EMPRESA DE INTERCÂMBIO ESTUDANTIL CHEGA AO BRASIL

Empresa de intercâmbio estudantil Yourway chega ao mercado brasileiro

Grupo internacional de educação iniciará operações no Rio de Janeiro, com foco em intercâmbios para Portugal e demais países da Europa

Os estudantes brasileiros podem contar agora com mais uma opção no momento de planejar o tão sonhado intercâmbio internacional. Neste mês de fevereiro, a Yourway Education, que possui escritórios em Portugal, Espanha, México e Hungria, iniciará as suas operações no Brasil, com sede na cidade do Rio de Janeiro. O grupo pretende ser um forte ponto de apoio e referência para os jovens que pretendem buscar mais conhecimentos e desafios em Portugal e em toda a Europa.

Mesmo com as incertezas do atual momento de pandemia, o grupo não abriu mão dos seus planos de abertura no Brasil. Para o administrador da empresa em Portugal, Nuno João, é sim um bom momento para investir no setor. De acordo com ele, em períodos de virada civilizacional, as famílias gastam menos em bens secundários e concentram o seu investimento nos intangíveis primários: saúde e educação.

“O perfil dos nossos clientes é um perfil de investidor em educação. Como investidoras, as famílias que queremos servir irão procurar hoje, ainda mais, o melhor em educação para os seus filhos, seja em seus países ou no exterior. A Educação é sempre o melhor investimento”, destaca Nuno João.

Nuno conta que o interesse em abrir uma filial no Brasil também se deu pela alta procura de famílias brasileiras, em especial do Rio de Janeiro, interessadas em enviar seus filhos para estudar em Portugal. “Assumimos como propósito do grupo ser a referência da comunidade luso-brasileira, tanto em Portugal, como no Brasil, para todos os estudantes e famílias que desejem investir em Educação”, afirma ele.

“O nosso maior diferencial serão os programas na Europa, pois somos uma empresa luso-europeia-brasileira, o que nos permitirá servir com muito mais vantagens os estudantes e as famílias brasileiras que procurem esse continente para os seus projetos de vida e de estudo. Seremos, em Portugal, o primeiro abraço depois da travessia atlântica”, completa Nuno.

Yourway Education conta com programas de intercâmbio estudantil em mais de 15 países europeus e, apesar do foco na Europa, também oferece outros destinos muito procurados pelos estudantes, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Educação solidária

A transformação pela educação é uma das principais bandeiras defendidas pela Yourway Education. Por isso, o grupo apoia projetos sociais por meio de campanhas especiais, nas quais divide os lucros obtidos com instituições como a Unicef. “Acreditamos que a Educação é o melhor investimento em desenvolvimento humano. Parte dos nossos lucros é revertida a favor da educação de crianças e jovens menos favorecidos. No Brasil, vamos começar este mês com a ‘Turma da Yourway’, que é uma turma de 16 a 20 crianças e jovens do 8º/9º do Ensino Médio, apoiadas pela Yourway-Uerê Mello na Favela da Maré. As crianças que apoiaremos terão um projeto de desenvolvimento cognitivo e emocional de referência mundial desenvolvido no Brasil pela Dra. Yvonne Mello, com reforço escolar, música, refeições e esportes”, conta Nuno.


Sobre a Yourway Education

Fundada em 2016, em Portugal, a Yourway Education tem escritórios no Brasil (Avenida Atlântica – Rio de Janeiro), Portugal, Espanha, México, e Hungria e conta com uma equipe internacional com mais de 15 anos de experiência na organização de programas de intercâmbio de Ensino Médio e Universitário. Com o objetivo de ajudar os estudantes no cumprimento de suas missões individuais e livre expressão, a empresa oferece soluções sob medida para cada aluno e sua família. Mais informações no site: https://yourwayeducation.com.br/.

O CAOS DA COVID EM PORTUGAL

Confinados desde o início da pandemia, o que fez de Portugal sair de exemplo e passar a ser o pior em número de casos de covid-19 

Centro de Pesquisas e Análises Heráclito divulga estudo que explica como são contabilizados os casos em Portugal em comparação aos demais países

Portugal viu a sua situação pandêmica ficar descontrolada neste último mês. Após ter ultrapassado 2020 com poucos casos, pouca mortalidade e com relativa serenidade, 2021 começou de forma muito diferente.

O que mudou para alterar dramaticamente o cenário? Por que razão Portugal passou de um país exemplar para o pior país em número de casos e mortes por cada 100 mil habitantes?

O CPAH – Centro de Pesquisas e Análises Heráclito fez uma pesquisa envolvendo entrevista a 100 pessoas de várias zonas do pais e análises de dados nacionais e internacionais.

Portugal é um país pequeno com pouco mais de 10 milhões de habitantes que, em março do ano passado, se confinou mesmo antes da ordem do governo. Esta ação rápida fez com que a primeira onda não tomasse as proporções vistas nos seus vizinhos europeus. Por meses os portugueses obedeceram as regras e todo o comércio, depois de meses encerrado, voltou renovado e envolto em extremas medidas de higiene e segurança. O verão chegou e parecia que o pior teria ficado para trás embora os avisos fossem constantes e, mesmo em pleno calor, a máscara foram adotadas sem grandes consternações. Impunha-se o regresso à escola dos milhares de alunos que nos últimos meses estiveram em regime de ensino online. Vozes contra e vozes a favor da decisão se levantaram. Há sensivelmente 15 dias o ensino parou de novo com uma crescente onda de novos casos. Foram as festas familiares que descontrolaram todo um país. O natal e o final de ano ditaram a mudança do destino. Os governantes sabiam que os números iam crescer da mesma forma que regras rigorosas nesta altura não resultariam. Portugal é um país familiar, país de emigrantes, que tem o Natal como ponto central da vida familiar e da reunião daqueles que durante meses não se veem. Portugal tentou, em cima da linha, fazer um equilíbrio difícil entre um controle de casos e a sobrevivência de uma economia já frágil. E depois chegou o cansaço.

Como explica o doutor em neurociências e psicologia luso brasileiro Fabiano de Abreu, membro fundador e sócio do CPAH, “o segundo confinamento está sendo mais duro com os portugueses. A população está cansada e a ansiedade constante chegou a um momento preocupante. Há a constante sombra da incerteza. Contrariamente ao Brasil as regras aqui foram duras e duram até hoje. Com mais ou menos restrições aqui a vida nunca voltou a nada semelhante ao normal. No natal e final de ano as pessoas relaxaram e, infelizmente, foram multiplicando os focos de infecção”, relata. Abreu acrescenta ainda que, “os números eram crescentes, mas a circulação de pessoas, muitas delas vindas do estrangeiro, na altura das festas fez disparar os números. Também o relaxamento referente ao instinto, que motivado pela ansiedade leva a busca pela saída da rotina. Chamo de momento imagem e crença, onde a necessidade da liberação da dopamina e a adaptação ao momento sem impactos que chamam atenção, causam descrédito.”

Às pessoas entrevistadas para análise, foi perguntado de que forma explicam o aumento de casos depois de meses de sucesso. 60% dos entrevistados sinalizaram as festas familiares e sobretudo o ajuntamento de jovens no final do ano. 23% acreditam que as regras do novo confinamento não foram cumpridas como expectável ou que, regras erradas fizeram com que as pessoas saíssem de casa em maior concentração nos horários permitidos para circulação. Os restantes 17% culpam o ensino e a abertura das escolas, defendendo que deveria ter sido online desde o início do ano letivo.

Neste momento, Portugal é recordista em casos e mortalidade por 100 mil habitantes em todo o mundo. Contudo, serão estes números tão lineares assim? Seriam se a contabilização de mortes e a realização de testes fossem feitas na mesma medida. Isto não acontece. Portugal é dos países que mais testa no mundo, inclusive muitos deles são de rotina, ou seja, testam as pessoas que não apresentam nenhum sintoma. Muitas empresas, câmaras municipais, escolas e outras instituições procedem a testes para controlarem possíveis surtos. É, portanto, natural que o número de casos detetados seja maior. Outro ponto se prende com a contabilização da mortalidade. Mesmo na europa os países não seguem todos o mesmo critério.

Joana Freitas, arqueóloga portuguesa membro do CPAH explica esse critério, “a mortalidade não é considerada segundo igual padrão. Em Portugal, desde que positivo para a COVID 19 esteja em meio hospitalar ou não, a morte é considerada como se devendo à SARS-CoV2 mesmo que morra de outra complicação associada. O mesmo não se aplica noutros países. Inglaterra por algum tempo só contabilizou mortes ocorridas em hospitais, na Alemanha por exemplo, num lar de idosos que ocorra um surto e existam mortes antes dos testes, essas não são contabilizadas. Já na Bélgica basta a suposição médica para que conte como morte covid 19. Em Espanha não são contabilizadas as mortes em lares de idosos, nem sequer as mortes em casa, caso não tenham sido feitos previamente exames de diagnóstico. E mais exemplos podem ser tidos em conta se alargarmos a escala. Os números totais não se regem pelas mesmas regras.”