12ª EDIÇÃO DO FESTLIP – FESTIVAL INTERNACIONAL DAS ARTES DA LÍNGUA PORTUGUESA

APROFUNDA CONECTIVIDADE DAS EDIÇÕES ANTERIORES E 

GANHA VERSÃO CEM POR CENTO ONLINE DURANTE A QUARENTENA 

De 18 a 23 de junho, o FESTLIP_On reúne artistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste para shows, leituras dramáticas, espetáculos teatrais, exibição de filmes, debates, exposição e mostra gourmet

FESTLIP – Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa antecipa sua 12ª edição para o 1º semestre e promove, de 18 e 23 de junho, a união de quatro continentes por meio de conteúdos artísticos transmitidos via internet, neste período da quarentena mundial. Com toda a sua programação online e ao vivo, disponível gratuitamente em seus canais digitais (facebook.com/festlip e youtube.com/festlip), o FESTLIP_On terá apresentações teatrais, leituras dramáticas, shows, programação infantil, filme, poesia, debates, exposição de fotos e mostra gourmet. Com o apoio oficial da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e do Instituto Camões, o FESTLIP_On oferece uma variedade de atividades durante seis dias consecutivos a partir de sua experiência no universo artístico lusófono há mais de 10 anos e, mais recentemente, em suas plataformas digitais, que vêm ganhando protagonismo ano após ano.

“O FESTLIP_On quer promover a união de 220 milhões de amigos virtuais, falantes da língua portuguesa nos nove países lusófonos e espalhados pelo mundo”. A proposta ousada de Tânia Pires, diretora artística do FESTLIP e atriz brasileira, tem ganhado forma nos últimos anos. “Há algumas edições, o FESTLIP tem sido pioneiro em se utilizar da tecnologia para conectar os países de língua portuguesa. Em 2017, quando a conectividade foi a temática do festival, fizemos a interação ao vivo entre Angola, Moçambique, Portugal e Brasil durante a cerimônia de abertura e apresentamos um projeto único no mundo: a peça A Terceira margem do rio, do conto homônimo de Guimarães Rosa, foi ensaiada à distância por nove atores dos nove países de língua portuguesa, sob a direção do encenador brasileiro Paulo de Moraes. Ele será o homenageado desta edição, não apenas pelo ineditismo dessa empreitada, tão simbólica neste momento, como pela sua consistente trajetória artística”, adianta Tânia. “Em 2018, fizemos o primeiro FESTLIP_ON, com todo o conteúdo do festival transmitido em tempo real pelo site do evento, o que facilitou nossa adaptação para o meio digital justamente agora, quando se torna impositivo fazermos essa versão cem por cento online”, completa.

Neste momento de isolamento social, a música tem sido uma manifestação artística poderosa para unir artistas e seu público. Inédito na programação, o Festival Som da Língua reunirá músicos dos países lusófonos em lives abertas transmitidas pelas redes sociais do evento. Produzido pelo FESTLIP_On, sob o comando de Tânia Pires, em parceria com a Linharte Produções, dirigida pelo cantor angolano Paulo Matomina, o Som da Língua é um dos destaques desta edição, como explica TâniaO impulso para este movimento surgiu da necessidade de mobilizar, em um momento tão adverso, toda a comunidade artística destes países. Não podemos ficar em silêncio e a união é a melhor forma de não permitirmos o abatimento. Nossa arma é a nossa língua. Em sintonia com a proposta e motivado pelo desejo de ressignificar espaços para grandes músicos independentes, Paulo Matomina reforça: Queremos que a música transponha as fronteiras do distanciamento social e seja uma companhia de verdade. Vamos bater à sua porta, pedir licença e tocar. Tocar o seu coração e falar a sua língua”. Fazem parte da programação os cantores, compositores e instrumentistas Paulo Matomina e Abel Dueré, de Angola; a cantora brasileira radicada em Portugal Luanda Cozetti e seu grupo, Couple Coffee; o DJ Mam, do Brasil; o cantor e músico John D’Brava, de Cabo Verde; a cantora Iragrett Tavares, de Guiné-Bissau; a cantora Vanilla Karr, da Guiné Equatorial; o cantor, compositor e baterista Otis Selimane, de Moçambique; o cantor, compositor e multi-instrumentista Yami, de Portugal, e o cantor, compositor e guitarrista Tonecas Prazeres, de São Tomé e Príncipe. O Som da Língua acontece durante os dias 18 e 20/6, com três artistas por dia, em apresentações de 15min cada. Ao final, haverá um bate-papo entre os músicos.

No dia 18/6, abertura do festival, o FESTLIP_On disponibiliza a sua produção do espetáculo teatral A terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa. A peça conta com atores dos nove países da língua portuguesa e foi dirigida por Paulo de Moraes de maneira inédita: os ensaios aconteceram no período de um mês, através do Skype, e o espetáculo foi montado presencialmente em cinco dias, no Brasil, em 2017.  Homenageado desta edição, o diretor, dramaturgo e cenógrafo paranaense Paulo de Moraes, de 55 anos, iniciou sua trajetória artística em 1987, quando fundou a Armazém Companhia de Teatro em Londrina. Radicado no Rio há 22 anos, dirigiu artistas como Paulo Autran, Ana Beatriz Nogueira, Suzana Faini, Louise Cardoso, Fernando Eiras, Malu Valle, Celso Frateschi e Zécarlos Machado, entre outros, além do Grupo Galpão e da Intrépida Trupe. Seus espetáculos percorreram países como Portugal, França, Escócia, Noruega, Uruguai, China e Angola. Como diretor, foi premiado ou indicado aos Prêmios Shell, Molière, APTR, Mambembe, Cesgranrio, Eletrobrás, Cultura Inglesa, Contigo, Qualidade Brasil e Faz Diferença. Em 2013 e 2014, recebeu o Fringe First Award, mais importante prêmio do Festival de Edimburgo, na Escócia, por A marca da água e O dia em que Sam morreu. Destacam-se ainda em sua carreira A ratoeira é o gato (1994), Sob o Sol em meu leito após a água (1997), Alice através do espelho (1999), Da arte de subir em telhados(2001), Pessoas invisíveis (2002), Toda nudez será castigada (2012), Jim (2013) e Hamlet (2017).

Mostra Teatral Pipoca com Teatro: agora pode lança o diretor brasileiro Moacyr Góes em uma experiência inédita virtual, no dia 21/6. Ele dirige o espetáculo teatral Ibsen Venusianas, com a participação da atriz brasileira Tânia Pires, o ator moçambicano Horácio Guiamba e a atriz portuguesa Susana Vitorino, que assina a codireção. O texto narra um romance entre uma atriz brasileira e um artista plástico cabo-verdiano e passa por temas como a visão sobre a arte contemporânea africana no mundo, violência doméstica e preconceitos.

As mulheres terão voz no debate A voz feminina na língua portuguesa e em nossas sociedades, dentro do FESTLIPencontros – uma conversa mediada pela pesquisadora brasileira e mestre em comunicação Maria Amélia Paiva Abrão com as convidadas as ativistas Cátia Terrinca, de Portugal; Loló Arziki, de Cabo Verde, e Solange Salvaterra, de São Tomé e Príncipe.

Na edição totalmente virtual do FESTLIP não poderiam ficar de fora os bate-papos da quarentena – também batizados de FESTLIP_On –, que tem mantido conectados nas plataformas sociais os falantes da nossa língua desde 22 de março deste ano, reunindo artistas, diplomatas e personalidades ligadas à cultura dos países de língua portuguesa. Foram cerca de 200 mil visualizações ao longo das 25 entrevistas realizadas até agora. De 21 a 23 de junho, Tânia Pires convida, para conversas ao vivo, o embaixador brasileiro e ex-diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura Marcelo Dantas, o ex-Secretário Executivo da CPLP e hoje Assessor da Presidência da República da Guiné Equatorial Murade Murargy e, encerrando a sequência, o homenageado desta edição, o diretor de teatro Paulo de Moraes. Os bate-papos prometem muita cultura, arte, diplomacia e diversidade para tentar desvendar os futuros caminhos do nosso idioma.

FESTLIPcine apresenta o curta-metragem Beleléu – baseado no livro A Deus, de Leonardo Miranda – no dia 19/6. O filme conta, em forma de realismo fantástico, a saga de Benzinho, filho de um alquimista visionário que mora em Beleléu. Na cidade quase inacessível, ele busca seu Deus e sua própria liberdade.

As crianças também terão uma programação especial e poderão acompanhar pelas redes sociais o FESTLIPinho, que traz o curta metragem infantil inédito Blob – O dia em que o planeta mudou, filmado especialmente para a linguagem digital durante a quarentena, com direção de Maria Clara Wermelinger. A história é uma metáfora dos momentos atuais de pandemia e mostra com sensibilidade um olhar sobre um “novo mundo” que se descortinará à nossa frente, pelo olhar de Blob, seu protagonista, morador de um planeta quadrado.

FESTLIPgourmet, que ao longo das 11 edições anteriores apresentou delícias culinárias dos países lusófonos em menus criados especialmente para o festival pelos chefs dos restaurantes parceiros, este ano apresenta a live Doçuras de Portugal. A chef brasileira Naná Chaves, diretamente da sua cozinha, ensinará a receita da baba de camelo, um delicioso doce português à base de leite condensado e ovos.

Dois eventos estarão disponíveis em salas de vídeo das redes sociais do FESTLIP_On ao longo dos seis dias de programação. O FESTLIPexpo apresenta uma mostra de fotografias disponibilizada pelo Instituto Camões com o tema O cinema português. A exposição digital traz imagens que traçam um panorama dos mais de cem anos do cinema português, destacando sua grande diversidade e os períodos de maior vitalidade, sobretudo a partir da virada para o cinema moderno, nos anos sessenta, e da transição para a democracia em 1974. Já as Peripécias Poéticas reúnem Pílulas de Poesia – vídeos com poemas de países lusófonos interpretados pela atriz Elena Iyanga, de Guiné-Equatorial.

 

SERVIÇO

FESTLIP_Mostra Teatral Pipoca com Teatro: agora pode

Dia 18 de junho, às 13h do Brasil* e às 17h de Angola e Portugal

Sala de vídeo com a exibição do espetáculo musical A Terceira Margem do Rio, com artistas dos nove países da língua portuguesa

Direção: Paulo de Moraes (Brasil)

Dia 21 de junho, às 17h do Brasil e às 21h de Angola e Portugal 

Live da leitura dramatizada do espetáculo Ibsen Venusianas. Com a atriz brasileira Tânia Pires e o ator moçambicano Horácio Guiamba

Direção: Moacyr Góes (Brasil) / Codireção: Susana Vitorino (Portugal)

FESTLIPshow 

Dias 18, 19 e 20 de junho, às 17h30 do Brasil e às 21h30 de Angola e Portugal  

Festival Som da Língua – lives

Yume (Portugal), Otis Selimane (Moçambique), Paulo Matomina (Angola) – 18/6

Iragrett Tavares (Guiné-Bissau), John d’Brava (Cabo Verde), Tonecas Prazeres (São Tomé e Príncipe) – 19/6

Couple Coffee (Brasil), Abel Duere (Angola), DJ MAM (Brasil), Vanilla Karr (Guiné Equatorial) – 20/6

FESTLIPcine

Dia 19 de junho, às 14h do Brasil e às 18h de Angola e Portugal

Sala de vídeo com o curta-metragem Beleléu

Direção: Leonardo Miranda e Maria Clara Wermelinger (Brasil)

FESTLIP_On 

Dia 21 de junho, às 17h do Brasil e às 21h de Angola e Portugal

A cultura e a Língua Portuguesa na Diplomacia Política – Países da CPLP – live

Convidados: Marcelo Dantas, embaixador brasileiro e ex-Diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura do Brasil.

Dia 22 de junho, às 17h30 do Brasil e às 21h30 de Angola e Portugal

Promoção da Língua Portuguesa em Guiné Equatorial e sua polêmica na CPLP – live

Convidado: Murade Murargy, embaixador moçambicano, Ex–Secretário Executivo da CPLP e Assessor do Presidente da República da Guiné-Equatorial

Dia 23 de junho, às 17h do Brasil e às 21h de Angola e Portugal

Processo de Criação por Meio Digital, Quebra de Barreira das Quatro paredes do Teatro e a conexão da Língua Portuguesa nas Artes – live

Convidado: Paulo de Moraes, diretor brasileiro da Cia de Teatro Armazém

FESTLIPencontros 

Dia 21 de junho, às 14h do Brasil e às 18h de Angola e Portugal 

A voz feminina na língua portuguesa e em nossas sociedades – live

Sala de debates mediada por Maria Amélia Paiva Abrão, pesquisadora brasileira e mestre em comunicação

Convidadas: Cátia Terrinca (Portugal), Loló Arziki (Cabo Verde) e Solange Salvaterra (São Tomé e Príncipe)

FESTLIPinho

Dia 21 de junho, às 15h do Brasil e às 19h de Angola e Portugal

Sala de vídeo com a transmissão do curta-metragem infantil Blob – O dia em que o planeta mudou

Criação e produção: Leonardo Miranda (Brasil)

Direção: Maria Clara Wermelinger (Brasil)

FESTLIPgourmet 

Dia 22 de junho, às 14h do Brasil e às 18h de Angola e de Portugal

Doçuras de Portugal – live

Chef convidada: Naná Chaves (Brasil) ensina a receita do doce português baba de camelo

FESTLIPexpo

Sala de vídeo com imagens da mostra O cinema português, cedida pelo Instituto Camões

De 18 a 23 de junho

Peripécias Poéticas

De 18 a 23 de junho 

Sala de vídeo com Pílulas de poesia durante os seis dias do FESTLIP_On

Com a atriz Elena Iyanga (Guiné-Equatorial)

RIO STAR E HEMOCENTRO FECHAM PARCERIA PARA DOAÇÃO DE SANGUE

Rio Star e Hemocentro São Lucas fecham parceria para doação de sangue
Ação tem como objetivo aumentar o estoque dos bancos de sangue, que registraram queda de 50% desde o início da pandemia do coronavírus

A Rio Star, maior roda gigante da América Latina, acaba de fechar uma parceria com o Hemocentro São Lucas a fim de aumentar o número de doadores de sangue do órgão. O objetivo da ação é mudar o cenário de saúde atual, pois houve baixa de cerca de 50% nos estoques de sangue por conta da pandemia do coronavírus, que fez com que cada vez menos pessoas saíssem de suas casas.
Sendo assim, quem doar sangue na instituição entre 15 de abril e 15 de maio e guardar o comprovante tem direito a um desconto de 50% no ingresso da Rio Star, sendo uma bilhete por pessoa com validade de 30 dias. Basta apresentar o comprovante com data no momento da compra. A ação será válida apenas para quem adquirir ingressos na bilheteria da roda gigante após sua reabertura, cuja data ainda não está confirmada, mas será divulgada com antecedência por meio do site https://riostar.tur.br/.


Para fazer a doação de sangue, o candidato deve ter entre 18 e 69 anos, pesar acima de 50 kg, estar alimentado e portando algum documento de identidade original com foto.  O horário de atendimento é de segunda a quinta-feira das 08h às 17h e às sextas das 08h às 16h. O Hemocentro São Lucas fica localizado na rua Manoela Barbosa, 50, no bairro do Méier, Rio de Janeiro.
No entanto, é necessário prestar atenção em algumas restrições:

Pessoas que tomaram vacina de sarampo ou febre amarela só poderão doar sangue depois de 30 dias contados a partir da data da vacinação. Em relação à vacina da gripe, depende da composição. A equipe médica avaliará esse quesito no dia;

Candidatos que tenham feito transfusão de sangue só estão aptos a doar após 1 ano;

Se realizou endoscopia ou colonoscopia, deve aguardar 6 meses;

Para quem fez tatuagem ou colocou piercing recentemente, o período de espera também é de 6 meses;

Pessoas com piercing na língua não podem fazer a doação. Em caso de retirada da jóia, só será permitido depois de 1 ano;

Em se tratando de diabéticos, só pode doar se não for insulino dependente;

Para quem tiver hepatite, a doação só será permitida se o caso foi antes dos 11 anos de idade;

Em caso de cirurgias, deve se esperar de 3 a 12 meses. Porém, dependendo do tipo, o tempo pode oscilar. Tudo isso é avaliado junto à equipe médica no dia da doação;

No caso de uso de antibióticos, deve-se aguardar 14 dias após o término do tratamento se estiver sem sintomas.

De acordo com a Dra. Andressa Oliveira, médica do Hemocentro São Lucas, a parceria com a Rio Star vem em um momento muito importante, já que a pandemia do coronavírus reduziu os estoques de sangue em todos os hemocentros. “Apesar da orientação de seguirmos com o isolamento social, que é de fundamental importância, precisamos que as pessoas, de forma organizada e segura, façam o agendamento da doação de sangue em nossa unidade. Nosso ambiente de doação não está localizado dentro de um hospital e estabelecemos diversas ações para segurança, como: distanciamento das cadeiras, uso de EPI, agendamento e limpeza de todo mobiliário”, explica a profissional, ressaltando que uma única doação pode salvar até quatro vidas. “O processo é rápido e seguro, um simples gesto de amor e solidariedade pode gerar muitos sorrisos”, comenta.
Para a Rio Star, a iniciativa é uma forma de o parque devolver ao público carioca todo o carinho que vem recebendo desde a abertura. A atração reitera que é mais do sua obrigação colaborar para o bem-estar de todos em um momento tão delicado para nosso país.

Danez Smith é a segunda presença confirmada na 18ª Flip

Voz radical da poesia contemporânea norte-americana, Danez Smith é a segunda presença confirmada na 18ª Flip

 

Poeta e performer, Danez Smith é a segunda presença confirmada na 18ª Flip, que acontece de 29 de julho a 2 de agosto, em Paraty. Voz radical da poesia contemporânea norte-americana, com livros debruçados sobre temas como raça, gênero e identidade, Smith se define como uma pessoa não-binária e prefere ser tratado por pronomes no plural  e sem demarcação de gênero, quando possível – como they (eles) em inglês e “elu”, neste release, em lugar de “ele” ou “el@” ou “elx”.

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Em 2017, com Não digam que estamos mortos, a ser publicado em maio no Brasil pela Bazar do Tempo, Smith foi finalista do National Book Award e ganhou o prêmio Forward de poesia, tornando-se o autor mais jovem a ser premiado – o uso de “autore” e “premiade” fica por conta de cada um. Lançado em meio ao movimento Black Lives Matter, o livro fala sobre o racismo e a violência institucionalizada nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que trata de temas pessoais, como seu diagnóstico de HIV positivo.

 

“A poesia de Smith reflete a intensidade de suas investigações sobre raça, gênero, linguagem”, diz o diretor artístico da Flip, o arquiteto Mauro Munhoz. “É como se a violência e o racismo estruturais que o ameaçam e a seus amigos na representação que faz da realidade ameaçassem também a sua poesia, obrigando-a a encontrar novas formas de sobrevivência.”

 

Para Fernanda Diamant, curadora da Flip, “Danez Smith tem um estilo inédito, um frescor na escrita. Como escreveu um crítico do New York Times, seus poemas produzem “novas vibrações impressionantes” na linguagem mas também na maneira de entender temas como racismo, homofobia, infância, amor, sexo e morte. Smith tem ainda o talento hipnótico ao falar seus poemas trançadamente líricos e políticos.”

 

Danez e sua obra

 

Danez Smith nasceu em St. Paul, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos, em uma família devota da Igreja Batista. Apesar da dificuldade de se encaixar na congregação por sua identidade queer, Smith credita aos sermões de domingo seu interesse pela poesia e performance. “A primeira escrita que eu amei foi a dos sermões de domingo”, disse em entrevista recente ao jornal britânico The Guardian. Hoje, Smith é um dos principais nomes entre poetas de vanguarda afro-americanos que tem transitado entre performances em palcos e a publicação de livros.

 

Em 2014, Smith fez sua estreia em livro com [insert] boy, sem tradução no Brasil, e, três anos depois, conquistou atenção de um público maior com o premiado Não digam que estamos mortos. Nessa época, a performance de Smith lendo “dear white America”, um dos poemas em prosa do livro, viralizou na internet, rendendo comparações a “Howl”, clássico poema de Allen Ginsberg (1926-1997) que é uma espécie de condenação dos Estados Unidos dos anos 1950.

 

Smith faz parte do coletivo Dark Noise Collective, que reúne alguns dos nomes de vanguarda da poesia nos Estados Unidos, como Fatimah Asghar, Franny Choi, Nate Marshall, Aaron Samuels e Jamila Woods. Elu também dá aulas em Minnesota e publicou este ano seu terceiro livro, Homie, sem tradução no Brasil, que tem colecionado boas críticas. Na nova publicação, Smith não deixa de tocar em temas sensíveis, como racismo e xenofobia, mas oferece uma coletânea de poesias mais intimista, que orbita ao redor do universo da amizade.

 

Coronavírus

 

A Flip está atenta ao alerta de pandemia do coronavírus declarado pela Organização Mundial da Saúde e aos riscos que a doença oferece. Como é difícil prever a dimensão dos reflexos de sua disseminação pelos próximos quatro meses, seguimos trabalhando na organização da Festa em permanente obediência às orientações das autoridades nacionais e internacionais no assunto. Danez Smith se junta ao nigeriano Chigozie Obioma como os primeiros autores confirmados em sua programação.

 

Flip 2020

 

A 18ª edição da Flip acontece de 29 de julho a 2 de agosto, em Paraty.

 

Quem faz a Flip

 

A Flip tem o patrocínio do Ministério da Cidadania, através de sua Secretaria Especial de

Cultura, e por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além do Patrocínio Oficial do Itaú

e apoio da Pinheiro Neto Advogados. A edição 2020 continua em fase de captação.

POUSADA EM BÚZIOS COM NOVOS SERVIÇOS
Pousada Byblos – conforto, qualidade e pôr do sol exuberante em Búzios.

Com uma das vistas mais privilegiadas de Búzios, a Pousada Byblos é um daqueles lugares que a gente só acredita que existe porque tem fotos para provar!
 
De frente para a Praia da Armação e a distância de 3 minutos do Centro da Cidade, a estadia na Pousada Byblos, além de toda a experiência e conforto, ainda permite ao visitante uma agradável caminhada noturna pela Orla Bardot até a Rua das Pedras. As famosas Praia dos Ossos, Praia Azeda e Praia Azedinha estão próximas a pousada. 
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Para quem gosta de curtir as instalações da pousada, a Byblos conta com uma piscina com vista para a orla e de frente para um dos momentos mais sublimes da natureza, o pôr do sol. A pousada possui 21 apartamentos, todos equipados com frigobar, ar-condicionado, TV, secador de cabelo, telefone, cofre e fechaduras eletrônicas. Divididos em 3 tipos de acomodação, os hóspedes podem optar pelo “vista mar”, “standard” ou “superior”, este último tipo conta com banheiras hidromassagem nos quartos. 
A pousada ainda oferece aluguéis de Buggy, Moto, Bicicleta, Lancha, cursos de Mergulho, passeios de Trolley e passeio de Escuna. Mas o que mais pode se ver mas fotos dos hóspedes é a paisagem através da piscina com a mais bela vista do pôr do sol sobre o mar.
 
No café da manhã estão inclusos: frutas, suco de laranja, geleias caseiras, queijos minas e prato, café, leite, chá, ovos mexidos (fritos ou quentes), pães, torradas e bolo.  
 
A recepção funciona 24 horas por dia, com atendimento em espanhol, inglês e alemão.
 
“O que mais me encanta na pousada Byblos é a excelente localização, com acesso à praia, aos principais restaurantes, e próximo a famosa rua das Pedras. Não preciso pegar o carro pra nada. Adoro ficar ao redor da piscina, vendo o por do sol. Os atendentes são extremamente cordiais.” – diz Tatiana Maximo, hóspede do hotel há 4 anos. 
 
Na Pousada Byblos suas férias em Búzios serão inesquecíveis!
 
Byblos Pousada
Rua Alto do Humaitá, 14 – Armação de Búzios, RJ – CEP 28950-000
Tel: (22) 2623-1162
Instagram.com/byblospousada
Nattan lança “O Lamento” com parceria do rapper indígena Kunumí MC

Nattan lança “O Lamento” com parceria do rapper indígena Kunumí MC
Música, e clipe, abordam a questão ambiental e é a segunda do EP “[é isso]” que terá mais dois singles

O cantor Nattan lança o segundo single do EP “[é isso]”, a música escolhida foi “O Lamento” onde ele aborda a questão ambiental e todos os malefícios de não estar em harmonia com a natureza.

No primeiro single “O Mergulho”, lançado no final de 2019, ele falava da temática da depressão e o suicídio. Nesse novo trabalho ele fala de temas como desmatamento, caça a animais, incêndios, preservação dos povos indígenas e perseguição aos ativistas ambientais. Como isso prejudica nossa vida atual e futura. Neste single ele apresenta uma parceria com o rapper indígena Kunumí MC, que passa sua mensagem num rap em Tupi Guarani.

– O objetivo não é atacar, ou entrar em brigas de direita e esquerda, mesmo tendo o meu posicionamento político, o foco é convidar a todos para nos levantarmos e lutarmos pelo meio ambiente, é passar informações reais para que as pessoas vejam e sintam mesmo o que está acontecendo… tem muita gente morrendo por defender questões ambientais, o Brasil é o país mais perigoso do mundo para os ativistas do meio ambiente, a nossa floresta está morrendo, a Amazônia está em sinal vermelho e o mundo inteiro está preocupado – explica o cantor.

O clipe de “O Lamento” foi lançado nesta terça-feira, 10/03, e está em todas as plataformas digitais. Na produção, que tem realização da Cerejeira Produções, Nattan faz todo em linguagem de sinais e aparece em dois ambientes, em Santa Isabel (SP) e na aldeia Krukutus, onde Kunumí MC mora.

– O cenário atual está gritando e nós não podemos ficar calados. A arte sempre foi usada para divertir, emocionar, mas principalmente para denunciar questões e promover “reflexão”. Gravar na floresta, ver tanta gente doando seu tempo e seu talento para este projeto, visitar uma aldeia indígena, ter a honra de ter um índio usando sua arte para nos abençoar foi muito lindo e estou muito feliz – diz o cantor.

Outro fato interessante sobre a música é que todo o som das cordas (violino e violoncelo), as latas e o canto indígena foram gravados ao vivo no meio do mato!
– O Kunimi não foi ao estúdio, tudo foi gravado ao vivo no dia da gravação do vídeo – ressalta Nattan.

Além de “O Mergulho” e “O Lamento” o EP [é isso] contará com mais duas músicas.

– Com as músicas, e vídeos, quero jogar uma luz sobre temas relevantes a sociedade, essa é a base desse trabalho – revela Nattan.

O EP [é isso] é produzido por Danilo de Moura – atualmente na Netflix com a série “Ninguém tá olhando” e tem preparação vocal de Amélia Gumes.

– Para esse álbum vou fazer um projeto nas minhas mídias sociais para alcançar mais pessoas. Dentro do IGTV, no instagram, serão lançados vários vídeos ligados ao tema de cada música, incluindo um papo com a psicóloga Ana Detter, que discutirá os temas do ponto de vista psicológico – completa.

O vídeo de “O Lamento” pode ser visto no https://youtu.be/RQiS2Cr6Smg

Sylvia Thereza faz recital único com violoncelista belga Alexandre Debrus na Sala Cecília Meireles, dia 12/3, quinta-feira

Sylvia Thereza faz recital único com violoncelista belga Alexandre Debrus na Sala Cecília Meireles, dia 12/3, quinta-feira

 

Com apoio do governo da Bélgica e instituições nacionais e internacionais de fomento à cultura, pianista brasileira, radicada na Bélgica, vem ao Brasil para dar início a uma série de apresentações e ações sociais em prol da qualificação musical de excelência para jovens de comunidades desfavorecidas e seu devido ingresso no exigente circuito mundial da música de concerto

Quase um ano após o lançamento no Brasil de seu último CD “O Manifesto Romântico”, a pianista carioca retorna ao país  com apresentações em quatro capitais brasileiras e,  desta vez,  com uma bandeira social importante como pano de fundo: a qualificação de milhares de jovens de projetos sociais diversos através de um extenso programa de intercâmbio e atividades pedagógicas de excelência. Após recitais solos em Goiânia (4/3) e Brasília (6/3), e com o violoncelista belga Alexandre Debrus em Fortaleza (7/3), Sylvia Thereza retorna a sua cidade natal, em duo com o consagrado músico belga, em apresentação única na Sala Cecília Meireles, na quinta-feira, dia 12. Desta vez, a pianista não irá apenas interpretar obras de Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Schostakovich. Com o apoio e parceria de robustas instituições nacionais e internacionais (entre elas o Instituto Kodaly, da Hungria) e conceituados artistas do cenário internacional,  a pianista está trabalhando para a realização do programa “Mestres em Residência”.

O programa “Mestres em Residência” irá estabelecer um intercâmbio consistente e programático entre renomados músicos, sólidas instituições europeias e inúmeros projetos sócio-artísticos, buscando treinar e qualificar mais de 24 mil jovens, inicialmente, em diversas cidades do país.  Além de beneficiar os alunos, a idéia também é proporcionar aos professores e monitores dos projetos sociais – contemplados com o programa – um intercâmbio visando a evolução de suas habilidades, sensibilidade artística e ampliando suas perspectivas de futuro. Como de praxe em todos os seus concertos pelo mundo, haverá uma cota de ingressos para alunos de escolas públicas e projetos sociais.

Participando com Sylvia Thereza de parte da sua turnê, o belga Alexandre Debrus, celebrado violoncelista na Europa e que teve entre seus mestres Rostropovich e Mischa Maisky, é um dos músicos já confirmados no programa. Até o final de março, Sylvia volta a se apresentar no Rio de Janeiro (22/3, com a Orquestra Petrobrás Sinfônica como solista convidada) e em São Paulo (dia 15/3, em recital solo).

Mas não é de hoje que a notável pianista do Rio de Janeiro vem atuando na educação e qualificação de crianças e jovens desfavorecidos. Como parte de seu compromisso social e filosofia musical, Sylvia foi co-autora, no Rio de Janeiro, de um projeto pioneiro que introduziu a música clássica  para mais de 12.000 crianças oriundas deste extrato social e que teve como madrinha a atriz Malu Mader.

Apesar de ter se apresentado nas mais importantes salas do mundo e ensinado, ao lado de Maria João Pires, na mais seletiva escola para solistas internacionais da Europa – A Chapelle Musicale Reine Elisabeth, Sylvia se mantêm conectada e engajada com nossas crianças. Na Bélgica, é co-fundadora e  diretora artística da Associação Uaná- Association for the Arts, instituição que visa reunir artistas para esse fim: o de produzir arte com a missão de colaborar com projetos sociais. Através da Uaná, vem proporcionando cultura e rompendo barreiras sociais para crianças necessitadas e deficientes, unindo para isso grandes nomes do mundo artístico e valiosos educadores, através de projetos de  educação musical, concertos, exposições e discos.

Photo 2 – Sylvia Thereza – Japan-creditos Celso Filho – menor

SYLVIA THEREZA, piano

Com uma vasta experiência como solista e camerista, tendo estudado com renomados nomes do cenário mundial, Sylvia logrou atingir desde cedo um notável grau de maturidade pianística. Mestres como Maria da Penha, Myrian Dauelsberg, Bella Davidovich, Allan Weiss e Maria João Pires (de quem foi  professora assistente na Chapelle Musicale Reine Elisabeth na Bélgica, e em Workshops ao redor do mundo) lhe proporcionaram a cultura artística que lhe permitiu despontar no cenário internacional. Já se apresentou em importantes salas de quase todos continentes tendo atuado como solista de importantes orquestras e regentes. Foi premiada na “Edição Martha Argerich” do Concurso Internacional de Piano de Vigo, na Espanha em  2019 que teve Martha Argerich, Nelson Freire, Tamas Vasary e Sergio Tiempo no júri.

Alexandre Debrus 2020 – creditos Benjamin Brolet – menor

ALEXANDRE DEBRUS, Violoncelo

Nascido na Bélgica, Debrus é filho de músicos tendo recebido de sua mãe violoncelista as primeiras orientações aos 4 anos de idade. Posteriormente estudou com  mestres do quilate de Rostropovich, Mischa Maisky, Luc Dewez, Marc Drobinsky e YvanMonigheti. Sua discografia compreende 21 CDs como solista e camerista para selos como Pavane Records, EMI Classics, RCA Victor Red Seal (BMG)e Warner Classics. Recentemente gravou sob o selo Pavane Records as 6 CelloSuites de Johann Sebastian Bach para violoncelo solo, bem como os Trios 1 e 2 de Félix Mendelssohn Bartholdy, como  membro do Trio Carlo van Neste.  Além das várias bolsas de estudo que lhe foram conferidas, foi agraciado com diversos prêmios dentre os quais o primeiro prêmio da competição “Mathilde Horlait Dapsens”.

Alexandre foi vencedor da bolsa de 2004 da “Fundação Belga de Vocação (VOCATIO) e recebeu em 2007 o título de cidadão honorário da cidade de Nagakute no Japão. Entre 1999 e 2006, foi nomeado professor  de música de câmara do “Conservatório Real de Música de Bruxelas”. Tem atuado regularmente como solista e camerista em países como  Bélgica, França, Suíça, Alemanha, Sérvia, Itália, Espanha, Grécia, Estados Unidos, Rússia, Argentina, Japão, China e Israel. Como professor é sempre convidado para dar aulas em diversos festivais em vários países.  Em 2020,  recebeu o Troféu Fuga, concedido uma vez por ano pela União de Compositores Belgas  aos artistas que se dedicam à música contemporânea no País. Se apresenta com um violoncelo construído por Georges Heynberg em Liège no ano de1934 denominado de  “Pégasus” e também com  outro do luthier  Jan Strick (Bruxelas 2004) denominado “Alexandre”.

SERVIÇO:

 

12/03, quinta-feira – Sylvia Thereza (piano) e Alexandre Debrus (violoncelo) Sala Cecília Meireles

Endereço:  Largo da Lapa, 47

Telefone: 21 2332-9223

Horário: 19h

Programa: Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Shostakovich.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Locais de venda: Bilheteria da SCM – Segunda a sexta de 13h às 18h ou até início do concerto e ingressorapido.com.br

Capacidade da sala: 670 lugares

Site: http://salaceciliameireles.rj.gov.br

Acessibilidade para deficientes físicos

 

PROGRAMA:  1h30 com intervalo

SCHUMANN – Fantasiestucke op. 73

BRAHMS – SONATA op. 38, em Mi menor

RACHMANINOFF – VOCALISE  op. 34, n.14

SCHOSTAKOVICH – SONATA op. 40

GRANDES VOZES NO RIO DE JANEIRO APRESENTA O CONCERTO DO SOPRANO SONDRA RADVANOVSKY

 

O soprano Sondra Radvanovsky abre a Série “Grandes Vozes” 2020 do Theatro Municipal, acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Theatro, sob a regência do maestro Ira Levin

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta o seu Concerto de Abertura dia 13 de março, às 20h, com o célebre soprano Sondra Radvanovsky, marcando o retorno da Série “Grandes Vozes”, considerada como um dos maiores destaques artísticos de 2019.

Aclamada pela crítica internacional como uma das maiores cantoras líricas da atualidade, Sondra Radvanovsky já havia encantado o público fluminense em 2012 ao se apresentar com
enorme sucesso na ópera Tosca, ocasião em que, atendendo à exigência do público entusiasmado, bisou a famosa ária Vissi d’arte em todas as suas récitas.

Sondra é presença frequente nas principais casas de ópera do mundo, incluindo a Royal Opera House de Londres, o Teatro alla Scala, Opera Nacional de Paris, Opera Nacional de Munique, Opera de Berlim, Barcelona, Madri, Zürich, Japão e, claro, Metropolitan Opera House, em Nova York, onde, com êxito absoluto, deu voz às “Três Rainhas” da chamada Trilogia Tudor, de Donizetti – Anna BolenaMaria StuardaRoberto Devereux.

Parte da temporada 2020 do Theatro Municipal, a Série “Grandes Vozes” presenteia o público com as apresentações de quatro grandes estrelas internacionais da ópera. Além de Sondra Radvanovsky, o jovem soprano Pretty Yende da África do Sul, a renomada Maria Agresta e o célebre mezzo-soprano Anita Rachvelishvili da Geórgia virão à cidade maravilhosa.

O projeto “Grandes Vozes” já impactou e investiu em mais de 1.000 crianças e adolescentes que vivem em comunidades carentes do Rio. Nesta temporada, dará continuidade às ações de caráter sociocultural, com apresentações gratuitas e abertas ao público, em Escolas Municipais cariocas e outros equipamentos que fazem parte da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Estado. Haverá, ainda, a realização de masterclasses gratuitas para jovens cantores líricos brasileiros, por parte de todos os artistas que participarem da Série.

PROGRAMA: Arias de Verdi, Puccini, Catalani e Dvořák.

Soprano: Sondra Radvanovsky

 OSTMRJ

Direção musical e regência: Ira Levin

SERVIÇO:

Série Grandes Vozes no Rio de Janeiro com Sondra Radvanovsky e Orquestra Sinfônica do TMRJ

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/nº – Centro

Data: 13 de março de 2020 – sexta

Horário: 20h

Classificação: Livre

Lotação: 2.226 lugares

Duração total: 2h

Ingressos: https://www.ingressorapido.com.br/event/34103-1/d/69710

Frisa/Camarote: R$ 250,00 (unitário)

Plateia /Balcão Nobre: R$ 250,00

Balcão Superior: R$ 250,00

Balcão Superior Lateral: R$ 150,00

Galeria Central: R$ 75,00

Galeria Lateral: R$ 75,00

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto, Rádio MEC e Ingresso Rápido

Realização: Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal e Grandes Vozes

Instagram: @theatromunipalrj
Facebook: https://www.facebook.com/theatro.municipal.3/

Poeta Maria Rezende comemora 20 anos

A poeta Maria Rezende comemora 20 anos de carreira com o recital ‘Mulher Multidão, a partir de 10 de março, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema

 

 

O espetáculo feminista reúne poemas autorais e obras de artistas novas e consagradas sobre as forças e fragilidades da mulher contemporânea

 

 

Ao se aprofundar no movimento feminista, a poeta e performer Maria Rezende sentiu a urgência de criar um espetáculo que, com potência e humor, mostrasse as forças e fragilidades da mulher contemporânea. Assim nasceu “Mulher Multidão”, que, depois de ensaios abertos no Rio e em Salvador, estreia, dia 10 de março, na Casa de Cultura Laura Alvim/Espaço Rogério Cardoso, em Ipanema, um espaço da FUNARJ. Temas como amor, autoestima, maternidade, relacionamento abusivo, estupro e a relação com o próprio corpo são levados à cena em poemas autorais dos quatro livros da artista e obras de poetas novas e consagradas.

 

Ao idealizar Mulher Multidão”, Maria Rezende, que tem um trabalho de 20 anos com a poesia falada, se cercou de referências. Além dos movimentos feministas contemporâneos e em notícias de jornal, a poeta se inspirou em  livros como “The Beauty Myth”, de Naomi Wolf; “Mulheres que correm com lobos”, de Clarissa Pinkola Estés; “Os homens explicam tudo para mim”, de Rebecca Solnit; Teoria King Kong”, de Virginie Despentes, e na poesia de Adélia Prado, Elisa Lucinda, Viviane Mosé, Mel Duarte, Marina Colasanti, entre outras artistas.

 

“Quero jogar luz sobre a constante pressão sofrida pelas mulheres, os ideais inatingíveis de beleza, a exigência da perfeição do corpo e da juventude, a inequidade salarial, a transformação do desejo de “poder ser tudo” na obrigação de “ter que ser tudo”, a violência física, sexual, moral, e também nossas potências, a força do sagrado feminino, a escolha ou não pela maternidade e a delicadeza dos afetos”, enumera Maria.

 

O projeto começou a ser idealizado após o encontro com a cantora espanhola Amparo Sanchéz, com quem criou a performance poética musical ‘Hermanas, desdobrada em disco e livro no ano passado. O bem-sucedido resultado do trabalho, cujo fio condutor era a força feminina, motivou Maria a aprofundar seu mergulho artístico no tema.

 

“Depois que a Amparo foi embora, fiquei órfã. Queria continuar a falar sobre as questões feministas e não poderia depender da presença dela porque, afinal, moramos muito longe. Então, resolvi criar um novo espetáculo, com outra seleção de poemas e conversas com a plateia entre as obras”, explica. “Eu descobri, há relativamente pouco tempo, que sou feminista. Eu achava que fosse um assunto resolvido, uma luta já ganha, porque a gente vota, faz sexo antes do casamento, se divorcia. Aí, comecei a ir a atos feministas e me identifiquei completamente. Eu acredito nessas batalhas porque, no final das contas, não chegamos onde queremos e ainda querem tirar direitos nossos. Temos muita luta pela frente!”, conclui.

 

Mulher Multidão” é um verso do poema “Pulso aberto”, escrito por Maria Rezende e dedicado ao uruguaio Eduardo Galeano, em que a poeta diz “Somos as que evitam o desastre / as que inventam a vida as que adiam o fim/ mulher, multidão”.

 

 

Sobre Maria Rezende

 

Maria Rezende é poeta, performer, montadora de cinema e televisão e celebrante de casamento. Publicou os livros “Substantivo Feminino” (2003), “Bendita Palavra” (2008), Carne do Umbigo (2015) e “Hermanas (2019), esse em parceria com Amparo Sánchez. Por sua poesia, recebeu elogios de nomes como Manoel de Barros, Eduardo Galeano e Ferreira Gullar. “É poesia substantiva mesmo. A mulher inteira dentro das palavras. Poesia é fenômeno de linguagem do que de ideias. Isso você sabe. Sendo assim, você é poeta”, elogiou Manoel de Barros sobre seu livro de estreia.

 

Em seus vinte anos de vida literária, se apresentou por todo Brasil e também em Portugal, Espanha e Argentina. Seu trabalho encantou o escritor Marcelino Freire, que diz na orelha de Carne do Umbigo: “Tua poesia, mulher, me faz caminhar. Sem peso, sou depois dela, para a eternidade, um outro sujeito. Minha costela, meu esqueleto. Eu te mando meus ossos por completo. Toda vez que te ouço recitar teus versos. Eu fico bambo, bobo. Fico elétrico.

 

 

 

Ficha técnica:

 

Concepção e idealização: Maria Rezende

Texto: Maria Rezende e poemas de Elisa Lucinda, Viviane Mosé, Mel Duarte, entre outras

Cenário: Larissa Cunha, Raphael Vinagre e Renato Mosci

Produção: Livian Das Valias

Luz: Fernanda Mantovani

Figurino: Estum

Design: David Lima

 

Serviço:

Mulher Multidão – Recital de Maria Rezende

Temporada: 10 de março a 1º de abril

Casa de Cultura Laura Alvim / Espaço Rogério Cardoso: Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema

Telefone: (21) 2332-2015

Dias e horários: Terça e quarta, à19h.

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Lotação: 53 pessoas

Duração: 50 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 16h às 21h; sábado, das 15h às 21h, e dom e feriados, das 15h às 20h.

SESC COPACABANA APRESENTA A PEÇA AO REDOR DA MESA, COM CLARICE LISPECTOR

No ano de seu centenário, peça inédita promove o encontro da escritora consigo mesma em dois momentos de sua vida e provoca o público com questões sobre arte, política e gênero.

Com elenco premiado, estreia em 5 de março, no Sesc Copacabana, a peça “Ao redor da mesa, com Clarice Lispector”. A dramaturgia tem a assinatura da escritora e professora da PUC-Rio Clarisse Fukelman, que acionou mais de 30 anos de pesquisa, publicações no Brasil e exterior e adaptações da escritora. Resultou uma proposta ousada e inovadora. Não é adaptação de um texto, nem colagem de cenas de livros diversos. É uma íntima e intensa conversa com temas candentes que perpassam toda a obra da escritora.

A peça se passa no início dos anos 60, quando a escritora (Gisela de Castro) recebe a inesperada visita dela mesma (Ester Jablonski), vinte anos mais velha.  As duas põem as cartas na mesa e discutem escolhas de vida e de linguagem. Frente a frente, confrontam-se a Clarice recém-separada, com filhos pequenos e já desfrutando do prestígio da crítica, e a Clarice no fim da vida, ácida e solitária, com projeto de escrita que radicaliza propostas anteriores.

O inusitado encontro traz discussões sobre processo criativo e as experiências de amizade, maternidade, corpo e amor. Por que e para quem escrever? Como futuro e passado nos mobilizam? O que é ser escritora mulher? Nesse percurso, a peça entremeia cenas de várias obras da escritora (interpretadas por Ana Barroso e Joelson Medeiros), destacando a atualidade do olhar de Clarice sobre preconceito, discriminação étnica, conflitos de geração e comunicação entre familiares e amigos.

Aqui, Lispector sai do pedestal mítico e se revela uma artista densa, de personalidade complexa, ligada a dramas sociais e humanos e à intensa busca do autoconhecimento: “preciso fazer um retiro espiritual e encontrar-me enfim – enfim, mas que medo – de mim mesma.”. O público acompanha situações cotidianas que ganham uma inflexão filosófica, indo desde a denúncia da solidão na adolescência e na velhice à perda de nossa conexão do ser humano com a natureza.

Com direção musical de Liliane Secco, há inserções de música erudita, do folclore  judaico e sugestões de rap e de cordel. Embora Lispector tenha afirmado que a palavra é a sua “quarta dimensão”, ela também se confessa “uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras”. A peça encerra com uma “Ode a Macabéa”, protagonista do último livro publicado e m vida e síntese da poética da escritora.

Fernando e elenco

“O respeito pelo diferente não é fácil, como sugerem a publicidade e o romantismo fora de hora. Fechados em nossos casulos, esquecemos do permanente aprendizado com a língua e a vida e de que pertencemos ao mundo em igualdade com outros seresLispector nos faz pensar a respeito, ainda mais quando mediada por esse time maravilhoso que dá vida ao projeto”, diz Clarisse Fukelman, que também assina o posfácio de “Laços de Família” a ser relançado em 2020, como parte das comemorações.
 

FICHA TÉCNICA       
Direção:   Ester Jablonski

Supervisão: Fernando Philbert
Direção musical: Liliane Secco

Dramaturgia: Clarisse Fukelman
Elenco:  Ana Barroso, Ester Jablonski, Gisela de Castro e Joelson Medeiros
Cenografia: Natália Lana
Iluminação: Vilmar Olos
Figurino:   Marieta Spada

Designer: Mariana Grojsgold

Foto: Nil Caniné

Coordenação de produção: Veredas Promoções Culturais

Produção executiva: Sergio Canizio
Assistente de direção: James Simão
Assistente de produção: Daniel Koifman
Projeto e Realização: Veredas Promoções Culturais
Assessoria de Imprensa: Clóvis Corrêa – CICLO Comunicação

 

SERVIÇO

ESTREIA 5 de março, quinta-feira

Peça: Ao redor da mesa, com Clarice Lispector

Dramaturgia: Clarisse Fukelman

Direção:  Ester Jablonski

Supervisão: Fernando Philbert
Direção musical: Liliane Secco

Elenco:  Ana Barroso, Ester Jablonski, Gisela de Castro e Joelson Medeiros

Temporada: de 5 a 29 de março de 2020 – 5ª a domingo

Horário: 20h

Local: Mezanino do Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)

(Ingresso solidário R$ 15,00 (meia) com a doação de 1 kg de alimento para o Projeto Mesa Brasil do Sesc RJ)

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento:

Terça a Sexta – de 9h às 20h;

Sábados, domingos e feriados – das 12h às 20h.

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa:12 anos

A EMPRESA PHOTOS BOUTIQUE ESPECIALIZADA EM CASAMENTOS COMEMORA 20 ANOS

A empresa Photos Boutique especializada em Casamentos comemora 20 anos

Trazendo grandes diferenciais para o setor de foto e vídeo, a Photos Boutique é uma das empresas mais bem colocadas no segmento.

Com olhar diferenciado e muita criatividade as proprietárias Ana Paula de Moraes e Renata Lopes vem sendo destaque nesse setor que cresce a cada dia.

Mas não pensem que só de registros incríveis no setor de casamentos a empresa comemora seus 20 anos.

Neste Carnaval, em parceria com o maquiador internacional oficial da escola de samba Vai Vai, Danilo Donadeli, a Photos Boutique registrou toda parte de beleza da escola.

Realizadas seguimos com maravilhosos registros, eternizando momentos- diz Ana Paula e Renata.