Alagoas amplia acesso ao ensino superior com 7,3 mil vagas no Sisu e reforça desafio da educação pública

 

O sistema de seleção unificada para o ingresso nas universidades públicas — o SiSU — vai oferecer 7,3 mil vagas no estado de Alagoas, ampliando as oportunidades de acesso ao ensino superior em uma das regiões brasileiras com histórico de desafios educacionais. A oferta vai atender a uma ampla gama de cursos, contemplando diferentes áreas do conhecimento e polos de formação, numa iniciativa que reforça o papel do Sistema de Seleção Unificada como instrumento de promoção da inclusão educativa e social.

A distribuição das vagas abrange instituições públicas estaduais e federais, incluindo universidades e centros universitários que atuam em diversas cidades do estado. A expectativa é de que estudantes de variadas realidades socioeconômicas se beneficiem da ampliação da oferta, seja em cursos mais tradicionais ou em áreas emergentes demandadas pelo mercado de trabalho.

Conforme o processo seletivo avança, as vagas foram estruturadas de modo a contemplar tanto cursos fortemente concorridos, como Medicina e Engenharia, quanto graduações em áreas de Ciências Humanas, Sociais Aplicadas e Tecnológicas. A diversidade de opções reflete a necessidade de alinhar a formação acadêmica às demandas regionais e nacionais, preparand o estudante para atuar em contextos variados, do setor público ao privado, passando por organizações da sociedade civil.

A participação no SiSU é feita a partir das notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja pontuação funciona como critério de classificação e seleção. Para muitos candidatos, o SiSU representa uma das principais — e, em muitos casos, a única — oportunidade de cursar uma educação superior pública e gratuita, especialmente em estados em que a rede federal e estadual desempenha papel central na oferta de vagas.

Em Alagoas, o aporte de 7,3 mil vagas ocorre em um cenário marcado por tensões entre oferta e procura no ensino superior. Por um lado, a demanda por cursos públicos permanece alta, impulsionada pela busca de qualificação profissional e pelo acesso a carreiras tradicionalmente associadas a estabilidade e remuneração. Por outro, a oferta de vagas ainda enfrenta desafios ligados a infraestrutura, financiamento e capacidade de expansão das instituições.

Especialistas em educação ressaltam que a expansão de vagas no SiSU pode estimular políticas públicas complementares, como ações afirmativas, programas de permanência estudantil e iniciativas de apoio acadêmico. Essas medidas são essenciais para que o ingresso no ensino superior se traduza em formação efetiva e não apenas em acesso formal ao campus. Sem esse suporte, alertam eles, muitos estudantes podem enfrentar dificuldades de adaptação, evasão precoce ou formação incompleta.

A distribuição regional das vagas também é objeto de atenção. Em estados como Alagoas, onde grandes centros urbanos concentram boa parte da oferta educacional, existe o desafio de equilibrar oportunidades entre capitais e interior. Isso exige articulação entre universidades, gestores públicos e movimentos estudantis para que o ensino superior não se concentre apenas em áreas metropolitanas, ampliando desigualdades regionais.

Para os candidatos, a abertura das vagas representa tanto um momento de esperança quanto de intensa disputa. O processo seletivo do SiSU costuma atrair um grande número de inscritos, refletindo o nível de competição e o empenho dos estudantes em garantir uma posição. No entanto, o aumento do número de vagas pode aliviar parcialmente a concorrência e ampliar a chance de boa parte dos candidatos classificar-se.

Acadêmicos e educadores também destacam a importância de políticas contínuas de qualificação da educação básica, que é o principal alicerce para o desempenho dos estudantes no ensino superior. A melhoria do ensino fundamental e médio, bem como o acesso a programas de preparação para o Enem, são apontados como complementos essenciais para que mais jovens possam não apenas ingressar na universidade, mas também ter sucesso em suas trajetórias acadêmicas.

O anúncio das 7,3 mil vagas no SiSU para Alagoas é, assim, um marco na busca por maior inclusão e democratização da educação superior no estado. Embora represente um avanço significativo, o tema coloca em evidência a necessidade de políticas integradas que garantam acesso, permanência, qualidade de ensino e igualdade de oportunidades para todos os estudantes que aspiram uma formação universitária.

Um guia prático para quem deseja atuar desde o início da carreira

Por Cibele Laurentino

Em um cenário jurídico cada vez mais competitivo e dinâmico, a obra Manual Prático de Correspondência Jurídica, da jurista e correspondente jurídica Dra. Martha Brito, desponta como um guia indispensável para quem deseja ingressar no mercado do Direito com segurança, técnica e visão estratégica. Voltado a estudantes, bacharéis e jovens advogados, o livro oferece uma formação prática capaz de transformar conhecimento acadêmico em atuação profissional concreta.

A publicação nasce da constatação de uma lacuna recorrente na formação jurídica: a dificuldade de inserção profissional entre o término da graduação e a aprovação no Exame da Ordem. A partir de sua experiência direta na realização de diligências judiciais e extrajudiciais, a autora propõe a correspondência jurídica como um caminho legítimo para o início da carreira, permitindo ao profissional adquirir experiência prática, gerar renda e construir uma rede sólida de contatos no meio jurídico.

Com abordagem objetiva e didática, o manual apresenta orientações claras sobre como iniciar na advocacia de apoio, desde a organização inicial até a execução das principais diligências forenses e administrativas. O conteúdo contempla ainda temas fundamentais como precificação de serviços, comunicação com contratantes, postura profissional e uso de ferramentas digitais, além de modelos de documentos que auxiliam o leitor na rotina prática da correspondência jurídica.

Mesmo inserida em um contexto de crescente digitalização, a obra reafirma a relevância da atuação presencial e da comunicação formal no Direito. Para Martha Brito, a tecnologia não elimina a necessidade do correspondente jurídico, mas reforça seu papel como agente fundamental para garantir eficiência, acompanhamento e segurança nos trâmites processuais e administrativos em diferentes regiões do país.

Um dos diferenciais do livro está no cuidado com a linguagem. A autora equilibra o rigor técnico do Direito com uma escrita acessível, preocupada em tornar o conteúdo compreensível para leitores iniciantes, sem perder a precisão jurídica. Ética, clareza e sensibilidade atravessam toda a obra, reforçando a importância da comunicação responsável na construção da credibilidade profissional.

Mais do que um manual técnico, Manual Prático de Correspondência Jurídica se configura como uma obra formativa, orientada à construção de carreiras. Ao dominar a correspondência jurídica e a advocacia de apoio, o profissional amplia sua atuação territorial, fortalece sua imagem no mercado e se posiciona de maneira estratégica no exercício do Direito contemporâneo.

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Sobre a autora:

Pós -graduada em Direito Processual Civil pela Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR, graduada em Direito pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, fui Residente Judicial pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia – EMERON, trabalhei na 3ª Vara Criminal da Comarca de Ji-Paraná/RO., e estagiária na Defensoria Pública de Rondônia.

@dra.marthabrito

Sou escritora do livro Manual Prático de Correspondência Jurídica, publicado pela Editora Dialética.Correspondente Jurídica há quatro anos, área na qual pude me encontrar profissionalmente, tendo já realizado diversos tipos de diligências judiciais e extrajudiciais para advogados, bancos, empresas e logísticas jurídicas para as regiões sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste do país.A Correspondência Jurídica se mostrou o melhor caminho dentro da minha formação, no momento em que me encontrava, e foi capaz de propiciar crescimento profissional, ao mesmo tempo em que me permitiu conciliar minha vida pessoal, com estudos e família.

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