A 10ª Semana de Cinema começa nesta quarta-feira
Um dos principais festivais de cinema contemporâneo do país,
a Semana chega à sua 10ª edição, de 21 a 28 de novembro,
com circuito ampliado: evento ocorrerá em seis municípios
do Rio e 12 espaços de exibição
Festival deste ano será realizado, simultaneamente, no Rio de Janeiro, Niterói, Nova Iguaçu, São Gonçalo e São João de Meriti, com 122 sessões e seis masterclasses. O road-movie Sol Alegria, de Mariah e Tavinho Teixeira, faz sua estreia carioca na abertura da mostra

Voltada para a exibição e discussão da produção brasileira contemporânea de curta, média e longa metragem, a Semana de Cinema completa 10 anos de trajetória com circuito ampliado e novidades na curadoria. Um dos principais festivais de cinema do país será realizado, de 21 a 28 de novembro, em seis municípios: Rio de Janeiro (em novo espaço, o Estação Net Botafogo, além dos Sescs Tijuca e Madureira, da Faculdade de Letras da UFRJ, no Cineclube “Cinema é poder”, do Complexo da Maré, no Cineclube NA Favela e do Morro da Providência, no Favela Cineclube); Niterói(no Cine Arte UFF), Nova Iguaçu, São Gonçalo e São João de Meriti (nas unidades do Sesc) e Duque de Caxias, no Cineclube Mate com Angu. O festival reúne este ano 56 produções de 10 estados brasileiros, que serão exibidas na mostra oficial e em sessões especiais. A abertura será dia 21, com os filmes ‘Plano controle’, de Juliana Antunes, e ‘Sol Alegria’, de Mariah e Tavinho Teixeira, no Estação NET Botafogo 1, às 21h, e em Niteroi, no CineArteUFF, dia 23, às 18h30. O evento é produzido pela Jurubeba Produções e patrocinado pelo programa Niterói Cidade do Audiovisual/Prefeitura de Niterói e pela Secretaria do Audiovisual/Ministério da Cultura.
Diferentemente dos anos anteriores, a Semana não contará nesta edição com uma mostra competitiva. A seleção oficial foi ampliada e reúne 32 filmes (lista completa abaixo), selecionados pela equipe do festival e por curadores convidados, que tiveram encontros periódicos, ao longo de três meses, para ver, rever, discutir e propor a programação atual. “A programação da Semana, mais uma vez, aposta em filmes que se destacam no processo de seleção, por aquilo que têm de particular, pelos riscos que correm, pelas investigações de linguagem, pela experimentação. O conjunto final é muito diverso, mas tem em comum a pulsão do cinema, da criação sem amarras, em sintonia com o seu tempo”, explica Daniel Queiroz, um dos curadores, e exemplifica: “Temos filmes relacionados a questões políticas da história recente do Brasil (inclusive um documentário filmado durante a greve dos caminhoneiros); obras que trazem questões raciais e de gênero, que tratam da luta por moradia, de ocupação das cidades, dentre outros. Os temas são diversos, mas nos interessa muito, para além dos temas em si, a forma com que os filmes lidam com eles, a construção realizada, o uso inteligente da linguagem cinematográfica, propiciando obras que se destacam no cenário brasileiro contemporâneo”.
Uma das propostas da Semana é diminuir cada vez mais o ar de disputa entre as obras e privilegiar as experiências coletivas propiciadas por cada sessão. Ao mesmo tempo, o festival manterá um júri de estudantes e júris parceiros com a proposta de que acompanhem a programação e indiquem destaques, dando continuidade a contribuição com a carreira de filmes que podem se beneficiar com as avaliações recebidas. A mostra também adotará este ano, pela primeira vez, um júri popular, que votará em seus filmes preferidos nas sessões realizadas no Estação Net Botafogo e no Cine Arte UFF.
A 10ª Semana apresentará ainda outras três mostras: a Retrospectiva André Novais Oliveira, com cinco filmes do premiado diretor de Contagem (MG)cabíria, incluindo seu novo trabalho, Temporada (melhor filme no último Festival de Brasília); a mostra ‘Como mito desmontado, amanhã recomeço’, na qual a curadora e pesquisadora Patrícia Mourão apresenta, pela terceira vez no festival, uma sessão que busca trabalhar com o deslocamento de obras das salas de galerias e museus para a tela do cinema; e a Circuito Sesc – Semana de Cinema, com a exibição de 10 filmes cariocas.
O encerramento da 10º Semana será realizado no dia 28 de novembro, no Estação Net Botafogo, às 21h, com a exibição do curta El Meraya, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn; e do longa Sedução da carne, de Julio Bressane. Parque Oeste, de Fabiano Assis, e NoirBlue, de Ana Pi, encerra a programação de Niterói no mesmo dia as 18h30.
Materclasses, debates e oficinas
Além de ampliar o circuito, a 10ª Semana aumentou o número de eventos paralelos. Serão realizadas seis masterclasses: os convidados são o homenageado dessa edição, o diretor mineiro André Novais Oliveira; o curador Daniel Queiroz; os Irmãos Carvalho – Os irmãos gêmeos Marcos e Eduardo Carvalho, cineastas do morro do Salgueiro; a programadora e doutora em cinema Patrícia Mourão; os realizadores, pesquisadores e críticos Leonardo Amaral e Roberto Cotta e a diretora mineira Juliana Antunes. Haverá também oficinas promovidas pelo Prêmio Cabíria de Roteiro, além dos debates ‘Quanto vale um curta-metragem?’, que tomará como ponto de partida a discussão sobre a produção no formato para comentar as novas regras de pontuação da Ancine e ‘As mulheres e as funções técnicas’, que discuturá o que há de feminino no fazer cinema, especificamente no desempenho de funções técnicas.
Veja a lista completa dos filmes selecionados abaixo. A programação está no site http://www.semana.art.br/2018/.
SESSÃO DE ABERTURA
Plano controle, dir. Juliana Antunes, 16’, 2018, MG
Sol Alegria, dir. Mariah Teixeira e Tavinho Teixeira , 90’, 2018, PB
SESSÃO DE ENCERRAMENTO
El Meraya, dir. Melissa Dullius e Gustavo Jahn, 19’, 2018, SC/Brasil, Alemanha, Egito
Sedução da carne, dir. Julio Bressane, 70’, 2018, RJ
SELEÇÃO OFICIAL
Alma bandida, dir. Marco Antonio Pereira, 14’, 2017, MG
Antes do lembrar, dir. Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, 21’, 2018, RS
Apenas um gesto ainda nos separa do caos, dir. Yuri Firmeza, 9’, 2017, CE
Baixo Centro, dir. Ewerton Belico e Samuel Marotta, 80’, 2018, MG
Bem no meio do céu, dir. Isabella Raposo e Thiago Brito, 13’, 2018, RJ
Bloqueio, dir. Victória Álvares e Quentin Delaroche, 75’, 2018, PE
Calma, dir. Rafael Simões, 30’, 2018, RJ
Calypso, dir. Rodrigo Lima e Lucas Parente, 62’, 2018, RJ
O chalé é uma ilha batida de vento e chuva, dir. Letícia Simões, 94’, 2018, RJ
A chinesa de Riad, dir. Leonardo Amaral e Roberto Cotta, 15’, 2018, MG
Conte isso àqueles que dizem que fomos derrotados, dir. Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cristiano Araújo, Pedro Maia de Brito, 23’, 2018, MG
Espera, dir. Cao Guimarães, 76, 2018, MG
Eu, minha mae e Wallace, dir. Irmãos Carvalho, 22’, 2018, RJ
Fôlego, dir. Renato Sircilli, 85’, 2018, SP
Gede Vizyon, dir. Jefferson Kielwagen, Marcos Serafim e Steevens Simeon, 15’, 2018, SC/Haiti
Guardiões da memoria, dir. Alberto Alvares, 55’, 2018, RJ
Inaudito, dir. Gregorio Gananian, 88’, 2017, SP
(In)Consciência, dir. Jéferson, 18’, 2018, RJ
Lembro mais dos corvos, dir. Gustavo Vinagre, 80’, 2018, SP
Memórias do Subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, Felipe Camilo, 11’, 2017, CE
NoirBlue, dir. Ana Pi, 27’, MG/França
Nome de batismo-Alice, dir. Tila Chitunda, 25’, 2017, PE
Num país estrangeiro, dir. Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes, 25’, 2018, RJ/Portugal
Obeso mórbido, dir. Diego Bauer e Ricardo Manjaro, 14’, 2018, AM
Parque Oeste, dir. Fabiana Assis, 70’, 2018, GO
O pequeno mal, dir. Lucas Camargo de Barros e Nicolas Thomé Zetune, 70’, 2018, SP
A poeira que não quer sair do Esqueleto, dir. Daniel Santiso e Max William Morais, 21’, 2018, RJ
Reforma, dir. Fabio Leal, 16’, 2018, PE
Os sonâmbulos, dir. Tiago Mata Machado, 110’, 2018, MG
Superpina: gostoso é quando a gente faz!, dir. Jean Santos, 98’, 2018, PE
Tea for two, dir. Julia Katharine, 25’, 2018, SP
Temporada, dir. André Novais Oliveira, 113’, 2018, MG
RESTROSPECTIVA ANDRÉ NOVAIS OLIVEIRA
Domingo, dir. André Novais Oliveira, 11’, 2013, MG
Ela volta na quinta, dir. André Novais Oliveira, 108’, 2014, MG
Fantasmas, dir. André Novais Oliveira, 11’, 2010, MG
Pouco mais de um mês, dir. André Novais Oliveira, 22’, 2013, MG
Quintal, dir. André Novais Oliveira, 20’, 2015, MG
COMO MITO DESMONTADO, AMANHÃ RECOMEÇO, POR PATRICIA MOURÃO
Do figurativismo ao abstracionismo, dir. Clara Ianni, 6’, 2017, SP
Forma livre, dir. Clara Ianni, 7’, 2013, SP
Grão, dir. Letícia Ramos, 8’, 2016, SP
Não é difícil para um investigador da natureza simular os fenômenos, dir. Letícia Ramos, 8’, 2018, SP
Progresso, dir. Janaina Wagner, 4’, 2014, SP
Terremoto santo, Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, 19’, 2017, PE/SP
Terreno, dir. Janaina Wagner, 9’, 2014, SP
The Blue Night, dir. Letícia Ramos, 5’, 2017, SP
Ventura, dir. Janaina Wagner, 13’, 2018, SP
Vostok, dir. Letícia Ramos, 8’, 2014, SP
CIRCUITO SESC – SEMANA DE CINEMA
A fundo, dir. Raphael Medeiros, 8’, 2015, RJ
Acúmulo, dir. Gilson Junior e Melise Fremiot, 15’, 2017, RJ
BR3, dir. Bruno Ribeiro, 23’, 2018, RJ
Cinema delas, dir. Carol Vilamaro, 42’, 2017, RJ
Com o terceiro olho na terra da profanação, dir. Catu Rizo, 66’, 2016, RJ
Dias e dias, dir. Getulio Ribeiro e , 18’, 2016, RJ
Meu nome é Daniel, dir. Daniel Gonçalves, 83’, 2018, RJ
Negros dizeres, dir. Hugo Lima, 42’, 2015, RJ
Óbice, dir. Rafael Pinheiro Aguiar, 9’, 2014, RJ
Perpétuo, dir. Lorran Dias, 25’, 2018, RJ



As apresentações são gratuitas e acontecem às 18h no piso L2, próximo ao Cinemark, sempre aos domingos. Em todos os dias de evento, o macaquinho Nico, mascote do shopping, faz uma visita no local para fotos com as crianças.
Morando há 37 anos na França, a cantora carioca Evinha, de 66 anos — revelada nos anos 60 quando participava do Trio Esperança, formado pelos irmãos dos Golden Boys, estará de volta ao Brasil para apresentar o show ‘UMA VOZ, UM PIANO’ ao lado de seu marido, o maestro francês GÉRARD GAMBUS, na Sala Municipal Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana 360 – Copacabana), no dia 18 de novembro/2018, domingo 19h

O Último Unicórnio é um espetáculo divertido, com uma linguagem simples, acessível a todos, e propõe uma mensagem encantadora cuja a preservação da inocência e da imaginação de uma criança podem salvar todo um reino mágico.
A 3ª edição do MixLab Spcine contempla mesas que discutirão temas como panorama da cinematografia latino americana, olhar do fotográfico, plataformas Spcine Play, reflexões acerca das novas performatividades, aula sobre direção de elenco e produção cinematográfica em São Paulo, e conta com convidados como as colombianas, diretora Ruth Caudeli e a atriz Silvia Váron, o diretor e curador chileno Sebastián Silva, a diretora, atriz e produtora Helena Ignez, as atrizes Gilda Nomacce e Ana Flávia Cavalcanti, o diretor e roteirista Marcelo Caetano, entre outros.
Baseado em histórias reais, a atriz Izabella Van Hecke dá vida à atrapalhada aeromoça Pérola, que, ao completar 25 anos de aviação e finalmente se aposenta, podendo agora retomar o sonho de adolescente, ser atriz. Para esta realização junta suas economias e aluga um teatro para montar um clássico grego: Jocasta. Mas louca como é, resolve inovar e arriscar na busca do tão sonhado prêmio Shell, trocando Édipo por Hamlet, e para mostrar todo seu potencial como atriz dramática, Pérola faz sua Jocasta ser paraplégica e com problemas auditivos. Sem perceber, nossa aeromoça vai se distraindo do seu clássico e acaba contando inúmeras histórias ocorridas dentro dos seus voos, com classe de pessoas que ela mais tem pavor na vida: Os passageiros.


3-Iza
4- Deborah Secco
A primeira parte da festa de aniversário de dois anos da Folk Valley já entrou pra lista das melhores noites da casa. Ao som de Jorge e Mateus, Jefferson Moraes, Otávio e Raphael e JetLag, o público pode aproveitar 10 horas de música ininterruptas e experiências únicas.
Otávio e Raphael e os DJs JetLag completaram a noite.


“Elizeth foi uma grande mulher à frente do seu tempo. Uma guerreira do amor, uma mulher empoderada quando ainda nem sonhávamos em falar disso. Mergulhar no seu universo é penetrar no melhor da música brasileira. Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Chico Buarque e muitos outros compositores dedicaram suas composições à cantora. Uma mulher que por mais de quatro décadas se manteve em sintonia com os movimentos artísticos, se atualizando sempre e se reinventando como artista!”, exalta Izabella Bicalho que por quatro anos pesquisou acervo da cantora e recolheu depoimentos de amigos próximos, como Hermínio Bello de Carvalho, e do neto Paulo César, que conviveu intensamente com a cantora – da infância até os 15 anos, quando em seus braços Elizeth deu o último suspiro.