MOSTRA DE CINEMA ÁRABE FEMININO NO RIO

Retratar a diversidade do cinema árabe através de uma seleção de mais de 30 obras cinematográficas dirigidas por mulheres é o objetivo da Mostra de Cinema Árabe Feminino, que acontece entre os dias 7 e 25 de março no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. O filme de abertura será o longa-metragem inédito no país Os Afortunados (The Blessed), da premiada diretora argelina Sofia Djama – que vem ao Brasil especialmente para o evento.

Ao longo de 17 dias, questões políticas e sociais vão permear as produções de realizadoras árabes contemporâneas em uma programação que inclui ainda debates, mesas redondas e uma masterclass de roteiro com Sofia Djama. Formada em literatura pela Universidade de Argel, a cineasta também participa de uma conversa pública após a exibição de seu filme.

São 13 longas-metragens, sendo oito inéditos, e 24 curtas, somando 37 produções de mais de 10 países: Arábia Saudita, Argélia, Egito, Iêmen, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Palestina, Qatar, Síria e Tunísia. O projeto é uma realização da Partisane Filmes, patrocinada pelo Banco do Brasil através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com entrada franca para todas as sessões.

Temas diversos como conflitos familiares, relacionamentos, amizade, autoconhecimento, feminino e LGBT são pano de fundo para abordar o contexto histórico atual da região, que conta com diferentes realidades: desde o Egito e o Líbano, que sempre fomentaram a criação artística – seja com recursos públicos ou com recursos privados -, até a Arábia Saudita, onde ainda é proibido abrir salas de cinema.

A curadoria de Ana França e Analu Bambirra contemplou filmes de gêneros variados como ficção, documentários, experimentais. “Não pretendemos apresentar uma única resposta sobre o que é ser mulher árabe, e sim discutir as várias possibilidades ao fazer um recorte dentro das produções lançadas a partir dos anos 2000. A maioria dos filmes selecionados não foram lançados comercialmente no Brasil”, explica Analu Bambirra.

O filme de abertura será o longa-metragem inédito no Brasil Os Afortunados (The Blessed), da diretora argelina Sofia Djama. O filme ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza de 2017, pela atuação de Lyna Khoudri, e o prêmio de Melhor Direção no Festival de Dubai.

 

Outros sete longas inéditos estão entre os selecionados: Uma Substância Mágica Flui em Mim (A Magical Substance Flows Into Me), dirigido pela palestina Jumana Manna, cuja estreia mundial ocorreu na sessão Forum do Festival de Berlim em 2016. O filme parte de uma gravação do musicólogo Robert Lachmann, que leva a uma viagem que retrata a cultura musical palestina; Além da Sombra (Upon the Shadow), é sobre a questão LGBTQ na Tunísia, da diretora Nada Mezni Hafaiedh, vencedor do Tanit de Bronze no Festival Internacional de Carthage e exibido no festival Queer Lisboa; Arij – Cheiro de Revolução (Arij – Scent of Revolution), de Viola Shafik, que também teve estreia mundial na sessão Forum do Festival de Berlim e levanta questões sobre o período pós-Primavera Árabe no Egito; Pássaros de Setembro (Birds of September), primeiro longa-metragem da libanesa Sarah Francis, mostra um retrato íntimo da população de Beirute e foi exibido nos festivais CPH:DOX, FIDADOC Agadir e Art of the Real; Campos da Liberdade (Freedom Fields), filme líbio dirigido por Naziha Arebi, teve estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido no Festival de Londres e no IDFA, sobre o primeiro time de futebol feminino nacional do país; O Disco Quebrado (Broken Record) foi realizado no Iraque por Parine Jaddo e exibido no festival DOK Leipzig, que mostra o percurso da diretora em busca da letra de uma música iraquiana que a mãe cantava na sua infância; e Eu Dançarei Se Eu Quiser (In Between), filme polêmico da diretora árabe-israelense Maysaloun Hamoud, que foi lançado no Festival de San Sebastian e conta sobre a vida e as relações de três mulheres árabes em Tel Aviv: uma advogada criminalista muçulmana secular burguesa, uma DJ lésbica de família cristã liberal e uma garota muçulmana devota que se tornam colegas de quarto.

Na programação haverá debates após três exibições. Campos da Liberdade, com a roteirista e produtora Erica Reis; Trilogia Sci-Fi, com a realizadora cinematográfica Jo Serfaty e Eu Dançarei Se Eu Quiser com Gisele Fonseca Chagas da NEOM/UFF.

Também serão exibidos 24 curtas-metragens, sendo 19 estreias. As exibições estão divididas em seis sessões, que trazem títulos como Eu Tenho te Observado o Tempo Todo (I have been watching you all along), primeiro filme da diretora Rawda Al-Thani e realizado no Qatar; Três Centímetros, dirigido pela libanesa Lara Zeidan, premiado com o Teddy Award de Melhor Curta-metragem do Festival de Berlim; Povo da Terra de Ninguém (People of the Wasteland), da diretora síria Heba Khaled, no qual ela tem acesso a imagens de GoPro realizadas por soldados sírios no front da guerra; Terreno Baldio (Terrain Vague), da argelina Latifa Said, que percorreu mais de 80 festivais em 37 países e ganhou mais de 20 prêmios; e Memória da Terra (Memory of the Land), da diretora palestino-espanhola Samira Badran, único filme de animação exibido na mostra.

Na mostra, está também a Trilogia Sci-fi, da diretora palestina Larissa Sansour, que abordam assuntos relevantes ao povo palestino: Um Êxodo Espacial (A Space Exodus), no qual a diretora recria a icônica cena do homem chegando à lua, utilizando referências do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick; Patrimônio Nacional (Nation Estate), que propõe uma solução para a questão palestina: um arranha-céu que abriga toda a população e seus territórios; e No Futuro eles Comiam da Melhor Porcelana (In the future they ate from the finest porcelain) sobre uma intervenção história criada por um grupo de resistência. Destes, apenas o último foi exibido no Brasil.

Duas mesas redondas também fazem parte da programação: “O mundo árabe no feminino: religião, nação e feminismos”,  com a presença de Elzahra Osman (Inep/UnB), Gisele Fonseca Chagas (NEOM/UFF) e Houda B. Bakour (NEOM/UFF); e “Corpos-ficções palestinos: pensamentos fílmicos a partir de uma geografia violentada” formada por Tatiana Carvalho Costa Centro Universitário UNA / CORAGEM-UFMG), Carol Almeida (PPGCOM / UFPE), e Fernando Resende (PPGCOM / UFF).

 

SOBRE O CCBB

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira, segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.

SERVIÇO

07 a 25/03/2019

Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB-RJ (Rua Primeiro de Março, 66 | Centro, RJ) Tel. (21) 3808-2020

LISTA DE FILMES SELECIONADOS

Longas-Metragens

Além da Sombra (Upon the Shadow) – Nada Mezni Hafaiedh (Estreia)

Aqueles que Restam (Those who Remain) – Eliane Raheb

Arij – Cheiro de Revolução (Arij – Scent of Revolution) – Viola Shafik (Estreia)

Pássaros de Setembro (Birds of September) – Sarah Francis (Estreia)

Campos da Liberdade (Freedom Fields) – Naziha Arebi (Estreia)

Eu Dançarei Se Eu Quiser (In Between) – Maysaloun Hamoud (Estreia)

Malditos Feijões (Bloody Beans) – Narimane Mari

Meu Tecido Preferido (My Favorite Fabric) – Gaya Jiji

O Disco Quebrado (Broken Record) – Parine Jaddo (Estreia)

O Sal desse Mar (Salt of this sea) – Annemarie Jacir

Os Afortunados (The Blessed) – Sofia Djama (Estreia)

Ouroboros – Basma Alsharif

Uma Substância Mágica Flui em Mim (A magical substance flows into me) – Jumana Manna (Estreia)

 

SESSÃO DE CURTAS 01

Seu Pai Nasceu com 100 Anos, Assim Como a Nakba (Your father was born 100 years old and so was the Nakba) – Razan AlSalah (Estreia)

O Regime da Bondade (The goodness regime) – Jumana Manna e Sille Storihle (Estreia)

Um Retrato Dos Costumes (A Última Mascarada De Alfred Roch) / A sketch of manners (Alfred Roch’s Last Masquerade) – Jumana Manna (Estreia)

Memória da Terra (Memory of the Land) – Samira Badran (Estreia)

 

SESSÃO DE CURTAS 02

Eu Tenho Te Observado O Tempo Todo (I have been watching you all along) – Rawda Al-Thani (Estreia)

Três Centímetros (Three Centimetres) – Lara Zeidan

Cloch’art – Manel Katri (Estreia)

Hajwalah – Rana Jarbou (Estreia)

O Parque (The Park) – Randa Maroufi

 

SESSÃO DE CURTAS 03

Rompimento (Rupture) – Yassmina Karajah (Estreia)

Pirulito (Lollipop) – Hanaa Saleh AlFassi (Estreia)

Aya – Moufida Fedhila

 

SESSÃO DE CURTAS 04

Aqui Tu Estás (Here you are) – Tyma Hezam (Estreia)

Atrás do Mar (Behind the Sea) – Leïla Saadna (Estreia)

Um Minuto (One Minute) – Dina Naser (Estreia)

O Último Encontro (The Last Date) – Sarah Sari (Estreia)

O Povo da Terra De Ninguém (People of the wasteland) – Heba Khaled (Estreia)

 

SESSÃO DE CURTAS 05

Um Êxodo Espacial (A space exodus) – Larissa Sansour (Estreia)

Patrimônio Nacional (Nation Estate) – Larissa Sansour (Estreia)

No Futuro Comerão da Melhor Porcelana (In the future they ate from the finest porcelain) – Larissa Sansour

 

SESSÃO DE CURTAS 06

Tahiti – Latifa Said (Estreia)

À Sombra das Palavras (À l’ombre des mots) – Amel Blidi (Estreia)

Eu Estou Aqui (Je suis là) – Farah Abada (Estreia)

Terreno Baldio (Wasteland) – Latifa Said

“Já me filmaram por debaixo da saia na escada rolante e eu parti pra cima” diz modelo Lien Porto

No Dia Internacional da Mulher, celebrado 8 de março, muitos são os casos de assédio que são reportados e que endossam as estatísticas que apontam que ainda há muito a ser feito em defesa dos direitos das mulheres e contra o preconceito

A modelo Lien Porto relata  que sofre muito assédio por ser mulher: “o assédio acontece nas ruas, com cantadas indiscretas, no transporte público, com homens que não se controlam e querem passar a mão em mim, que tentam se encostar, que não respeitam, que acham que nós mulheres somos um pedaço de carne e que estamos ali para servir aos seus desejos. É lamentável”. 

Para a modelo, existe uma cultura de que o homem pode fazer o que quiser, e isto gera situações que beiram o absurdo: “lembro de um caso em Salvador de um homem que estava filmando com o celular por debaixo da minha saia enquanto subia a escada rolante. Achei aquilo um absurdo e parti pra cima, chamei a polícia, fiz um escândalo no shopping e o caso repercutiu muito”, comenta.

Lien Porto comenta que o Dia Internacional da Mulher serve como lembrança da desigualdade e preconceito que ainda existe e estímulo para não desistir: “Essa data nos lembra que a luta continua e do quanto é difícil ser mulher numa sociedade machista. Não é porque eu sou modelo, gosto de me cuidar, malho e tenho um corpo bonito que isso dá o direito dos homens serem grosseiros e virem me agarrar”.

A modelo revela que sofre com o assédio desde criança e pondera que o assédio pode ser o começo de algo muito mais grave, que é o feminicídio: “Eu sofro desde a minha infância assédio por causa do meu corpo e há anos convivo com isso, mas isso não significa que este tipo de atitude machista tenha qualquer respaldo ou que eu concorde com isso. Nós mulheres somos fortes, independentes e podemos sim ser sensuais, ter liberdade para sermos femininas, alimentar nossa vaidade, sem ser vítimas do preconceito e pré julgamento ou sermos incomodadas por pessoas que não sabem seus limites. Pela via do assédio pode vir também o estupro, além dos casos de mulheres ao redor do mundo que tem sofrido violência e até vindo a óbito por esse motivo”.

PRF e Polícia Civil prendem quadrilha que falsificavam cerveja em Barra Mansa
 
Polícia apreendeu cerca de 40,8 mil garrafas de cerveja adulteradas e prendeu 17 suspeitos

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil prendem uma quadrilha especializada em falsificar cerveja em Barra Mansa, no sul fluminense. A prisão aconteceu na manhã de sexta-feira (8), quando os policiais descobriram um depósito clandestino de falsificação de cerveja.

Após diversas abordagens de rotina a caminhões transportando bebidas na região de Piraí, Volta Redonda e Barra Mansa, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), as equipes da PRF começaram a desconfiar da procedência dessas mercadorias, em especial, das cargas de cervejas, levantando diversos indícios de que poderia se tratar de adulteração.

A partir dessas suspeitas, foi realizado um trabalho de troca de informações entre as polícias, que descobriram um depósito clandestino que falsificava cerveja em Barra Mansa.

Na noite de quinta-feira (7), foi interceptado um caminhão, com placa do Estado do Rio de Janeiro, que era suspeito de transportar as cervejas clandestinas.

Por volta das 5h30 de sexta (8), os policiais entram no depósito e flagram várias cervejas com rótulos trocados por marcas famosas. Foram presos 17 pessoas e dois adolescentes apreendidos. Muitos dos que trabalhavam na fábrica eram dos estados do Tocantins e Goiás e viviam em condições precárias, sendo impedidos de saírem do galpão. Os empregados recebiam em torno de R$ 1 mil por mês.

Além disso, foram apreendidas cerca de 40,8 mil garrafas com quase 25 mil litros de cerveja.

A ocorrência foi encaminhada para a 94ª DP (Piraí).

Acesse a Agência PRF: https://wp.me/p9NbQv-9bU
Rainha da República Democrática do Congo será recebida na Casa França-Brasil nesta segunda-feira

Turnê de Diambi Kabatusuila pelo Brasil marca o primeiro encontro de uma soberana bantu com seus descendentes após a escravidão colonial

Coroada como governante do povo Bena Tshiyamba de Bakwa Indu, na República Democrática do Congo, em 31 de agosto de 2016, a rainha Diambi Kabatusuila, que está em turnê pelo Brasil, será homenageada nesta segunda (11/03), na Casa França-Brasil. Ela já passou por Salvador, na Bahia, onde desembarcou dia 27 de fevereiro, e por Belo Horizonte. Depois do Rio de Janeiro, segue para São Paulo, de onde volta dia 15 para Kinshasa, capital do seu país.

O Congo faz parte do grupo de países de origem bantu, primeira etnia de africanos que veio escravizada para o Brasil e de enorme importância para a formação da nossa linguagem, culinária, formação do samba, capoeira e nas práticas medicinais e ritualísticas que favoreceram o nascimento da umbanda. A rainha congolesa, detentora do título de Diambi Mukalenga Mukaji Wa Nkashama (Rainha do Ordem do Leopardo), desde muito jovem mostrou interesse pelas questões de restauração da identidade africana. Um de seus principais projetos, além de comandar uma empresa de desenvolvimento rural de Kasaï Central, é buscar alianças para mudar a narrativa sobre o povo africano pelo mundo.

“As expressões das culturas africanas foram tão brutalmente reprimidas e demonizadas durante vários séculos, com o único propósito de explorar os africanos e suas terras, que muitos africanos perderam o senso de si e o que significa ser africano hoje. Os africanos em todo o mundo acostumaram-se a acreditar que não são dignos e que a única maneira de melhorar sua vida é adotar e imitar todos os padrões do Ocidente para reger todos”, observa.

Nascida na Bélgica, filha de mãe belga e pai congolês diplomata, a rainha Diambi é doutora em direito e filosofia e mestre em psicologia aplicada. Também possui formação de professora de matemática e francês e é bacharel em finanças e economia, tendo trabalhado durante vários anos como consultora econômica no Observatoire Social Européen, em Bruxelas, para a Comissão Europeia. A soberana fala seis idiomas, é mãe de dois filhos e tem um neto.

A visita da rainha Diambi e comitiva de mais de dez pessoas, composta por uma princesa, um príncipe e intelectuais, além de valorizar e celebrar povos e tradições africanos, também tem por objetivo promover encontros interculturais. Na Casa França-Brasil, lideranças indígenas ocuparão posição de destaque no evento.

Programação da recepção à Rainha Diambi Casa França-Brasil (equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa):

14h30 – Palavra do Secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, Ruan Fernandes Lira.

Cânticos Sagrados Indígenas:  Weena Tikun – cantora indígena

14h50 – Cânticos Sagrados da Nação Kongo-Angola de Tumbondo Muna Nzo kongo dya Mayala (Homens da Casa Sagrado do Governo Kongo)

15h30 – Bateria Fina Batucada, sob a direção do mestre Riko, da Escola de Música Villa-Lobos

16h – Lançamento do livro “Índios na cidade do capital – Indígenas em contexto urbano na cidade do Rio de Janeiro em tempos de barbárie”, do escritor e doutor em serviço social William Berger

17h – Abertura da mesa “Etno-empreendedorismo, resistência étnica e qual é a sua raiz?

17h50 – Desfile de moda étnico-racial dos valores civilizatórios dos povos indígenas e africanos.

Casa França-Brasil – Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro.

 

 

Top model internacional fala sobre ser mulher no mundo da moda e o book rosa
A top model internacional Talita Rocca revela os bastidores do mundo da moda, dificuldades no início da carreira e conta que rejeitou propostas de fazer ‘book rosa’
O glamouroso mundo fashion também tem seu lado sombrio. Lindas mulheres, símbolos de beleza e sensualidade, admiradas e até mesmo desejadas em todo o mundo, passam por situações de assédio físico e moral que agora passam a ser mais conhecidas do grande público.
A top model internacional Talita Rocca relata que sofreu assédio no início de sua carreira e recebeu propostas para fazer o chamado ‘book rosa’, que é uma lista de mulheres bonitas para ser acompanhantes de homens ricos:
“Logo no começo da minha carreira recebi propostas indecentes para fazer o chamado ‘book rosa’ intermediadas pela agência de modelos que eu estava. Era minha primeira agência e eu não conhecia nada do mundo da moda. Por eu ser jornalista, eles alegaram que haveria uma reunião com um pessoal de TV, algo profissional. No entanto, quando cheguei até a suposta reunião, o que queriam era me apresentar a um homem para que eu fosse acompanhante dele. Era o tal ‘book rosa’. Imediatamente recusei a proposta e afirmei que estava ali apenas para trabalhar, por interesse profissional. Foi a primeira vez que, na minha iniciante carreira de modelo na época, tive de lidar com assédio. Felizmente descobri depois que a grande maioria das agências de modelo são sérias, e saí daquela agência”.
Talita Rocca é uma modelo internacional, que tem colhido excelentes frutos desde que trocou os releases e a publicidade pelas passarelas e as grifes. No Brasil, ela já estampou campanhas publicitárias para grandes marcas como Natura, Boticário, Hyundai, Onodera, Lojas Renner, Sofitel Jequitimar, dentre muitas outras, e nos Estados Unidos fez Dillard’s, Yandy, Purple Tea Skin, GoDaddy e desfilou no Arizona Fashion Week.
A top model conta que casos de assédio a modelos não são incomuns: “Existem sim muitas propostas indecentes feitas a modelos principalmente no início de carreira. O book rosa é uma triste realidade, mas não é generalizado. Eu sempre me posicionei contra o assédio e contra essa prática degradante. Estamos ali para trabalhar, honestamente, e não para nos prostituir. Infelizmente algumas pessoas acham que tudo está à venda e não sabem os limites que lhe cabem. Tanto que, depois saí dessa agência, fui tratada com profissionalismo e pude fechar trabalhos com grandes marcas como Boticário, Hyundai e trabalhos internacionais”.
Espaço de eventos afirma que 99% das decisões nos casamentos são das mulheres
Sandro Trevisol, diretor executivo de vendas do Villa Sansu, afirma que praticamente todas as decisões relativas ao dia do casamento são tomadas pelas mulheres
Sonho da maioria das mulheres, o dia do casamento é uma ocasião toda especial que transborda de alegria e felicidade, mas também de detalhes organizacionais que demandam uma equipe hábil e direcionamento preciso, para proporcionar ao casal e seus convidados a melhor experiência, de um dia que carregarão consigo para sempre.
Sandro Trevisol, diretor executivo de vendas do Villa Sansu, um dos principais espaço de eventos do estado de São Paulo, revela que 99% das decisões relativas ao grande dia partem das mulheres: “elas tomam praticamente todas as decisões, 99%, pois o dia do casamento é o sonho delas, muito mais do que do homem. É a realização de algo que vem sendo planejado em suas mentes desde quando eram apenas meninas, e tudo tem que estar perfeito, de acordo com esse direcionamento. No Villa Sansu, temos como slogan que os nossos corações batam juntos, então passamos a viver e sonhar junto com cada noiva, cada casal, os mínimos detalhes deste dia”.
Para que tudo saia perfeito, Sandro revela que as mulheres começam a fazer os preparativos meses, as vezes anos antes: “além da alta procura, que faz com que tenhamos de reservar o espaço com muita antecedência, as mulheres por própria iniciativa já começam os preparativos de tudo às vezes anos antes, assim como o casal vem guardando dinheiro para fazer a melhor cerimônia, festa e lua de mel que puderem. Por exemplo, nossa agenda no Villa Sansu está para 2022 e isto mostra que o planejamento e a antecedência para realizar o sonho do casamento tem de ser grande”.
O espaço Villa Sansu foi apontado por diversos sites especializados como um dos melhores destinos de casamento do Brasil e por isso tem recebido muita atenção, nacional e internacional, e até mesmo videoclipes tem sido gravados no local.
Homem é preso em carro roubado e diz que comprou pela internet
 Um homem, de 34 anos, foi preso em carro roubado, suspeito de receptação, em uma abordagem na Rodovia Manilha-Magé (BR-493), em Guapimirim, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O caso aconteceu na noite de quarta (6). Ele estava com um carro roubado que teria sido comprado pela internet.

Durante a Operação Carnaval, em ronda na BR-493, policiais rodoviários federais abordaram um Kia/Soul, de cor branca, com dois ocupantes. Ao realizar a fiscalização, foram notados vários indícios de adulteração do veículo. Eles constataram que o carro era roubado e possuía registro de roubo em dezembro de 2016. Dentro do veículo, foram encontrados duas munições de calibre .38 deflagradas.

O motorista informou que havia comprado o carro pela internet e havia pago a quantia de R$ 40 mil em espécie. Também alegou que as munições eram de seu irmão que exerce a atividade de policial militar.

A ocorrência foi encaminhada para a 60ªDP (Campos Elíseos) para os procedimentos cabíveis.

“Esse muro criado entre o homem e a mulher resultará em solidão e diminuição populacional”, afirma filósofo
No Dia Internacional da Mulher, o filósofo Fabiano de Abreu partilhou alguns pensamentos sobre a sociedade pós moderna e ponderou a questão do assédio, do feminicídio e da chamada ‘guerra dos sexos’.
Dia da Mulher
Esse dia não pode passar desapercebido para mim. O que está acontecendo hoje com todo o debate em torno do feminismo é uma adaptação a uma nova era, mesclado com uma necessidade e também um ‘que’ de aproveitar-se do que está em voga.
Felizmente, a mulher vem conquistando mais liberdade e espaço ao longo do tempo, e toda mudança cria barreiras e adaptações e ainda existem pessoas que resistem. Nada justifica as ações de machismo, mas quem tem que julgar é a justiça.
O Dia da Mulher lembra a todos das conquistas obtidas por elas ao longo das décadas e conscientiza sobre a igualdade dos gêneros, mas infelizmente alguns grupos tem se aproveitado de uma atitude nobre para fazer barulho e criar ainda mais separação e desigualdade entre homens e mulheres.
Preconceito
Tudo na vida precisa ser mediado e observado para que não façamos pré julgamentos. O machismo é sim coisa do passado e os homens precisam se adaptar a essa nova realidade. As mulheres aqui em Portugal são empresárias, independentes, capitalistas, empreendedoras. No Brasil ainda existe um domínio maior de homens no empreendedorismo, mas isso pode ter a ver com a cultura tradicional de mulheres dependerem dos homens.
É preciso observar que no Brasil ainda acontece um fenômeno cultural muito forte, de incentivar os homens a começarem a trabalhar mais cedo e terem seu dinheiro, enquanto a mulher é ensinada a cuidar da casa e da própria beleza à espera do ‘príncipe encantado’, que virá para ‘resgatá-la’. Embora ultrapassada, essa cultura ainda é muito forte no Brasil, e aos poucos tem sido transformada, mas muitas mulheres cresceram nessa perspectiva, de ainda depender do homem e procurar um marido que lhe dê estabilidade financeira através do matrimônio. Por isso, pode ser incorreto afirmar que falta oportunidade no mercado de trabalho para mulheres.
Há quem use o fator do gênero para explicar um insucesso, dizendo que o fato de ser mulher é o motivo de não conseguir alcançar os objetivos. A verdade é que existem homens e mulheres aptos e homens e mulheres menos aptos, e isso não depende de gênero. Na minha família nunca ouvi falar de distinção entre homens e mulheres, pra mim todos os gêneros são iguais.
Vitimismo
Meu pai foi empresário e minha mãe professora. No trabalho, a diretora da minha mãe era mulher e todo o quadro de chefia de onde trabalhava era feminino. Minha mãe nunca foi uma feminista convicta e nunca acreditou ou viveu uma desigualdade. Lembro-me de uma frase dita pela minha mãe na época: “Há mulheres usando a desculpa do gênero para justificar sua fraqueza”. Jamais esqueci.
Eu acredito que existam sim profissões que a mulher seja mais pré disposta ao sucesso. Trabalho com mais de 40 mulheres em diversos segmentos, dentistas, modelos, dançarinas, doutoras, e as opiniões entre elas divergem sobre isso tudo. Algumas dizem que nunca tiveram problemas de assédio e que ela impõe o respeito e outras sim passaram por situações graves, o que me leva a crer que o que ela projeta pode ser o fator limitante.
Feminicídio e assédio
Exceptuando-se  os casos de exagero e comunicações falsas de agressão, que felizmente são a minoria, a questão do feminicídio é muito séria e precisa sim ser debatida. Geneticamente, o homem é predisposto a ser fisicamente mais forte que a mulher, logo ela tem menos condições de se defender de uma agressão que parta de um homem.
Quanto à questão do assédio, tudo vem do bom senso, de ambos os lados. O homem tem em sua biologia o instinto da conquista, faz parte da sua mente primitiva, para poder reproduzir. Mas é preciso ser racional e perceber que existem limites, que não somos simplesmente animais, e sim seres pensantes que são guiados por mais do que hormônios e instintos. O fato é que, existem sim pessoas doentes, que transpassam os limites do bom senso por terem problemas internos a resolverem, até mesmo mentais. Obviamente isto não é culpa da mulher, mas é preciso saber que ao mostrar muito o corpo, a mulher vai instigar o olhar e o desejo e infelizmente pode atrair todo tipo de atenção, inclusive aquela indesejada, além de um elogio ou olhar.
Construindo muros e suas consequências
Esse tema, mulher e feminismo, está relacionado a milhares de questões psicológicas complexas, porque existem várias situações e circunstâncias que não podem ser generalizadas.
Essa muro criado entre homens e mulheres só vai ocasionar solidão e proporcionar cada vez menos filhos, e com isso populações irão diminuir e culturas podem desaparecer.
As pessoas estão chegando a um ponto que daqui a pouco será impensável olhar para uma mulher na rua, enquanto dentro da mente primitiva do homem existe o instinto do desejo e do olhar. Essa mudança pode acarretar em inibir ainda mais o ato da conquista, do homem não ter mais a coragem de chegar na mulher. Essa suposta igualdade, propagandeada, vai ocasionar o distanciamento. Instintivamente a mulher também tem a necessidade de ser vista, tem sua vaidade, e quer ser desejada e admirada. Com esse muro, ela também vai sofrer, pela redução da atenção recebida.