UPTOWN BARRA CELEBRA O ST. PATRICK’S DE 15 A 17 DE MARÇO
Banda Digga Digga Duo

 Inspirado na tradicional festa irlandesa, o UPTOWN mergulha na cor verde para comemorar, no melhor estilo irlandês, o “St. Patrick’s Day” (ou Dia de São Patrício). Entre os dias 15 a 17 de março, o Mercado de Produtores se transforma em um pedaço da Irlanda com diversas atrações temáticas como chope verde, cervejas de estilos típicos irlandeses, além de rótulos de vários outros estilos, programação musical com shows e DJ, e muito mais!⠀⠀

Banda Ginger Rocks – Rafael Garrafa – Baixo

Na sexta, dia 15/03, abrindo o evento, e nos intervalos de sábado e domingo, o DJ são Patrício vai transmitir o clima dessa comemoração irlandesa no palco do Mercado de Produtores.

 Já no sábado, dia 16/03, das 19h às 21h, o Duo Digga Digga formado por Ana Bandarra (ukelele, voz e kazoo) e Eduardo Vilamaior (contrabaixo acústico, voz e kazoo), que vem se dedicando à pesquisa e resgate de canções das décadas de 20 e 30 do século XX, será a atração do festival.

 Encerrando a festa, domingo, dia 17/03, o Ginger Rocks vai mostrar que a Irlanda tem muito mais do que potes de ouro no fim do arco-íris. O show traz no repertório alguns dos maiores nomes da música irlandesa como U2, Gary Moore, Thin Lizzy Damien Rice, Sinead O’Connor, The Cranberries, Van Morrison The Sweel Season entre outros. A banda é formada por Sandro Abreu nos vocais, Bicudo na Bateria, Juno Moraes na Guitarra e Rafael Garrafa no Baixo.

Banda Ginger Rocks – Sandro Abreu – Vocal

Nos três dias de evento os restaurantes, stands e cervejarias do Mercado vão preparar sugestões no cardápio especialmente para a data. Nas Cervejarias Tio Ruy e a Antuérpia podem ser encontradas a tão famosa cerveja verde nos dias do evento.

 Atrações:

 Sexta (15/03)

DJ São Patrício – 19h às 23h

Sábado 16/03

DJ São Patrício: 17h às 19h

Digga Digga Duo: 19h às 21h

DJ São Patrício: 20h às 23h

 

Domingo 17/03

DJ São Patrício: 17h às 19h

Banda Ginger Rocks: 19h às 21h

DJ São Patrício: 20h às 23h


Endereço: Av. Ayrton Senna, 5500 – Barra da Tijuca – RJ

Local: Mercado de Produtores
Horários: De 17h às 23h
Evento gratuito

Companhia Alvorada leva o ritmo do samba a obras do dramaturgo Anton Tchekhov em “Vidas Medíocres ou Almas Líricas”

Em sua segunda montagem, Companhia Alvorada reúne obras do dramaturgo Anton Tchekhov em “Vidas Medíocres ou Almas Líricas”

Com estreia em 6 de abril na capital paulista, a peça mescla fragmentos de quatro textos do autor russo, alinhavados entre si com a genialidade poética do samba.

O que pode ser assim tão divertido? Acho que vocês deviam rir de si mesmos, de suas miseráveis vidas, ao invés de tanta conversa fiada.” – trecho de um dos contos de Anton Tchekhov “…não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar” – Paulinho da Viola

Com temporada no Teatro Pequeno Ato de 6 de abril a 26 de maio, a Companhia Alvorada, que brindou o público em 2018 com o espetáculo “É Samba na Veia, é Candeia” – sucesso de público e crítica – prepara-se para voltar aos palcos com uma nova montagem. Com a peça “Vidas Medíocres ou Almas Líricas” o grupo apresentará uma mescla de cenas de quatro textos principais do dramaturgo russo Anton Tcheckhov, além de trechos de cartas e contos do autor.

Foto: Gal Oppido

Para o diretor da companhia, Leonardo Karasek, a escolha por Tcheckhov se dá por reconhecer em sua obra questões universais e contemporâneas, que, embora escritas originalmente há cerca de 120 anos,  remetem a conflitos entre forma e conteúdo, passado e futuro, vida e morte e destino e tristeza. O autor russo, na opinião de Karasek, mantém uma fábula em seu enredo, no qual a unidade de tempo e espaço persiste e o diálogo oscila entre a relação dramática e a simples reflexão do mundo concreto e de um mundo de elucubrações.

“Na obra de Tchekhov, seus diálogos dizem pouco. A eloquência está nos solilóquios, chamados por Peter Szondi, em “Teoria do Drama Moderno”, de “lírica da solidão”, na qual existe uma liberdade nos silêncios, pausas e descontinuidade de tempo e espaço”, afirma o diretor.

Mas, e o samba? Segundo Karasek, o genuíno ritmo brasileiro está presente em sua segunda montagem de forma orgânica. Nada foi planejado. No decorrer da construção do texto, os sambas surgiam em sua mente. Letras e melodias que falavam do destino, da melancolia e da natureza da vida. “Afinal, seria a tristeza a essência primária da alma lírica humana?”, induz o diretor à reflexão.

Com esses questionamentos em mente deu-se início a carpintaria cênica e a criação da identidade visual da peça, que também teve inspiração em outro russo, o diretor de cinema Andrei Tarkovsky, vencedor do Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Cannes em 1980, com o filme “Stalker”, de 1979.

“Neste novo espetáculo, o público irá se deparar com esses espectros, esses fragmentos, objetos abandonados, musgo, poeira, ferrugem, fotografias gastas pelo tempo… Signos que remetem à perenidade e à atemporalidade”, adianta o diretor.

Em relação às provocações que a peça levará ao palco, Karasek exemplifica. “Se o personagem Pétia, de ‘O Jardim das Cerejeiras’, realça que tudo que acontece neste mundo terreno ‘não passa de gesticulação’, de uma espécie de entretempo entre o nascimento e a morte onde criamos expectativas, frustrações, desejos, alegrias e rancores em relação à vida, por outro lado nós amamos, odiamos, casamos, trabalhamos, viajamos, fazemos arte, filosofamos. Nesse contexto, a pergunta central desta produção é: será que isso tudo vale a pena? Será que isso tudo tem algum sentido? Esses espectros passam a sentir necessidade de dialogar e não importa, esta é a nossa única vida e seguimos nela”, complementa.

Ainda de acordo com o diretor, a poética desta encenação reside na enfatização do eu lírico e o eu dramático. O homem social e o homem subjetivo. A partir disso, abrem-se caminhos para se refletir sobre a solidão, este sentimento que ronda a humanidade como uma sombra e é tema recorrente numa época de ilusões e idealismos desfeitos.

Por sua vez, a atriz e produtora executiva da peça, Rita Teles, afirma que o ponto fundamental de “Vidas Medíocres ou Almas Líricas” reside no equilíbrio da provocação do texto de Tchekhov com a genialidade lírica da poética de sambas de autores como Cartola, Paulinho da Viola, Manacéa da Portela e Nelson Cavaquinho. “Teremos até uma polca do Jacob do Bandolim”, diz.

Além de Rita Teles, o elenco conta com o músico Aloysio Letra e os atores César Figueiredo Cantão, Vanise Carneiro e Flávio Gerab.

SERVIÇO

“Vidas Medíocres ou Almas Líricas”

Temporada de 6 de abril a 26 de maio de 2019

Quando: sábados às 21h e, domingos, às 19h

Duração: 70 minutos

Classificação Etária: 12 anos

Onde: Espaço Pequeno Ato

Capacidade: 35 pessoas

Endereço: Rua Dr. Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo – SP, CEP 01220-040

Ingressos: R$ 40, inteira; R$ 20 meia entrada (idoso ,estudante, professor e classe artística)

Estacionamento: ao lado do teatro, 24h

Ficha técnica:

Direção: Leonardo Karasek

Assistente de Direção: Taís de Paula

Produção executiva: Rita Teles

Texto: Anton Tchekhov

Elenco: Aloysio Letra, César Figueiredo Cantão, Rita Teles, Vanise Carneiro, Flávio Gerab

Direção Musical e Preparação Vocal: Aloysio Letra

Produção: Núcleo Coletivo das Artes Produções

Cenário e Figurino: Kleber Montanheiro

Preparadores de Elenco: Imara Reis e Pedro Lopes

Preparação Corporal e Coreografia: Sandro Mattos

Iluminação: Dedê Ferreira

Criação gráfica: Zeca Damaso

Direção e produção de vídeo: Contra-plongée (Cauê Teles e Marie Cabianca)

Plano de comunicação virtual: Eduardo Araújo

Fotos: Gal Oppido

Assessoria de Imprensa: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

SOBRE ANTON PAVLOVITCH TCHEKHOV

Nasceu em 29 de janeiro de 1860, em Taganrog, no sul da Rússia, sendo o terceiro de seis filhos. Foi médicodramaturgo e escritor e considerado um dos maiores contistas de todos os tempos. Como dramaturgo, é autor de quatro clássicos e seus contos têm sidos aclamados por escritores e críticos. Tchekhov renunciou ao teatro e deixou de escrever s após a péssima recepção de “A Gaivota”, em 1896. Entretanto, a obra foi reencenada e aclamada em 1898, quando foi montada pela companhia Teatro de Arte de Moscou, de Constantin Stanislavski, que também montou as peças “Tio Vania”, “As Três Irmãs” e “O Jardim das Cerejeiras”.

 SOBRE LEONARDO KARASEK (DIRETOR)

Formou-se em Direção Teatral no Curso Superior de Artes Célia Helena, dirigiu uma montagem pocket inspirada em “O Jardim das Cerejeiras”. É pós-graduado em Literatura Brasileira pela UFRGS, de Porto Alegre. Cursou Cinema na Universidade Federal Fluminense e participou de cursos de Roteiro em Cinema com Luiz Carlos Maciel, na Fundição Progresso, e com Jackson Saboya. Com a experiência adquirida, roteirizou e dirigiu os vídeos “Da Vida Nada se Leva”, “O Castigo” e “Pai”. Em 2017, dirigiriu sua primeira grande produção “É Samba na Veia, É Candeia”. Como ator, participou de diversos cursos em variadas instituições, como Teatro Tablado, Casa da Gávea e Casa de Artes de Laranjeiras (RJ), Teatro Ágora e Grupo TAPA (SP. Morou dois anos em Nova York (EUA), onde cursou o Lee StrasbergInstitute e o HB Studio. Nos palcos, acumula experiências em montagens como “O Despertar da Primavera” (Teatro Tablado- RJ), “As Aventuras de Tom Sawyer” (Teatro Ziembinsky – RJ), “Twelfth Night” – Kensington Library (Londres), “Our Town”(Cumberland Regional High School, de Nova Jersey/EUA). Na televisão, participou de um episódio de “Você Decide”, na Rede Globo.

SOBRE RITA TELES (ATRIZ E PRODUTORA EXECUTIVA)

Atriz, arte educadora, dubladora, produtora, é graduada em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas pela Universidade São Judas Tadeu. Iniciou no teatro em 2002 e cursou, até 2008, o Curso Livre de Teatro ministrado pela Arte & Equilíbrio. Atuou em diversas peças, as duas últimas “Agosto na Cidade Murada” (2018) , “É Samba na Veia, É Candeia (2017/2018), espetáculos em que também assina a produção executiva. Idealizadora do projeto Oficinas de Vivência Teatral onde atua como arte educadora de teatro. Fundadora da Cia. Colhendo Contos e Diáspora Negra ao lado de Jefferson Brito. Com a peça narrativa “Contando África em Contos”, tem se apresentado em diversas instituições culturais de São Paulo. É, ainda, pesquisadora de dança negra contemporânea e simbologia dos orixás. Compõe o corpo de dança do Bloco Afro Afirmativo Ilú Inã e Ilú Obá de Min. Atualmente, vem se dedicando à produção executiva e artística de projetos e artistas brasileiros e africanos fomentando a visibilidade e difusão de arte e cultura de africana e afro diaspórica.

SOBRE A COMPANHIA ALVORADA

Companhia criada em 2017 pelo diretor Leonardo Karasek. Tem por objetivo pesquisar o sentido literário e filosófico dos textos e das palavras, trabalhar além das formas cênicas, priorizando o sentido das palavras e situações. Segundo seu fundador, “não temos medo de ser considerados passadistas por centrarmos nosso trabalho no texto e no sentido das imagens. Primamos pela valorização da história, do mito, a da reflexão sobre a condição humana. Preocupações que norteiam-se com questões do que com o diálogo obrigatório com as fronteiras do teatro ou renovação de suas formas. Pretendemos voltar a valorizar a fantasia e levar o espectador a um tempo e espaço, na maioria das vezes bem determinado”. A companhia tem como referência os grandes produtores de saber intelectual no teatro e na literatura, como Stanislavsky, Tchekhov, Ibsen, Shakespeare, Brecht, Moliére, Balzac, Proust, Dostoievsky e Machado de Assis. “Gostaríamos de retomar a produção de textos clássicos no Brasil, fazer uma verdadeira companhia de repertório. Nosso trabalho também inclui a pesquisa e a inserção, nos nossos espetáculos, de temas brasileiros que nos rodeiam, como o samba, o choro, o forró, o candomblé, o Carnaval e as festas populares”, diz. A primeira produção foi a peça “É Samba na Veia, É Candeia”, sucesso de crítica e público. Em sua segunda produção, a peça “Vidas Medíocres ou Almas Líricas” a companhia apresenta uma narrativa com textos e contos de Tcheckov e Sambas das décadas de 1930 e 1940. Para ele, atualizar questões universais pode significar, também, a aproximação com o redor e o passado. Nesse contexto, a globalização apenas é descartada quando mostra-se unilateral. Em suas propostas, a companhia defende pautas de direitos humanos, o fim dos preconceitos de qualquer espécie e o combate à desigualdade social no Brasil.

 

NÚCLEO COLETIVO DE ARTES

Tem como objeto fomentar e difundir arte, cultura e educação, sobretudo com foco em questões que envolvem matrizes africanas e manifestações da diáspora africana no Brasil.  Produções notórias: Seminário Internacional “Fronteiras em Movimento” – CCBB (2012), Seminário “A Morte & A Vida em Debate” – CCBB (2006), Intolerância Solidariedade no Mundo Contemporâneo – CCBB (2004). Sarau Afrikanse (2018), participou na produção de eventos com o Grupo de Articulação Política Preta (2016/2017), Mulheres Negras em Marcha (2017/2018). Quanto à projetos na educação: “Oficinas de Vivência Teatral” – Fundação Julita (desde 2014), Escola Nacional de Teatro (2015/2016), Secretaria Municipal da Cultura de SP (2017/2018). Assina as produções artísticas e executivas dos espetáculos: “Agosto na Cidade Murada” (2018), “É Samba na Veia, É Candeia” (2017/2018), “A Volta para Casa” (2015/2016), “Vênus de Aluguel” (2014), “Contando África em Contos” (desde 2016),  além da produção de diversos artistas, lançamento de livros e exposições de artes plásticas.

Abertura da temporada 2019 do Theatro Municipal

“Côndor” abre a temporada 2019 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro dia 15 de março

Última ópera escrita por Carlos Gomes terá o soprano Eliane Coelho e o tenor Fernando Portari como artistas convidados 

O Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro se unem para apresentar “Côndor”, a última ópera escrita por Carlos Gomes. O espetáculo de abertura da temporada de 2019, dia 15 de março, terá uma nova récita dia 17 de março, ambas com a regência do maestro Luiz Fernando Malheiro. A montagem resgata a importância da derradeira ópera composta por Carlos Gomes, que estreou no Teatro alla Scala de Milão, em 1891.

Eliane Coelho-foto Antonio Guerreiro

“Côndor” é considerada hoje em dia, por críticos e amantes da música, uma das obras mais elaboradas do nosso mais famoso compositor de óperas. As duas apresentações marcarão o retorno do soprano Eliane Coelho aos palcos do Theatro, depois do grande sucesso de “Jenufa” e “Tosca”, em 2017, e os 30 anos de carreira do tenor carioca Fernando Portari.

No Brasil, a ópera foi encenada em 13 de agosto de 1891, no Teatro Lírico, e no Theatro Municipal em duas temporadas, em 1920 e 1944, esta última regida pelo maestro Eleazar de Carvalho. Portanto, há 75 anos não é montada em terras cariocas.

É uma oportunidade única de conhecer essa ópera da maturidade de Carlos Gomes, composta em curtíssimo espaço de tempo (em torno de cinco meses). Com orquestração refinada e melodia magistral, demonstra a genialidade do brasileiro – o “Selvagem da Ópera” – apontando novos caminhos para o desenvolvimento da ópera italiana.

O maestro Malheiro, além de ser o regente titular da OSTM, acumula a direção musical do Theatro Municipal nessa nova temporada, que se inicia em março. André Heller-Lopes está retornando à casa como diretor artístico.

 

Resumo da ópera: a abertura, que evoca o Oriente num delicado solo de harpa, mostra a rainha Odalea no seu reino de Samarcanda (no atual Uzbequistão), no século XVII. Os três atos se desenrolam a partir da paixão de Côndor, chefe do exército que invade o país, por Odalea, as tentativas da rainha de livrá-lo da ira do seu povo e a fúria das hordas inimigas ao saber que o seu líder é um traidor.

Ficha técnica:

CÔNDOR

Ópera em 3 atos de Carlos Gomes

Elenco:

Condor: Fernando Portari (tenor)

Odalea: Eliane Coelho (soprano)

Adin: Michele Menezes (soprano)

Zuleida: Marianna Lima (soprano)

Almazor: Murilo Neves (baixo)

Mufti: Ciro d’Araújo (barítono)

Orquestra e Coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro

Regente: Luiz Fernando Malheiro

Serviço

 Preços dos Ingressos:

 15 de março, sexta-feira, às 20h

 Frisas e camarotes (6 lugares) – R$ 360,00

Camarotes (5 lugares) – R$ 300,00

Plateia e balcão nobre – R$ 60,00;

Balcão superior – R$ 40,00;

Balcão superior lateral – R$ 20,00;

Galeria – R$ 20,00;

Galeria lateral – R$ 10,00.

17 de março, domingo, às 17h

Todos os lugares – R$10,00 (preços populares)

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro

Lotação – 2.226 lugares

Duração total – 1 hora e 50 minutos

Ingressos na bilheteria ou no ingressorapido.com

Por favor venha voando”estreia em 14 de março, no CCBB Rio

 Com direção de Georgette Fadel e texto inédito de Pedro Kosovski, peça marca uma década de parceria artística entre as atrizes Debora Lamm e Inez Viana, juntas no palco pela primeira vez

 Elas completam dez anos de parceria artística em 2019, mas é a primeira vez que Debora Lamm e Inez Viana dividem o palco como atrizes. Com direção de Georgette Fadel, “Por favor venha voando” estreia em 14 de março, no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, onde fica em cartaz de quinta a segunda, até 29 de abril. O texto inédito de Pedro Kosovski foi construído durante o processo de criação da montagem, a partir de um desejo das duas de falar de amor em tempos tão complicados – do amor como ato político acima de tudo. O espetáculo tem patrocínio do Banco do Brasil.

As atrizes se conheceram quando Inez foi convidada para dirigir a peça “As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna, com Debora no elenco. Foi a partir desta montagem, em 2009, que nasceu a parceria entre as duas e a criação da prestigiada Cia OmondÉ. De lá para cá, Inez dirigiu Debora em espetáculos do grupo – “Infância, Tiros e Plumas”, “Os Mamutes” e “Mata Teu Pai” – e também em duas produções fora da companhia, “Cock – Briga de Galo” e “Maravilhoso”.

A ideia de produzir uma peça para as duas atuarem partiu da Debora, a partir do desejo de dividir o palco com a Inez como atriz. “O que nos liga ou não a uma pessoa? Por que algumas pessoas ficam e outras só passam na nossa vida? Que movimento é esse de ficar numa relação?”, questiona a atriz. O texto de Pedro Kosovski foi construído tendo esses questionamentos e experiências pessoais das atrizes como fio condutor de uma história de amor entre duas pessoas do mesmo sexo. “A partir dessas questões filosóficas, durante o processo criamos uma trama. Um encontro nunca é só um encontro. Que linha é essa que me liga a uma determinada pessoa?”, pergunta Inez.

O cenário criado por Simone Mina, diretora de arte e também figurinista do espetáculo, revela um ambiente de intimidade do casal: um grande edredom que vai sendo dobrado e desdobrado ao longo da peça, uma mesa e alguns objetos cênicos compõem o espaço. “Quantas pessoas colocam a cabeça no travesseiro e conseguem realmente descansar, dormir em paz? A peça abre esse corpo de intimidades que é invadido por gritos lá fora, de intolerância, do preconceito, do desrespeito ao amor. O edredom vai ficando pequeno, se restringindo. Uma cuidando da outra, fazendo declarações de amor, entregando um objeto para a cena ser melhor, ficar mais bonita”, conta Georgette Fadel. “O edredom vai dobrando, dobrando, dobrando, e elas vão sendo encurraladas contra parede, mostrando um pouco essa opressão por ser um casal do mesmo sexo”, diz Inez.

PEDRO KOSOVSKI (dramaturgo)

Dramaturgo, diretor teatral e professor de artes cênicas da PUC-RIO. Suas obras foram apresentadas nos principais festivais do Brasil e em Portugal, Colômbia e França.  Em 2005, funda Aquela Cia. de Teatro, em parceria com Marco André Nunes. Ganhador de dois prêmios Shell 2015 e 2017 (“Caranguejo Overdrive” e “Tripas”), prêmio Cesgranrio 2015 (“Caranguejo Overdrive”), prêmio Questão de Crítica 2012 e 2014 (“Cara de Cavalo” e “Edypop”), prêmio CBTIJ 2016 e Zilka Salaberry 2016 (“Tãotão”). Três de suas peças que formam a “trilogia da cidade” (“Cara de Cavalo”, “Caranguejo Overdrive” e “Guanabara Canibal”) e foram publicadas pela editora Cobogó na coleção “Dramaturgias”.

É autor de “Outside, um Musical Noir”(2011),“Cosmocartas – Correspondências de H. Oiticica e L. Clark” (2014), “Edypop” (2014), “Laio & Crísipo” (2016), “Fatal” (2016), “Tripas” (2017)  e a ópera  contemporânea “Aquilo que Mais Eu Temia Desabou sobre Minha Cabeça” (2017),  em parceria com os artistas holandeses Sjaron Minailo e Anat Spiegel, que estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2018, o Sesc Ipiranga realizou dentro do projeto “Dramaturgias”, o Ciclo Pedro Kosovski, onde apresentou três peças de seu repertório.  Em 2019, estreará “Kintugi, Cem Memórias”, também de sua autoria, com o Lume Teatro, e direção de Emilio García Wehbi.

 

GEORGETTE FADEL (diretora)

Diretora e atriz de formação acadêmica (Escola de Arte Dramática e Departamento de Comunicação e Artes da USP). Dentro da faculdade durante os anos 90, Fadel faz parte do florescimento de um forte movimento de grupos na cidade de São Paulo. Participa da fundação de grupos como Cia do Latão, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e Cia São Jorge de Variedades, onde dirigiu e atuou em diversos espetáculos marcantes do movimento estético da virada do século, tais como: “O Nome do Sujeito”, “Bartolomeu que Será que Nele Deu”, “Biedermann e os Incendiários”, “Bastianas”, “Barafonda”, “Quem Não Sabe Mais Quem É, o que É Onde Está, Precisa se Mexer”.

Dirigiu com a Mundana Cia e Camila Pitanga, com a Probastica Cia e vários outros artistas, espetáculos que ganharam também palcos internacionais, além do eixo Rio São Paulo. Como atriz foi dirigida por Cristiane Paoli Quito, Tiche Viana, Francisco Medeiros, Cibele Forjaz, Frank Castorf e Felipe Hirsch.  Como professora ministrou aulas de interpretação na Escola Livre de Teatro de Santo André, no Estúdio Nova Dança, na pós-graduação da Faculdade Celia Helena, além de direções na EAD. Sua trajetória é profundamente ligada a construção do performer livre e consciente dos movimentos do seu tempo.

DEBORA LAMM (idealizadora e atriz)

Atriz e diretora teatral, cofundadora da Cia OmondÉ de Teatro. Com 22 anos de carreira, já participou como atriz de mais de 20 espetáculos teatrais, mais de dez filmes, sete séries de TV e quatro novelas. Entre os seus trabalhos no teatro, os mais recentes estão: “Mata Teu Pai”, “Fatal”, “El Pânico”, “Infância, Tiros e Plumas”, “Cock – Briga de Galo” e “ Maravilhoso”. Seu mais recente trabalho no teatro é “A Ponte”, texto de Daniel MacIvor e direção de Adriano Guimarães (em cartaz de fevereiro a março de 2018, no CCBB São Paulo).

Na TV, participou do programa “Zorra” (TV Globo). No cinema, esteve nos longas Chocante”, “Como é Cruel Viver Assim” e “Um Homem Só”. Como diretora, dirigiu quatro espetáculos, entre eles o espetáculo “O Abacaxi”, com Veronica Debom e Felipe Rocha e “Pedro Malazarte e a Arara Gigante”, de Jorge Furtado, que lhe rendeu indicações de melhor direção para os prêmios CBTIJ e Zilka Sallaberry de Teatro Infantil. Como atriz, ganhou o prêmio Zilka Sallaberry pelo espetáculo “Coisas que a gente não vê”, de Renata Mizrahi e foi indicada ao prêmio APTR e ao Questão de Crítica com o espetáculo “Os Mamutes”, de Jô Bilac e direção de Inez Viana, que também lhe rendeu o prêmio FITA de Teatro na categoria melhor atriz.

 

INEZ VIANA (idealizadora e atriz)

Atriz, diretora e dramaturga, com bacharelado em Artes Cênicas pelo Instituto CAL, RJ.  Dirigiu mais de 16 peças, tendo recebido duas indicações de melhor direção do prêmio Shell, uma da APTR, uma do Questão de Crítica e uma da APCA. Como atriz, recebeu uma indicação do Prêmio Shell e uma da APTR. Ganhou o Prêmio Qualidade Brasil em 2008, por “A Mulher que Escreveu a Bíblia”. Ganhou também dois Prêmios Contigo! de melhor espetáculo para “As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna (júris oficial e popular), e o Prêmio FITA de melhor direção para “Os Mamutes”, de Jô Bilac.

Como atriz, destacam-se os espetáculos: “A Mulher que Escreveu a Bíblia”, de Moacyr Scliar, adaptação de Thereza Falcão e direção de Guilherme Piva (2007); “Na Selva das Cidades”, de Bertold Brecht, direção de Aderbal Freire-Fo; “Krum”, de Hanock Levin, direção de Marcio Abreu; e “Nu de Botas”, de Antônio Prata, direção de Cristina Moura.  Junto com nove atrizes e atores, fundou, em 2009, a Cia OmondÉ, que já tem sete peças montadas, todas com sua direção: “A Mentira”, de Nelson Rodrigues (2018]); “Mata Teu Pai”, de Grace Passô (2017); “Os Inadequados”, criação coletiva Cia OmondÉ (2015); “Infância, Tiros e Plumas”, de Jô Bilac (2014); “Nem Mesmo Todo o Oceano”, de Alcione Araújo, adaptação Inez Viana (2013); “Os Mamutes”, de Jô Bilac (2012); “As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna (2009).

Por 16 anos, manteve uma parceria com o escritor Ariano Suassuna, realizando, além da peça “As Conchambranças de Quaderna”, o documentário “Cavalgada à Pedra do Reino” (2000). Produziu o Primeiro Festival Ariano Suassuna, no Rio de Janeiro (2001), o Encontro com Ariano Suassuna (parceria com o Sesc RJ – 2004) e a curadoria artística dos 80 anos do escritor (2007), produzido pela Sarau Agência de Cultura, que culminou com uma Aula-Espetáculo de Ariano, no Theatro Municipal, do Rio de Janeiro. Em 2017, escreveu “A Última Peça”, seu primeiro texto teatral, publicado pela editora Cobogó e encenado no Sesc Pompeia, São Paulo, em agosto e setembro de 2018.

CCBB 30 ANOS

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento.  Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.

FICHA TÉCNICA

Texto: Pedro Kosovski

Direção: Georgette Fadel

Elenco: Debora Lamm e Inez Viana
Diretora Assistente: Julia Ariani
Direção de Arte, Cenografia e Figurino: Simone Mina

Iluminação: Ana Luzia De Simoni

Direção Sonora: Xád Chalhoub

Assistente Figurinos: Angela Sauerbrown

Assistente Cenografia: Vinicius Cardoso

Programação Visual: André Senna

Assessoria de Imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha

Redes Sociais: Rafael Teixeira

Produção Executiva: Douglas Resende

Equipe de Produção: Alex Nunes e Ártemis

Direção de Produção: Sérgio Saboya

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Eu + Ela Produções Artísticas ME e CCBB

 

Espetáculo: “Por favor venha voando”

Temporada: De 14 de março a 29 de abril de 2019.

Dias e Horários: de quinta a segunda, às 19h30.

Sessões extras: dias 23 e 30 de março (sábados) e 6, 13 e 20 de abril (sábados), às 17h30.

Local: CCBB Rio (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro) – Teatro II

Informações: (21) 3808-2020.

Capacidade: 116 lugares. Recomendação etária: 14 anos.

Duração: 80 minutos.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

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Maior Festival de Robótica do Brasil agita o Pier Mauá de 15 a 17 de março

Maior Festival de Robótica do Brasil agita o Pier Mauá de 15 a 17 de março

Evento organizado pelo SESI conta com a participação de mais de 1.200 alunos de escolas públicas e particulares de todo o Brasil

Para os amantes de tecnologia, os Armazéns 1B, 2 e 3 do Pier Mauá abrigam de 15 a 17 de março, o maior Festival de Robótica do Brasil. Com robôs de diferentes tipos e tamanhos, o evento organizado pelo SESI conta com mais de 1.200 alunos de escolas públicas e particulares de todo o país que colocam, na prática, o aprendizado em ciências, matemática, física e outras disciplinas ligadas à tecnologia. Os alunos vão encarar três desafios: o Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League, o Torneio SESI de Robótica FIRST Tech Challenge (Desafio tecnológico) e o Torneio SESI F1 in Schools (F1 nas Escolas). A premiação é uma vaga em torneios internacionais. O principal deles, o World Festival, considerado a Copa do Mundo da robótica, será realizado em Houston, nos Estados Unidos. O evento será aberto ao público e gratuito nos dias 16 e 17 de março, de 9h às 18h.

No Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League, a disputa terá a participação de 84 equipes de diversos estados. As vagas foram conquistadas durante as etapas regionais. O tema da temporada, Into Orbit (Em órbita), desafia os estudantes a pesquisar sobre as questões relacionadas a viver e viajar no espaço. Eles terão de identificar e propor uma solução inovadora para um problema físico ou social enfrentado durante as viagens de exploração espacial.

Foto: torneioseisiderobotica

Uma das novidades de 2019 é a estreia do Torneio SESI de Robótica FIRST Tech Challenge (Desafio tecnológico): 16 equipes, formadas por alunos de 15 a 18 anos do ensino médio, poderão abusar da criatividade. Vindos de 15 estados nesta primeira edição, os estudantes vão projetar, prototipar e produzir as peças de acordo com as necessidades do robô. Mas claro, existem especificações técnicas que devem ser respeitadas.

No FTC as equipes são avaliadas não apenas pelos robôs, mas também pelo envolvimento com a comunidade, como, por exemplo, uma simples campanha para arrecadar brinquedos para alguma entidade.  São avaliadas ainda pelo relacionamento com outras equipes e a maneira como levam ciência e tecnologia para o maior número de pessoas.

Foto: torneioseisiderobotica2

A terceira competição que compõe o festival é o Torneio SESI F1 nas Escolas (F1 in Schools), um programa educacional oficialmente vinculado a F1 e que reproduz os desafios da corrida Fórmula 1. Nessa preparação para o mundo profissional, estudantes de 14 a 18 anos são desafiados a criar uma empresa que funcionará como uma escuderia. Eles podem utilizar diversos recursos tecnológicos para projetar, modelar e testar um protótipo de um carro de F1.

A avaliação, premiação e classificação para a etapa mundial se baseia no resultado de um conjunto de ações incluindo elaboração do plano de negócios, marketing e mídias sociais, apresentação, além do envolvimento em uma ação social relevante. Longe dos números e treinos, as equipes também precisam desenvolver um projeto social, que pode ser usado como critério de desempate no resultado final.

Durante o Festival SESI de Robótica também acontece o Seminário Educação 360 Jovem Tech, em parceria com o jornal O Globo, que conta com debates com especialistas e estudantes que irão abordar temas como tecnologia e ensino médio, formação para o trabalho e a metodologia STEAM (termo em inglês que conceitua a união de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes). O seminário será realizado no dia 15 (sexta-feira), no Museu do Amanhã, de 9h às 17h. O evento é aberto ao público.

Foto: robotica

Profissionais da área de educação também poderão participar de oficinas do programa ACESSE (Arte Contemporânea e Educação em Sinergia no SESI). O programa se apropria da arte contemporânea para promover a inovação pedagógica e apoiar a implementação do STEAM nas escolas do SESI. As oficinas, com carga horária de 2h a 3h cada, serão abertas ao público no sábado (16) e domingo (17).

Serviço:

FESTIVAL SESI DE ROBÓTICA

Quando: 15 a 17 de março

Aberto ao público apenas nos dias 16 e 17

Horário de visitação: 16/03 – sábado: 9h às 18h / 17/03 – domingo: 9h às 18h

Local: Armazéns 1B, 2 e 3 do Pier Mauá – Av. Rodrigues Alves, 10 – Rio de Janeiro

Vale ressaltar a facilidade de acesso. Quem chega ou sai dos armazéns conta com estação de VLT em frente (Parada dos Museus)

ENTRADA GRATUITA