MOSTRA SOBRE A CINEASTA MARGARETHE VON TROTTA APRESENTA FILMES PREMIADOS E INÉDITOS

MOSTRA SOBRE A CINEASTA MARGARETHE VON TROTTA APRESENTA FILMES PREMIADOS E INÉDITOS NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO

Além da exibição de 10 longas-metragens, serão realizados encontros e debates, tudo com entrada franca

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 6 a 18 de março de 2018 (terça-feira a domingo), a mostra O Cinema de Margarethe Von Trotta, que exibirá 10 longas-metragens da premiada diretora alemã em sessões gratuitas. A curadoria é de Lívia Perez e o projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

O Mundo Fora do Lugar

Uma das mais importantes cineastas contemporâneas, Margarethe Von Trotta registrou temas marcantes da vida política da Alemanha do século XX, sempre através de grandes personagens femininos. De maneira a debater aspectos temáticos e estéticos de sua obra, a programação inclui quatro debates e encontros que também proporcionarão uma reflexão sobre história, política e as mulheres nos filmes da diretora.

Iniciando na semana do “Dia internacional da mulher”, a retrospectiva oferece ao público a oportunidade de conhecer amplamente a obra de Von Trotta, que retratou a vida de mulheres marcantes em filmes como Rosa Luxemburgo (1985), biografia da lendária ativista política do início do século XX; Visão – Sobre a Vida de Hildegard Von Bingen (2009), sobre a freira visionária e compositora; e Hannah Arendt (2012), sobre a filósofa e teórica política; todos estrelados por Barbara Sukowa, uma das atrizes preferidas da cineasta. Sukowa, inclusive, conquistou os prêmios de Melhor Atriz no Festival de Cannes, por Rosa Luxemburgo, e no Festival de Veneza, por Os Anos de Chumbo (1981), primeiro grande sucesso de Von Trotta, vencedor também do Leão de Ouro em Veneza.

Entre os destaques da mostra estão ainda A Honra Perdida de Katharina Blum (1975), seu primeiro filme, codirigido com Volker Schlöndorff; As Mulheres de Rosenstrasse (2003), inspirado em um episódio da resistência dos alemães durante o regime nazista; e o inédito A Caminho da Loucura (1983), estrelado por Hanna Schygulla e Angela Winkler.

“Apesar de muitas vezes ser rotulada como cineasta do engajamento, os filmes de Von Trotta vão além da estrutura política, explorando também dimensões do feminino, da existência e da poética”, comenta a curadora Lívia Perez.

Atividades extras:

Como parte da programação, serão realizados quatro encontros durante a mostra, às quintas e sábados, às 19h30, sempre com mediação da curadora Livia Perez. No dia 8 de março (quinta), Dia Internacional da Mulher, logo depois da exibição de As Mulheres de Rosenstrasse, a pesquisadora e crítica de cinema Samantha Brasil, curadora do Cineclube Delas e integrante do podcast Feito por Elas, e Maria Caú, formada em Cinema pela UFF e doutora em Literatura Comparada pela UFRJ, ambas integrantes do Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema, conversam sobreAs mulheres de Margarethe Von Trotta.

 

No dia 10 (sábado), a escritora e professora de filosofia Susana de Castro debate com o público, após a sessão de Hannah Arendt. No dia 15 (quinta), o tema do encontro após a exibição de Rosa Luxemburgo é Mulheres, História e Política na obra de Margarethe von Trotta, com a convidada Isabel Wittman, crítica de cinema, membra do Elviras, roteirista, jornalista. O último evento, no dia 17 (sábado), será o encontro O cinema de Margarethe Von Trotta, com a participação da crítica de cinema, roteirista e jornalista Lorenna Montenegro.

Sobre a cineasta:

Margarethe Von Trotta nasceu na Berlim de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial. Iniciou sua carreira de atriz, em 1965, no Teatro de Stuttgart, e estreou no cinema em 1967, no filme Tränen trocknet der Wind, de Heinz Gerhard Schier. Foi uma das atrizes mais destacadas do Novo Cinema Alemão, tendo atuado, até 1981, em cerca de 15 filmes de diretores como Rainer Fassbinder e Volker Schlöndorff, com quem se casou em 1971. Em 1975, tornou-se roteirista e diretora ao assinar com seu marido a direção do filme A Honra Perdida de Katharina Blum. Sua primeira direção solo foi em 1977, com O Segundo Despertar de Christa Klages.

A filmografia de Margarethe Von Trotta como cineasta é composta de 26 obras realizadas para o cinema e para a TV, sendo que apenas cinco longas-metragens foram exibidos comercialmente no Brasil: A Honra Perdida de Katharina BlumOs Anos de ChumboRosa LuxemburgoA Promessa e Hanna Arendt.

Margarethe Von Trotta conquistou diversos prêmios em festivais internacionais, como o prêmio da OCIC no Festival de San Sebastián, em 1975, por A Honra Perdida de Katharina Blum; o Grande Prêmio do Festival Internacional de Mulheres de Créteil, em 1979, por O Equilíbrio da Felicidade; o Leão de Ouro no Festival de Veneza e o David di Donatello de melhor filme estrangeiro por Os Anos de Chumbo, em 1981; o prêmio de melhor filme da Academia da Alemanha, em 1986, por Rosa Luxemburgo; o prêmio da OCIC no Festival de Berlim, em 1983, por A Caminho da Loucura; o prêmio do júri Ecumênico e do público no Festival de Montreal de 1993, por O Longo Silêncio; e o prêmio David di Donatello de melhor filme europeu de 2004, por As Mulheres de Rosenstrasse.

“Os personagens que me atraem são sempre mulheres fortes que também têm momentos de fraqueza. Portanto, eu nunca tento fazer delas heroínas. Ao invés disso, eu mostro como elas lutaram para encontrar seu próprio caminho, como se colocaram lá fora e o quanto tiveram que engolir para se encontrar. Eu sou fascinada pela maneira como elas superam obstáculos para alcançar seus objetivos”, disse Margarthe Von Trotta em uma entrevista para o site Spirituality Practice.

Outras informações sobre a mostra, fotos e sinopses dos filmes exibidos, podem ser acessadas no endereço https://www.facebook.com/doctela/

 

Programação:

6 de março (terça-feira)

17h – O Segundo Despertar de Christa Klages (Alemanha,1978), de Margarethe von Trotta, 93 min, DVD, 14 anos

19h – Visão – Sobre A Vida de Hildegard von Bingen (Alemanha/França, 2009), de Margarethe von Trotta, 110 min, blu-ray, 14 anos

7 de março (quarta-feira)

16h – Rosa Luxemburgo (Alemanha,1986), de Margarethe von Trotta, 123 min, DVD,14 anos

19h – Hannah Arendt (Alemanha/França/Israel, 2012), de Margarethe von Trotta, 100 min, blu-ray,14 anos

8 de março (quinta-feira)

17h – As Mulheres de Rosenstrasse (2003), de Margarethe von Trotta, 135 min, 14 anos

19h30 – Encontro As mulheres de Margarethe von Trotta Convidadas, com Samantha Brasil e Maria Caú. Mediação: Lívia Perez

9 de março (sexta-feira)

17h – A Honra Perdida de Katharina Blum (Alemanha,1975), de Margarethe von Trotta, 106 min, bluray, 16 anos

19h – Os Anos de Chumbo (Alemanha,1981), de Margarethe von Trotta, 107 min, DVD, 16 anos

10 de março (sábado)

15h – A Promessa (Alemanha,1994), de Margarethe von Trotta, 115 min, blu-ray, 16 anos

18h – Hannah Arendt (Alemanha/França/Israel, 2012), de Margarethe von Trotta, 100 min, blu-ray,14 anos + Debate com Susana de Castro. Mediação: Lívia Perez

11 de março (domingo)

16h – A Promessa (Alemanha,1994), de Margarethe von Trotta, 115 min, blu-ray, 16 anos

18h30 – As Mulheres De Rosenstrasse (2003), de Margarethe von Trotta, 135 min, 14 anos

13 de março (terça-feira)

17h – O Mundo Fora do Lugar (Alemanha, 2014), de Margarethe von Trotta, 101 min, blu-ray, 14 anos

19h – Visão – Sobre A Vida de Hildegard von Bingen (Alemanha/França, 2009), de Margarethe von Trotta, 110 min, blu-ray, 14 anos

14 de março (quarta-feira)

17h – Os Anos de Chumbo (Alemanha,1981), de Margarethe von Trotta, 107 min, DVD, 16 anos

19h – A Caminho da Loucura (Alemanha/França,1983), de Margarethe von Trotta, 105 min, blu-ray,16 anos

15 de março (quinta-feira)

17h – Rosa Luxemburgo (Alemanha,1986), de Margarethe von Trotta, 123 min, DVD,14 anos

19h30h – Encontro Mulheres, História e Política na obra de Margarethe von Trotta, com Isabel Wittman. Mediação: Lívia Perez

16 de março (sexta-feira)

17h – A Honra Perdida de Katharina Blum (Alemanha,1975), de Margarethe von Trotta, 106 min, bluray, 16 anos

19h – O Segundo Despertar de Christa Klages (Alemanha,1978), de Margarethe von Trotta, 93 min, DVD, 14 anos

17 de março (sábado)

15h – A Caminho da Loucura (Alemanha/França,1983), de Margarethe von Trotta, 105 min, blu-ray,16 anos

18h – Os Anos de Chumbo (Alemanha,1981), de Margarethe von Trotta, 107 min, DVD, 16 anos + Encontro O cinema de Margarethe Von Trotta, com Lorenna Montenegro e Lívia Perez

18 de março (domingo)

17h – O Mundo Fora do Lugar (Alemanha, 2014), de Margarethe von Trotta, 101 min, blu-ray, 14 anos

19h – Hannah Arendt (2012), de Margarethe von Trotta, 100 min, 14 anos

 

  • Serviço:
  • Mostra O Cinema de Margarethe Von Trotta
  • Entrada franca (Distribuição de senhas 1h antes do início da sessão)
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
  • Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
  • Telefone: (21) 3980-3815
  • Data: de 6 a 18 de março de 2018 (terça-feira a domingo)
  • Horários: Consultar programação
  • Lotação:  78 lugares (mais 3 para cadeirantes)
  • Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 20h
  • Classificação Indicativa: Consultar programação
  • Acesso para pessoas com deficiência
  • Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
William Shakespeare, HAMLET,  reestreia dia 9 de março, na Fundição Progresso 
Versão cênica de Paulo de Moraes para a obra-prima de William Shakespeare, HAMLET, 
reestreia dia 9 de março, na Fundição Progresso (Espaço Armazém), Centro do Rio
“Trata-se de uma montagem histórica para o teatro nacional. Patrícia Selonk tem um desempenho monumental, construção de carne, afeto, razão desmedida, impossibilidade, flerte com o desejo humano desvairado de absoluto.” – Tânia Brandão, blog Folias Teatrais

O Espaço Armazém recebe, de 9 a 18 de março, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h, HAMLET, espetáculo indicado ao Prêmio Shell-RJ em 3 categorias (direção, cenário e iluminação) e ao Prêmio APTR em 7 categorias (espetáculo, direção, atriz protagonista, atriz coadjuvante, iluminação, cenário e figurino), vencedor do Prêmio Cenym de melhor atriz (Patrícia Selonk) e melhor companhia e também vencedor do Prêmio Cesgranrio de melhor iluminação (Maneco Quinderé). Partindo da obra fundamental de Shakespeare, a ideia geral da Armazém Companhia de Teatro foi de encontrar um Hamlet do nosso tempo. Um Hamlet cheio de som e fúria. Não numa atualidade forçada, mas ressaltando aspectos da obra que dialogam com esse coquetel de conflitos contemporâneos que vemos todos os dias jorrando nas grandes cidades do mundo. Sete atores e atrizes dão vida aos personagens de Shakespeare: Patrícia Selonk (Hamlet), Ricardo Martins (Claudius), Marcos Martins (Polonius/Coveiro), Lisa Eiras (Ofélia), Jopa Moraes (Laertes/Guildenstern/Ator), Isabel Pacheco (Gertrudes) e Luiz Felipe Leprevost (Horácio/Rosencrantz/Loba). A direção e roteiro são de Paulo de Moraes, com versão dramatúrgica de Maurício Arruda Mendonça.

“A direção de Paulo de Moraes é de um artesanato criterioso, com soluções de efeito e inteligência teatral. O primeiro ato reúne as características formais ampliadas numa sucessão de recursos surpreendentes. No segundo, o desenvolvimento da trama ganha o ritmo de um voo rasante.” – Macksen Luiz, Jornal O Globo

Em 2017 a companhia completou 30 anos de existência travando um complexo diálogo criativo com um dos melhores materiais dramatúrgicos da história. Hamlet é o príncipe da Dinamarca. Seu pai morreu repentinamente de uma doença estranha e sua mãe casou-se com o irmão do falecido marido, na frente de toda a corte, depois de apenas um mês. Hamlet tem visões de seu pai, que afirma que seu irmão o envenenou, e exige que ele se vingue e mate o novo Rei (seu tio e padrasto). Hamlet se finge de louco para esconder seus planos e vai perdendo o controle sobre sua própria realidade no meio deste processo. Ou seja, a invenção teatral do século XVI de um príncipe que fingia loucura e o espírito inflamado do nosso século entraram inevitavelmente em colisão. Já não há mais fingimento. A loucura de Hamlet tornou-se a loucura do mundo.

Shakespeare representa a corte real dinamarquesa como um sistema político corrupto que se torna um labirinto esquizofrênico para Hamlet. Assassinato, traição, manipulação e sexualidade são as armas usadas na guerra para preservar o poder. No centro dessa história está Hamlet, um homem desesperadamente preocupado com a natureza da verdade, um homem notável que quer ser mais verdadeiro do que, provavelmente, é possível ser. E que exige do resto do mundo que sejam todos verdadeiros com ele. Mas é possível conhecer a si mesmo integralmente? É possível conhecer integralmente as pessoas a seu redor? Hamlet se fragmenta, nossa época o faz assim, um sujeito destrutivo, atormentado e letal.

“Em mais um grande acerto, a Armazém Companhia de Teatro equilibra com maestria o clássico e o contemporâneo nesta releitura da tragédia de Shakespeare.” – Renata Magalhães, Revista Veja Rio


A respeito da tradução o diretor Paulo de Moraes comenta que “Maurício conseguiu uma poesia sem pompa, que comunica sem perder a beleza. E é grande mérito dos atores que essa poesia chegue rasgando, ela é língua, ela é corpo, ela é carne.” Moraes que conclui dizendo acreditar que “é importante tratar Shakespeare como se ele fosse um genial dramaturgo recém-descoberto com algumas coisas urgentes a dizer sobre a guerra, sobre a loucura do mundo e sobre nossos líderes políticos modernos.”

“A montagem de Paulo de Moraes enfatiza não apenas a semelhança entre a Dinamarca da ficção e o Brasil atual, mas também o poder letal daqueles que conseguem superar a melancolia e o desespero e resolvem agir. E tal superação transcende o pessoal e se afigura como um gesto político. (…) além disso o encenador conseguiu extrair uma das mais brilhantes performances de Patrícia Selonk. Na pele de Hamlet, a atriz potencializa ao máximo toda a fragilidade e potência do personagem, tornando verossímeis tanto a melancolia e inércia do personagem no início quanto a fúria devastadora que o domina a partir do momento em que decide efetivamente agir. E no que se refere ao célebre monólogo ‘Ser ou não ser’, proferido em voz baixa e impregnado de uma dor que chega a ser exasperante, bastaria este breve e sublime momento para ratificar o que todos já sabem: Patrícia Selonk é uma das melhores intérpretes do país.” – Lionel Fisher

HAMLET teve estreia nacional em junho de 2017 no Teatro I do CCBB Rio de Janeiro, fez temporadas em Londrina, Curitiba, Belo Horizonte, Vitória e novamente no Rio de Janeiro.

Ficha técnicaDireção: Paulo de Moraes
Versão Dramatúrgica: Maurício Arruda Mendonça
Montagem da Armazém Companhia de Teatro
Elenco: Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Marcos Martins, Lisa Eiras, Jopa Moraes, Isabel Pacheco e Luiz Felipe Leprevost
Participação em Vídeo: Adriano Garib (Espectro)
Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: João Marcelino e Carol Lobato
Música: Ricco Viana
Preparação Corporal: Patrícia Selonk
Coreografias: Toni Rodrigues
Preparador de Esgrima: Rodrigo Fontes
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotografias e Vídeos: João Gabriel Monteiro
Programação Visual: João Gabriel Monteiro e Jopa Moraes
Produção Executiva: Flávia Menezes
Produção: Armazém Companhia de Teatro
Site Oficial: www.armazemciadeteatro.com.br

Serviço

Local: Fundição Progresso (Espaço Armazém) – Rua dos Arcos, 24, Lapa, Rio de Janeiro
Informações/tel.: 21 2210-2190
Capacidade de público: 120 lugares
Temporada: 9 a 18 de março, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h
Ingressos: R$ 40,00 (casos previstos em lei pagam meia entrada)
Vendas antecipadas pela internet: http://bit.ly/2BFiOyV
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 140 minutos (incluído 10 minutos de intervalo)
Drama

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL SP

APRESENTA RETROSPECTIVA INÉDITA COM TODA A FILMOGRAFIA DA CINEASTA “HELENA SOLBERG”

 A diretora Helena Solberg, única cineasta mulher a participar do Cinema Novo, ganha de 7 a 19 de março uma mostra inédita no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. A retrospectiva, nunca antes realizada no Brasil, irá exibir toda filmografia da diretora, que completará 80 anos em junho deste ano, além de debates e uma aula magna. A entrada é gratuita para todas as sessões.

Detentora de uma carreira singular que completa cinco décadas, a diretora viveu por 30 anos nos EUA, onde construiu uma trajetória sólida do cinema militante e feminista. Embora pouco exibidos e raramente debatidos em âmbito nacional, os filmes de Solberg tiveram reconhecimento fora do Brasil e foram premiados em importantes festivais internacionais como o Festival de Havana, Festival de Chicago, American Fim Festival, e o prêmio Emmy para “Das Cinzas – Nicarágua Hoje”, entre outros.

Com curadoria de Carla Italiano e Leonardo Amaral, a programação traz toda a obra de Helena Solberg, entre eles os curtas a “Entrevista” (1966), que entrevista moças de formação burguesa do Rio de Janeiro sobre casamento, sexo e política; o poético “Meio Dia” (1970), inspirado em “Zero de Conduta” (1933) do cineasta francês Jean Vigo; e a primeira realização de Solberg nos EUA “A Nova Mulher” (1974). Esta última, costurada coletivamente pelo grupo International Women’s Film Project, oferece um panorama histórico da luta feminina por igualdade desde o século XIX.

Juntamente a “A nova mulher”, as duas produções seguintes da cineasta compõem o que a pesquisadora Mariana Tavares chamou de “Trilogia da Mulher”: “The Double Day” (1975) e “Simplesmente Jenny“ (1978). O primeiro examina as condições da mão de obra feminina na Argentina, Venezuela e Bolívia, enquanto o último se dedica à vivência de três jovens em um reformatório boliviano para adolescentes.

O olhar formal aguçado se alia a um sentido de urgência a fim de responder a sua época, culminando na segunda, e mais prolífica, frente de investigação de seu cinema: os documentários politicamente engajados, militantes, que transitam por países da América Latina. Dentre eles, destacamos: “Das Cinzas – Nicarágua Hoje” (1982), acerca do Movimento De Libertação Sandinista e sua luta contra o regime ditatorial de Somoza na Nicarágua; “Chile: pela razão ou pela força” (1983); e “Terra dos Bravos” (1986).

Não por acaso, o retorno da realizadora ao Brasil ocorreu por meio de uma das brasileiras de maior reconhecimento internacional, no filme “Carmem Miranda: Banana is My Business” (1994), finalizado no momento da chamada “retomada do cinema nacional”, nos anos 90.

A atual fase de sua carreira aponta para novos rumos: a adaptação ficcional de um diário toma forma em “Vida de Menina” (2004), marcando sua estreia na direção de uma ficção em longa-metragem, enquanto “Palavra (En)cantada” (2009) e “Alma da gente” (2013) estreitam as relações entre música popular e poesia brasileira. Por fim, realiza o longa-metragem “Meu corpo, minha vida” (2017), que trata de uma discussão seminal nos atuais contextos sociais e políticos brasileiros: o aborto.

A Retrospectiva é patrocinada pelo Banco do Brasil e organizada pela coletivo Filmes de Quintal.

Fotos e trechos dos filmes no link abaixo: www.dropbox.com/sh/n89la5h167wzzol/AAAAsQ-EZIufmO_JR4aHivgYa?dl=0

  • Serviço
  • Retrospectiva Helena Solberg
  • Data: de 07 a 19 de março de 2018
  • Entrada Franca
  • Local: CCBB São Paulo
  • Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro | São Paulo – SP
  • Capacidade Cinema: 70 lugares
  • Horários e classificação indicativa no site
  • Ingressos: serão distribuídos a partir de uma hora antes de cada sessão, na bilheteria do local
  • Funcionamento da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

*** Evento acontece de 7 a 19 de março no CCBB São Paulo

*** Aula Magna com a diretora no dia 17/03

***Sessões comentadas por pesquisadores especialistas e debates

*Entrada gratuita

 

  • GRADE DE PROGRAMAÇÃO
  • SÃO PAULO – DIA A DIA
  •  
  • 07/03 – Quarta
  • 19h15 Carmen Miranda: Bananas Is My Business (92′, 1994, 35mm) / 14 anos
  •  
  • 08/03 – Quinta – Dia da mulher
  • 17h Simplesmente Jenny (32′, 1977), A Dupla Jornada (54′, 1975, digital) / 16 anos
  • 19h30 Meu Corpo Minha Vida (73′, 2017, digital) / 16 anos
  •  
  • 09/03 – Sexta
  • 15h30 Terra dos Bravos (60′, 1986, digital) / 14 anos
  • 17h Retrato de um Terrorista (28′, 1985, digital), A Conexão Brasileira (58′, 1982/1983, digital) / 16 anos
  • 19h A Terra Proibida (58′, 1990, digital) / 16 anos
  • Seguida de debate com Mariana Souto
  •  
  • 10/03 – Sábado
  • 16h30 Meio-dia (11′, 1970, digital), A Entrevista (20′, 1966, digital), A Nova Mulher (40′, 1974, digital) / 14 anos
  • Seguida de debate com Ramayana Lira
  • 18h45 Chile: Pela Razão ou Pela Força (60′, 1983, digital) / 16 anos
  •  
  • 11/03 – Domingo
  • 16h30: Das Cinzas… Nicarágua Hoje (60′, 1982, digital) / 16 anos
  • 18h00 Vida de Menina (101′, 2004, digital) / 14 anos
  •  
  • 12/03 – Segunda
  • 17h Palavra (En)cantada (84′, 2009, digital) / 12 anos
  • 19h30 Terra dos Bravos (60′, 1986, digital) / 14 anos
  •  
  • 14/03 – Quarta
  • 15h30 Chile: Pela Razão ou Pela Força (60′, 1983, digital) / 16 anos
  • 17h Brasil em Cores Vivas (30′, 1997), A Alma da Gente (80′, 2013, digital) / 14 anos
  • 19h30 A Terra Proibida (58′, 1990, digital) / 16 anos
  •  
  • 15/03 – Quinta
  • 17h Retrato de um Terrorista (28′, 1985, digital), A Conexão Brasileira (58′, 1982/1983, digital) / 16 anos
  • 19h MESA REDONDA Engajamento e militância décadas 1970-1980 / Livre
  • com Edson Teles e Thais Blank
  •  
  • 16/03 – Sexta
  • 17h Das Cinzas… Nicarágua Hoje (60′, 1982, digital) / 16 anos
  • 19h Meu Corpo Minha Vida (73′, 2017, digital) / 16 anos
  • Seguida de debate com Elisa Gargiulo e Zita Carvalhosa
  •  
  • 17/03 – Sábado
  • 16h AULA MAGNA com Helena Solberg / Livre
  • 18h15 Meio-dia (11′, 1970, digital), Vida de Menina (101′, 2004, 35mm) / 14 anos
  •  
  • 18/03 – Domingo
  • 16h30 Carmen Miranda: Bananas Is My Business (92′, 1994, 35mm) / 14 anos
  • 18h30 Meio-dia (11′, 1970, 16mm), A Entrevista (20′, 1966, 16mm), A Nova Mulher (40′, 1974, 16mm) / 14 anos
  •  
  • 19/03 – Segunda
  • 15h Palavra (En)cantada (84′, 2009, digital) / 12 anos
  • 17h Brasil em Cores Vivas (30′, 1997, digital), A Alma da Gente (80′, 2013, digital) / 14 anos
  • 19h15 Simplesmente Jenny (32′, 1977, digital), A Dupla Jornada (54′, 1975, digital) / 16 anos
  •  
  • SÃO PAULO
  • DEBATES
  •  
  • 09/03 – Sexta
  • 19h A Terra Proibida (58′, 1990) / 16 anos
  • Seguida de debate com a pesquisadora Mariana Souto
  •  
  • 10/03 – Sábado
  • 16h30 Meio-dia (11′, 1970), A Entrevista (20′, 1966), A Nova Mulher (40′, 1974) / 14 anos
  • Seguida de debate com a professora Ramayana Lira
  •  
  • 15/03 – Quinta
  • 19h MESA REDONDA Engajamento e militância décadas 1970-1980
  • com o professor Edson Teles e a pesquisadora Thaís Blank / 12 anos
  •  
  • 16/03 – Sexta
  • 19h Meu Corpo Minha Vida (73′, 2017) / 16 anos
  • Seguida de debate com a ativista Elisa Gargiulo e a produtora Zita Carvalhosa
  •  
  • 17/03 – Sábado
  • 16h AULA MAGNA com Helena Solberg / Livre
  • com tradução em libras
Paulo Verlings dirige e atua em “A Peça Escocesa”
Paulo Verlings dirige e atua em A Peça Escocesa, texto inédito de Marcia Zanelatto que estreia nacionalmente dia 3 de março, no Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues
 
Obra original livremente inspirada na mais curta e contundente tragédia de Shakespeare: Macbeth,
procurando dar voz ao que o Shakespeare não disse, não pode dizer ou quis dizer nas entrelinhas.
O título faz alusão a uma “superstição” de 400 anos relacionada a obra dO Bardo
Em cena dois atores e uma banda criam uma espécie de “Word Concert”
O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 3 de março a 1º de abril de 2018, quinta a domingo, às 19h, A Peça Escocesa. Obra original livremente inspirada na mais curta e mais contundente tragédia de Shakespeare: Macbeth. Em cena Carolina Pismel e Paulo Verlings são acompanhados pela Banda Dagda, criando uma espécie de “Word Concert”. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.
Concebido pelo ator, diretor e produtor Paulo Verlings, o espetáculo trata de ambição, jogos de poder, compensação e cobiça, dando um ponto de vista contemporâneo às personagens Macbeth e Lady Macbeth. Verlings irá lançar-se em uma investigação na busca de uma cena fundida entre a “palavra e a música”, pesquisando um ponto de vista contemporâneo sobre a espetacularização da monarquia. Uma arena de gladiadores contemporâneos se instaurará e o público se deliciará com um arrojado recorte de um épico contemporâneo.
 
A dramaturgia original assinada por Marcia Zanelatto traz à tona vozes subterrâneas criando uma polifonia que transcende a ideia de personagem. O jogo exige deslocamentos diversos dos atores, que dão vozes desde os corcéis do Rei Duncan, decepcionados com a humanidade, até o vozerio sobrenatural das bruxas, passando, é claro, pelos protagonistas da obra original.
– Os clássicos de William Shakespeare continuam presentes no imaginário artístico e universal. Seus enredos, epopeias mirabolantes, personagens construídos meticulosamente e munidos de real humanidade, fascinaram o mundo e atravessaram os séculos. Todos esses desejos e questionamentos sobre o humano, na obra de Shakespeare, é o que nos inspira e move a nos debruçarmos nesse projeto para criarmos uma obra original –, comenta Paulo Verlings.
Mas não é a história de Shakespeare que Verlings e Zanelatto estão encenando. Não é a história de Shakespeare que os espectadores vão assistir. Com A Peça Escocesa a dupla procura dar voz ao que Shakespeare não disse, não pode dizer ou quis dizer nas entrelinhas, nos “espaços”, nas ausências de Lady Macbeth. A dramaturga considera que O Bardo pode ter sido censurado.
– Creio que o melhor trabalho que posso fazer, ao lidar com uma obra prima como Macbeth, é ouvir as vozes subterrâneas, revelar o que não foi dito no clássico – seja por questões sociopolíticas referentes ao Reino Unido do Século 17 ou por opções de estrutura dramatúrgica – e assim transmiti-lo na atualidade. Não quero contar a história ou adaptá-la. Eu quero fazer ouvir a vida interior e arquetípica dos personagens à luz do nosso tempo, uma espécie de peep show da alma, como fizemos em Tristão e Isolda, que marca meu encontro com o Paulo Verlings, sob direção de Guilherme Leme Garcia. Por exemplo, há na estrutura emocional da peça de Shakespeare, além do problema da ambição desmedida, que reinscrevo como uma necessidade de compensação pelo que não se tem (já que a peça está na transição do feudalismo para o capitalismo – o tempo do TER), uma forte questão de gênero, na medida em que todo poder é do homem, Macbeth, mas toda potência é da mulher, Lady Macbeth. Meu processo de trabalho foi examinar em Macbeth, a gênese do homem militar, bélico, talhado para a guerra chegando ao governo com sua marca de matador profissional e completamente paranoico. E reinscrever Lady Macbeth no lugar feminista, levantando a hipótese de sua ação derivar da caça às bruxas: alçar-se à condição de rainha pode ter sido uma estratégia para escapar da fogueira da inquisição. Ou você acha que a relação de Lady Macbeth com as bruxas começa quando ela recebe a carta de Macbeth dizendo que recebeu a predição de que seria rei? Pra mim, e o que quero apresentar ao público, é a hipótese de que Lady Macbeth era da linhagem das bruxas e sua ação foi de resistência. Agora, o que temos a examinar em A Peça Escocesa é o que ocorre quando a resistência feminina decide jogar o jogo patriarcal –, comenta Marcia Zanelatto.
A equipe de artistas criadores conta ainda com Ricco Viana (direção musical), Mina Quental (cenário), Flavio Souza (figurinos), Vini Kilesse (visagismo), Tiago e Fernanda Mantovani (iluminação) e a Banda Dagda é composta pelos músicos Antonio Fischer-Band (teclado), Arthur Martau e Kim Fonseca (guitarras), Pedro Velho (baixo) e Victor Fonseca (bateria).
A Peça Escocesa consolida a parceria entre a dramaturga Marcia Zanelatto e o diretor Paulo Verlings. A dupla iniciou sua ligação no espetáculo Fatal (2016), com o qual Marcia foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto. A parceria mais recente, o espetáculo ELA (2017), está indicado ao Prêmio Shell, concorreu ao Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto e Botequim Cultural de Melhor Diretor, sendo vencedor do Prêmio Botequim Cultural de Melhor Texto.
Ficha Técnica
Texto: Marcia Zanelatto
Direção e Concepção: Paulo Verlings
Elenco: Carolina Pismel e Paulo Verlings
Diretor Assistente: Flávio Souza
Assistência de Direção: Orlando Caldeira
Músicos: Banda Dagda (teclado: Antonio Fischer-Band | guitarras: Arthur Martau e Kim Fonseca | baixo: Pedro Velho | bateria: Victor Fonseca)
Direção Musical: Ricco Viana
Cenário: Mina Quental
Figurinos: Flavio Souza
Desenho e Técnico de Som: Luciano Siqueira
Visagismo: Vini Kilesse
Iluminação: Tiago e Fernanda Mantovani
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos: Paula Kossatz
Vídeo: Eduardo Chamon
Projeto Gráfico: Raquel Alvarenga
Produção Executiva e Marketing Cultural: Heder Braga
Direção de Produção: MS Arte & Cultura | Aline Mohamad e Gabriel Salabert
 
Serviço
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues
Endereço: Av. República do Chile, 230, Centro, Rio de Janeiro / Entrada pela Av. República do Paraguai (próximo ao Metrô e VLT Estação Carioca)
Informações: (21) 3509-9600 / 3980-3815
Temporada: 3 de março a 1º de abril, quinta a domingo, às 19h.
Ingressos: R$ 20 (plateia) e R$ 10 (balcão). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 400 lugares (mais 08 para cadeirantes) Acesso para pessoas com deficiência
Bilheteria de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos
EDUARDO DUSSEK É SHOW NO RIVAL PETROBRAS

 Não poderia haver melhor casa para um espetáculo que une música e humor

Não é de hoje a relação do cantor e compositor Eduardo Dussek com o Rival Petrobras. Afinal de contas, a tradição teatral e musical dos espetáculos de revista tem tudo a ver com showman que é Dussek. E é exatamente uma combinação de música e humor que o artista vai apresentar no próximo dia 22, às 19h30, no Rival Petrobras.

Neste show em pleno verão carioca, Dussek vai reviver canções de várias épocas, umas conhecidas, outras esquecidas no baú, garimpadas e renovadas; além de algumas inéditas. O artista preparou um repertório mesclando músicas engraçadas com seus standards românticos, sempre interagindo com a plateia, usando e abusando de seu humor diferenciado. A garantia é de um espetáculo alegre, alto astral, que faz o público participar e rir sem medo de ser feliz.

Acompanhado pelo baterista e percussionista Márcio Mazza e do baixista e bandolinista Franklin Gama, Dussek ataca com seu inseparável piano, num show animado e contagiante. Com a irreverência que é sua marca, o artista exorciza os fantasmas dele e os nossos, fazendo o público cantar e dançar com descontração.

A tradição teatral de Dussek faz com que seus shows sejam altamente divertidos, com outros focos além da música. Há textos, brincadeiras e pequenas performances que fazem com que o roteiro não fique limitado apenas à apresentação de uma sequência de canções. Mas é certo que não vão faltar as pérolas dussekianas, como “Nostradamus”, “Rock da cachorra” (o big presente de Leo Jaime,  cantada em bossa nova),  “Cantando no banheiro”  ( com versão em inglês), “Pilosofia Vurtuguesa” (impagável) e a “romântica” “A vingança é um caminhão sem freio que vem na contramão”.

É show para todo mundo esquecer os problemas lá fora, acabar com o estresse do dia a dia e se divertir com um espetáculo com a irreverência do carioca, a cara do Rio de Janeiro, que só podia mesmo ser no Teatro Rival!

 

  • SERVIÇO: Eduardo Dussek
  • Data: 22/02/2018
    Local: Teatro Rival Petrobras
    Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33/37
    Preço:  R$60 (Plateia A) e R$ 50 (Plateia B)
  • Horário: 19h30h
    Abertura dos portões: 18h
    Classificação etária: 18 anos. Menores entram acompanhados dos pais, ou dos responsáveis legais mediante apresentação de autorização; proibida venda de bebida alcoólica e permanência após 22h.

    BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA
    Bilheteria do Teatro Rival
    Rua Álvaro Alvim, 33/37
    Terça a sexta-feira das 13h às 21h

Comédia – SABE QUEM DANÇOU? Reestreia De 22 á 25 de Fevereiro – Teatro Gonzaguinha

Texto de Zeno Wilde reflete sobre a corrupção e a marginalização de jovens carentes.

Ambientada nos anos 1980, a tragicomédia “Sabe Quem Dançou?”, de Zeno Wilde, mesmo autor de Blue Jeans e Zero de Conduta, estará no palco do Teatro Gonzaguinha. Com novo elenco, a peça dirigida por Hermes Carpes acompanha personagens marginalizados para tratar de temas como jovens de rua, milícia, prostituição e roubos. Em cena, as mazelas, personagens, contexto, linguagem e situações que se aplicam perfeitamente aos dias atuais. A postura realista adotada na peça provoca choque e reflexão sobre questões tão conhecidas, mas muitas vezes ignoradas.

O personagem central é Madonna (Hermes Carpes), receptador de objetos roubados, que ampara meninos em sua casa. A primeira montagem ocorreu em 1990, com Clodovil Hernandes (1937-2009) no papel principal e recebeu prêmio por melhor texto, em 1990, do “Timochenco Wehbi”. Foi finalista de melhor texto pelo prêmio Shell em 1991.

“Peças teatrais são diferenciadas por diversos parâmetros, mas independente de sua classificação, uma peça tem que ser feita por gente que entende o que é Teatro, e que se entrega ao ofício com talento e suor, com prazer e amor pelo que faz. Essa tragicomédia me proporcionou ótimos momentos. Com texto realista, porém sem ser exagerado, mostra uma das facetas do submundo da sociedade, onde a lei da selva se impõe.” Jorge Leão – Jornalista, Produtor Cultural, Editor das revistas impressas Guia Teatro Carioca e Barra Cultura & Lazer.

SINOPSE SUGERIDA: Madonna e Passarinho vivem em um lugar, onde religião, roubos, crimes, milícia e segredos se misturam. Para eles, matar talvez seja a única maneira de sobrevivência.

FICHA TÉCNICA:

Texto: Zeno Wilde

Direção: Hermes Carpes

Elenco: Hermes Carpes, Ronaldo Spedaletti, Ferruccio Cornacchia e Rodrigo Pinelli

Atores convidados: Saint-Clair de Castro e Kalel de Oliveira

Fotografia: Italo Cardoso, Ana Paula Andrade e Fatima Louback

Sonoplastia e iluminação: Walter Lima

Produção, Cenário, figurino: Carpes Produções

Assistente de produção: Drigo de Lisboa

Produção executiva: Sueli Soares

Realização: Hermes Carpes

Assessoria de imprensa: Minas de Ideias

https://www.youtube.com/watch?v=dd9y8qcbwIc

https://www.youtube.com/watch?v=K950QM9Nw_I

  • SERVIÇO:
  • Sabe quem dançou?
  • Local: Teatro Municipal Gonzaguinha (Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian)
  • EndereçoRua Benedito Hipólito, nº 125, Praça XI – Centro
  • Sessões: De 22 à 25 de Fevereiro
  • Horário: Quinta, sexta e sábado 19:30h e Domingo 18h
  • Ingressos: R$ 40,00 (inteira) R$ 20,00 (meia)
  • Vendas: Na bilheteria do Teatro  ou no site: https://www.bilheteriaexpress.com.br
  • Duração: 70 min.
  • Classificação: 18 anos
  • Gênero: Tragicomédia
  • Capacidade: 130 Lugares
  • Contato: (11) 98682 2701 Hermes Carpes
MATHEUS NACHTERGAELE APRESENTA MONÓLOGO NO TEATRO DA CAIXA NELSON RODRIGUES

Em Processo de Conserto do Desejo, ator presta uma homenagem e incorpora o eu lírico da sua mãe, a poetisa Maria Cecília Nachtergaele

 O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 25 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018 (quinta a domingo), às 19h, a peça Processo de Conscerto do Desejo. O espetáculo é uma homenagem que o ator Matheus Nachtergaele faz à mãe, Maria Cecília Nachtergaele, que faleceu em 1968. No palco, ele recita os textos da poetisa acompanhado do músico Luã Belik e do violinista Henrique Rohrmann. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

A peça teve sua estreia em julho de 2015, quando Matheus e Luã Belik apresentaram, no Festival de Teatro de Ouro Preto e Mariana (MG), um recital com músicas que compuseram juntos, acompanhados dos poemas de autoria da mãe de Matheus, além das canções por ela adoradas. O título mistura as palavras concerto conserto.

Na segunda etapa do processo, Matheus passa a dizer os textos de Maria Cecília em primeira pessoa, numa operação delicada de possessão e homenagem. Há dois anos na estrada, a peça já passou por cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza, Brasília, Paraty, Uberlândia, Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul, entre outras.

A construção desse espetáculo, segundo o ator e diretor, acontecerá diante do público: “Preciso das pessoas como observadores emocionados. Quero ir consertando meu desejo de acordo com essa emoção, dia após dia. Como na vida. Como no teatro. Isso, só o teatro pode nos trazer. Temos um ator, um violão, lindos poemas e a canção. Tudo pequenininho para a grandeza do essencial: artista e espectador em oração profana”, afirma.

Sobre Matheus Nachtergaele:

Matheus Nachtergaele é um ator e diretor brasileiro com intensa atuação no teatro, cinema e televisão. Iniciou sua carreira teatral com o cultuado diretor paulista Antunes Filho, em 1989. No ano seguinte, ingressou na Escola de Arte Dramática (USP-SP) e logo estreou nos palcos profissionalmente, participando de diversas montagens com o Teatro de Vertigem e recebendo prêmios como o Shell, Mambembe e APCA.

 

Estreou no cinema em 1997, com o filme O que é isso, companheiro? e, desde então, atuou em cerca de trinta filmes, destacando-se e sendo igualmente premiado. Em 2008, inicia carreira atrás das câmeras, como roteirista e diretor do longa-metragem A Festa da Menina Morta, exibido na mostra “Um Certain Règard”, na seleção oficial do Festival de Cannes. Pelo trabalho, recebeu o prêmio de melhor diretor nos Festivais do Rio, Chicago e de Gramado. Na televisão atua continuamente em produções da Rede Globo, incluindo as recentes Cordel Encantado e o remake de Saramandaia.

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=D0VZANBL4fs

Ficha Técnica

Textos: Maria Cecília Nachtergaele

Direção e Interpretação: Matheus Nachtergaele

Violão: Luã Belik

Violino: Henrique Rohrmann/ Bryan Diaz

Coordenação geral de Produção: Miriam Juvino

Direção de Produção: Jéssica Santiago e Rafael Faustini

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Corpo: Natasha Mesquita

Voz: Célio Rentroya

Iluminação: Orlando Schinder

Contra Regra: Cedelir Martinusso

Artes Visuais: Cláudio Portugal e Karina Abicalil

Manutenção de Artes Visuais: Thamires Trianon

Realização: 9MESES Produções e Faustini Produções

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

 

  • Serviço:
  • Processo de Conscerto do Desejo
  • Duração: 50 min.
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues              
  • Endereço: Avenida República do Chile, 230, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
  • (Entrada pela Avenida República do Paraguai).
  • Informações: (21) 3509-9600(21) 3980-3815
  • Datas: de 25 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018 (quinta a domingo)
  • Horário: às 19h
  • Ingressos: Plateia: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)/ Balcão: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
    Lotação: 
    400 lugares (mais 08 para cadeirantes) ​
  • Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
  • Classificação indicativa: ​16 anos
  • Acesso para pessoas com deficiência
“A VIDA DE GALILEU”, DE BERTOLT BRECHT, ESTREIA NO TEATRO MUNICIPAL MARIA CLARA MACHADO

 

Após mais de um ano em cartaz no Museu da Vida, da Fiocruz, adaptação dirigida por Daniel Herz e João Marcelo Pallotino chega ao Planetário da Gávea

Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. E para fugir da fogueira, teve que negar tudo aquilo em que acreditava. A história de Galileu Galilei vai ser contada a partir de 1º de dezembro no palco do Teatro Municipal Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea. Baseada no texto “A vida de Galileu” (Leben des Galilei, no título original em alemão), do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça homônima ficou em cartaz por mais de um ano no Museu da Vida, da Fiocruz. Na montagem, dirigida por Daniel Herz e João Marcelo Pallotino, cabe a Roberto Rodrigues interpretar o cientista, enquanto oito atores se alternam em outros papéis.  Toda a trama se passa no século 17, mas podia ser nos dias de hoje.

“Naquela época, havia uma força retrógrada muito forte por parte da Igreja, que, por motivos de poder e motivos obscuros não estava aberta ao novo, à diferença. Diria que hoje a gente está vivendo um retrocesso muito grande. Nesse sentindo, essa montagem faz uma dupla leitura: a da época do Galileu e a da homenagem aos cientistas que foram expulsos da Fiocruz durante o regime militar. Mas ainda tem uma terceira camada: que a gente está vivendo hoje, de profundo retrocesso na cultura, no que diz respeito às conquistas que a sociedade obteve em relação à diversidade e às diferenças. É um momento bastante assustador e, infelizmente, o texto mostra-se profundamente atual”, compara Daniel Herz, que foi convidado pela Fiocruz para fazer a encenação do texto, no ano passado, por conta da celebração dos 30 anos da reintegração dos pesquisadores, que puderam retornar à Fiocruz após a injustiça que sofreram. Na época, o governo brasileiro cassou os direitos políticos e a aposentadoria de dez pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que foram proibidos de entrar em seus laboratórios dentro da instituição.

Para homenageá-los, o espetáculo é entrecortado por depoimentos dos cientistas afastados. A ação se dá em um cenário propositalmente redondo.

“Essa circularidade é inspirada no próprio Galileu, com a ideia de mostrar que a Terra não está no centro do universo. A Terra está circulando, a vida está circulando, os valores estão circulando e o teatro também. O público se identifica com essa história, que tem uma dinâmica moderna, bem contemporânea e traz a ideia de você testemunhar os atores contando uma história, se revezando nos papeis”, defende Daniel.

Durante os ensaios, elenco e direção inseriram elementos para revitalizar a montagem e encaram o desafio de contar uma história não apenas para o público adulto, mas também para os jovens, já que muitos alunos de ensinos fundamental e médio assistiram à peça. Estudantes e professores da rede pública de ensino têm entrada gratuita garantida nas sessões do espetáculo.

“A ciência e o teatro precisam dos jovens: a juventude tem a mudança nos seus hormônios. Essa peça une arte e ciência e isso já vale a aventura de abrir o pano”, conclui Daniel.

A peça está sendo realizada com recursos adquiridos por meio de parcerias feitas com o uso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. Esse projeto conta com patrocínio da Dataprev e do Grupo Seres.

Sinopse

Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. Baseada no texto homônimo do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça “A vida de Galileu” dialoga com os públicos jovem e adulto. Matemático, astrônomo e físico italiano nascido em 1564, Galileu, decidido a explorar aspectos desconhecidos do Universo, construiu um telescópio em 1609 com mais capacidade do que os que existiam à época. Manchas solares e os satélites de Júpiter são algumas de suas descobertas. Galileu defendeu a teoria heliocêntrica de Copérnico, segundo a qual o Sol é o centro do Universo e não a Terra, o que o fez ser perseguido pela Igreja Católica. Para fugir da fogueira, teve que negar aquilo em que acreditava.

A encenação associa a questão do autoritarismo com o episódio que ficou conhecido como Massacre de Manguinhos, quando dez cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados e foram forçadamente aposentados durante a ditadura militar. Os cientistas foram proibidos de entrar em seus laboratórios e muitas de suas pesquisam foram paralisadas. Mais informações em https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/cartilha-sobre-reintegracao-dos-pesquisadores-cassados]

 “A peça discute a relação dos cientistas, enquanto intelectuais de uma sociedade, com a sustentação do autoritarismo ou da democracia e da liberdade. Além disso, aborda em muitas cenas porque o cientista deve se aproximar da população. É uma discussão em que a divulgação científica é peça central. Todos esses elementos estão bastante presentes na peça a partir dos dilemas que o próprio Galileu enfrenta”, esclarece Diego Vaz Bevilaqua, um dos idealizadores do projeto.

Ficha Técnica

A Vida de Galileu (de Bertolt Brecht)

Direção geral – Daniel Herz

Direção – Daniel Herz e João Marcelo Pallottino

Diretor assistente – Clarissa Kahane

Tradução – Roberto Schwarz

Adaptação do texto – Daniel Herz, Diego Vaz Bevilaqua, Letícia Guimarães e Wanda Hamilton

Elenco –  Andressa Lameu, Carol Santaroni, Diego de Abreu, Ingra da Rosa, Leandro Castilho, Letícia Guimarães, Pablo Paleologo, Roberto Rodrigues e Sérgio Kauffmann

Direção musical e música original – Leandro Castilho

Cenário – Fernando Mello da Costa

Figurino – Carla Ferraz

Luz – Aurélio de Simoni

Operação de luz – Lívia Ataíde

Operação de som – Rafael Silvestre

Operação de vídeo – Mariluci Nascimento

Direção de movimento – Janice Botelho
​Programação visual – Alana Moreira e Flávia Castro

Assessoria de imprensa: Haendel Gomes (COC/Museu da Vida), Sheila Gomes e Sara Paixão

Produção executiva – Fernanda Avellar e Mariluci Nascimento

Direção de produção – Geraldo Casadei

  • Serviço
  • Teatro Municipal Maria Clara Machado (dentro do Planetário da Gávea)
  • Temporada: de 1º a 17 de dezembro, sextas, sábados 21h e domingos, às 20h
  • Ingresso: Inteira R$20,00 Meia R$10,00 – Gratuidade para professores e alunos da rede pública de ensino
  • Classificação Indicativa: a partir de 10 anos
  • Duração: 75 minutos
  • Gênero: Drama
  • Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ, 22451-000
  • Telefone: 2274 7722
  • E-mail institucional: teatromclaramachado.cultura@gmail.com
  • Horário de funcionamento: 14h às 22h
Chega a semifinal do concurso Rival Rebolado “Rainhas da noite”

 

Idealizado por Alê Youssef, Leandra Leal e Luis Lobianco, o ‘Rival Rebolado’ convida para conhecer a ganhadora da sua 3ª temporada. A semifinal acontece nessa quarta-feira, dia 22 de novembro, às 19h30

Sempre valorizando a diversidade – necessária e maravilhosa –, a programação da casa traz, mais uma vez, o teatro de revista contemporâneo do Rival Rebolado, que ganhou o Prêmio do Humor 2017, criado por Fábio Porchat, na categoria Projeto Especial. Idealizado por Alê Youssef, Leandra Leal e Luís Lobianco, o espetáculo é variado, combinando videokê, esquetes, homenagens a estrelas – como Rogéria, Lorna Washington e a jovem Suzy Brasil – e a semifinal do concurso de drag queens. No dia 22, o tema será “Rainhas da Noite” e serão escolhidas duas finalistas para se juntarem às duas selecionadas mês passado. A final é em dezembro

RIVAL REBOLADO
Espetáculo que promove o retorno do Teatro de Revista à Cinelândia realiza terceira temporada no Teatro Rival Petrobras.
Idealizado por Alê Youssef, Leandra Leal e Luis Lobianco, o Rival Rebolado surgiu em setembro de 2016 como um projeto de Teatro de Revista contemporâneo. Durante todas as terças-feiras daquele mês, o público fazia fila na porta horas antes da abertura do teatro para conferir os esquetes, homenagens às grandes estrelas da noite como Rogéria, Divina Valéria, a veterana das transformistas Lorna Washington e drags de sucesso de gerações mais recentes como Suzy Brasil. Antes do espetáculo, público e artistas se divertiam cantando no videokê do Rebolado. Um dos destaques é o concurso de drags ‘A Melhor de 4’ que já coroou duas ‘Rainhas da Cinelândia’. O evento foi sucesso absoluto e uma segunda temporada era inevitável, o que aconteceu em novembro do mesmo ano.

O sucesso foi tão expressivo que rendeu ao Rival Rebolado o Prêmio do Humor 2017, idealizado por Fábio Porchat, na categoria “Projeto Especial”.
Depois de edições pontuais e temáticas, como no Natal e no Carnaval, o Rival Rebolado está volta para a sua 3ª temporada, dessa vez com edições mensais às quartas-feiras no Teatro Rival Petrobras, começando no dia 12 de abril.

“Voltamos com o espetáculo agora com edições mensais! A cada segunda 4ª-feira do mês um espetáculo inédito será apresentado e continuaremos resgatando uma das vocações do Rival, que é ser o palco do teatro de revista. E em cada mês teremos um tema que vai pautar o espetáculo e os números do concurso de drag queens ‘A Melhor de 4’, que vai durar o ano todo. A grande final será em dezembro”, comenta Leandra Leal.

Nessa temporada o Rival Rebolado estará ainda mais conectado à tradição do teatro de revista, levando à cena pela linguagem do humor, do burlesco e do desbunde, os acontecimentos atuais que marcam a cidade, o país e o mundo. Nesta oitava edição da 3ª temporada o tema é ‘RAINHAS DA NOITE’ e haverá a repescagem do concurso, com 4 candidatas, classificando duas para a final. As inscrições para participar do concurso são feitas por e-mail (rivalrebolado@gmail.com) e as participantes prepararam um número musical (ao vivo, dublado ou dançado), que é julgado pelo público.

Ficha Técnica:

Idealização: Alê Youssef, Leandra Leal e Luis Lobianco
Criação e Performances: Chayenne Furtado, Eber Inácio Ferreira, Fabiano de Freitas, Iara Niixe, Isabel Chavarri, Karina Karão, Leandra Leal, Luis Lobianco, Sidnei Oliveira
Direção Artística: Fabiano de Freitas e Isabel Chavarri
Produção Executiva: Nely Coelho

Quarta-feira, 22 de novembro, única apresentação!
Abertura da casa: 18h30 / Videokê: 19h30 / Espetáculo: 20h30
Entrada: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada ou com doação de 1kg de alimento)

Teatro Rival Petrobras
Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro
(21) 2240-4469https://www.facebook.com/teatro.rival/

Capacidade: 400 pessoas
Censura: 18 anos

Alexandre Lino apresenta a comédia “O Porteiro” no Theatro Bangu Shopping dias 15 e 16 de novembro

Segundo monólogo da trilogia iniciada com Lady Christiny, O Porteiro traz histórias de porteiros do Rio, cujo destaque é o humor nordestino, com texto e direção de Paulo Fontenelle.

Considerada como uma das melhores comédias do ano pela crítica especializada, “O Porteiro”, novo monólogo de Alexandre Lino, chega ao Theatro Bangu Shopping para apenas duas apresentações nos dias 15 e 16 de novembro. As sessões acontecem quarta e quinta-feiras, 21h.

Com direção de Paulo Fontenelle, que também assina o texto, montagem presta uma grande homenagem a todos os porteiros brasileiros ao contar histórias reais desses profissionais. Com muito humor nordestino,texto foi montado a partir de histórias coletadas em entrevistas a vários porteiros nordestinos que deixaram sua cidade natal em busca da realização de seus sonhos no Rio de Janeiro.

Pode-se dizer que “O Porteiro” não é uma peça propriamente dita, é uma experiência interativa em que os espectadores são convidados a participar de um grande e divertido encontro de condôminos.

Personagem “Porteiro” não é novidade para Lino, pois como migrante nordestino considera que esta é uma das possibilidades reais para aqueles que buscam uma chance na “cidade dos sonhos”. Mas se na vida real ele nunca exerceu esse ofício nas artes está se tornando um especialista. Além da peça O Porteiro, Lino integra o elenco da série A Cara do pai, da rede Globo, dando vida a um porteiro.

Segundo Lino, é uma relação de afeto com essas pessoas, tão necessárias nas nossas vidas, que o faz nunca percebê-los da mesma forma quando vai interpretá-los. No entanto, se o ciclo de monólogos será concluído no próximo ano com um texto estrangeiro, que ator prefere não revelar, a saga de os porteiros nos palcos se despede com essa comédia documental.

Montagem dá sequência à linha investigativa da Documental Cia, que nasceu em 2012 com a peça Domésticas e passa por grandes sucessos como O Pastor (2013), Acabou o Pó (2014), Nordestinos (2015), Volúpia da Cegueira  e Lady Christiny (2016), que têm como um de seus pilares, um compromisso com o real e a perspectiva do pertencimento para suas obras.

 

“No meio de nossa sociedade existe um Brasil notado por poucos. Um grupo formado por pessoas que apesar de conviver conosco, até frequentar nossa casa e fazer parte de seu dia a dia, é como se não estivesse lá. O espetáculo O Porteiro inverte tudo isso, e são eles, os porteiros, os protagonistas. Com sua irreverência e muito humor, deixam a invisibilidade para apresentar a realidade como um grande parque de diversão. Afinal, invisível não são as pessoas, invisíveis são suas histórias.” Conclui Lino

Sinopse sugerida: Diante do não comparecimento do síndico a uma reunião de condomínio onde Waldisney trabalha, o porteiro assume o controle da situação.

 

LINK DE VIDEO: https://vimeo.com/chamon/review/233395372/b49e654165

  • FICHA TÉCNICA:
  • Texto e Direção: Paulo Fontenelle
  • Com: Alexandre Lino
  • Iluminação: Renato Machado
  • Cenário e Figurino: Karlla de Luca
  • Assistente de Direção: Rodrigo Salvadoretti
  • Preparação Corporal e voz: Paula Feitosa
  • Direção de Arte e Produção: Alexandre Lino
  • Produção Executiva: Equipe Cineteatro
  • Programação Visual: Guilherme Lopes Moura
  • Fotos: Janderson Pires
  • Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias
  • SERVIÇO
  • O Porteiro
  • SESSÕES dias 15 e 16 de novembro
  • Local: Theatro Bangu Shopping
  • Endereço: Rua Fonseca, 240 – Bangu, telefone:  21 2401 3631
  • Capacidade: 574 Lugares
  • Preço: R$ 60,00 Plateia Central (inteira), Balcão R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
  • Horários: Quarta e Quinta às 21h
  • Classificação: 16 anos
  • Duração: 60 minutos
  • Gênero: Comédia
  • http://bangushopping.com/pt_br/lazer/theatro-bangu-shopping/
  • Acessibilidade: Elevadores, rampas de acesso e assentos especiais.
  • Horário de funcionamento da bilheteria: De segunda a domingo, das 10 às 22h, inclusive feriados.
  • Estacionamento no Bangu Shopping
  • Reservas para grupos: Guilherme Romeu – guilhermeromeu@brainmais.com / (21) 96629 – 0012
  • Horário de atendimento – De Segunda a Sábado de 14h às 21h.