro Cesgranrio
Sexta, sábado e domingo- 20h
Sessões extras, dia 4, 10,11 às 16h
Dia 8 sessão extra às 20h

Direção e Coreografias: Victor Maia
Direção Musical: Tony Lucchesi e Miguel Schönmann
Tradução: Leonardo Rocha
Versões: Bruno Camurati
Coordenação geral: Reiner Tenente

Espetáculo “Isto é Brasil” – Carlinhos de Jesus convida Ana Botafogo

E a dança continua no palco do Teatro Rival Petrobras nos dias 2 e 3, com o espetáculo “Isto é Brasil”, em que Carlinhos de Jesus convida Ana Botafogo. O roteiro mostra a trajetória da dança popular no Rio de Janeiro, passando por vários ritmos, como o jongo, o choro e o samba em seus muitos estilos. Carlinhos de Jesus vai se apresentar com 12 dançarinos de sua companhia e com a participação especial da bailarina clássica Ana Botafogo em quatro números: “Garota de Ipanema” num pas de deux com Carlinhos; no choro “Feitiço” onde fará um solo; e outros duos com Carlinhos em “Divina dama” e “Batucada”. O final promete ser apoteótico com o icônico samba de Ary Barroso: “Aquarela do Brasil”

Espetaculo Isto e Brasil com Ana Botafogo 2009

Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro.

Data: 02 e 03 de agosto (sexta-feira e sábado).

Horário: 19h30.

Abertura da casa: 18h.

Ingressos: Setor A R$100,00 (inteira) R$80,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes) R$50,00 (lista amiga) / Setor B R$90,00 (inteira) R$70,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes) R$45,00 (lista amiga)  .

Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/TeatroRival_Ingressos2GIaEKp

Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br.

Informações: (21) 2240-9796.

Capacidade: 350 pessoas.

Metrô/VLT: Estação Cinelândia.