ANDRÉ GONÇALVES MISTURA TEATRO E SHOW NO ESPETÁCULO INÉDITO BIOGRAFIA DESAUTORIZADA

Sob a direçãode Rafael Ponzi, o ator divide o palco com banda de rock

Inspirado na cultura pop, característica do final do século XX e início do século XXI, uma visão crítica e irreverente, ácida e bem-humorada dos excessos. Esse é o ponto de partida da comédia Biografia Desautorizada, projeto idealizado pelo ator André Gonçalves. A peça terá única apresentação no Teatro Rival Petrobras, no dia 27 de abril, às 20h. A direção é de Rafael Ponzi e o texto inédito é de Alda Carvalho.

Na peça, o ator André Gonçalves dá vida a cinco personagens que relatam suas experiências com drogas – do roqueiro pop star viciado em cocaína ao artista sonhador e dependente de maconha, passando pelo alcoólatra em crise de idade, o traficante moderno que falsifica receitas de medicamentos tarja preta e, por fim, uma experiência de overdose com um bate e volta do céu.

“É um projeto provocativo, transgressor, e ao mesmo tempo engraçado e amoroso, em que compartilho memórias e reflexões ao lado de parceiros como meu mestre Rafael e meu querido amigo e talentoso músico e compositor Glad Azevedo, que assina a trilha”, comenta André, que divide o palco ainda com Tamara Janson (baixo) e Emília Rodrigues (bateria).

Apostando no humor, o texto inédito da paulistana Alda Carvalho traz narrativas marcadas por vícios, em que critica o preconceito com usuários, e procura cumplicidade com o público ao abordar o tema delicado com leveza, como na sátira às “viagens” dos personagens. Biografia desautorizada tem, ainda, direção de arte de Marcelo Gonçalves, iluminação de J. A. Protásio e figurinos de Tatiana Magalhães.

“Para quebrar o ritmo, os textos são intercalados por música ao vivo, interpretada por uma banda em cena. Com ela, André canta músicas que marcaram sua vida e que fazem referências à hipocrisia da sociedade e à inversão de valores, como Perfeição, do Renato Russo”, explica Rafael.

Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 27 de abril (sábado). Horário: 20h.Abertura da casa: 19h. Ingressos: R$ 60,00 (Inteira)
R$ 40,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 30,00 (meia-entrada). Venda antecipada com código promocional agoncalves pela Eventim –http://bit.ly/IngressosRival2019_2GIaEKp Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos.www.rivalpetrobras.com.brInformações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo

Capitã Marvel :“Quem Lacra, Lucra?”
POR Patrícia Góes de Lima
Escritora e Roteirista 
O filme de maior sucesso (até agora) de 2019 é sobre uma moça chamada Carol Danvers, mais conhecida como CAPITÃ MARVEL.
Na última semana antes da estreia (07 de março de 2019) alguns artigos maliciosos tinham um ponto em comum, a ênfase no termo já manjado “quem lacra, não lucra”.
Independente de ser considerada uma super heroína “feminista”, o apelo de um filme sobre uma super heroína no lugar de mais um filme de “super herói” tem tido cada vez mais destaque e sucesso (vide o sucesso de um filme anterior, Mulher Maravilha da empresa DC), talvez por uma questão muito simples, o número de meninas que tem preferido histórias de heróis e heroínas a histórias de princesas, tem aumentado cada vez mais.
Protagonizado pela ganhadora do Oscar Brie Larson (que aqui, infelizmente, tem uma atuação robótica, sem emoção e apática) o filme aborda a transformação da destemida Carol, na super heroína Capitã Marvel (adaptação de mesmo nome dos quadrinhos da Marvel).
O filme tem o destaque da presença “relâmpago” do genial e saudoso Stan Lee( uma personalidade, que confesso, adoraria ter conhecido).
Sua transformação, a amizade com a também piloto Maria Rambeau (vivida pela bem mais expressiva Lashana Lynch), quando conheceu Nick Fury, a cientista Wendy Lawson  (vivida pela ótima Annete Benning) que guarda um segredo que é revelado em um determinado momento do filme.
Lembrando também da engraçada presença do fofo gato Goose.
Apesar do roteiro simples e meio previsível e da atuação medíocre da protagonista o filme ganha pontos por ser divertido, pelas boas cenas de ação e razoáveis efeitos visuais, Capitã Marvel é um filme pra entreter e mostrar que protagonistas femininas de filmes de ação podem atrair um grande público.
Capitã Marvel só deixou o primeiro lugar recentemente pra outro filme, o terror Nós, curiosamente também protagonizado por um atriz.
O filme já bateu marca da 1 bilhão. Não podemos confirmar que o objetivo do filme foi “lacrar” mas eu lucrou, isso com certeza aconteceu e os detratores da personagem, ou de qualquer hq e/ou filmes de super heroínas, terão que aceitar.