FM Logistic apresenta aumento de 12% nos negócios

FM Logistic encerra ano fiscal com faturamento de 1,3 bilhão de euros

  • Aumento de 11,8% na receita para 1,3 bilhão de euros (+ 15% excluindo efeitos cambiais)
  • 32% de aumento no EBIT totalizando 35,1 milhões de euros
  • 190 milhões de euros em novos contratos assinados durante o ano fiscal de 2018-2019
  • Investimento contínuo em automação e digitalização, gerando mais de 2.300 empregos em tempo integral


A FM Logistic divulgou os resultados financeiros para o ano fiscal de 2018-2019, finalizado em 31 de março de 2019. A empresa gerou receitas de 1,318 bilhão de euros no ano que terminou em março último, um aumento de 11,8% em relação ao período anterior, e lucro antes de juros e impostos (EBIT) de 35,1 milhões, cerca de 32% acima dos 26,5 milhões de euros no ano passado. Ajustado pelos efeitos cambiais, o crescimento da receita foi de 15%. A melhora do EBIT foi impulsionada pelas medidas tomadas pela companhia para aumentar a eficiência operacional e ser mais seletiva na abordagem comercial.

“A FM Logistic apresentou um desempenho sólido no ano fiscal de 2018-2019, com um incremento de dois dígitos em receita e EBIT”, afirmou Jean-Christophe Machet, CEO da FM Logistic. “O aumento da receita foi exclusivamente orgânico, um indicativo da confiança do cliente. A melhoria da rentabilidade reflete os primeiros resultados do nosso plano estratégico chamado Focus Plan, que iniciamos em 2017 e tem quatro objetivos: definir preços adequados para os serviços, aumentar a eficiência operacional, desenvolver recursos humanos e ser mais seletivo do ponto de vista comercial. Esses resultados conferem credibilidade adicional ao nosso modelo de negócio como empresa independente e fami liar”, completa.


A companhia aproveitou a demanda por serviços de logística na Europa e na Ásia, impulsionada pelo omnichannel e pelo e-commerce. A FM Logistic registrou 190 milhões de euros em novos contratos durante o ano fiscal de 2018-2019, principalmente, de empresas dos setores de bens de consumo, varejo, perfumaria e cosméticos.
A FM Logistic expandiu sua presença internacional em toda a Europa durante o ano fiscal de 2018-19, com a abertura ou expansão de várias plataformas de logística na Rússia, Polônia, República Tcheca, Romênia, Espanha e Itália. Novos negócios já estão em andamento na Índia e Vietnã. Países fora do mercado francês agora respondem por 61% das receitas da FM Logistic.

A empresa continuou a investir na automação dos processos de armazenagem, aumentando a eficiência operacional com a implantação de veículos guiados automatizados digitais (AGVs), robôs colaborativos e drones de estoque. A companhia também segue no processo de transformação digital, com a migração de vários aplicativos para a nuvem, a adoção de novos sistemas de gerenciamento de armazém (WMS), a implantação do RH Digital e a introdução do G Suite do Google.
“Para melhorar a produtividade e aumentar a competitividade no mercado, é fundamental acompanhar as tendências na área de tecnologia. Isso é primordial para as operações e reflete diretamente no sucesso do negócio. Ao investir em tecnologia, estamos projetando e antecipando o futuro da logística dos nossos clientes”, ressalta Ronaldo Fernandes da Silva, presidente da FM Logistic do Brasil.

A FM Logistic criou 2.300 empregos diretos no ano terminado em março de 2019 para dar suporte ao crescimento dos negócios,. A empresa agora totaliza um quadro colaborativo de 27.200 pessoas em todo o mundo. A força de trabalho cresceu a um ritmo menor do que a receita (9,3% ante 11,8%), um sinal do aprimoramento das habilidades dos colaboradores e dos resultados positivos das ações realizadas para impulsionar a eficiência operacional. Apesar dos apertados mercados de trabalho na Europa, a FM Logistic conseguiu atender a maioria das necessidades de recrutamento.

De acordo com a FM Logistic do Brasil, as expectativas e desafios na área de recursos humanos têm similaridades e particularidades em relação ao mercado como um todo. A empresa pretende fortalecer políticas e processos de RH, transformação digital e gerencial. O objetivo é a alta performance dos colaboradores, alinhado aos valores da empresa, o que demonstra que a companhia está atualizada em relação às novas tendências do setor.
Os esforços de desenvolvimento sustentável da FM Logistic ganharam vários reconhecimentos durante o ano fiscal de 2018-2019. A empresa recebeu pontuações positivas em sua gestão sustentável, independentemente do país de origem e setor industrial.

Perspectivas

Para o ano fiscal de 2019-2020, a FM Logistic espera uma melhora adicional do EBIT em razão do crescimento mais lento da receita devido ao aumento da seletividade comercial. Esses objetivos consideram taxas de câmbio e excluem aquisições.

Sobre a FM Logistic

Fundada na França em 1967, a FM Logistic é uma empresa com faturamento de 1,3 bilhão de euros (2018-2019), está presente em 14 países da Europa, Ásia e América Latina e conta com, aproximadamente, 27 mil colaboradores.

A FM Logistic investe constantemente em inovação para oferecer soluções logísticas de armazenagem e co-packing para atender às necessidades dos consumidores, bem como do crescimento do e-commerce e do omnichannel. Seu portfólio de atuação abrange indústrias nacionais e internacionais de bens de consumo, varejo, cosméticos, manufaturados e produtos de cuidados pessoais. No Brasil, está presente desde 2013, onde conta com cinco centros de distribuição localizados estrategicamente em SP, SC, RS, MG e RJ, empregando cerca de mil colaboradores.

Humor e alegria como solução para o crescimento das empresas

Grupo Bando de Palhaços cria serviço inovador para treinamento de equipes, o Bando S.A – Soluções Artísticas para empresas

Em artigo publicado em janeiro intitulado “Gestão de Pessoas”, o Sebrae falou sobre como o sucesso do negócio depende de uma boa gestão de equipe. Entre os pontos, o artigo ressalta que “o empresário precisa sempre criar ideias inovadoras de motivação, para seu negócio e para sua equipe. A correta escolha de seus profissionais (onde cada um trabalha com o que se sabe e gosta), treinamento e valorização de cada profissional com suas particularidades, geram funcionários satisfeitos e isso é convertido no desenvolvimento da empresa”. Pensando nesse nicho, o grupo Bando de Palhaços criou o “Bando S/A – Soluções Artísticas para empresas”, com o serviço de treinamento de equipe baseado na arte da palhaçaria.

Parece engraçado e é para ser, mas sem perder o foco, treinar, motivar e fazer com que a empresa tenha funcionários mais felizes, proativos, estimulados e, consequentemente, com maior rendimento. Isso por meio de exercícios que são divertidos, mas que vão muito além.

– Os exercícios não buscam apenas fazer rir, isso acaba sendo uma consequência, pois estamos trabalhando com uma zona muito pouco habitada pela maioria das pessoas, lugares muito diferentes dos que eles costumam estar. No treinamento, todos passam pelas mesmas dinâmicas, todos de alguma maneira vivem a mesma experiência, independente de seus cargos na empresa, e como consequência disso, há um riso diferente, pois não rimos DO outro, e sim COM o outro – explica Camila Nhary, uma das fundadoras do grupo.

A metodologia utilizada pelo Bando S/A gera intimidade e cumplicidade em apenas algumas horas de trabalho. Além disso, as dinâmicas possibilitam aos participantes vivenciar de forma prática questões, muitas vezes, abstratas, como a ética, a percepção do outro, a comunicação empática, a pró atividade, a ampliação da atenção, o medo do erro e a autoconfiança. O treinamento é desenvolvido a partir das demandas específicas de cada empresa, mas sempre inclui tanto o desenvolvimento individual de cada um dos participantes quanto a integração da equipe.

– Percebi uma espécie de “libertação” durante as atividades propostas pelo BANDO. A arte da palhaçaria, que é aplicada aos treinamentos, nivela os participantes a um patamar de igualdade. E, via de regra, quando estamos entre nossos semelhantes acabamos nos apresentando mais à vontade e livre de quaisquer “pré-conceitos”. Essa libertação foi a principal diferença que percebi entre o trabalho do BANDO em relação aos treinamentos contratados em consultorias mais tradicionais – afirma Cristina Felix Liberato, Gerente Executiva da Rede Inter de Supermercados.

Porém algumas pessoas podem se perguntar: “Mas por que palhaços”? Olhando suas figuras desengonçadas e atrapalhadas ninguém diria, mas os palhaços são profissionais que estudaram muito para serem o que são e, por mais curioso que possa parecer, a técnica do “clown” trabalha alguns dos princípios mais importantes a serem experimentados e desenvolvidos em ambientes empresariais, tais como trabalho em equipe, risco e positividade.

– A ideia de contratar palhaços para realizar o treinamento de uma equipe empresarial, de início, pode ser recebida com certa desconfiança, pois existe todo um imaginário relacionado à figura do palhaço, que perpassa tanto o interesse e a admiração – como por exemplo em relação ao trabalho social feito em hospitais – quanto o receio pela associação com festas infantis, protestos políticos e para algumas pessoas até mesmo traumas. Porém, ao explicarmos que o trabalho utiliza princípios do universo do palhaço que, muitas vezes, são desconhecidos por pessoas, como a potência que existe em aceitar quem você realmente é, a capacidade de arriscar e de possivelmente errar, para, a seguir, alcançar vitórias muito maiores, o fortalecimento da criatividade, gerando soluções inovadoras para a empresa, essa “preconcepção” é completamente desfeita – destaca Ana Carolina Sauwen, outra das fundadoras do grupo.

E o serviço tem tido bastante procura e com feedbacks positivos de diversas empresas.

– Sempre temos o retorno de como o trabalho contribuiu para a formação de uma equipe mais unida, onde cada um conhece seu colega de uma forma inteiramente nova, mais profunda e também mais divertida. Além disso, eles passam a perceber e acreditar mais nos seus talentos e também a reconhecer as suas fragilidades – etapa primordial para que seja possível ultrapassá-las – finaliza Filipe Codeço, mais um dos integrantes desse Bando de Palhaços.

Outras informações sobre o treinamento de equipe, com as Oficinas de Palhaçaria, estão no https://www.bandodepalhacos.com/

Empreendedor revela o que o fez abandonar uma carreira de sucesso na cidade

Empreendedor revela o que o fez abandonar uma carreira de sucesso na cidade grande para viver em meio à natureza na Lapinha da Serra

O sucesso profissional é um conceito subjetivo. Alcançar o reconhecimento no mercado, conforto financeiro, viagens, alçar um cargo de chefia ou de destaque na empresa, pode ser a medida do sucesso para algumas pessoas. Para outras, a ideia de sucesso profissional está ligada a ter mais tempo para a família e para si mesmo, ou até mesmo ser bem-sucedido em novos desafios, ao apostar na realização dos seus sonhos.

O psicólogo e empreendedor Teuler Reis deixou para trás uma carreira bem sucedida na ‘cidade grande’ como palestrante e autor para se dedicar a um sonho de construir um empreendimento na Lapinha da Serra, interior de Minas Gerais. Ele revela como foi o seu processo decisório: “Durante muitos anos, atuei como psicólogo, e além da clínica também tive oportunidade de viajar por todo Brasil fazendo palestras sobre ética, valores humanos e empreendedorismo, entre outros temas. Era prazeroso? Sim, muito. Porém, estar diante de 1200 professores ou pais tem um peso. O trabalho intelectual pode parecer, aos olhos de quem está de fora muito confortável, mas o fato é que exige de nós muita energia. Logo, os motivos para a minha mudança vem de uma soma de fatores. Colocar leveza na vida é sinônimo de saúde. A maturidade também me fez tomar posições diferentes, mais prudência, mais tolerância. É preciso desacelerar o ritmo frenético da vida moderna”.

A ‘Casa do Teuler’, empreendimento dos sonhos de Teuler Reis, foi criado com base no respeito pela natureza, com uma visão que considera a integração do homem com o habitat, pelo viés da sustentabilidade. Hoje, a pousada é o principal destino de turistas e até mesmo famosos que frequentam a região da Lapinha da Serra. O empreendedor conta que foram 10 anos de investimento no seu sonho até que ele se tornasse realidade: “Sou extremamente responsável hoje com a condução da pousada, mas é diferente, o trabalho tem mais a ver com o que escolhi para meu momento atual. Fazer escolhas é algo que requer coragem e exige determinação. Há sempre perdas envolvidas. Foram 10 anos investindo e sonhando para chegar até aqui. Acredito ter feito a escolha certa e no momento certo. Não me arrependo”.

Teuler revela que além de atingir um novo patamar de sucesso profissional, baseado na realização pessoal, ganhou também em saúde e qualidade de vida: “atualmente a pergunta mais frequente que ouço é referente à minha aparência. Dizem que estou alguns anos mais novo. Atribuo esta mudança ao contato permanente com a natureza, acordar ao som dos pássaros longe da agitação da cidade grande e dos aeroportos, muitas vezes entediantes, é claro à relação de prazer e alegria de fazer aquilo que sonhei durante anos. Isso sem dúvida faz muita diferença na vida da gente, fazer o que realmente gosta”.

Apple e Walmart: dois grandes jeitos de uma empresa se posicionar e competir em no mercado

 

 

Francisco de Mello_ceo qulture rocks

Por: Francisco S. Homem de Mello

É comum nos referirmos aos valores de uma empresa quando estamos falando sobre cultura. Os valores, segundo o dicionário Oxford, são “princípios ou padrões de comportamento, ou seja, o julgamento de alguém sobre o que é importante na vida. Ora, não me parece que organizações tenham valores. Uma organização não acredita em nada. Suas pessoas, sim, acreditam em coisas. E a soma das crenças e dos padrões de comportamento dos colaboradores de uma empresa representam os “valores da organização “.

 

Mas, será que os valores de todos os colaboradores de uma organização têm o mesmo peso na composição do todo? Sem dúvida não. Alguns funcionários têm peso desproporcional nessa equação. Em primeiro lugar, quem comanda a empresa tem um peso gigante. Serve de exemplo a ser copiado. Acaba imprimindo seus valores em quem avança e não avança no seu organograma. Perpetua histórias que são contadas via “boca a boca” e que preservam o que parece ser importante no grupo. E por isso tem o efeito de dar direção à cultura pelos seus valores.

Steve Jobs, por exemplo, acreditava muito no poder dos detalhes em seus produtos. Era extremamente metódico e detalhista, ao ponto de gastar um tempo enorme com o desenho da porção interior de seus computadores, que vale ressaltar, fica invisível para o cliente final. E isso criou uma empresa extremamente atenta aos detalhes, que acabou de gastar U$ 10 bilhões em uma nova sede que conta até com puxadores de gaveta desenhados especialmente para ela, em materiais extremamente nobres e refinados.

Os valores dos fundadores, CEOs e executivos de organizações têm um peso enorme na direção da sua cultura. E a cultura é basicamente o produto dos comportamentos que são perpetuados na empresa. Ora, para a Apple, que compete em produtos de alta tecnologia com designs incrivelmente únicos, a atenção aos detalhes é uma competência fundamental para a organização. E ela é muito bem recompensada por isso: e dizem por aí que a margem bruta da empresa em umIphone é de mais de 50%algo impensável no setor de eletrônicos.

Para continuar vencendo nesse mercado, a Apple tem que continuar à frente das inovações de produto nos seus setores. Tem que constantemente inovar e fazer mais. Tem que tomar riscos e criar novidades e, com isso, conseguir cobrando mais por seus produtos do que a concorrência cobra e, mesmo assim, vender muitosmartphone. Por outro lado, o negócio do varejo é de margens extremamente “finas”, em que cada otimização de um processo se reflete em centavos de economia unitária e milhões de margem para a empresa.

O Walmart possui lojas extremamente simples, sem luxos aparentes e uma operação logística muito sofisticada e em constante fluxo, cuja missão é otimizar cada gota de combustível dos seus caminhões e cada hora de armazenagem das suas mercadorias. A margem bruta de uma operação excelente de varejo é de 25%. A líquida é (muito) menor que 10%. Para continuar vencendo nesse mercado, a Walmart tem que ser capaz de ter preços mais baixos do que o cliente encontra na concorrência e ainda assim ganhar mais dinheiro que a concorrência. Michael Porter, o falecido guru de gestão de Harvard, que criou a ciência por trás da competição, já tinha tipificado dois grandes jeitos de uma empresa se posicionar e competir em um mercado: a diferenciação de produtos da Apple ou a excelência operacional em custos Walmart.

Vamos pensar no caso de Sam Walton. O fundador da Walmart era um empresário rico, mas extremamente simples em seus hábitos pessoais. É famosa a história de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, que conta que Walton recebeu algum deles em Bentonville para uma visita de benchmarking. Quando o emissário brasileiro pousou em um teco-teco na pista de pouso de terra batida da pequena cidade do Arkansas, foi recebido pessoalmente por Walton em uma picape surrada com a caçamba cheia de cachorros. Nada de chauffer ou BMW de luxo. Nada de helicóptero ou protocolo.

 

Ora, havia então uma enorme coerência entre os valores pessoais de Walton (simplicidade, frugalidade) e a vantagem competitiva sustentável em custos que a Walmart viria a demonstrar, vaporizando seus concorrentes com “preços baixos, todos os dias”.

 

Steve Jobs, por outro lado, era um amante da estética e do estilo. Mandava buscar suas camisetas pretas, e de gola alta, em uma loja japonesa conhecida pelo seu refino (Comme des Garçons), e não aceitava nenhuma outra. Vestia-se com um minimalismo distintivo: a camiseta preta, jeans e um tênis New Balance. Sempre a mesma roupa. Conta-se que sua casa tinha tão poucos móveis e parecia que ele estava de mudança. Seus produtos mostram esse minimalismo. Essa atenção aos detalhes. Essa busca por materiais e resultados extremamente específicos e pensados à exaustão.

 

Será que Steve Jobs seria um bom líder para a Walmart? Ele provavelmente quebraria a rede tentando achar o piso perfeito para suas lojas em uma “mina remota de mármore no Afeganistão”. Os custos iam estourar no primeiro ano. E será que Sam Walton tocaria bem a Apple? Provavelmente não. Sua desatenção aos detalhes entortaria os produtos da empresa que, gradualmente, perderiam sua diferenciação, e acabariam caindo na vala comum de competição por preço. E a empresa não teria a competitividade para sobreviver nessa nova arena. A Apple pereceria. Viraria uma maçã podre.

 

Na próxima vez que você ouvir um líder empresarial falando sobre cultura e valores, faça esse exercício. Imagine esse líder na sua vida pessoal, pois essa tende a ser uma expressão mais pura dos seus valores. Ela é condizente com os valores pregados no âmbito empresarial?

 

Francisco Homem de Mello é fundador da Qulture.Rocks, software de gestão de desempenho. Especialista e estudioso em cultura organizacional. Autor do livro The 3G Way: Dream, People, and Culture, figurando entre os mais vendidos da Amazon em estratégia e negócios e “OKRs: Da Missão às Métricas”, com o objetivo de ajudar as empresas a implementar uma metodologia de metas direcionada para alcançar resultados.

 

 

Leiloeiro revela dicas imperdíveis para comprar apartamentos em Leilão
Comprar um apartamento em leilão pode ser uma opção segura e econômica, já que os valores tendem a ser muito menores do que os praticados no mercado em geral. Contudo, é preciso tomar alguns cuidados durante o processo para escolher aquele imóvel que atenda às suas necessidades e, ao mesmo tempo, tenha um bom custo-benefício.
Pensando nisso, o leiloeiro Antonio Sato,  da Sato Leilões, mostra algumas dicas imperdíveis para você adquirir seu apartamento: “A primeira coisa que deve ser feita com atenção quando o assunto é comprar apartamento em leilão, é a leitura do edital. Afinal, todas as informações importantes sobre o bem estarão presentes nesse documento, como preço mínimo para lance, conservação do imóvel, formas de pagamento, taxas e impostos da transação etc.“

Antônio Sato também ressalta que é importante saber diferenciar os tipos de leilões antes de participar deles: “há dois tipos de leilão, o judicial e o extrajudicial. É preciso entender bem as diferenças antes de participar de cada um deles”.

O leiloeiro aponta as principais diferenças entre as modalidades:
• Leilão judicial: acontece quando o bem é leiloado para quitar alguma dívida de seu proprietário que está sendo cobrada em juízo;
• Leilão extrajudicial: nesse caso, o imóvel pode ter diversas origens, que pode ser particular ou alienação fiduciária. Desse modo, o bem é levado a leilão por falta de pagamento de um financiamento no banco, por exemplo.
Planejamento é fundamental
Quanto aos leiloes, o especialista revela que vale muito a pena e que esta é uma excelente forma de economizar:  “Alguns procedimentos são importantes para aproveitar ao máximo a oportunidade. Pesquise os preços antes de comprar, determine o lance máximo para arrematar o bem para que você não se endivide e analise todas as formas de pagamento, pois alguns leilões permitem financiamento, utilização de FGTS, parcelamento, entre outras formas”.
Busque Imóveis Desocupados

Se possível, visite o imóvel antes de arrematá-lo. Vá com um profissional para que ele lhe ajude a verificar se o local necessita de reformas, e, caso seja preciso, faça um cálculo da média dos custos que serão arcados por você. Converse também com o síndico e vizinhos para conhecer as características da região e regras do condomínio. “Preste atenção à documentação para não ter dores de cabeça no futuro, verifique toda documentação do imóvel” conclui.

Conheça o imóvel

Siga as dicas, pesquise valores, veja toda documentação e conheça o imóvel. Assim você compra seu apartamento em leilão de forma segura e sem surpresas no final. O leiloeiro afirma: “hoje comprar imóvel em leilão é um investimento fácil econômico”.

ONG PIPA SOCIAL LANÇA SUA COLEÇÃO NA FIT 2019

A Pipa Social lança sua mais nova coleção – a linha infantil Pipinha criada por Kakau D’Arcy junto com as artesãs e costureiras de comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro beneficiadas pelo projeto.

Trabalhamos o tema “Pipa” que remete a vento, sol, céu, liberdade, cores! Produzimos uma coleção com um mix de materiais, produtos, desenhos e estampas.

Os tecidos são leves e confortáveis.  As peças apresentam bordados, crochês, misturas de tecidos, fios e aplicações, todos trabalhados a mão. Produtos exclusivos e peças limitadas fazem o diferencial da nossa coleção.

A grande oportunidade surgiu com o convite dos organizadores da FIT para o lançamento desta coleção infantil feita com muito amor por mãos de fadas.

A 53ª FIT – Feira Internacional do Setor Infanto-juvenil e Bebê, acontece entre os dias 13 a 16 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. A maior e mais tradicional feira do setor, apresentará as principais tendências para a temporada Primavera/Verão 2020, reunindo o setor de confecção e moda para bebês, crianças e adolescentes de até 16 anos.

A 53ª FIT receberá mais de 10 mil lojistas, centenas de marcas expositoras e uma abrangente grade de palestras, workshops e consultorias.  Simultaneamente à FIT ocorrerá a Pueri Expo, Feira Internacional de Negócios em Puericultura,  que reúne marcas de puericultura leve (chupetas, brinquedos, mamadeiras, etc) e pesada (cadeiras veiculares, carrinhos, entre outros).

A Pipa Social está no estande 1-34 da FIT e estará apresentando roupinhas para meninas até 06 anos, com muito crochê e bordado a mão, além de acessórios como bolsas, mochilas, móbiles e pipas.

 

O PROJETO SOCIAL

 

A Pipa Social é um pólo de criação coletiva, de produção e de informação voltado para pessoas talentosas que moram em comunidades de baixa renda, com foco na busca por posicionamento profissional e inclusão social.

“Nossas artesãs e costureiras têm o sonho de viver da própria arte mas têm dificuldade de entrar no mercado de trabalho. A Pipa Social dá visibilidade a essas empreendedoras ao aplicar sua metodologia que apresenta resultados concretos de transformação social”, esclarece Helena Rocha, fundadora da Pipa Social.

 

Nossa Missão: Investir em um Banco de Talentos de empreendedores sociais que trabalham com arte, artesanato e moda, para promover a qualificação profissional com geração de trabalho e renda, acesso à informação com consultoria exclusiva, e formalização nos negócios.

A Pipa Social fica na rua Palmeiras, 54 em Botafogo e vem inovar o Terceiro Setor ao promover a qualificação profissional de empreendedores  de baixa renda para gerar transformação social. Assim fortalece a família e as comunidades onde vivem.

SERVIÇO:

Data: 13 a 16 de junho

Horário:  13, 14 e 15 de junho: 10h às 19h e 16 de junho (último dia): 10h às 17h

Local: Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho

Ele se tornou especialista em Despedidas de Solteiro(a) e já faturou 500 mil reais!

Eduardo Vespa, abriu a startup Agência Hangover e conquistou noivos(as) no fim da solteirice!

Uma empresa especializada em realizar Despedidas de Solteiro(a) pelo Brasil e pelo mundo todo! Essa é a Agência Hangover! Hoje considerado um dos momentos mais especiais e esperado antes do grande dia, fazer Despedida de Solteiro(a) vem se tornando um ritual indispensável por todos os noivos e noivas de plantão!

A startup que completa 2 anos em junho, tem como principal objetivo organizar Despedidas de Solteiro(a) com festas e viagens no Brasil e no mundo e proporcionar a todos os participantes da Despedida, uma experiência única, divertida e incrível!

Eduardo Vespa que é fundador e idealizador da Startup, conta que o primeiro amigo da turma iria se casar e buscavam algo especial para comemorar o fim da solteirice. “Fiz buscas pela internet sobre o tema Despedida de Solteiro e foi nesse momento que eu percebi que não tinha nada desse tipo. Era de fato um mercado pouco explorado. A Hangover foi pioneira”, conta.

Eduardo Vespa, fundador e idealizador da Agência Hangover
Foto: Divulgação

Os destinos mais procurados pelos noivos e noivas são o litoral de São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro e Salvador. A faixa etária do público é de 23 a 35 anos, classe A. Despedidas em alto mar e destinos internacionais como Las Vegas, também são opções dos noivos e noivas.

A Hangover faturou ano passado, mais de R$ 250 mil e até maio desse ano R$ 300 mil. “Estamos crescendo rápido e ficamos muito felizes em fazer parte de um dos momentos pré – casamento mais esperado por noivos e noivas, padrinhos e madrinhas. Nossa equipe faz as Despedidas de acordo com o perfil e o gosto de cada noivo, noiva. Aqui, cada Despedida é única”, afirma Eduardo.

Os noivos e noivas já estão super estressados e ansiosos com todos os preparativos do casamento então, a Despedida de Solteiro(a), acaba sendo também um momento de descontração, relaxamento e o fim da solteirice! Segundo Eduardo, cada feedback dos participantes é o que o move o time inteiro da Hangover. “A maioria dos participantes nos contam que a Despedida superou todas as expectativas e o que rolou por lá, vai ficar pra sempre na lembrança de cada um”.

A Hangover faturou ano passado, mais de R$ 250 mil e até maio desse ano R$ 300 mil. “Estamos crescendo rápido e ficamos muito felizes em fazer parte de um dos momentos pré – casamento mais esperado por noivos e noivas, padrinhos e madrinhas. Nossa equipe faz as Despedidas de acordo com o perfil e o gosto de cada noivo, noiva. Aqui, cada Despedida é única”, afirma Eduardo.

Os noivos e noivas já estão super estressados e ansiosos com todos os preparativos do casamento então, a Despedida de Solteiro(a), acaba sendo também um momento de descontração, relaxamento e o fim da solteirice! Segundo Eduardo, cada feedback dos participantes é o que o move o time inteiro da Hangover. “A maioria dos participantes nos contam que a Despedida superou todas as expectativas e o que rolou por lá, vai ficar pra sempre na lembrança de cada um”.

Ganhe mais e trabalhe menos com as dicas de Tathiane Deândhela

É possível trabalhar menos e mesmo assim multiplicar os ganhos financeiros? É justamente isso o que propõe a escritora do livro Faça o tempo trabalhar para você, palestrante e empresária Tathiane Deândhela. Referência no mundo corporativo em assuntos sobre Produtividade e Alta Performance, ela afirma que com otimização do tempo e planejamento é possível maximizar os resultados e reduzir a jornada de trabalho.

A especialista aponta o segredo por trás de sua filosofia de trabalho: “todos os profissionais bem remunerados são pessoas que tem alta performance, que entregam resultados com excelência e que se consolidaram no mercado de trabalho por esse motivo. O resultado é tudo. No início da carreira eu ganhava 500 Reais por mês e trabalhava 15 h por dia. Trabalhava na área de vendas, mas não conseguia bons resultados. Faltavam as técnicas e performance. Dessa forma eu trabalhava muito e ganhava pouco. Para mudar esse jogo eu comecei a pesquisar o que os profissionais que se destacam fazem. Quais são os pontos em comum dos profissionais mais bem remunerados no mercado? Cheguei a algumas constatações que me fizeram trabalhar menos e investir o meu tempo livre em me capacitar e me desenvolver para alavancar minha performance! assim eu tinha mais resultados com menos visitas e ligações a clientes! A conversão de vendas aumentou mesmo eu trabalhando menos porque eu passei a ter as técnicas certas”.

Pontos chaves para alcançar os objetivos

Para ela, dois pontos são fundamentais para alcançar os resultados pretendidos:

1- Investir em alta performance

Quem é destaque no que faz, consegue ser melhor remunerado pela sua hora de trabalho. Além da agilidade que alcança. Por que existem médicos que ganham x e médicos que ganham 10x? Advogados que ganham 2000 mil por mês e advogados que ganham 100 mil por mês? Professores que ganham 10 reais a hora e professores que ganham 300 reais a hora. E isso se aplica a todas as profissões. Destaques e Fenômenos são mais bem pagos e disputados no mercado. Investir tempo em leituras, cursos online ou presencial e aprimoramento constante é um grande passo em direção ao sucesso!

2- Eliminar os ladrões do tempo

Tathiane fez um levantamento e descobriu que existem mais de 28 ladrões do tempo. Todas as pessoas mais bem pagas investem seu tempo nas coisas certas, logo elas criam planos de ações para eliminar os ladrões do tempo e assim conseguem focar no que realmente importa. Sempre em suas palestras, Tathiane pergunta para líderes e empresários: Quanto do seu tempo você dedica a atividades que realmente gerem lucro? Muitos percebem que gastam muito tempo com demandas operacionais que sequer deveriam fazer. A pior coisa é você gastar tempo e energia fazendo com excelência coisas que você nem deveria fazer. Então Crie um plano de ação para ganhar horas de qualidade e focar naquilo que vai gerar mais resultado para sua vida.

Tathiane detalha quem são os ladrões do tempo em seu site: Fábrica de Produtividade

Sobre Tathiana Deândhela

Tathiane Deândhela é palestrante, empresária e conferencista internacional com mais de 1 Milhão de visualização em seus vídeos do YouTube, tem ajudado profissionais a turbinarem sua produtividade. Foi convidada a gravar para a Exame e tem um quadro semanal na CBN Goiânia, ela tem mestrado em Liderança pela Universidade de Atlanta.

Escritora do best-seller ‘Faça o tempo trabalhar para você’, com mais de 10 mil unidades vendidas em 3 meses e prefácio da Luiza Helena Trajano.

É Master Coach Trainer. Possui cursos de Negociação pela Universidade de Harvard; Curso de Liderança e Coaching pela Universidade de Ohio e Liderança e Inovação pelo MIT. Em 2017 lançou seu livro nos Estados Unidos em Orlando, Miami, Boston e no Reino Unido, em Londres. Em 2018 foi convidada para palestrar em uma conferência que ocorreu na Universidade de Harvard.

Escola Politécnica da UFRJ oferece MBA em Gestão Estratégica de Alta Performance

Escola Politécnica da UFRJ, com apoio da ConQuist Consultoria, oferece MBA em Gestão Estratégica de Alta Performance

No dia 9 de maio será realizada aula aberta com objetivo de explicar a dinâmica do curso

 

Capa livro Madruga – CRM

No próximo dia 9 de maio será realizada uma aula aberta do MBA em Gestão Estratégica de Alta Performance, promovido pela Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com apoio institucional da ConQuist Consultoria. Com as presenças dos professores da UFRJ, Carlos Carvalho, Amarildo Fernandes e Douglas Gomides e dos profissionais da ConQuist, Roberto Madruga e Regina Mamede, o evento tem por objetivo explicar a dinâmica do MBA, com previsão de início para junho deste ano. O evento vai ocorrer na sede da Consultoria, no Centro do Rio e a data de início vai ser definida após a primeira turma ser fechada. O curso tem carga horária de 360 horas e prazo de conclusão de 12 meses.

Segundo o diretor de Educação Corporativa e de Consultoria da ConQuist, Roberto Madruga, o objetivo é oferecer um curso de pós-graduação diferenciado para gestores que almejam conquistar novos cargos nas organizações, para executivos que pretendem dar um rumo mais estratégico às suas carreiras e também empreendedores que desejam ampliar seus negócios. “O MBA é baseado em pesquisas sobre os principais conhecimentos e atitudes que os executivos precisam desenvolver para agregar novas competências e habilidades”, explicou.

Roberto Madruga destaca que, atualmente, o Brasil atravessa um momento crítico em relação à sua economia, afetando enormemente o resultado de organizações de todos os portes e, consequentemente, as exigências sobre os líderes. “Os desafios atuais impõem o desenvolvimento e o aprimoramento de competências que façam diferença nas empresas e, ao mesmo tempo, para a carreira de gestores de todos os níveis”, disse, ressaltando que o curso foi cuidadosamente desenhado para apoiar os alunos no desenvolvimento do pensar, agir e aplicar os conhecimentos adquiridos nas mais diversas situações empresariais que exigem a alta performance.

A seleção para formação da primeira turma está sendo feita através de análise curricular e entrevista com o candidato. O curso terá um único período de 48 semanas, com 24 horas-aula em sala a cada quinzena, mais quatro horas-aula durante visitas mensais a empresas e que terão presença obrigatória do aluno. Essa estrutura compõe 15 disciplinas, totalizando 336 horas-aula. O aluno tem que ser aprovado em todas as disciplinas e, para obter o diploma, será exigido o Trabalho Final de curso com carga horária equivalente a 24 horas, totalizando 360 horas de carga horária total. O valor do investimento é de R$ 29.990,00, que poderão ser pagos à vista, com 10% de desconto, ou em parcelas mensais a partir de R$ 990,00.

O MBA também pode ser ofertado em formato fechado para empresas (in company), com adaptações que se façam necessárias para a melhor oferta do mesmo, sendo que os valores para esta modalidade poderá ser diferenciado diante de negociação.

 

Sobre a ConQuist e a Escola Politécnica da UFRJ:

Escola Politécnica da UFRJ – antiga Escola Nacional de Engenharia, tem sua trajetória ligada à própria história do desenvolvimento científico, tecnológico e de gestão no Brasil e um centro de referência em MBAs, possuindo mais de 30 cursos de pós-graduação voltados para gestão com excelente índice de avaliação dos seus alunos. A UFRJ é a primeira e maior universidade federal brasileira e um dos centros de excelência em ensino e pesquisa no País e na América Latina.

ConQuist (https://www.conquist.com.br/– referência brasileira há 17 anos em Consultoria Empresarial, Treinamentos in company, Cursos de Formação, Palestras Motivacionais, Programas de Coaching e Educação à Distância, desenvolvendo e aplicando metodologia moderna para incremento de resultados e obtenção da alta performance pessoal e profissional.

Sobre Roberto Madruga

Roberto Madruga é consultor experiente em Educação Corporativa, Gestão do Relacionamento com Clientes, Customer Experience, Customer Journey Mapping, Planejamento Estratégico e Gestão de Pessoas.

Além disso,  é reconhecido por sua multidisciplinaridade, alavancada pela união de sua experiência prática com a criação de métodos estruturados de consultoria e treinamento e grande experiencia acadêmica.

Membro do Customer Experience Professionals Association (CXPA) e membro da organização The Customer Sucess Association, nos Estados Unidos, Madruga é Mestre em Gestão Empresarial pela FGV, Pós-graduado em Marketing, em Gestão Estratégica e Qualidade, em Educação à Distância, em Gestão de Recursos Humanos, em Pedagogia Empresarial, Master em Programação Neurolinguística  (PNL) pela International Association of NLP Institutes e Coach certificado pela International Association of Coaching Institute (ICI).

Professor de MBA da FGV-RJ, PUC-RJ, UFRJ e do HSM Management, autor de oito livro e fundador e CEO da ConQuist (www.conquist.com.br).

 

“Redutores de energia” ainda enganam consumidores no Brasil

Especialistas alertam para os perigos e inutilidade destes produtos e apontam soluções ideais e com eficiência comprovada

Não é de hoje que pipocam no mercado os chamados “economizadores” ou “redutores” de energia prometendo economias milagrosas na conta de luz de mais de 50%. São dispositivos que podem vir no formato de pequenos aparelhos que são ligados na tomada ou em forma de “cartão ionizado” que, no simples contato com o disjuntor, reduz seu consumo automaticamente.

Seria a solução ideal para os problemas de milhares de consumidores brasileiros que sofrem com as altas tarifas de energia elétrica, se esses dispositivos realmente apresentassem o “milagre da economia” que prometem em suas propagandas enganosas.

E não pense que o golpe acontece apenas em nível nacional. Em 2015, a DECO Proteste, Associação de Defesa do Consumidor de Portugal, publicou ampla matéria denunciando essas fraudes. O texto mencionava, inclusive, que na Itália, a Energy Saver Pro foi condenada a pagar multa de 30 mil euros por publicidade enganosa e práticas comerciais desleais.

A DECO Proteste, que já vinha testando esses produtos desde 2012 e avisando em sua revista sobre a inutilidade deles, sem que nenhuma providência fosse tomada, denunciou a fraude formalmente à Direção-Geral do Consumidor, exigindo à Autoridade de Segurança Alimentar e Econômica a retirada dos produtos do mercado por não serem seguros e por garantirem resultados enganosos.

“As designações mudam ligeiramente, mas os equipamentos são cópias uns dos outros.

são compostos por um condensador e um circuito elétrico básico. Uma caixa de plástico que apenas serve para desperdiçar o seu dinheiro”, diz Rui Marques, um dos técnicos da DECO Proteste, que participou dos testes realizados nos “redutores de energia”.

“Mais graves são as falhas de segurança elétrica. Se tocar nos terminais dos equipamentos, pode ser vítima de uma descarga elétrica considerável, de 90 a 190 volts. Todos são compostos por condensadores e estes possuem uma carga que resulta da energia que acumulam (carga parasita). Segundo as normas de segurança elétrica, a carga nos terminais de um aparelho não pode exceder os 34 volts após 1 segundo, mas medimos valores que chegam aos 190 volts”, alerta o técnico português.

Golpes também no Brasil

No ano passado, a Proteste no Brasil também alertou para a invasão dessas fraudes no mercado brasileiro. Testaram quatro modelos para verificar se esses dispositivos podem mesmo ajudar o consumidor a reduzir o valor da conta de luz (atualmente existem 5 modelos no país, mas um deles não foi possível testar, por não possuir 3 pinos, ou seja, não segue o padrão brasileiro de tomadas e plugues elétricos). Resultados dos testes: não houve redução, tampouco próxima do valor prometido pelos fabricantes.

A ousadia dos fabricantes destes produtos é tão grande, que chegam a inserir merchandising em programas e matérias pagas em noticiários na TV, atestando uma funcionalidade inexistente, com a declaração de supostos especialistas garantindo a eficácia dos mesmos. Um dos anunciantes simulou uma matéria numa página falsa do G1 (site de notícias do Grupo Globo), onde o equipamento era indicado como uma solução “simples e barata” que ajudaria os consumidores “a economizarem até 50% em suas contas”.

O engenheiro eletricista Giuseppe Alessandro Signoriello, Gerente Estratégico de Serviços de Energia ENGIE Brasil, explica que não existe no mercado, nem no Brasil e nem no mundo, qualquer aparelho milagroso que proporcione economia de 50 ou 40% no consumo de energia. O consumidor pequeno, geralmente atendido em baixa tensão, só consegue reduzir gasto com conta de luz através do uso consciente e medidas simples, como troca de lâmpadas comuns pelas de LED e optando por eletrodomésticos que tenham o Selo Procel. Este selo indica quais produtos apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, resultando em economia real na conta de energia elétrica.

A melhor solução para reduzir gastos

Já para os médios e grandes consumidores de energia, além das soluções já citadas, também são indicadas ferramentas de monitoramento e gerenciamento de energia elétrica. No Brasil, uma das mais usadas e que tem atraídos milhares de usuários, entre empresas, indústrias, condomínios, hospitais, entre outros, é o Follow Energy, comercializado pela empresa francesa ENGIE no Brasil. O sistema de gerenciamento on-line de energia e utilidades tem auxiliado seus clientes reduzindo seus consumos e gastos.

“O Follow Energy é um sistema completo de monitoramento on-line e gestão. São vários os benefícios oferecidos pela ferramenta, como por exemplo: registrar a curva de carga para verificar se há desperdícios, emitir alertas de consumo indevido de energia, permitir a automação de cargas, além de possibilitar o gerenciamento e o controle remoto”, explica o especialista.

Ainda segundo Giuseppe, com uma ferramenta de gerenciamento como o Follow Energy também é possível  que seja emitida uma conta de energia simulada, que poderá ser comparada com a conta recebida da distribuidora. Desta forma, o cliente terá a possibilidade de verificar se há algum erro ou desvio.

O engenheiro da ENGIE deixa o seguinte alerta:

“Fique atento para não cair nesses golpes. Não existe milagre para reduzir a conta. A melhor forma para economizar energia é não desperdiçá-la. Isso é possível também com auxílio de ferramentas para monitoramento e controle do consumo, oferecidas por empresas especializadas e reconhecidas pelo mercado”.