Devido ao sucesso em sua temporada de estreia, o espetáculo “BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical”, voltará ao teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, para 06 únicas apresentações, nos dias 05, 06, 07, 12, 13 e 14 de julho/2019, as sextas feiras e sábados 19h e domingo 18h, com ingressos a preços populares, de R$40,00 / R$20,00 (estudantes, jovens até 21 anos e acima de 60).
O espetáculo marca os 02 anos de ausência desse cantor e compositor que teve sua trajetória artística interrompida por sua própria vontade e necessidade; Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes”, como gostava de ironizar, “um dos maiores nomes da música popular”. Mais conhecido como Belchior, o cantor e compositor nasceu no dia 26 de outubro/1946, em Sobral, norte do Ceará e faleceu, aos 70 anos, no dia 30 de abril/2017, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.
O espetáculo BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO, título tirado de uma das canções do homenageado (“Sujeito de Sorte”), conta um pouco da história do cantor cearense Belchior, vivido em cena pelo ator/cantor Pablo Paleologo, a partir do personagem criado em suas canções: o ‘Cidadão Comum’, interpretado pelo ator Bruno Suzano, que representa uma larga faixa da juventude que se vê obrigada a se conformar com os padrões da sociedade, sem nunca conseguir ir atrás dos seus sonhos.
Com 15 músicas – ‘Alucinação’, ‘Apenas Um Rapaz Latino Americano’, ‘A Palo Seco’, ‘Na Hora do Almoço’, ‘Todo Sujo de Batom’, ‘Coração Selvagem’, ‘Medo de Avião’, ‘Mucuripe’ (de Belchior e Raimundo Fagner), ‘Conheço o Meu Lugar’, ‘Como Nossos Pais’, ‘Populus’, ‘Paralelas’, ‘Velha Roupa Colorida’, ‘Sujeito de Sorte’ e ‘Galos, Noites e Quintais’ – interpretadas por uma banda formada pelos músicos Dudu Dias (baixo), Emília B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) liderados pelo diretor musical Pedro Nêgo, e uma organização de textos, retirados de entrevistas do próprio Belchior, pela pesquisadora Claudia Pinto e o, também diretor, Pedro Cadore, a peça pretende passar para o espectador não a sua biografia, mas a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da música popular brasileira.
O ator Pablo Paleologo que dá vida ao Belchior comenta:
“Viver Belchior é, literalmente, uma alucinação. Como se estuda alguém tão enigmático, tão curioso, tão camaleônico? Admirava muito como compositor. Hoje admiro como pessoa. Belchior tinha o dom da palavra, como poucos tem. E, por opção, tornou-se o “desaparecido” da Música Brasileira. Trazê-lo de volta, em tempos atuais, é necessário. Poder transmitir as mensagens de suas músicas é um presente que me foi dado. É necessário lembrar que “amar e mudar as coisas” deve, de fato, ser o mais importante”.
Belchior – Pablo Paleologo – foto de Regina
Um dos organizadores do texto e diretor do espetáculo, Pedro Cadore explica: “Eu e a Cláudia Pinto (organizadora do texto, juntamente com ele) decidimos partir das palavras do homenageado e não apenas de suas músicas, mas também de suas falas em entrevistas de programas de televisão, de rádios e jornais. Fizemos uma compilação de seu discurso e suas referências criativas numa tentativa de mostrar um pouco da sua filosofia e atmosfera. O roteiro da peça se fechou quando entendemos que o personagem dentro das músicas não era um alter ego de Belchior, mas que na verdade ele estaria falando de uma larga faixa da população. Vemos então em cena não apenas a representação do cantor, mas também o personagem criado por ele: o Cidadão Comum. A vida do criador e da criatura se confundem e de alguma maneira acabamos contando um pouco de sua biografia, mas sempre dando preferência ao conteúdo de seu discurso”.
Na temporada passada, o espetáculo teve o aval dos filhos do BELCHIOR em sua plateia e o diretor Pedro Cadore, comenta o quanto foi emocionante esse momento:
“Foi um sentimento único, que eu nem sei nomear. Principalmente pelo fato da Camila e do Mikael Henman Belchior terem feito questão de nos encaminhar um depoimento para adicionarmos ao projeto. Segue um dos comentários deles….”Nos emocionamos em ver uma produção sobre a obra do nosso pai tão alinhada com a proposta artística dele. O foco nas palavras de Belchior, tanto de músicas quanto de entrevistas, enaltece o compromisso do espetáculo com a filosofia do artista. Desejamos vida longa ao musical “Ano Passado Eu Morri, Mas Este Ano Eu Não Morro” e que ele alcance o Brasil inteiro. Parabéns a todos pelo lindo trabalho e empenho, que tenha sido a primeira temporada de muitas por vir!”
BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO
– O MUSICAL – faz 06 únicas apresentações no Teatro João Caetano
nos dias 05, 06, 07, 12, 13 e 14 de julho/2019
FICHA TÉCNICA:
“BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical”
Organização de Textos: CLÁUDIA PINTO E PEDRO CADORE
Direção: PEDRO CADORE
Atores: PABLO PALEOLOGO e BRUNO SUZANO
Músicos: CACÁ FRANKLIN (percussão), DUDU DIAS (baixo), EMILIA B. RODRIGUES (bateria), MONICA AVILA (sax/flauta), NELSINHO FREITAS (teclado) e RICO FARIAS (violão/guitarra),
Direção Musical: PEDRO NÊGO
Diretor de Arte e Cenografia: JOSÉ DIAS
Iluminação: RODRIGO BELAY
Visagismo: BETO CARRAMANHOS
Produção Geral, Assessoria de Imprensa e Marketing: JOÃO LUIZ AZEVEDO.
Local: Teatro João Caetano
Praça Tiradentes – tel. 2332-9257
Informações e Reserva de ingressos pelo whatsapp (21) 99731-0933
Dias 05, 06, 07, 13, 14 e 15 de julho de 2019.
Sexta e sábado às 19h e domingo às 18h.
Classificação indicativa: recomendado para maiores de 12 anos.
Valor dos ingressos: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia para estudantes, jovens até 21 anos e idosos acima de 60 anos)
Tempo de Duração: 70min.
Pontos de Venda de Ingressos:
Bilheteria do Teatro João Caetano e no site Ingresso Rápido.
Amigos da Onça, que fez sucesso durante o verão com os ensaios no espaço em Santo Cristo, volta com a tradicional Festa Julina
Olha pra selva, meu amor! É tempo de Arraiá, sô! Arraiá não, Arraiáwww da Onça! Depois da temporada de Ensaios de Verão, o bloco Amigos da Onça promoverá uma animalesca Festa Julina na HUB, no Centro, no dia 13 de julho, às 20h. Com ingressos a partir de R$35, o evento contará, ainda, com Forróçacana, Mestrinho, Júlia Vargas, Cia Folclórica do Rio, Dj So Lyma, Dj Xeleléu e a Oficina do Bloco Amigos da Onça. A festa terá correio do amor, barraca do beijo, corrida do saco, dança da laranja e muita comida típica.
O Amigos da Onça é um grupo que surgiu na cena musical carioca em 2008. A banda leva o nome da primeira música composta pela dupla GabrielGabriel e Tarcísio Cisão. Amigos da Onça, foi composta em uma expedição musical dos integrantes da banda ao estado de Minas Gerais. Alimentados pelo Amigão, o verdadeiro “amigo da onça”, se deu o embrião de composições e gestação do grupo.
“Amigos da Onça”, a música que embala uma geração de jovens foliões cariocas e a vontade de ocupar os espaços públicos com arte e irreverência fizeram surgir o Bloco Amigos da Onça. Desde 2012, ele desfila espontaneamente pelas ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro carregando em seu cortejo milhares de pessoas.
Arraiáwww da Onça Data: Sábado, 13/07/2019
Local: HUB-RJ.
Endereço: Rua Professor Pereira Reis, 50 – Santo Cristo. Rio de Janeiro.
Hora: 20h
Valor: a partir de R$35
Compra de ingressos – https://www.sympla.com.br/arraiawww-da-onca__541412
Com supervisão de Cesar Augusto e texto e direção de Eduardo Hoffmann,peça faz uma reflexão sobre machismo, abuso de poder e exposição da vida privada
Você sempre age de acordo com seus princípios éticos? Ou será que muitas vezes suas ações e comportamentos contradizem o seu discurso? A partir dessa reflexão se desenrola a trama do espetáculo Era Medeia, que estreia, dia 11 de julho, para uma curta temporada no Sesc Copacabana (Sala Multiuso), sempre de quinta a domingo, às 18h. Com supervisão de Cesar Augusto, texto e direção de Eduardo Hoffmann e argumento de Marina Monteiro, a peça se passa durante os ensaios de uma adaptação da tragédia “Medeia”, de Eurípedes, pano de fundo para uma discussão que também passa pelo machismo, o abuso de poder, exposição da vida privada e a importância do processo na criação artística.
Em cena, estão os atores Eduardo Hoffmann e Isabelle Nassar: ele vive Pedro Lobo, um diretor excêntrico, e ela é Verônica Albuquerque, uma atriz insegura. O público é convidado a assistir a um ensaio aberto do espetáculo no qual estão trabalhando juntos. Aos poucos, o passado deles vem à tona, e os espectadores passam a ser testemunhas de um acerto de contas íntimo entre os personagens.
“A escolha de Medeia como o texto que os personagens ensaiam tem um propósito: é um ícone da representação de uma mulher que rompe com os padrões sociais estabelecidos. Apesar de tomar atitudes cruéis, ela é uma personagem que não fica à mercê das decisões e escolhas dos homens à sua volta”, explica o ator e diretor Eduardo Hoffmann. “E aí é que está a contradição. O diretor está montando Medeia justamente para enaltecer a força dessa mulher que rompe com os padrões repressivos e, no entanto, o modo como ele lida com a atriz (que já foi mulher dele) é extremamente repressor e abusivo”, acrescenta.
A partir da exposição da vida íntima do ex-casal, “Era Medeia” também faz uma reflexão sobre por que o público de hoje parece se interessar mais pelos bastidores da criação do que pela própria criação. “O fato de estarmos vivendo uma realidade social e política extremamente espetacularizada contribui para que o caráter ficcional da arte esteja cada vez mais com sua potência diminuída. E já faz bastante tempo que os reality shows tornaram as pessoas personagens mais interessantes aos olhos do público do que os personagens criados nas obras de ficção. É uma extrema necessidade de ser arrebatado pelo REAL, até porque o cotidiano atual está extremamente teatralizado”, analisa Hoffmann.
Em agosto do ano passado, o espetáculo fez um ensaio aberto no Midrash Centro Cultural, quando foi apresentada metade da peça. Em setembro, uma versão pocket do texto participou da programação do festival Niterói em Cena. Os momentos finais da peça foram reescritos com base nas experiências das duas apresentações.
Sinopse:
A relação pessoal entre um diretor e uma atriz é exposta durante o ensaio aberto de uma adaptação da tragédia Medeia.
Eduardo Hoffmann (autor, diretor e ator)
Eduardo Hoffmann é ator e professor de teatro. Formado em Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), na cidade de Florianópolis, em 2006. É protagonista do longa “Muamba” e do curta metragem “Rio da Madre”, com direção de Fábio Bruggemann, lançado em 2016. Escreveu duas peças de teatro: o monólogo “Quarentena”, no qual também atua (que percorreu o interior de Santa Catarina durante o ano de 2008, e reestreou em 2013, fazendo três temporadas no Rio de Janeiro) e “Era Medeia”. Ex-integrante dos grupos de teatro Do Buraco Sai O quê? e Fulanos de Bota, esteve no elenco dos espetáculos “A Prosa Delas Não é de Panelas” e “Nós da Xêpa” (pelo primeiro) e “Ecos Temporâneos” e “Instantes Urbanos” (pelo segundo). Produziu o evento “Acasos na Casa – processos artísticos independentes”, no qual participou como ator nos espetáculos “Sobre Água e Outros Relatos”, com direção de Norberto Presta, e “Quarentena”, com direção de André Francisco. Participou como ator dos espetáculos: “Solano e Rios”, adaptação do texto “Nhac – Sobre Piolhos e Atores” de Jose Sanchis Sinisterra, dirigido por Alexandre Mello (2011\2012); “Sofia Embaixo da Cama”, da Trupe do Experimento (2010); “A Festa de Aniversário” de Harold Pinter, com direção de Amanda Giugni (2009\2010); e “O Velório da Tia Aurora”, do grupo Teatro em Trâmite (2007/2008).
Isabelle Nassar (atriz)
Isabelle Nassar é atriz formada pela Escola de Teatro Martins Penna e recentemente se formou também no Bacharelado em Artes Dramáticas pela CAL. Fez cursos de teatro, cinema e TV como: National Theatre of Scotland, Companhia Lume de Teatro, Julio Adrião, Sotiris Karamesinis, Duh Masset e Anderson Aníbal. Esteve no elenco dos espetáculos “O Deserto dos Homens (2017), de John Marcatto, “O Mercador de Veneza” (2016/2017), de Shakespeare, dirigido por Marcos Henrique Rego, “Remake” (2015), com direção de Anselmo Vasconcelos; “Coriolano” (2015), com direção de Marcos Henrique Rego (2016); “Quarto 3” (2014), com direção de Dudu Gamma, entre outros. No cinema, atuou em “Light of Passion” (2009), com direção do italiano Uderico Acerbi; “A Intrigante Arte de Comungar (2016), de Thiago Greco, e “Hopekillers” (2017), de Thiago Moyses.
Ficha técnica:
Texto e direção: Eduardo Hoffmann
Supervisão artística: Cesar Augusto
Argumento: Marina Monteiro
Elenco: Isabelle Nassar e Eduardo Hoffmann
Produção: Guilherme Nanni
Iluminação: Renato Machado
Figurino: Tiago Ribeiro
Costura: Ateliê das Meninas (Maria e Zezé)
Concepção cenográfica: Cesar Augusto e Eduardo Hoffmann
Produção de adereços: Patrícia Ramos
Trilha sonora: João Mello e Gabriel Reis
Arte gráfica e identidade visual: Márcio de Andrade
Produção de vídeos: Celavi Filmes (Eduardo Paganini e Jamal Dizete)
Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Fotografia: Renato Mangolin
Serviço
Espetáculo “Era Medeia”
Temporada: 11 a 28 de julho.
Sesc Copacabana / Sala Multiuso: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana
Telefone: 2547-0156
Dias e horários: quinta a domingo, às 18h.
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência).
Sesc RJ convida Anelia Pietrani, Anabelle Loivos, Leopoldo Bernucci e Luiz Costa Lima para antecipar os debates sobre o homenageado deste ano da Festa Literária de Paraty. Programação inclui projeção da ópera “Piedade”, de João Guilherme Ripper, sobre a morte de Euclides, exibição do curta-metragem “A Matadeira”, sobre o conflito abordado em “Os Sertões”, e intervenção cênica com trechos do clássico
RIO DE JANEIRO – Quatro importantes estudiosos da obra do escritor Euclides da Cunha participarão da Pré-Flip 2019 – Rio de Janeiro, que o Sesc RJ realiza na próxima terça-feira (2/7) em sua sede, no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio. O evento antecipa as discussões desta edição da Festa Literária de Paraty, (Flip), que acontece de 10 a 14 de julho e traz Euclides como homenageado. Entre os participantes da Pré-Flip carioca estão Anelia Pietrani, Anabelle Loivos, Leopoldo Bernucci e Luiz Costa Lima, todos autores de estudos sobre Euclides. As atividades começam às 13h e têm entrada franca.
Professora Associada de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da UFRJ, Anelia Pietrani é organizadora de “Euclides da Cunha Presente e Plural” (Eduerj), que reúne textos que analisam a vasta obra do escritor. Dedicada a estudos de gênero, analisará a presença feminina nos seus livros. Sob a mediação de Fernanda Diamant (cocuradora do evento e curadora da Flip), ela debaterá com a escritora Anabelle Loivos, também professora associada da UFRJ e coautora de “Euclides da Cunha: ‘da face de um tapuia’” (Nitpress). A obra, escrita com Luiz Fernando Conde Sangenis, joga luz sobre a vida e obra do escritor na perspectiva dos seus conterrâneos do município de Cantagalo, Região Serrana do Rio.
Professor emérito da PUC-RJ, Luiz Costa Lima é autor de uma biografia do homenageado. Em “Euclides da Cunha: Contrastes e Confrontos do Brasil” (editora Contraponto), o estudioso – que é detentor do título Alexander von Humboldt-Stiftung (Alemanha) de Pesquisador Estrangeiro do Ano em Humanidades – lança uma nova luz sobre aspectos pessoais e profissionais do autor do clássico “Os Sertões”. Ele dividirá mesa com o professor do Departamento de Espanhol e Português da Universidade da Califórnia-Davis, Leopoldo Bernucci, que assina diversas obras sobre o tema. Entre elas, “Euclides da Cunha: Poesia Reunida” (Unesp), “Os Sertões, edição anotada” (Ateliê/Arquivo do Estado/Imprensa Oficial); “Discurso, Ciência e Controvérsia em Euclides da Cunha” (Edusp) e “A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de E. da Cunha” (Edusp).
Curta sobre o Massacre de Canudos e projeção de ópera sobre a morte de Euclides também são destaques
Outro destaque da programação é a projeção audiovisual da ópera “Piedade”, de João Guilherme Ripper, que estará presente no evento e comentará o trabalho. O espetáculo – que circulou por Rio, São Paulo e foi a primeira ópera brasileira a se apresentar no Teatro Colón, na Argentina – aborda o escândalo que resultou na morte de Euclides da Cunha, ocorrida no bairro carioca que dá título à obra.
Também haverá a exibição de “A Matadeira”, premiado curta-metragem de Jorge Furtado. O documentário produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre aborda o Massacre de Canudos, que pôs fim ao conflito acompanhado pelo jornalista Euclides da Cunha na condição de correspondente do jornal O Estado de S. Paulo e que foi parar nas páginas de “Os Sertões”.
Ao longo do dia, o ator Leonardo Netto realiza intervenções cênicas. O artista, que mais recentemente atuou em espetáculos como “Corte Seco”, “Freud – A Última Sessão”, “Conselho de Classe” e “A Santa Joana dos Matadouros”, encenará trechos do livro-reportagem que colocou Euclides no panteão dos escritores brasileiros.
SERVIÇO
Pré-Flip 2019 – Rio de Janeiro
Dia 2 de julho de 2019 – 13h
Sede do Sesc RJ – Rua Marques de Abrantes 99 – Flamengo – Rio de Janeiro
Entrada franca
PROGRAMAÇÃO
13h – 13h25 – Intervenção cênica – Leonardo Neto
13h30 – 15h30 – Mesa 1: Os sertões e um Brasil de ontem pelos olhos de hoje
Com Anelia Pietrani e Anabelle Loivos – Mediação: Fernanda Diamant
Em seus livros sobre o Brasil, Euclides da Cunha fundou e desenvolveu uma teoria sobre a nação. Como podemos lê-lo hoje? Nesta sessão, as duas professoras discutem as possibilidades de leitura de Euclides da Cunha num país que permanece marcado pela desigualdade, e levantam questões sobre como ler Euclides numa sala de aula, e quais passagens precisam ser feitas diante do distanciamento histórico que nos separa dele.
15h30 – 15h50 – Exibição do curta “A Matadeira”
SINOPSE: Canudos foi uma pequena aldeia no nordeste do Brasil, fundada pelo líder messiânico Antônio Conselheiro e massacrada por um poderoso exército até a morte do último de seus 30 mil habitantes, em 5 de outubro de 1897. O filme conta o massacre de Canudos a partir de um canhão inglês, apelidado pelos sertanejos de “A MATADEIRA”, que foi transportado por vinte juntas de boi através do sertão para disparar um único tiro. Prêmios
22º Festival de Gramado, Cinema Latino, 1994: Prêmio Especial à Direção de Arte, Melhor Direção de Curta Gaúcho, Melhor Fotografia de Curta Gaúcho. 11º Rio-Cine Festival, Rio de Janeiro, 1994: Melhor Ator (Pedro Cardoso), Prêmio Contribuição à Linguagem Cinematográfica.
16h20 -16h35 – Intervenção cênica – Leonardo Neto
16h40 – 18h30 – Mesa 2: Entre o relato e a criação
Com Leopoldo Bernucci e Luiz Costa Lima – Mediação: Fernanda Diamant
Como ler o Brasil através da literatura nacional? Neste encontro, dois dos maiores críticos literários brasileiros se encontram para discutir a obra de Euclides da Cunha e os cruzamentos que ela mesma atravessa entre ficção e história. Pelos instrumentos da teoria literária, Luiz Costa Lima e Leopoldo Bernucci conduzem esta conversa sobre poética e política.
18h30 – 19h45 – Exibição da ópera “Piedade” seguida de conversa com o autor
Com João Guilherme Ripper
João Guilherme Ripper, atual diretor da Academia Brasileira de Música e compositor e autor da ópera “Piedade”, que tem Euclides da Cunha como personagem principal, irá contar sobre a criação da ópera e os episódios de Canudos e o confronto com Dilermando de Assis que levou à morte do escritor.
Uma das épocas mais saborosas do ano está chegando: pé de moleque, arroz doce, cachorro-quente, quentão… a lista de comidas típicas de festa junina e do São João é longa, mas também é grande a concentração de açúcares e carboidratos presente nesses alimentos que tornam as iguarias destas festividades inimigas da dieta.Para ajudar você a desfrutar das deliciosas comidas sem peso na consciência e na balança, a coach nutricional Gabi Lodewijks, criou três versões saudáveis e nutritivas, sem abrir mão do sabor, de tradicionais receitas de festa junina, com ingredientes menos calóricos e amigos da dieta e da sua saúde.
Cada um dos três pratos apresentados traz além de sabor e poucas calorias muitos benefícios para a saúde: “com a substituição dos ingredientes obtém-se não apenas uma redução de calorias e açúcares totais, mas um ganho em benefícios como diminuir o risco de doença cardíaca, prevenção do Alzheimer e até mesmo do diabetes”, conta Gabi.
Confira as receitas saudável de Gabi Lodewijks para um São João fit e saboroso:
Pipoca com tomilho e cúrcumaIngredientes
2 colheres de sopa de óleo de coco
1 ramo de tomilho fresco
1 xícara de chá de milho para pipoca
Cúrcuma em pó
Pimenta do reino a gosto
Sal do Himalaia a gosto
Modo de Preparo
Em uma panela, coloque o óleo e o ramo de tomilho. Deixe refogar, por aproximadamente, 40 segundos. Acrescente o milho de pipoca. Mexa a panela tampada em sentido circular para os grãos não queimarem ou faça na pipoqueira.Deixe no fogo até estourar todo o milho. Depois de pronto, tempere com a cúrcuma, a pimenta e o sal.
Benefícios para a sua saúde
A cúrcuma é um ótimo anti-oxidante e anti-inflamatório, pode ajudar a diminuir o risco de doença cardíaca, ajuda a prevenir e até tratar o câncer e também seu consumo é muito indicado para o tratamento e prevenção do Alzheimer.
Arroz doce integral
1L de leite de côco ou de amêndoas
1 pau de canela
1 xícara de açúcar de côco
1 xícara de arroz integral.
Modo de Preparo
Cozinhe o leite de côco junto com a canela e o açúcar até levantar fervura e adicione o arroz. Baixe o fogo e mexa de vez em quando ate secar e ver que o arroz já está macio. Para que fique bem cremoso é importante deixar o fogo baixo. Sirva e polvilhe canela.
Benefícios para a sua saúde
O arroz integral por não ser descascado nem refinado é mais rico em fibras e vitaminas.
O leite de coco tem função antifúngica e antiviral e o leite de amêndoas indicado para quem quer emagrecer, ou esta simplesmente controlando o peso e também indicado para pessoas que tem problemas de gastrite, é rico em zinco, cálcio, magnésio, ferro e potássio e tem o poder de aumentar o HDL e diminuir o LDL (colesterol bom e ruim, respectivamente).
Gosto muito do açúcar de coco que é considerado um dos melhores substitutos para o açúcar tradicional de cana. Ele é cheio de nutrientes e contem diversas vitaminas, como as do complexo B (B1, B2, B3 e B6), rico em vários minerais como o potássio, o zinco, o ferro e o magnésio, alem de ter um baixo indico glicêmico.
Tapioca com goiabada e queijo
Ingredientes
2 colhe de goma de tapioca
Goiabada
Queijo branco
Modo de Preparo
Fazer a tapioca na frigideira anti-aderente e quando estiver pronta rechear com queijo e goiabada. Ótima combinação
Benefícios para a sua saúde
Tapioca não contem glúten e se combinada com uma proteína no recheio ajuda a equilibrar o índice glicêmico, sendo ótima opção para quem quer emagrecer. Pode incluir algum tipo de fibra no preparo como chia ou inhaca, o que ajuda na saciedade e reduz o índice glicêmico. Gorduras boas também são ótimas opções, como abacate, castanhas trituradas, óleo de coco, azeite. A goiabada da um toque e sabor especial. Fica uma delícia.
Cantora encerra a temporada carioca de ‘EXTRAVIOS’, dirigido por Ana Beatriz Nogueira, dias 4 e 5 de julho no Teatro Rival Petrobras
“Como é bonito de se ver esse show em que Leila Pinheiro concilia teatralidade e musicalidade com requinte” (…) “Leila Pinheiro dominou a cena se revezando entre o piano e violão neste show com clima de recital, moldado para o silêncio de um teatro” (…) “Extravios vem se impondo desde dezembro de 2018 como um dos shows mais interessantes e bem-acabados da trajetória de Leila Pinheiro nos palcos”. (Mauro Ferreira)
“Sob a direção de Ana Beatriz Nogueira, Leila consegue uma proeza e tanto: faz uma apresentação intimista, em que parece estar cantando para um grupo de amigos na varanda de sua casa” (…) “Com intervenções do cavaquinho de João Felippe, Leila se acompanha ao teclado ou ao violão, com a voz tão potente e afinada como era três décadas atrás. “Extravios” não é um show para levantar poeira, e sim um reencontro com músicas excepcionais e uma intérprete idem”. (Tony Goes)
“Eu sei que os extravios são necessários, sim. A necessária parte do meu caminho sozinho”. Os versos da canção “Extravios” (de Dalto e Antônio Cícero) e o sentimento de seguir numa outra direção, serviram de inspiração para o título do novo show de Leila Pinheiro. Após diversas apresentações no Rio de Janeiro, EXTRAVIOS encerra sua primeira temporada carioca dias 4 e 5 de julho, quinta e sexta, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, acompanhada do premiado músico João Felippe no cavaco de cinco cordas. Em EXTRAVIOS, Leila, sob adireção da atriz Ana Beatriz Nogueira, apresenta ao público um repertório de interpretações diferentes das habituais: inusitadamente posicionadas no médio-grave de sua voz.
Uma amizade de mais de 30 anos e um belo encontro musical. Ana Beatriz Nogueira, atriz, propôs um show intimista, teatral, poético e embalado por canções como a valsa instrumental de Leila, “Dorotéia”, que abre o espetáculo; “Para um Amor no Recife” (de Paulinho da Viola); “Só de Você” (de Rita Lee e Roberto de Carvalho); “Blues para Bia” (de Chico Buarque), “Vivo a Sorrir” (de Adriana Calcanhoto)“, “Chuva, Suor e Cerveja” (de Caetano Veloso), entre tantas outras, intercaladas por pequenas citações de poemas de Hilda Hilst e Cecilia Meirelles.
“É um show pensado pela Ana Beatriz e roteirizado por nós duas. Um mar de belas canções que foram se complementando e montando esse texto – de teatro”, conta Leila. “A Ana Beatriz é essa atriz gigante que eu conheço, admiro e respeito tanto. Termos essa relação de confiança foi fundamental. EXTRAVIOS é, de fato, uma nova forma de me colocar no palco, de me envolver nas canções. Isso fica bem claro para o público”, afirma a cantora, compositora e pianista.
Propondo uma direção que valoriza o mais íntimo da intérprete, Ana Beatriz Nogueira – uma declarada apaixonada pela música popular brasileira de todas as épocas – quis, primeiramente, explorar a voz de Leila Pinheiro numa nova região, o médio-grave, trazendo novos ares ao repertório escolhido e desafiando a cantora. Além disso, a beleza nem sempre percebida das letras das canções e a forma como elas soariam na voz de Leila também foram cruciais na escolha do repertório.
“O que me move nesta direção, neste extravio, é o amor pela música. É o respeito e a admiração pela intérprete. Eu propus um show no qual o público saísse tocado, pensando na música, na letra e na voz. E refletindo sobre como é bom escutar essas canções de uma maneira diferente”, comenta a atriz e diretora.
Também foi sugestão de Ana Beatriz a parceria com o músico convidado, o jovem e premiado João Felippe, que acompanha Leila Pinheiro com o seu cavaco de cinco cordas. “Certa vez, num encontro de amigos, vi a Leila e o João improvisarem uma canção juntos. Fiquei tão encantada com a química deles… Foi a primeira pessoa em quem pensei para acompanhá-la nesse novo caminho”, completa Ana.
EXTRAVIOS traz ainda composições de Dolores Duran, da jovem portuguesa Luísa Sobral, de Tom Jobim, de Zé Miguel Wisnik, de Moreno Veloso, entre outros. “Um novo caminho. Eu extraviada e encantada com esse rumo novo por onde tem ido a minha voz e o meu corpo”, conclui Leila.
Serviço
Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 04 e 05/07 (quinta e sexta). Horário:19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: R$ 80,00 (Inteira), R$ 40,00 (meia-entrada). Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/TeatroRival_Ingressos2GIaEKpBilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.
Um canal do youtube bem descontraído e mostra o dia a dia do casal Gabriel Dearo e Manu Digilio. O espaço começou com a intenção de compartilhar histórias, as atrapalhadas e agora a rotina de um típico casal recém casados. Hoje, conta com mais de 1 milhão de Inscritos. Nos vídeos não há o uso de palavrões e nem conteúdo impróprio, são vídeos com conteúdo totalmente “Family Friendly”. O Meu Mundo Babaca têm uma influência consolidada com seu público, a média é de 100 mil visualizações por vídeo.
Com o sucesso do canal FalAidearo, o Meu Mundo Babaca vêm crescendo cada vez mais, pelo interesse dos públicos em saber mais sobre a vida de Gabriel e Manu. O diferencial do canal é que possui uma influência dupla, atraindo meninos e meninas.
FALAIDEARO
Já o Falaidearo é um canal do gênero humor, com vídeos roteirizados utilizando esquetes, e paródias. Tem estilo parecido com um seriado, e o conceito do canal é entreter e provocar risadas com situações simples do dia a dia. O diferencial do Falaidearo, é que não são utilizados palavrões e nem conteúdo inapropriado, podendo ser assistido livremente por qualquer público. Ao todo, os vídeos do canal ultrapassam a marca de 1 milhão de Visualizações. Atualmente, o canal conta com mais de 2 milhões de Inscritos.
OPERAÇÃO CINEMA O projeto Operação Cinema começou em 2015, e hoje é o maior canal de filmes, séries e animações do Brasil. São mais de 4 Milhões de inscritos. O grande diferencial, que cada vez mais vem conquistando os fãs, é não ser um “crítico chato”, mas sim um amigo falando de cinema. Gabriel e Manu já deram dezenas de entrevistas, as quais sempre acabam sendo encontros divertidos e que também geram repercussões na internet.
Inspirada no universo dramático de Samuel Beckett e com supervisão de Stephane Brodt e Ana Teixeira (Amok Teatro), Cia. Teatro Baixo faz primeira temporada de espetáculo no Centro do Rio
Concebido a partir de estudos sobre a obra de Samuel Beckett, “O que fazemos enquanto esperamos?”, da Cia. Teatro Baixo, é o primeiro trabalho do projeto “Trilogia dos Excluídos”. Tendo estreado dentro da Mostra SESC Regional de Artes Cênicas, com supervisão de Stephane Brodt e Ana Teixeira, da Amok Teatro, o espetáculo faz sua primeira temporada a partir da próxima semana, no Teatro Ziembinski.
No processo, a companhia, conduzida pelo diretor Rodrigo Villas Boas, se deparou com um universo habitado por personagens abandonados, seres dilacerados, bastante comuns no universo becketiano. Os atores, então, foram sendo instigados a adentrarem neste universo absurdo em que sobrevivem estes personagens. Numa atualização da obra de Samuel Beckett, a desesperança dos personagens reflete e retrata o momento crítico pelo qual o mundo está passando, uma sensação pré-apocalíptica, um estado de espírito de pessoas que acordam e dormem com a perspectiva de uma guerra causada por um inimigo invisível. Olhamos os jornais, os telejornais e nos indagamos sobre como aquilo que ouvimos e vemos pode ser verdade. Nós vivemos e somos o absurdo que tanto recusamos a reconhecer. Entre nascer e morrer, esperamos.
Com um texto de enredo reflexivo e personagens sensoriais, forjados a partir da matéria do abandono, da falta de perspectiva e da miséria. os conflitos se fazem presentes em cada gesto, em cada fôlego. Com “O que fazemos enquanto esperamos?” a companhia, sediada em Nova Iguaçu e integrante da Rede Baixada em Cena, pretende levantar questionamentos sobre o homem contemporâneo e explicitar a atualidade da obra de Samuel Beckett.
SERVIÇO
O Que Fazemos Enquanto Esperamos?
Teatro Municipal Ziembinski – Rua Heitor Beltrão, s/n – Tijuca, RJ
De 28 de junho a 7 de julho – Sextas e sábados, 20h; domingos, 19h.
Nos dias 27 e 28 de junho, a Embaixada da França promove na Casa de Rui Barbosa (com entrada franca) o seminário franco-brasileiro “Hospitalidade entre ética, política e estética”.
A ideia é abordar as crises migratórias pelo viés da hospitalidade. Estão confirmadas as participações de filósofos, antropólogos, sociólogos, cientistas políticos, especialistas em políticas públicas ligadas ao tema dos deslocamentos migratórios, de governos e do terceiro setor; escritores, cineasta e curadores de artes plásticas que se debruçam sobre o tema dahospitalidade focando os aspectos político, filosófico, ético e estético (traduzido na arte – literatura, cinema e artes plásticas).
Debora Diniz
Quem abre o evento é a cientista política Catherine Wihtol de Wenden, da Sciences Po Paris, uma das vozes mais importantes da atualidade no tema. Tem também a participação dos escritores Milton Hatoum e Patrick Chamoiseau, as curadoras Sandra Benites e Anne-Laure Flacelière, o antropólogo Michel Agier e o escritor Philippe Ollé-Laprune, que fundou e dirigiu a Casa Refugio Citlaltepetl, no México.
Hospitalidade, do latino hospitalitas:
ato de hospedar, de acolher afetuosamente
Hospitalidade – entre ética, política e estética, colóquio que a Embaixada da França e Casa de Rui Barbosa realizam dias 27 e 28 de junho, com apoio da Aliança Francesa, vai reunir nomes de ponta da intelectualidade e na produção artística da França e do Brasil visando trazer luz – de vários pontos de vista – ao assunto. O evento tem entrada franca e é aberto ao público. Estudantes que se inscrevam (ver serviço) podem receber certificado de participação.
Michel Agier
Estão confirmadas as participações de filósofos, antropólogos, sociólogos, cientistas políticos, especialistas em políticas públicas ligadas ao tema dos deslocamentos migratórios, de governos e do terceiro setor; escritores, cineasta e curadores de artes plásticas que se debruçam sobre o tema.
São três pilares de discussão: o primeiro, a visão ética e política, na abordagem de filósofos e antropólogos; o segundo, o estabelecimento e a manutenção dos lugares de hospitalidade, pelo olhar de ONG, juristas, diretores de abrigos; e o terceiro, contando com criadores do cinema, das artes plásticas, da literatura e curadores, a tradução da questão pelo prisma artístico.
PENSAMENTO, ARTE, ACOLHIMENTO
Entre os participantes estão Catherine Wihtol de Wendenn – uma das mais importantes pensadoras da migração na atualidade –, a cineasta Debora Diniz (de Hotel Laide), os escritores Milton Hatoum e Patrick Chamoiseau, o antropólogo Michel Agier as curadorasSandra Benites e Anne-Laure Flacelière.
No fim do primeiro dia, haverá a exibição do documentário de curta-metragem Hotel Laide, dirigido pela antropóloga e escritoraDebora Diniz, que acompanha a história de três mulheres na pensão social Laide, um lugar aberto para o acolhimento de usuários de crack, na Cracolândia paulistana. O hotel fazia parte do programa “De Braços Abertos”, criado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), e foi destruído por incêndio de causas desconhecidas.
O seminário, portanto, parte da dinâmica da alteridade através do conceito de hospitalidade – a ideia de receber o outro em sua casa – para discutir as crises migratórias da atualidade. O confronto entre as noções de cidadão e não-cidadão num mundo transnacional aponta a persistência de um imaginário da fronteira nos conflitos por todo o planeta.
Pela primeira vez no Brasil, a francesa Anne-Laure Flacelière foi curadora da exposição “Persona grata” – um projeto que questiona a noção de hospitalidade através do prisma da criação contemporânea. A mostra ficou em cartaz (2018-2019) em dois lugares: no Musée National de l’Histoire de l’Immigration de Paris e no MAC VAL: um museu da sociedade que valoriza a criação contemporânea e um museu de arte contemporânea que examina os fenômenos da sociedade.
No encerramento do colóquio, dois textos serão lidos: um trecho da Declaração dos Poetas, do livro Frères Migrants, de Patrick Chamoiseau (tradução para o português de Ana Rossi – UnB) livro que “evoca fortemente a tragédia dos refugiados na Europa”, segundo o Le Monde, e de um trecho de um texto de Milton Hatoum.
“A comparação dos pontos de vista francês e brasileiro sobre essa temática me parece particularmente interessante na medida em que a França, país europeu confrontado com crises migratórias, está evidentemente e diretamente afetada por essa problemática”, afirmaAlain Bourdon, Conselheiro de Cooperação e Ação Cultural da Embaixada da França no Brasil. “O Brasil também está, por sua história que foi construída, pode-se dizer, numa relação complexa com a hospitalidade: hospitalidade traída (colonização), transviada (migrações forçadas da escravidão), promovida (vagas migratórias, a partir do século XIX, para povoamento e desenvolvimento econômico do país) e imposta (migrações recentes vindas da Venezuela, do Haiti e da África Negra, cuja gestão pelas autoridades brasileiras foi até hoje exemplar)”.
PROGRAMAÇÃO
27 de junho de 2019
10h– 10h30 Abertura
– Antonio Herculano Lopes (Casa de Rui Barbosa)
– Silvia Sander (ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados)
– Pierre Buhler (Institut Français de Paris)
10h30– 11h30
Conferência de abertura: “Panorama das crises migratórias atuais”
Catherine Wihtol de Wenden (Sciences Po Paris)
moderadora: Joelle Rouchou (Casa de Rui Barbosa)
11h30–12h Perguntas
14h– 15h
Conferência: “Acolher o outro: fraternidade, solidariedade, hospitalidade”.
Newton Bignotto (Universidade Federal de Minas Gerais)
moderador: Adauto Novaes, filósofo, organizador do ciclo “Mutações”
15h– 15h30 Perguntas
16h–17h30
Hospitalidade entre ética e política
– Michel Agier, Institut de Recherche pour le Développement (IRD) – Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS)
– Mohamed Elhajji, UFRJ
moderador: Ricardo Ferreira Freitas (UFRJ)
17h45– 18h30
Projeção do filme Hotel Laide e conversa via skype com a diretora, Débora Diniz
28 de junho de 2019
9h30–11h
Lugares de Hospitalidade
– João Guilherme Granja (ENAP – Brown University)
– Charles Gomes (Casa de Rui Barbosa)
moderadora: Natalia Cintra (PUC/Rio – Casa de Rui Barbosa)
11h15 – 12h45
Lugares de Hospitalidade
– Philippe Ollé-Laprune (Casa Refúgio México)
– Benjamin Seroussi (Casa do Povo SP)
moderadora: Mônica Velloso (Casa de Rui Barbosa)
14h30–16h – Dar forma à Hospitalidade: Arte e Hospitalidade
– Anne-Laure Flacelière (curadora da exposição “Persona Grata” – MacVal)
– Sandra Benites (educadora, curadora da exposição “Dja Gueta Porã”)
moderador: Marcos Veneu (Casa de Rui Barbosa)
16h30–18h
Dar forma à Hospitalidade: Escrita e Hospitalidade
– Patrick Chamoiseau, escritor
– Milton Hatoum, escritor
moderadores: Flora Sussekind (Casa de Rui Barbosa) Alain Bourdon (Embaixada da França)
18h– 18h30
Leitura, em francês e em português, da “Declaração dos Poetas”, do livro “Frères Migrants” de Patrick Chamoiseau – tradução em português de Ana Rossi (UnB) – e de um trecho de um texto de Milton Hatoum.
Newton Bignotto, escritor e professor titular aposentado de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais
Sandra Benites, indígena da etnia Guarani Nhandewa, curadora, professora de filosofia e de história, mestre e doutoranda em Antropologia
Charles P. Gomes, doutor em ciências política, escritor sobre temas do refúgio e das migrações internacionais, é pesquisador sênior da Fundação Casa de Rui Barbosa e diretor do CEPRI, clínica legal pro bono para Refugiados e Migrantes no Rio de Janeiro.
Patrick Chamoiseau, escritor, nascido na Martinica, premiado com o Goncourt, uma das vozes mais influentes do Caribe.
Benjamin Seroussi é curador, editor e gestor cultural, mestre em Sociologia e Gestão Cultural. Em São Paulo, dirigiu a programação do Centro da Cultura Judaica, foi curador associado da 31ª Bienal de São Paulo (2013-2014) e curador-chefe do projeto Vila Itororó Canteiro Aberto. Dirige hoje a Casa do Povo de São Paulo e o programa de intercâmbios COINCIDÊNCIA.
Michel Agier é antropólogo, escritor – focando a migração, exílio e fronteiras -, sobre diretor de estudos na École des Hautes Études en Sciences sociales (EHSS), diretor de investigação no Institut de Recherche pour le Développement (IRD) e membro do Centre d’Études des Mouvements Sociaux (CEMS/EHESS-CNRS). Liderou o programa Babels e esteve numa diretoria do Institut des Migrations (ICM).
Philippe Ollé-Laprune, escritor, codirigiu a agência Ad’Hoc (organizadora de eventos culturais como o Mercado da Poesia de Paris); chefiou o escritório do livro da Embaixada da França no México, fundou e dirigiu a Casa Refugio Citlaltepetl.
Catherine Wihtol de Wenden, escritora, professora, doutora em Ciência Politica, é diretora de pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS, CERI), com 30 anos de pesquisa sobre as migrações internacionais a partir da perspectiva da ciência política e do direito público. Presidiu o Comitê de Pesquisa de Migração da International Sociological Association; trabalhou em organizações internacionais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o Conselho da Europa e a Comissão Europeia.
Debora Diniz, documentarista premiada – “Hotel Laide” é o oitavo dos nove filmes que já dirigiu –, antropóloga, escritora (ganhou o Prêmio Jabuti em 2017) professora de Direito na Universidade de Brasília, é fundadora da ONG feminista Anis – Instituto de Bioética, que atua com pesquisa, comunicação e litígio estratégico em defesa de direitos de mulheres e outras minorias. É Diretora Adjunta da International Planned Parenthood Federation / Western Hemisphere Region (IPPF/WRH) e professora visitante na Brown University Center for Latin American and Caribbean Studies (CLACS).
Milton Hatoum, escritor (“Dois irmãos”, “Relato de um certo Oriente”, entre outros)formou-se em arquitetura na Universidade de São Paulo, foi professor na Universidade Federal do Amazonas e professor-visitante na Universidade da Califórnia (Berkeley). Seus livros, publicados em 14 países, foram premiados no Brasil e no exterior. Também foi escritor-residente nas Universidades Sorbonne, Yale, Stanford e Berkeley.
Mohammed ElHajji é Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e escritor. Seus temas são a questão migratória e seus correlatos culturais, identitários, étnicos e de gênero. Integra o corpo docente dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (PPGCOM) e em Psicologia Social (EICOS), ambos da UFRJ Especialista em Migrações Transnacionais e Comunicação Intercultura; coordena o MITRA local – Máster Erasmus Mundus em Migrações Transnacionais –, o Fórum Anual de Migrações Transnacionais e o Simpósio de Pesquisa sobre Migrações.
Anne-Laure Flacelière, formada em museologia pela École du Louvre, dirigiu o Museu Robert Dubois-Corneau de Brunoy e é responsável pelo estudo e desenvolvimento da coleção do MAC VAL (museu de arte contemporânea do Val-de-Marne). Integrou a equipe da exposição “Persona grata”, no Musée National de l’Histoire de l’Immigration de Paris de outubro de 2018 a janeiro de 2019
João Guilherme Granja é Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco e Doutor em Direito, Estado e Constituição pela UnB. Foi diretor de Migrações do Ministério da Justiça. Especialista em Políticas Públicas do Governo Federal brasileiro (EPPGG) para as áreas de migrações, cidadania e nacionalidade, extradição, refúgio e asilo, assim como o Comitê Nacional para Refugiado, foi membro do Conselho Nacional de Imigração, o Conselho Nacional de Turismo entre outras instâncias. Fundou na Escola Nacional de Administração Pública, um grupo de pesquisa sobre administração pública e resposta a crises e fluxos humanitários; mantém um projeto sobre governança da integração local de migrantes em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foi consultor do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
HOSPITALIDADE entre ética, política & estética
27—28·6·2019
Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134 – Botafogo, Rio de Janeiro
Entrada franca
* Estudantes que desejem certificado de participação: enviar email para mathilde.albertelli@diplomatie.gouv.fr, com o CPF, para apresentação no local e retirada de certificado
Nos dias 28, 29 e 30 de Junho e 5, 6 e 7 de Julho(sexta a domingo) acontece o Arraiá Raiz do Uptown Barra. A programação arretada vai contar com apresentações de forró, quadrilhas, comidas típicas, atividades infantis, brincadeiras temáticas, além do touro mecânico que promete muita diversão para os três dias de evento.
O evento abre espaço para as comidas típicas dessa época do ano, como a pamonha, pé de moleque, canjica, bolo de milho, pipoca, arroz doce, salsichão e caldos, além de outras delícias.
O evento contará com diversas atividades para as crianças, entre elas o Jogo de Argolas, Pescaria, Boca do Palhaço e Bola na Lata. Aos sábados e domingos, terá também apresentações de quadrilha e recreadores que realizarão brincadeiras para toda a família.
E como numa boa festa nordestina não pode faltar o forró, os shows das bandas Trio Cigano, Dr. Zéh, Trio Balaço Bom e Filhos do Agreste embalam os festejos no melhor estilo pé de serra, com sanfona, triângulo e zabumba.
Programação:
29 e 30/06 – 19h – Apresentação de quadrilhas
Shows:
28/06 (Sexta) – Trio Coração Nordestino
29/06 (Sábado) – Rafael Araújo
30/06 (Domingo) – Trio Balanço Bom
05/07 (Sexta) – Dr. Zéh
06/07 (Sábado) – Filhos do Agreste
07/07 (Domingo) – Trio Nova Geração
Serviço:
Datas: 28, 29 e 30 de junho e 5, 6 e 7 de julho
Horário: Sexta, 17h às 23h/ Sábado, 14h às 23h/ Domingo, 14h às 22h
Local: Estacionamento do Uptown
Endereço: Uptown Barra – Av. Ayrton Senna, 5500 – Barra da tijuca