Evento da Literatura e Cultura Negra reuniu imprensa e personalidades

Na manhã desta terça-feira (12), no SESC 24 de Maio, no centro da capital paulista, o lançamento da 5ª edição da FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra e do 15º Troféu Raça Negra reuniu dezenas de personalidades e apresentou algumas das novidades deste ano.

O evento, conduzido pela apresentadora Adriana Couto, iniciou-se com a apresentação dos homenageados nesta edição: na FlinkSampa o escritor Paulo Lins e no Troféu Raça Negra a atriz e cantora Zezé Motta.

No início, a saudação de Paulo Casale, gerente do recém-aberto SESC, desejou “vida longa às iniciativas” lá apresentadas assim como a representante do banco Santander Débora Porto, que também reconheceu a importância da valorização da cultura negra e brasileira. “As empresas que fazem aportes a estas realizações precisam ter dimensão da grandiosidade deste eventos”, destacou Débora.

Na sequência foi a curadora da FlinkSampa Guiomar de Grammont quem saudou os homenageados e revelou a participação de personalidades como Armínio Vieira (prêmio Camões de Literatura);  Conceição Evaristo, uma das principais expoentes da literatura brasileira e Jorge Carlos Fonseca, escritor e presidente do Cabo Verde.

Francisca Rodrigues, presidente da festa literária e do Troféu, agradeceu a presença dos convidados e ressaltou a importância do trabalho dos homenageados, assim como fez o reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, que ao quebrar o protocolo da cerimônia convidou a cantora Elizete Rosa para uma simbólica saudação em forma de música ao herói da cultura negra Zumbi dos Palmares.

Estiveram presentes também o professor Uelinton Alves, primeiro curador do evento literário, que resgatou importantes autores negros da literatura brasileira muitas vezes invisibilizados,  representando a Secretaria Estadual de Cultura, foi e Alberto Ferreira quem exaltou os eventos.

Zezé Motta agradeceu emocionada a participação de cada um na criação dessa celebração “Uma homenagem como essa é um afago para alma”, diz a atriz. E através da canção “Minha Missão” do sambista João Nogueira, ela prestou também a sua homenagem aos organizadores do evento, pois segundo a artista ao promover ações como esta, “estão cumprindo com dignidade a missão aqui na Terra”.

O autor Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus (que virou fime e foi indicado a quatro Oscar em 2004) é o patrono da Flinksampa deste ano, e ao contar sobre seu conato com Zezé lembrou-se do recentemente falecido cantor Luiz Melodia e prestou suas intenções pela perda com um minuto de silêncio. Sobre a importância da FlinkSampa para a temática racial, ele fala sobre o valor da cultura: “Quando a gente celebra a cultura, a gente está celebrando a nossa maior luta”.

Os eventos acontecerão de 16 a 18 de novembro a Flinksampa e dia 20 o Troféu Raça Negra na Sala São Paulo.

Projeto de moda para a zona sul do Rio de Janeiro surpreende banhistas do Arpoador

Projeto Moda Rio realiza seu segundo Audience Test e surpreende banhistas do Arpoador com produções, fotos e aulas de modelos de diversas idades.

  Quem achou que iria a Ipanema no último domingo somente para curtir uma praia, se enganou. Em um dia de muito sol, as pessoas que chegavam na praia do arpoador já se deparavam desde cedo com um clima diferente do que estavam acostumados a ver.  Modelos que chegavam de diversas regiões do Rio de Janeiro chamavam a atenção, pelos diversos perfis de beleza exuberantes que com muita personalidade se posicionavam em um ambiente preparado junto à equipe do Projeto Moda Rio. Os profissionais passaram por fases de preparação, construção, maquiagem e ensaio. Com uma grande expectativa gerada, o público pode acompanhar ao ar livre, todos os processos de transformações que foram realizados durante o dia inteiro. Os modelos transitaram pelo set de beleza, cuidados com a pele e maquiagem com a maquiadora Anastácia Loreno, fizeram aulas de passarela com o coach e produtor de moda Wallace Safra, que como auxiliar teve o produtor Ítalo Spinelli nas produções fotográficas e tiveram a oportunidade de passar pelos cliques dos pelos fotógrafos Juliana de Paula e Marcelo Moura.

O evento que teve durabilidade de 8 horas possibilitou a um grande público de expectadores, que pararam para conhecer uma parte do Projeto Moda Rio, que a cada dia mais espanta por seu crescimento, amplitude e dimensão artística em seus trabalhos, campanhas e desfiles realizados.

Além de tudo isso a campanha ainda pode contar com a presença do estilista Raziel Pinna da marca de design sustentável carioca CAMUS, que cedeu algumas peças para as produções, através de seu modelo new face. A marca que tem como características principais a sustentabilidade e o design consciente, tem crescido de maneira rápida e criativa e com isso tornou um dos produtos que vem sendo assessorado pelo projeto e assim desenvolvendo um trabalho personalizado de direcionamento em brand e fortalecimento de mercado.

Para quem ainda não conhece a startup Projeto Moda Rio, a ideia do projeto é preparar os profissionais da moda, para o mercado de trabalho. Para isso, a startup conta com uma equipe de profissionais como fotógrafos, maquiadores, assistentes de produção, produtores e é claro, modelos.

Além de ajudar novos talentos a ingressarem na carreira, o gestor conta que o Projeto Moda Rio tem a intenção de recolocar o Rio de Janeiro no circuito da moda nacional. Segundo Wallace, que além de preparador é o gestor do projeto, o Rio vem perdendo ótimos profissionais para outros estados, por conta da falta de mercado e investimento no setor.

 

“Ao decorrer que fui vendo essa demanda de saída, pensei que tinha que fazer alguma coisa, um movimento onde às pessoas pudessem ter uma referência de qualificação artística, de posicionamento, expressão, passarela, um espaço para conversar, dialogar com outros profissionais que já estão no mercado. Assim surgiu o Projeto Moda Rio e estou muito, muito feliz mesmo de cada passo que damos, rumo a retomada da moda carioca, como capital e polo de moda nacional”, relatou o jovem gestor da iniciativa que este ano completa um ano.

Para quem gosta de moda atual, curtam as redes do projeto e participem desta startup que promete surpreender ainda mais a todos nós!

 

 

O Congo é o homenageado no mês de setembro do Dida Afro, com o quitute Pondu – dias 16 e 17

A República Democrática do Congo, é um país da África Central. Sua história reflete a diversidade das centenas de grupos étnicos e suas diferentes formas de vida em todo o país. Mas nosso assunto é a culinária, que inclui pratos de carne, de peixe e de vegetais, que podem constituir a parte principal de uma refeição, normalmente acompanhando de fufu (preparo com farinha de mesa e fubá de milho) ou outros alimentos como: arroz ou cuscuz

E nada melhor, que descobrir um pouco dessa cultura, através do paladar. A África é representada em pleno bairro da Praça da Bandeira, através do projeto Dida Afro – que acontece sempre na terceira semana de cada mês – sábado e domingo. Onde vem realizando uma grande invasão afro no Rio, a cada edição um pais africano é homenageado. Já virou um encontro obrigatório para descobertas de novos sabores. E vem dando certo, algumas sugestões (das edições anteriores), fizeram tanto sucesso que foram incorporadas no cardápio do fim de semana.

No mês de setembro, o Dida Afro abriga o exótico Pondu – a iguaria lembra um quitute do Norte, é feito com a folha da mandioca, cozida com azeite de dendê, berinjela, pepino, jiló, pimentão, entre outros, além de temperos. O resultado é incrível.

O quitute será elaborado pelas congolesas Belinda e Luisa Makiese – Belinda, já acostumada com o Rio, mora no bairro da Penha, há 24 anos, sempre divulga e apresenta seu prato predileto. Já Luisa, recém chegada, (apenas com 3 meses no Brasil), também imbuída de manter às suas origens gastronômicas. As chefs comandam o Dida Afro desse mês, veteranas com a arte de cozinhar, garantem que o sabor é bem diferente e surpreendente.

O Pondu vem acompanhado de posta de peixe assado, arroz branco e fufu (funge), sai por R$ 49,00 (individual).  Ainda ganha: – Entradinhas com abobrinha recheada e mexilhões com páprica – De sobremesa: cocadinha

Dida Bar e Restaurante

Rua Barão de Iguatemi, 408 / Praça da Bandeira
Telefone: 2504 0841

Aberto de: terça e quarta: das 12h até 0h / quinta, sexta e sábado: das 12h até 0h. E domingo: das

12h até 20h

Formas de Pagamento: Cartões de débito: Visa e Mastercard
Cartão de Credito: Visa e Mastercard / Ticket Restaurante / Sodexo / Alelo

Capacidade: 40 lugares (sentados) 

Foto: ​Pondu de Stefani Nascimento ​

​Foto: Chefs (Luisa Makiese / Dida / Belinda – direita) de Rozangela Silva​

 

Gêmeos violoncelistas farão a estreia mundial da obra “Duplum”, primeiro concerto para dois violoncelos e orquestra escrito pelo maestro

 

Ainda envolto com o recente CD “Paisagens Cariocas”, segundo disco de sua carreira, lançado no primeiro semestre, o Duo Santoro parte para mais uma etapa enobrecedora em seus mais de vinte anos de formação. No próximo domingo, 17 de setembro,às 10h30min, os irmãos, que integram a Orquestra Sinfônica Brasileira, vão se juntar à Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, regida pelo maestro Tobias Volkmann, para realizar, em um concerto memorável: a estreia mundial da obra “Duplum”, concerto para dois violoncelos e orquestra, de João Guilherme Ripper. Este é o primeiro concerto escrito para esta formação pelo consagrado compositor – a parceria vem desde 1994, quando Ripper escreveu uma das primeiras músicas dedicadas ao duo, “Cantiga e Desafio”, gravada em 2013 no CD de estreia dos gêmeos, “Bem Brasileiro”.

O maestro vem saboreando grandes realizações profissionais. Pela primeira vez em 109 anos de existência, o Teatro Colón, de Buenos Aires, encenará uma ópera de um compositor brasileiro: sua peça “Piedade” tem quatro récitas nos dias 2, 3, 8 e 9 de setembro, dentro da série Ópera de Câmara, que tem curadoria de Marcelo Lombardero.

O concerto da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF terá ainda a apresentação do “Concerto para fagote e orquestra, Op.88”, de Liduino Pitombeira, com execução a cargo de Jeferson Souza, integrante da OSN, além de obras de Cláudia Caldeira e Rafael Piccolotto de Lima.

 

SERVIÇO:

Duo Santoro e Orquestra Sinfônica Nacional da UFF interpretam “Duplum”, concerto para dois violoncelos e orquestra, de João Guilherme Ripper (estreia mundial)

Maestro: Tobias Volkmann

 

  • 17 de setembro
  • Domingo | 10h30min
  • Cine Arte UFF
  • Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói – RJ
  • Ingressos: R$ 14 (inteira) R$ 7 (meia)
  • Classificação: Livre
  • Informações: 3674-7511 | 3674-7512

Duo Santoro

 Iniciaram os estudos musicais com o seu pai, o contrabaixista Sandrino Santoro. Em 1989, graduaram-se pela Escola de Música da UFRJ com nota máxima e dignidade acadêmica Magna Cum Laude, e hoje são mestres pela UFRJ e pela UNIRIO.

Pertencem aos quadros da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Sinfônica da UFRJ, onde já se apresentaram várias vezes como solistas, além de participarem de outras formações camerísticas distintas, tais como trios, quartetos e outros duos.

Considerado “um dos maiores sucessos da música erudita brasileira” pelo Jornal O Globo, o Duo Santoro é um dos conjuntos mais elogiados pela crítica especializada.

Único duo de violoncelos em atividade permanente no Brasil, o Duo Santoro estreou em 1990 e já se apresentou nas principais salas de concerto de todo o país. Seus recitais incluem um leque eclético de estilos, que vai do erudito ao popular. Uma das principais metas do Duo Santoro é a divulgação da música brasileira. Para isso, contam com a colaboração de vários compositores, que dedicaram algumas de suas principais obras ao Duo, tais como EdinoKrieger, Ronaldo Miranda, João Guilherme Ripper, Ricardo Tacuchian, Dimitri Cervo, Villani-Côrtes, Nestor de Hollanda etc.

Por unanimidade, Paulo e Ricardo Santoro receberam da “União Brasileira de Escritores” os prêmios PERSONALIDADE CULTURAL do ano de 1995 e MEDALHA DO MÉRITO CULTURAL de 2014, além das condecorações “MEDALHA DE OURO” e “MEDALHA DE PRATA” conferidas pela Escola de Música da UFRJ em 1992.

Nas comemorações dos seus vinte anos, se apresentaram em praticamente todo o Brasil e na República Dominicana, coroando o ano com um recital no famoso Carnegie Hall de Nova York. Em 2013, lançaram o seu primeiro CD, “Bem Brasileiro”, totalmente dedicado a compositores brasileiros do século XX e contemporâneos, obtendo grande repercussão na imprensa nacional e internacional. Em 2017, lançaram seu segundo CD, “PaisagensCariocas”, dedicado à música brasileira erudita e popular.

João Guilherme Ripper

 Compositor, regente, gestor cultural e professor da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Obteve seu Doutorado em Composição na The CatholicUniversityofAmerica, em Washington D.C., onde estudou com Helmut Braunlich e Emma Garmendia.

Frequentou o Curso de PerfeccionamentenDireccónOrchestal na Argentina, com o Maestro Guillermo Scarabino, e Économie et Financement de laCulture, na Université Paris-Dauphine. Foi Diretor da Escola de Música da UFRJ entre 1999 e 2003. Em 2004 aceitou o convite do Governo do Estado do Rio de Janeiro para dirigir a Sala Cecília Meireles, onde permaneceu por 11 anos e empreendeu uma ampla reforma.

Em 2015, foi nomeado Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cargo que ocupou até o início deste ano. Ripper é membro e Vice-Presidente da Academia Brasileira de Música. Colabora frequentemente com orquestras, conjuntos de câmara, teatros e festivais no Brasil e exterior criando novas obras ou atuando como compositor residente.

Em sua produção mais recente destacam-se a série “FromMyWindow”, encomenda do ArtistProgram da KeanUniversity (US), “Desenredo” e “Cinco poemas de Vinicius de Moraes”, encomendas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, “Jogos Sinfônicos”, encomenda da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, “Natividade – Cantata Cênica”, encomenda do Teatro Amazonas, e “Gloria Concertato”, que encerrou recentemente o I Congresso Internacional de Música Sacra no Rio deJaneiro. Seu catálogo de obras inclui ainda as óperas “Augusto Matraga”,“Domitila”, “Anjo Negro”, “O Diletante”, além de “Onheama”, produzida no Festival Terras Sem Sombra em Portugal no ano passado, e “Piedade”, que integra a Temporada 2017 do Teatro Colón.