MOSTRA SOBRE A CINEASTA MARGARETHE VON TROTTA APRESENTA FILMES PREMIADOS E INÉDITOS
MOSTRA SOBRE A CINEASTA MARGARETHE VON TROTTA APRESENTA FILMES PREMIADOS E INÉDITOS NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO
Além da exibição de 10 longas-metragens, serão realizados encontros e debates, tudo com entrada franca
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 6 a 18 de março de 2018 (terça-feira a domingo), a mostra O Cinema de Margarethe Von Trotta, que exibirá 10 longas-metragens da premiada diretora alemã em sessões gratuitas. A curadoria é de Lívia Perez e o projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

Uma das mais importantes cineastas contemporâneas, Margarethe Von Trotta registrou temas marcantes da vida política da Alemanha do século XX, sempre através de grandes personagens femininos. De maneira a debater aspectos temáticos e estéticos de sua obra, a programação inclui quatro debates e encontros que também proporcionarão uma reflexão sobre história, política e as mulheres nos filmes da diretora.
Iniciando na semana do “Dia internacional da mulher”, a retrospectiva oferece ao público a oportunidade de conhecer amplamente a obra de Von Trotta, que retratou a vida de mulheres marcantes em filmes como Rosa Luxemburgo (1985), biografia da lendária ativista política do início do século XX; Visão – Sobre a Vida de Hildegard Von Bingen (2009), sobre a freira visionária e compositora; e Hannah Arendt (2012), sobre a filósofa e teórica política; todos estrelados por Barbara Sukowa, uma das atrizes preferidas da cineasta. Sukowa, inclusive, conquistou os prêmios de Melhor Atriz no Festival de Cannes, por Rosa Luxemburgo, e no Festival de Veneza, por Os Anos de Chumbo (1981), primeiro grande sucesso de Von Trotta, vencedor também do Leão de Ouro em Veneza.
Entre os destaques da mostra estão ainda A Honra Perdida de Katharina Blum (1975), seu primeiro filme, codirigido com Volker Schlöndorff; As Mulheres de Rosenstrasse (2003), inspirado em um episódio da resistência dos alemães durante o regime nazista; e o inédito A Caminho da Loucura (1983), estrelado por Hanna Schygulla e Angela Winkler.
“Apesar de muitas vezes ser rotulada como cineasta do engajamento, os filmes de Von Trotta vão além da estrutura política, explorando também dimensões do feminino, da existência e da poética”, comenta a curadora Lívia Perez.
Atividades extras:
Como parte da programação, serão realizados quatro encontros durante a mostra, às quintas e sábados, às 19h30, sempre com mediação da curadora Livia Perez. No dia 8 de março (quinta), Dia Internacional da Mulher, logo depois da exibição de As Mulheres de Rosenstrasse, a pesquisadora e crítica de cinema Samantha Brasil, curadora do Cineclube Delas e integrante do podcast Feito por Elas, e Maria Caú, formada em Cinema pela UFF e doutora em Literatura Comparada pela UFRJ, ambas integrantes do Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema, conversam sobreAs mulheres de Margarethe Von Trotta.
No dia 10 (sábado), a escritora e professora de filosofia Susana de Castro debate com o público, após a sessão de Hannah Arendt. No dia 15 (quinta), o tema do encontro após a exibição de Rosa Luxemburgo é Mulheres, História e Política na obra de Margarethe von Trotta, com a convidada Isabel Wittman, crítica de cinema, membra do Elviras, roteirista, jornalista. O último evento, no dia 17 (sábado), será o encontro O cinema de Margarethe Von Trotta, com a participação da crítica de cinema, roteirista e jornalista Lorenna Montenegro.
Sobre a cineasta:
Margarethe Von Trotta nasceu na Berlim de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial. Iniciou sua carreira de atriz, em 1965, no Teatro de Stuttgart, e estreou no cinema em 1967, no filme Tränen trocknet der Wind, de Heinz Gerhard Schier. Foi uma das atrizes mais destacadas do Novo Cinema Alemão, tendo atuado, até 1981, em cerca de 15 filmes de diretores como Rainer Fassbinder e Volker Schlöndorff, com quem se casou em 1971. Em 1975, tornou-se roteirista e diretora ao assinar com seu marido a direção do filme A Honra Perdida de Katharina Blum. Sua primeira direção solo foi em 1977, com O Segundo Despertar de Christa Klages.
A filmografia de Margarethe Von Trotta como cineasta é composta de 26 obras realizadas para o cinema e para a TV, sendo que apenas cinco longas-metragens foram exibidos comercialmente no Brasil: A Honra Perdida de Katharina Blum, Os Anos de Chumbo, Rosa Luxemburgo, A Promessa e Hanna Arendt.
Margarethe Von Trotta conquistou diversos prêmios em festivais internacionais, como o prêmio da OCIC no Festival de San Sebastián, em 1975, por A Honra Perdida de Katharina Blum; o Grande Prêmio do Festival Internacional de Mulheres de Créteil, em 1979, por O Equilíbrio da Felicidade; o Leão de Ouro no Festival de Veneza e o David di Donatello de melhor filme estrangeiro por Os Anos de Chumbo, em 1981; o prêmio de melhor filme da Academia da Alemanha, em 1986, por Rosa Luxemburgo; o prêmio da OCIC no Festival de Berlim, em 1983, por A Caminho da Loucura; o prêmio do júri Ecumênico e do público no Festival de Montreal de 1993, por O Longo Silêncio; e o prêmio David di Donatello de melhor filme europeu de 2004, por As Mulheres de Rosenstrasse.
“Os personagens que me atraem são sempre mulheres fortes que também têm momentos de fraqueza. Portanto, eu nunca tento fazer delas heroínas. Ao invés disso, eu mostro como elas lutaram para encontrar seu próprio caminho, como se colocaram lá fora e o quanto tiveram que engolir para se encontrar. Eu sou fascinada pela maneira como elas superam obstáculos para alcançar seus objetivos”, disse Margarthe Von Trotta em uma entrevista para o site Spirituality Practice.
Outras informações sobre a mostra, fotos e sinopses dos filmes exibidos, podem ser acessadas no endereço https://www.facebook.com/doctela/
Programação:
6 de março (terça-feira)
17h – O Segundo Despertar de Christa Klages (Alemanha,1978), de Margarethe von Trotta, 93 min, DVD, 14 anos
19h – Visão – Sobre A Vida de Hildegard von Bingen (Alemanha/França, 2009), de Margarethe von Trotta, 110 min, blu-ray, 14 anos
7 de março (quarta-feira)
16h – Rosa Luxemburgo (Alemanha,1986), de Margarethe von Trotta, 123 min, DVD,14 anos
19h – Hannah Arendt (Alemanha/França/Israel, 2012), de Margarethe von Trotta, 100 min, blu-ray,14 anos
8 de março (quinta-feira)
17h – As Mulheres de Rosenstrasse (2003), de Margarethe von Trotta, 135 min, 14 anos
19h30 – Encontro As mulheres de Margarethe von Trotta Convidadas, com Samantha Brasil e Maria Caú. Mediação: Lívia Perez
9 de março (sexta-feira)
17h – A Honra Perdida de Katharina Blum (Alemanha,1975), de Margarethe von Trotta, 106 min, bluray, 16 anos
19h – Os Anos de Chumbo (Alemanha,1981), de Margarethe von Trotta, 107 min, DVD, 16 anos
10 de março (sábado)
15h – A Promessa (Alemanha,1994), de Margarethe von Trotta, 115 min, blu-ray, 16 anos
18h – Hannah Arendt (Alemanha/França/Israel, 2012), de Margarethe von Trotta, 100 min, blu-ray,14 anos + Debate com Susana de Castro. Mediação: Lívia Perez
11 de março (domingo)
16h – A Promessa (Alemanha,1994), de Margarethe von Trotta, 115 min, blu-ray, 16 anos
18h30 – As Mulheres De Rosenstrasse (2003), de Margarethe von Trotta, 135 min, 14 anos
13 de março (terça-feira)
17h – O Mundo Fora do Lugar (Alemanha, 2014), de Margarethe von Trotta, 101 min, blu-ray, 14 anos
19h – Visão – Sobre A Vida de Hildegard von Bingen (Alemanha/França, 2009), de Margarethe von Trotta, 110 min, blu-ray, 14 anos
14 de março (quarta-feira)
17h – Os Anos de Chumbo (Alemanha,1981), de Margarethe von Trotta, 107 min, DVD, 16 anos
19h – A Caminho da Loucura (Alemanha/França,1983), de Margarethe von Trotta, 105 min, blu-ray,16 anos
15 de março (quinta-feira)
17h – Rosa Luxemburgo (Alemanha,1986), de Margarethe von Trotta, 123 min, DVD,14 anos
19h30h – Encontro Mulheres, História e Política na obra de Margarethe von Trotta, com Isabel Wittman. Mediação: Lívia Perez
16 de março (sexta-feira)
17h – A Honra Perdida de Katharina Blum (Alemanha,1975), de Margarethe von Trotta, 106 min, bluray, 16 anos
19h – O Segundo Despertar de Christa Klages (Alemanha,1978), de Margarethe von Trotta, 93 min, DVD, 14 anos
17 de março (sábado)
15h – A Caminho da Loucura (Alemanha/França,1983), de Margarethe von Trotta, 105 min, blu-ray,16 anos
18h – Os Anos de Chumbo (Alemanha,1981), de Margarethe von Trotta, 107 min, DVD, 16 anos + Encontro O cinema de Margarethe Von Trotta, com Lorenna Montenegro e Lívia Perez
18 de março (domingo)
17h – O Mundo Fora do Lugar (Alemanha, 2014), de Margarethe von Trotta, 101 min, blu-ray, 14 anos
19h – Hannah Arendt (2012), de Margarethe von Trotta, 100 min, 14 anos
- Serviço:
- Mostra O Cinema de Margarethe Von Trotta
- Entrada franca (Distribuição de senhas 1h antes do início da sessão)
- Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
- Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
- Telefone: (21) 3980-3815
- Data: de 6 a 18 de março de 2018 (terça-feira a domingo)
- Horários: Consultar programação
- Lotação: 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)
- Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 20h
- Classificação Indicativa: Consultar programação
- Acesso para pessoas com deficiência
- Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

“A direção de Paulo de Moraes é de um artesanato criterioso, com soluções de efeito e inteligência teatral. O primeiro ato reúne as características formais ampliadas numa sucessão de recursos surpreendentes. No segundo, o desenvolvimento da trama ganha o ritmo de um voo rasante.” – Macksen Luiz, Jornal O Globo
Shakespeare representa a corte real dinamarquesa como um sistema político corrupto que se torna um labirinto esquizofrênico para Hamlet. Assassinato, traição, manipulação e sexualidade são as armas usadas na guerra para preservar o poder. No centro dessa história está Hamlet, um homem desesperadamente preocup
Com curadoria de Carla Italiano e Leonardo Amaral, a programação traz toda a obra de Helena Solberg, entre eles os curtas a “Entrevista” (1966), que entrevista moças de formação burguesa do Rio de Janeiro sobre casamento, sexo e política; o poético “Meio Dia” (1970), inspirado em “Zero de Conduta” (1933) do cineasta francês Jean Vigo; e a primeira realização de Solberg nos EUA “A Nova Mulher” (1974). Esta última, costurada coletivamente pelo grupo International Women’s Film Project, oferece um panorama histórico da luta feminina por igualdade desde o século XIX.
Não por acaso, o retorno da realizadora ao Brasil ocorreu por meio de uma das brasileiras de maior reconhecimento internacional, no filme “Carmem Miranda: Banana is My Business” (1994), finalizado no momento da chamada “retomada do cinema nacional”, nos anos 90.


Neste show em pleno verão carioca, Dussek vai reviver canções de várias épocas, umas conhecidas, outras esquecidas no baú, garimpadas e renovadas; além de algumas inéditas. O artista preparou um repertório mesclando músicas engraçadas com seus standards românticos, sempre interagindo com a plateia, usando e abusando de seu humor diferenciado. A garantia é de um espetáculo alegre, alto astral, que faz o público participar e rir sem medo de ser feliz.
“Peças teatrais são diferenciadas por diversos parâmetros, mas independente de sua classificação, uma peça tem que ser feita por gente que entende o que é Teatro, e que se entrega ao ofício com talento e suor, com prazer e amor pelo que faz. Essa tragicomédia me proporcionou ótimos momentos. Com texto realista, porém sem ser exagerado, mostra uma das facetas do submundo da sociedade, onde a lei da selva se impõe.” Jorge Leão – Jornalista, Produtor Cultural, Editor das revistas impressas Guia Teatro Carioca e Barra Cultura & Lazer.

Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. E para fugir da fogueira, teve que negar tudo aquilo em que acreditava. A história de Galileu Galilei vai ser contada a partir de 1º de dezembro no palco do Teatro Municipal Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea. Baseada no texto “A vida de Galileu” (Leben des Galilei, no título original em alemão), do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça homônima ficou em cartaz por mais de um ano no Museu da Vida, da Fiocruz. Na montagem, dirigida por Daniel Herz e João Marcelo Pallotino, cabe a Roberto Rodrigues interpretar o cientista, enquanto oito atores se alternam em outros papéis. Toda a trama se passa no século 17, mas podia ser nos dias de hoje.


“No meio de nossa sociedade existe um Brasil notado por poucos. Um grupo formado por pessoas que apesar de conviver conosco, até frequentar nossa casa e fazer parte de seu dia a dia, é como se não estivesse lá. O espetáculo O Porteiro inverte tudo isso, e são eles, os porteiros, os protagonistas. Com sua irreverência e muito humor, deixam a invisibilidade para apresentar a realidade como um grande parque de diversão. Afinal, invisível não são as pessoas, invisíveis são suas histórias.” Conclui Lino