Espetáculo mistura teatro dança e manipulação de bonecos
O fim de semana será de boas opções de cultura e entretenimento para o público infantil. Entre elas, a estreia do espetáculo “ O último unicórnio”, uma mistura de teatro, dança e manipulação de bonecos que conta a história de Samuel, um menino dotado de muita imaginação, capaz de transfomar sua realidade em uma grande aventura diária.
Segunda aventura teatral da Ore e Cia, um coletivo formado por atores e bailarinos, a peça é dirigida por Márcio Moura, coreógrafo e gestor premiado no teatro infantil.
Ao adormecer em seu quarto, Samuel desperta no “Lado de Cá” e com o auxílio de seu boneco e amigo Bartolomeu que ganha vida, eles percorrem um mundo mágico com duendes, bruxos e seres mágicos onde tudo pode acontecer na busca pela Pedra da Imaginação. Durante o espetáculo ocorrem diversas aventuras para explorar o lado lúdico, criativo e a importância do uso imaginação, combustíveis essenciais para salvarem o último unicórnio que está prestes a desaparecer.
O Último Unicórnio é um espetáculo divertido, com uma linguagem simples, acessível a todos, e propõe uma mensagem encantadora cuja a preservação da inocência e da imaginação de uma criança podem salvar todo um reino mágico.
A temporada vai de 03 a 25 de novembro, sempre às 11h no Centro Cultural Parque das Ruínas ( Rua Murtinho Nobre, 169), em Santa Tereza, com classificação livre. O espetáculo tem 45 minutos de duração, com ingressos a R$15 ( meia) e R$30 inteira. Lotação de 86 lugares.
Serviço: O Último Unicórnio
Categoria: Infantil
Data: 03 a 25 de novembro
Horário : 11h
Classificação etária: livre
Local: Parque das Ruínas ( Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Tereza)
Ingressos: R$15 (meia)
Lotação: 86 lugares
Ficha Técnica
Direção e texto : Marcio Moura
Direção de produção : Lu Altman
Visagismo : Jorge Abreu
Figurinos : Edson Pereira , Alessandra Reis e Robson Alameda
Cenarios : Ore Cia
Bonecos : Marco Monte
Adereços : Aline Reis
Iluminação : Marcio Moura
Elenco : Yago Custodio ; Jan Oliveira ; Fagner Santos ;Diogo Bonfim e Caio Humbelino
Izabella van Hecke interpreta uma aeromoça que sonha fazer sucesso como atriz.
Baseado em histórias reais, a atriz Izabella Van Hecke dá vida à atrapalhada aeromoça Pérola, que, ao completar 25 anos de aviação e finalmente se aposenta, podendo agora retomar o sonho de adolescente, ser atriz. Para esta realização junta suas economias e aluga um teatro para montar um clássico grego: Jocasta. Mas louca como é, resolve inovar e arriscar na busca do tão sonhado prêmio Shell, trocando Édipo por Hamlet, e para mostrar todo seu potencial como atriz dramática, Pérola faz sua Jocasta ser paraplégica e com problemas auditivos. Sem perceber, nossa aeromoça vai se distraindo do seu clássico e acaba contando inúmeras histórias ocorridas dentro dos seus voos, com classe de pessoas que ela mais tem pavor na vida: Os passageiros.
SINOPSE
Stand Up retrata aeromoça que decide ser atriz. Personagens são baseados em histórias reais.
Texto: Marcio Azevedo
Direção: Marcio Azevedo e Milton Filho
Elenco: Izabella Van Hecke
Realização: 7 Marias produções Artísticas e Super Moça Produções
Foto: Nanah Garcia & Augusto França
Serviço:
Temporada: De 8 a 29 de novembro
Horário: quintas-feiras, 22h30
Valor do Ingresso: R$40,00 inteira, R$20,00 meia
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos
Gênero: Comédia
Local: Teatro Municipal Café Pequeno
Endereço: Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon – Telefone: 21 2294-4480
Não possui estacionamento.
Horário de funcionamento da bilheteria do Teatro: terça à sexta, de 16h às 20h, sábado e domingo, de 14h às 20h
Marcos Caruso, Tonico Pereira, Flavio Migliaccio, Regina Duarte estão entre os participantes da maior festa do teatro brasileiro.
O espetáculo “Forever Young” está indicado como Melhor Espetáculo pelo Júri Técnico e popular.
FOREVER
Foto Thyago Andrade.
Depois de uma maratona de 17 dias e mais de 50 atrações, a 13ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra, realizada de 17 a 30 de setembro em Angra dos Reis, divulgou os indicados ao 6º Prêmio FITA de Teatro. O Júri é formado pelo ator e escritor Sergio Fonta (presidente do Juri); a atriz Stella Freitas; o diretor de arte e cenógrafo José Dias e o diretor do Teatro Maison de France Cédric Gottesmann.
LOLOLEND
Categoria Especial:
Dançando no Escuro (pela inclusão de músicos deficientes visuais no espetáculo).
Denise Stutz (Direção de movimento de “Dançando no Escuro”)
Elenco de “A Vida não é um Musical – O Musical”
Prêmio Especial do Juri:
Para Marcos Caruso e Guida Vianna pelas brilhantes atuações nos espetáculos “O Escândalo Philippe Dussart” e “Agosto”, respectivamente.
Melhor Figurino:
Jorge Farjalla (Vou Deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)
Carol Lobato (A Vida não é um Musical – O Musical)
Patricia Muniz (Agosto)
Melhor Cenário:
Lucas Isawa ( O Leão no Inverno)
Carla Berry e Paulo de Moraes (Hamlet)
Carlos Alberto Nunes (Agosto)
Revelação:
Jefferson Melo (Ator no espetáculo “Favela 2”)
Herton G. Cratto (Autor dos espetáculos “Rugas”)
Ator Coadjuvante:
Fabricio Negri (Emilinha)
Rafael de Bonna (O Leão no Inverno)
Cláudio Mendes (Agosto)
Atriz Coadjuvante:
Lisa Eiras (Hamlet)
Cilene Guedes (Elizeth, A Divina)
Letícia Isnard (Agosto)
Melhor Ator:
Leopoldo Pacheco (O Leão no Inverno)
Flavio Migliaccio (Confissões de um Senhor de Idade)
Tonico Pereira (O Julgamento de Sócrates)
Melhor Atriz:
Janaína Bianchi (Forever Young)
Regina Duarte ( O Leão no Inverno)
Izabela Bicalho (Elizeth, a Divina)
Stella Maria Rodrigues (Emilinha)
Melhor Autor:
Yuri Ribeiro (Vou Deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)
Flavio Migliaccio (Confissões de um Senhor de Idade)
Leandro Muniz (A Vida não é um Musical – O Musical)
Ivan Fernandes (O Julgamento de Sócrates)
Melhor Diretor:
Ulysses Cruz (O Leão no Inverno)
Jorge Farjalla (Vou Deixar de ser Feliz por Medo de Ficar Triste?)
Martín Flores Cárdenas (Entonces Bailemos)
André Paes Leme (Agosto)
Melhor Música:
Miguel Briamonte (Direção musical e canções adicionais de Forever Young)
Ricardo Rente (Direção musical e arranjos de Kid Morengueira)
João Paulo Mendonça (Direção musical de Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?)
Melhor Espetáculo:
Forever Young
Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?
Elizeth, A Divina
Agosto
Destaque na FITA:
Para Alexandre Lino que iniciou sua trilogia nordestina na FITA com os espetáculos “Domésticas”, em 2012, “Nordestinos”, em 2015, e a concluiu nesta 13ª FITA com o cativante trabalho em “O Porteiro”.
Melhor Espetáculo Infantil (composto por crianças de Angra dos Reis):
Lololendi
O Pulgo e o Elefante
Da Mala que Sai
Melhor Espetáculo Júri Popular:
Forever Young
Confissões de um Senhor de Idade
Dançando no Escuro
O Júri do 6º Prêmio FITA de Teatro declara que:
1 – Apesar da inegável qualidade da cenografia do espetáculo “Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?”, o jurado José Dias, cenógrafo da referida montagem, por uma questão de ética, não participou das indicações nesta categoria.
2 – Em virtude do alto nível dos espetáculos apresentados na FITA 2018, foram colocadas 4 indicações em algumas categorias
3 – O corpo de jurados parabeniza João Carlos Rabello, criador da Festa Internacional de Teatro de Angra, pela iniciativa de desenvolver há tantos anos uma abrangente formação de plateia trazendo de barco crianças de escola da região para o evento.
Peças “A vida é uma comédia” e “Comédia em dose dupla” estréiam dia 13 e 14 de outubro, respectivamente
Após sair do reality show A Fazenda 10, a Atriz Vida Vlatt estréia dois espetáculos no Teatro Augusta, neste final de semana.
Sucesso na Tv desde a época em que contracenava com Clodovil Hernandes, e nos palcos de teatros de todo o Brasil, o público poderá acompanhar, a partir do dia 13 de outubro, sábado, a atriz na peça “A vida é uma comédia”. Onde Vida Vlatt leva todo seu talento e humor para os espectadores lotando teatros e casas de espetáculos de norte a sul do país.
Nesta comédia, a atriz se transforma em seis diferentes personagens, mostrando toda sua versatilidade e talento. O Espetáculo se inicia com a empregada Ofrásia, conhecida do grande publico, e que dá boas vindas a essa sessão de humor por onde desfilam outros diversos tipos de personagens.
Dentre eles: Carmela, uma italiana que adora vender tranqueiras para a platéia; Severina da Silva, nordestina, mãe de 18 filhos e grávida do 19º, que vem dar o ar da sua graça e contar de forma hilária suas dificuldades e problemas; Sarah Goldman, uma Judia que ensina truques e receitas na arte da cozinha; Mãe Maria de Fatima, portuguesa e esotérica que lê a sorte nos bolinhos de bacalhau; e Magaléty, uma menina muito mimada que arranca gargalhadas do publico com suas opiniões pra lá de sinceras.
Venha rir e se divertir com um espetáculo para toda a família. Afinal, apesar dos pesares, “A vida é uma comédia”!
Ainda nos domingos de outubro e dezembro, o público poderá se divertir com a peça “Comédia em dose dupla”, que estréia no dia 14, também apresentada pela atriz Vida Vlatt e pelo ator Pedro Fabrini.
Com cinco esquetes cômicas, os atores se desdobram em 10 personagens em diversas e inusitadas situações engraçadas e polêmicas. Branca de Neve, uma adolescente rebelde capaz de enlouquecer sua madrasta; Adão e Eva provando que os problemas de relacionamento surgiram desde a criação da humanidade; a desencarnada e o anjo, mostrando ao público que entrar no céu talvez não seja tão fácil quanto parece; Romeu e Julieta – o casal exemplo para tantos apaixonados – lavando a roupa suja no palco depois de mais de 20 anos casados; além da religiosa e sua assistente tradutora de libras, levando o público a gargalhadas entre uma pregação e outra enquanto exploram a fé alheia para se dar bem.
Serviços:
Peça “A vida é uma comédia”
Dias e horários: De 13 de outubro a 8 de dezembro, aos sábados, às 22 horas.
Ingressos: R$ 60 inteira e R$ 30 meia.
Local: Teatro Augusta.
Endereço: R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo – SP.
A Cia. Café com Leite apresenta o espetáculo de humor e improvisação Coffee Break dia 20 de outubro, 20h na Arena Chacrinha, Guaratiba.
A montagem tem a participação da plateia, e essa contribuição do público é fundamental para o sucesso do show. Todos criam e desenvolvem as histórias juntos. O espetáculo é construído ao mesmo tempo em que é assistido, através da colaboração do público que começa antes das portas serem abertas. Minutos antes do início do espetáculo, os atores conversam com o público, recolhendo ideias, histórias, sugestões que sirvam como tema para as histórias daquela apresentação. E quando soa o terceiro sinal, a magia do teatro acontece em cenas improvisadas e muito divertidas. São sete jogos de improvisação, alguns conhecidos pelo grande público e outros de autoria da própria companhia. É apresentado e conduzido pelos próprios atores sempre de uma maneira atual e dinâmica.
Criada em 2017 para competir no XIII Campeonato Carioca de Improvisação fase Ouro (amadora), conquistou o público e a classificação para a fase Platinum (profissional) na qual conseguiu um feito inédito, foi Campeão Carioca de Improvisação Teatral enfrentando os improvisadores mais experientes do cenário carioca, provando ser um grupo inovador.
Ficha Técnica
Texto: Cia. Café
Elenco: Marina Loureiro, Gustavo Filgueiras, Gabriel Cerqueira, Rodrigo Garcez
Direção: Luiz Felipe Martins
Serviço:
Coffee Break
Data: 20 de outubro
Horário: sábado, 20h
Valor do Ingresso: R$ 20,00 inteira; R$ 10,00 meia.
A FETAERJ – Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro – é uma instituição sem fins lucrativos e de utilidade pública estadual. Há 41 anos associa grupos de teatro com o objetivo de fomentar a criação, manutenção e a difusão do teatro no nosso estado e o incentivo à formação de plateia. Trabalha com o princípio da descentralização da produção cultural, realizando congressos, concursos, seminários, oficinas, mostras, intercâmbios, palestras, debates, leituras, cursos e festivais de teatro.
A partir dos trabalhos realizados, a Federação tem gerado oportunidades para o desenvolvimento de talentos mais diversificados: são autores, iluminadores, sonoplastas, maquinistas, contrarregras, atores, diretores, músicos com especialização na composição para o teatro, etc. Os resultados podem ser comprovados nas montagens que se multiplicam nos municípios e que excursionam pelo estado, sempre com primazia e qualidade artística, conteúdo e cultura e desta forma evidenciando o teatro de grupos, espaço em que jovens e adultos dedicam-se a aprimorar conhecimentos.
Por suas ações, a FETAERJ recebeu o Prêmio Golfinho de Ouro / Estácio de Sá (2000), concedido pelo Governo do Estado do Rio, o Troféu Mandacaru (2004), concedido pela prefeitura de Armação de Búzios pelos 4 anos de desenvolvimento teatral sistemático neste município, a Moção de Aplauso (2004), concedida pelo Ateneu Angrense de Letras, pela realização da FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra) e a Moção De Congratulação (2006), concedida pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pelo “excelente trabalho em prol da cultura brasileira”. Recentemente recebeu o Diploma Heloneida Studart de Cultura 2016, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
Na quarta-feira, dia 22 de agosto, às 19h, no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana, na Zona Sul do RJ, a atriz e rainha de bateria Viviane Araújo vai participar da leitura dramática do texto A TODA PODEROSA.
Viviane Araújo vai dar vida a DEUS. Ela será “A TODA PODEROSA”. Ao lado da atriz estará o ator e produtor cultural, Maciel Silva. A direção é de Catarina Abdalla e a produção de Carlos Conceição. O evento é gratuito e será apresentado pelo ator e diretor Fernando Reski.
Catarina Abdalla, atualmente está no elenco de Vai que cola. A atriz e diretora soma diversos trabalhos no currículo e entre eles, a Cuca do Sítio do Pica Pau Amarelo, que foi sua estreia em Tv, no ano de 1981.
A TODA PODEROSA
O texto retrata um lugar onde todos se odeiam, um local escuro, sombrio e monótono, o inferno. É como se fosse uma repartição pública. E, o Diabo, cansado de sua função, pede para que o congresso do céu lhe dê férias no Brasil, mas no mundo espiritual a burocracia também existe… Ele pensa em até abdicar do cargo, mas como Diabo é brasileiro, ele não desiste NUNCA! Só que existe burocracia, e, então, para tirar férias, o Diabo terá que pagar umas taxas no banco, passar no cartório para reconhecer firma, tirar cópias autenticadas de documentos, passar na Receita Federal, no INSS e ainda vai tentar marcar uma consulta num hospital público, para ver se está tudo, ok. Ele ainda terá que encarar uma operadora de telemarketing! E, nessa jornada Lúcifer vai até as últimas consequências, vai até clamar por DEUS, tudo para tentar conseguir o seu merecido descanso. O problema é que DEUS é uma mulher e como é onipresente e onipotente, ela tudo vê e tudo escuta. Sabe tudo o que Diabo. Mas, que tudo fique em harmonia. DEUS precisa que seu arquirrival esteja em seu lugar, ou seja, no inferno! Então, DEUS vai criar diversos empecilhos para atrapalhar essas férias do DIABO. Será que DEUS consegue?
BrLab ANUNCIA PROGRAMAÇÃO ABERTA E CONFIRMA A SEGUNDA EDIÇÃO DO BRPLOT – ENCONTRO DE ROTEIRISTAS *** Os autores Antônio Prata, Duca Rachid e Fernando Bonassi abrem o BrPlot
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*** Projetos de sete países compõem a seleção
Único laboratório de desenvolvimento de projetos audiovisuais no Brasil que incentiva e recebe projetos de toda América Latina e Península Ibérica, o BrLab anuncia a programação aberta de sua 8° edição – que acontece de 10 a 18 de agosto em São Paulo.
Pelo segundo ano consecutivo, o BrLab apresenta em parceria com a ABRA (Associação de Brasileira de Autores Roteiristas), o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc e a FAAP, o BrPlot – Encontro de Roteiristas, espaço em sua programação destinado à apresentação de uma série de mesas e debates dos quais participam renomados roteiristas, autores, produtores, entre diversos outros profissionais do audiovisual do Brasil e do exterior.
Anna Muylaert _ foto por GLEESON PAULINO
Em 2018, novamente com curadoria de Thiago Dottori, o BrPlot novamente abrirá as atividades do BrLab, dessa vez em umamesa com os prestigiados autores Antônio Prata, Duca Rachid e Fernando Bonassi, mediados pela jornalista Cristina Padiglione, que irão debater os desafios de escrita e suas diferentes formas de contar uma boa história, no dia 10/08, às 19h, no Auditório 1 da FAAP. O encontro ainda traz importantes nomes como Anna Muylaert, Marton Olympio, Paulo Lins, Carolina Jabor, Arnaldo Branco, Phil Parker, Zé Brandão, Felipe Braga, Marcia Vinci, Eliseo Altunaga, Julio Rojas, entre outros (programação completa abaixo).
O BrPlot é um braço de programação do BrLab, um workshop anual em que cineastas e produtores trabalham o desenvolvimento de seus futuros filmes. Durante o BrLab, duplas de representantes dos projetos selecionados dispõem de consultorias integrais aos seus projetos para melhor realização de seus produtos em aspectos fundamentais como roteiro, direção, produção e distribuição. As atividades incluem ainda palestras e encontros com profissionais do Brasil e do exterior, e a programação aberta do BrPlot.
A seleção da 8° edição do BrLab contempla futuros filmes de cineastas premiados e novos talentos audiovisuais da região como a colombiana Laura Mora, que participa com o projeto de seu segundo longa “Los reyes del mundo”. Também participam o português Ico Costa com “Naufrágio, Inhambane” e os brasileiros Leonardo Mouramateus com “A Pista de Dança”, Rodrigo Oliveira com “Os Primeiros Soldados” e Cesar Cabral com “Um Pinguim Tupiniquim”, entre outros.
Pela primeira vez, 4 dos selecionados são projetos de filmes de animação, que participarão do laboratório juntamente aos projetos de live-action e receberão, em complemento, consultorias específicas de experientes animadores com o intuito de trabalharem as particularidades da animação.
AntonioPrata
Os escolhidos para a oitava edição do BrLab participam de consultorias com a cineasta Mariana Rondón, diretora do filme “Pelo Malo”; a consultora de direção mexicana Paula Astorga; as destacadas produtoras Agustina Chiarino (Uruguai), Fernanda Del Nido (Espanha) e Agustina Llambi-Campbell (Argentina) e o renomado script doctor e assessor cubano, Eliseo Altunaga que será homenageado nesta edição. Complementam o time de tutores o inglês Phil Parker, a belga Annemie Degryse e os brasileiros Marta Machado e Zé Brandão, que irão assessorar os projetos de animação.
Também pela primeira vez, o BrLab organiza um pioneiro workshop de montagem para projetos já filmados que passaram, em estágio de desenvolvimento, pelo BrLab ou pelo 3 Puertos Cine, rede internacional de laboratórios parceira desta iniciativa. Os selecionados para participar desta seção serão assessorados por montadores renomados como Fernando Epstein (Uruguai), Juliana Rojas (Brasil), Karen Akerman (Brasil) e Soledad Salfate (Chile).
Felipe Braga
Criado em 2011 o BrLab já recebeu 1.781 inscrições e mais de 200 profissionais foram qualificados diretamente pelo programa; através de 92 projetos que participaram do BrLab e que representaram 17 países e 10 estados brasileiros. Dentre os projetos participantes em anos anteriores, 16 já foram finalizados e lançados como longas-metragens; 15 títulos estão atualmente em finalização; e outros 18 estão em estágios avançados de financiamento.
O BrLab é uma atividade desenvolvida pela Klaxon Cultura Audiovisual, em correalização com a RT Features, a Spcine e com a Secretaria Municipal de Cultura, com apoio institucional do Instituto Cervantes e da ANCINE – Agência Nacional de Cinema. O evento também conta com o apoio do Sesc SP, da FiGa/Br, da Vitrine Filmes, do Programa Cinema do Brasil, da Apex, da LatAm Cinema, do Festival Rencontres Cinémas d’ Amérique Latine de Toulouse (Cinéma en Développement), do TorinoFilmLab, do Tribeca Film Institute, do Consulado Geral de Israel de São Paulo, da FAAP, do Festival de Cinema Judaico, da Hebraica, do Instituto Moreira Salles, da RECAM, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores do Chile, do Consulado Geral da França no Brasil, do Institut Français, do BIG Festival, do Cesnik, Quintino & Salinas Advogados, da C/as4atro, da ABRA, da ABCA, da Revista de Cinema, da Seu Menino Filmes, da Lira Filmes e da Cinemateca Brasileira.
Eliseo Altunaga (Homenageado)FernandoBonassi
Confira abaixo a programação do BrPlot – Encontro de Roteiristas
PROGRAMAÇÃO BRPLOT – ENCONTRO DE ROTEIRISTAS (ABERTO AO PÚBLICO)
Sexta-feira 10/08 às 19h00 – Auditório 1 – FAAP
O autor e a forma da história
Autores: Antônio Prata, Duca Rachid e Fernando Bonassi
Mediação: Cristina Padiglione
São cada vez maiores as possibilidades de expressão de um autor roteirista. De séries curtas a novelas com 150 episódios. Mas quais as diferenças entre escrever uma novela, uma série, uma minissérie? E se tiver que escolher entre humor e drama, como deve ser o trabalho do roteirista? A ideia determina a forma como a história será contada? Ou, por que não, além das narrativas audiovisuais, como buscar inspiração para uma crônica, para uma peça de teatro, um conto ou um romance…
Para a mesa de abertura da segunda edição do BrPlot, os experientes autores Antônio Prata, Duca Rachid e Fernando Bonassi, mediados pela jornalista Cristina Padiglione, irão debater os desafios de escrita e suas diferentes formas de contar uma boa história.
Sábado 11/08 às 10h00 – CPF Sesc
O roteiro em games e narrativas imersivas (VR)
Autores: Ricardo Laganaro e Arthur Protasio
Mediação: Sabina Anzuategui
O avanço tecnológico abre novos campos de trabalho e exploração estética para os roteiristas. Dois caminhos valem um mergulho na discussão do roteiro: os games e as narrativas imersivas em realidade virtual.
Não é de hoje que a indústria de games tem jogos cada vez mais complexos e narrativas que são trabalhadas à sua maneira por roteiristas especializados. Qual o papel do roteirista na construção de um jogo? Como funciona esse campo de trabalho? Que tipo de especialização os roteiristas que querem trabalhar com games devem procurar?
A realidade virtual e a imersão através de óculos também sugere uma novíssima experiência audiovisual, com possibilidades ainda a serem descobertas. Do documentário à ficção, os óculos e a experiência de imersão total no universo criado estimulam criadores e apontam uma nova revolução estética. Como é o roteiro dessa nova forma e qual o papel do roteirista dentro desse novo mercado? Ricardo Laganaro, que nos últimos anos tem se dedicado exclusivamente ao VR, e Arthur Protasio, experiente em narrativas imersivas e games, trazem um pouco de luz a esses mundos, sob mediação da escritora, roteirista e professora Sabina Anzuategui.
Sábado 11/08 às 14h00 – CPF Sesc
Como montar uma sala de roteiro?
Autores:últimos Lucas Paraizo, Mariana Trench e Renata Martins
Mediação: Gustavo Gontijo
Nos anos, as séries se tornaram uma espécie de coqueluche da narrativa audiovisual, com um público ávido por lançamentos no mundo inteiro. O crescimento do número de players e de produções é notável e, com ele, uma nova forma de criação se estabeleceu, quase como regra, para as séries de TV: as salas de roteiro. De modo geral, somente com uma equipe afiada e trabalhando todos os dias é possível dar conta da demanda de escrever todos os episódios de uma série dentro dos prazos exigidos.
Mas qual o modelo ideal de uma sala de roteiro? Quem deve estar presente, em quais funções? Qual a hierarquia de uma sala? É uma criação coletiva ou conduzida? O que deve ser criado dentro da sala e qual deve ser o trabalho que o roteirista leva pra casa? Quais devem ser os caminhos de um roteirista da ideia original à sala de edição? Os experientes roteiristas Lucas Paraizo, Mariana Trench e Renata Martins vão debater sob a mediação de Gustavo Gontijo.
Sábado 11/08 às 16h30 – CPF Sesc
O que faz um Showrunner?
Autores: Carolina Jabor, Felipe Braga, Marcia Vinci
Mediação: Giuliano Cedroni
Uma questão fundamental sobre a condução artística de uma série de TV é a definição de showrunner, aquele que é responsável pelo projeto como um todo, desde o roteiro até a finalização. No consolidado mercado americano, essa figura é, de modo geral, o roteirista criador da série, responsável pelo roteiro, orçamento, filmagem e finalização, garantindo que sua visão como criador permaneça do início ao fim do processo.
Mas no Brasil, já podemos dizer que existe um mercado para showrunners? E quais são as qualidades necessárias a um roteirista para se credenciar como um showrunner? Basta escrever os roteiros, ou é preciso ter experiência em outras áreas da produção?
A mesa conta com produtores, diretores e roteiristas, todos experientes na produção de séries: Carolina Jabor, Marcia Vinci e Felipe Braga, mediados por Giuliano Cedroni.
Segunda-feira 13/08 às 19h00 – CPF Sesc
O roteiro e o lugar de fala
Autores: Anna Muylaert, Marton Olympio e Paulo Lins
Mediação: Juliana Vicente
No contexto histórico e político atual, a discussão acerca do lugar de fala na ficção está cada vez mais presente. As perguntas são muitas: quem pode escrever sobre quem? Os roteiristas devem se sentir livres para falar sobre posições sociais às quais não pertencem? Escrever sobre dramas que não viveram? Ou é cada vez mais importante uma aproximação do autor ao universo retratado?
A mesa discutirá os desafios dos autores roteiristas diante das mudanças visíveis e urgentes da sociedade. Na mesa, Anna Muylaert, Marton Olympio e Paulo Lins, sob a mediação da roteirista e diretora Juliana Vicente.
Terça-feira 14/08 às 19h00 – CPF Sesc
A escrita do roteiro para audiências globais
Autores: Pedro Aguilera e Rodrigo Teixeira
Mediação: Thiago Dottori
Num mundo cada vez mais globalizado, as histórias cruzam fronteiras com mais facilidade e rapidez. Mas existe algum tipo de história específica capaz de agradar audiências no mundo inteiro? Quais tipos de drama, de gênero e de tema são capazes de atingir plateias em diferentes países? Há algum tipo de demanda por histórias locais com alcance global? Como identificar uma boa história capaz de viajar?
A mesa contará com a participação do produtor Rodrigo Teixeira, brasileiro que tem produzido filmes de diferentes nacionalidades e o roteirista Pedro Aguilera, criador do hit global 3%, mediados pelo roteirista Thiago Dottori.
Quarta-feira 15/08 às 19h00 – CPF Sesc
O roteiro para internet
Autores: Manuela Bernardi, Tatá Lopes e Pedro Esteves
Mediação: Leo Garcia
Um campo cada vez maior para o trabalho do roteirista é a internet. Através de canais no Youtube ou exibição nas redes sociais, a audiência em celulares e tablets cresce vertiginosamente. Mas será que existe um jeito específico de escrever videos para a internet? Como a experiência de quem escreve para esse meio pode ajudar os roteiristas que pretendem fazer uma história viralizar e conquistar milhões de views?
A mesa convida a roteirista especialista em Social Video, Manuela Bernardi; Pedro Esteves, roteirista do Porta dos Fundos, o canal brasileiro de maior sucesso na internet, e a roteirista Tatá Lopes, que tem trabalhado especificamente em vídeos para a internet dos programas “Tá no Ar” e “Zorra”, mediados pelo também roteirista Leo Garcia.
Quinta-feira 16/08 às 19h00 – CPF Sesc
Roteiro de animação
Autores: Arnaldo Branco, Phil Parker e Zé Brandão
Mediação: Keka Reis
Outro gênero que cresce cada vez mais em número de produções no Brasil é o da animação. Como funciona esse gênero e quais as suas particularidades na escrita? Há diferenças essenciais entre escrever live-action e animação? É preciso se especializar?
Para essa mesa, convidamos o roteirista inglês Phil Parker, que na companhia dos roteiristas Arnaldo Branco e Zé Brandão debaterão a questão específica da escrita para a animação, mediados pela roteirista Keka Reis.
Sexta-feira 17/08 às 18h30 – Cinemateca Brasileira
Eliseo em 100 perguntas
Convidados: Eliseo Altunaga, Julio Rojas e Iana Cossoy Paro
Para Julio Rojas, autor do livro “Eliseo em 100 perguntas”, uma conversa com Eliseo Altunaga é uma aula de roteiro, de cinema, de vida e de conexões culturais.
Com base em fragmentos das conversas registradas na publicação, finalmente lançada em português com o selo BrLab, essa mesa propõe um encontro do autor do livro com seu homenageado e Iana Cossoy Paro, colaboradora de Eliseo e tradutora da edição brasileira do livro.
Em seguida, haverá sessão de autógrafos com Altunaga e Rojas durante o evento do lançamento brasileiro do livro.
Texto provocativo e polêmico põe em discussão livre de tabus e moralismos imagens de mulheres e suas realidades no mundo do entretenimento adulto, falando sobre preconceito, prostituição e sociedade.
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Com estréia prevista para Setembro, a peça teatral A Fábrica de Sonhos já está dando o que falar, meses antes de sua estréia. O texto de Lilian Alencar é provocativo, polêmico, e toca na ferida da sociedade, falando de tabus, preconceito, diversidade e da indústria do entretenimento para maiores de 18 anos, o chamado entretenimento adulto.
O argumento do texto surge à partir do depoimento do personagem Tuca (George Sand) ex-empresário e dono da Fábrica dos Sonhos, um Cabaret de estripes, revela-se o sucesso e o fracasso do seu negócio. Através do seu depoimento surgem sete imagens de mulheres: Cléo (Lilian Alencar) Cris (Naty Bittencourt), Gabi (Poliana Dandara), Penélope (Dani Farias), Joice (Gleyce Lima), Marlin, e Rose. A primeira delas, no decorrer da trama é dispensada por ele, seu ex. chefe e amante por está velha para o trabalho. As amigas de trabalho então resolvem fazer greve.
O texto, construído sem um personagem principal, alterna-se entre monólogo e diálogo e traz em enfoque as estórias dessas mulheres, como ponto de partida para falar sobre tabus e preconceito: “Todas são dançarinas de um cabaré e tem uma realidade diferente da outra. A minha personagem está lá para conseguir sustentar o segundo filho, pois o primeiro filho foi dado para adoção. Acho muito importante termos oportunidade de dialogar sobre essas mulheres na vida real, e a arte usa o artificio do teatro para conseguir por sobre a mesa esse tema, essas realidades representadas pelas nossas personagens”. Comenta Naty Bittencourt, que além de interpretar, também atua como produtora da peça.
Inovadora, provocativa e perspicaz, a peça promete sacudir o cenário cultural da nossa capital, Brasília, e é uma excelente narrativa de tolerância e empatia, em tempos tão difíceis de radicalismo, extremismo político e social: “a estreia está prevista para Setembro, e nós iremos apresentar em várias regiões do DF, para termos uma peça mais inclusiva, que abarque todo o público.” revela a produção do espetáculo.
Texto original de André Felipe investiga a origem da violência contra a mulher a partir de um crime cometido por duas irmãs
Foto de Diogo Liberano
As atrizes Amanda Mirásci e Nina Frosi interpretam diferentes personagens em encenação fragmentada
Com dramaturgia de André Felipe e direção de Diogo Liberano, o espetáculo “Mansa” traz Amanda Mirásci e Nina Frosi nos papéis de duas irmãs que, após anos de abuso em cárcere privado, matam o pai e enterram seu corpo nos fundos da casa. Mais do que apresentar um mero crime, a peça busca revelar a origem da violência contra a mulher. Em cena, apenas os personagens masculinos têm voz: eles observam o drama das irmãs por diferentes ângulos, colocando em questão o processo de “amansamento” feminino. A montagem chama atenção para os inúmeros crimes praticados contra as mulheres que não recebem a devida punição, naturalizando a violência na sociedade contemporânea. “Mansa” estreou no festival Cena Brasil Internacional e, está em sua primeira temporada, entre de 16 de junho e 30 de julho, na Sede da Cia. dos Atores, na Sala Bel Garcia, na Lapa.
A dramaturgia é construída por meio de fragmentos que se estendem por vários tempos, desde a infância das duas irmãs, passando pela adolescência, até o ato do crime e os momentos posteriores: julgamento, prisão e futuro. Amanda e Nina interpretam diferentes personagens (todos masculinos) e, como detetives ou arqueólogas, cavam os indícios deixados na terra e perdidos no tempo. O terreno onde o corpo do pai foi enterrado é o espaço que une as cenas passadas, presentes e futuras, ganhando contornos que extrapolam uma única narrativa.
A encenação assinada por Diogo Liberano buscou construir, junto à direção de movimento de Natássia Vello, uma dramaturgia corporal que apresenta diversos momentos da vida dessas irmãs. Por meio de uma relação de encaixe e desencaixe, a dramaturgia se relaciona com tais movimentos buscando abrir perguntas sobre os fatos narrados pelos personagens masculinos e a realidade vivida e sentida pelas mulheres que foram emudecidas. A trilha sonora original de Rodrigo Marçal, o cenário e os figurinos de André Vechi e a iluminação de Livs Ataíde visam, de modos variados, encontrar e completar uma história que foi esquecida e silenciada.
Convidado para escrever “Mansa”, o autor André Felipe partiu de referências sugeridas pelo diretor e pelas atrizes para criar a dramaturgia original. Uma das origens da investigação foi o clássico “Antígona”, de Sófocles. “A relação das irmãs Antígona e Ismênia e o embate que elas vivem: uma querendo tomar uma decisão que desafiaria o Estado e causaria a própria morte e a outra amedrontada”, comenta Liberano sobre o processo de pesquisa que também incluiu estudos e filmes sobre penitenciárias e instituições de confinamento. “Tínhamos o desejo de falar do confinamento e da instituição prisão modelando e domesticando o corpo da mulher”. O nome do espetáculo foi uma sugestão do dramaturgo a partir do poema “Uma mulher limpa”, do livro “Um Útero é do Tamanho de Um Punho”, da escritora Angélica Freitas.
André Felipe (autor)
É dramaturgo, ator e diretor teatral. Escreveu e dirigiu as peças “À Distância” (Prêmio Myriam Muniz – 2012), “Sem Horas” em parceria com Vinicius Coelho (Prêmio Funarte Artes na Rua – 2013) e desenvolveu com Gustavo Colombini a residência e performance “La Comunicación Humana” (Festival Latino-americano de Teatro de Santiago – 2016) e a ação Reunião de Condomínio (Museu do Louvre Pau-Brazyl – 2016) com o grupo Cinza. É autor das peças “Ensaios Para o Fim do Mundo” (Bullshit México e Teatro Pradillo de Madri – 2017), “Perdendo Tempo (Prêmio Elisabete Anderle – 2015), “Poses Para Não Esquecer” (Festival de Girona – 2016), entre outras.
Atualmente é doutorando em Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e mestre em Dramaturgia pela Universidade Nacional del Arte (UNA) de Buenos Aires. Integra A Ursa de Araque, grupo de Florianópolis fundado em 2007, e colabora com o grupo Cinza, de São Paulo. Recebeu os prêmios de dramaturgia “Seleção Brasil em Cena”, em 2013 e “Prêmio Rogério Sganzerla de Roteiros de Cinema e Teatro”, em 2012. Coordenou diversas oficinas de escrita no Brasil, Argentina e Chile.
Diogo Liberano (diretor)
É graduado em Artes Cênicas – Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Performance e Teatro pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena (PPGAC/UFRJ) e doutorando em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. É professor da Faculdade CAL de Artes Cênicas, dramaturgo-coordenador do Núcleo de Dramaturgia SESI Rio de Janeiro e diretor artístico e de produção da companhia Teatro Inominável, criadora de “Não Dois”, “Vazio é o Que Não Falta, Miranda”, “Como Cavalgar um Dragão”, “Sinfonia Sonho”, “Concreto Armado”, “O Narrador”, “poderosa vida não orgânica que escapa” e “Nada brilha sem o sentido da participação”.
Junto à companhia, assina a curadoria e a direção artística da Mostra Hífen de Pesquisa-Cena desde 2012. Por seu trabalho, foi indicado aos principais prêmios de teatro do Rio: Prêmio Shell (em 2015, pela dramaturgia de “O Narrador” e, em 2016, pela de “Os Sonhadores”), Cesgranrio (em 2015, pela dramaturgia de “O Narrador” e pela direção de “A Santa Joana dos Matadouros”, junto com Marina Vianna e, em 2016, pela dramaturgia de “Os Sonhadores”), APTR (em 2013, pela dramaturgia de “Maravilhoso”) e Questão de Crítica (em 2012, pela direção de “Sinfonia Sonho” e pela curadoria da primeira edição da Mostra Hífen).
Uma banda de mulheres que tem muito a dizer. Mulamba, sexteto de curitibano é a última atração do Festival Levada no palco do Teatro Sesi, dias 28 e 29 de junho, às 19h. Elas juntaram instrumentos de cordas e percussão com letras fortes que retratam e reiteram vivências feministas. O grupo ainda conta com a participação especial da pernambucana Doralyce, no segundo dia. Depois disso, hora de trocar o centro pela Tijuca, onde, nos dias 5 e 6 de julho o Levada começa a fase final do festival, no Centro da Música Carioca, na Tijuca, com show de Ayrton Montarroyos.
Juntas desde 2015, o Mulamba é formado por Fer Koppe (violoncelo), Amanda Pacífico (voz), Cacau de Sá (voz), Érica Silva (baixo/guitarra), Caro Pisco (bateria) e Naíra Debértolis (guitarra/baixo), que se revezam entre guitarra, baixo e violão. Na bagagem estão referências musicais que passam por Elza Soares, Cassia Eller, Milton Nascimento e Rosetta Tharpe, entre outros. Com um repertório totalmente autoral, elas vão cantando e montando o setlist ao vivo, sentindo o clima do momento. A música “P.U.T.A” ganhou vídeo que já conta com mais de dois milhões de visualizações no youtube, desde 2016. Além dessa, estão as composições “Espia, escuta”, “Lama e “Vila vintém”, entre outras. A mistura é da boa e quem já viu o sexteto no palco – elas se apresentaram anteriormente no Circo Voador e na Fundição Progresso – não se esquece.
“A gente gosta de difundir as nossas mensagens pela música em todos os cantos, na rua, no teatro, nas periferias. É uma vontade coletiva”, afirma Cacau.
Para o curador Jorge Lz, o conceito do Mulamba define (e fecha) bem a programação de junho do Festival. “É cada vez mais evidente a importância das mulheres na música brasileira, especialmente na independente. Elas estão usando a sua força e presença para marcar seu território nessa cena”.
A sétima edição do Levada começou no dia 10 de maio com show do Kassin no Teatro Ipanema onde apresentou, ao longo do mês, atrações variadas, como o trio Muntchako, de Brasília, a cantora Illy, da Bahia e o Trombone de Frutas, do Paraná. Em junho, o Festival ocupou o Teatro Sesi, no centro – com shows da Banda Mais Bonita da Cidade, Corte e Alzira E, Laura Lavieri e fecha agora com Mulamba. A reta final será na Tijuca, onde, a partir de 5 de julho os shows acontecerão no Centro da Música Carioca, completando a circulação por três regiões da cidade: Zona Sul, Centro e Zona Norte, um desejo antigo do idealizador, Julio Zucca, sócio da Zucca Produções e coordenador geral do Levada.
Com shows às quintas e às sextas-feiras, em horários variados, e ingressos a preços populares (R$ 20 e R$ 10 para quem paga meia entrada), o Festival Levada tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura e da Oi – por meio da Lei de Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS.
Programação Levada 2018
TEATRO SESI (Av. Graça Aranha, 1, no Centro). Shows às 19h, censura 16 anos:
Dias 28 e 29 de junho – Mulamba (Curitiba, PR)– O sexteto feminino que combina sonoridades e traz, em seu discurso, questões sociais e de empoderamento feminino se apresenta pela primeira vez na cidade.
Dias 5 e 6 de julho – Ayrton Montarroyos (Recife, PE) – Além de compositor, Ayrton se destaca como um dos mais interessantes intérpretes da nova geração. Lançou seu primeiro disco em 2017, mesmo ano em que teve uma passagem bastante elogiada pelo programa The Voice.
Dias 12 e 13 de julho – Luê (Belém, PA)– Lançou no final de 2017 o seu segundo disco, “Ponto de Mira”, com sonoridade mais eletrônica e produção de Zé Nigro, braço direito de Curumin.
Dias 19 e 20 de julho – Romulo Fróes (São Paulo, SP) – Integrante do quarteto Passo Torto, é considerado um dos principais compositores paulistanos e prepara novo álbum de inéditas. Lançou um disco em homenagem ao sambista Nelson Cavaquinho, uma compilação de músicas suas gravadas por mulheres e um disco com o cantor mineiro César Lacerda.
Dias 26 e 27 de julho – Pietá (Rio de Janeiro, RJ) – Formado por Frederico Demarca, Rafael Lorga e pela cantora potiguar Juliana Linhares, o trio mistura vários elementos da música popular brasileira e lança o seu segundo CD, “Leve o que quiser”, com participações de Chico César, Claudio Nucci e Carlos Malta.
Um pouco mais sobre o Levada
Nas seis edições anteriores, o Levada apresentou 88 artistas, que se apresentaram para um público de mais de 12 mil pessoas. Pedro Luís, Siba, Lucas Santanna e Lirinha são alguns dos artistas mais famosos que já passaram pelo Levada, que também trouxe artistas que estavam prestes a despontar, como Ellen Oléria, Filipe Catto, Márcia Castro e Boogarins. Isso sem falar nas descobertas de Phill Veras, Aíla, Brunno Monteiro, Jaloo e César Lacerda.