AS CANTORAS DO RÁDIO NA VÉSPERA DO DIA DAS MÃES

AS CANTORAS DO RÁDIO /Ellen de Lima e Luciene Franco brindam a véspera do Dia das Mães com sucessos da MPB

Véspera do Dia das Mães e a grande dica de presente para as mamães é um ingresso para o show Cantoras do Rádio, com as divas da MPB Ellen de Lima e Luciene Franco. O espetáculo em única apresentação acontecerá no sábado, dia 11 de Maio, às 20h, na Lona Cultural Carlos Zéfiro, em Anchieta – Zona Norte do Rio.

Vozes importantes que marcam a música brasileira desde os anos 1950, Ellen de Lima e Luciene Franco vão reviver as mais belas canções da MPB. O espetáculo é inspirador tanto para jovens, quanto para adultos e o público de terceira idade, que cresceu ouvindo Ellen e Luciene na época de ouro das rádios do Brasil. Aos novos, o exemplo de cantar bem e música boa ao vivo, aos mais velhos a motivação de que a arte não tem idade, nem fim.

Ellen de Lima começou sua carreira em 1950, apresentando-se no programa “César de Alencar”, destinado à descoberta de novos cantores. Participou também do programa “Alvorada dos Novos”, da Rádio Mayrink Veiga. A artista interpretou sucessos de Ângela Maria no programa “Aí Vem o Sucesso”. Sua importância para música brasileira é tanta que em 1990, recebeu menção honrosa da Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelos serviços prestados à música brasileira. Desde 1988, faz parte do grupo As Cantoras do Rádio.

Em seu primeiro disco cantou músicas escritas por Armando Nunes (“Até você”) e de Allain Romano (“Melancolia”). Em 1957, já na Rádio Nacional, fez sucesso com seu bolero “Vício”, de Fernando César, incluído em seu primeiro LP “Só Ellen”, que trazia ainda o sucesso “Mente” (Fernando César). Seus outros sucessos estão no LP “Ellen de Lima” (1963) e no LP “Ellen Canta” com hits como, “Na paz do seu olhar” e “Você é todo mal que me faz bem”, “Cante, Cante”. Ela também passeia por sucessos de Dolores Duran, como “A Noite do Meu Bem”, além de marchinhas carnavalescas dos repertórios de Linda e Dircinha Batista e também do de Carmen e Aurora Miranda.

Luciene Franco iniciou a carreira artística em 1957, quando gravou pela gravadora Copacabana seu primeiro disco, assinando apenas Luciene, com as músicas “Tarde morena de Espanha” (Luís Bonfá) e “Ave Maria” (Vicente Paiva). Em 1958 lançou as músicas “Paz de espírito” (Luiz Bonfá – Reinaldo Dias Leme), “Eu fui de novo à Penha” (Ary Barroso), o samba-canção “Conversa” (Evaldo Gouveia – Jair Amorim) e o samba “Não foi a saudade” (Severino Filho – Alberto Paz). No mesmo ano gravou as clássicas “Manhã de carnaval” e o “Samba do Orfeu” (ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria), as duas músicas pertencentes à trilha sonora do filme “Orfeu do carnaval”, de Marcel Camus.

Nessa época foi levada por Ary Barroso, que a considerava uma de suas cantoras favoritas, para cantar na boate “Friend’s” com Ernâni Filho. Em 1959 gravou o LP “Luciene, A Notável” com orquestração do maestro Severino Filho. Convidada por Ary Barroso participou da festa de aniversário do presidente Juscelino Kubitschek no Palácio Laranjeiras. Vale ressaltar que Luciene foi a primeira cantora a gravar uma canção dos compositores Geraldo Vandré e Baden Powell: “Rosa flor”.

Dois anos depois (1961) o público conheceu um dos seus maiores sucessos: “Ternura antiga” (Dolores Duran – Ribamar) e o samba-canção “Poema do adeus” (Luiz Antônio). Em 1963, gravou com o cantor Moacyr Franco as canções “O bicho papão” (Rogério Cardoso) e “Luzes da Ribalta (Limelight)” (de Charles Chaplin – versão de Antônio de Almeida – João de Barro). E Luciene Franco nunca parou de cantar. Vieram com isso sucessos sequenciais como, “Gente maldosa” (Glauco Fernando Pereira), “Ma vie” (Alain Barrière) – música francesa que ficou nove meses na parada de sucessos em todo o Brasil; o samba “Louco (Ela é seu mundo)” (Wilson Batista – Henrique de Almeida).

Serviço

Lona Cultural Carlos Zéfiro – Estrada Marechal Alencastro, 4113 – Anchieta, Rio de Janeiro. Data: 11 de Maio, sábado. Horário: 20h. Gênero: Música/MPB. Classificação: livre. Capacidade: 320 lugares Contato: lonazefiro.cultura@gmail.com. Informações: 2148-0813. Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada para todos). Bilheteria de terça a domingo, das 11h às 19h. Informações: 2148.0813

TEATRO BANGU “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO” 12 MAIO – ÚNICA APRESENTAÇÃO

Fé, dor, renovação, esperança e amor são alguns dos elementos abordados no novo espetáculo, “Fora da caridade não há salvação”, de Cyrano Rosalém, que estará no Theatro Bangu Shopping, na próxima quarta-feira, dia 1º de maio às 19h00. No palco, Érica Collares e Rogério Fabiano dão conta do recado nessa emocionante história sobre renascimento. A direção também é assinada por Rosalém. Em tempo: os atores e a equipe já são referência pelo país em peças com tema espírita. Há sete anos, eles viajam em turnê pelo Brasil com quatros produções sobre o tema, entre elas “Allan Kardec – Um olhar para a eternidade”, sucesso de público e visto por mais de 500 mil pessoas em cem cidades no Brasil. A nova peça poderá ser vista apenas às quintas-feiras, às 18h, até o dia 27 de junho.

O espetáculo se passa num quarto de hospital, onde José está internado devido a um câncer. Ateu convicto, ele tem conversas diárias com a enfermeira espírita Maria. Os assuntos versam não somente sobre a doença dele, mas sobre a existência da espiritualidade. Nem ele nem ela têm pudores de falar sobre as suas vidas pessoais e suas trajetórias. Os embates sucedem-se o tempo todo, ora cômicos, ora trágicos. Mas, sem que percebesse, a índole materialista de José irá se transformando. Num trecho da peça, Maria diz: “Se as dores do seu irmão não lhe causam dor, então, quem precisa de ajuda é você”. A peça foca no pensamento positivo. “A mensagem é: acredite em você mesmo. Nunca desista”, enfatiza o autor Cyrano Rosalém, que teve num sonho a inspiração para criar o texto. “Os personagens são completamente fictícios. Foi um sonho que eu tive. Tanto que escrevi a peça em uma semana. Ela veio pronta na minha cabeça. “

Há sete anos atuando como Allan Kardec e, há dois, como Léon Dennis e Chico Xavier, nos teatros, dessa vez, Rogério Fabiano tem a missão de interpretar um personagem fictício. “Fazer o José será um desafio. É um personagem muito forte, doente e cheio de raivas do mundo. Eu fico muito emocionado quando leio a peça. É diferente de quando faço Kardec, Léon Dennis ou Chico Xavier, que são personagens históricos, reais. O meu José nascerá das minhas emoções, de dentro de mim”, diz Rogério, que complementa: “É um texto tradicional, um drama, no qual os conceitos espíritas entram através da generosidade da enfermeira em cima da amargura, do mau humor e da descrença do paciente”.

A atriz Érica Collares surge em cena como a enfermeira Maria, que, através do espiritismo, tenta transformar o descrente José em uma pessoa melhor. “Maria é uma enfermeira altamente espiritualizada e que vê em um paciente a possibilidade de resgatar um carma do passado. Com muito bom humor e sabedoria, ela consegue criar uma relação com José e tenta transformá-lo e ajudá-lo a entender melhor a sua doença e a tornar-se um ser humano melhor”, explica Érica, que está encantada com o novo desafio.

“Este espetáculo é um presente divino, no qual os fundamentos do espiritismo são colocados em prática. A peça mostra exatamente como é um processo de evolução espiritual da alma no plano terrestre. Eu estou muito feliz em mostrar, através da arte, algo tão essencial. É um espetáculo surpreendente, a cada cena uma novidade e com uma surpresa deliciosa no final”, conta ela.

A direção também coube a Rosalém e ele conta como é a jornada dupla de acumular as funções de autor e diretor: “Difícil. Ser o autor e dirigir o próprio texto é sempre difícil. Tem seus prós e contras. O pró é que a peça já veio inteira pronta na minha mente. O contra é ser – e tem que ser assim – magnânimo pra aceitar todas as sugestões que vierem, seja dos atores ou dos técnicos. Mas, no fim, o filtro sou eu. ”

  • FICHA TÉCNICA
  • Direção: Cyrano Rosalém
  • Direção Musical: Cyrano Rosalém
  • Texto: Cyrano Rosalém
  • Elenco:  Érica Collares e Rogério Fabiano.
  • Cenário: Guillermo Luis Dalchiele
  • Figurino e adereços: Erica Collares
  • Iluminação: Guillermo Luis Dalchiele
  • Produção e realização: Entre Entretenimento
  • SERVIÇO
  • Fora da Caridade Não Há Salvação
  • Temporada: Dia 01/05 às 19h00 (Única Apresentação)
  • Theatro Bangu Shopping: Rua Fonseca 24 Espaço 174, Bangu – Rio de Janeiro – RJ.
  • Telefone: (21) 3577-0076
  • Dia e horário: Quarta-feira às 19h00
  • Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). LISTA AMIGA: R$ 20 (enviar mensagem para o WhatsApp 979272212)
  • Lotação: 516 pessoas
  • Duração: 60 minutos
  • Classificação: Livre
  • Funcionamento da Bilheteria: Todos os dias de 10h00 às 22h00. Débito e Crédito.
  • Possui estacionamento próximo ao Theatro.