“MIGRAÇÕES” Ópera performática estreia em 11 de abril no Sesc Copacabana

 Com libreto de Geraldo Carneiro, direção de Duda Maia e música de Beto Villares, espetáculo inédito aborda a onda de migrações no mundo

 No elenco estão a soprano e atriz Gabriela Geluda e a bailarina e atriz Gabriela Luiz

Depois de trabalharem juntos na bem-sucedida ópera de câmara “Na boca do cão”, o poeta Geraldo Carneiro e a soprano e atriz Gabriela Geluda retomam a parceria em um projeto inédito. “Migrações” é uma ópera performática sobre os deslocamentos de milhões de pessoas em diferentes épocas, da mítica Tróia aos refugiados da Síria hoje. Com direção da premiada Duda Maia, libreto de Geraldo Carneiro e música de Beto Villares, “Migrações” estreia em 11 de abril, no Mezanino do Sesc Copacabana. No elenco, além de Gabriela Geluda, está a bailarina e atriz Gabriela Luiz. Com apoio cultural e correalização do Oi Futuro, o espetáculo é uma realização de Gabriela Geluda e SESC.

Idealizador do espetáculo, Geraldo Carneiro se encantou com experiência de fazer o libreto de “Na boca do cão” (um projeto pessoal de Gabriela Geluda) e, desta vez, o convite e o tema partiram dele. “Os fluxos migratórios sempre existiram. Esses movimentos são motivo de fascínio e terror, desde a Guerra de Tróia à diáspora africana. Queria falar da necessidade de transformar a migração numa preocupação permanente, mas de forma poético-alegórica. Não queria uma obra naturalista. É preciso abrir as fronteiras do conhecimento, do afeto, compreender que existe o outro e que ele precisa ser compreendido na sua diferença. As migrações são permanentes, mas as fronteiras são sempre provisórias.”

“Migrações” mistura música, dança e teatro num formato bem diferente das óperas tradicionais, buscando o conceito da ópera performática –no qual a cena se torna uma experiência para o espectador, sem a necessidade de uma história com começo, meio e fim, mas trazendo imagens e sonoridades que conduzam o público em uma dramaturgia particular. Com quase trinta anos de experiência como soprano solo das óperas de Jocy de Oliveira, Gabriela Geluda acredita na importância de levar a ópera a um público mais diverso, ampliando os limites do gênero.

“Investimos numa composição inédita e trabalhamos com uma equipe reduzida. Assim, faremos uma temporada mais longa que a de uma ópera tradicional”, explica Gabriela, que também exalta a importância da temática do espetáculo. “Minha família é de origem judaica, meus avós são judeus e vieram para o Brasil fugindo da Segunda Guerra. Tenho três avós poloneses e uma alemã. Migrar para sobreviver é uma realidade bastante forte na minha família”, conta a artista que, além de estar em cena, assina a realização do projeto.

Composta pelo produtor musical e compositor paulista Beto Villares, com arranjos do artista pernambucano Armando Lôbo, a música permeia o espetáculo no limiar entre uma ópera e um espetáculo com uma trilha. Com experiência em cinema (como “Xingu”, “Bingo, o rei das manhãs” e “Filhos do Carnaval”), Beto viu no convite feito por Geraldo um desafio profissional. “É um universo totalmente diferente de tudo que já vivi. É a primeira vez que componho para uma cantora lírica, e a troca com a Gabriela durante o processo de criação foi muito importante”, conta. “A emoção que eu queria passar é de uma beleza com desamparo, tristeza e seriedade.” O trio formado por Cristiano Alves (clarinete), David Chew (cello) e Rodrigo Foti (vibrafone) executa a música ao vivo.

Os poemas do libreto abordam questões brasileiras e mundiais relacionadas aos processos migratórios. As cenas são conduzidas pela soprano e atriz Gabriela Geluda e a bailarina e atriz Gabriela Luiz – esta carrega sua experiência com danças populares e urbanas e capoeira. Elas se multiplicam criando diferentes corpos e vozes. Entre as obras que serviram de inspiração na construção do espetáculo, a diretora Duda Maia destaca documentários com cenas fortes sobre o tema: “Human flow”, do artista e ativista chinês Ai Weiwei, e “Os capacetes brancos”, do britânico Orlando von Einsiedel.

“Alguns fatos me chamaram a atenção para esse tema. O número de refugiados, quase 70 milhões, é algo que espanta. Eles não têm lugar. Pesquisamos muito para construir uma fisicalidade que trouxesse uma experiência sensorial de falta de espaço, opressão e abrigo, dentro de uma encenação poética. Queremos falar dessa dureza com beleza. Na cena, nos corpos, na fala, na música e na plasticidade”, diz.

Duda Maia (Direção)

É formada pela Escola de Dança Angel Vianna, onde lecionou dança contemporânea por 13 anos, e diretora do show “Farra dos Brinquedos”, banda com músicas originais e ritmos brasileiros para crianças. Entre 1996 a 2006, foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo e, entre 1998 e 2008, professora de corpo do Curso Profissionalizante de Atores da CAL. De 2012 a 2014, recebeu o prêmio Zilka Sallaberry de Melhor Direção, ao lado de Lucio Mauro Filho, pelo infantil “Uma peça como eu gosto”. Em 2016, dirigiu o musical “A Gaiola”, vencedor dos principais prêmios de teatro infanto-juvenil, incluindo Espetáculo e Direção: sete categorias no Prêmio CBTIJ; cinco no Prêmio Botequim Cultural e três no Prêmio Zilka Sallaberry. Em 2018, dirigiu “O tempo não dá tempo”, espetáculo itinerante em homenagem aos 90 anos de Angel Vianna, no OI Futuro Flamengo; o infanto-juvenil “Contos partidos de amor”, premiado nas categorias Direção e Figurino no 12º Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil (2017/2018), e o musical “Elza”, atualmente em turnê pelo Brasil.

Dirigiu “Clementina, cadê você?”, musical inspirado na vida de Clementina de Jesus; e “A dona da história”, de João Falcão. Fez a direção de movimento de “Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir” e “Beija-me como nos livros”, de Ivan Sugahara. Dirigiu o musical “AUÊ”, do grupo Barca dos Corações Partidos, que recebeu importantes prêmios de artes cênicas: Shell (Direção), Cesgranrio (Direção, Direção Musical e Espetáculo), Botequim Cultural (cinco categorias, incluindo Direção e Espetáculo) e APTR (Direção Musical, Espetáculo e Produção).  A peça foi indicada ao Prêmio APCA de Melhor Direção. Duda Maia está indicada aos prêmios Bibi Ferreira e Reverência de Teatro Musical na categoria Direção.

Duda trabalhou como diretora de movimento com os seguintes diretores: André Paes Leme, João Falcão, Daniel Herz, Karen Acioly, Mauro Mendonça Filho, Aderbal Freire-Filho, Dudu Sandroni, Bruno Garcia, Michel Bercovitch, Fábio Ferreira, Guel Arraes, Miguel Vellinho, Marcelo Morato, João das Neves, Paulo José, Vera Fajardo, Paulo de Moraes e Ivan Sugahara.

Geraldo Carneiro (Poema/Libreto)

Poeta, publicou nove livros, além de seus “Poemas reunidos”, coedição Biblioteca Nacional/Nova Fronteira. Cronista, publicou “Vinicius de Moraes: A Fala da Paixão” (Brasiliense, 84) e “Leblon: a crônica dos anos loucos” (Rioarte/Relume-Dumará, 96). Escrevia crônicas para a revista “Domingo”, do jornal “O Globo”. Letrista, escreveu centenas de textos para músicas de Egberto Gismonti, Astor Piazzolla, Wagner Tiso, Francis Hime e outros compositores. Dramaturgo, escreveu peças como “Lola Moreno”, parceria com Bráulio Pedroso, “A bandeira dos cinco mil réis”, “Manu Çaruê” (ópera performática com música de Wagner Tiso), “Imaginária” e a ópera de câmara “Na boca do cão”.

Roteirista, escreveu “Sônia: morta & viva”, de Sérgio Waissman (Tucano de Ouro no FestRio II), “Eternamente Pagu” (em parceria com Márcia de Almeida) e “O judeu” (em parceria com Millôr Fernandes). Adaptou diversas obras literárias para a TV Globo, nas séries “Brasil Especial” (1993/1994) e “Brava gente” (2001). Adaptou, em parceria com Alcides Nogueira, a novela “O astro”, pela qual recebeu o Prêmio Emmy International em 2012 de melhor texto. Em 2016, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Beto Villares (Música)

Beto Villares é um compositor e produtor musical que tem seu trabalho disseminado por dezenas de projetos que sintetizam a cultura do país nas últimas décadas. Desde criações próprias até a produção musical da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, contribuiu com suas ideias e texturas sonoras em trabalhos de artistas como Céu, Siba, Itamar e Anelis Assumpção, e para filmes e séries como “Xingu”, “Bingo, o rei das manhãs” e “Filhos do Carnaval”.

Gabriela Geluda (Soprano/atriz) 

É bacharel em canto lírico pela UNIRIO, mestra em música antiga pela Guildhall Schoolof Music and Drama (Londres 1996-98), e formada na Técnica de Alexander pelo Alexander Technique Studio (Londres 1997-2000). Exerce intensa atividade como cantora especializada em repertório contemporâneo, tendo participado de inúmeras bienais e festivais de música.

Vem trabalhando com a compositora Jocy de Oliveira como soprano solo de suas óperas há 25 anos, tendo apresentado obras no Brasil, Alemanha, Argentina, França e recentemente na Inglaterra com o filme/ópera “Liquid voices”, vencedor da categoria Sound Design no London International Filmaker Festival.

Em 2012 participou da remontagem da ópera “Einstein on the beach”, de Philip Glass e Bob Wilson, no Baryshnikov Art Centre de Nova Iorque, sob orientação do próprio Wilson. Em 2017, esteve em temporada no CCBB Rio com a ópera solo “Na boca do cão”, última obra escrita pelo compositor Sergio Roberto de Oliveira, com direção de Bruce Gomlevsky e libreto de Geraldo Carneiro.

 Gabriela Luiz (Bailarina/atriz)

Atriz formada pela Escola de Teatro Martins Pena e graduada em capoeira pela Federação do Estado do Rio de Janeiro, Gabriela Luiz também é bailarina e coreografa recém-formada pela UFRJ. Com larga experiência em danças populares, afro, salão, capoeira, circo, maculelê e coco, participou, como atriz e bailarina, dos espetáculos “Menino no meio da rua”, “Matulão”, “Gingado brasileiro”, “Dança dos Orixás”, “Palmares”, “Silêncio” e “Romeu e Julieta”. Recentemente fez parte do elenco principal do musical oficial “A Galinha Pintadinha – cadê PóPó” e do musical “Andre Rebouças”.

No cinema, participou como atriz nos longas “Anjos do sol”, “Última parada – 174” e “A suprema felicidade”. Na TV Globo, atuou na minissérie “Capitu” e participou das novelas “Duas caras”, “Desejo de mulher” e “Senhora do destino”. Faz parte da Cia de Dança Contemporânea da UFRJ, com a direção de Tatiana Damasceno, e da Cia dos Comuns, em que atuou como atriz e bailarina no espetáculo “Silêncio”. Em 2010, fundou a Cia Okan Ará, em que coreografou, atuou e dirigiu o espetáculo “Pré SENtidos”.

Gabriela também ministra aulas de danças populares e urbanas, capoeira e teatro físico no Espaço de Construção da Cultura Ação da Cidadania, no Centro, e no Projeto Social Favela Mundo, no Engenho de Dentro. Por cinco anos, deu aulas na Instituição Ojuobá Axé de Danças de Matriz africana, em Duque de Caxias.

 

FICHA TÉCNICA

Poema/Libreto: Geraldo Carneiro

Música: Beto Villares e Armando Lôbo

Canções: Geraldo Carneiro e Beto Villares

Orquestração: Armando Lôbo

Direção: Duda Maia

Intérpretes:

Soprano/atriz: Gabriela Geluda

Bailarina/atriz: Gabriela Luiz

Músicos: Cristiano Alves / Cesar Bonan (clarinete); David Chew / Aleska Chediak (cello); Rodrigo Foti / Pedro Moita (vibrafone)

Produção Executiva e Assistência de Direção: Mariana Chew

Cenografia: Julia Deccache

Cenotécnico: André Salles

Contrarregra: Felipe Ávila

Figurino: Rocio Moure

Iluminação: Renato Machado

Sonorização: Pro Audio

Projeto Gráfico: Patrícia Clarkson e Camilla Mattos

Fotos: Renato Mangolin

Assessoria de Imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha

Mídias Sociais: Rafael Teixeira

Grada Kilomba, autora de Memórias da Plantação, é confirmada na Flip

Escritora, teórica, psicóloga e artista interdisciplinar, Grada Kilomba é a quinta presença confirmada na 17ª Flip, que acontece de 10 a 14 de julho em Paraty. A portuguesa – com origens em Angola e São Tomé e Príncipe – é autora de Memórias da Plantação: Episódios do racismo cotidiano, que será lançado no Brasil durante a Festa Literária pela Editora Cobogó. O livro, publicado originalmente em 2008, analisa e desvela a atemporalidade do racismo cotidiano, preenchendo lacunas sobre o tema e estabelecendo conexões entre raça, gênero e classe. Importante representante do feminismo negro, Grada realiza um trabalho híbrido que usa como suporte livros, performances, leituras, colagens, filmes e instalações.

“O trabalho de Grada Kilomba transita por muitos meios diferentes: está na academia e nos palcos de teatro, em bienais de artes plásticas e nos livros. De modo análogo, suas criações ocupam lugares dinâmicos, elas não se deixam fixar: passam por questionamentos sociais amplos bem como pela atenção às memórias, aos afetos e à intimidade. Além disso, sendo ao mesmo tempo europeia e filha de africanos, tem uma posição singular a partir de onde observar o mundo”, afirma Fernanda Diamant, curadora do Programa Principal.

Para o arquiteto Mauro Munhoz, diretor artístico da Flip, “a obra de Grada Kilomba é tão combativa quanto criativa. Se, por um lado, questiona rigorosamente nossos pressupostos e modos de estar no mundo, por outro, cria aberturas para vislumbrarmos, pela arte, novos horizontes possíveis”.

A autora

Grada Kilomba nasceu em Lisboa, em 1968, e atualmente vive em Berlim. Na capital portuguesa, cursou Psicologia Clínica e Psicanálise no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, onde era a única estudante negra do departamento. Na instituição, trabalhou com sobreviventes de guerra de Angola e de Moçambique. Em 2008, foi ganhadora de uma bolsa da Fundação Heinrich Böll, ocasião em que se mudou para Berlim para cursar doutorado em Filosofia na Freie Universität. No âmbito filosófico, Kilomba reformulou o conceito do Outro cunhado por Simone de Beauvoir – que defende que a mulher é o outro absoluto por ser definida em relação ao homem. Para Kilomba, a mulher negra – desconsiderada na categorização de Beauvoir – é o outro do outro, por não ser nem branca e nem homem. A autora é, inclusive, uma importante influência na obra da filósofa brasileira Djamila Ribeiro, que integrou o Programa Principal da Flip 2018.

Em 2016, Kilomba passou a integrar o circuito de arte contemporânea quando foi convidada a apresentar a performance Illusions, que recupera memórias e realidades de um mundo pós-colonial, na 32ª Bienal de São Paulo. A partir disso, integrou apresentações e mostras em diversos países como África do Sul, Canadá, Inglaterra e Itália, entre outros.

A obra

Em julho, durante a Flip, será publicado no Brasil seu livro Memórias da Plantação (Cobogó, 2019). Com tradução da Mestre em Estudos da Tradução pela UFSC, Jessica Oliveira de Jesus, a publicação é resultado do doutorado em Filosofia realizado em Berlim. A partir do aprofundamento em textos de intelectuais negros como Philomena Essed, Frantz Fanon e bell hooks, Kilomba analisa a herança colonial e patriarcal presentes na sociedade e busca definir o racismo contemporâneo. Na obra, a portuguesa revela os passos que levam à consciência do racismo – “recusa, culpa, vergonha, reconhecimento e reparação” – que, segundo a autora, dizem respeito a um processo psicológico, e não uma questão moral.

Exposição na Pinacoteca

De 6 de julho a 30 de setembro, será realizada a primeira exposição individual de Grada Kilomba no Brasil. A mostra vai ocupar as quatro salas contíguas à exposição do acervo histórico da Pinacoteca no segundo andar. A portuguesa apresenta, ao todo, quatro obras: Illusions 1, comissionada pela 32ª Bienal de São Paulo em 2016; Illusions 2, de 2018; Table of Goods, de 2017; e uma inédita concebida especialmente para a Pinacoteca.

Flip e EDP

“Como maior investidora portuguesa no Brasil, a EDP acredita em apoiar a cultura e a arte dos países de língua lusófona, e que evidenciam a riqueza e a diversidade do idioma, o mais falado no hemisfério sul do planeta. Por isso, é a principal patrocinadora da reconstrução do Museu da Língua Portuguesa e, mais recentemente, foi a primeira empresa a anunciar o patrocínio máster destinado à restauração do Museu do Ipiranga. Nesse sentido, cremos que a trajetória e a produção literária e artística de Grada Kilomba refletem as relações históricas e culturais que unem os países que falam português, e também impulsionam reflexões que precisam ser feitas acerca dos erros, acertos e lições que marcam esse caminho”, afirma Luis Gouveia, diretor do Instituto EDP.

Flip 2019

A 17ª edição da Flip acontece de 10 a 14 de julho, em Paraty, e tem o escritor Euclides da Cunha como Autor Homenageado. Estão confirmados os nomes de Walnice Nogueira Galvão, Kristen Roupenian, Kalaf Epalanga e Sheila Heti.

Quem faz a Flip

A Flip tem o patrocínio do Ministério da Cidadania, através de sua Secretaria Especial de Cultura, a partir do Edital de Feiras Literárias e por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além de copatrocínio da EDP e da CMPC. A edição 2019 continua em fase de captação de recursos.

COMEÇOU A 5ª EDIÇÃO DO MULTILEITURA VAI ATÉ O DIA 30 DE ABRIL

  A 5ª edição do Multileitura, evento literário que já faz parte do calendário do Multicenter, acontece até o dia 30 de Abril. Com uma cenografia lúdica e aconchegante, o evento reúne feira literária, bate-papo com autores, tardes de autógrafo, contações de histórias, performances, apresentações musicais, talk show…é um movimento eclético e diferenciado, para os amantes da leitura e para incentivar e criar o hábito de ler.

Nesta edição, o Multileitura terá a campanha “Páginas em branco – Para um futuro melhor”. Sabe aquele caderno que sobrou do ano letivo? Depois de reciclado, ele é ouro para crianças que não têm condição de comprar material escolar. Por isso, o shopping terá um ponto de coleta para receber doações de cadernos que ainda têm páginas em branco. Todo o material doado passará por uma triagem, onde as páginas em branco serão separadas para confecção de novos cadernos. As capas, folhas usadas e espirais serão destinados à cooperativa de catadores de lixo e grupos de artesãos, onde serão reciclados. Os novos cadernos, após prontos, serão entregues em instituições parceiras que farão a distribuição entre as crianças carentes.

Programação completa:

06/04 – 16h – Contação de histórias com a Cia Trilhos – no projeto “Reza a Lenda” – SESC.

A trupe de trilheiros foi desvendar os mistérios e lendas da fauna e da flora. Mas não chega perto de ser uma fauna comum! Reza a lenda que há muito tempo atrás os bichos não eram como hoje não. Para andar em qualquer floresta era preciso muita coragem e olhos bem atentos a todo instante.

07/04 – 16h – Elaine Furlani – Escritora e atriz fará a contação de história do seu livro – Vicente esqueceu de ser gente. 

O livro traz uma história que legitima a diversidade da comunicação em suas múltiplas manifestações no universo vasto dos relacionamentos. Vicente percebe que seu filho se utiliza de pinturas para se comunicar e interagir. E na tentativa de inseri-lo num mundo dinâmico e interativo, resolveu levar os desenhos para escola, com objetivo que todos percebam-no como pessoa integrante daquela sociedade. E depois de toda a exposição das pinturas ficou claro que nem sempre precisamos da voz para mostrarmos o que habita em nós. Para apresentar a história com mais ludicidade, criamos uma contação com bonecos e personagens, enfocando as partes mais importantes da narrativa, proporcionando uma troca com a platéia, criando um vínculo de afetividade para impulsionar de forma contundente o viés transformador da comunicação.

contação de história tem recurso lúdico de bonecos e cenário interativo, a história se desenvolve mostrando ao leitor partes importantes do livro, convidando-os a embarcar em uma viagem interplanetária pelo universo da comunicação.

12/04 – 20h – Notas filosóficas com Silvério Ortiz e Mona Vilardo – 30 anos sem Luis Gonzaga – Filosofia e acordeon e voz.

Release: Um Baião pra todos: filosofia ao som de Luiz Gonzaga

No dia 12 de abril, a música de Luiz Gonzaga tem um encontro com as ideias filosóficas. Acompanhado pela voz de Mona Vilardo e do acordeon de Vanessa Dias, o professor Silvério Ortiz lembrará dos 30 anos sem o rei do Baião, fazendo a filosofia decolar com Asa Branca.

Uma curiosidade – o casal acaba de retornar da Grécia-, berço da filosofia, onde o projeto filosofando, atravessou o atlântico para inspirar os diálogos em um ambiente propício para os debates.

13/04 – 16h – Intervenção com o grupo Poesia Viral com “chuva de versos” – SESC.
Casal de artistas circularão com seu guarda-chuva levando versos de amor, amizade, fraternidade, de grandes poetas brasileiros, proporcionando uma dose de poesia em seu dia!

14/04 – 16h – Mona Vilardo – Lançamento do Livro – Dalvinha – A história das cantoras do rádio para crianças – contação de história musicada – voz e violão. 

Mona Vilardo estreou o espetáculo “Mona canta Dalva” em 2017 – ano de centenário da cantora. A estreia ocorreu no Teatro Maison de France, no Rio de Janeiro. Desde então se apresentou no Teatro Dulcina, Teatro da Uff e Teatro Municipal de Niterói. Professora de música no Colégio Fórum Cultural, observou o total desconhecimento de crianças e jovens por esse universo das cantoras do rádio, movimento tão forte e importante no Brasil na década de 40 e 50. Na apresentação no Teatro Municipal de Niterói, alguns alunos foram assistir e ficaram encantados e curiosos com a história e as músicas daquela que foi uma das maiores cantoras do Brasil: Dalva de Oliveira. Daí nasceu a ideia do livro voltado para o público Infanto-juvenil. “Elas por ela – As Rainhas do Rádio por Mona Vilardo” é o nome da coleção que será lançada em 2019, e em sua estreia terá Dalva como homenageada. O livro tem a monitoria de Rona Hanning, consultora em literatura Infanto-juvenil e fundadora do Ler Instituto. Através das memórias de uma avó, o livro narra histórias de vida da Dalva de Oliveira e de uma jovem cheia de curiosidade por essas histórias.

21/04 – 16h – Danielle Fritzen e Badeco – em A Cabana de histórias – Danielle é escritora e atriz e apresentará as histórias de seus livros. Contação musicada.

“A cabana de histórias – a arte de encantar ao contar histórias” é um projeto itinerante de promoção do livro e da leitura com contação de histórias, música ao vivo e distribuição de livros para a faixa etária de 3 a 10 anos. Proporciona a associação do mundo mágico dos livros a momentos de prazer e contentamento. Com produção executiva de Angélica Crispino e cenários de Maurício Meneses Jr, espetáculo descortina painéis na sequência das histórias. Em cena, a atriz e escritora Danielle Fritzen desenvolve variadas formas de contar as histórias de quatro dos seus nove livros publicados na companhia do músico e ator Renato Badeco. Entre surpresas, sonoplastias, humor e músicas autorais, os personagens são apresentados com alegria, emoção, encantamento e muita interação com a plateia. Em tempos de tecnologia, como despertar o interesse das crianças pela leitura? Que benefícios isso traz?
Em tempos da era digital, é um grande desafio estimular a imaginação e promover ações que encantem e ofereçam oportunidades para o crescimento de nossas crianças além de possibilidades concretas de ler o mundo. Ouvir e participar de uma contação de histórias promove o desenvolvimento do processo de ensino das crianças, pois trabalha elementos que ficarão na memória e estarão sempre associados a momentos de prazer e alegria, proporcionando janelas abertas ao conhecimento e aprendizado.

26/04 – 20h – Chris Fuscaldo – autora da biografia dos “Mutantes” – com bate-papo com componentes dos mutantes, Antonio Pedro Fortuna e Rui Motta.
O livro ‘Discobiografia Mutante’ celebra 50 anos da carreira discográfica dos Mutantes e é tema de bate-papo no MultiLeitura com a autora e jornalista, escritora e cantora niteroiense Chris Fuscaldo e o ex-integrante Antonio Pedro Fortuna, também nascido em Niterói, que foi baixista dos Mutantes na fase progressiva da banda. Com Sérgio Dias, Rui Motta e Túlio Mourão, ele gravou o álbum Tudo Foi Feito Pelo Sol, lançado em 1974 e considerado uma obra-prima da música brasileira. A conversa será mediada pelo jornalista e músico Leandro Souto Maior, que levará seu violão para incentivar os convidados a darem uma palhinha de sucessos dos Mutantes, com Antonio Pedro também ao violão e Chris cantando. Curiosidades: A “Discobiografia Mutante” foi indicado ao Prêmio Profissionais da Música 2019!

28/04 – 16h – Thalita Rebouças – Bate-papo com a autora e apresentadora e tarde de autógrafos.

Jornalista de formação e carioca da gema, abandonou as redações para batalhar pelo sonho de ser escritora. Deu certo. Aos 25 anos, lançou seu primeiro livro, e, ao longo de seus 18 anos de carreira publicou 22 títulos, muitos deles traduzidos em mais de 20 países, e que já venderam a extraordinária marca de cerca de 2 milhões de exemplares vendidos. Várias de suas obras já foram adaptadas para o teatro e para o cinema, com grande sucesso. Tem uma coluna semanal no jornal Extra e é apresentadora do The Voice Kids, na Rede Globo.

Serviço: Shopping Itaipu Multicenter

Endereço: Estrada Francisco da Cruz Nunes, 6501
Itaipu. Niterói / RJ | Local: Praça de Eventos – 1º piso

Data: De 01 a 30 de abril |

As senhas para sessão de autógrafos serão distribuídas a partir das 14h – sujeito a término. Local: Entrada principal do Shopping

Entrada Gratuita

The Bife promove workshop churrasqueiro dia 6 de abril  

À frente do The Bife, o mestre churrasqueiro Rossano Mendonça, promove mais uma edição do seu workshop de churrasco, no dia 6 de abril. O curso, que é dividido em dois módulos, ensina a prática do churrasco de qualidade feito em casa. No próximo sábado, o primeiro módulo, que conta com parte teórica e prática, irá abordar temas como origem e diferença das raças, cortes de carnes, pontos e outros, além da parte prática, onde será destrinchada uma peça inteira de alcatra com a bacia, assim será possível visualizar melhor cada corte. Ao final do curso, os alunos poderão experimentar os cortes feitos na churrasqueira por Rossano, além de participar de uma harmonização com cervejas especiais durante o churrasco. O workshop é encerrado com a distribuição dos certificados e um kit churrasqueiro personalizado da casa.

 

Serviço:

The Bife – Workshop Módulo I

Data: Sábado, 6 de abril

Horário de Início: 9h
Duração: 5 horas
Local: The Bife – Marechal Henrique Lott, 120 – Loja 112 – Barra da Tijuca

Investimento: R$ 300,00

​​Inscrição e mais informações: https://www.thebife.com.br/workshop-moduloi?fbclid=IwAR16Jzg2aoYEfStTaeaiJ6Yma41ZaJHbTLkXZhentsMHsQ4jnqVfCc7s5YA

Mãe e o dinheiro: a relação com um é a mesma com o outro

 Coach de constelação familiar explica o porquê de a mãe e as finanças serem mais parecidas do que imaginamos

Se dinheiro é energia, então, a constelação familiar está diretamente ligada a ele.

De acordo com a consteladora Juliana Isliker, trata-se de uma terapia aplicada à solução de problemas de algumas questões, que podem ser de ordem afetiva, financeira, prosperidade, sucesso profissional, brigas familiares, heranças, entre outras, de uma maneira bem aprofundada.

“A novidade que a constelação traz é que é uma terapia rápida, que vai diretamente à questão, ao essencial em apenas uma sessão. Olhamos com cuidado e com amor para tudo o que aconteceu no nosso sistema, podendo colocar em ordem uma série de questões que nos travam”.

Então, o relacionamento financeiro deve ser visto nesse contexto, avaliando se ele se aproxima da profissão ou da missão de vida.

“Isso porque devemos nos perguntar o que queremos nessa existência e como o dinheiro se comporta com essas representações”, explica.

Até por isso, de acordo com a coach de constelação, quando nos preocupamos que o montante mensal não será suficiente para sanar os gastos, é aí que ele parece realmente sumir.

O dinheiro e a mãe

“Se a energia flui, é preciso ter a relação financeira dentro do sistema familiar. E a sintonia com a mãe, que é a responsável pela nutrição, ou seja, a vida, está intrinsecamente atrelada a isso”, revela.

Por isso, ela ensina que se aproximar da mãe é uma forma de melhorar a atividade financeira, já que sabendo valorizar a relação com os pais – responsáveis por nos dar a vida – similarmente estamos realçando o melhor que podemos extrair das coisas.

“Se estamos aqui fortes, lutando pelos nossos ideais e crescendo cada dia mais, é porque temos uma história de vida, assim como as do pai e da mãe estão embutidas na gente também”, aponta.

Então, a gratidão deve aparecer até nas dificuldades, porque são elas que nos possibilitaram aprender com os erros.

“E a conexão com a mãe nos permite entender o fluxo da vida, consequentemente, o da nossa relação com o dinheiro”, finaliza.

Serviço: Juliana Isliker – www.julianaisliker.com.br