Alerta Sanitário: Anvisa Determina Suspensão Total das Atividades da Elmeco

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da manipulação, comercialização e uso de todos os medicamentos estéreis produzidos pela Elmeco Serviços Farmacêuticos. A decisão inclui também implantes hormonais e preparações à base de hormônios, após inspeções identificarem irregularidades graves que colocavam em risco a saúde dos consumidores.

De acordo com o relatório técnico da agência, foram encontradas falhas significativas nas condições de fabricação, especialmente no controle de assepsia e esterilização — etapas essenciais para garantir a segurança de medicamentos injetáveis e implantes. O ambiente de manipulação apresentava risco elevado de contaminação microbiológica e química, tornando os produtos potencialmente inseguros para o uso humano.

Entre os itens mais afetados pela medida estão os implantes hormonais de testosterona e o hormônio Nesterone, substâncias frequentemente utilizadas em terapias hormonais e também em procedimentos estéticos. A Anvisa destacou que não há comprovação científica sobre a eficácia e a segurança dessas formulações quando manipuladas, o que reforçou a necessidade de uma suspensão imediata.

O problema, segundo os técnicos, não se limitou à falta de documentação ou falhas pontuais. Foram identificados processos de manipulação sem validação adequada, ausência de controle de qualidade dos insumos e falhas no processo de limpeza e esterilização dos equipamentos. Em alguns casos, o risco de contaminação cruzada entre diferentes preparações foi classificado como “inaceitável”, exigindo uma resposta rigorosa.

A Elmeco, por sua vez, informou que já apresentou um plano de ação corretiva às autoridades sanitárias e que pretende comprovar sua conformidade com as boas práticas exigidas. A empresa afirmou também discordar da decisão e garantiu estar trabalhando para retomar suas atividades após a revisão e aprovação das adequações propostas.

Especialistas em regulação farmacêutica afirmam que o caso reforça um alerta já antigo sobre o uso de implantes e hormônios manipulados. Esses produtos, embora populares, exigem controle técnico minucioso e estrutura laboratorial complexa. Pequenas falhas na manipulação ou esterilização podem gerar contaminações graves, levando a infecções, reações adversas e até risco sistêmico.

A Anvisa também reiterou a importância de que pacientes interrompam o uso imediato de qualquer medicamento ou implante de origem manipulada pela empresa e procurem orientação médica. Casos de reações inesperadas devem ser comunicados aos serviços de vigilância sanitária locais, contribuindo para o rastreamento de possíveis efeitos adversos.

O episódio da Elmeco evidencia, mais uma vez, a necessidade de fiscalização contínua e do cumprimento rigoroso das boas práticas farmacêuticas. O setor magistral, que tem papel importante na personalização de tratamentos, não pode prescindir do controle técnico e da responsabilidade sanitária. Quando há falhas estruturais, o impacto vai além do prejuízo econômico — atinge diretamente a confiança do consumidor e a credibilidade da indústria.

A medida da Anvisa representa, portanto, um marco de alerta para o setor de manipulação no país: a saúde pública não admite improvisos. O rigor técnico e o cumprimento das normas são, mais do que obrigações legais, garantias de que a medicina personalizada continue sendo uma alternativa segura e confiável para os pacientes brasileiros.

Piranhas (AL): o refúgio sertanejo com praias que lembram o Mediterrâneo

Nas margens serenas do Rio São Francisco, Piranhas, em Alagoas, vem conquistando cada vez mais atenção como um destino que combina a rusticidade histórica com uma beleza natural rara — atraindo pessoas que sonham em viver à beira da água sem abrir mão da segurança e de um custo de vida mais leve.

Embora longe do litoral oceânico, Piranhas impressiona pela sua água doce cristalina, que recorta rochedos, forma corredeiras calmas e revela trechos quase paradisíacos. A paisagem é rica e remete às regiões costeiras da Europa, tanto pela cor das águas quanto pela serenidade dos seus cenários.

O charme de Piranhas está em sua arquitetura colonial bem preservada: casarios coloridos, ladeiras históricas e ruas de paralelepípedo contam a história da cidade, enquanto barquinhos deslizam suavemente pelo rio. É esse contraste entre o patrimônio cultural e a natureza exuberante que a faz merecedora do apelido de “Sardenha Brasileira” — evocando imagens das ilhas europeias, mas com uma identidade totalmente brasileira.

Para quem busca qualidade de vida, a cidade oferece mais que beleza: o custo de vida é apontado como acessível, especialmente quando comparado a destinos litorâneos mais tradicionais. Os preços de moradia, alimentação e serviços tendem a ser mais baixos, sem comprometer a infraestrutura local. Além disso, o ritmo de vida tranquilo propicia um ambiente acolhedor, ideal para quem quer escapar do estresse das grandes metrópoles.

Outro ponto de destaque é a sensação de segurança que muitos visitantes e moradores relatam. A sensação de comunidade é forte e a densidade populacional relativamente baixa colabora para um ambiente mais calmo e protegido. Para quem quer se reconectar com a natureza, engajar-se em experiências culturais e viver com serenidade, Piranhas surge como alternativa rara: menos turística, menos massificada e mais autêntica.

Mas não é só descanso que se encontra ali. A economia local tem se beneficiado do turismo consciente, que valoriza os recursos naturais e culturais. Passeios guiados pelas paisagens do São Francisco, trilhas para mirantes impressionantes, além de visitas a museus e locais históricos, adicionam ao lugar uma profundidade pouco comum entre destinos de viagem.

Para os que desejam conhecer Piranhas mais de perto, a cidade oferece oportunidades de imersão, seja por meio de hospedagens em pousadas charmosas, cafés locais ou encontros culturais com moradores. Também há rotas de barco para explorar as quedas d’água, enseadas e trechos remotos do rio.

Viver em Piranhas também significa investir em uma experiência de vida onde o tempo passa mais devagar — mas com significado. Aqui, o pôr do sol no mirante ganha força como ritual particular; o som das águas, como trilha sonora constante; e o presente momento, como valor máximo.

Em um Brasil repleto de paraísos litorâneos, Piranhas é a rara joia de interior que reflete o azul mediterrâneo, mas oferece a autenticidade sertaneja, a paz de uma cidade pequena e as vantagens de uma vida financeira mais leve. É uma escolha para quem não deseja simplesmente visitar, mas se ancorar em um refúgio que desperta beleza, história e pertencimento.

Entre Crimes e o Deboche: ‘Espíritos Vadios’ Vão Subir Poeira na Bienal de Alagoas

A literatura policial nordestina ganha um novo capítulo de tirar o fôlego. Após o êxito arrebatador de Antros de Raposas, primeiro livro da Trilogia Espíritos Vadios, André L. Nakamura, com Fogo na Fornalha — lançado na Bienal de Pernambuco — promete fazer subir poeira na Bienal de Alagoas.

“Não me lembro de quem foi o autor que disse que Deus botou o bem-estar tão perto da dor que às vezes se chora de alegria. Eu prefiro chorar de tanto rir. Meus ‘Espíritos Vadios’, os mais debochados do Nordeste, vão fazer subir poeira aqui na Bienal.”

No Livro 1, Antros de Raposas, a morte de dois dos coronéis mais temidos da Paraíba desencadeia uma disputa violenta pelo controle territorial. Viúvas, parentes, hackers, mentalistas, agentes corruptos e malandros de todo tipo se enfrentam em um enredo que mistura tiroteios, explosões e alianças improváveis, revelando a face violenta da disputa pelo poder, em meio a uma alta dose de deboche.

Se no primeiro livro é apresentado o universo dos personagens e a luta por territórios, agora, no Livro 2, Fogo na Fornalha, o campo de batalha se desloca para uma ofensiva institucional. O confronto deixa de ser apenas entre famílias rivais ou coronéis decadentes e passa a envolver o poder público, em uma escalada que aponta para uma guerra ainda maior, em um cenário cada vez mais incendiário. Uma força-tarefa formada por órgãos e entidades públicas declara guerra à criminalidade e à corrupção, esgarçando as relações entre os poderosos locais e empurrando organizações criminosas para um confronto aberto.

Para os leitores, o lançamento será uma oportunidade de conhecer de perto André L. Nakamura e garantir exemplares autografados. O evento contará com duas sessões: no estande da Livraria BêaBá e no da Palavra Encantada, em horário especial para o público da Bienal.

A Trilogia Espíritos Vadios se consolida como uma obra que une realismo, ritmo cinematográfico e uma crítica afiada à corrupção e à violência enraizadas no tecido social brasileiro. O segundo livro não apenas mantém a intensidade, como amplia o escopo, colocando seus personagens diante de dilemas ainda mais extremos. O autor promete concluir a trilogia até o final de novembro deste ano, com o lançamento de Carcaças de Feras.


Serviço

Obras:
Espíritos VadiosAntros de Raposas (Livro 1) e Fogo na Fornalha (Livro 2)

Autor:
André L. Nakamura

Sessões de Autógrafos:
Livraria BêaBá: Dia 31/10, às 14h
Palavra Encantada: Dia 31/10, às 17h

Local:
11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas
Centro de Convenções e de Exposições Ruth Cardoso
Rua Celso Piatti, s/n, Jaraguá, Maceió – AL

Disponibilidade:
À venda nos estandes da Livraria BêaBá e da Palavra Encantada.

Transformação à luz do flash — o novo ato loiro de Deborah Secco

A atriz Deborah Secco surpreendeu o público ao surgir com um visual inteiramente renovado: fios platinados que abandonam o castanho-natural para apostar na ousadia do loiro radiante. Na trajetória de duas décadas de carreira, essa metamorfose assume papel mais do que estético: simboliza mudança de ciclo, posicionamento estilístico e anúncio de novos projetos.

No registro da mudança, Secco declarou que há tempo desejava esse “novo olhar” sobre si — e que o loiro, para ela, carrega um sentido de empoderamento, de força feminina. A escolha foi muito além de uma simples coloração: envolveu preparação capilar, acompanhamento estético especializado e uma narrativa que deixa claro: o novo visual não é capricho passageiro, mas reflexo de uma fase distinta.

A leitura estética dessa mudança tem múltiplas camadas. Por um lado, há a própria relação da atriz com o público e a mídia: em um universo em que imagem e personagem se misturam, a novidade traz frescor e mídia espontânea. Por outro, esse tipo de alteração sinaliza também intenções futuras profissionais — recaindo sobre novelas, filmes e campanhas publicitárias em que a estética se torna personagem complementar. De fato, a mudança surge justamente no momento em que ela se prepara para novos desafios em seu portfólio artístico.

Há ainda o componente simbólico dessa transformação: mudar os cabelos é, frequentemente, anunciar que algo interno também se modifica — seja na carreira, na vida pessoal ou no posicionamento público. No caso de Deborah Secco, cujos papéis frequentemente exploram força, sensualidade e reinvenção, o loiro assume mais que tom — torna-se assinatura de um novo capítulo. É como se a atriz dissesse: “Aqui me vejam diferente”. E, na era das redes sociais, cada detalhe dessa visibilidade conta.

Os bastidores técnicos dessa transição não podem ser ignorados. Atingir um loiro clareado exige clareamento progressivo, manutenção rigorosa com nutrição e reconstrução dos fios, proteção contra danos e uma agenda recorrente de retoques. Nesse sentido, a mudança não termina na revelação das fotos: ela exige disciplina e cuidado continuado. O fato de Deborah ter adotado com convicção indica que ela está pronta para o investimento estético (e simbólico) que acompanha a metamorfose.

E qual é o reflexo disso para o público? Para fãs, admiradores e seguidores nas redes sociais, a mudança provoca reações divididas: há a surpresa que se transforma em elogio — “ela ficou linda” —, e também o debate sobre identidade e naturalidade: “será que mudou demais?”. Em tempos de padrões de beleza cada vez mais questionados, cada corte, cor ou estilo passa a carregar carga de significados. A atriz, ao mudar seus fios, dialoga com esse universo — de liberdade, expressão e autocriação.

Em resumo, a mudança de Deborah Secco funciona como peça de visibilidade e como declaração pessoal. É simultaneamente marketing, estilo e evolução. Na narrativa da atriz, o loiro anuncia que algo novo se aproxima — e os holofotes já se voltam para essa nova versão dela.